Últimas indefectivações

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Museu reaberto

"Depois do anúncio, na semana passada, da reabertura de 39 Casas do Benfica, seguiu-se a reabertura do Museu Benfica – Cosme Damião, hoje, às 10h00.
Estamos, neste momento, em pleno período de regresso gradual à normalidade, repercutindo-se, naturalmente, no universo benfiquista.
Sem desprimor do cumprimento de regras de segurança e de precaução, os benfiquistas voltam a ter agora a oportunidade de visitar o nosso espaço museológico, várias vezes premiado pela sua oferta e que a todos nos enche de orgulho.
Embora a actividade do museu não tenha cessado ao longo do período de confinamento, aproveitando as potencialidades da internet e, em particular, das redes sociais, para continuar a divulgar a história do Benfica, voltamos a ter, agora, a possibilidade de conhecermos mais aprofundadamente, num espaço único, a história do Sport Lisboa e Benfica e aprender sobre os feitos do Clube e os seus protagonistas.
O horário de funcionamento será o habitual, das 10h00 às 18h00, excepto em dias de jogo no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, em que se encontrará encerrado.
O uso de máscara no interior das instalações é obrigatório e haverá uma solução antisséptica de base alcoólica no espaço para higienização das mãos. O número de visitantes permitido em simultâneo foi reduzido e haverá liberdade de circulação, respeitando-se a distância de segurança (dois metros), a circulação pelos percursos designados e a lotação máxima dos espaços assinalados.
As visitas guiadas serão limitadas a cinco pessoas ou grupos unifamiliares, com a devida marcação prévia obrigatória (através do e-mail museu@slbenfica.pt).
Por último, a venda de bilhetes físicos continuará a ser feita na Benfica Official Store, estando também disponível, a partir de hoje, 25 de maio, a venda de bilhetes online no site oficial do Sport Lisboa e Benfica.
Aproveite e visite o nosso museu e constate por que foi já tantas vezes premiado. Se já o conhece, não hesite em visitá-lo novamente, há exposições temporárias, a renovação do acervo em exposição e conteúdos é regular e é sempre possível ficar a conhecer um pouco mais da extraordinária história do Sport Lisboa e Benfica. Vale a pena!"

