Últimas indefectivações

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Leonor...

Matina...

Análise: Rodrigo Pinho por Rui Malheiro

Comunicado da Direcção


"Na ânsia de tomar o poder no Sport Lisboa e Benfica, sem olhar a preço, o candidato derrotado às últimas eleições Noronha Lopes decidiu atacar, uma vez mais, a Direção do Clube.

Não fossem os termos injuriosos e a calúnia que despeja sobre os dirigentes legitimamente eleitos pelos benfiquistas, há pouco menos de um ano, e as suas palavras não mereceriam qualquer comentário.
Seriam despejadas no esquecimento, que é o lugar que cabe a quem não tem respeito pelos outros nem pela vontade dos Sócios, democraticamente expressa.
Depois de andar, durante meses, a apregoar suspeitas sobre uma alegada falta de transparência do último ato eleitoral, insurge-se agora – pasme-se – pelo facto de a Direção do SLB, em resposta a uma sugestão da Mesa da Assembleia Geral, avançar com todos os procedimentos destinados a, de uma vez por todas, demonstrar a lisura de processos na contagem dos votos físicos, comprovar a fiabilidade do sistema informático utilizado e certificar a segurança do transporte e armazenamento das urnas.
Ou o candidato derrotado não sabe o que quer ou alimenta-se apenas de má-fé, ou pior ainda, visa unicamente conquistar o Clube de assalto.
Perdendo os argumentos da campanha difamatória que vem desenvolvendo, opta, em desespero, pelo insulto.
Acusou, durante oito meses, a Direção de faltar sistematicamente à verdade, quando, na realidade, esteve, em todo esse período, por detrás de uma campanha lamentável para desunir os benfiquistas, aproveitando-se das derrotas da equipa e procurando desestabilizar o Clube com ações de vários tipos.
É tempo de o candidato Noronha Lopes respeitar o mandato conferido pela massa associativa do Benfica, nas eleições mais concorridas de sempre, e concretizar aquilo que disse que queria fazer: afastar-se!
Como se tem visto, não era essa a sua intenção, não era esse o seu desejo, nem muito menos se tratava de um compromisso.
A sua intenção era – e parece, pois, continuar a ser – desenvolver, a coberto de um manto de mentiras, um combate insidioso, indigno e antidemocrático contra os órgãos sociais eleitos.
Os sócios já lhe deram a resposta adequada em outubro passado. Certamente continuarão a condenar quem não sabe perder e apenas pretende bloquear, denegrir e mesmo sabotar o trabalho da Direção e dos restantes órgãos escolhidos pelos benfiquistas."

Contas...

105x68...

Modalidades #53 - Semanada...

