Últimas indefectivações

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

3x4x3


19 de Outubro


Goleada...

Benfica 5 - 1 Mafra
Moreira(10', 27'), Tomé(19'), Ndour(31', 77')


Provavelmente o melhor jogo da temporada, principalmente a primeira meia-hora, mas mesmo assim o Samu foi um dos melhores em campo... O Zan tem que ser titular desta equipa!

Falar Benfica #85

O Brinco do Baptista #102

Toto...

Vamos ao Estoril...


Depois de ultrapassar o Caldas, o Benfica terá que vencer o Estoril na Amoreira, para seguir em frente na Taça de Portugal!
O facto de ter sido a última bola a ser sorteada hoje, talvez seja um sinal, de que só 'sairemos' da Taça, após a subida das escadas do Jamor!

Vamos jogar na Amoreira duas vezes consecutivas: 1.º para o Campeonato, provavelmente Domingo à noite, ou mesmo Segunda-feira (deslocação a Israel na semana anterior), e depois Quarta, ou Quinta, novamente na Amoreira para a Taça! Para terminar a semana, Domingo, na Luz, com o Gil Vicente, no último jogo antes da 'paragem' para o Mundial!

Não vão ser jogos fáceis, o Estoril do Veríssimo, tem jogado bem, nas partidas, onde joga no erro do adversário... além disso, o meio-campo, poderá dar porrada à vontade, algo que com os Corruptos, era inevitável terminar com expulsões!!!

Comunicado


"O Judo nacional precisa, com urgência, de disponibilidade honesta para o diálogo e foco na busca de solução para uma crise que se agrava a cada dia que passa, porque uma das partes – o presidente da Federação Portuguesa de Judo – teima em colocar o ego acima dos interesses da modalidade e do País.

Assistimos a um processo que está no limiar da rutura com capítulos lamentáveis: uma constante ameaça e pressão do senhor Jorge Fernandes a um núcleo de atletas olímpicos portugueses; a recusa perante sucessivas tentativas de consenso, inclusivamente aquelas que chegam do Comité Olímpico de Portugal e de diversas entidades estatais; uma insidiosa vontade em responsabilizar o Sport Lisboa e Benfica pela situação insustentável que o próprio presidente da federação criou na modalidade.
O Sport Lisboa e Benfica manifesta total solidariedade para com Ana Hormigo, selecionadora nacional e treinadora do Clube, pessoa de elevada competência e experiência.
O Sport Lisboa e Benfica mantém confiança total nos seus judocas olímpicos, desrespeitados nesta relação com o presidente da FPJ, com particular destaque para Telma Monteiro, nome ímpar do Judo em Portugal.
Já todos puderam comprovar que há uma total ausência de estratégia para garantir uma preparação olímpica que permita a todos os atletas – os do Benfica, bem como os dos outros clubes – alcançar o seu potencial desportivo e dignificar a bandeira de Portugal. Nem plano, nem diálogo. Nada!
O Sport Lisboa e Benfica continuará a investir na modalidade e no seu Projeto Olímpico, com a certeza, porém, de que este presidente da Federação Portuguesa de Judo não é solução para o futuro."

Comunicado


"O Sport Lisboa e Benfica informa que não tentou contratar atletas do Clube de Rugby do Técnico (CRT), tal como foi indicado nesta terça-feira, dia 18 de outubro, pelo presidente do CRT, Pedro Lucas, numa conferência de imprensa.

Nesse sentido, o SL Benfica esclarece o seguinte:
1. O atleta Hayden Hann, oficializado como nosso reforço para a época 2022/23, não só não tinha qualquer contrato em vigor com a Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico, como já tinha sido jogador do SL Benfica em 2018/2019, tendo sido o clube responsável pela sua vinda para Portugal;
2. Cumprimos os regulamentos em vigor e convidamos o presidente do CRT a uma leitura atenta dos mesmos, nomeadamente nos artigos respeitantes à utilização de atletas estrangeiros, ao invés de levantar suspeições e proferir afirmações falsas;
Face à forma desrespeitosa como se dirigiu ao Sport Lisboa e Benfica, relembramos o Sr. Pedro Lucas que a nossa secção de Râguebi está em atividade, ininterruptamente desde 1924, sendo uma das equipas com maior tradição e palmarés, nomeadamente com 9 Campeonatos Nacionais, 9 Taças de Portugal e 4 Taças Ibéricas, entre outros títulos, e que não aceitará em momento algum que o Campeonato Nacional seja disputado apenas "pelos clássicos" do râguebi, ou seja, uma competição de seis equipas como é pretendido pelo atual presidente do CRT."