Florentino-Paquetá ou aquilo a que os ingleses chamam uma situação de win/win

"No mercado de inverno, o AC Milan acalentou pela primeira vez o interesse em Florentino Luís, médio-defensivo de 20 anos do SL Benfica. Na altura, os milaneses visavam um negócio cujos moldes não agradavam aos responsáveis encarnados: um empréstimo de ano e meio e uma cláusula de compra opcional a rondar os 40 milhões.
O negócio, como sabemos, não avançou. Entretanto, o futebol na sua vertente desportiva parou, mas, como era expectável, as novelas de transferências continuaram a ocupar jornais e jornalistas e afins. A sequela do “negócio Florentino” é uma dessas novelas.
Desta feita, os moldes são diferentes. Cientes do interesse das águias em Lucas Paquetá, os administradores do histórico emblema de Milão parecem mostrar-se dispostos a avançar para a aquisição em definitivo de Florentino oferecendo aos homólogos encarnados uma proposta que inclui o passe do médio-ofensivo brasileiro e uma verba monetária.
De acordo com a imprensa italiana, com eco na nacional, a administração benfiquista já terá uma posição bem definida: 15 milhões de euros a juntar ao passe de Paquetá e negócio feito. Será a posição mais acertada? Resposta curta: sim. Anúncio Publicitário Há um ano atrás, a minha resposta seria, desprovida de hesitações, “não”.
Há um ano atrás, via em Florentino o potencial para se afirmar na época agora prestes a reiniciar-se como titular indiscutível e adivinhava no jovem formado no Seixal a próxima grande transferência das águias. Não correram de feição as tentativas de Florentino mostrar serviço. Nunca pareceu encaixar na equipa e não apresentou em campo a confiança e, consequentemente, a qualidade que lhe conhecíamos do ano anterior e dos anos de formação. Ainda assim, a qualidade do jovem luso-angolano é inegável. Como tal, a sua eventual saída tem que estar bem alicerçada.
É o caso. Aliás, será o caso, se se materializar a intenção milanesa. Num cenário em que a proposta de 15 milhões de euros mais o passe de Paquetá é apresentada ao SL Benfica e é aceite pelo clube da Luz, todas as partes envolvidas ficam a ganhar. O médio brasileiro de 22 anos terá, por certo, mais espaço nos encarnados do que nos rossoneri e o médio português terá, eventualmente, mais oportunidades em Itália do que em Lisboa.
Rui Costa: “Acompanhei o Paquetá no Brasil e conheço-o bem. Queria levá-lo para o Benfica, mas não o contratei. É um jogador demasiado caro para o futebol português” (Entrevista à “Gazzetta dello Sport”, Março de 2019)
Os heptacampeões europeus adquirem um jovem futebolista que aparenta agradar bastante à estrutura italiana; em contrapartida, desembolsam 15 milhões de euros – sendo que dinheiro não se tem mostrado um problema para os lados rubro-negros de Milão – e veem partir um activo pouco activo, uma saída que os dirigentes do AC Milan, acredito, enfrentarão como uma solução e não como uma perda, uma vez que creio ser difícil o clube italiano recuperar os 35 milhões de euros investidos no brasileiro.
Chegamos, então, à perspectiva benfiquista do negócio. Ao contrário do que acontece na relação Milan-Paquetá, a saída de Florentino não será encarada como uma solução. Será sempre uma perda. No entanto, num mundo sem certezas, tudo é um jogo de probabilidades. Se elas estiverem a nosso favor, devemos arriscar. Ora, neste negócio, os encarnados têm algo a perder, mas têm mais a ganhar. 
As águias ganhariam um jogador com pinta de craque e com maior maturidade competitiva do que (o actual) Florentino Luís. Lucas Paquetá soma duas épocas de grande nível ao serviço do CR Flamengo, clube onde fez a sua formação, e duas épocas de nível não tão elevado ao serviço dos rossoneri. A isto, junta 11 internacionalizações e dois golos pela canarinha.
Pisando terrenos mais ofensivos, poderá encaixar mais facilmente no onze, como médio-ofensivo num 4-2-3-1, como segundo avançado num 4-4-2 ou como médio interior num 4-3-3 com o miolo em 1+2, do que Florentino. Bruno Lage pretende que os seus médios ofereçam ao jogo, ofensivamente, características que Florentino, por natureza, não pode dar.
No que diz respeito ao passe (curto ou longo, desde que com o intuito de queimar linhas), o médio internacional jovem português apresenta demasiadas limitações para ser aposta recorrente num futuro próximo. Por seu turno, Paquetá, pela sua classe, tem tudo para agarrar desde início a titularidade, dadas as necessidades ofensivas reveladas pelo SL Benfica nos últimos jogos antes da paragem.
Com Paquetá, Pedrinho, Dantas e Gonçalo Ramos, as águias teriam quatro opções distintas entre si para cumprir a mesma missão: ser o mais importante apoio do ponta-de-lança. Desportivamente, o campeão português saía a ganhar a curto/médio prazo. E financeiramente?
A antevisão desse aspeto da questão é mais difícil. Todavia, acredito que também nesse parâmetro os encarnados ficariam a ganhar com este negócio. Além dos 15 milhões imediatos, importantes nesta fase pós-pandemia e que poderiam dar uma ajuda na urgente aquisição de um central, o SL Benfica ainda poderá perspetivar uma venda de Paquetá por uma verba elevada.
Dada a idade e a qualidade do “39” do AC Milan, não será descabido conjeturar uma venda após duas ou três épocas de águia ao peito por valores a rondar os 65/70 milhões de euros. Nesse cenário, e somando as verbas directas e indirectas referentes à venda de Florentino, as águias encaixariam 80 a 85 milhões de euros.
Pese embora a cláusula de Florentino se cifre nos 120 milhões de euros, não me parece razoável que o “61” encarnado seja vendido por um valor superior a 80 milhões de euros. Como tal, o Sport Lisboa e Benfica sairia desportiva e financeiramente beneficiado deste negócio, cujo “único” ponto negativo seria a perda de um dos melhores produtos do Benfica Futebol Campus.
Contudo, ao contrário do que acontece em posições como a de ponta-de-lança, a posição de médio-defensivo está a ser bem trabalhada nos escalões de formação do clube lisboeta. Dessa forma, essa posição assemelha-se de momento àquele famoso e básico truque de magia em que o mágico retira de um bolso ou de uma das mangas um lenço e depois outro e depois outro e por aí adiante.
Retira-se Florentino e surge Rafael Brito. Retira-se Rafael Brito e surge Henrique Jocú. Existindo essa salvaguarda, o impacto da saída de Tino é minimizado. Com a entrada de Paquetá e a manutenção de Rafael Brito e de Henrique Jocú, o SL Benfica salvaguardaria o presente e o futuro do seu meio-campo (do qual farão também parte jovens como Dantas e Paulo Bernardo, naturalmente), apesar da perda de Tino.
E nada mais se pede a quem está ao leme do clube: salvaguardem o imediato e o futuro do Sport Lisboa e Benfica, ainda que algumas decisões sejam difíceis e ainda que se tenha que ver partir alguém que ingressou na família do Seixal com dez tenros anos de idade."

Ferro...

Skill: Odysseas

Cadomblé do Vata (Tuguices...)