Um ciclo que se devia fechar


"Fernando Santos vai obviamente continuar no comando técnico da selecção nacional. Era certo e sabido. O seu contrato termina em 2024, não tenho a certeza se se vai manter no cargo até essa data, mas até 2022, é quase certo que continuará.
Quanto a mim, esta era a altura certa para se fechar o ciclo. Não é pelos resultados que faço esta leitura. Os resultados que o engenheiro alcançou foram os melhores de sempre da selecção portuguesa. Ganhou o Euro'2016, que significou o maior êxito da história do futebol português a nível de selecções. Ganhou a Liga das Nações em 2019, um troféu que não é de primeira linha mas que foi uma conquista relevante. No Mundial'2018 caiu nos oitavos de final face ao Uruguai. Agora no Euro'2020 caiu novamente nos 'oitavos' frente à Bélgica. Além de uma presença nas meias-finais da Taça das Confederações.
Ao nível global, de títulos e campanhas, ninguém fez, é justo dizê-lo, melhor que Fernando Santos. Contabilizando os jogos realizados, o seu reinado foi muito bom: 49 vitórias, 19 empates e 8 derrotas em 76 partidas, nas quais se marcaram 142 golos e sofreram 57. No entanto, diversos desses jogos foram contra selecções menores. A verdade nua e crua é que nas três principais competições em que participou - Euro'2016, Mundial'2018 e Euro'2020 - com Fernando Santos ao leme, Portugal apenas ganhou 3 jogos em 15, nos 90 minutos regulamentares: País de Gales, Marrocos e Hungria.
O Euro'2016 foi uma grande alegria para o nosso país e todos seremos eternamente gratos pelo feito inolvidável que se logrou alcançar. No entanto, é preciso lembrar que o futebol jogado nunca convenceu e que houve uma dose grande de felicidade nesse torneio. Faz parte e ainda bem que assim foi. Funcionou como uma espécie de 'revanche' por toda a infelicidade que havíamos sofrido ao longo da história em competições anteriores. O futebol jogado é mesmo o grande motivo de eu achar que este é um ciclo que se devia fechar. Sejamos francos: Portugal não joga nada! E a continuidade de um treinador nunca pode ser decidida em função da gratidão pelos serviços prestados.
O nível de jogo manteve-se constante em 2018 e 2020 face a 2016, isto é, mediano a fraco. A questão é que após o Europeu ganho, a felicidade acabou e lá descemos à terra, a nível de resultados. Então mas agora Portugal é a melhor selecção do mundo e tem de ganhar os Mundiais e os Europeus todos em que participa?! Não, não tem, como é evidente. Não jogamos sozinhos e há equipas fortíssimas a competir connosco e com mais peso no panorama internacional. Mas eu insisto, as exibições são muito fracas. O problema da selecção na era Fernando Santos não é de resultados, mas sim de falta de qualidade de jogo, que se torna incompreensível tendo em conta os jogadores que há.
Portugal tem hoje em dia uma das melhores selecções mundiais a nível individual. Não é a melhor, mas está no lote das melhores. Temos Cristiano Ronaldo que já passou os seus melhores anos mas continua a ser um jogador de topo. Temos um grande guarda-redes chamado Rui Patrício. Temos diversos laterais de grande nível. Temos uma dupla de centrais de eleição: Pepe e Rúben Dias (melhor jogador da época da Premier League). Temos um 6 soberbo chamado Rúben Neves e ainda Palhinha, que fez uma época fantástica no Sporting. Temos o poço de força Renato Sanches no miolo. Temos um médio ofensivo fantástico como Bruno Fernandes, eleito o melhor jogador da temporada do Manchester United. Há a criatividade inesgotável de Bernardo Silva. Temos Diogo Jota que foi uma peça fundamental do Liverpool. Temos o talento admirável de João Félix. Temos um goleador nato e cada vez mais profícuo de nome André Silva (segundo melhor marcador da Bundesliga com 28 golos). Temos um Pote em ascensão, melhor marcador da liga portuguesa com 23 golos. Temos jovens promissores como Nuno Mendes, Dalot, Daniel Bragança, Vitinha, Fábio Vieira, Trincão, Francisco Conceição, Rafael Leão ou Fábio Silva...
A qualidade individual sobeja hoje em Portugal. A verdade é que a generalidade destas individualidades rendem muito mais nos clubes que na selecção. Temos um modelo de jogo de tal ordem insuficiente, que muitos jogadores estão em permanente sub-rendimento face ao que produzem em contextos de jogo mais favoráveis. Fernando Santos enquanto treinador é limitado. A sua ideia de jogo é demasiado pobre, pouco arrojada, pouco apelativa, quer para quem joga, como para quem vê. Os maiores talentos da equipa são amiúde castrados no que têm de melhor em nome do famigerado pragmatismo e de constrangimentos tácticos ridículos. 
Esta era altura de mudar. Com Fernando Santos vai ser mais do mesmo. No futebol jogado, fraquinho. No discurso, uma ambição sustentada muito mais em 'fezadas' do que em reais competências. O Mundial'2022 vai ser o seguimento da mediania em futebol jogado, porque em 6 anos nunca se viu nada de diferente. O resultado, com alguma sorte, até pode melhorar (o jogo é sempre imprevisível), mas isso é algo em que apenas queremos acreditar, pois acreditar a sério, ninguém acredita.
Era preciso entrar alguém com ideias melhores, que preconizasse um futebol de maior qualidade, mais atacante, mais sedutor, mais aglutinador do talento natural dos jogadores portugueses. Era preciso alguém com real capacidade para implementar um modelo de jogo mais actual, mais capaz tacticamente, mais fresco no discurso. Os resultados serão sempre uma consequência da qualidade de jogo. Pode-se ganhar aqui e ali a jogar mal, ou a jogar pragmaticamente, para usar um eufemismo. Pode-se perder às vezes mesmo quando se joga bem. Mas no longo prazo, isto anula-se, e quem joga bem ganha mais vezes.
Portugal tem hoje uma geração magnífica. É triste que continue a ser desperdiçada por falta de coragem em assumir que o ciclo acabou e seria esta a hora certa para virar a página. Ainda por cima, vejo, entre outros, dois nomes perfeitos nesta altura para assumir o lugar: Vítor Pereira (livre) e Luís Castro (que parece que vai treinar o Al Duhail, do Qatar, mas não tenho dúvida que nem pensaria duas vezes)."

Com uma mosca dentro da cabeça


"Nimzowitch aproximou-se de Lasker e mostrou-lhe o seu novo cartão de visita. Dizia: ‘Crown Prince of the Chess World’.