Alex Grimaldo | Renovação em pé ou com um pé fora?


"O Sport Lisboa e Benfica ainda vive a fase de “lua de mel” proporcionada pelo casamento entre Roger Schmidt e o Benfica e as águias não parecem querer abrandar aquele que tem sido um arranque de temporada absolutamente fantástico. O plantel entende-se às mil maravilhas dentro de campo e fora das quatro linhas não é exceção, mas há um dossiê que preocupa os encarnados: Alejandro Grimaldo termina contrato no final desta temporada e não parece sinais de que a sua renovação esteja para breve.
Não é pública a razão para que as partes envolvidas cheguem a acordo, não se sabendo se será por razões monetárias ou querer dar um novo rumo à sua carreira, mas a verdade é que findada esta temporada, Grimaldo e o Benfica seguirão caminhos diferentes.
É com muita pena que vejo esta situação a acontecer. Grimaldo chegou ao SL Benfica para dar estabilidade a uma posição que ficou órfã após a saída de Fábio Coentrão e Guilherme Siqueira e desde 2016 que veste de águia ao peito tendo realizado um total de 266 jogos e apontado um total de 20 golos mais 53 assistências.
Estes são números para um defesa lateral que nunca o foi realmente. A verdade é que Grimaldo sempre apresentou lacunas a nível defensivo, mas aquilo que dá à equipa no último terço do terreno mais que compensa a sua debilidade defensiva.
No plantel há apenas um jogador que pode vir a assumir o lugar que Grimaldo deixa vazio. Mihailo Ristic, defesa sérvio de 26 anos é o atual substituto do lateral espanhol e embora apresente qualidade, ainda não me convenceu a 100%. Acredito que poderei vir a mudar de opinião, mas até lá vou continuar a sofrer por antecipação pela saída de Grimaldo.
Será um golpe duro para o Benfica perder um jogador da qualidade do “pequeno” Alejandro a custo zero. Atualmente avaliado em 20 milhões de euros, Grimaldo é um dos jogadores mais valiosos do campeonato português. De águia ao peito já conquistou tudo o que havia para conquistar em território nacional. São três ligas portuguesas, três supertaças, uma Taça de Portugal e uma Taça da Liga juntando ainda uma nomeação para o melhor XI da temporada 2018/19.
Atualmente com 27 anos este é o momento para dar uma oportunidade à sua carreira e tentar disputar campeonatos mais cotados e acredito que tenha qualidade mais que suficiente para tal, o que duvido é que tenha o carinho e o reconhecimento que tem em qualquer outro lado do mundo como tem na Luz.
Será uma perda significativa para o Sport Lisboa e Benfica se Grimaldo decidir não renovar e sentirá a sua falta, assim como do encaixe financeiro que poderia ter feito, mas por aquilo que deu e rendeu desportivamente esse será o menor dos males.
A porta não está fechada e nenhuma das partes se recusou a ouvir a outra, pelo que se sabe. A bola ainda rola e o jogo ainda não acabou. Esperemos para ver qual será o desfecho deste jogo."

Draxler dixiti:


"“O Benfica é um enorme clube. Fiquei muito surpreendido com a dimensão do Benfica. Tomei uma decisão de última hora e não me arrependi. O clube já teve bons resultados e está invicto. O estádio está sempre a ferver, com 65 mil pessoas”"

Um ciclista (des)conhecido


"O promissor António Pedro Moreira obteve reconhecimento na 7.ª Lisboa-Porto

Aconteceu, por várias vezes, o fenómeno de a corrida de ciclismo Lisboa-Porto ter sido vencida individualmente por outsiders. A segunda vez que o Benfica conquistou esta prova não foi exceção, em 17 de Junho de 1965. O primeiro corredor a cruzar a meta foi o jovem benfiquista António Pedro Moreira, 'um ilustre desconhecido, pois que só neste ano ascendeu a independente'.
Organizada desde 1934, com períodos de interregno, a Lisboa-Porto tinha 'um esquema quase idêntico ao Porto-Lisboa', tendo sido considerada 'a prova mais difícil do calendário nacional, não só pela extensão, mas também pelo perfil do percurso'.
Nesta edição, a equipa benfiquista, composta por nove ciclistas, partiu do Campo Grande rumo ao Estádio das Antas, a 345 Km de distância. Na reta final, formou-se uma emocionante luta entre o Benfica e o Sporting, que atingiu o seu auge no estádio. Integrado num bloco cerrado, António Pedro Moreira 'evidenciou um poder de 'sprint' de se lhe tirar o chapéu', vencendo brilhantemente, com o tempo de 10h 33min 13s. Os seus colegas de equipa Francisco Valada e Peixoto de Alves seguiram-se de perto e ocuparam os restantes lugares do pódio, conquistando também a prova por equipas para o Benfica.
A imprensa ficou totalmente rendida ao ciclista de 19 anos, afirmando que apresentava uma 'vacação profundamente vincada para a pista', sendo um 'nome para decorar. O nome de um jovem que promete mais coisas'. Rodeado de jornalistas, António Pedro Moreira partilhou: 'É evidente que me sinto satisfeito, imensamente satisfeito com esta vitória, que a mim próprio surpreende, visto que a minha intenção principal era ajudar os meus colegas mais credenciados'.
Esta foi uma das principais conquistas do extenso palmarés de António Pedro Moreira, que envergou a camisola encarnada entre 1964 e 1971. Mais tarde, continuaria a percorrer as estradas ao serviço do Benfica, como motoristas de um dos autocarros do Clube.
Saiba mais sobre os inúmeros ciclistas que se esforçaram pelo engrandecimento do Benfica na área 3 - Orgulho Eclético do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

terça-feira, 18 de outubro de 2022

𝘿𝙪𝙧𝙖 𝙡𝙚𝙭, 𝙨𝙚𝙙 𝙡𝙚𝙭.


"Os dias vão passando e continua sem haver uma explicação da parte de Fernando Gomes e Fernando Santos sobre o inaceitável processo de fuga ao fisco – que ambos protagonizaram em nome de uma instituição de utilidade pública.
Já passaram duas semanas e, da parte do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol e do Selecionador Nacional, nem uma palavra sobre o tema. Imaginamos que deva ser desagradável, incómodo, desconfortável. Mas, ainda assim, é imperioso que ambos (Gomes e Santos) tenham a dignidade e o bom-senso de aceitar dar as explicações que se impõem. Se não o fizerem, então estaremos esclarecidos relativamente ao (des)respeito que têm pelos portugueses. Começa, aliás, a ser difícil aceitar que – mesmo com explicações – ainda tenham condições para continuar a exercer os cargos que atualmente ocupam. Ter no currículo um título de campeão da Europa não permite tudo. Nem que fosse de campeão do Mundo! No ‘campeonato da transparência’, para já, estão na divisão mais baixa.
A comunicação social, ao ajudar a Federação a varrer esta pouca-vergonha para debaixo do tapete, também está a ser cúmplice. Falamos da mesma comunicação social que por causa de uns e-mails truncados abriram telejornais e imprimiram centenas de primeiras páginas de jornais a acusarem o Benfica de tudo e mais um par de botas.
Num País com a Justiça a funcionar, Fernando Santos apanharia 8 anos por fraude fiscal qualificada e Fernando Gomes 5 anos de pena suspensa e perda imediata de mandato. Mas como estamos em Portugal, a 𝘋𝘶𝘳𝘢 𝘭𝘦𝘹, 𝘴𝘦𝘥 𝘭𝘦𝘹 - a lei é dura, mas é a lei - aplica-se apenas aos pobres. Para os ricos é 𝘋𝘶𝘳𝘢 𝘭𝘦𝘹, 𝘴𝘦𝘥 𝘭𝘢𝘵𝘦𝘹 - a lei é dura, mas estica."

Portugal é um país sem rei nem roque


"Há pouco tempo ficámos a saber que John Textor tentou comprar parte da dívida do Sporting por 150 milhões de euros. O americano confirmou, inclusive, que a proposta foi bem vista pelos bancos, mas acabou por ser «chumbada» por motivos que toda a gente desconhece.
Recordamos que, recentemente, o BCP atribuiu um desconto de 84% ao Sporting e tanto nos jornais desportivos como de economia, tão céleres em perseguir e dissecar os negócios e finanças do Benfica, ninguém se dignou a investigar o escândalo. Não há um jornalista que questione o Sporting e a banca face às afirmações de Textor e à proposta recusada que beneficiaria a banca e os contribuintes. Ninguém! Nem um economista ou jornalista!
Depois de um perdão de 94.5 milhões de euros em 2018, o Sporting auferiu então de novo perdão de 71 milhões. Se 70% de desconto de dívida já era absolutamente escandaloso, 84% é cuspir na cara de todos. De 85 milhões de euros que tinham em dívida, o Sporting pagou 14 milhões, ou seja, apenas 16% do valor total da dívida ao BCP.
Os intelectuais da nossa praça, sempre em luta pelo bem do nosso país, não se coibiram de condenar as dívidas - SEM PERDÕES! - do Sport Lisboa e Benfica, porém, toldados pela clubite aguda, têm conseguido abafar o que se passa no Sporting Clube de Portugal, que através dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) e repetidos perdões de dívida provocou perdas que ascendem os 165 milhões de euros.
Onde anda o Estado? Onde anda o Parlamento? Onde anda a indignação da comunicação social? Não fomos nós, contribuintes, que quisemos o Paulinho, o Slimani ou St. Juste! Não fomos nós, contribuintes, que decidimos investir mais de 30 milhões por ano nas modalidades amadoras. Nem fomos nós, contribuintes, que pagámos uma milionária cláusula de rescisão para trazer Ruben Amorim do Sp. Braga para o Sporting.
Os portugueses têm de se insurgir e exigir equidade de tratamento da banca. Se o Sporting tem direito a recusar investidores e a usufruir de perdões de centenas de milhões de euros, então todos deverão exigir a mesma atitude relativamente aos seus empréstimos. É extremamente grave que haja quem incumpra reiteradamente e continue a beneficiar de tratamento privilegiado por parte da banca, governo, imprensa e organismos que tutelam o desporto nacional. O contribuinte não tem de pagar pelos atos de gestão dos administradores de um clube que há muito deixou de poder competir com os grandes, mas que continua a viver como se fosse um, bem acima das suas capacidades.
 Enquanto as SAD de clubes concorrentes têm de recorrer a empréstimos obrigacionistas para saldar as suas dívidas, nomeadamente o Benfica e FC Porto, o Sporting dá-se ao luxo de recusar propostas de 150 milhões por parte de investidores com a subvenção da banca, que os sustenta com o dinheiro de todos nós.
Depois de ter recebido mais de 5 mil milhões de euros dos contribuintes portugueses, aguardemos agora que o Novo Banco não tenha a mesma abordagem que o BCP e promova, também, uma vergonhosa concorrência desleal em benefício do Sporting, com um desconto superior a 80% na recompra de uma dívida acumulada de forma irresponsável.
Portugal é um país sem rei nem roque."

Sporting a ser... Sporting 💚

18 de Outubro


Esperanças, quem as não tem?


"1. Cumpriu-se o primeiro ano do mandato do nosso antigo jogador Rui Costa no posto de presidente do Sport Lisboa e Benfica. À partida para Paris, no aeroporto de Lisboa, houve quem quisesse conhecer o que pensava Rui Costa sobre a efeméride. 'É um orgulho', disse. E não disso mais nada. Porquê? Ora, porque disse tudo.

2. Em Paris, no fim do jogo com o PSG, o jornalista enviado pela SIC para fazer a cobertura do jogo do Benfica para a Liga dos Campeões questionou o treinador Roger Schmidt se considerava o resultado do jogo com os campeões franceses 'como uma vitória ou como uma derrota'. Há, sem dúvida, uma nova tendência no jornalismo lusitano que é, à falta de melhor, a originalidade das perguntas. 'Considero que foi um empate', retorquiu Schmidt não fazem farinha.

3. Muitos benfiquistas ficaram indignados com a primeira página do diário desporto O Jogo no dia do jogo com o PSG. Tratou-se de uma manchete a 'puxar' por Vitinha, um ex-jogador do FC Porto agora ao serviço da equipa francesa. 'Vitinha ilumina as estrelas', podia ler-se juntamente com outras considerações esperançosas sobre a influência do jogador na manobra da equipa adversária do Benfica. Esperanças, quem as não tem?