"1. A empresa que dá nome ao campeonato cimeiro do futebol nacional, anunciou que não vai renovar o contrato de patrocínio com a Liga... é normal que a NOS não queira continuar a injectar dinheiro numa competição onde os participantes só pensam no EU.
2. O laboratório de análises clínicas contratado pela Liga, deu barraca nos testes positivos ao Covid-19, tendo apenas acertado 2 em 11... curiosamente, é a mesma percentagem de aproveitamento de lances 1x1 com guarda redes do Seferovic.
3. David Tavares teve 2 testes positivos no espaço de 15 dias... ainda dizem que a tele escola não funciona.
4. O FC Porto não se conforma com a recusa da Altice em pagar os meses de Abril e Maio... a operadora de telecomunicações informou a Torre das Antas que não avança com o dinheiro porque o SL Benfica não está em primeiro.
5. O Sport Lisboa e Benfica treinou ontem no Estádio da Luz, para os jogadores se adaptarem a jogar sem adeptos nas bancadas... Bruno Lage tem todo um nível de preocupações que não afectam Rúben Amorim."

Transgressões imperdoáveis

"Alguns jogadores do Sevilha e suas famílias ao reunirem-se num aparatoso almoço, contrariando todas as normas incluídas num protocolo que estabelece rigoroso confinamento.

Alguns pequenos percalços têm vindo a esmaltar esta fase de pré-temporada que ainda se vive em alguns países da Europa, com excepção da Alemanha onde foi cumprida mais uma jornada da Bundesliga sem que se tenham registado surpresas de maior. Ou seja, os líderes da classificação, Bayern Munique e Borússia de Dortmund prosseguem a senda de vitórias que certamente irão prosseguir e, a cinco jornadas do fim, quase lhes garantem a possibilidade de não virem a registar-se mudanças.
Uma das notas mais importantes deste domingo tem a ver com a desbragada atitude de alguns jogadores do Sevilha e suas famílias ao reunirem-se num aparatoso almoço, contrariando todas as normas incluídas num protocolo que estabelece rigoroso confinamento dos jogadores de futebol, numa altura em que já não faltam sequer três semanas para o reatamento de La Liga.
Os ecos desta lamentável iniciativa continuam a correr o país vizinho, não obstante os atletas terem já apresentado desculpas pelo ato indigno e juntando-lhes a promessa de que nada se irá repetir quanto a faltas de respeito para com eles próprios e com a saúde pública.
Apesar de alguns responsáveis terem chegado a colocar a hipótese de adiar o reinício do campeonato, a verdade é que essa possibilidade está afastada, e a competição estará de regresso no dia 11 de Junho, exactamente com um escaldante Sevilha-Bétis, sempre um prato forte do futebol espanhol e especialmente do andaluz.
Entre nós o percalço maior passou pela divulgação de análises erradas à Covid-19, que o semanário “Expresso” atribuiu a responsabilidade do laboratório encarregado da operação.
E, como se não bastasse o engano, lá veio também um apêndice que fez torcer o nariz a muita gente. Sem que tal facto pudesse resultar do facto de dois dos principais responsáveis por esse laboratório serem familiares do presidente da Federação e de um ex-autarca, a verdade é que tal constituiu razão bastante para que o assunto viesse para a praça pública envolto em reservas que em nada ajudam a prestigiar o futebol.
Por fim, nunca será despiciendo recordar e reforçar palavras da Ministra da Saúde que ainda ontem afirmava não virem a ser permitidos ajuntamentos de adeptos para assistirem, pela televisão, aos jogos da primeira Liga.
Nos primórdios do debate sobre o reatamento do campeonato um relatório da comissão nomeada pelo governo recomendava que não mais de dez adeptos possam vir a permanecer nas imediações dos estádios onde vão ter lugar os 90 jogos a disputar.
Agora, apertando ainda mais a malha, o Governo não quer permitir grupos numerosos em locais onde seja possível assistir às transmissões, enquadrando-se nesta decisão bares, associações, sedes de núcleos ou casas de clubes, etc. etc., tudo na superior defesa da saúde pública.
A coisa promete fiar fino…"