Aron, sorridente, entregou um cartão de visita ao seu amigo Emanuel Lasker e ficou atento à sua reação. Lasker estava habituado às brincadeiras de Aron, mas esta ultrapassava verdadeiramente os limites. No cartão, em inglês, estava escrito: Crown Prince of the Chess World. Nitidamente um abuso. Porque o xadrez não tinha uma organização monárquica, com príncipes coroados a sucederem a príncipes coroados, mas também porque Aron Nimzowitsch não tinha estatuto para preencher um requisito daqueles. A verdade é que não havia nada a fazer. Nascido em Riga, na altura parte do Império Russo, Aron era um rapaz educado e com os bolsos cheios de dinheiro. O pai dera-lhe lições de xadrez e preparou-o para o negócio de madeira que a família dominava. Nimzowitsch filho nunca quis saber nem de negócios nem de madeira. A menos que a madeira fosse a base do jogo das 64 casas. Em 1904 estava em Berlim, a estudar filosofia e a exercer a profissão de xadrezista, inscrevendo-se em todos os grandes torneios que tivessem um prémio monetário que lhe interessasse, tal como aconteceu em Munique, em 1906. Seis anos mais tarde já tinha atingido nível suficiente para se bater com Alekhine, no Campeonato dos Grandes Mestres Russos. Mas nunca conseguiu atingir o título de campeão do mundo de xadrez.
Lasker, que esse, sim, foi campeão do mundo entre 1894 e 1920, preocupava-se com o excesso de farronca do seu amigo. Aron ter-lhe-á feito a vontade ao optar por um novo cartão de visita, notoriamente mais modesto: A. Nimzowitsch – World Chess Championship Candidate. Deixava cair o ‘Crown Prince’, mas meteu na cabeça que haveria de conhecer todos os aspetos do jogo, todas as suas variantes, e escrever, em seguida, um livro que servisse de manual para os absolutamente fascinados por xadrez como ele. Chamou-lhe: ‘O Meu Sistema’.
Quando a Revolução Bolchevique chegou à Rússia, em 1917, as autoridades, que não gostavam muito de saber de cidadãos soviéticos à solta em lugares do mundo onde não pudessem controlá-los, trataram de saber em que sítio andava Aron. Descobriram-no na zona do Báltico, onde nascera, e foi de imediato alistado à força no Exército Vermelho. Não contavam com a imaginação nem com a força de vontade de Nimzowitsch. Alegou uma completa insanidade mental e teimou até à protérvia que não ouvia quase nada do que lhe diziam por ter uma mosca a zumbir-lhe dentro da cabeça. Ao fim de longos meses, desistiram dele e deixaram-no solto o suficiente para regressar a Berlim e tomar o nome de Arnold, coisa que também o libertou dos antissemitas que topavam à distância tudo o que chamasse Aron, Isiah ou Samuel. Mergulhou definitivamente nos tabuleiros.
A partir de 1922, Arnold Nimzowisch instalou-se na Dinamarca. Copenhaga era uma daquelas capitais calmas de que ele gostava particularmente pelo que por lá ficou até ao fim da vida, obtendo cidadania dinamarquesa, Apesar de ser um sujeito bem disposto, as vitórias de Alekhine e de Raul Capablanca no campeonato do mundo incomodavam-no como... como..., vá lá, como se tivesse uma mosca a zumbir-lhe dentro da cabeça. Alekhine ainda aturava, porque o considerava um estudioso profundo. Já Capablanca era mamífero mais difícil de engolir. Com o seu estilo de cavalheiro dos trópicos, embaixador cubano em várias embaixadas, era um dândi com um talento inimitável para o xadrez, com o seu estilo intuitivo e com os seus golpes circenses de jogar dez simultâneas de olhos tapados ou adivinhando com antecedência o número da jogada em que iria aplicar xeque-mate ao seu adversário. Para ajudar a dificuldade de digestão de Aron, nunca ganhou a Capablanca nas onze partidas que disputaram, a que terá obrigado ao consumo de muito bicarbonato de sódio.
A vaidade e o mau perder de Nimzowitch tornaram-se pasto para dezenas de histórias, não todas certamente verdadeiras. Savielly Tartakower, um polaco seu amigo, resumia assim a personalidade de Aron: «Faz-se de maluco para nos fazer a todos malucos». Depois encolhia os ombros e continuava a aturar-lhe os disparates. Hans Kmoch, xadrezista austríaco, é que nunca teve paciência para ele. Escreveu num longo artigo: «O problema de Nimzwovitsch é viver com a paranoia de não se tratado como os demais. Uma vez, num jantar com vários comensais, queixou-se alto e bom som que o seu prato não vinha tão cheio como o dos seus companheiros de mesa. Eu, sentado na sua frente, habituado a estas queixas tolas, ofereci-me para trocar de prato com ele. Aceitou. Mas observou bem a porção e voltou a reclamar: ‘Os outros têm os pratos bem mais cheios do que os nossos’». Não satisfeito, Kmoch publicou uma peça satírica sobre as esquisitices de Aron no Wiener Schachzeitung, jornal dos grandes xadrezistas. O tema era um jogo a brincar entre um profissional e um sistema programado por um génio – o Systemsson. Na verdade, o autor limitava-se a transpor para a ironia alguns dos mais belos e eficientes movimentos de xadrez de Aron Nimzowitch tinha inventado. O texto pode ter arrancado algumas gargalhadas mas permaneceu como uma sebenta pela qual se pode estudar a sabedoria do ‘Príncipe sem Coroa’..."

