Últimas indefectivações

quarta-feira, 3 de julho de 2024

O sonho de jogar no Benfica


"Esta edição da BNews é dedicada a vários temas da atualidade Benfiquista.

1. Reforço anunciado
Pavlidis, avançado internacional grego que representou, na época passada, o AZ Alkmaar, e pelo qual foi o melhor marcador do campeonato neerlandês, é jogador do Benfica e já demonstra conhecer o clube: "Estar aqui é um sonho para mim. Sei que é um dos maiores clubes do mundo, e sei que é enorme. Sei que tem muitos adeptos que o amam."

2. Inspiradoras
Lúcia Alves vai continuar de águia ao peito. Sílvia Rebelo anunciou o fim de carreira, prosseguindo no clube integrada no staff do futebol feminino. E são seis as futebolistas do Benfica constantes na mais recente convocatória da seleção nacional.

3. A um passo do título
A equipa feminina de hóquei em patins do Benfica está a um triunfo de se sagrar hendecacampeã nacional.

4. Treinador do ano
Marcel Matz, pentacampeão nacional de voleibol, foi eleito o treinador do ano pela Associação Nacional de Treinadores de Voleibol.

5. Bom desempenho
Foram 32 os atletas do Benfica medalhados nos Campeonatos de Portugal de atletismo.

6. Título na formação
Os Sub-17 de hóquei em patins do Benfica sagraram-se campeões nacionais.

7. Benfica 1 minuto
A atividade desportiva do Benfica dos últimos dias num minuto.

8. Casas Benfica Golegã e Guarda
A embaixada do Benfiquismo na Golegã comemorou o 20.º aniversário e a da Guarda celebrou 30 anos de vida."

BI: Leandro Barreiro

5 minutos: Leandro Barreiro

5 minutos: Diário...

Zero: Ataque Rápido - Euro24 - Vlog #3 - O EURO do povo (Portugal - Eslovénia)

EuroFut: Euro24 #17 - Oitavos...

ESPN: Futebol no Mundo #354 - Fim das oitavas, análise completa e os jogos das quartas

TNT: Euro24 - Rescaldo Oitavos...

Team Talk: Leão & Félix !!!

Inside de Box: Rio & Figo!

Taça o Volante


"Até um concurso de popularidade de automobilismo, o Benfica continuava a ser o vencedor

Para comemorar o seu 33.º aniversário, a revista O Volante organizou uma homenagem aos clubes participantes do Campeonato Nacional de Condutores de 1958, 'numa demonstração de apreço pelos clubes que, através das suas equipas de automobilismo, concorrem com o mais elevado espírito desportivo', nomeadamente Benfica, Académico Futebol Clube, Clube Arte e Sport, CF Os Belenenses, FC Porto e Sporting.
Com o apoio 'das firmas suas amigas, distribuidoras de óleos e gasolinas, e representantes de marcas de automóveis, de pneus e acessórias', foram criadas taças que seriam distribuídas e estes clubes, por votação, através do preenchimento de um boletim incluído nas edições de agosto. Este concurso suscitou 'o maior interesse junto do público', com a votação a ser encerrada em 30 de Setembro de 1958 e com os resultados a serem divulgados na edição de 5 de Outubro. O Benfica ficou em 1.º lugar, com 501 900 pontos, mais 14 200 pontos que o 2.º classificado, o Sporting.
Numa reunião que se realizou na redação desta revista, os delegados puderem escolher a taça para o seu clube, pela ordem de classificação, 'pois O Volante não quis, por si, dar primazia a nenhuma porquanto, com excepção da taça por si instituído, todas foram oferecidas por amigos que muito preza'. Fernando Amaral Guerra, delegado do Benfica, foi o primeiro, tendo escolhido a Taça O Volante. Os automobilistas também foram contemplados, com o respetivo campeão de cada clube a receber uma das taças restantes através de um sorteio. O automobilista encarnada Fernando José Tordo arrecadou a Taça Peugeot, 'oferecida pela firma F. Marchand, do Porto'.
Este concurso 'atingiu enorme êxito e teve 'o seu epílogo com a entrega das taças instituídas como prémios', em 30 de Outubro, na sede do Clube 100 à Hora. O diretor d'O Volante, Beirão da Veiga, entregou a Joaquim Nunes dos Santos, representante do Benfica, 'a magnífica taça'.
Saiba mais sobre taças por votos na área 26 - Benfica Universal, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