São 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha

"Dois fins de semana. Já são dois. E, ainda que calculando com a imprevisibilidade destes tempos, os sinais são bonitos: vão ser mais; quase de certeza todos os que faltam para que 2019/20 chegue a bom porto e que 2020/21 possa voltar a ser do povo. Para já, os fins de semana são adeptos da Alemanha, mas a felicidade está a espalhar-se a outros territórios. Dia 4 de Junho, não sendo um fim de semana, já tem sabor a isso para os apaixonados de Portugal, como eu.
Esperamos quase três meses. Três meses em que o mundo se vergou, mas não partiu. E enquanto o mundo continuava vergado, a bola parada e os estádios vazios, os alemães começaram a erguer-se. Estratégicos, rigorosos e sobretudo unidos nas suas diferenças, delinearam o plano. Quatro vezes campeões do mundo, estes tipos altos e espadaúdos não estão para brincadeiras. Quando anunciaram que o futebol era para regressar, era mesmo. E voltou. Há dois fins de semana.
Antes disso, quando foi lançada a primeira semente, elogiei a atitude. Fiz do elogio um ato público nas minhas redes sociais e prontamente caíram os comentários: «Os alemães estão a dar um passo maior do que a perna»; «tenho dúvidas que seja uma boa ideia», etc… Comentários em bom português, entenda-se. Tinham a sua validade, logicamente, ainda que fosse possível extrair daí o negativismo tão próprio da minha – nossa - gente. Para nós, corre tudo mal; e corre muitas vezes, por culpa nossa.
No fim de semana passado, o grande dia. O dia do resto da vida do futebol. A Alemanha dava o pontapé de saída e o mundo ligava-se à «caixa mágica» com linha para o centro da Europa, muitos desejando que estivessem certos, outros, poucos, fazendo figas para que corresse mal. Não correu, de forma alguma.
Há uma semana estive nas imediações do estádio do Union de Berlim, quando o grande e sempre desejado Bayern de Munique visitou a capital. Haveria aglomerações? Iriam as pessoas arriscar uma «escapadela» para acenar à equipa ou soltar um cântico de incentivo? A ser assim, uma das regras primordiais do plano seria violada, e o futebol correria o risco de voltar aos balneários fechados. Mas não. Houve algumas pessoas, mas rapidamente se foram. À hora do jogo, só a polícia restava nas ruas. E foi assim em todos os estádios, em toda a Alemanha.
Na sexta-feira passada a noite era de dérbi. Hertha – Union. Antes da pandemia tinham sido vendidos 74.600 bilhetes. Lotação esgotada. A rivalidade e, sobretudo, os confrontos da primeira volta faziam temer o pior. Voltei a marcar presença na imediação do estádio. Três horas antes reinava o silêncio; o mesmo silêncio que imperou no momento em que se ouviu o apito inicial do lado de fora. Ninguém apareceu, como pedido. E foi assim, mais uma vez, em todo o país.
Dois fins de semana depois, é justo dizer: os Alemães estavam certos, mais uma vez. Foram rigorosos e estratégicos, consequentes e solidários. E, por enquanto, devolveram o futebol ao mundo. Se para Gary Lineker «o futebol são 11 contra 11 e no fim ganha a Alemanha», actualmente o jogo dos alemães é uma vitória de todos.

PS: Guardei isto para nota de rodapé, ainda que seja tudo menos isso. O bom exemplo alemão parece não ter chegado a Portugal. Quando tudo o que deveria interessar é devolver o jogo às pessoas, há uma guerra para derrubar Pedro Proença, presidentes a ameaçar impugnar o campeonato e outros a fazer «birra» porque não querem ceder os estádios. Será que são os alemães a dar um passo maior que a perna ou será que somos nós a dar um tiro nos pés?"

André Lima...

A Bola de Sábado...

Benfiquismo (MDXXXV)

O Benfica vai jogar....!!!

domingo, 24 de maio de 2020

Golo: Matic

Golo: Félix

Rocha, Gomes e Mantorras !!!!

Há 30 anos, o Benfica esteve pela última vez na final da Taça dos Campeões Europeus. E caiu frente ao melhor Milan que muitos se lembram

"Foi no Estádio do Prater, em Viena, que o Benfica jogou a sua última final da precursora da Liga dos Campeões. Do outro lado estava o AC Milan de Sacchi, com Maldini, Baresi, Costacurta, Gullit, Ancelotti, Van Basten e Rijkaard, que haveria de marcar o único golo de um jogo muito equilibrado, táctico, praticamente sem oportunidades. As maldições são coisas das nossas cabeças, mas no futebol que las hay, las hay. Por isso, nunca fiando. Terá sido esse o pensamento de Eusébio, quando em 1990, antes do Benfica defrontar o AC Milan no Estádio do Prater, na final da Taça dos Campeões Europeus daquele ano, visitou a sepultura de Bela Guttmann, falecido nove anos antes precisamente em Viena. Em 1962, depois de levar o Benfica a dois títulos europeus seguidos, o técnico húngaro, despeitado por não se sentir reconhecido na Luz, terá ditado que nem em 100 anos os encarnados voltariam a sagrar-se campeões europeus. Antes daquela final em Viena, o Benfica já trazia quatro derrotas em finais da Taça dos Campeões Europeus às costas, todas depois da dita maldição. Eusébio, homem de superstições, acreditou que aquela visita à campa do homem que o havia treinado nos anos 60, poderia reverter a praga.
Mas não. No final do jogo entre o Benfica de Eriksson e aquele super-AC Milan, a maldição de Guttmann sobreviveria - e sobrevive até hoje. Foi há exactamente 30 anos.
A 23 de maio de 1990, o Benfica voltava à final da precursora da Liga dos Campeões dois anos depois de perder nas grandes penalidades em Estugarda frente ao PSV. Veloso falhou então o penálti decisivo e falharia a final de 1990, castigado depois de levar um amarelo na mítica meia-final frente ao Marselha, que a mão de Vata resolveu. Antes disso, o Benfica tinha ultrapassado sem dificuldades o Derry City da Irlanda, o Honved da Hungria e o Dnipro da então URSS. E se o Marselha era uma das mais talentosas equipas da Europa naquele início dos anos 90, o AC Milan era, talvez, a melhor das melhores, mesmo que dentro de portas o scudetto tivesse fugido para o Nápoles de Maradona.
Na defesa, Tassotti, Baresi, Costacurta e Paolo Maldini; Rijkaard, Ancelotti no meio-campo e Ruud Gullit no apoio a Marco van Basten na frente - na sua biografia, “A minha história”, Sven-Goran Eriksson, escreve o que estava no pensamento de todos: “À partida, pareciam invencíveis”.
Mas Eriksson e o então adjunto Toni acreditavam na vitória. A Serie A havia terminado mais cedo, por causa do Mundial de 90, que a Itália organizaria no verão. Eriksson conta na sua biografia que acreditava que isso podia ser uma vantagem para o Benfica.
Ligamos a Toni, que dois anos antes era o técnico principal quando o Benfica caiu nas grandes penalidades na final europeia contra o PSV.
“Não me vai falar da maldição do Bela Guttmann, pois não?”, diz-nos, antes de soltar uma gargalhada. Três décadas depois, Toni não tem dúvidas que tanto frente aos holandeses como na final de 90, o Benfica estava longe de ser favorito.
“Aquele Milan é o melhor Milan que eu me lembro. Ainda tenho uma cassete antiga, em VHS, de um jogo Bayern Munique-Milan do Arrigo Sacchi e aquilo é uma aula de trabalho de zona. É fantástico”, comenta, antes de passar para o jogo propriamente dito.
“Trabalhámos muito a organização defensiva para esse jogo porque tínhamos perdido o Veloso na meia-final com o Marselha. E então fizemos uma adaptação, com o Samuel. O próprio jogo veio a traduzir isso mesmo. Foi um jogo em que as oportunidades, quer de um lado quer do outro, não abundaram. Da nossa parte nem sei se aconteceram”, relembra Toni. “O Milan também não teve muitas. Foi um jogo marcadamente táctico porque eles também não conseguiram impor a superioridade individual e colectiva que tinham, não a traduziram no jogo”.
Tacticamente, o Benfica conseguiu quase sempre anular aquele poderoso Milan. Gullit e Van Basten raramente tiveram margem de manobra. Mas na hora de atacar, o Benfica pouco ou nada conseguiu frente àquela defesa de Arrigo Sacchi.
“O Benfica, face ao poderio do adversário, organizou-se bem. Não se demitiu de poder ganhar, mas perante uma equipa daquelas sabíamos que, ao expomo-nos mais, com certeza que as coisas poderiam ser diferentes. Da forma como o Benfica se organizou, o Milan não pode marcar uma superioridade tão grande como à priori se poderia pensar”, sublinha ainda o treinador português
E num jogo quase sempre equilibrado, o golo apareceu numa das únicas desatenções do Benfica: aos 67’ Rijkaard teve espaço, avançou até à baliza de Silvino e não falhou.
“Tínhamos consciência que íamos jogar contra aquela que era seguramente a melhor equipa da Europa. E que o Milan partia com um grau de favoritismo. Tínhamos de ser inteligentes, ia ser um jogo muito táctico e todos sabiam que a equipa que cometesse menos erros era a que teria mais possibilidades de vencer”, relembra Vítor Paneira. “Nós cometemos um erro e foi fatal, um erro colectivo em que nós perdemos o controlo do corredor central e o Rijkaard foi por ali fora e fez o único golo”.
O Benfica tinha então a experiência de Eriksson, que conhecia bem o futebol italiano. “Batemo-nos de igual para igual, foi um jogo de equilíbrios e bastou um golo”, recorda ainda Paneira, que diz que num jogo tão fechado, aquele golo de Rijkaard foi uma espécie de sentença. “Percebemos ali que dificilmente conseguiríamos ganhar. Eu penso que era daqueles jogos para se resolver nas grandes penalidades, porque nenhuma equipa se sobrepôs à outra. Foi o jogo naquela edição da Taça dos Campeões Europeus em que o Milan menos dominou o adversário”, frisa ainda o antigo extremo direito, que jogou no Benfica entre 1988 e 1995.

Um Super-Milan
Apesar dos títulos europeus em 1988/89 e 1989/90, o AC MIlan falharia no campeonato em Itália, onde só voltou a ser campeão em 1991/92. Mesmo não sendo totalmente dominante, aquela equipa ainda é hoje recordada como uma das melhores da história do futebol.
“Aquele trio holandês, quer física quer tacticamente eram jogadores fabulosos”, diz Toni. “O Baresi, que era líbero, o Donadoni, que jogava muito… mas não eram só os jogadores, era a forma como a equipa era treinada. Os princípios da zona estavam todos ali, era uma equipa curtíssima, compacta, que atacava e defendia sempre muito junta entre os sectores e isso era fruto da ideia e da concepção que o Sacchi tinha”, explica ainda o então treinador-adjunto do Benfica.
Vítor Paneira, que nesse 23 de maio de 1990 teve como polícia um tal de Paolo Maldini (“Para mim, um dos melhores laterais de sempre”), lembra que aquele Milan era “a base da selecção italiana e também da selecção holandesa” da altura. “Era uma equipa poderosa pelas individualidades, pelo colectivo, pelo jogo táctico e pela inteligência e frieza que tinha”, recorda. Mas o agora treinador lembra também que aquele Benfica vinha de duas finais europeias em três anos: “Estávamos a voltar a colocar o Benfica no topo do panorama internacional”. E a frustração de perder duas finais europeias por quase nada.
E depois há aqueles pormenores que se jogam fora de campo e para os quais o futebol italiano estava então bem mais preparado do que o português.
“Acho que cometemos alguns erros na preparação”, revela Paneira. “A final foi em Viena e o Milan fechou um hotel para a equipa. Ninguém podia entrar nesse hotel. E nós fomos para um hotel em que tínhamos 100 jornalistas à porta, milhares de adeptos a entrarem pelo hall de entrada, a tirar fotografias”. Isto porque, diz o antigo jogador dos encarnados, “o Benfica é o clube do povo”, que está sempre próximo dos adeptos. “Mas isso hoje em dia é impensável, há uma maior protecção das equipas. Não foi um erro propositado, mas estávamos expostos ao contacto, ao adepto, à fotografia, ao autógrafo, enquanto o Milan fretou um avião e ficou num hotel isolado, fora da cidade. Também é isso que faz uma equipa ganhar e há 30 anos já havia equipas a prepararem-se de uma forma mais rigorosa. Não vou dizer profissional, porque nós também éramos profissionais”.
O Benfica, que começou a época de forma demolidora, acabaria aquele 1989/90 sem títulos. “Uma época em que o Benfica não ganhe troféus é uma época de insucessos, embora uma presença na final da Liga dos Campeões seja muito importante. Ajuda a apaziguar a dor, mas não é suficiente”, diz-nos Vítor Paneira.
Foi a última vez que o Benfica esteve numa final da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões. Chegaria à final da Liga Europa em 2013 e 2014, mas a maldição de Guttmann continua a pairar."

Cajuda, Oliveira e Martins !!!

Quinta da Bola...!

Benfiquismo (MDXXXIV)

Afinar...

sábado, 23 de maio de 2020

O árbitro que vá no porão

"Se a empresa Cosmos já levou árbitros no porão até ao Brasil, se bem que no século passado, não deve apresentar dificuldade de maior, já neste novo século, repetir o procedimento de uma forma mais alargada a bem da verdade desportiva e da retoma da economia

Está quase. Mais duas semanas e temos o campeonato de volta. Já se nota, é verdade. Já se nota na retoma das discussões televisionadas, na troca de acusações e de insultos e no lançamento de suspeitas a torto e a direito a preencher os horários nobres das grelhas de programação. Haverá ainda paciência para 'isto' depois da experiência global do confinamento a que fomos submetidos? E será que 'isto' ainda rende como rendia? A questão da paciência é, como sempre foi, um problema (ou um não-problema) de cada um, já a questão do rendimento da plena operacionalidade dos gabinetes de ódio é uma questão mais prática e, sobretudo, mais geral.
Por meados de Março, quando nos chegou o estado de emergência, imperando a consciência cívica e um frenesi de bons sentimentos houve muita gente a acreditar que nunca mais nada seria igual ao antigamente. E o futebol, este jogo tão bonito, não escapou a ver-se incluído nessa onda de esperança por um mundo menos imbecil que despontaria, inevitavelmente, no rescaldo da crise pandémica. Mas, olhem, não despontou nada. Tudo leva a crer que se enganaram os que acreditavam numa revolução civilizacional desse calibre. Está quase de volta o campeonato e estão de volta as calorosas indignações por qualquer coisinha que mexa.
Vem, por exemplo, ocupando horas de discussão a hipótese de os árbitros poderem viajar com as equipas no mesmo avião para o Funchal quando couber ao Marítimo fazer o papel de anfitrião. O assunto, em si, não ter interesse nenhum não se desse o caso de ter o Benfica na sua agenda uma deslocação à ilha. E como este campeonato, pelo que parece, só vai ser disputado até ao fim para que se decida no campo quem é o campeão e, consequentemente, quem vai meter ao bolso os milhões da Liga dos Campeões, tudo o que mexa com os dois candidatos ao título serve, à falta de melhor, de pano para mangas.
Se é um escândalo um árbitro viajar para a Madeira no mesmo avião do Benfica então que se corte o mal pela raiz e enfie-se com o árbitro no porão do aeroplano juntamente com o carga e, assim, se evitará qualquer tipo de contágio ou coisa pior. Sempre é mais fácil, e dá menos trabalho, enfiar com o árbitro no porão a equipa toda do Benfica, incluindo o seu staff técnico, clínico e directivo. Como é do conhecimento público, a cada jornada, a Liga fornece à empresa de viagens Cosmos, para marcação de hotéis e de viagens, a lista dos árbitros nomeados para todos os jogos.
Se empresa Cosmos já levou árbitros no porão até ao Brasil, se bem que no século passado, não deve apresentar dificuldade de maior, já neste novo século, de repetir o procedimento de uma forma mais alargada a bem da verdade desportiva, da retoma da economia e do turismo de massas."

