Últimas indefectivações

quarta-feira, 15 de julho de 2020

SL Benfica ganha novo processo ao IPDJ

"Tribunal da Relação de Lisboa indeferiu recurso do Ministério Público e deu razão ao Clube, que já tinha sido absolvido na primeira instância.

O Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao Sport Lisboa e Benfica, ao considerar improcedente o recurso do Ministério Público (MP) da decisão que em primeira instância já absolvera o Clube do castigo (um jogo à porta fechada e multa de 56 250 euros) imposto pelo IPDJ em 2018 por alegado apoio ilegal a Grupos Organizados de Adeptos (GOA).
Com este despacho, o Tribunal da Relação reitera a legalidade dos procedimentos do SL Benfica, sendo os mesmos conformes aos imperativos e às necessidades de segurança para um espectáculo desportivo, como é o caso de um jogo de futebol, e alinhados com as exigências de uma boa organização deste tipo de eventos.
O acórdão da decisão da Relação (que pode consultar AQUI) reconhece que os adeptos inseridos em GOA não deixam de ser adeptos e têm o direito a aceder a qualquer local do Estádio desde que tenham título de ingresso válido para o requerido lugar. Caso tal não ocorra não poderão fazer-se acompanhar das bandeiras e tarjas que entram nos sectores a elas reservados, como decorre do regulamento de segurança do Benfica.
Tal material coreográfico entra apenas em sectores específicos do Estádio da Luz e que ali estão discriminados e que coincidem, sim, com os locais onde os adeptos conotados com os NName Boys e com os Diabos Vermelhos assistem aos jogos. Tal acesso e permanência, como se percebe e constata, não deve ser confundido com apoio. Como aliás ficou provado, qualquer adepto, ainda que não inserido em GOA, pode requerer autorização para entrada no Estádio com o mesmo tipo de material que o fazem os adeptos dos NName Boys ou dos Diabos Vermelhos, sendo certo que o referido material terá de ficar confinado nas zonas determinadas no regulamento de segurança."

Ensina, Chiquinho


"Inteligência Versus Acaso
Qualidade Técnica e Destreza Versus Declínio de todas as Capacidades.
A fluidez / fluência do jogo que permite mais e melhor chegada a zonas de finalização consegue-se sempre à base da eficiência do gesto.
O que é Errado, e Chiquinho Ensina."

As codificações sociológicas das prática desportivas

"As observações (de 1915 a 1918) de Bronislaw Malinowski (1884-1942), etnólogo polaco, nas Ilhas Trobiand juntam-se às análises antropológicas realizadas por Marcel Mauss (1872-1950), sobrinho de Émile Durkheim (1858-1917). Elas revelam que as trocas nas sociedades tradicionais se organizam segundo um contrato geral e são, permanentemente, submetidos a uma tripla obrigação: “dar-receber-devolver”. É o dom e contra-dom de que fala Marcel Mauss. As partes envolvidas no contrato são pessoas morais: clãs, tribos, famílias, que se enfrentam e se opõem em grupo ou por intermédio dos seus chefes, ou pelos dois ao mesmo tempo. O que eles trocam são delicadezas, festins, ritos, danças, etc. Estas prestações e contraprestações, aparentemente voluntárias pelas oferendas, são, no fundo, obrigatórias.
Os sociólogos não estiveram envolvidos nas operações de codificações das práticas desportivas. Eles limitam-se a registar essas práticas nas sociedades, mas as operações de recenseamento não são apenas simples constatações de realidades pré-existentes, prontas a ser “contadas” como tal. A descrição da realidade social é sempre prescritiva, sobretudo quando ela parte do Estado ou das entidades delegadas, com a responsabilidade de gerir essas práticas. Podemos então perguntar qual é a autonomia das práticas desportivas? Evocando o trabalho de codificação, poderemos pensar que aceitamos uma definição do tipo construtivista, isto é, a de que o desporto se reduz a uma construção, multiforme e indefinida, de uma actividade que se apoia no uso agonístico-lúdico. O desporto seria, então, uma realidade exterior das interpretações dos dirigentes, dos treinadores e dos praticantes. Apoiados em Malinowski e Mauss, recusamos esta ideia. O desporto é uma invenção cultural. As práticas desportivas mobilizam o corpo dos indivíduos que, em função do contexto histórico e social, e do trabalho de codificação realizado pelas entidades envolvidas, acumulam significados mais abertos e mais diversos."

