Últimas indefectivações

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Bruno Lage é a escolha óbvia

"O Benfica anunciou oficialmente que Bruno Lage será o treinador a título definitivo. Passando por cima do facto de todos os treinadores estarem a trabalhar a título provisório e nenhum ser treinador a título definitivo, pormenor que a CMVM não estará muito interessada em conhecer, diga-se que a escolha de Luís Filipe Vieira é a escolha óbvia, atendendo ao contrário.
Mais uma vez se prova a importância das circunstâncias na vida de um homem. Há quem lhe chame destino, há quem veja, em tudo, a mão de Deus ou do Diabo. Certo é que Bruno Lage estava na hora certa no sítio certo. Ele próprio, humildemente, confessava que tinha apenas na ideia ser preparador físico, que é coisa que, afinal, nem um profissional de treino desportivo deve dizer, de tão redutor que isso é, mas percebe-se a ideia. Lage, nem nos sonhos mais impossíveis imaginaria chegar tão cedo a treinador da equipa principal do Benfica. Chegou depressa ao cume e, agora, tentará agarrar a oportunidade que este imprevisto upgrade lhe proporciona.
Lembraram, e bem, os jornalistas o que Rui Vitória sugeriu sobre a necessidade de um treinador tão jovem e inexperiente precisar de uma protecção sólida da estrutura que o envolve. Lage teve uma resposta que apenas faz prova da sua ingenuidade, mas é bom que perceba o conselho do novo homem das arábias. Rui sabe bem o que disse e porque o disse. Lage pode ainda não ter percebido, mas a declaração era a seu favor. Quando a estrada se tornar íngreme e feita de pedras (uma mera questão de tempo) irá perceber melhor que a equipa não se esgota nele e nos futebolistas que dirige."

Vítor Serpa, in A Bola

Carta para o Divino Negro

"Já lá vão cinco anos sobre o morte de Eusébio. Alguém um dia perguntou: porque passam os anos tão depressa e as horas tão devagar? Não sei onde ele se encontra. Mas escrevo-lhe. Como se fosse uma profunda necessidade.

Lisboa, tantos do tal. Há cinco anos já que Eusébio partiu para o Grande Vazio. Ou para o Grande Desconhecido, se quiserem. Não conheço quem de lá tenha voltado para descrever essa planície infinita de mágoas e de saudade.
Onde estás, amigo? Em que lugar concreto desse céu para o qual olho na convicção de te ver correr por entre as galáxias, fazendo dos astros fingidos meros holofotes desse teu brilho negro, incandesceste e inconfundível?
Fazes-me falta.
Fazes-nos falta.
Eras uma espécie de segurança só por estares lá. A segurança de, um dia, qualquer garoto de rua, descalço sobre a terra batida, poder ignorar o grito da mãe que o chama da janela da infância, para ficar a marcar golos atrás de golos nessa sua vocação de ser menino para sempre.
Por isso estavas, mesmo não estando. Estavas na recordarão inesquecível de um traço, de um gesto, de um salto vertical em direcção ao céu que será a intuição de asas nos pés desafiando a lei da gravidade.
Para ti nunca houve leis. Como não havia nem tempo nem espaço.
O tempo esse, começámos a senti-lo no dia em que resolveste, talvez por cansaço, talvez por tédio ou lassidão, sair pela porta da frente da vida rodeado por uma cidade inteira que, à chuva, atirou para as ruas os seus diminutos pecadores que quiseram, por um segundo que fosse, tocar as tábuas do teu caixão.
Garcia Lorca falava dos sons negros.
Poucos negros terão sido tão divinos como Eusébio.
Sons negros que queimavam as gargantas como uma água feita de vidro.
Quantas gargantas queimaste quando, numa passada, deixavas de ser homem para te tornares fera? E os olhos abriram-se para que todos pudessem acreditar no inacreditável.
Pois... onde andas tu?
Desafias os anjos da tua rua do paraíso para jogos de bola com balizas de nuvens?
Os deuses, maiores ou menores, mais inquietos ou mais melancólicos, deixam-se espantar pela maneira como corres driblando a lógica relutante dos planetas? E os filhos dos deuses pedem-te para apareceres a seu lado nas fotografias  dependuradas nas paredes azuis-pacífico do firmamento?
Gostava de me sentar a teu lado e ouvir-te falar do que se passou entretanto nesse teu outro lado da vida.
Falarias devagar, como costumavas fazer, da maneira como um Ser acima de todos os outros te foi receber aos portões escancarados da Eternidade. E de como te fez uma vénia humilde, baixando a cabeça de cabelos longos e brancos, só para observar com atenção a fantasia melodiosa que se desprendia dos teus pés abençoados. E de como, logo na primeira noite, de arranjaram uma mesa sobre a qual pudesses pousar o teu corpo já vazio ou ainda por encher, e da pressa com que todas as entidades extintas e por inventar se envolviam numa luta para se sentar à tua direita.
O silêncio de um abraço.
Sei (sabemos) que não voltas. Tens, agora, mais do que fazer.
És continuamente assoberbado pelos favores que os duendes e os arcanjos, as musas e as necromantes te pedem a cada minuto. Aí, como aqui, exigem-te que carregues o mundo sobre os ombros, Sísifo de pele escura, igual à que me recobre o coração e que me mostrou que talvez um dia pudéssemos ser irmãos como naquele silêncio em que ficámos, certa noite, lado a lado na janela de um avião espreitando o brilho eléctrico de uma tempestade cada vez mais próxima. E esse medo que sentias era também a forma de te tornares o mais parecido possível com os banais humanos.
Voaste para longe, tu que só gostavas de voar sobre a segurança inimitável da relva.
Quantas foram as pequenas verdades que transformaste em sonhos? Quantas foram as minúsculas regras científicas que despedaçaste à força de remates trovejantes?
Ora, e por que não fechaste simplesmente a porta quando viste que era a morte que a ela batia? Sentiste necessidade da sua macabra companhia?
Queria enviar-te esta carta, mas não há quem saiba dizer-me em que órbita vives agora. Avisaram-me apenas que teria de seguir pelo trilho dos sons negros de Lorca, dobrar as esquinas das ondas do mar da nostalgia, continuar por um caminho estreito, apertado por entre entre árvores de gelo fino, e não olhar nunca, mas nunca, para os sóis que queimam as íris de todas as cores e as reduzem às cinzas da cegueira da estupidez. Se no final dessa jornada entrar por um lago de erva verde, sem longitudes nem latitudes, apenas com um crucifixo em cada ponta a imitarem balizas de uma religião que nada me diz, é provável que te encontre.
Mas não esperes por mim. Agora, depois de todas as horas que estive à tua espera, incapaz como eras de ser pontual, é a minha vez de chegar tarde.
Levo-te notícias do teu país: o país das fadas.
Levo-te qualquer coisa encarnada porque será sempre para ti um consolo.
Aposto que te encontrei na companhia de uma bola.
Vendo bem, nem saberias viver sem ela.
De tudo o mais que poderia dizer-te, escolho o silêncio de um abraço."

