Últimas indefectivações

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Editorial


"1. Na capa deste jornal O Benfica, a palavra que resume o atual momento do futebol do Benfica: Confiança. Equipa a melhorar, primeira parte muito sólida e impositiva frente ao Hearts, bons sinais para a 2.ª mão e, sobretudo, para o jogo de domingo, com o Académico de Viseu. Não faz sentido um estádio vazio, sem adeptos. Decisão injusta, desequilibrada e desproporcionada por parte da APCVD. Faremos ouvir-nos no domingo na Fan Zone, a apoiar a equipa antes, durante e depois do jogo.

2. Nesta edição destacamos a despedida de Viktoriya Borshchenko depois de vários anos no Benfica. A gratidão é um dos valores mais importantes na relação de um clube com os seus atletas e ouvir Viktoriya em entrevista à BTV expressar o seu profundo agradecimento por tudo o que viveu no Sport Lisboa e Benfica engrandece-nos a todos e é um enorme motivo de orgulho. Que seja um bom regresso à Ucrânia e, por certo, um dia, estaremos de novo juntos nesta caminhada que é a vida, recheada de desafios desportivos e triunfos por alcançar. Como ela própria diz: “Não é um adeus, é um até já!”

3. Ponto alto neste jornal O Benfica, a reportagem do regresso do futsal aos treinos, na preparação para a nova época. Intensidade, ambição e fome de vencer. A equipa bicampeã foi das que mais “agarraram” os adeptos na reta final da época transata e parte agora com um desígnio claro: selar o tri. Tal como explicita Cassiano Klein, o Benfica é um clube obcecado por conquistas e vitórias e essa é uma tremenda responsabilidade para quem veste o manto sagrado. Um primeiro capítulo de um longo percurso árduo que se estende por vários meses, para ler nas páginas deste jornal."

Pedro Pinto, in O Benfica

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Lixívia - 1 ---- (26/27)


Tabela Anti-Lixívia
Sporting...... 1 (-2) = 3
Corruptos.....3 (0) = 3
Benfica......... 1 (0) = 1
Braga.............1 (0) = 1

A prova que esta gentalha está toda comprometida, é o facto que depois de todos os escândalos relacionados com a arbitragens tornados públicos neste defeso, só uma pessoa se ter demitido, os outros ficaram todos nos seus tachos, onde vão poder continuar a corromper o Tugão por dentro, com total impunidade!!!

Logo na Supertaça, os Corruptos são beneficiados, com a não marcação dum penalty, que levaria o jogo para os penalty's, com o VAR Luís Ferreira, um dos intocáveis, a ser nomeado para a 1.ª jornada, apesar da roubalheira!!! Se calhar foi premiado!!!

Poderemos observar um impacto curioso esta época: como grande parte dos escândalos, tiveram ligados aos Lagartos, com o Presidente Lagarto a aparecer em público, a defender os seus árbitros e dirigentes, como se fosse o dirigente máximo da APAF! Pode ser que os apitadores tenham alguma vergonha, nos jogos dos Lagartos!!! Talvez por isso, nesta 1.ª jornada, o Sporting, até tem legitimas razões de queixa!!!

O golo anulado ao Estrela, existe contacto involuntário, no calcanhar do Inácio... é daquelas faltas, que é falta, mas ao vivo é quase impossível de ter a certeza, mas o Gonçalves acertou! Mas o ano passado no Benfica - Casa Pia, no golo nos descontos do Casa Pia, que fez o Benfica perder 2 pontos, também houve um contacto parecido sobre o Ríos, e ninguém se importou com isso!!!

Nos lances na área do Estrela, existe um onde o ponta-de-lança grego do Sporting, é pisado. Existe um agarrão mútuo, isso não é penalty, mas o pisão, mesmo que tenha sido leve, é penalty....

No resto do jogo, até houve alguma tolerância disciplinar para o Estrela, o Doué podia ter levado mais que um Amarelo...