Vitória da eficácia

"Ontem, vencemos o Vitória de Guimarães por 2-0, com o resultado a espelhar a superioridade da nossa equipa na maior parte da partida. Ao contrário de alguns jogos anteriores, fomos eficazes e aproveitámos duas das oportunidades de golo criadas, além de não termos concedido qualquer golo ao adversário, o que já não acontecia desde o embate frente ao Tondela.
Tratou-se de um bom triunfo ante uma equipa que luta pela entrada nas competições europeias e que, meritoriamente, tem sido elogiada pela generalidade dos analistas.
Chiquinho e Seferovic foram os autores dos nossos golos. O primeiro há muito que procurava voltar a fazer o gosto ao pé e já o merecia, enquanto o segundo, cujos 42 golos em competições oficiais ao serviço do Benfica igualam, embora em mais jogos, a soma conseguida por Filipovic, beneficiou de uma excelente assistência de Rafa. Dois jogadores vindos do banco a protagonizarem o lance que consolidou o triunfo.
Uma menção especial a Florentino que, mesmo entrando na equipa um pouco a frio, por volta da meia hora de jogo, e estando afastado das opções técnicas desde Fevereiro, fez uma exibição muito sólida e consistente.
Quando Veríssimo assumiu a equipa, o objectivo passava por vencer os últimos cinco jogos da Liga e a Taça de Portugal. Ao fim dos primeiros três jogos, alcançámos duas vitórias (Boavista e Vitória de Guimarães) e um empate (em Famalicão, onde FC Porto e Sporting haviam perdido), com três exibições positivas.
Com este triunfo, o segundo lugar passou a ser o pior desfecho possível nesta edição da Liga, garantindo-se a participação na Liga dos Campeões na próxima temporada.
Faltam agora duas jornadas e mantém-se a ambição e a exigência de somarmos mais três pontos em cada jogo, para só depois nos focarmos na final da Taça de Portugal, a qual queremos muito ganhar. 
#PeloBenfica"

Uma vez que o MP investiga tanta coisa sobre o Benfica, que descubra porque não jogava Florentino desde 9 de Novembro

"Vlachodimos
Um dia talvez possamos ouvir da boca deste observador privilegiado dos nossos jogos uma explicação para nos termos tornado uma espécie de orador motivacional em versão equipa de futebol. Não há equipa que não volte a acreditar em si quando joga contra nós. É verdade que ontem essa situação se limitou aos primeiros 45 minutos, mas enfim, resta-nos saber que Vlachodimos lá está, munido de luvas e pessimismo antropológico, preparado para evitar embaraços maiores.

André Almeida
alguns anos que não era batido pelo Ola John. Deveria aproveitar os próximos dias para uma profunda reflexão sobre o sucedido.

Rúben Dias
Muito bem a esclarecer os adeptos na flash interview, explicando que o segredo da sua boa exibição cá atrás se deve ao desempenho colectivo, e que é “preciso a equipa querer ganhar”. Atentem na importância desta declaração. Estamos a cinco pontos do mais que provável campeão nacional, que em breve se tornarão oito. Acabámos de assegurar uma vitória que nos poupa à humilhação suprema de ter que ver com quem é que o Sporting joga até final do campeonato. Tivemos o campeonato entregue numa bandeja pelo nosso adversário. Se a competição se resumisse à segunda volta, estaríamos em oitavo lugar. Perante tudo isto, um dos nossos capitães esclarece que a receita desta vitória com as favas quase todas contadas foi, pasmem-se, a equipa querer ganhar. Por oposição a quê? Digam-me, por favor: isto está mesmo a acontecer ou tenho que ligar para a NOS a reclamar? Pode ser um problema da box. Também não podemos culpar a estrutura e a direcção por tudo. Estas operadores fartam-se de meter água.

Jardel
A época está quase a terminar e há muito que não recomendo um vinho, o que não significa que não os ande a beber. Desta vez falo-vos do Casal Sta. Maria Pinot Noir 2017, uma benção de uva fermentada que em muito beneficia do terroir de Colares, ali entre a serra e o mar, essa visão profética que nos acompanhou neste final de época. Acompanha muito bem massas frescas e peças de carne, bem como um segundo lugar no campeonato. Não é o pairing que desejávamos, mas sim o que merecemos.