Psicologia e desporto: uma narrativa possível para o Euro 2020


"O evento desportivo que neste momento se destaca na sociedade tem-nos oferecido duras e complexas evidências do contributo das ciências comportamentais para a elevação (ou não) do desempenho humano.
Sabemos, em boa verdade, que por vezes demasiado tarde se reconhece o lado “científico” da Psicologia, confundindo a “arte de bem falar” com a ação sustentada em princípios validados cientificamente.
Torna-se, por isso, “apetecível” destacar dois dos episódios deste evento:

Domar o Indomável: Quando a Dor Se Transforma Em Acção
Muito já se escreveu sobre o jogo entre a Dinamarca e a Finlândia: do choque coletivo que a equipa sofreu quando viu um dos seus atletas entrar em paragem cardio-respiratória, do comportamento verdadeiramente exemplar e de uma elevação e empatia extraordinárias que a equipa evidenciou ao proteger o seu colega da insistente atenção dos media (que, mais tarde, viriam a desculpar-se deste comportamento eticamente pouco aceitável) e, com contornos de alguma bizarria, da forma como o jogo não foi interrompido, sendo pedido aos atletas que, após um interminável período de assistência (onde um dos cenários mais prováveis teria sido o falecimento do colega), se voltasse a ligar o cronometro do jogo... como se o “cronometro emocional” nada importasse (tanto, tanto caminho para ainda se percorrer na área da Saúde Mental dos Atletas e da proteção dos seus direitos humanos – este seria certamente, outro artigo a ser escrito).
De tudo isto já se falou, mas faltou dar visibilidade a uma nota importante:
Da seriedade com que a equipa médica encarou o potencial traumático deste evento e da celeridade com que convocou uma equipa de psicólogos (especialistas em trauma) que tem acompanhado a equipa desde a primeira noite do incidente, por forma a criar um contexto de segurança emocional, ajudando os atletas a dar um sentido e uma missão a um evento que tanto tem de caótico como de transformador. 
De facto, as situações de potencial trauma comportam um sem número de possibilidades de transformação que, se bem orientadas, podem alavancar o comportamento das pessoas (dos atletas neste caso), para patamares que até as próprias poderiam desconhecer – claramente um caso de intervenção bem sucedida (basta olhar para o diferencial com que tem terminado os seus jogos até a data), que faz despertar alguma curiosidade para observar o percurso desta seleção.

O Fardo De Quem Já Foi e a Leveza De Quem Quer Ser
Os efeitos da pressão positiva encontram-se desde há muito documentados na investigação científica na área da Psicologia do Desporto.
Quem “ousa” sair do “anonimato” garantindo um título que lhe confere credibilidade, legitimidade e grandiosidade, cedo ou tarde tende a vivenciar os efeitos colaterais do sucesso alcançado.
De facto, quando uma equipa (ou um atleta) alcança um patamar de maior visibilidade (isto é, com reconhecimento internacional), de quem nada se esperava passasse a esperar (quase) tudo – até os estados de humor de uma nação.
Este tipo de fenómenos comporta, em muitos momentos, uma outra dimensão – quando os próprios atletas tomam como suas as expectativas que os outros depositam em si – e, aqui, tudo se começa a complicar.
O percurso da seleção portuguesa, campeã em título, pode muito bem ter sido mais um capítulo deste tipo de fenómeno - uma seleção inequivocamente diferenciada, seja pelo talento individual, seja pela consistência de equipa que, face a equipas “aparentemente” transponíveis, demasiado tarde conseguiu transformar o seu potencial em comportamentos de sucesso.
Um passado de enorme sucesso (como, por exemplo, a vitória na edição anterior do Euro e na Taça das Nações) tem o potencial de trazer consigo uma “armadilha psicológica” (e um enorme fardo...) que se pode traduzir na perceção interna de ter que validar este estatuto a cada competição (muitas vezes, a cada ação) – quem ousou se destacar, ocupa agora o lugar que todos desejam e, estes, muito frequentemente protegidos pelo fenómeno de “nada ter a provar”, frequentemente se libertam da pressão da ansiedade e se alimentam da motivação que surge na oportunidade de, num embate (jogo), poder destronar quem agora “lá mora”.

Somos Comportamento
Além da estratégia, da tática, do planeamento e de tantas outras ferramentas cognitivas – somos as ações que mobilizamos e, estas, alimentam-se de emoções.
Como tão bem refere Damásio “O início de tudo foi a emoção” e enquanto negligenciarmos as áreas da ciência que a estudam (neurociências, psicologia) e não as trouxermos do “laboratório” para o quotidiano dos nossos contextos de desempenho (escola, empresas, desporto), dificilmente conseguiremos operar modificações sustentadas no tempo e no espaço."