Afonso de Melo, in O Benfica

'Histórica atitude'

"Em ano de comemoração ímpar, Benfica e Sporting uniram-se para homenagear um congénere

Em 1975, o Ginásio Clube Português (GCP) comemorou o seu centésimo aniversário. Para parabenizá-lo, o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting Clube de Portugal deixaram rivalidades de lado e 'resolveram dar as mãos e promover a primeira grande festa dedicada ao centenário clube'.
Aprovada pelas respectivas direcções, a 'histórica atitude' - assim classificada pelo jornal A Bola - foi comunicada ao GCP, a 26 de Fevereiro, por dirigentes dos dois clubes organizadores. A concretização teria lugar a 17 de Março, 'vésperas do dia dos cem anos do Ginásio Clube Português', no Pavilhão da Luz.
O evento que contou com 'o alto patrocínio do Comité Olímpico Português', consistiu num festival gimnodesportivo de entrada livre, 'permitindo assim que um maior número de público se associe a tão justa homenagem'. Entre as 21 horas e a meia-noite, desenrolou-se um vasto programa, 'aliciante para todos os desportistas', garantia de antemão o Diário de Lisboa. 'Ali estiveram, as lutas (...), a força do halterofilismo, a fúria agressiva do jogo do pau, a subtileza elegante da esgrima de florete, o espectáculo acrobático dos saltos com cama elástica e minitrampolim', entre tantas outras demonstrações do ecletismo do clube aniversariante. De destacar o desafio de futebol de salão, 'entre escolas de jogadores dos dois clubes homenageantes', sem árbitro, cabendo aos 'jovens atletas a responsabilidades da definição das suas próprias faltas', e a 'consagração da ginástica em toda a sua expressão e beleza' através da actuação 'das classes de ginástica do Sporting e do Benfica'. Houve ainda tempo para os habituais discursos e para o Parabéns a Você na voz do Orfeão do Benfica.
As comemorações do centenário do GCP estenderam-se por todo o ano de 1975. Entre 18 de Janeiro e 18 de Dezembro, foram vários os eventos que visaram festejar a longevidade daquele que é considerado 'o mais antigo instituto de educação física existente em Portugal'. O Benfica associou-se à festa e, como agradecimento, o GCP agraciou-o com uma medalha de colaboração.
A medalha entregue na cerimónia de encerramento das comemorações, a 18 de Dezembro de 1975, é um dos muitos objectos que constituem o acervo do Sport Lisboa e Benfica que, não integrando a exposição permanente do Museu Benfica - Cosme Damião, se encontraram em reserva no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Um projecto de estabildade

"De 2009/10 até hoje, Bruno Lage é o terceiro treinador a comandar o plantel da equipa principal do Benfica. Nas últimas 10 temporadas, a estabilidade vivida entre a Luz e o Seixal não encontra paralelo em nenhum outro clube português e, mesmo nos principais colossos europeus, é difícil encontrar quem tenha trocado tão poucas vezes de treinador em igual período de tempo.
A estabilidade é, claramente, uma marca do Benfica e essa é também uma das razões para o sucesso desportivo que se conheceu na última década. Com os dois treinadores anteriores (Jorge Jesus e Rui Vitória), o Benfica conquistou 16 troféus. Venceu tudo o que poderia vencer em Portugal, esteve em finais europeias, estabeleceu novos recordes de transferência de jogadores e afirmou a sua Academia como referência mundial na formação de talentos.
Não poderia fazer mais sentido, pois, que o novo treinador do Benfica fosse, também ele, um produto da formação do clube – como, de resto, já tinha acontecido com Rui Vitória, treinador da nossa equipa de juniores entre 2004 e 2006.
A aposta em Bruno Lage tem, contudo, uma particularidade especial: tornou-se o primeiro a técnico a orientar todos os escalões de formação do Benfica, a sua equipa B e, por fim, a equipa principal. Um percurso que o torna, desde ontem, um caso ímpar. Uma aposta para o presente e para o futuro e que encerra, em definitivo, o processo de escolha do novo treinador.

PS: O Benfica inicia hoje, em Guimarães, um ciclo de jogos no Minho que esperamos ver prolongado até à final da Taça da Liga. Podem ser quatro duelos naquela região no curto espaço de 12 dias: dois com o Vitória de Guimarães, um com o FC Porto e ainda a possibilidade de enfrentarmos Sp. Braga ou Sporting, no dia 26, no derradeiro jogo da Taça da Liga. Os nossos adeptos serão fundamentais para que o habitual calor do Estádio da Luz se transfira para o Minho durante duas semanas."

A vergonha diária...!!!

Vendidos !!!

"Esta notícia tenderia a passar despercebida. Está redigida em modo lacónico. É assinada pela "redacção". É uma notícia sem cara, mas tem uma marca que não é "A Bola". Por um motivo que gostaria de ver esclarecido a cobertura de "A Bola" ao denominado processo "jogo duplo" deixou de referir alguns elementos noticiosos do mesmo.
Em anteriores edições "A Bola", sobre este tema, informava que "...A procuradora do MP defendeu penas efectivas de prisão para Carlos Silva, conhecido como Aranha e elemento da claque Super Dragões, para o empresário...". Realmente, um dos chamarizes para este processo seria a percepção de um eventual envolvimento da claque super dragões numa actividade criminosa relacionada com a viciação de resultados desportivos. Era o primeiro processo do género em Portugal e envolvia um destacado elemento da referida claque, que chegou a ter uma medida de coação para não perturbar a realização da prova. Em causa podia estar uma prática de associação criminosa para a corrupção em resultados desportivos.
A relevância do futebol na sociedade portuguesa justificaria um acompanhamento objectivo e rigoroso do tema, até para se compreender o putativo alcance que a dita claque, ou, pelo menos, este seu destacado membro, poderiam ter na adulteração de resultados em competições profissionais. 
Subitamente, "A Bola" notícia o agendamento da leitura do acórdão deixando cair esta parte da notícia! Substituindo-a pela referência a "um elemento de uma claque"! Claque de quem? Do Benfica!? De um clube da Associação de Futebol de Setúbal, de Bragança, de Castelo Branco? Quem tem afinal ligações a este processo em fase de julgamento? A quem aproveitava a alegada associação criminosa?
Pois é.. o futebol é muito mais que um "jogo duplo", meus caros! Actualmente, é um jogo de bastidores. Sem cara. Onde jogam sempre de camisola vestida os jogadores da bola e de outras esferas. Tudo cada vez mais profissionalizado. O campeonato ganha -se disputando cada lance, antecipando a jogada, fazendo compensações, etc... "A Bola" rola e quando o jogo é mal jogado mais parece que enrola..."