Regresso a Casa: Sim, talvez e porque não?

"“Saudades! Sim… Talvez… e porque não?”
Há precisamente 15 anos festejava o meu primeiro título como benfiquista. Lembro-me perfeitamente de estar no café com a minha mãe, a pessoa que me obrigou a gostar de futebol e a ser do SL Benfica, das pessoas a gritarem e de seguir para a baixa de Setúbal, que estava tão bonita vestida de vermelho. 
Hoje já festejei mais seis vezes, cada uma à sua maneira e cada vez menos emotiva. Em 15 anos muita coisa mudou. E, há 15 anos, não nos imaginávamos na situação actual.
Sem futebol, há muito em que pensar e, apesar de difícil, parece que até sabemos viver melhor sem ele. O desporto que nos apaixona deixou-nos há mais de dois meses e agora que está prestes a voltar, em vez de espalhar por este país fora uma alegria imensa, traz de volta o pior do futebol: muros vandalizados, violência à porta de estádios, interesses, polémicas e protestos.
Sou apaixonada. Pelo futebol, pelo Benfica. Mas em 15 anos aprendi, apesar de querer que para sempre a minha vida gire em torno do futebol, que não há amor grande o suficiente que justifique a raiva, o ódio e a rivalidade – que há muito deixou de ser desportiva e cheia de fair-play.
Recordo com saudades os tempos em que achava que nada me fazia mais feliz que o Benfica. Sentia-me gigante, imparável. Vi pela primeira vez o Benfica ganhar um campeonato em 2005, só voltei a ver em 2010 e desde então vivemos e vimos coisas que nunca mais se vão repetir.
Achei que era a pessoa mais sortuda e feliz do mundo porque vi o Rui Costa jogar, porque vi o Aimar e o Saviola juntos, porque vi o Benfica ir à final de uma competição europeia duas vezes, sempre a brilhar. E só isso me interessava. Benfica, Benfica, Benfica. Chorava, de tristeza e felicidade, ficava chateada e impossível de aturar quando algo não corria bem.
Hoje nada me faz mais feliz que futebol. E tenho tanto amor aos jogos na Luz numa quarta-feira às oito da noite, como aos jogos no Bonfim às nove, no Inverno, a levar com chuva na cara.
O meu desejo para o novo mundo que pode surgir depois da pandemia? Que todos nós gostemos acima de tudo do desporto. E depois, do resto. Porque quem não ama futebol não ama clube algum. E quem ama um clube ao ponto de cegar e espalhar ódio no mundo bonito do futebol não ama nada neste mundo.
Mas isto é só o meu desabafo, num regresso à casa que me fez amar ainda mais o futebol."

5 ex-jogadores do SL Benfica que só brilharam fora da Luz

"Quando o mercado de transferências abre, as equipas procuram adquirir reforços para melhorar a qualidade dos seus plantéis.
Ainda assim, nem todos os jogadores contratados se conseguem afirmar num novo clube, sendo por vezes considerados flops. Há ainda aqueles que são diamantes em bruto na formação, mas não são lapidados para a equipa principal.
Bem, no artigo de hoje vou falar de cinco jogadores que tiveram uma passagem apagada pela Luz, mas que acabaram por brilhar, uns mais que outros, noutro clube.
Uns foram autênticos flops em Lisboa, outros apenas não tiveram a sua oportunidade, mas todos demonstraram o seu valor no após a sua saída do SL Benfica.