Mas enquanto o pessoal se entretém com os Lagartos, os Corruptos, mantém nos quadros de árbitros profissionais, tanto como árbitros de campo, como VAR's e como Fiscais-de-linha uma quantidade enorme de avençados!!! Cerca de 50% nasceram no Distrito de Porto, mesmo que muitos tenham mudado de residência, para se inscreverem noutra Associação! Os Lagartos tem muitos dirigentes na FPF, mas ao nível do campo, a maioria são Andrades fanáticos!!! E neste momento, nem sabemos donde vêm os Observadores dos árbitros... nas últimas listas tornadas públicas, quase 90% vivia a Norte do Mondego!!!

Primeiro jornada, dois penalty's, e vitória por 2-0, numa partida em casa, onde o adversário rematou mais e criou mais perigo!!! O Benfica estaticamente teve 3 vezes mais caudal ofensivo!!! E empatou...
O primeiro penalty só seria marcado pelo VAR no Dragay:
A bola não está controlada, está dentro do campo, mas com nenhum jogador por perto... ou o árbitro e o VAR consideravam uma agressão, algo que não fizeram senão seria Vermelho, ou então não marcavam nada!!! Isto não é opinião, está nas recomendações do IFAB...

Nota ainda para as 13 faltas assinaladas contra os Corruptos, e 0 Amarelos!!! Uma equipa que passa o jogo todo a simular, e defensivamente fazem faltas constantemente como estratégia de jogo! O Alverca em cada 4 faltas levou 1 Amarelo!!!

Na Luz, não houve erros graves, sendo que os 3 lances na área do Académico, noutros Estádios, com outras equipas teriam outras decisões!
Num Canto a bola bate no braço do defesa do Académico, mas não aumentou a volumetria; sobre o Pavlidis existe um pequeno contacto, mas não é suficiente: sobre o Durán, apesar das imagens não serem claras dá a ideia que o Durán chuta nos pitóns do jogador do Académico... Não precisamos de imaginar o que aconteceria no Dragay por exemplo: na última época, os Corruptos ganharam uma partida em casa, num lance parecido, como uma suposta falta sobre o Fofona...!!!

Também importante, continua a ser a forma como são assinaladas faltas contra o Benfica, principalmente em fase ofensiva!!! Não sei se repararam que o Benfica tem poucos golos de carambola, ou confusões na área adversária, isto acontece, porque sempre que existe uma bola solta, confusa, os árbitros 'inventam' literalmente uma falta ofensiva ao Benfica, e a jogada parou!!! Neste jogo aconteceu várias vezes.... Sempre que o Académico cria 'respirar', não permitindo ataques sucessivos do Benfica, lá aparecia o apito, salvador, após mais um mergulho mal dado.... um festival!!!

Não vi o jogo do Braga, mas ninguém se queixou!!!!


Anexos (I):
Benfica
1.ª-Académico(c), E(2-2), D.R. Silva(Mota, P. Miranda), Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Estrela(f), E(2-2), J. Gonçalves(Martins, Cátia T.), Prejudicados, (2-3), (-2 pontos)

Corruptos
1.ª-Alverca(c), V(2-0), Godinho(Esteves, Catarina C.), Nada a assinalar

Braga
1.ª-Moreirense(f), E(2-2), Bessa(Vasilica, P. Eiras), Nada a assinalar

Anexos(II)
Penalty's (Favor/Contra):
Benfica
0/0

Sporting
0/0

Corruptos
2/0

Braga
0/0

Anexos(III):
Cartões:
A) Expulsões (Favor/Contra)
Minutos (Favor-Contra = Superioridade/Inferioridade)
Castigados (Favor - Contra):
Benfica
0/0
Minutos:

Castigados:
0 - 0

Sporting
0/0
Minutos:

Castigados:
1 - 1

Corruptos
0/0
Minutos:

Castigados:
0

Braga
0/0
Minutos:

Castigados:
0-0

B) Amarelos / Faltas assinaladas
Contra (antes dos 60m) / Faltas contra - Faltas a favor / Adversários (antes dos 60m)
Média Faltas/Amarelos - Favor/Contra
Benfica
2(2) / 13 - 13 / 4(2)
Média: 6,5 / 3,25

Sporting
2(0) / 14 - 14 / 2(1)
Média: 7 / 7

Corruptos
0(0) / 13 - 10 / 4(3)
Média: 13 / 2,5

Braga
2(1) / 21 - 16 / 4(1)
Média: 10,5 / 4

Anexos (IV):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica


Sporting
J. Gonçalves - -2
Martins - -2

Corruptos


Braga


Anexos(V):
Árbitros - Total - (Casa/Fora):
Benfica
D. R. Silva - 1 (1/0)

Sporting
J. Gonçalves - 1 (0/1)

Corruptos
Godinho - 1 (1/0)

Braga
Bessa - 1 (0/1)

Anexos(VI):
VAR's - Totais - (Casa/Fora):
Benfica
Mota - 1 (1/0)

Sporting
Martins - 1 (0/1)

Corruptos
Esteves - 1 (1/0)

Braga
Vasilica - 1 (0/1)

Anexos(VII):
AVAR's:
Benfica
P. Miranda - 1

Sporting
Cátia T. - 1

Corruptos
Catarina C. - 1

Braga
Eiras - 1

Anexos(VIII):
Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica

Sporting
J. Gonçalves - 1
Martins - 1

Corruptos


Braga
Bessa - 1
Vasilica - 1


Anexos(iX):
Jornadas anteriores:

Anexos(X):
Épocas anteriores:

Falar Benfica #256 - Goleada e empate, antevisão Liga Europa e 2 ª jornada, TV e Red Pass

JÁ ASSINEI A PETIÇÃO QUANTOS MAIS O FIZEREM MELHOR


"1. Este é o link para, se quiseres, assinares a petição do Benfica
Primeiro registas-te e depois assinas. É mais fácil e simples do que parece.
Ontem o sistema da Assembleia da República "crashou" por não estar preparado para tanta adesão. Hoje tem estado a dar boa resposta.

2. Esta é uma batalha que tem que estar para além de direções ou fações. Porque este é um processo que, a seguir em frente, tornar-se-á irreversível e o Benfica é o grande, o maior, provavelmente até o único prejudicado. É hora de o travar.

3. É verdade que o Benfica já devia ter tomado posições de força contra esta centralização há muito tempo. Mas, como diz o povo, "mais vale tarde do que nunca". Eu já assinei a petição. Assina tu também."

Estatística...

Vai ficar tudo na mesma...

Especialistas na manipulação...

ADN...

Cortinas de fumo!

Paródia...

Competências !!!

O zero e os sinais


"Depois de uma pré-temporada mais uma vez atípica, agora com mundial de seleções, jogadores a chegar a "conta gotas" e a competir quase no dia seguinte, o Benfica começou hesitante na Europa e, passo a passo, parecia dar sinais de franca melhoria que o primeiro jogo da Liga não afastou, mas que o resultado, muito pior que a exibição, não deixará de pesar. Se o jogo europeu trouxe uma quase qualificação para os play-off, a entrada na Liga foi à porta fechada, sem a força dos adeptos, resultado de uma decisão inédita e contra natura de supostos órgãos do futebol que impedem que a razão de ser do jogo estejam presentes no arranque da Liga.
Outros castigos semelhantes para outros se seguirão, pois a prática que supostamente visa punir é transversal e não se pode admitir que a decisão tenha sido cirurgicamente escolhida para esta ocasião. Ainda assim, milhares de benfiquistas foram receber os jogadores, até jogando bem e dando tudo, não conseguiram manter o tal zero que Marco Silva qualificava como fundamental para os campeões.
A crueldade do futebol, duas bolas à barra e uma ao poste, mais a excelente exibição do Académico e do seu guarda-redes fizeram o resto. A exibição até foi boa, os sinais estão lá, mas a crueza dos números são penalizadores. Outro tipo de sinais, que também penalizam e intensificam-se, são a incompetência dos órgãos da Federação. O campeonato começa com mais uma revogação de um castigo tonto aplicado ao então treinador do Benfica pelo Conselho de Disciplina e continuou na inexplicável nomeação de Gustavo Correia que tem uma difícil relação com a verdade que não o impede de ser premiado com uma nomeação para a primeira jornada depois de ter sido apanhado a mentir num relatório que gerou mais castigos para dirigentes do Benfica."