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Desembrulhar...!!!

Manto...

Comunicado da Direcção do SL Benfica


"A Direção do Sport Lisboa e Benfica esteve reunida esta tarde.
Privilegiando sempre, como é sua obrigação, a relação com os sócios e a unidade e coesão internas, a Direção saúda a iniciativa do Presidente da Mesa da Assembleia Geral de solicitar uma auditoria ao último processo eleitoral, embora estatutariamente o mesmo esteja encerrado e nunca tenha merecido qualquer contestação formal das listas candidatas.
Apesar disso, a Direção deliberou avançar, de imediato, para a contratação de entidades externas e independentes que procedam à contagem dos votos físicos, à reconfirmação da fiabilidade dos processos de transporte e armazenamento das urnas, bem como ao escrutínio detalhado da eficácia dos sistemas informáticos utilizados nas eleições de há oito meses.
É na transparência que esta Direção se move, sem equívocos, razão pela qual as listas concorrentes serão convidadas a acompanhar a operação de contagem dos votos nas urnas.
A Direção decidiu ainda solicitar ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, em data que considere adequada e as condições de saúde pública permitam, uma sessão extraordinária, com carácter de urgência, para a divulgação de todos os resultados dos trabalhos que agora vão iniciar-se."

Comunicado aos Sócios do Sport Lisboa e Benfica pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral


"Caros Consócios, caros Benfiquistas:
Conforme é do conhecimento de todos, assumi há duas semanas atrás a muito honrosa função de Presidente da Mesa da Assembleia Geral do nosso querido Sport Lisboa e Benfica.
Estamos no começo de uma nova época desportiva e a Mesa da Assembleia Geral, através do seu Presidente, como entidade representativa de todos vós, apela ao empenho de todos para o enriquecimento da História do Sport Lisboa e Benfica, clube com uma vida já centenária, espalhado pelos cinco continentes, com centenas de milhares de sócios e milhões de simpatizantes e que a todos nós nos enche de orgulho.
Bela história porque, ao longo da sua vivência, o espírito de muitos dirigentes e dos milhares de atletas envolvidos nas muitas atividades proporcionadas e criadas dentro desta organização, foram norteadas por engrandecer e prestigiar o nosso glorioso Sport Lisboa e Benfica.
Acabámos de aprovar em Assembleia Geral, realizada no passado dia 15 de junho, o Plano de Atividades e o Orçamento que lhe dá suporte, dotando desta forma a Direção dos diversos meios para que o exercício de 2021/2022 possa ser concretizado com sucesso.
Contudo, os nossos objetivos só poderão ser atingidos ou mesmo superados, se todos nós, sócios, nos unirmos e apoiarmos as nossas equipas nas diversas modalidades e se todos estivermos com o nosso querido Sport Lisboa e Benfica, seja nos dias de vitórias seja nos momentos de derrotas.
Na memória de todos (e certamente que nela continuará por muito tempo), está a magnífica participação e a prova de civismo que os nossos sócios deram em outubro passado, nos vários locais de votação espalhados pelo país, mesmo em período de pandemia, no exercício do seu direito de escolher os Órgãos Sociais para o mandato atual em que nos encontramos.
Os resultados obtidos naquele ato eleitoral não foram objeto de contestação por parte de qualquer das listas concorrentes, o que honra todos os participantes e em particular os candidatos preteridos.
Posteriormente ao ato eleitoral e à tomada de posse dos novos Órgãos Sociais, alguns sócios, individualmente ou em grupo, fizeram chegar à Mesa da AG algumas questões que queriam ver clarificadas, nomeadamente a fiabilidade e a segurança do software informático que desde 2006 serviu de suporte ao voto eletrónico, ou a contagem do voto físico, em papel, colocado nas urnas que estavam acopladas a cada posto de votação.
Ainda relacionado com o ato eleitoral também alguns sócios manifestaram interesse em conhecer a forma como foi realizada a selagem daquelas urnas, o seu transporte e guarda e qual a empresa ou empresas contratadas para a realização de tais trabalhos.
Ora, todos os milhares de votantes tiveram a oportunidade de verificar que o voto que eletronicamente exerceram era idêntico ao que resultou no papel impresso e que deverá ter sido depositado por cada associado na urna respetiva.
Por outro lado, a anterior Mesa da Assembleia Geral acompanhou presencialmente ou através dos seus representantes, o processo de selagem, transporte e armazenamento das urnas.
No âmbito dos estatutos, as questões levantadas, inserem-se no âmbito dos trabalhos realizados pela Mesa da Assembleia Geral que cessou funções em 28 de outubro.
Ainda assim, os membros da Mesa da Assembleia Geral, eleitos em outubro passado, disponibilizaram-se para reunir com um grupo de sócios que se lhes dirigiu através de requerimento, carta aberta ou outros meios.
No seguimento dos contactos atrás mencionados, decidiu esse grupo de Sócios, no passado dia 6 de abril, dirigir um requerimento ao então Presidente da Mesa da AG, pedindo a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, cuja ordem de trabalhos versava sobre as questões atrás mencionadas e relacionadas com o ato eleitoral passado e ainda um quarto ponto que discutisse e aprovasse uma proposta de Regulamento Eleitoral para eleições futuras no Sport Lisboa e Benfica, cujo documento foi feito chegar à Secretaria Geral do SLB.
Junto àquele requerimento era acoplada uma lista de diversos sócios, para que a mesma fosse convocada ao abrigo do n.º 3, do artigo 55º dos Estatutos do SLB.
Compreenderão todos os sócios que a organização de qualquer AG, quer Ordinária, quer Extraordinária, independentemente das Ordens de Trabalho de cada uma, exige a intervenção de várias estruturas do clube, coordenadas por Órgão Social, que não a Mesa, e em momento de pandemia como a que estamos atravessando, e de muitas restrições decretadas pelas entidades Governamentais e da DGS (a proibição de deslocações de e para a AML ao fim de semana é uma delas), a mesma só se poderá realizar, caso exista a concordância da DGS ao Plano de Contingência elaborado no seio das estruturas do clube e já apresentado junto desta entidade pública.
É intenção da Mesa, caso não exista qualquer decisão contra ou condicionantes que tornem impossível a sua realização, conforme atrás referi, proceder à sua marcação ainda durante o mês de julho próximo, com a Ordem de Trabalhos que vier a constar da sua Convocatória e, em caso algum, a Mesa decidirá em função de notícias publicadas nos jornais ou difundidas através de meios de comunicação, independentemente da orientação que cada um venha demostrando, ou de timings que nos queiram ser impostos.
A Mesa e, naturalmente o seu Presidente, têm plena consciência da sua função na organização em que está envolvida, bem definida nos seus Estatutos, e que uma vez mais não pode deixar de realçar; "ser o garante da legalidade no seio do Sport Lisboa e Benfica".
Para conhecimento de todos os sócios do Sport Lisboa e Benfica, quero também comunicar-lhes que, em carta hoje dirigida à Direção, através do seu Presidente, e apesar de não ter ocorrido nenhuma contestação à votação de outubro, transmiti o desejo da Mesa para que, logo que seja possível, se proceda à contagem física dos votos depositados em urnas no dia 28 de outubro passado, com o acompanhamento de representantes de cada lista concorrente ao ato eleitoral e supervisionada por uma empresa de auditoria de renome internacional e que não se encontre vinculada a qualquer estrutura empresarial do Grupo Benfica.
Em breve indicarei aos sócios e simpatizantes o nome dessa empresa de auditoria e o processo seguido para a sua escolha. Naturalmente que o relatório final deste trabalho tem como finalidade comparar os resultados finais apurados através do processo eletrónico por posto de votação com os que forem apurados nesta contagem física.
Na mesma missiva, sugeri, ainda, à Direção, que a mesma empresa de auditoria escolhida para supervisionar a contagem dos votos, proceda à realização de uma auditoria que teste a fiabilidade e a segurança do software que deu suporte ao voto eletrónico e que um resumo do respetivo relatório seja disponibilizado aos associados, sempre garantindo a confidencialidade dos aspetos críticos de segurança.
De igual forma, existindo um relatório elaborado durante o percurso do ato eleitoral, onde as várias estruturas do SLB intervieram com alguma ação, foi também solicitado que o mesmo seja disponibilizado aos associados, nas suas questões mais estruturantes, clarificando assim os principais procedimentos, entre eles a empresa contratada para o transporte das urnas, a selagem e guarda das mesmas, a organização e funcionamento de cada posto de votação, a credenciação dos sócios eleitores, a nomeação dos representantes das listas em cada um dos postos de votação e muitos mais assuntos que não deixarão de ter interesse para o conhecimento de todos os associados.
Por fim, quero transmitir a todos vós que é vontade da Mesa, dos restantes Órgãos Sociais e, certamente, da maioria dos sócios e simpatizantes, que o Benfica esteja permanentemente munido, quer de regulamentos, quer de meios técnicos, para que atos de importante decisão para o bom funcionamento democrático das estruturas do clube, tenham a mais ampla participação de todos, independentemente da cultura ou do local em que cada um viva.
Estamos no século XXI, na era do digital e da internet. A sociedade moderna está hoje dotada de meios informáticos que nos permitem, com segurança e fiabilidade, expressar o nosso voto, qualquer que ele seja, em qualquer parte do mundo. Desejo que, também o nosso Benfica, continue a ser pioneiro na utilização dessas técnicas, e que as mesmas sejam colocadas ao serviço de todos os sócios a fim de que, com o seu voto, participem cada vez mais na vida do nosso clube.
Desejo, para terminar, um bom ano desportivo a todos os nossos atletas, independentemente das atividades em que estejam inseridos, que não existam lesões graves nem problemas de saúde demasiado complicados e que todos nós, sócios e simpatizantes, nos esforcemos por estar à altura da História grandiosa do nosso Clube.
Viva o Benfica!"