1. Bernardo Silva Bem, sem qualquer dúvida de que este é o caso mais flagrante desta lista no que toca a talento desperdiçado pelo Sport Lisboa e Benfica.
Bernardo Silva foi formado no Caixa Futebol Campus e só teve a oportunidade de jogar pela equipa A dos encarnados por três ocasiões e sempre fora da sua posição.
Bernardo acabou por ser transferido para o AS Mónaco sem a possibilidade de mostrar todo o seu génio na equipa principal do Benfica, mas as boas exibições no clube do principado convenceram o Manchester City FC a pagar 50 milhões de euros pelo passe do internacional português.
Actualmente com 25 anos, Bernardo é um dos melhores jogadores dos “citizens” e, segundo os companheiros de equipa, o “preferido” do treinador, Pep Guardiola.
A verdade é que Bernardo teve um a saída inglória do Benfica, mas tal como já referiu várias vezes, o seu desejo é voltar à Luz e fazer o que ainda não foi feito!

2. Gabriel Barbosa Quem não se lembra de quando surgiu a notícia de que “Gabigol” estaria a caminho do Benfica?
Pois bem, eu lembro-me muito bem e, claro está, depositei muitas esperanças naquele que poderia ter tido muito sucesso nos encarnados.
Chegou a Lisboa emprestado pelo Inter de Milão, mas realizou apenas cinco jogos e marcou um golo. Números muito aquém do esperado.
Após a passagem falhada pelo Benfica, Gabriel Barbosa foi novamente emprestado ao Santos FC, onde marcou 27 golos em 52 jogos, números que convenceram o CR Flamengo a, numa primeira instância, adquirir o jogador a título de empréstimo e depois a pagar cerca de 18 milhões de euros pelo passe do jogador brasileiro.
Com a camisola do Flamengo já disputou 69 jogos e marcou por 54 ocasiões, tenho sido peça-chave para a conquista do campeonato brasileiro e da Taça Libertadores.
Com 23 anos, “Gabigol” é um ídolo no Brasil, mas conseguirá provar o seu valor no velho continente?

3. ManicheQuem é que não conhece Maniche? E sim, efectivamente Maniche esteve no Sport Lisboa e Benfica; aliás, não só esteve, como é formado no Benfica.
Bem, os palmarés do internacional português mete inveja a muitos jogadores por este mundo fora: uma Taça Intercontinental, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça Intertoto, duas Ligas portuguesas, duas Taças de Portugal, duas Taças Cândido de Oliveira, uma Liga italiana, uma Liga inglesa e uma FA Community Shield.
Ainda assim, nenhum destes títulos foi conquistado de águia aos peito, mas sim no FC Porto, no Inter de Milão e no Chelsea.
Maniche foi um jogador mal aproveitado pelo Benfica, clube em que realizou toda a sua formação e que acabou por sair para vencer. Não foi um “judas” e muito menos foi um flop, simplesmente não conseguiu consolidar o seu lugar no plantel encarnado e rumou a norte para ser feliz.

4. Luka Jovic Por norma, o Sport Lisboa e Benfica é conhecido por reconhecer talentos mesmo antes destes se comprovarem. Contudo, nem sempre os jogadores conseguem mostrar as suas capacidades e Luka Jovic foi um desses casos.
Ao serviço dos encarnados, Jovic realizou 17 jogos pela equipa B do glorioso, tendo marcado quatro golos, e realizou ainda quatro partidas pela principal formação do Benfica.
Tendo em conta que as exibições do jogador sérvio não convenciam, o avançado foi cedido a título de empréstimo ao Eintracht Frankfurt.
Pois bem, os 36 golos em 75 jogos na Bundesliga convenceram o Real Madrid CF a pagar 60 milhões de euros pelo passe do jogador. O problema surge quando o Eintracht Frankfurt tem a opção de compra de sete milhões e a activa só para conseguir vender o jogador por 60M no dia seguinte.
É caso para dizer que o SL Benfica ficou a ver navios, enquanto o Frankfurt fez 53 milhões de euros do dia para a noite.

5. João Cancelo João Cancelo fez grande parte da sua formação no Sport Lisboa e Benfica e, à semelhança de um jogador que constará mais à frente nesta lista, não teve a sua oportunidade na equipa principal das águias, acabando por ser transferido para o Valência por 15 milhões de euros, mesmo só tendo dois jogos pela equipa A encarnada.
À data estava “tapado” por Maxi Pereira e André Almeida, que eram donos e senhores da lateral direita, e muito por isso se desaproveitou um dos melhores defesas direitos do futebol actual.
A sua polivalência é uma das suas muitas “armas”, tal como a sua velocidade ou a sua capacidade de passe, o que o torna num jogador bastante interessante. Um daqueles que qualquer equipa deseja ter. 
Cancelo está actualmente no Manchester City e leva 24 jogos e um golo na actual temporada."