Últimas indefectivações

quarta-feira, 24 de julho de 2024

Mística a Dois: Roger Schmidt e Toni

Zero: Mercado - João Neves, Gonçalo Paciência e Kevin de Bruyne

5 minutos: Diário...

Cartilheiros zangados...!!!

A Chama Olímpica Paris'2024


"Aos nossos 73 bravos e bravas do pelotão e aos seu valorosos treinadores, chegou a hora de representar o nosso país nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
Queremos expressar o nosso mais profundo apoio, admiração e confiança em cada um de vocês. Esta jornada é o culminar de anos de dedicação, treino árduo e sacrifícios, e estamos certos que levarão convosco não apenas o talento, mas também o espírito e a inspiração que também estes momentos proporcionam, e que seguramente nos farão encher de orgulho.
Queremos, em nome dos quase 500 associados da AAOP, também atletas olímpicos, transmitir todo o nosso apoio e o desejo dos maiores sucessos, a cada um de vós atletas olímpicos participantes, desejando, neste momento tão conturbado em que vivemos, com guerras e outras calamidades que assolam o nosso planeta, que o vosso desempenho seja fruto de uma alegria imensa e de um inexplicável momento de inspiração, sempre dentro do espiríto do Barão Pierre de Coubertin, juntos no Respeito, Excelência e Amizade, todos solidários a torcer pela vossa melhor participação possível.
Aos Treinadores, um papel inestimável na formação e orientação dos nossos atletas. A vossa sabedoria e sábia liderança são a base sobre a qual se constroem grandes campeões.
Aos Atletas, a vossa força, coragem e determinação são inspiradoras. Lembrem-se sempre de que, independentemente dos resultados, vocês já são vencedores por chegarem tão longe.
Desejamos a todos uma competição cheia de momentos de superação, conquistas e, acima de tudo, de realização pessoal e coletiva. Que cada prova seja uma oportunidade de mostrar o melhor de vocês mesmos, com o coração cheio de confiança e a mente focada nos vossos objetivos.
Boa sorte, equipe olímpica! Estamos todos convosco por vocês, vibrando a cada passo do caminho. Que a chama olímpica ilumine o vosso caminho rumo ao sucesso.
Com toda a nossa admiração e apoio, Parabéns e boa sorte! Para os atletas pelos atletas para a sociedade"

Mística e bancada


"1. Bela iniciativa do Benfica esta conversa que veio, a público entre Carlos Manuel, jogador do Benfica na década de 80 do século passado, e João Mário, jogador do Benfica nesta década de 20 de século XXI. Cada um recorrendo à sua experiência particular abalançaram-se a explicar o que é isso da 'Mística' na nossa casa.

2. Para Carlos Manuel, 'o Benfica vai ter sempre grandes individualidades', mas a Mística será sempre 'um coletivo forte'. João Mário recordou o jogo com o Inter Milão, na Luz, na fase de grupos da Liga dos Campeões, a 29 de Novembro do ano passado, para dar o exemplo do que é a Mística do Benfica: 'Lembro-me que o primeiro feedback que tive de alguém das bancadas quando fiz o hat-trick com o Inter não foi 'parabéns', foi 'vamos no quarto', esta é a exigência do Benfica'. E é assim que deve ser.

3. Não é ganância de ganhar nem ambição desmedida esta exigência da bancada. É simplesmente, Benfica. Como estamos todos recordados, esse encontro com os italianos terminaria empatado (3-3). Se João Mário fez três golos na primeira parte, o Inter fez outros três golos no segundo tempo. O jeito que teria dado se João Mário tivesse feito o seu quarto golo como alguém lhe terá pedido da bancada... Será isto exigir muito? Não, é apenas amor. A bancada tem sempre razão? Tem, sim, exceto quando apouca os nossos atletas e os nossos técnicos.

4. Uma das melhores definições de mística foi, em tempos, fornecida por Toni que no Benfica foi jogador campeão e treinador campeão. 'Mística? Mística é ganhar!' E nisto estamos todos de acordo.

5. A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica conquistou no último fim de semana a sua 10.ª Taça de Portugal. No fim de semana anterior tinha selado, pela 11.ª vez consecutiva, o título de campeã nacional da primeira divisão. Entenderão, porventura, os benfiquistas como desnecessária a referência ao facto das nossas hoquistas serem campeãs nacionais da 'primeira divisão', mas consultando a lista de convocados pela Federação Portuguesa de Patinagem para os próximos compromissos da seleção nacional estranha-se o desprezo votado às nossas hoquistas. O hóquei feminino do Benfica não é campeão dos distritais.