Nuno Tavares
Raramente lhe parece faltar intensidade, mas nem sempre a inspiração ajuda. Ontem jogou como se estivesse numa Rage Room, mas em vez de objectos partidos e martelos para furar paredes, Nuno Tavares chutou sucessivamente para onde estava virado. É verdade que numa dessas ocasiões criou o lance para o nosso primeiro golo, mas o resto foi algo sofrível: umas vezes acertou nos colegas como se fossem matraquilhos humanos, noutras ocasiões entregou a bola em condições privilegiadas a adversários directos, e ainda lhe sobrou um tempinho para ser comido pelo magnífico Marcus Edwards. Foi estranho.

Weigl
Às vezes também me apetece abandonar o visionamento de alguns jogos à meia hora de jogo depois de distribuir uns pontapés em adversários. Até a bater Weigl parece mais civilizado do que a maioria. Só lhe falta cumprimentar o adversário e explicar os motivos por que o fez. Acrescente-se que a misericórdia extrema do árbitro Hugo Miguel conseguiu o mais improvável: transformar uma festa iminente no hotel do rival em mais umas horas de choro por causa das arbitragens. Foi o pretexto ideal para a turba reivindicar o mais que certo título nacional conquistado “contra tudo e contra todos”, apesar de todos sabermos a verdade: este título foi conquistado com o alto patrocínio do Benfica. Esqueçam a guarda de honra. Isso não seria uma ilustração adequada do que significa entregar este título. Como dizem os Diabos, só nos falta ir para os Aliados festejar com eles. 

Gabriel
Vai sofrer tanto bullying do Jesus… não corras que não é preciso.

Pizzi
Não sei se é local adequado, mas peço aos jornalistas do Correio da Manhã que publiquem as suas histórias sobre balneários que destroem treinadores 30 minutos antes de cada jogo do Benfica, para o Pizzi poder usar a raiva de forma construtiva e presentear-nos com melhores exibições do que a de ontem. Quando for assim ganhamos todos.

Chiquinho
Conforme já aqui expliquei, Chiquinho continua a fazer calmamente um caminho que culminará com o golo da vitória na final da Taça. O golo de ontem foi bom, mas foi só uma espécie de treino. Vai melhorar até Agosto.

Vinicius
O seu corpo continua em Portugal, mas a alma parece já estar em Bom Jesus da Selvas, Maranhão, a grelhar picanha enquanto explica aos familiares que a culpa não foi só dele.

Cervi
Momento digno da saga Chucky no lance do primeiro golo. Quando todos o davam por morto, Cervi encontrou energia para colocar a bola no Nuno Tavares, que fez o resto.

Florentino
Frescura física e mental, intensidade em todos os momentos, abnegação com e sem bola, capacidade de antecipação, inteligência no desarme, pressão alta sempre à procura da bola, e qualidade na circulação da mesma. Florentino está a uma licenciatura na Clássica de ser a melhor defesa que este Benfica pode ter. Já agora: uma vez que o Ministério Público investiga tanta coisa sobre o nosso clube, peço-lhes que tentem descobrir porque é que este miúdo não jogava na Liga desde 9 de Novembro. Não olhem a meios e não tenho medo de confrontar os poderes instituídos. Já somos arguidos de qualquer das formas.

Zivkovic
O seu jogo continua a denotar uma certa impaciência face aos poucos minutos passados em campo, uma pressa de mostrar qualquer coisa que convença a estrutura de que Zivkovic é, na verdade, o novo Taarabt. Resta saber se o Jorge vê o mesmo que nós.

Seferovic
Tenho curiosidade em saber como é que o Jorge pretende transformar o Seferovic no MVP do próximo campeonato. Isso ou qual o próximo clube do suíço.

Rafa
Barba aparada e uma assistência para golo. Sinto que não se pode pedir muito ao Rafa nesta fase.

Jota
A presença do Jota no relvado assemelha-se à vida sexual de um casal de meia idade: 5 minutos algo sôfregos e pouco memoráveis que ainda assim nenhum dos cônjuges rejeitará na semana seguinte."

Cadomblé do Vata (38!!!)