Às vezes querem fazer-nos passar por tolos


"Episódios no arranque da temporada 2026/27 lembram-nos como o futebol em Portugal parou no tempo; ninguém assume responsabilidades e provavelmente nunca sairemos deste círculo

Um jogo à porta fechada (Benfica-Académico Viseu) no arranque da temporada 2026/27 como punição de atos ocorridos em 2022/23 (quatro anos depois, portanto) e um Estrela da Amadora-Sporting disputado num relvado mau, uma semana depois de a Supertaça Cândido de Oliveira entre o campeão FC Porto e o vencedor da Taça de Portugal, Torreense, ter sido desenrolada num igualmente péssimo piso, pintado a spray de verde à última hora numa tentativa saloia de mascarar a incompetência ou falta de fiscalização.
Felizmente que a Federação Portuguesa de Futebol anunciou, a seguir à realização da Supertaça, que iria tentar obter explicações sobre o que sucedeu num evento organizado... pela Federação Portuguesa de Futebol, na mesma ótica a Liga Portugal garantiu que será «mais rigorosa» a partir de agora na fiscalização dos relvados, situação afinal nunca vista nos estádios nacionais. Afinal, como se percebeu pela justificação oficial, o calor acabou por ser um problema no tapete do José Gomes, visto que a canícula é um fenómeno raro em agosto, como certamente será anormal assistirmos a imperfeições por causa da chuva em novembro, mês habitualmente reservado a banhos de sol.
Já no Benfica assiste-se às queixas da lei e da morosidade, outros de manobras dilatórias que redundaram num castigo de algo que quase já ninguém se lembra. Podem os dirigentes assumir discursos pomposos ou prometedores ou, por outro lado, ouvir-se a ladainha do costume. No futebol em Portugal, regra geral, ninguém assume responsabilidades. É algo cultural e que se explicará pela lógica tribal de um desporto que move paixões exacerbadas e por outro lado na ausência de lideranças fortes e macro, acima de interesses setoriais (clubes, árbitros, adeptos).
O mesmo pode dizer-se na forma como o Benfica atacou o tema do jogo à porta fechada: gastou mais tempo e dinheiro em advogados do que em eliminar, de uma vez por todas, aqueles que prevaricam nas bancadas, mas também nas ruas portuguesas e europeias - é bom lembrar que continua sob alçada disciplinar da UEFA após incontáveis episódios de distúrbios em jogos da Liga dos Campeões. Com os meios disponíveis em 2026, há muito que a questão já podia estar resolvida. Os ingleses resolveram-na há mais de 30 anos, numa escala muito maior e sem videovigilância e digitalização. Porque assumiram os erros e, mais importante, tiveram mesmo vontade de mudar."