6. Ainda assim a Federação de Patinagem de Portugal, responsável de cima abaixo pela seleção nacional de hóquei em patins feminino, deve olhar para as nossas supercampeãs como se competissem em torneios secundários em Portugal. Pobre FPP, não sabem o que perdem.

7. Arrancou a pré-temporada do Benfica com golos, boas perspectivas e algumas lesões. Que as perspectivas se confirmem e que as lesões passem rapidamente. O resto é ganhar."

Leonor Pinhão, in O Benfica

O valor de ser o mais antigo


"Como sócio mais antigo entre os benfiquistas, de 1956 e 1979, Luís Joaquim Gato foi o segundo mais duradouro nesse posto

Qualquer instituição que se forma com amor e dedicação prezará pelo respeito e orgulho da sua história, como se nas raízes da fundação estivesse a fonte para o sucesso, presente e futuro. É neste principio que se honram e distinguem os sócios n.º 1. No Benfica, entre as 13 individualidades que se posicionaram como a mais antiga entre a população associativa, descobre-se Luís Joaquim Gato (1887-1979), que viveu toda a sua vida em Benfica.
Tinha 18 anos quando, em 26 de Julho de 1906, foi sócio fundador n.º 5 do Grupo Sport Benfica, juntamente com António Sobral Júnior, Luís Carlos de Faria Leal e outros 12 elementos. Destacou-se como atleta de ciclismo, participando em duas provas, classificado em 3.º lugar na prova dos 25 quilómetros e vencendo outra de cinco quilómetros, em 16 de Agosto de 1908. Também alinhou no futebol encarnado, sobretudo na 2.º categoria, com a qual se sagrou campeão de Lisboa duas vezes.
Entre 1906 e 1911, exerceria como secretário e relator do Conselho Fiscal, e como vice-secretário da Direção. Viria a apresentar demissão em 1914, mas foram poucos os anos em que não teve o título de associado encarnado, voltando a ser admitido em 1919. Em 1952, readquiriu o seu número antigo.
Reconhecido pelo seu valor e correção, foi um 'amável e valioso' sócio que contribuiu, não só como testemunho vivo, mas como fomentador de uma paixão do desporto e do Benfica ao longo do século XX. Para Luís Gato, custa-lhe a crer ser possível, mas 'o dia mais feliz da vida', foi a inauguração do Estádio da Luz, no qual se viu desafiado em lágrimas, ao lado de Luís Carlos de Faria Leal e de José Neto.
Com o falecimento do primeiro, em 1956, Luís Gato tomou o lugar como sócio n.º 1. Ao contrário do que acontece hoje, essa transição dava-se somente nas atualizações de número de sócios, o que aconteceu em 1958.
Apoiante de profissionalismo, recordava com orgulho estar envolvido no Clube desde os seus primeiros tempos, quando pagava 30 tostões de quotas. Lamentava não ter sido distinguido com o título de Sócio de Mérito, mas afirmava ter 'muita honra em acabar os dias a pagar os trinta escudos'. Quando Ferreira Queimado foi eleito presidente da Direção, em 1977, ofereceu-lhe a quota. No fim, dizia, o que é 'preciso é que o Benfica ganhe, o resto não interessa'. Viveu uma vida cheia de amor pelo 'seu filho querido', o Benfica, que seguia de perto na Rua Cláudio Nunes, como um exemplo para a massa associativa. Conheça outros sócios n.º 1 do Benfica na área 16 - Outros Voos, no Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

As palavras certas


"Hoje, esta crónica é inteiramente dedicada a Fernando Tavares, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica. Poderia servir para, na sua pessoa, felicitar todas as modalidades do SLB, todos os atletas, dirigentes, equipas técnicas e staff pelas vitórias alcançadas em 2023/24 mas vai além disso.
No final da conquista da 10.ª Taça de Portugal consecutiva pela equipa feminina de hóquei em patins, Fernando Tavares juntou-se à melhor jogadora portuguesa da modalidade, Marlene Sousa, para uma flash interview que deveria surgir em destaque nos compêndios do dirigismo desportivo. Falando em nome do Sport Lisboa e Benfica e da sua direção, Fernando Tavares defendeu as atletas do Clube de uma decisão inqualificável da federação de patinagem e do treinador da seleção nacional - além de Marlene, ficaram fora da convocatória para o Mundial de hóquei Beatriz Figueiredo, Maria Sofia Silva e Marta Vieira.
Num tom pausado, pungente e direto, o vice-presidente para as modalidades do Glorioso pediu explicações, enalteceu o carácter e o profissionalismo de Marlene e de um plantel que continua a fazer história no desporto português. Não são necessárias ironias e meias-palavras, basta ir direto ao assunto e no momento certo. Foi o que fez Fernando Tavares, de forma educada, elevada e sincera.
Seja no hóquei ou em qualquer outra modalidade, que que género ou escalão for, a defesa dos interesses e dos atletas e treinadores do SL Benfica tem de ter sempre pela prioridade. Nesta semana, foi Fernando Tavares -, e obrigado por isso. Nas próximas, se necessário, acredito que outros e outras estarão também na linha da frente deste objetivo."