"O plantel principal de pontapé no esférico Benfiquista deve um sincero e enorme pedido de desculpa aos jovens lagartinhos que hoje vão estar na primeira fila a assistir à coroação do novo campeão nacional. O departamento de futebol do Glorioso merecia que a passagem de testemunho se fizesse num FC Porto - SL Benfica. Tudo fizeram para estar em campo hoje à noite, a levar com os festejos portistas nas trombas, a ver jorrar hectolitros de champanhe rosqueiro nas cabeças pintadas de azul e branco, a entregar com pompa e circunstância a nossa taça ao rival e a aguardar 3 horas junto ao túnel, até que os alcoolizados vencedores da Liga começassem a recolher aos balneários entre a guarda de honra encarnada.
As opiniões na Nação Benfiquista dividem-se quanto à solução para o problema que assola a modalidade rainha do nosso Clube. Há os que dizem que temos de eleger um novo Presidente, outros apontam a necessidade de formar um plantel novo, uma corrente defende estar nas mãos de Jorge Jesus a panaceia para o insucesso e desde ontem tudo se parece resumir à titularidade de Florentino. Se me permitem deixar a minha sugestão, julgo que o que o Glorioso fundamentalmente precisa é de um médico legista de bisturi afiado na mão à procura de respostas, que evitem a morte prematura da próxima temporada.
A segunda metade desta infindável temporada tem que ser extensiva e urgentemente autopsiada. Cingindo-me apenas às 32 jornadas já disputadas na prova principal do calendário português, lamento mas ninguém me vai conseguir convencer que se passa de 18 vitórias em 19 jogos, para 4 sucessos em 13 partidas, apenas devido a questões técnicas, tácticas ou de escolha de 11 titular. Mesmo colocando em causa as qualidades futebolísticas dos nossos “craques”, é bom que se note que disputamos a Liga Portuguesa, onde nem um nacionalismo rampante nos permite nivelar a qualidade acima de baixa. O pior a treinar diariamente no Seixal, é dos melhores a jogar semanalmente em Portugal.
O féretro que jaz na Catedral tem a cabeça toda metralhada, mas tamanha evidência pode ser apenas manobra de diversão, para ocultar um homicídio bem mais perverso que um carregador esvaziado na marmita da vítima. É preciso escarafunchar bem fundo, para encontrar a real causa do falecimento do Benfica Campeão 19/20. Precisamos de um “Verão de 2013”, porque não há produção de Rennie suficiente no Mundo, para combater 3 anos seguidos a cantar "Benfica dá-me o 38"."

O socorrista com Tino

"A primeira regra dos primeiros socorros será evitar que a situação escale ou se prolongue, e Nélson Veríssimo, homem que foi chegado à frente para substituir Bruno Lage, estancou – pelo menos – o sangramento de resultados negativos – não evitando, ainda assim, um empate contra o Famalicão que colocou o FC Porto com uma mão no título. O problema é que essa promoção para o braço-direito de Lage surge como a aceitação do facto de que a Liga estaria irremediavelmente perdida, facto que poderá gerar algum desapego essencial para o regresso de alguma tranquilidade, mas também uma descrença que provoca falta de desejo e de ambição. E quem viu o Benfica-Vitória, desta terça-feira, pôde aperceber-se de que todas essas características do momento encarnado estão lá. Muitíssimo tempo sem bola, falta de reacção à perda, número de duelos ganhos baixíssimo (até à entrada de Florentino) e displicência notória em figuras como Pizzi e Rafa (que entrou já no segundo tempo). 
Por outro lado também a tal aceitação de que o título está irremediavelmente entregue pode ter ajudado a que o Benfica recuperasse uma característica que andou presente não só na 1.ª volta desta edição da Liga, como aqui e ali com Jorge Jesus e Rui Vitória. A capacidade de marcar estando por baixo no jogo foi comprovada por Chiquinho e por Seferovic que em diferentes, mas ao mesmo tempo iguais, momentos deixaram os vimaranenses sem hipóteses de reacção. Diferentes porque Chiquinho facturou na primeira metade – depois do Vitória ter acertado nos ferros (de uma assentada Edwards apanhou no travessão e no poste) e de Vlachodimos ter sido chamado duas vezes a intervir e a salvar a equipa – mas iguais porque a semelhança de ser o Vitória a equipa que mais procurava o golo resultou, por duas vezes, no oposto do que Ivo Vieira pretenderia.
E aqui, numa altura em que o descontentamento com a prestação do técnico se vem acentuando em Guimarães, há que referir que a falta de acerto no último terço tem sido o ponto baixo de um colectivo que muito prometeu e que, aqui e além, fez jus à expectativa. Mas se recuarmos uma volta e recordarmos a recepção a este mesmo Benfica, veremos um Vitória que faz tudo bem até chegar perto das zonas de definição. E lá são já clássicas as finalizações a 200 à hora, ou com o coração junto aos atacadores, que um dia a ciência há-de conseguir explicar com bloqueios nos corpos de identidade, e nos corpos mentais e emocionais dos atletas. Até lá, fiquemo-nos com as explicações de que não chega controlar o Benfica em 451, oscilando com uma linha de 5 sempre que a bola chegava à ala (Mikel juntava aos centrais) ou até de 6 (quando Edwards e Ola John fechavam os flancos) e não chega porque o Benfica marcou o primeiro golo numa situação dessas, e porque mesmo que o Vitória preenchesse muito do tempo a dividir protagonismo, a falta de killer instinct não só enviesará as análises como os marcadores. E o Benfica, nesta terça-feira, encontrou parte da sua eficácia como ponto mais importante do jogo, sendo que o segundo é a constante descrença e desacerto de um Vitória que jogou ao tiro ao boneco com Ody e com os ferros, e que no lance em que fez abanar o cordame o marcador do golo estava… em posição irregular. Sintomático. E se falámos dos dois momentos do jogo, é também de referir que a entrada de Florentino )por Weigl aos… 33 minutos) resultou numa ocupação de espaços e num raio de acção que há muito não se via no futebol das águias.
Benfica-Vitória SC, 2-0 (Chiquinho 37′ e Seferovic 87′)"