É uma pena: Tinoco está indisponível

"Vou partilhar com o leitor uma convicção minha: Rui Vitória não era o melhor treinador do mundo. Atrevo-me ainda a acrescentar: o próximo treinador do Benfica, seja Bruno Lage ou outro, também não será o melhor treinador do mundo. Esta é uma garantia absoluta que estou em condições de avançar. Isto, porque aquele que é sem sombra de dúvidas o melhor dos melhores não está disponível. Falo do Tinoco, individuo que encontro amiúde no Bar da Igreja de Crespos, cá em Braga. O leitor nem imagina a sapiência que reside dentro daquele crânio. É o melhor treinador que conheço. Por enquanto, apenas de bancada - infelizmente. O homem sabe sempre tudo. Sabia que o João Félix renderia muito mais ao centro. Sabia que o Alfa tinha de entrar em Atenas para resolver o jogo através da meia-distância.
Em 2016, o Éder surpreendeu milhões de adeptos, mas não o Tinoco. 'Eu já sabia que a lesão do Ronaldo até iria ser melhor para Portugal' - assegurou ele mal o árbitro apitou. O Tinoco sabia que aquela bola tinha de ser bombeada para a área, no Bessa, há dois anos; em 2013, sabia que alguém tinha de derrubar o Kelvin antes do remate; em 2000, sabia que os membros superiores do Abel Xavier deveriam ter sido amputados antes do jogo com a França.
É pena esta crónica estar limitada a 1600 caracteres, porque seria muito interessante preencher o jornal com as infinitas situações que o Tinoco já previu. É verdade que só tive conhecimento de todos elas já após a ocorrência, mas provavelmente é coincidência. Para grande azar do Benfica, o Tinoco está indisponível para assinar. Não tem sequer a escolaridade obrigatória, quanto mais o curso de treinador."

Pedro Soares, in O Benfica

Cantigas de maldizer

"O rescaldo da saída de Rui Vitória permitiu distinguir cabalmente aqueles que se limitavam a constatar que os jogadores já não respondiam em campo à mensagem do ex-treinador, daqueles que pretendiam usar as más exibições do Benfica e as críticas ao técnico para desestabilizar o clube.
Estes últimos rapidamente viraram agulhas para o presidente, acusando-o, por exemplo, de demasiada demora no dito despedimento. Tenho a certeza de que esses seriam também os primeiros a acusar Vieira de precipitação, caso tivesse demitido Rui Vitória (então um treinador com dois campeonatos em três) no início da temporada, e as coisas depois não corressem bem. É fácil fazer o Totobola à Segunda-feira, e quem quer apenas maldizer não precisa de argumentação muito profunda mas tão-somente de uma língua afiada.
Atrás deles seguiu uma minoria de jovens adeptos que, apesar de se fazer ouvir num sector do Estádio, ou ler em alguns fóruns da Internet, será porventura tão representativa dos milhões de benfiquistas espalhados pelo país e pelo mundo como uns quantos “coletes amarelos” o são da sociedade portuguesa em geral. Também criticam tudo, também querem mudar tudo, mas não sabem bem como, nem porquê. Não se recordam do Benfica do início do século, nem do trabalho desenvolvido desde então, e acham que se ganha por decreto.
Uma maior maturidade permitir-lhes-á um dia distinguir o essencial do circunstancial, perceber que os actos trazem sempre consequências, e que os impulsos são quase sempre maus conselheiros. Então sim, saberão valorizar o grande Benfica que encontraram e que não apareceu por magia."

Luís Fialho, in O Benfica

Bruno Lage

"A escolha de Bruno Lage para treinar a equipa principal do Sport Lisboa e Benfica é um grande momento de afirmação do futebol de formação. Aos 42 anos e a cumprir a nona época ao serviço do maior clube português, Bruno Lage passou por todos os escalões. Recordo o título conquistado, em 2008/09, pelos iniciados A, com 13 pontos. Batemos o Sporting, o SC Braga e o FC Porto.
Recordo o brilhante triunfo, em 2010/11, pela equipa de juvenis A - cinco vitórias e um empate. O FC Porto ficou a 6 pontos, e o Sporting, a 11. Os resultados alcançados pela equipa B, na II Liga, provam a sua competência. Pelas suas mãos passaram alguns dos maiores talentos do futebol português. No plantel principal, destaco Bruno Varela.
No lote dos ex-jogadores que dão cartas por esta Europa fora, existem 13 exemplos: Ederson (Manchester City), Bernardo Silva (Manchester City), João Cancelo (Juventus), Gonçalo Guedes (Valência), Hélder Costa (Wolverhampton), Ivan Cavaleiro (Wolverhampton), Rony Lopes (Mónaco), Pedro Rebocho (Guingamp), Miguel Vítor (Hapoel Be'er Sheva), Miguel Cardoso (Dínamo de Moscovo), João Nunes (Lechia Gdsank), Cafu (Legia Varsóvia) e Sandicino (Lausanne).
Na I Liga existem 10 jogadores em destaque: Ricardo Horta (SC Braga), Rochinha (Boavista), David Simão (Boavista), Fábio Cardoso (Santa Clara), Pedro Nuno (Moreirense), Rúben Lima (Moreirense), Diego Lopes (Rio Ave), Nélson Monte (Rio Ave), João Teixeira (Chaves) e Tiago Silva (Feirense). Na II Liga, mais três: Romário Baldé (Académica), Romeu Ribeiro (Penafiel) e Miguel Rosa (Cova da Piedade).
São 27 atletas. Um verdadeiro plantel."

Pedro Guerra, in O Benfica

O planeta fantástico

"O projecto KidFun é projecto de Educação para Valores e, como tal, assenta em dois pilares fundamentais: a Educação e os Valores! Levando esta imagem dos pilares um pouco mais longe, sabemos que eles se cravam na terra e nas fundações para dar estrutura a um edifício, neste caso, moral, de que depende o nosso bem-estar colectivo e a vida em sociedade. Assim, o que se pretende verdadeiramente com o projecto KidFun é trabalhar e autdeterminação e o desenvolvimento da personalidade enquanto exercício de liberdade e cidadania que ajuda as nossas crianças na sua preparação para a vida em sociedade.
Bem entendido, numa sociedade em que não valha tudo para atingir fins, colectivos ou pessoais, e em que a felicidade e a realização individual não atinjam a plenitude sem a contribuição para o bem-estar do outro.
Pode dizer-se que se trata de uma utopia. É-o certamente! Como o nosso Benfica de resto, que surgiu apenas do sonho e da vontade... Mas essa utopia social não é mais que a reafirmação da matriz de valores judaico-cristãos que enforma o mundo ocidental, a que nos envaidece chamar evoluído, mas cujas práticas estão muitas vezes longe dos seus ideais. Por isso, e porque para as crianças brincar é construir mundos, uma das actividades conclusivas das crianças, motivadas pelos nossos animadores na escola e imersas num extraordinário Estádio da Luz insuflável, constroem dois planetas opostos: o Planeta Horrível e o Planeta Fantástico, brincando ao 'faz de conta' com 4 grupos com distintos papéis: o de Deuses ou Super-Heróis que tudo podem, o Ambiente em que vivem, o Povo que nela habita, e o Governo que o organiza.
Não vou aqui descrever o que dizem sobre isto as crianças, mas posse dizer - isso, sim - que o mundo devia ser como o Planeta Fantástico que as 50 000 crianças KidFun descreveram. Devia, seguramente, mas será que podia mesmo? Perguntem às crianças..."

Jorge Miranda, in O Benfica

Uma resposta célere sob enorme pressão

"O lance de penálti e posterior correcção para livre directo ocorrido no Santa Clara-Benfica obrigou a um rápido cruzamento de informação, num contexto complexo.

Como costumo fazer neste espaço de opinião, mais do que falar especificamente sobre um determinado lance sob a perspectiva da tomada de decisão do árbitro, acrescentando a minha opinião sobre esse mesmo lance, venho é trazer uma situação que se relaciona com diversas interpretações da lei, das normas e do protocolo, descrevendo assim alguns conceitos teóricos que sustentaram as diversas tomadas de decisão, quer da equipa de arbitragem no terreno de jogo, quer do videoárbitro (VAR).
O jogo ocorreu na passada sexta-feira, entre o Santa Clara e o Benfica. O lance foi ao minuto 40, quando Fábio Cardoso cometeu uma infracção sobre Pizzi e o árbitro assinalou de imediato penálti, por considerar que a infracção ocorreu dentro da área, mostrando cartão amarelo ao jogador do Santa Clara por considerar que nessa infracção ele tinha cortado um ataque prometedor. O VAR, ao “checkar” o lance e por achar que houve um erro claro e óbvio na decisão inicial do árbitro, informou-o pelo intercomunicador e fez com que João Capela fosse ao monitor, ver ele mesmo as repetições.
Na sequência de tudo isto, o árbitro reverteu a sua decisão técnica, transformando o penálti em livre directo, e a sua decisão disciplinar, anulando o amarelo e substituindo-o por cartão vermelho directo. 
Face ao que aconteceu, e de forma resumida, vamos então aos pontos de análise deste lance. O VAR tem duas razões principais para poder intervir que estão contempladas no protocolo: por um lado, a análise da parte disciplinar, pois pode intervir quando há lances passíveis de cartão vermelho e, neste caso, o facto de achar que se tratava de uma clara oportunidade de golo e não de um ataque prometedor; e a questão do penálti, por considerar que a infracção sucedeu fora da área e não dentro. Em ambas, ou pelo menos numa delas, ao considerar que houve um claro e óbvio erro, comunicou ao árbitro essa informação (mas não a decisão a tomar) e levou-o a iniciar um processo de revisão no respectivo monitor (on field review).
Relativamente à decisão disciplinar do árbitro, o facto de considerar que se tratava de uma clara oportunidade de golo, foi por ter em conta que as quatro seguintes circunstâncias se verificaram: a distância entre o local da infracção e a baliza era curta (estava sobre o limite da área de penálti, a 16,5m), a direcção da jogada (Pizzi ia na diagonal mas directo ao guarda-redes), a possibilidade de manter ou controlar a bola (neste caso tinha mesmo a bola controlada), e a posição e o número de defensores (só César, central da equipa açoriana, é que eventualmente poderia intervir, mas estava de lado e afastado e o árbitro entendeu que já não teria hipóteses de tentar impedir o jogador do Benfica de finalizar).
Ainda dentro da vertente disciplinar, mais uma referência a propósito da chamada tripla penalização. Até à alteração da lei, sempre que um jogador cometia dentro da sua própria área um penálti e que, simultaneamente, anulasse uma clara oportunidade de golo, ele e a sua equipa sofriam uma tripla penalização, ou seja, penálti, ficavam com menos um em campo e no jogo seguinte esse jogador não poderia actuar. Agora, com a alteração da lei e em determinadas circunstâncias, isso já não acontece. 
Assim sendo, quando um jogador comete uma infracção sobre um adversário dentro da sua área de penálti, impedindo a equipa adversária de marcar um golo ou anulando uma clara oportunidade de golo, e o árbitro assinala um pontapé de penálti, o infractor é advertido se a infracção tiver acontecido numa tentativa de jogar a bola. Em todas as outras circunstâncias (por exemplo, agarrar, empurrar, puxar, sem possibilidade de jogar a bola), o jogador tem de ser expulso.
Fábio Cardoso, ao ter usado a mão para travar Pizzi, quer fosse a infracção dentro ou fora da área, seria sempre expulso. A partir do momento que o árbitro entendeu que se tratava de uma clara oportunidade de golo, ou seja, com livre directo (infracção fora) ou penálti (infracção dentro), porque usou a mão na infracção e não os pés ou joelho na tal tentativa de jogar a bola, seria sempre cartão vermelho.
Por último, e olhando para a parte técnica (livre directo ou penálti), as infracções por regra são punidas no local onde tem início a sua acção, com a excepção prevista na lei 12 (Faltas e Incorrecções), que diz: “… Se um defensor começa a agarrar um atacante fora da área de penálti e prossegue a sua acção para o interior da área, o árbitro deve conceder um pontapé de penálti”.
Ora, João Capela alterou o penálti para livre directo com base em uma de duas hipóteses: ou achou que Fábio Cardoso agarrou Pizzi, mas que o largou ainda com este fora da área (e relembro que o que conta neste lance não é a colocação dos pés de quem sofre a infracção, mas a zona da falta, mão no ombro e sua projecção para o solo), ou então considerou que não houve um agarrão propriamente dito, apenas um contacto com a mão que impediu a movimentação e originou a queda. E como isso se deu inicialmente fora da área, mesmo que se prolongasse para dentro, e como não se tratava de “agarrar”, seria sempre punido no início da sua acção.
Um lance cheio de interpretações da lei, que teve de ter por parte do árbitro e do VAR uma resposta célere, sob efeito de enorme pressão de tempo, o que mostra de forma clara o grau de dificuldade de ser árbitro, videoárbitro e sobretudo o de ter de decidir."

Benfiquismo (MLXV)

Encantado!

Chama Imensa... Futuro no meio do Tugão!

Benfica FM - ... com o Pedro Adão e Silva

Lixívia 17

Tabela Anti-Lixívia
Benfica..... 38 (-5) = 43
Corruptos.. 43 (+19) = 24
Sporting... 35 (+11) = 24

Chegados ao final da primeira volta, podemos anunciar que estamos a assistir ao mais 'roubado' Campeonato do que eu me recordo!!! E até tenho uma boa memória para este tipo de coisas!!!