Ricardo Santos, in O Benfica

Nova pré-época? Excitação pura



"Há 3 coisas certas, na vida: a morte, os impostos, e um entusiasmo incontrolável quando se inicia a pré-época. As saudades de rever os nossos craques a tratarem a bola com amor e carinho; a expetativa de ver os reforços a integrarem-se na equipa e a criarem boas dores de cabeça ao treinador; o desejo de que a nova temporada obrigue o Departamento de Compras do Benfica a encomendar mais prateleiras para o Museu Cosme Damião poder acolher novos troféus. A vida é sempre bela antes de o campeonato começar porque todos acreditamos que será ainda mais bela quando terminar.
A ambição não se altera nunca, simplesmente vão mudando algumas circunstâncias, enquanto outros se mantêm. Queremos muito que o Di Maria se despeça da Luz com mais medalhas ao pescoço e, tudo indica, haverá mesmo um round 2 para a craque argentino nesta reta final de uma brilhante carreira. Queremos ver novamente o João Neves e o António Silva a celebrarem a conquista de títulos com Coca-Cola e Champomy, e descobrir se o Neres já curou o problema de sempre - o tal mal que ele causa nos adversários quando lhes aparece pela frente com a bola colada ao pé esquerdo.
Por outro lado, damos agora por nós a torcer para que um jogador que, na temporada passada, ainda não conhecíamos bem, esteja óptimo de saúde. Todos os benfiquistas levaram as mãos à cabeça quando o Pavlidis caiu com estrondo em cima de vários degraus de escadas e, afinal, o poderoso avançado saiu do incidente com um pequeno arranhão no dedo da mão. Não sou uma pessoa muito conectada com a religião, mas neste momento sou um crente devoto nos deuses gregos."

Pedro Soares, in O Benfica

terça-feira, 23 de julho de 2024

Maioria quase absoluta


"Com o Nacional de Clubes de Atletismo e a final da Taça de Portugal de hóquei em patins feminino, pode dizer-se que a temporada desportiva de 2023/24 terminou. É, pois, a altura certa para fazer um balanço aos resultados do Benfica, que vá para além da prestação da equipa principal de futebol - a qual, não se sagrando campeã nacional, ficou naturalmente aquém do desejado.
Nas restantes modalidades, em todos os escalões de formação, e, sobretudo, no sector feminino, o ano foi, pelo contrário, bastante frutuoso.
Entre as mulheres, o Benfica mostrou um domínio absolutamente esmagador, arrecadando 36 competições (mais de metade dos 64), face a quatro do Sporting, duas do SC Braga e somente um do FC Porto - os outros clubes levaram à melhor em 21 provas.
Mas mesmo no sector masculino, apesar de um maior equilíbrio, o Benfica também foi triunfador. Dos 70 troféus disputados por homens e rapazes, os encarnados arrecadaram 23, os leões 18, os dragões nove, os guerreiros três e os restantes clubes 17.
Globalmente, considerando um universo de 15 modalidades em ambos os sectores e nos vários escalões, de um total de 134 provas conseguimos somar 59 títulos para o Sport Lisboa e Benfica, número incomparavelmente maior ao de qualquer um dos nossos rivais: o Sporting venceu 22 desses troféus, o FC Porto 10 e o SC Braga cinco, enquanto as restantes 38 conquistas ficaram para clubes mais modestos.
Podem argumentar que participaram em menos competições, que praticam menos modalidades, ou até confessar que desprezam o desporto feminino, e que a formação lhes interessa pouco. Temos pena. O Benfica cumpre o seu dever que é jogar para ganhar em todas as frentes. Os números não mentem, e, se dúvidas houvesse, fica aqui demonstrado qual é, de facto, a maior potência desportiva portuguesa."

Luís Fialho, in O Benfica

Estás convocad@!