Rescaldo...

Benfica Podcast #372 - It is, what It is

Recordações: Ana Sobral...

BnR TV - Rony Lopes...

Vermelhão: Vitória...!!!

Benfica 2 - 0 Guimarães


Curiosamente no jogo mais 'dividido' dos últimos tempos, acabámos por obter uma das vitórias mais 'fáceis'!!! Ao contrário dos últimos jogos, o adversário 'equilibrou' nas ocasiões de perigo, o Ody teve 'trabalho' (duas defesas enormes... e os ferros!!!), mas o jogo pareceu controlado... quando já na 2.ª parte, estávamos a 'segurar' o 1-0!!! Já com o Boavista tínhamos entrado mal, marcámos contra a corrente do jogo, e depois gerimos bem a vitória... Hoje, o Guimarães entrou melhor, teve as melhores oportunidades, mas fomos nós a marcar antes do intervalo...

Comunicado

"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informa, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD e a Benfica Estádio – Construção e Gestão de Estádios, S.A., assim como o Presidente Luís Filipe Vieira e o Administrador Domingos Soares de Oliveira, ambos por serem representantes legais daquelas sociedades, foram constituídos arguidos pela alegada prática de um crime de fraude fiscal qualificada, por se entender que aquelas sociedades obtiveram nos anos 2016 e 2017 uma vantagem patrimonial indevida à qual está associada uma possível contingência fiscal calculada pela Autoridade Tributária no valor total aproximado de €600.000."

SL Benfica

terça-feira, 14 de julho de 2020

Recepção ao Vitória de Guimarães

"Hoje, às 21h30, no Estádio da Luz, a nossa equipa receberá a sua congénere do Vitória de Guimarães, em jogo a contar para a antepenúltima jornada da Liga NOS. O objectivo é vencer. 
Veríssimo, em conferência de imprensa de antevisão à partida, vaticinou um Benfica "à procura da vitória e do jogo, e que vai tentar fazer os golos para ganhar". Repetir a exibição conseguida na visita ao Famalicão, mas sendo mais eficaz no aproveitamento das oportunidades de golo criadas, é a receita. O nosso treinador confessou, acerca do estado de espírito da equipa após o último jogo, que perdura um "sentimento de injustiça e revolta" pelo resultado obtido tendo em conta as oportunidades de golo desperdiçadas.
A recepção ao Vitória de Guimarães é, no entanto, outro jogo, embora haja um denominador comum em relação ao nosso adversário anterior: ambos se encontram, aparentemente, na luta pela quinta posição na classificação. Conforme Veríssimo analisou, esperamos um adversário forte, competitivo e que gosta de ter bola.
Vencer, conquistar três pontos e só depois pensar no jogo seguinte. Independentemente das circunstâncias, o Benfica é obrigado a lutar sempre pelo triunfo em cada jogo.
O dia de ontem ficou marcado pelo anúncio de grande sucesso da emissão do empréstimo obrigacionista 2020-23 da Benfica, SAD.
Inicialmente, o montante era 35 milhões de euros, porém a elevada procura permitiu que esse fosse aumentado para 50 milhões de euros, os quais foram integralmente subscritos. A procura rondou os 70 milhões de euros, havendo, por conseguinte, a necessidade de rateio de obrigações entre os investidores.
Trata-se de um sinal de confiança inequívoco por parte dos investidores, motivado pelo histórico da Benfica, SAD no cumprimento escrupuloso dos seus compromissos, também neste tipo de operações, e pelo percurso ascendente da sua situação económica e financeira, com sete exercícios consecutivos a gerar lucro e o subsequente fortalecimento significativo dos capitais próprios.
De acordo com Domingos Soares de Oliveira, administrador da Benfica, SAD, este encaixe financeiro permitirá acautelar a gestão de tesouraria em função de eventuais perdas de receitas derivadas da evolução incerta da pandemia e suas consequências. Paralelamente, tornará mais confortável a manutenção do forte investimento na equipa de futebol."

Quando o duende tomou conta de Julinho


"Era Lorca que falava da arte e do duende. Nessa tarde de Abril de 1947, o Benfica desfez a Sanjoanense por 13-1 numa ventania pintada de vermelho. Por entre todos os que estavam em campo, havia um homem a lutar para além de si própria. Cada golo seu brotava em flor. Foram seis!


Ah! Que tarde! No Campo Grande homenageava-se o falecido Álvaro Gaspar com o descerramento de uma placa.
A malta viera contente. Um dia ameno. Nada fazia fazer a tempestade que se desenrolou sobre o relvado: esperava-se apenas a natural vitória benfiquista e nada mais. O adversário não estava à altura. Era a Sanjoanense.
Havia, entre os encarnados, um que tinha duende. Sabem do duende, de Garcia Lorca? Esse duende que nenhuma filosofia explica. «O maravilhoso cantor El Lebrijano, criador da Debla, dizia: 'Nos dias que canto com duende não há quem possa comigo!' (...) Eu ouvi um velho violinista dizer: 'O duende não era na garganta; o duende sobe por dentro a partir da planta dos pés'».
Nessa tarde o duende estava nos pés de Júlio Correia da Silva, o Julinho. No primeiro minuto marcou um golo. 'Esse poder misterioso que todos sentem e nenhum filósofo explica e é, em suma, o espírito da terra, o mesmo duende que abraçou o coração de Nietzsche que andava à sua procura sobre a Ponte de Rialto'.
Se há algo de maravilhoso na história da literatura, isso é a Teoria e Prática do Duende.
E Julinho com o duende dentro dele, subindo a partir da planta dos pés.

Sorrisos de sol
Julinho era de uma valentia, de uma generosidade e de um empenho sem limites. Nestes dias de hoje em que vemos treinadores agradecerem o empenho de homens que ganham fortunas obscenas, Julinho cuspiria para o chão, arregaçaria as mangas e diria: 'Vou mostrar-vos o que é empenho e vontade e ganas de lutar pela vitória até cair para o lado de exaustão'. Era assim o homem que nasceu em Ramalde e chegou ao Benfica em 1942 para ficar na memória dos benfiquistas para todo o sempre.
Nessa tarde estava ladeado de gente tremenda: Espírito Santo, Rogério, Arsénio e Baptista. A Sanjoanense tinha um guarda-redes chamado Barbosa. Pobre Barbosa, coitado! E coitados dos defesas à sua frente: Joaquim, Costa Leite e Santa Clara. Foram arrastados pelo tufão dominado pelo duende.
Aos 5 minutos, Arsénio fez 2-0. Depois Julinho, aos 6 e aos 14, marcou mais dois. Ao quarto de hora já tinha assinado um hat-trick.
O povo deixava-se encantar. 'Todo o homem, cada degrau que sobe na torre da sua perfeição é às custas de luta que trava com o duende'. Julinho e o duende entraram num baile macabro, diabólico. Uma dança selvagem por entre as camisas negras dos jogadores de Sanjoanense.
Uma avalancha! E todos, no final, de acordo: se tivessem querido desfazer por completo os seus adversários, humilhá-los e destratá-los, os encarnados teriam marcado vinte golos. Mas havia um cavalheirismo intrínseco. Lutava-se por cada milímetro do campo, mas com honradez. Não se desgraçava um opositor ferido, triste, cabisbaixo. O Benfica podia muito bem ter marcado vinte golos, mas marcou apenas treze: 13-1 com seis golos de Julinho.
Barbosa, na baliza, era de uma fidalguia digna de um grande de Espanha. Como se enfrentasse um touro a mãos nuas. Estava numa ponta do campo, mas estava, ao mesmo tempo, no centro da arena. E David marcou um golo heróico, aos 23 minutos, impedindo os nortenhos de ficarem a zero.
Arsénio também fez um hat-trick: 13, 60 e 72 minutos.
Rogério Pipi marcou dois: 66 e 77 minutos, este de penálti.
Baptista, o Vítor, também dois: 49, 83 minutos.
Julinho concluiu o seu pacto com o duende aos 30, 53 e 65 minutos.
Muita gente, nas bancadas do Campo Grande, baralhava-se com as contas. Era natural. Havia golos a chover de todo o lado, e os dedos de duas mãos não bastavam para contá-los. Outros ficavam de olhos pregados na ferocidade de Julinho, embasbacados, queixo caído até ao externo, as palmas doridas de tanto estralejarem.
A musa do avançado soprava forte. Um redemoinho incontrolável arrastava consigo opositores desesperados.
Gritos de exclamação soltavam-se inesperadamente de gargantas já roucas. Havia quem assistisse a algo de único. Os próprios companheiros de Julinho alargavam as passadas para conseguir acompanhar o seu ritmo irresistível. O duende ouvia-se ao longe com um toque de violino de cordas esticadas, prestes a rebentar. O duende tomara conta do homem a partir da planta dos pés, como mandava Lorca, e o homem ia para além de si próprio nessa luta infinita que conduz à simplicidade da arte.
Não, nada conseguiria parar Julinho nessa tarde de 27 de Abril de 1947. Os golos brotavam-lhe a imaginação como flores. Tomado por uma sensação incrível de liberdade, soltou-se para lá das fronteiras dos números e da aritmética. Cada golo seu foi uma mensagem de alegria. E o povo, feliz, sorria daqueles sorrisos que se transformam em espelhos do Sol..."

Afonso de Melo, in O Benfica

O adeus a um jogador 'à Benfica'

"A festa de Francisco Albino foi uma verdadeira manifestação de apreço por um dos maiores futebolistas de Portugal

Francisco Albino figurava diante de uma impressionante parada de atletas de todas as secções do Benfica. Era a sua festa de despedida da equipa de honra, a 13 de Maio de 1945, no Campo Grande. Visivelmente emocionado, 'passou em rápido relance toda a sua vida de jogador - de grande jogador! - desde que um dia, nas Amoreiras, cingiu ao busto franzino, guardando um grande coração, a gloriosa e, para êle, tão deslumbrante camisola encarnada'.
Quinze anos antes, era 'êsse garoto que um dia apareceu no campo das Amoreiras, olhando embevecido as bolas pontapeadas pelos grandes dêsse tempo'. Viria a ingressar na categoria dos infantis e, desde então, não envergaria outro emblema que não o do Benfica, quase sempre como médio, alcançando a equipa de honra em 1932/33. Inigualável em dedicação, era possível ver em campo a 'sua silhueta magra, quási deselegante, o rosto vincado pelo esforço (...) as pernas correndo, correndo, correndo sempre, procurando a bola aqui e ali, deixando transparecer o prazer da luta' e 'foram em número elevado as tardes em que Albino empurrou o «team» para a vitória, algumas vezes quando já parecia impossível de obter'.
Ao serviço do Benfica, conquistou um palmarés impressionante, mas o jogador sabia que chegara a hora da despedida: '«Tôda a minha amizade pelo Benfica, todo o meu desejo de colaborar até aos últimos instantes na glória do meu clube, não me fizeram perder a noção das realidades, verificando que insistir para continuar no meu posto poderia amanhã ou depois constituir um estorvo»'. E a sua festa de despedida constituiu uma grandiosa manifestação de apreço por um dos melhores médios do futebol português, 'transcendendo de homenagem clubista para uma consagração apoteótica em que tomaram parte as forças vivas do Desporto'.
Passadas as cerimónias de despedida, teve início o amigável entre o Benfica e o Sporting. O jogo foi interrompido aos 40 minutos para a sua saída. Abraçou o treinador, Janos Biri, entregando-lhe a medalha de campeão nacional dessa época, e foi buscar Francisco Moreira, seu substituto. Depois, acompanhado pelos companheiros de equipa, deu uma volta ao campo, e o público, 'prêso de comoção, sufocado, acenou-lhe com lenços e gritou-lhe o seu nome'.
Francisco Albino saiu do rectângulo no meio de indescritível apoteose, mas ditou que '«Do Benfica não me despeço: êle foi e será sempre o grande clube que não podemos - nós, os verdadeiros benfiquistas - abandonar»'. E, por sentir que não podia perder, tão depressa, o 'vício' da bola, ingressou no Sport Lisboa e Saudade, onde '«a camisola é a mesma e o ambiente de permanente recordação»'.
Saiba mais sobre este jogador na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Jesus daria no Benfica vitória clara a Vieira