4. Contrariamente aos prognósticos da linha editorial de O Jogo, Vitinha não lhes iluminou as estrelas. Mas não se indignem, benfiquistas, com estas coisinhas que, de tão tacanhas, nem provocações são. Há jornais nacionais e há jornais regionais, e O jogo é, legítima e assumidamente, um periódico regional muito arreigado às causas de Contumil e com esporádicas vocações internacionalistas como foi esta sua causa parisiense. Ainda que me vão.

5. Quando ao Benfica, enfim, o Benfica é do mundo. A nossa judoca Bárbara Timo trouxe a medalha de bronze dos Mundiais de Tashkent, no Usbequistão, na categoria -63 Kg. 'Acreditei em mim', disse a Bárbara. Também o  nosso basquetebol continua a fazer excelente figura na fase de grupos da Liga dos Campeões. Dois jogos fora, duas vitórias fora. Depois de Riga, o último triunfo foi em França contra a equipa do Limoges por 68-67. Bravo!

6. Quem não se comoveu com as lágrimas do grego Andrea Samaris no final da tarde do último sábado na Luz? Um momento assim não se ensaia. Vem do coração. Foi feita justiça a um jogador que foi e sempre será um de nós.

7. Quem não sorriu ao ver a família de Roger Schmidt, na bancada do Parque dos Príncipes a rejubilar com o golo de João Mário ao PSG? A nossa família não para de aumentar."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Primeiro ano bem-sucedido


"Fez esta semana um ano que a Direcção presidida por Rui Costa foi eleita. As eleições marcaram uma ruptura com o passado recente sem que a estabilidade institucional fosse colocada em causa. Um novo estilo de liderança e o ênfase reforçado em duas dimensões essenciais do clube, o desportivo e o associativo, acompanhados por várias boas decisões em temas fundamentais, renovaram o contexto interno do clube e reforçaram o enorme voto de confiança prestado pelos sócios no acto eleitoral.
Ainda antes das eleições houve desafios que requereram especial atenção e acção. A saída inesperada de Luís Filipe Vieira representou um risco acrescido em áreas sensíveis, o qual exigiu liderança, coesão directiva e competência da estrutura profissional. Havia que garantir que a gestão corrente não seria afectada pelas mudanças institucionais, ultimar os plantéis das várias equipas, nomeadamente do futebol profissional, assegurar o sucesso da emissão em curso de um empréstimo obrigacionista e preparar, para tão rápido quanto possível, o acto eleitoral, instituindo-se novas práticas que garantissem mais e melhor participação associativa. Todos estes objectivos foram alcançados, não surpreendendo, portanto, a notável adesão às eleições e a larga maioria dos votos na lista encabeçada por Rui Costa.
Ao longo da temporada passada foram-se notando modificações relevantes. O enfoque no aumento de competitividade dos vários plantéis foi o mais visível, com repercussões positivas. E, na presente temporada, já se percebe que, apesar da fase ainda prematura em que estamos, foi dado mais um salto qualitativo do ponto de vista desportivo. Independentemente dos resultados que venhamos a alcançar, parece-me indiscutível que o Benfica apresenta melhores equipas do que na temporada anterior em todas as modalidades, quer na vertente masculina, quer na feminina. Os sinais são muito positivos e a conquista de diversos troféus nos primeiros meses da época é uma consequência de uma política desportiva mais ambiciosa e abrangente, mais pujante ao nível do investimento, retomando-se o ímpeto refreado em anos recentes e fazendo jus à fortíssima tradição ecléctica do clube, subordinado à ideia matriz de que o Benfica compete sempre para ganhar.
Muito haveria a destacar noutros domínios, mas realço a abertura a nível comunicacional, em particular a forma como foram apresentadas as contas da SAD e as explicações oferecidas acerca da actuação na última janela do mercado de transferências. Qualquer decisão pode ser boa ou má, só havendo vantagens em que melhor se compreenda o que levou às mesmas.

P.S.: Escrevo antes do jogo em Paris com o PSG. Se correu bem ou mal, mais logo saberei, mas o que me importa neste momento é que considero legítima a expectativa de um bom resultado em casa de um adversário fortíssimo. E isso, por si só, já é positivo."