"São as duas palavras mágicas que todos querem ouvir nas reuniões de avaliação final do projeto 'Para ti Se não faltares!'. O momento especial é de encher o peito porque o suspende-se é quebrado em público com a chamada dos nomes e de fotos projetadas para reconhecimento e aplauso pelas dezenas e colegas, famílias e professores. Juntam-se aqui duas performances a confirmar que os melhores são os que garantem um bom desempenho desportivo sem comprometer a qualidade do seu desempenho escolar. Quer isto dizer que ser convocado é demonstrar publicamente liderança dentro e fora do campo, ajudando colegas e sendo por eles admirado. Porque é que isto é importante? Se alguém houvesse que não conhecesse a resposta ficaria agora a saber que nada é mais valioso para um adolescente, seja de que género for, que o reconhecimento pelos seus pares. E nós, na Fundação Benfica, sabemos bem como celebrar o sucesso dos nossos jovens, por isso criamos estes momentos inesquecíveis que gravam para a vida nas doces memórias da sua juventude."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"7
Nos primeiros 2 jogos de pré-época 2024/25, foram 7 as estrelas absolutas pela equipa de honra do Benfica: André Gomes, Bajrami, Leandro Barreiro, Leandro Santos, Pavlidis, Pedro Santos e Tiago Parente;

8
Nos Campeonatos Nacionais de regatas em linha, foram 8 as medalhas para canoísta do Benfica: 6 de ouro (Fernando Pimenta, K1 1000 metros; João Ribeiro, K1 500 metros; Teresa Portela, K1 500 metros; Messias Baptista, K1 200 metros; João Ribeiro e Messias Baptista, K2 500 metros; Fernando Pimenta, João Ribeiro, Messias Baptista e Pedro Casinha, K4 500 metros);

10
O Benfica venceu, pela 10.ª vez, a Taça de Portugal de hóquei em patins no feminino;

14
O Benfica é tetradecacampeão nacional de atletismo;

23
No conjunto das 5 modalidades de pavilhão, masculinos e femininos, o Benfica conquistou 22 títulos e troféus em 2023/24 (mais o oficioso Futsal Women's European Champions). Ou seja, ganhou quase 60% de todas as competências nacionais existentes, claramente acima de todos os outros clubes em conjunto;

28
O Benfica conquistou, em seniores, divisão cimeira, 28 Campeonatos Nacionais em 2023/24. Nos masculinos: atletismo (ar livre, pista coberta, corta-mato longo e curto, estrada, milha em estrada, estrada 5 Km), basquetebol, natação e voleibol. Nos femininos: futebol, andebol, aquatlo, atletismo em pista coberta, basquetebol, futsal, hóquei em patins, luta, minitrampolim, natação, marcha (10, 15 e 20 Km), polo aquático, râguebi (15 e Sevens). Mistos: judo, triatlo (estafetas);

42
Os nadadores benfiquistas ganharam 42 medalhas (22 de ouro) nos Campeonatos Nacionais de natação seniores, juniores e juvenis; em seniores foram 23 (9 de ouro, 13 de prata e 1 de bronze)."

João Tomaz, in O Benfica

Benfica: deixar Rui Costa no banco


"O Benfica que recomeçar do zero e esteve a trabalhar para Roger Schmidt que não se pode queixar

O Benfica quer fazer reset. Das palavras de Rui Costa às de Roger Schmidt entende-se que na Luz todos queiram deixar 2023/24 onde está: no passado. Não será bem assim na realidade, pois presidente e treinador não vão convencer toda a gente. Mas há coisas no discurso de Schmidt que vale a pena analisar. Por exemplo: o treinador falou com Toni, um homem que sabe tudo do Benfica. Do campo, do treino, do dirigismo. Se há personalidade que conhece o clube desde os anos 60, que conhece as histórias dentro da História, que celebrou com os adeptos e sofreu com eles, esse homem é António José da Conceição Oliveira. Não é à toa que lhe chamam Toni 'do Benfica'. Portanto, foi uma conversa entre um homem que sabia tudo do clube da Luz e outro que ainda anda a entendê-lo. Nesse aspeto, Toni é o professor perfeito.
Roger Schmidt admitiu, às páginas tantas. «Acho que para mim foi importante passar por esta situação, porque se se quer mesmo entender o Benfica há que passar pelos bons momentos, mas também pelos momentos mais difíceis.» Toni ensinar-lhe-ia isso em dois minutos com um episódio do passado... Ainda assim, as palavras de Schmidt dão a entender que o treinador aprendeu alguma coisa, nem que seja para, eventualmente, falar de um outro modo com os adeptos - o que não quer dizer que não tivesse a sua razão no final da época passada.
Este é um primeiro passo dos encarnados para reconectar Schmidt e adeptos. Apesar de serem os resultados, e a qualidade de futebol jogado, que vão fazer a diferença, é preciso abrir caminho à paz. Ou, pelo menos, dar o benefício da dúvida ao responsável técnico. Ora, o que sai das palavras de Roger Schmidt também é que já lhe deram qualquer coisa para 2024/25. Nas palavras do treinador, o Benfica foi ao mercado e bem. Claro que é cedo para perceber se Pavlidis, Leandro Barreiro ou Jan-Niklas Beste vão render na equipa, mas pelo menos as declarações do técnico vinculam-no às decisões tomadas até agora.
Pelo que disse a Toni, Roger Schmidt não se pode queixar. Pelo que lhe afirmou de Di María, que continuará de encarnado, muito menos. Cabe-lhe, agora, fazer a gestão do plantel à disposição. E, talvez, também aí tivesse alguma coisa a falar com Toni, que naquele 14 de maio de 1994, no José Alvalade, tomou uma decisão e deixou Rui Costa no banco."