Day 5

Matina...

Euro2020: Suécia 1 - 2 Ucrânia

Euro2020: Inglaterra 2 - 0 Alemanha

A modelação de jogo pelas equipas de futebol


"A discussão em torno das ideias, modelos e sistemas de jogo no futebol é, nos dias de hoje, comum. Não raras vezes, esta discussão sustenta-se num mau entendimento sobre o significado de cada um destes conceitos que, se tratados com banalidade, resultam invariavelmente em reflexões ambíguas e pouco esclarecidas. Ao longo deste artigo procurarei refletir acerca de alguns dos conceitos que estão na base da modelação de jogo de equipas de futebol.

Nota prévia
Apesar de atual, o conceito de modelo de jogo não é novo. Não sendo objetivo desta peça descrever a sua evolução histórica, importa referir que autores clássicos da área do treino desportivo como Léon Teodorescu já refletiam sobre a sua importância ainda nos anos 70 do século passado. O importante trabalho que treinadores como Carlos Queiroz, Jesualdo Ferreira e Nelo Vingada desenvolveram no antigo ISEF (agora Faculdade de Motricidade Humana) e que contribuiu de forma importante para a reformulação dos conteúdos de formação de treinadores em Portugal, teve como ponto de partida muitos destes conceitos que foram sendo continuamente aprofundados no nosso país por autores importantes como Júlio Garganta, Jorge Castelo e muitos outros.

Da Ideia ao Modelo de Jogo
É frequente ouvirmos adeptos, comentadores e até treinadores referirem-se aos conceitos de “ideia de jogo” e “modelo de jogo” como se de um sinónimo se tratassem quando, em bom rigor, estão longe de o ser. O primeiro é um conceito bastante mais simples e que se traduz essencialmente na forma como o treinador responde à seguinte questão: como é que eu gostava que a minha equipa se comportasse em cada uma das fases, etapas e momentos do jogo? A resposta a esta questão resulta fundamentalmente do modo como o treinador interpreta a própria lógica interna do jogo – outro conceito fundamental que deixarei para um próximo artigo – e, em função dessa interpretação, concebe uma determinada ideia sobre a organização da sua equipa. É caso para dizer que ideia de jogo, cada treinador tem a sua. Para além do modo com o treinador interpreta o jogo, também outras características como as experiências anteriores, crenças pessoais e, inclusive, a sua filosofia de vida e os seus traços de personalidade podem contribuir para a construção desta ideia.
Da ideia ao modelo de jogo, contudo, há todo um caminho a percorrer. Se a primeira depende essencialmente do treinador, já o segundo depende da interação de um conjunto de fatores, entre os quais se destacam a própria ideia de jogo do treinador e (muito importante!) as características dos jogadores. A discussão sobre se o treinador deverá ajustar a sua ideia às características dos jogadores ou, por outro lado, são os jogadores que se devem adaptar à ideia do treinador não cabe neste artigo. Contudo, o que me parece menos discutível é que os jogadores são diferentes uns dos outros a vários níveis e, portanto, sendo os principais atores do jogo, a aplicação de um determinado modelo só poderá resultar tendo também em consideração as suas características. Para além das características do treinador e dos jogadores, também as características contextuais influenciam a conceção do modelo de jogo, como por exemplo fatores culturais associados ao país ou ao próprio clube, o tipo e o formato da competição e os próprios objetivos competitivos definidos. Assim, podemos perceber que o modelo de jogo é um conceito bastante mais complexo e que, embora a ideia do treinador constitua a base fundamental para a definição dos princípios que vão orientar os comportamentos da equipa, a sua operacionalização propriamente dita só emerge efetivamente da relação entre todas estas características que acabámos de referir. É também por esta razão que não é possível haver dois modelos de jogo exatamente iguais, mesmo com o mesmo treinador.
Mas o que se entende afinal por modelo de jogo? O modelo de jogo não é mais do que o referencial através do qual os jogadores combinam e coordenam os seus comportamentos competitivos, de acordo com um conjunto de princípios de ação definidos pelo treinador e a que designamos de princípios de jogo. Estes princípios orientam (não determinam!) os comportamentos individuais e coletivos no decorrer do jogo e possuem associadas determinadas intenções que traduzem a forma como a equipa irá procurar comportar-se (do ponto de vista estrutural e funcional) nas diferentes fases, etapas e momentos do jogo. Não será demais reforçar que, no respeito da natureza complexa e dinâmica que caracteriza a lógica interna do jogo de futebol, os princípios associados ao modelo de jogo devem ser entendidos como orientadores e não como determinantes dos comportamentos. Significa isto dizer que não devemos olhar para os princípios de jogo como um conjunto de soluções fechadas pré-determinadas, mas, ao invés, como um conjunto de orientações que atribuem um fator de direccionalidade aos comportamentos competitivos da equipa. Comportamentos esses que, efetivamente, resultam não exclusivamente dos princípios de jogo definidos, mas também das relações de cooperação e oposição que se estabelecem na confrontação entre as duas equipas no decorrer de um jogo.
Uma outra noção importante é a de que a operacionalização do modelo de jogo tal como é idealizado nunca chega efetivamente a acontecer. Pelo menos não na sua plenitude. Em primeiro lugar porque os comportamentos competitivos possuem uma natureza emergente, como já referimos, que resulta de interações que se desenvolvem em contextos e condições de aplicação que nunca são exatamente iguais; e em segundo porque o modelo de jogo é um referencial que está em constante evolução, cresce com a própria equipa e com o rendimento individual dos jogadores e é feito de avanços e recuos na sua operacionalização através do processo de treino.