"A confirmar-se Jorge Jesus como trunfo eleitoral de Luís Filipe Vieira, este ganhará, com facilidade, as próximas eleições no Benfica, marcadas para 26 de Outubro. Não creio que Gomes da Silva tenha hipóteses e muito menos o movimento "Servir o Benfica", constituído, na sua grande maioria, por gente anónima.
As eleições no Benfica têm fortes tradições no nosso país e, quanto mais concorridas forem, melhor se honra os seus pergaminhos. Dizia-se mesmo, durante o Estado Novo, que eram as únicas eleições livres e democráticas que havia em Portugal.
A primeira vitória de Jorge Jesus, se vier, claro, como tudo indica, será, de facto, a de Luís Filipe Vieira, que se apresenta nas urnas com grande supremacia sobre os seus prováveis opositores.
A vinda de Jesus teria ainda a vantagem de mudar a estratégia do futebol dos 'encarnados', já que não é adepto da formação. Não é por acaso que o jornal Record fala no regresso do central Garay, se houver acordo entre o Benfica e Jesus. Outros nomes sonantes do futebol se seguirão, certamente, pois o provável futuro treinador das 'águias' não deverá esquecer que o seu esplendor na Luz foi com jogadores da estirpe de Aimar, Di Maria, Ramires, Coentrão, David Luís, etc. Como diria o saudoso Otto Glória, sem ovos não se fazem omeletas.
Costuma-se dizer que não se deve voltar ao lugar onde se foi feliz. Mas não creio que este dito se aplique ao Benfica, pois Jesus seria o décimo treinador a regressar e só três não foram bem sucedidos nesse retorno.
A sua obra como treinador é um bom presságio para voltar a triunfar. Nem será preciso falar do que fez no Benfica e no Flamengo. Até no Sporting, deixou a sua chancela. Ganhou a Taça da Liga e, em condições normais, teria conquistado a Taça de Portugal. Seria, então, preciso recuar muitos anos no tempo, para depararmos com uma época, em que o clube 'leonino' tivesse dois títulos.
Não sou dos que têm, longe disso, 'parti-pris' contra Jesus por ter ido treinar o Sporting. Nem ninguém, de boa-fé, poderá ter. Sendo profissional - excelente até, como Vieira acentuou, muito recentemente, - Jesus só pode ser apreciado à luz deste pressuposto. Tudo o resto não passa de fanatismos, que tornam, por vezes, irrespirável o ambiente em que vive o futebol português."

Pingos da chuva !!!


"O nosso amor ao Sport Lisboa e Benfica levou a um abrandamento na luta pela verdade desportiva. Os erros internos são mais do que muitos, a discordância com a política desportiva é grande e tudo isso merece uma reflexão interna por parte dos responsáveis do Clube.
No entanto, este final de época vai também ficar sempre ligado aos mesmo de sempre e não pudemos branquear isso. Conceição pediu penaltys e foram 5 em 4 jogos (!). Repetimos, 5 em 4 jogos.
Os penaltys frente ao Desportivo das Aves e Tondela são coisas nunca antes vistas no mundo. Por outro lado, os penaltys contra não existem: a mão descarada de Manafá frente ao Paços de Ferreira foi branqueada. Por outro lado, foi assinalado um penalty que levanta muitas dúvidas contra o Benfica no jogo com o Santa Clara.
A favor do Benfica, nada. Até um penalty indiscutível sobre Cervi em Famalicão deu… em simulação.
Aqueles “pormenores” de sempre. Luís Ferreira, Vasco Santos, Artur Soares Dias, Fábio Veríssimo, Carlos Xistra, Jorge Sousa vão ser sempre alguns dos heróis desta conquista."

Benfica FM #121 - Famalicão...

João, Pedro & Miguel... Trio