Primeiro jogo do campeonato e…


"Gira o disco e toca o mesmo.
Ponto prévio, não gosto de Marco Silva, não o tenho como o super treinador que vão vendendo, tem um ponto positivo, está nas boas graças daqueles que tanto criticaram e bateram nos seus antecessores, e quanto mais não seja, esse é um ponto positivo.
Para mim o treinador é o epicentro do projeto desportivo, se tal não o fosse, na história das conquistas figuravam os nomes de presidentes e dirigentes e não dos treinadores que são pagos a peso de ouro…
“Não tive tempo de escrever tudo…vou continuar agora…”
Continuando..:
Por esse motivo, o treinador precisa de 2/3 anos para implementar um modelo e filosofia, independentemente do presidente, dos diretores do que quer que seja, essa é a única razão para eu defender Marco Silva à frente do Sport Lisboa e Benfica porque para mim não passa do Vitor Oliveira (e muito respeito tenho pelo Vitor Oliveira e todo o seu trabalho ao nível de segunda liga em Portugal que é ímpar em Portugal) da era moderna…porque o Marco rendeu em Inglaterra…mas em equipa do meio para baixo…quando lhe deram algo mais falhou.
Espero que ele olhe para a equipa e que tenhas capacidade para exigir mudança, melhoria em termos defensivos, melhorias nas posições que ganham campeonatos e não jogos, porque é aí que pecamos e muito, na defesa e posição 6."