O Benfica nunca pára


"O futebol interno até pode estar de férias, mas isso não significa que o Sport Lisboa e Benfica esteja em banho-maria. Enquanto, na Alemanha, vai decorrendo o Euro 2024, os benfiquistas vão tendo várias oportunidades para assistir às partidas dos nossos internacionais que por lá andam. Portugal, Ucrânia, Dinamarca, Turquia e Chéquia são as seleções com jogadores do Glorioso, e convém não esquecer o que se vai passando na Copa América, onde dois argentinos campeões do mundo vão em busca de mais um título com a sua seleção nacional.
Quando acabar o Campeonato da Europa, teremos mais motivos de interesse quanto ao desporto. È que em 26 de julho começam os Jogos Olímpicos de Paris, e a comitiva encarnada é cada vez mais interessante: atletismo, natação, canoagem, judo e triatlo são as modalidades com o SL Benfica representado, e ainda há tempo para mais atletas conseguirem os mínimos de participação.
Por cá, há que nunca esquecer o nosso papel, o dos adeptos. Há tempo para voltar às bancadas da Catedral e empurrar a equipa masculina de futebol para a reconquista do título nacional. Já sabemos como são as pré-épocas, os mercados de verão, as transferências, partidas e chegadas, rumores e fantasias. Seja quem for, seja que equipa for, o objetivo é sempre o mesmo: estar em todas as fases de decisão e, de preferência, ganhar em todas as modalidades. Porque o Benfica nunca pára."

Ricardo Santos, in O Benfica

O meu 26 titular


"Portugal não podia ter arrancado melhor o Euro2024. O 1.º lugar no Grupo F foi a confirmação de que a qualidade coletiva apresentada durante toda a fase de qualificação não foi passageira, nem obra do acaso. Naturalmente, o entusiasmo que já era grande tem vindo a crescer cada vez mais, apesar do grande desapontamento que esta competição trouxe aos adeptos portugueses em geral, grupo de desiludidos onde também eu me incluo. Ninguém estava à espera da imposição repentina desta nova regra: neste Europeu, apenas 11 jogadores podem entrar de início.
Foi uma surpresa enorme, bem sei, e não é fácil gerar consenso neste inédito processo que é ter de escolher apenas 11 atletas para a equipa titular. Tudo seria mais fácil como antes, quando podíamos ir a jogo com o Diogo Costa, o José Sá e o Patrício lado a lado a protegerem a baliza; o Cancelo, o Dalot e o Nélson Semedo, todos os filinha a percorrer o corredor direito; o Nuno Mendes a galgar o esquerdo, o quinteto de centrais composto pelo Rúben Dias, Pepe, António, Inácio e Danilo; um meio-campo controlado pelo Palhinha e pelo Rúben Neves, e organizado em conjunto por Matheus Nunes, Vitinha, Bruno e João Neves; e na frente, um ataque móvel e dinâmico com Ronaldo, Bernardo, Leão, Jota, Conceição, Félix, Neto e Ramos à solta. Se tem sido difícil lidar com esta nova realidade para os adeptos, o leitor imaginar a confusão em que deve estar a cabeça de Roberto Martínez, que agora já não pode entrar em campo com estes 26 craques e cumprirem tudo aquilo que o selecionador lhes pediu para respeitar no habitual 3-9-6-8.
Infelizmente, é mesmo assim, e 15 jogadores têm de ficar de fora, mas nem tudo é mau. Com um Vitinha em grande forma e a roubar espaço ao João Neves, o nosso menino fica protegido de olhares de assédio europeu indesejados."

Pedro Soares, in O Benfica

A nossa selecção


"Com o futebol de clubes em pousio, é tempo de dar lugar às seleções. Este, sim, o tempo certo, e não a meio da temporada, quando as paragens das principais competições de clubes constituem uma tortura para os adeptos, para os treinadores e, acredito, também para a maioria dos jogadores convocados. Acresce que as fases de qualificação de Europeus e Mundiais, tal como estão desenhadas, são hoje totalmente desinteressantes e desequilibradas. E já nem falo dos jogos amigáveis a despropósito, só para preencher as chamadas datas FIFA.
Agora, sim, com os clubes de férias e as rivalidades no congelador, é mais fácil concentrarmo-nos na representação nacional, e sentir o patriotismo a brotar dos relvados. Com o mercado em aberto, torna-se também mais simples olhar para atletas das equipas rivais e vê-los, ainda que circunstancialmente, como nossos - e, em sentido inverso, alguns dos nossos como de outros.
Estamos então em pleno Euro 2024 e embora escreva ainda antes do Portugal - Geórgia, é já garantido que a equipa das quinas marcará presença nos oitavos de final, como 1.ª classificada do seu grupo.
Poder-se-à dizer que, para equipa como a portuguesa, é agora que a competição verdadeiramente se inicia. Deixa de haver margem de erro, cada jogo é uma final, e começam a aparecer pela frente os mais fortes adversários na luta pelo título.
Roberto Martinez, para além de uma tocante simpatia, tem trazido também vitórias. Até ao momento, 12 partidas oficiais, 12 triunfos, 41-3 em golos, qualificação imaculada para a fase final, e apuramento para os oitavos logo à 2.ª jornada. Para já, registo perfeito.
Como será daqui em diante? As próximas semanas vão responder.
Talento é coisa que não falta àquela que é, sem dúvida, um dos melhores plantéis da história da seleção nacional."

Luís Fialho, in O Benfica 

Cidadãos do mundo


"É o que os portugueses dizem que são, e têm boas razões para isso porque, além de terem alargado as fronteiras do mundo, não se deixaram prender por elas e espalharam-se desde sempre por todo o lado.
'Navegar é preciso', sinterizava Pessoa a propósito da inquietude profunda da alma lusitana que tudo busca e sempre procura mais além.
Só um povo assim universal e universalista poderia criar um clube como o Benfica, resistente a crises e impérios, perene no coração dos seus adeptos e respeitado por todos em função de sua grandeza.
Grita-se Portugal e grita-se Benfica nos quatro cantos do mundo, e é portuguesa muita da força inovadora de tantos países que não falam a língua de Camões.
É que os portugueses têm a viagem no coração e gostam tanto do destino como do caminho.
São nos seus atos um povo livro aberto, capaz de fazer-se aceitar e de aceitar o outro independentemente das suas diferenças. É por isso estranho que se ouça falar de xenofobia e racismo em Portugal ou que alguém cuja alma abraça o mundo possa dizer a um seu semelhante 'vai para a tua terra', porque a Terra é só uma e é de todos, como os portugueses ensinaram ao mundo."

Jorge Miranda, in O Benfica

A culpa é do Diogo Costa


"Diogo Costa decidiu que não precisaria de tirar as luvas para salvar o destino da Associação de Apoio a Cristiano Ronaldo. 'Selvagem e Sentimental' é uma página semanal

Diogo Costa conseguiu o que quase todos achavam impossível. Não me refiro aos 3 penáltis defendidos, uma proeza inédita num europeu e uma demonstração de frieza extraordinária que valoriza ainda mais este atleta. Mas tudo isso é fácil quando comparamos com a verdadeira consequência do feito. Antes da decisão, o guarda-redes da seleção conversou com Ricardo, agora treinador de guarda-redes, e decidiu que não precisaria de tirar as luvas para salvar o destino da Associação de Apoio a Cristiano Ronaldo. Para quem não sabe, a entidade designada é aquilo que tem acontecido nesta competição sempre que a seleção portuguesa entra em campo, mas desta vez atingiu-se um novo nível de embaraço patriótico.
Há alguns anos que a principal atividade desta associação consiste em fazer a bola chegar a João Cancelo, Bernardo Silva, ou outro colega encostado numa ala, para que este abdique da sua lucidez e tente mais um cruzamento que acabe milagrosamente entre dois centrais, bola redondinha na cabeça de Cristiano Ronaldo, até que a bola termine no fundo das redes. Só há um problema com esta ideia de jogo, da qual Roberto Martínez continua a padecer: resulta lindamente contra o Liechtenstein e contra o Al-Okhdood, mas revela-se muito pouco eficaz no mundo da alta competição.
Quando a bola não chega às alas, há outra opção. Não resulta desde 2018, num jogo contra a Espanha que serviu para garantir mais meia dúzia de anos de Ronaldo a marcar livres. São agora 60 livres e 1 golo em competições internacionais. Ao longo deste percurso deprimente, têm tentado iludir-nos banhos de estatísticas e recordes para explicar tudo menos o essencial: que esta seleção continua a ter um problema chamado Cristiano Ronaldo. Frente à Eslovénia, esse problema voltou a agravar-se. Depois de uma dezena de livres que só Cristiano Ronaldo podia marcar, ele, o único avançado de 39 anos no futebol mundial que não pode ser substituído, foi chamado novamente para o lance decisivo. Até os mais céticos se convenceram que Ronaldo não falharia o penálti aos 105 minutos, ou não estivéssemos perante a possibilidade de mais um recorde ser batido pelo português, neste caso o de jogador mais velho a marcar um golo numa fase final de um europeu ou lá o que é.
No fundo, trata-se da razão de ser desta seleção conhecida a cada 2 anos pelo epíteto de «melhor geração de sempre do futebol português», mas que por manifesto infortúnio só ganhou um troféu a sério no futebol de seleções seniores. Foi neste exato momento, imbuído deste espírito, que Ronaldo correu para a bola, rematou com a mesma convicção inabalável dos outros quarenta remates que fizera durante a competição, e permitiu a Oblak uma das defesas da noite.
A eliminação começava a ser escrita e, quem sabe, a possibilidade de um país se libertar desta relação tóxica. Como se o falhanço de Ronaldo não fosse um presságio suficientemente forte, poucos minutos depois vimos a carreira de Pepe terminar em pleno relvado, com um falhanço perfeitamente admissível num atleta com 41 anos de idade. Sesko passou o jogo a apostar no insucesso de Pepe e teve finalmente a ocasião de que precisava para pôr fim a este ciclo interminável da seleção portuguesa. Foi então que apareceu Diogo Costa, de forma heróica, para salvar o legado de Pepe. Poucos minutos depois, vieram os penáltis, a noite das noites de Diogo Costa, e a euforia tomou conta de todos e deixou a nação num estado inebriante. Diogo Costa e os colegas agradecem pela oportunidade de salvar o legado do capitão de equipa e estrela do Al Nassr. Em cada rua deste país, os bravos lusitanos prometem aos franceses uma noite de sofrimento na próxima sexta-feira. Voltamos à essência histórica das nossas seleções: esqueçam lá isso do jogo jogado, o importante é irmos passando.
Na conferência de imprensa, Fernando Martínez, ou Roberto Santos, um dos dois, explica de forma assustadoramente convicta que a seleção portuguesa jogou muito bem, aludindo mais uma vez ao péssimo cognome de os apaixonados para qualificar a fraca exibição contra a Eslovénia. Não sei se explicou por que motivo tirou de campo o Vitinha, um dos poucos jogadores desta equipa que se tem apresentado ao nível necessário. Não sei se explicou o fraco rendimento do Bruno Fernandes ou do Bernardo Silva, que continuam a parecer vagamente perdidos em campo, isso ou exaustos, depois de 5000 minutos nos respetivos clubes.
Também não sei se explicou a permanência de Cristiano Ronaldo em campo, mas duvido que conseguisse dar uma justificação plausível. Já achei que Roberto Martínez pensava em todas estas coisas, mas entretanto percebeu-se que a sua verdadeira ideia de jogo é aquele salto de fé que fez do engenheiro Fernando Santos campeão europeu na única ocasião em 100, em que tal desfecho seria possível. Não sei se o selecionador esclareceu estas dúvidas porque entretanto desliguei a tv. Virei-me para as redes sociais. Por um lado, vejo um mundo inteiro, pelo menos a parte que observa a realidade tal como esta é, destratar a seleção portuguesa e aplaudir merecidamente Diogo Costa por uma noite extraordinária. Por outro lado, já em Marte, os erros de Cristiano e Pepe são agora transformados em tratados de autoajuda no Twitter e no Linkedin, a caminho da enésima apropriação do «falhar outra vez, falhar melhor» de Beckett, uma ladainha que por esta altura já devia pagar imposto.
Ronaldo vai à flash interview e diz que marcou o primeiro penálti porque nunca rejeitou as responsabilidades. Encontrou uma forma de virar uma noite desastrosa a seu favor e tornar tudo sobre ele, mais uma vez, porque, veja-se bem, marcou o primeiro penálti. No fundo foi a sua maneira de explicar que vai ser titular contra França, nem que seja de andarilho. Ah, e não se queixem muito. O Mundial de 2026 está quase aí e todos sabemos que Portugal ainda não tem avançados nem defesas centrais.
Ironicamente, a culpa do estado a que chegámos é de todos menos de Diogo Costa, guarda-redes que ontem brilhou para dar a Portugal uma presença nos quartos de final, dando ao seu país uma renovada esperança de que a história de 2016 possa ser revivida. Não consigo partilhar o otimismo, mas tenho a certeza que pelo menos uma parte da história se vai repetir: se houver livres à entrada da área, já sabemos quem os marca."

No Princípio Era a Bola - O jogo de Portugal foi um descalabro sem lógica e Roberto Martínez, com o seu arco-íris nos olhos, não ajudou a seleção. Nem Ronaldo

Terceiro Anel: Euro24 - Dia 15

90m: Portugal...

Vinte e Um - Como eu vi - Portugal...