Em São Miguel, tivemos o 'prazer' de assistir a autêntico elogio da incompetência!!! O critério disciplinar do Capela foi o habitual espectáculo da inconsistência, mas o lance determinante, foi a expulsão do Fábio Cardoso:
- marcou penalty e deu Amarelo ao Fábio!
Vistas as imagens, até me parece que o penalty foi bem marcado... o Amarelo, como o César estava por perto, também me pareceu bem mostrado. Mas a forma como alterou a decisão após consulta do VAR, parece que mostrou Amarelo não por causa do César, mas porque usou a nova 'indicação' da tripla-penalização! (Outro erro, pois as novas indicações de não dar Vermelho, em penalty's, é só no caso do defesa ter tentado jogar a bola... o que neste caso, nunca aconteceu)!!!
- o VAR (Rui Costa) depois de mais de um minuto, chamou o Capela!!! Não o devia ter feito, pois o protocolo, exige que as imagens sejam claras, para que exista uma 'inversão' da decisão!!!
Eu até admito que possam ter dúvidas, se a falta foi cometida dentro ou fora da área, mas não acredito que alguém possa afirmar com certeza absoluta, que a falta foi cometida fora da área. Sendo assim, a decisão inicial, tomada pelo árbitro de campo, devia ser mantida...
Mudar o Amarelo para Vermelho, também foi um erro. Pois o Pizzi ainda teria o César pela frente, antes de chegar à baliza...!!!

No amigável dos Dragartos, com dois Lagartões a apitar, qualidade de jogo paupérrima, arbitragem medrosa... e mais uma vez, expulsão perdoada ao Bruno Fernandes!!! E não foi só naquela falta no final da 1.ª parte, já no 2.º tempo, tentou simular uma agressão do Herrera, que na minha opinião também merecia um Amarelo!!!

Uma nota especial para o completamente absurdo penalty marcado a favor do Chaves... como é que com um VAR, um penalty daqueles é marcado!!!


Não é fácil manter um critério uniforme, durante tanto tempo, em tantos jogos. Como sempre assumi, esta tabela, terá sempre uma característica subjectiva. Por mais que tente ser o mais objectivo possível, é impossível... não só devido ao meu Benfiquismo, mas porque esta rubrica tem uma duração aproximada de 10 meses, e às vezes a nossa percepção muda...!!!
Sendo assim, resolvi emendar um erro!!! Na jornada 10, no Corruptos - Braga, tinha concluído que não havia lances significativos com interferência no resultado. Os Corruptos ganharam 1-0, o golo foi legal, e não houve penalty's nem golos anulados duvidosos!!! Mas houve uma situação que noutros jogos relevei e neste tinha deixado 'passar: o jogador que marcou o 1-0, devia ter sido expulso, com o resultado ainda em 0-0!!! E neste caso, devia ter sido expulso duas vezes: o Soares!!!
Para não deixar dúvidas irei emendar as últimas 7 Lixívias...

Anexo(I):
Benfica
1.ª-Guimarães(c), V(3-2), Pinheiro(Sousa), Nada a assinalar
2.ª-Boavista(f), V(0-2), Mota(Malheiro), Nada a assinalar
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Godinho(Sousa), Prejudicados, (2-1), (-2 pontos)
4.ª-Nacional(f), V(0-4), Veríssimo(Xistra), Prejudicados, Beneficiados, (0-7), Sem influência no resultado
5.ª-Aves(c), V(2-0), Rui Costa(Paixão), Prejudicados, (3-0), Sem influência no resultado
6.ª-Chaves(f), E(2-2), Capela(Esteves), Prejudicados, (1-3), (-2 pontos)
7.ª-Corruptos(c), V(1-0), Veríssimo(Sousa), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Belenenses(f), D(2-0), Soares Dias (V. Ferreira), Prejudicados, (1-0), Impossível contabilizar
9.ª-Moreirense(c), D(1-3), Almeida(Esteves), Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
10.ª-Tondela(f), V(1-3), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
11.ª-Feirense(c), V(4-0), Rui Costa(Mota), Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
12.ª-Setúbal(f), V(0-1), Xistra(Sousa), Prejudicados, (0-2), Sem influência no resultado
13.ª-Marítimo(f), V(0-1), Pinheiro(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
14.ª-Braga(c), V(6-2), Soares Dias(Esteves), Prejudicados, (7-2), Sem influência no resultado
15.ª-Portimonense(f), D(2-0), Mota(Nobre), Prejudicados, Sem influência no resultado
16.ª-Rio Ave(c), V(4-2), Godinho(Sousa), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
17.ª-Santa Clara(f), V(0-2), Capela(Rui Costa), Prejudicados, Beneficiados, (0-3), Sem influência no resultado

Corruptos
1.ª-Chaves(c), V(5-0), Almeida(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
2.ª-Belenenses(f), V(2-3), Xistra(Capela), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(c), D(2-3), Veríssimo(Paixão), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Moreirense(c), V(3-0), Malheiro(Ferreira), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Setúbal(f), V(0-2), Manuel Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
6.ª-Tondela(c), V(1-0), Godinho(Malheiro), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
7.ª-Benfica(f), D(1-0), Veríssimo(Sousa), Beneficiados, (2-0), Sem influência no resultado
8.ª-Feirense(c), V(2-0), Rui Oliveira(Vasco Santos), Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
9.ª-Marítimo(f), V(0-2), Xistra(Sousa), Beneficiados, Sem influência no resultado
10.ª-Braga(c), V(1-0), Soares Dias(L. Ferreira), Nada a assinalar
11.ª-Boavista(f), V(0-1), Hugo Miguel(Veríssimo), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
12.ª-Portimonense(c), V(4-1), Mota(Pinheiro), Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
13.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Godinho(Esteves), Beneficiados, (2-1), (+3 pontos)
14.ª-Rio Ave(c), V(2-1), Martins(Malheiro), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
15.ª-Aves(f), V(0-1), Pinheiro(Soares), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
16.ª-Nacional(c), V(3-1), Rui Costa(Vasco Santos), Beneficiados, Impossível contabilizar
17.ª-Sporting(f), E(0-0), Miguel(Martins), Prejudicados, Impossível contabilizar

Sporting
1.ª-Moreirense(f), V(1-3), Martins(Miguel), Nada assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(2-1), Manuel Oliveira(L. Ferreira), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Godinho(Sousa), Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
4.ª-Feirense(c), V(1-0), Rui Oliveira(Esteves), Beneficiados, (1-1), (+ 2 pontos)
5.ª-Braga(f), D(1-0), Soares Dias(Veríssimo), Beneficiados, Sem influência no resultado
6.ª-Marítimo(c), V(2-0), Almeida(Sousa), Beneficiados, (1-0), Impossível contabilizar
7.ª-Portimonense(f), D(4-2), Miguel(L. Ferreira), Nada a assinalar
8.ª-Boavista(c), V(3-0), Xistra(L. Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
9.ª-Santa Clara(f), V(1-2), Mota(V. Ferreira), Beneficiados, (1-0), (+3 pontos)
10.ª-Chaves(c), V(2-1), Martins(M. Oliveira), Beneficiados, (0-1), (+3 pontos)
11.ª-Rio Ave(f), V(1-3), Xistra(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, (2-3), Impossível contabilizar
12.ª-Aves(c), V(4-1), V. Ferreira(L. Ferreira), Beneficiados, (4-3), Impossível contabilizar
13.ª-Nacional(c), V(5-2), Veríssimo(Miguel), Beneficiados, Prejudicados, (3-2), Impossível contabilizar
14.ª-Guimarães(f), D(1-0), Godinho(Sousa), Nada a assinalar
15.ª-Belenenses(c), V(2-1), Capela(Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
16.ª-Tondela(f), D(2-1), Almeida(Malheiro), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
17.ª-Corruptos(c), E(0-0), Miguel(Martins), Beneficiados, Impossível de contabilizar

Anexo(II):
Benfica:
Sousa: 0 + 5 = 5
Pinheiro: 3 + 0 = 3
Mota: 2 + 1 = 3
Rui Costa: 2 + 1 = 3
Esteves: 0 + 3 = 3
Nobre: 0 + 3 = 3
Godinho: 2 + 0 = 2
Soares Dias: 2 + 0 = 2
Capela: 2 + 0 = 2
Xistra: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Veríssimo: 1 + 0 = 1
Almeida: 1 + 0 = 1
Malheiro: 0 + 1 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
V. Ferreira: 0 + 1 = 1

Corruptos:
Vasco Santos: 0 + 4 = 4
Veríssimo: 2 + 1 = 3
Malheiro: 1 + 2 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Miguel: 2 + 0 = 2
Capela: 1 + 1 = 2
Martins: 1 + 1 = 2
Sousa: 0 + 2 = 2
L. Ferreira: 0 + 2 = 2
Esteves: 0 + 2 = 2
Almeida: 1 + 0 = 1
M. Oliveira: 1 + 0 = 1
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Rui Costa: 1 + 0 = 1
Paixão: 0 + 1 = 1
Pinheiro: 0 + 1 = 1

Sporting:
Miguel: 2 + 2 = 4
L. Ferreira: 0 + 4 = 4
Sousa0 + 4 = 4
Martins: 2 + 1 = 3
Xistra: 2 + 0 = 2
Godinho: 2 + 0 = 2
Almeida: 2 + 0 = 2
V. Ferreira: 1 + 1 = 2
Veríssimo: 1 + 1 = 2
M. Oliveira: 1 + 1 = 2
Malheiro: 0 + 2 = 2
Rui Oliveira: 1 + 0 = 1
Soares Dias: 1 + 0 = 1
Mota: 1 + 0 = 1
Pinheiro: 1 + 0 = 1
Esteves: 0 + 1 = 1
Épocas anteriores:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Bruno Lage

Sem surpresa, Bruno Lage foi hoje oficialmente anunciado, como treinador principal do Benfica, até ao final da época. Defendi esta decisão desde da primeira hora. Aliás, ainda antes da saída de Rui Vitória, sempre disse que Bruno Lage iria ser o próximo treinador do Benfica!!! Não só porque lhe reconheço qualidade e competência... mas também, porque na já 'famosa' conferência de imprensa da 'luz' do nosso Presidente, fiquei com a impressão que o próprio Luís Filipe Vieira, acreditava que Bruno Lage seria o futuro do Benfica!!! Creio que a única 'dúvida' na cabeça do Presidente (e na minha) seria a recepção que Bruno Lage teria por parte dos jogadores, porque ser um treinador da 'formação' não é mesma coisa do que ser um treinador de 'profissionais'...!!! E todas as indicações publicas, dão a entender que o balneário recebeu Bruno Lage muito bem...
Agora, só espero que no próximo Verão exista uma conferência de imprensa com o Presidente e o Bruno Lage, a anunciarem um novo contracto... será bom sinal!!!

Clássico foi bom entre os 90' e os 90'+5

"À atenção de quem de direito: com 42 faltas em 90 minutos (no City-Liverpool houve 19...) é difícil dar mais minutos ao tempo útil de jogo

Chegou ao fim a primeira volta da I Liga portuguesa e, de forma natural, já que apresentou a equipa mais sólida, o FC Porto arrecadou o título honorífico de campeão de inverno. A tabela classificativa apresenta-nos algumas tendências, mas nenhumas certezas. Por exemplo, a cinco pontos do líder, o Benfica ainda pode, em tese, sonhar com o título. Porém, não é complicado avaliar a dificuldade suprema dessa empresa quando se constata que, na segunda volta, os encarnados viajam a Guimarães, a Alvalade, a Moreira de Cónegos, ao Dragão e a Braga. É verdade que o feeling deixado pela equipa de Bruno Lage (provisório, definitivo ou definitivamente provisório?) nos Açores foi positivo, graças a uma exibição personalizada. Mas, provavelmente, só a dupla ronda na cidade-berço permitirá conclusões, já com a poeira mais assente.
Já o SC Braga, que ocupa o degrau mais baixo do pódio, tem pela frente o desafio da continuidade, a necessidade de dar resposta positiva a dúvida sobre a profundidade do seu plantel e a resistência física e resiliência mental de jogadores, técnicos e dirigentes.
A primeira volta, Luz à parte, foi bastante boa, mas seguramente que a segunda metade da Liga será mais exigente, sob todos os pontos de vista.
Finalmente, de olhos ainda postos no título mas sobretudo no acesso indirecto à Champions, está o Sporting, que se manteve como patinho feio produtivo com Peseiro, sonhou alto com os inícios de Keizer e parece agora ter constatado que oito pontos para o FC Porto (tendo de jogar no Dragão na 34.ª jornada) são pontos a mais. Já apontar a um segundo lugar que deixou de ser o primeiro dos últimos (o Benfica encaixou está época mais de 50 milhões na Liga dos Campeões...) poderá encerrar motivação suficiente para uma equipa que ainda procura o melhor equilíbrio defensiva.
Quanto ao clássico do último sábado: O melhor período do jogo foi entre o minuto 90 e 90+5. Depois de hora e meia de tédio, sacudido apenas por um falhanço de Soares e uma defesa de Casillas, esses cinco minutos cá e lá deixaram água na boca. Viu-se um Sporting menos virado para a frente e um FC Porto com visíveis carências de ordem física, num jogo que teve 42 faltas (o último City - Liverpool teve 19...) e um tempo útil ao nível do pior campeonato da Europa nesse particular, o nosso.

Às
Bruno Lage
Nos Açores, viu-se um Benfica diferente da versão-Vitória. Presença na área a atacar, sectores mais juntos e pressão alta, criaram condições para um triunfo claro em exibição segura. É ainda demasiado cedo para quaisquer outros considerandos. Mas, ao identificar os pressupostos acima descritos, há que congratular Lage.

Ás
Lito
São públicas e notórias as dificuldades por que passa o Vitória de Setúbal, estando inclusivamente em causa a perda de pontos na Liga. Não obstante, Lito vai segurando as pontas dentro do balneário e o ponto conquistado ontem em Vila do Conde representa um tónico importante para o futuro do clube. Organizem-se, por favor.

Às
Tiago Fernandes
A forma pouco humilde como se expressou durante a interinidade leonina levantou reservas. Mas já então se percebia uma vocação para a função. Chaves não começou por ser uma missão fácil, mas a pouco a pouco a água tem-se separado do azeite e este, ao vir à tona, revela um jovem técnico com interessante potencial.

E agora, qual o lugar para Pepe no onze do FCP?
«Já antes podíamos jogar com três centrais. Depende do que se quer de alternativa...»
Sérgio Conceição, treinador do FC Porto
Pepe está no FC Porto com o estatuto merecido de «ele e mais dez». Resta saber quem sai. Sai Maxi e Militão passa para a direita? Ou haverá mudanças mais profunda, com a entrada em cena de três centrais? Seja qual for a decisão de Sérgio Conceição, estamos perante uma mudança significativa na estrutura dos dragões. A meio da Liga, grandes manobras em curso...

Estão a brincar, não é?
O Casa Pia foi punido com a subtracção de seis pontos, a que acresce uma multa de 14 mil euros e a inibição de estar no banco do treinador Rúben Amorim por um ano, por este se ter levantado no banco, quando não tinha habilitações para tal. Punir o Cas Pia? E os outros? E os inúmeros casos semelhantes que têm sido prática nas várias divisões, incluindo a primeira, com clubes de topo até? É uma cobardia que seja um emblema humilde (embora histórico) a servir de bode expiatório. Fortes com os fracos, fracos com os fortes...

Finalmente, o Mónaco faz prova de vida...
O tipo de investimento feito pelo Mónaco desde que foi comprado por um oligarca russo nunca inspirou grande confiança. Agora, em risco de uma despromoção impensável, voltou a aparecer dinheiro e será com jogadores do calibre de Fabregas que a equipa continuará sua política de montanha-russa."

José Manuel Delgado, in A Bola

Sabe quem é? De descalço a desertor - Pedro Pablo Pichardo

"Tio morreu para salvar Che Cuevara duma emboscada; Na sua casa há túnel que vai dar ao cemitério de Fidel

1. De pequeno se lhe notou tendência de correr para fora de casa - para jogar caricas, beisebol, futebol. «Não marcava muitos golos, naqueles jogos em que púnhamos duas pedras a fazer de baliza, era mais defesa». O pai era treinador de atletismo, a mãe andava pelas ruas de Santiago a vencer o que pudesse: roupas, batata doce, bananas, legumes. «Sim, vida difícil: o nosso pequeno almoço era pão com óleo e café, o almoço tinha de ser, muitas vezes, ovo com arroz, melhor só ao jantar, em que já havia bocado de carne». O boxe foi a sua primeira paixão - o pai o desviou de lá...

2. Pio e Toi, dois dos tios, foram heróis na revolução que desfez a ditadura de Fulgêncio Baptista. No DN, contou-o: «Pio morreu numa emboscada a Che Guevera, acabando por salvá-lo. Toi vingou o assassinato de Frank País. O governo de Fidel esqueceu tudo isso. E perto da casa onde vivia Toi, havia túnel que ia dar ao cemitério, onde agora está sepultado Fidel, Frank País, Che Guevara e outros guerrilheiros iam muitas vezes a essa casa, o túnel era para a fugirem se fossem alvo de emboscada».

3. Aos seis anos começou a aparecer pela pista de Santiago onde o pai treinava. Aos 14 anos pô-lo no triplo salto - apesar dele gostar mais do comprimento. Poucas eram as condições de treino: o campo era de basebol, os exercícios de saltos na relva. Sem ténis, nem roupa conforme - descalço saltava.

4. Da primeira vez que foi a Havana (e deixou abertas de espanto as bocas de quem o viu...) não lhe permitiram que saltasse descalço (como fazia em Santiago): «Emprestaram-me um par de ténis, senti-me esquisito porque não estava habituado, mas ganhei. No comprimento fiz 7,12 metros e no triplo 15,45. Apesar dessas marcas, não me deixaram ir aos Jogos Olímpicos da Juventude de 2010, a Singapura».

5. Nas competições que fazia em Havana, normal era passar a noite nas bancadas do Estádio Panamericano: «Levámos cobertores para nos taparmos e dormíamos no chão». Por vezes, não - porque aparecia atleta da selecção que, por pena ou solidariedade, e levava, sorrateiro, para o seu quarto no centro de estágio, mesmo correndo risco de ser castigado. Foi o que fizeram, por exemplo, Alex Copello e Guillermo Martínez (até serem apanhados): «Para comer, havia cafetaria aberta 24 horas, comprávamos pão e refresco que se vendia em sacos...»

6. A federação impediu o pai de continuar a treiná-lo em Santiago. Para não ser cortado dos Mundiais de 2013 aceitou passar para Ricardo Ponce, o técnico nacional. Em Moscovo ganhou medalha de prata - e, depois, nos Mundiais de Pista Coberta foi terceiro: «Tinha dor na canela, Ponce queria que fizesse tratamento caseiro com ligas para trancar o corrimento do sangue. Depois, tirava a liga e aumentava a circulação. Era experiência perigosa, pedi, por favor, outro treinador». Claro, o que queria era o regresso ao pai - e afiançaram-lhe que isso não...

7. Acusado de faltar aos treinos, deram-lhe seis meses de suspensão. (Ao pai, impediram-no de voltar a treinar no atletismo - para sobreviver, ainda andou como treinador de basebol). Estava-se já em 2015, quando regressou à competição - e não tardou a passar os 18 metros. Tinha 21 anos - e era efeito dos treinos que continuava a fazer com o pai, em segredo. (Em Pequim voltou a ser vice-campeão mundial).

8. Na Aldeia Olímpica do Rio, exame detectou-lhe fractura de 7,4 milímetros. Ainda assim, queriam que competisse. Recusou - e recambiaram-no para Cuba. Percebeu que só lhe restava uma solução: desertar. O pai já o fizera, estava como treinador na Suécia...

9. Aproveitou estádio em Estugarda para fugir. À espera tinha, clandestino, o pai, no carro que só parou na Suécia. Turcos, espanhóis e italianos correram a desafiá-o para lá. Empresário falou do seu caso a Ana Oliveira - e foi ela que o convenceu a ligar-se ao Benfica. Veio, com o pai, viver em Portugal - num fogacho bateu o recorde de Nélson Évora, já como português ganhou a final da Liga Diamante, para o pódio foi, embrulhado na bandeira nacional, fechou o ano com a melhor marca do mundo no triplo. (Desolado ficara por não o deixarem competir nos Europeus, mas nos Mundiais do Catar já pode estar...)."