El Mítico #96 - La importancia de la Salud Mental en el Deporte

Terceiro Anel: Diário...

A «regra do capitão»


"A «regra» passará a ser aplicada em Portugal a partir da próxima época, medida condizente com a que tomaram muitas outras federações e ligas internacionais

Tem sido assim designada a mais recente recomendação da UEFA, estreada oficialmente no último Campeonato da Europa, que decorreu na Alemanha: a «regra do capitão».
A sua definição é simples de entender na prática: só o capitão de equipa está autorizado a dirigir-se ao árbitro para lhe solicitar esclarecimentos sobre algumas decisões tomados no decurso do jogo. Por outro lado, o árbitro está autorizado a concedê-los (não confundir explicar com justificar), se a abordagem daquele for respeitosa/educada e o momento o justificar.
Soubemos por estes dias que a «regra» passará a ser aplicada em Portugal a partir da próxima época, medida condizente com a que tomaram muitas outras federações e ligas internacionais (será também assim nas competições europeias a partir de 2024/25).
Hoje gostava de tentar esclarecer de onde nasceu a ideia e qual o objetivo que pretende prosseguir.
Em 2016, numa entrevista à BBC, Van Basten (então Chefe do Desenvolvimento Técnico da FIFA) dizia que era necessário fazer algo para proteger os árbitros de protestos intimidatórios promovidos por alguns jogadores. É que, apesar do que dispõe a lei 5: «As decisões dos árbitros são tomadas de acordo com as leis e espírito do jogo (...) e devem ser respeitadas a todo o tempo», esse tipo de contestação tem aumentado exponencialmente nos últimos tempos, contribuindo para um clima crescente de intolerância dentro e fora das quatro linhas.
Foi exatamente para tentar travar essa tendência que o IFAB aprovou um período de testes com protocolo bem definido, a que chamou de «zona de acesso exclusivo do capitão em redor do árbitro». O ensaio funcionava mais ou menos assim: o árbitro iniciava o processo com o apito, permitindo a proximidade do respetivo capitão em lances determinantes do jogo; a indicação pública de que iria haver essa explicação seria dada quando o árbitro erguia os dois braços sobre a cabeça e cruzava os punhos; o passo seguinte seria esticar os dois braços para a frente, na horizontal, com as palmas das mãos abertas, definindo uma espécie de zona de segurança, que nenhum outro jogador poderia violar; a zona exclusiva do capitão tinha um raio definido de 4 metros (quem não o respeitasse, seria de imediato advertido); se vários jogadores violassem esse espaço, seria exibido o cartão amarelo ao primeiro ou ao que manifestasse de forma mais ativa ou efusiva; terminada a conversa, o árbitro recomeçaria a partida em conformidade. Conforme referido, o teste só foi aceite em provas não profissionais, com o compromisso assumido pelos respetivos organizadores de que o protocolo seria cumprido integralmente.
A evolução da ideia veio a culminar naquilo que hoje chamamos de «regra do capitão».
É importante perceber que o caráter sancionatório que a medida agora sugere (para quem não o respeite, haverá sempre punição disciplinar) só acontece depois de muitas tentativas de sensibilização ao longo do tempo, no sentido de todos respeitarem as decisões das equipas de arbitragem."

ESPN: Futebol no Mundo #363 - o que esperar de Endrick no Real Madrid?

Mística...

BI: Paulo Moreno...

5 minutos: Diário...