Fazer Benfica é fazer política


"Apesar de o Benfica já ter começado a época há algumas semanas, só agora arrancou o campeonato e logo de uma forma inusitada: estádio vazio. Um estádio sem pessoas é como cozido à portuguesa sem enchidos, rock sem guitarras, arbitragem sem casos. A experiência é avassaladora, mas não é incomum. Aliás, ainda está na memória de muitos o que vivemos durante a pandemia ou nas penalizações a outros clubes. Ah, não? Bom, parece que, afinal, nisto fomos pioneiros. “Fazer o que não foi feito”, já diz o outro.
Deixemos, por uns momentos, a questão da justiça da pena para outras núpcias, mas creio que somos unânimes em considerar que a resposta do clube foi “aparentemente” tardia — digo que é uma questão de aparência porque um encontro daqueles não se faz de um dia para o outro —, mas deixou-nos a todos impressionados. Mais do que isso, confiantes de que, afinal, é possível receber sempre assim a nossa equipa no nosso estádio. Então, porque não o fazemos mais vezes? Esta é uma das respostas de um milhão de euros, e bem que precisamos do dinheiro para guarda-redes, centrais, laterais, patrões do meio-campo e mais uma posição ou outra.
O dia seguinte ao primeiro empate na nossa fortaleza — enquanto construção militar histórica que serve muitas vezes de ponto turístico, porque, defensivamente, já viveu melhores dias — trouxe-nos mil discussões: faltou golo, pragmatismo, criatividade, homem-golo, basculações, extremos assimétricos, liderança na defesa, Deus no comando. Faltou muita coisa, mesmo sabendo que até fizemos bastante em comparação com anos recentes.
Mas a minha tirada preferida foi que faltou “não misturar política e futebol”. Anos e anos a ver treinadores despedidos, jogadores dispensados, críticas a jornalistas e ataques a árbitros e, afinal, tudo se resolvia transformando o jogo de futebol num mundo asséptico. Mas cuidado com os puristas: o próximo passo é acabar com a bandalheira do cinema, do teatro ou da literatura com leituras políticas, que isso de ver significados e simbolismos em tudo o que vemos não lembra ao Diabo? Posso dizer Belzebu? Será politizar a Besta?
Voltemos então à vaca fria — o que eu deliro com expressões populares, juro. Porra, será isto uma forma de fazer política com a minha escrita? —, portanto, o grande problema do atual Sport Lisboa e Benfica é ter, entre os seus milhões de adeptos, sócios, apaixonados (e até alguns figurantes quando dá jeito), pessoas que têm crenças políticas e ousam levar para as proximidades do seu estádio uma bandeira com as cores de uma melancia.
Reparem: não foi o clube que, institucionalmente, decidiu apoiar um lado de uma das guerras mais mediáticas e problemáticas do último século; o que aconteceu é que um, dois (três, quatro?) adeptos levaram uma bandeira consigo para uma celebração do Benfica. Portanto, bandeiras da Ucrânia, Noruega, Espanha, Brasil, Turquia, Croácia, uni-vos, que na Luz não entram mais. E esqueçam equipamentos de outros clubes, cores ou a total ausência de referências ao nosso vermelho — exceto no nosso terceiro equipamento. A partir de agora, só há uma cor no nosso clube: o vermelho e branco. O que me levou a este desabafo foi a admiração por ver tantas pessoas a confundirem política com partidarismo. Há política em todo o lado. Juntar-se com uns amigos e fundar o melhor clube do mundo é uma decisão política. Sim, o associativismo é uma forma de fazer política porque é um dos expoentes máximos da ideia de comunidade e de fazer algo que não nos serve só a nós, mas a muitos outros para além dos nossos tempos.
Eu sei que pode ser um pouco mind-blowing, contudo, sejam fortes, que o automóvel ainda não parou e as surpresas não ficam por aqui.
Ninguém duvida de que a História é uma ciência social que tem sofrido bastante ao longo dos anos, passando do desprezo à tentativa de controlo e reescrita, da desvalorização dos historiadores à criação de especialistas feitos na internet. Não desvalorizemos o poder das plataformas e dos diferentes formatos: eles permitem chegar a mais pessoas, mas temos de ser curadores e críticos. Não há volta a dar: também na História há muitas histórias por contar ou mal contadas. Faço este preâmbulo para lançar um convite: investiguem e leiam mais sobre a história do nosso clube. Ela é extensa, preenchida e pedagógica. Temos lá vários exemplos de como podemos e devemos ser mais pessoas. E há algo comum a quase todos os momentos: ser do Benfica é fazer política.
A bibliografia sobre clubes e identidade tem crescido muito nos últimos anos, por isso pego numa questão transversal a muitos deles: o que nos faz ser do clube X são as vitórias ou os seus valores? Encontrar a resposta a esta dúvida pode trazer bastante tranquilidade a cada um de nós. Veja-se: se formos de um clube “grande” e tendencialmente vitorioso, é fácil saber se estamos num bom momento: estamos a ganhar? Se formos de um clube onde os nossos valores são a essência, então a pergunta deverá ser: continuamos fiéis aos nossos princípios?
Atenção: esta matriz identitária pode ser tão lata como aspetos geográficos, religiosos, sociais, etc. No fundo, quase sempre política.
Por isso, quando pensamos no que o Sport Lisboa e Benfica é para cada um de nós, também temos de responder a esta questão. Vitórias ou valores? Eventualmente, os dois. Sendo que não existe uma resposta correta, mas existe a adequação à mesma e a gestão de expectativas conforme a escolha. E chegamos então ao átrio do Estádio ou ao cerne da questão: qual é o problema de ter uma bandeira bem no meio das celebrações populares e orgânicas dos adeptos de um clube?
Porque, se um adepto isolado representa um clube, então, meus caros, temos um grave problema. Porque temos racistas, xenófobos, agressores de mulheres, mas também anarquistas, liberais, ecologistas, socialistas, até vegetarianos, e representam-se apenas a si próprios (a menos que estejam equipados ou em funções de representação oficial).
E pluribus unum. O Sport Lisboa e Benfica faz-se de muitos. E isso significa respeitar as diferentes mundivisões dos seus sócios e adeptos, mesmo quando nos custa. Claro que temos direito a opinar que a pessoa X não me representa, que não gosto de a ver como adepta do meu clube, etc. Já o fiz e senti.
Mas o que não devemos fazer é pedir ao clube para impedir essas pessoas de celebrarem o clube, a menos que o façam de uma forma institucional e que os valores defendidos sejam contrários aos do clube.
Porque a derradeira oferenda do Benfica aos seus deve ser esta: a capacidade de aceitar o diferente, sobretudo quando ele está ao nosso lado na bancada."

Guarda-redes...

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