António Simões, in A Bola

Vitória e clássico

"De partida para a Arábia Saudita, Rui Vitória falou à TVI sobre a saída da Luz. Não disse nada de polémico - não é surpresa -, mas o que disse deve ter chegado para causar mal-estar na Luz. Admite-se que sim, tendo em conta que ainda no início da semana Luís Filipe Vieira fora bastante simpático para com o ex-treinador, não se coibindo até de afirmar que os benfiquistas, que não morriam de amores por Vitória, dele iam sentir saudades. Optou Vitória por não retribuir a cortesia, aproveitando a oportunidade para, sacudindo responsabilidades, falar do que, de outro lado, não correu bem nos últimos tempos - esquecendo-se, talvez, daqueles que mais de perto o acompanharam e ampararam nos piores momentos -, algo que, mesmo à vista de todos, não explica tudo. Era, no mínimo, escusado. Tem razão Mourinho ao nunca falar dos clubes de onde sai, porque deixa, sempre, uma porta aberta. O ex-treinador do Benfica optou por outro caminho. E embora tenha assumido vontade de voltar um dia, o mais provável é que enquanto Vieira estiver na Luz essa possibilidade viverá, só, na cabeça de Vitória.

O clássico de sábado começou, sem razão plausível, com oito (!) minutos de atraso. Pode parecer coisa pouco relevante mas não é, se tivermos em conta que são jogos como o Sporting - FC Porto que fazem com que os direitos do campeonato sejam vendidos para o estrangeiro por números, de certeza, simpáticos. E, em televisão, para quem paga, oito minutos é demasiado tempo perdido - e dinheiro também. No sábado o principal culpado foi o FC Porto - a entrega de prémios não ajudou... -, mas a Liga tem de fazer os clubes perceberam de uma vez por todos que o futebol, mesmo o nosso, é um negócio que não se compadece com caprichos. Se não perceberam a bem, tem de ser a mal. E não vamos lá com multas de 300 euros..."

Ricardo Quaresma, in A Bola

Um clássico com muitos salamaleques, cortesias, “por quem sois” e satyagrahas de Gandhi


"Conhecem a história daquele jogo disputado entre tropas inimigas no Natal de 1914, poucos meses após o início da Primeira Guerra? Um acontecimento extraordinário, sem dúvida, em que, devidamente imbuídos de espírito natalício, aqueles homens mostraram que o futebol pode unir o que a política e o ódio separam.
Lembro-me sempre deste jogo quando vejo um Sporting-Porto. Não há clássico no futebol português, e dificilmente haverá algum no futebol mundial, disputado em tão grande ambiente de cordialidade. Clássico como o conto de Charles Dickens. Clássico como o “Jingle Bells” e o “Silent Night”. Clássico como o “Música no Coração” na noite de Natal. Mais do que um jogo amigável, é um armistício. Sente-se que a partida pode ser interrompida a qualquer momento para deixar passar um comboio humanitário da Cruz Vermelha; que, no intervalo, o coro de Santo Amaro de Oeiras pode subir ao relvado e espalhar magia natalícia pelo ar. Todos e quaisquer sentimentos de raiva e de rivalidade são reservados, como quem reserva um molho, para ocasiões em que serão de maior utilidade a ambos os contendores.
O jogo de sábado foi, assim, mais uma celebração deste espírito de fraternidade, tão raramente testemunhado nos estádios de futebol. Na tribuna presidencial, a proximidade entre Frederico Varandas e Pinto da Costa deu o mote para um encontro de acordo com as regras da urbanidade e do convívio aristocrático. Se os treinadores gostam de citar Sun Tzu e a sua “Arte da Guerra”, Sérgio Conceição e Marcel Keizer devem ter optado por basear as respetivas palestras no “Livro do Cortesão”, de Baldassare Castiglione.
Os adversários depuseram as armas e entraram numa espécie de pacto de não-agressão, com muitos salamaleques, cortesias, “por quem sois”, culminando na recusa educada em infligir danos ao adversário, mormente através de remates perigosos ou entradas homicidas. O habitualmente letal Marega comportou-se à altura dos mandamentos da satyagraha de Gandhi. Soares, isolado, não quis desrespeitar os anfitriões e, à boca da baliza, preferiu chutar caridosamente com a canela. Bas Dost teve uma oportunidade que não costuma desperdiçar, mas, tolhido pelo clima cristão, foi tão meigo como um objector de consciência. Até o árbitro contribuiu, na medida das suas possibilidades, para que os instintos belicistas não viessem à superfície. Quando Bruno Fernandes fez uma daquelas faltas cínicas a meio-campo, Hugo Miguel poupou-lhe o segundo amarelo para não tingir de sangue a festa, entendendo que uma falta tão cirúrgica era, mais do que um comportamento anti-desportivo, um ato médico, digno de Hipócrates, um “primum non nocere” aplicado ao futebol. Mas como é que poderia haver derramamento de sangue se os jogadores entraram em campo anémicos?
Tudo isto teve como resultado uma grande propaganda à paz entre os homens de boa vontade, mas um medonho espectáculo de futebol. As quase 50 mil almas em Alvalade devem ter ficado arrependidas de não terem passado a tarde de sábado numa sala de teatro, seguindo o sábio conselho dado por Conceição há uns meses. O outrora bárbaro Maxi Pereira disfarçou-se de Florence Nightingale, a quantidade de faltas serviu para se jogar a um gracioso ritmo distrital, dentro dos limites de velocidade nas localidades, e, não fossem as reacções pavlovianas do banco do Futebol Clube do Porto ao apito do árbitro e algumas amostras do cancioneiro vernáculo, ninguém se atreveria a confundir este jogo com um confronto oficial entre dois dos maiores clubes portugueses. Não se chegou ao ponto de os jogadores entrarem em campo com papoilas na lapela e de trocarem abraços durante o jogo, mas, no final, os jornalistas terão hesitado entre escrever uma crónica ou um tratado de diplomacia.
Compreende-se que alguns jogadores do Sporting, depois do que viveram na Academia, sofram de stress pós-traumático e se esforcem por evitar a todo o custo situações de conflito que lhes relembrem aquele cenário. Como tal, o louvor maior deve ir para os jogadores do Porto que, benevolentemente, pouparam os companheiros de profissão a semelhante sofrimento. Um Sporting-Porto como este pode afastar os adeptos do futebol, mas pode aproximá-los da meditação, da solidariedade e do pacifismo. Quem sabe se alguns dos adeptos que, até agora, têm confortado os estômagos com cachorros e bifanas nas roulottes à volta dos estádios não se convertem ao vegetarianismo, às salsichas de soja e aos enchidos de seitan?
Não se pode menosprezar o impacto de um acontecimento destes. Se há muitos jogos que são lembrados pelas suas características bélicas – quem não se recorda da Batalha de Nuremberga, em 2006? – este merece ficar para a história como o Tratado de Alvalade, o Acordo de Camp Grand ou a Cimeira do Lumiar. Sporting e Porto podem ter perdido dois pontos, mas por tudo o que fizeram no sábado são dignos do prémio fair-play da Fifa, do prémio Sakharov, do Nobel da Paz. O que interessa um resultado de futebol quando se dá ao mundo um exemplo tão elevado de humanitarismo e filantropia."