O papel do Sistema Tático no Modelo de Jogo
O sistema tático caracteriza a organização estrutural de base da equipa e a sua importância está relacionada com a atribuição de funções e tarefas aos jogadores. A escolha por um determinado sistema deve ter em consideração a aplicação dos princípios que compõem o modelo de jogo e as características dos jogadores que o compõem. Assim, é o sistema tático faz parte do modelo de jogo e não o contrário. É por isso que um mesmo modelo de jogo pode utilizar diferentes sistemas táticos preservando os seus princípios essenciais. Não faz sentido retirar importância ao sistema tático para valorizar as chamadas “dinâmicas” coletivas na medida em que este também contribui de forma importante para organização funcional da equipa, nomeadamente através da promoção de determinadas interações entre jogadores decorrentes das suas funções (dimensão funcional) e dos espaços que ocupam predominantemente (dimensão estrutural). Mesmo quando assistimos a variações na organização estrutural da equipa em diferentes fases ou etapas do jogo (por exemplo a atacar e a defender), percebemos que essas adaptações não são totalmente independentes do sistema tático de base. Além do mais, a utilização de diferentes configurações estruturais constitui um importante fator estratégico, permitindo uma maior adaptabilidade ao jogo da equipa adversária – aqui entendida como uma adaptabilidade disruptiva, ou seja, que permita condicionar o adversário e ganhar uma vantagem competitiva."

terça-feira, 29 de junho de 2021

Unidos pelo casamento e pelo Benfica


"Ilda e José Dias Afonso foram um casal de cicloturistas e, juntos, envergaram a camisola encarnada ao longo do país.

Na secretaria da Rua Jardim do Regedor, por volta das 8 horas da manhã de 3 de Junho de 1936, o casal de cicloturistas Ilda e José Dias Afonso, 'irrepreensivelmente equipados, envergando as garridas camisolas do Benfica', subiram para as suas bicicletas e fizeram as suas despedidas, com bastante público a desejar-lhes uma boa viagem.
O projecto era ambicioso, um rali ao Norte de Portugal, numa jornada de propaganda do cicloturismo e do Benfica. Numa época em que havia poucas mulheres a praticar desporto em Portugal, Ilda Dias Afonso causou admiração, 'pois não é muito vulgar entre nós uma senhora abalançar-se a fazer 1250 quilómetros de bicicleta'. Esta interessante iniciativa do casal foi também 'digna de elogios pelo espírito de sacrifício dos dois velocipedistas, que efectuam o «rallye» sem encargos para a colectividade que representam».
Ao longo de 11 etapas, entre Lisboa e Porto visitaram várias filiais do Benfica, tendo sido recebidos com afectuosas recepções, nas quais entregaram placas de prata com o emblema do Clube. A iniciativa foi um 'êxito e decorreu com a máxima regularidade' e, ao fim de 12 dias de viagem, os cicloturistas percorreram os últimos quilómetros acompanhados por sócios do Benfica e ciclistas até ao Campo das Amoreiras, 'onde lhe foi feita uma carinhosa recepção', recebendo um lido ramo de flores da Direcção do Clube.
Durante vários anos, Ilda e José Dias Afonso participaram, individualmente ou juntos em raides, passeios e provas de regularidade, nas quais obtiveram vários títulos individuais, de pares e de equipa. Todavia, mais do que as suas conquistas desportivas, estes atletas destacaram-se como impulsionadores do cicloturismo, granjeado de grande popularidade. Até o cão do casal, o 'Pirilau', alcançou a fama: tornou-se a mascote da secção e acompanhava-os em passeios da modalidade, através da qual contribuíram para a propaganda do Benfica, de norte e sul de Portugal.
Saiba mais sobre o cicloturismo na área 4 - Momentos Únicos do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica