Últimas indefectivações

quarta-feira, 5 de julho de 2023

5 minutos: Próxima época...

Segunda...

Falar Benfica #121

10 !!!

Educação em falta no Desporto!


"Árbitra obriga adeptos a sair de estádio para retomar o jogo" foi o título da notícia que sobressaiu na 1.ª página do semanário "O Gaiense", no sábado passado, e que fez eco noutros órgãos de comunicação pela invulgaridade transcorrida num jogo de futebol feminino sub-15.
Talvez sem grande suporte legal, a decisão tomada por essa jovem árbitra fará refletir os responsáveis desportivos sobre os discursos de intolerância e ódio dirigidos aos intervenientes dos desafios, alvos fáceis de uma prática continuada que colhe uma impunidade quase total, porque tacitamente aceite pela sociedade, face a comportamentos merecedores de sanções tão severas quão exemplares.
Que razões plausíveis podem levar um espetador a insultar um jogador ou um árbitro? Como é possível inocentar um comportamento violento ou racista num espetáculo de futebol ou de outra modalidade? Ou a prática reiterada nos recintos desportivos de atitudes que nos envergonham? É lícito um pai ou encarregado de educação maltratar o seu filho, os filhos de outros ou o treinador no decorrer dos jogos?
Não, não vale tudo!
A escola, a este nível, faz um trabalho louvável, quantas vezes conspurcado pelos atos de adultos ávidos por destruir competências sociais e emocionais - os valores, a empatia, a aceitação do outro e da diferença - trabalhados nas diversas disciplinas por professores muito experientes e fortemente habilitados, mas que lutam diariamente contra "Golias".
Os comportamentos reprováveis por parte de alguns pais e encarregados de educação - na verdade uma minoria, desestabilizam a Escola, enfraquecendo as comunidades educativas, sendo frequentemente reproduzidos pelos seus educandos, assumindo uma banalidade imposta pelo hábito e recorrências destas condutas.
A indisciplina dos discentes, na maioria das vezes, é resultado de uma aprendizagem por modelagem dos comportamentos e atitudes inadequadas e criminosas dos seus progenitores, que os desviam para o lado errado da vida.
No assumir a necessidade de se contrariar a tendência, defendo que o Estatuto do Aluno e Ética Escolar (Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro), que estabelece os direitos e os deveres do aluno dos ensinos básico e secundário e o compromisso dos pais ou encarregados de educação e dos restantes membros da comunidade educativa na sua educação e formação, deverá ser urgentemente revisto e alterado, pois demonstra-se normativamente desadequado, encontrando-se em vigor há mais de 10 anos.
Longe da realidade societal para a qual foi criado, a revisão deste diploma legal, se enquadrado corretamente, quer pela atualização de algumas das suas normas, quer pelo aumento da celeridade processual - para além de outros fatores, poderá contribuir para a diminuição da indisciplina em contexto escolar, com reflexos eventuais nos diferentes espaços da comunidade, entre os quais, os recintos desportivos, onde se deseja efetivamente formar crianças e jovens. A Educação e o Desporto devem andar de mãos dadas, manifestando união e consensos no combate de um problema a que se deve pôr cobro, sob pena de contribuirmos para o aumento da indisciplina em contextos onde as crianças merecem ser felizes e empáticas.
Portugal merece e pode fazer melhor!"

Final feliz

Mauro Xavier, in Record

Incongruências

Jaime Cancella de Abreu, in O Jogo

Camelo!


"Os avançados de «segunda linha da Europa» que o Benfica tem, geralmente saem para clubes de primeira linha por valores superiores aos dos Deuses do Olimpo.
Camelo a ser Camelo... 😏"

Uber?!!!!


"Os paineleiros das TVs nacionais chegaram a apelidar o Rui Pedro Braz de Uber, numa tentativa de denegrir a sua imagem e tentarem colarem um rótulo de incompetência no nosso diretor desportivo…gostava de saber qual será o rótulo que irão atribuir ao Hugo Viana, que foi para Inglaterra tentar fechar o seu principal alvo para a próxima época, precisou que o presidente se desloca-se lá também e até à data ainda não precisou de chamar um Uber para transportar o atleta…talvez tenha de chamar é algum mono.

#agoladoSabry"

Já dá para comprar mais dois David Carmo

31 !!!

Continua o entreposto de jogadores. Policia Judiciária , não há mais nada para ver aqui? Não vale a pena investigar...!?

Senhoras e senhores, apresento-lhes o Sporting! 🦎💚

Perdões!!!

Visão: Gouveia...

BI: Gouveia...

Terceiro Anel: Diário...

Segunda, excerto...

terça-feira, 4 de julho de 2023

O grito de Marcolino


"Em 1907, perante uma crise ameaçadora, Marcolino Bragança personificou a resiliência de um Clube que quase desapareceu

Em Dezembro de 1906, o calendário do Sport Lisboa tinha jogos em todos os domingos. Nesse mês, o jovem estudante Marcolino Bragança, de 16 anos, alinhava pela equipa da 2.ª categoria, equipa que trouxe para o Clube o seu primeiro troféu coletivo, num torneio de futebol organizado pelo CIF, em 21 de Abril de 1907. È provável que tenha feito a sua estreia na 1.ª categoria em 17 de Março de 1907, frente ao Carcavellos Club, substituindo António do Couto, que estava lesionado.
O que destacou Marcolino Bragança na história do Clube decorreu no final dessa época. O Sport Lisboa, clube afirmando na vida desportiva de Lisboa, encontrava-se sem campo nem condições que ajudassem a manter os jogadores. Nestas circunstâncias, oito dos melhores jogadores saíram para o Sporting.
A isto juntava-se ainda o tempo de 'defeso', que decorria de representação de alguns futebolistas noutras modalidades, como o remo ou o ciclismo, mais activas nos meses de verão. Nesse verão de 1907, a inatividade do Sport Lisboa começou a dar sinais de que o fim estava próximo.
Coube a Marcolino Bragança a ideia de se resolver a questão: elevar os jogadores da 2.ª para a 1.ª categoria, naquele que ficou conhecido como o 'grito de Marcolino', que fez soar o 'alarme para se prosseguir sem desânimo'.
Muito embora esta solução fosse reconhecida como um modo de o jogador atingir as suas próprias aspirações, não deixou de ser entendida como uma via válida e um verdadeiro ato de amor clubístico, pelo que foi aplaudida e obteve o consenso de todos. Quanto a Marcolino Bragança, segundo Cosme Damião, 'perdeu o ano, no liceu. Mas ganhámos todos, com a continuação do Clube'.
Ao papel primacial de Marcolino, o Clube ficou ainda a dever aos papéis ativos de Cosme Damião, orientador do Clube, e de Félix Bermudes, que facilitou o financiamento com vista à sua sobrevivência.
Marcolino Bragança alinhou ainda por alguns jogos em Janeiro de 1908, surgindo ainda associado aquando da junção que originou o Sport Lisboa e Benfica. Pouco depois, em data incerta, saiu de Portugal e rumou para São Tomé e Principe, mudando-se, mais tarde, para Angola. Até à sua morte, aos 81 anos, manteve o espírito benfiquista, sonhando com a equipa de futebol que acompanhava sempre que esta ia a Angola.
Conheça outros pioneiros do Benfica na área 23 - Inesquecíveis, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Estupefacção só para incautos

"Que o futebol português é pródigo em fenómenos do Entroncamento, localidade que nunca sequer teve um clube ao mais alto nível, já todos o sabemos. Ainda assim não deixa de ser extraordinária a sua inesgotável capacidade para nos surpreender.
Um exercício que deveria ser relativamente pacífico – a escolha do melhor jogador de um campeonato – que, feitas e refeitas as análises, se cingiria à opção entre dois ou três dos futebolistas que mais se distinguiram ao longo da temporada, é transformado, pelo absurdo do escolhido, em mais um episódio que contribui para a ideia de que um interesse particular se sobrepõe à integridade das decisões.
Interesse esse que, neste caso, parece óbvio: a valorização do passe de um jogador, sem dúvida muito bom, apesar do feitio, das atitudes e do comportamento, ao serviço de um clube tido como necessitado de realizar vendas rápidas para cumprir o fairplay financeiro da UEFA.
Não há, obviamente, qualquer elemento que comprove esta teoria, mas as suspeitas são legítimas. Repare-se: eleger quem mais se distinguiu na Liga pode obedecer a vários critérios, tais como golos, assistências, peso no desempenho (de acordo ou acima das expectativas) da equipa que representa, qualidade exibicional, regularidade, etc. E, para esbater o efeito temporal, uma vez que as memórias mais recentes prevalecem, há a possibilidade de recurso aos prémios mensais para se constatar quais foram os jogadores premiados durante a época.
Tanto para analisar, nada que valide a escolha. Otávio não se distinguiu em qualquer dos itens estatísticos apresentados no site da Liga à excepção das assistências, no qual integra o grupo dos terceiros (fez 7 assistências e apontou 5 golos). E, para cúmulo dos cúmulos, o cuspidor não ganhou qualquer prémio de jogador do mês ao longo da época. Pior: nem sequer foi um dos três mais votados em cada prémio mensal.
Expectável seria que Otávio nem sequer fosse considerado para o 11 do ano. Não foi um dos três mais votados em cada mês, não marcou muitos golos, houve quem fizesse mais assistências e fez parte de uma equipa cujas exibições não agradaram a quem quer que fosse, nem sequer ao mais empedernido dos adeptos do seu clube. E não se sagrou campeão.
Lunática distinção, para ser simpático. E, por isso, até porque é improvável que todos tenham enlouquecido de repente, não há como, mesmo sabendo do teor conspirativo desta convicção, não acreditar que o lobby esteve em alta por estes dias.
Agradeço, no entanto, que este tenha sido o resultado. É sempre bom que nos recordem, de vez em quando, quão movediças são as areias em que nos movimentamos."

João Tomaz, in O Benfica