João Tomaz, in O Benfica

Luz, câmara... repetição!


"Sacramental, alcochoada pelo pretexto da cadência competitiva, a cena replicou-se desde o início desta temporada, semana após semana, sempre que era chegado o momento de lançar perguntas ao treinador do Benfica nas vésperas dos jogos oficiais. Explicando o seu ponto de vista, técnico, Roger Schmidt, quando convidado a verbalizar sobre o assunto, destapou e fundamentou o porquê de insistir num determinado núcleo de jogadores para o alinhamento inclusivamente alguns detalhes sobre estratégias de utilização e de recuperação física dos atletas em andamento.
À falta de melhor tema, ou na ausência de trabalhos de casa que, com profundidade, permitissem extrair outros potenciais caminhos para inquirição e debate dos conferências de Imprensa, circundou-se a gestão e a possível troca ou rotatividade dos componentes do plantel. Até ao dia em que aconteceu no desafio de sábado passado, no intervalo do duplo embate com o PSG para a Liga dos Campeões, o treinador do Benfica promoveu, de uma assentada, cinco modificações no onze. E findos 45 minutos, com o compromisso da 9.ª jornada da Liga Bwin bem encaminhado, determinou o 'descanso' de mais dois elementos (Gonçalo Ramos e Enzo) cujas prestações têm sido impactantes.
O conforto, o rendimento e a intensidade evidenciada pela equipa, apesar das diversas alterações produzidas por Roger Schmidt, configuram, a par do desfecho (vitória por 4-2) e da correspondente adição de 3 pontos, a melhor das notícias do encontro disputado no Estádio da Luz, outra vez com mais de 56 mil espectadores nas bancadas! Observando todos os pormenores na equipa do Benfica, da exibição ao resultado verificado na dobragem do primeiro quarto do Campeonato, a constatação do enraizamento do axioma 'o todo é maior do que a simples soma das suas partes' certifica uma abordagem técnico-tática personalizada, uma identidade; oblitera a qualidade do trabalho em marcha e do aproveitamento e da transformação dos recursos. Mais do que uma equipa, há um plantel sincronizado com a idade de jogo!
São indicadores superinteressantes, percepcionados numa fase da época com mais um ciclo de jogos de tremenda exigência e que, aquém-fronteiras, reúne num curto espaço de tempo uma eliminatória da Taça de Portugal e um clássico de Campeonato fora de portas, tudo isto envolvido por um anel que é o desejo de concretizar o objetivo de apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões."

João Sanches, in O Benfica

A festa da Taça


"Amanhã, nas Caldas da Rainha, o Benfica entra em cena para mais uma edição da Taça de Portugal.
A Taça é a festa do povo, e tem um encanto muito particular. Por um lado, à semelhança das suas congéneres de outros países europeus, permite visitas de grandes clubes a locais onde raramente, ou mesmo nunca, podem jogar (Caldas, por exemplo). Por outro, e essa é uma singularidade lusa, a final disputa-se num palco pitoresco, que desafia todos os padrões do futebol moderno, como é o caso do Jamor.
Ainda há muitas coisas a melhorar. Ou a recuperar. Não entendo a meia-final e duas mãos quando todas as restantes eliminatórias são disputadas num só jogo. E não percebo por que motivo os clubes da primeira liga são resguardados das duas primeiras eliminatórias. Por mim era tudo ao molho, desde o início, e sem condicionantes, reforçando o espírito da prova - que é precisamente o de proporcionar estes encotnros entre davides e golias, bem como uma certa aleatoriedade capaz de abrir espaço a grandes sonhos de pequenos clubes.
A nós, enquanto benfiquistas, o único sonho permitido é a conquista do troféu. Tudo o que seja menos do que isso será um fracasso, à semelhança do que acontece, aliás, com as restantes competições nacionais.
A Taça de Portugal é a segunda prova do calendário português, e recentemente não nos tem trazido alegrias. Nos últimos 35 anos só por 5 vezes a vencemos (a última das quais em 2017), o que constitui fraquíssimo pecúlio.
É caso para dizer que o clube já deve algumas Taças aos seus adeptos. Há que começar por ganhar esta, levando-a a sério desde o primeiro instante."

Luís Fialho, in O Benfica