Últimas indefectivações

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Pais fanáticos

Só faltaram golos

"Jogo repartido mas em alta rotação, em especial na segunda parte: muita qualidade

Boas entradas
1. Foi um jogo muito interessante, um pouco à imagem das expectativas: o Vitória foi discutir o jogo à Luz. Entrou melhor no encontro do que o Benfica, foi melhor na primeira parte, embora a partir dos 20 minutos o jogo passasse a ser um pouco mais repartido: o Benfica ajustou posicionamento, aumentou a intensidade da pressão, deixou de ser tão fácil ao Vitória chegar ao último terço de terreno. Na segunda parte, o Benfica foi melhorando sempre um pouco mais, sempre em crescendo.

Encarnados em crescendo
2. Para a melhoria de rendimento do Benfica, creio que foi determinante, numa primeira instância, a alteração no posicionamento de Gedson, para dentro, a vir para o corredor central: trouxe mais pressão na zona e mais critério na circulação de bola. A primeira decisão de Bruno Lage em tentar melhorar o jogo foi, pois, bem conseguida. E depois as substituições. A entrada de Gabriel teve impacto no jogo. Nota-se que ainda vem um pouco lento e um bocado preso. Mas com o seu posicionamento, o Benfica deixou de ter dois jogadores na mesma linha, a queimarem linhas de passe, e passou a ter dois jogadores, Gabriel e Taarabt, em alturas distintas, a controlar melhor as operações no meio. Os seus passes quebraram as linhas de pressão do Vitória e aumentaram ritmo ao jogo, já depois de Rafa, ao ser lançado no jogo, acelerar a velocidade e permitir ao Benfica flanquear o jogo pelos corredores laterais. Estas foram as chaves para o aumento gradual de rendimento do Benfica.

Um encontro bem entretido
3. O empate como resultado final aceita-se, pelo que foi acontecendo no jogo, mas creio que não escandalizaria ninguém se o Vitória tivesse chegado ao golo antes do Benfica: teve, na realidade, excelentes ocasiões de golo. Tenho pena que não tenha havido golos: só faltaram, mesmo os golos. Mas houve duas equipas que quiseram ganhar neste 0-0, que, ao contrário do que sugerem os números, foi um bom jogo. Normalmente, quando há um nulo costuma ser sinónimo de receios e atitude mais conservadora, mas não: foram duas equipas a jogar no risco e a tentar chegar ao golo, e arriscar tudo, bem como os seus técnicos. O que redundou num espectáculo bem entretido. Ivo Vieira também deu, sempre, indicações de querer aumentar a qualidade e ir à procura do domínio. E Lucas Evangelista, que lançou para o encontro na segunda parte, é jogador muito talentoso.

Qualidade sempre a subir
4. Confirmaram-se boas indicações do V. Guimarães, já com 15 jogos esta época. Tanto os minhotos como o Benfica - cuja defesa foi muito previsível na primeira parte, e com dois médios muito juntos, permitiu pressão eficaz ao Vitória - alteraram os onzes e não diminuíram a qualidade do jogo: antes aumentaram-na."

João Carlos Pereira, in A Bola

Sementes para o futuro

"Ontem, ante um excelente adversário, o V. Guimarães, não alcançámos o resultado que pretendíamos na jornada inaugural da terceira fase da Taça da Liga, mas há aspectos positivos a realçar.
A aferição da justiça dos resultados é sempre subjectiva, mas pareceu-nos que, a haver um vencedor, só poderia ser o Benfica. Criámos mais oportunidades de golo, não obstante os vimaranenses também terem criado as suas, e o volume de jogo pendeu maioritariamente para o nosso lado ao longo da partida.
A utilização, de início, de poucos jogadores que têm constado no onze inicial (em contraste com o Vitória, que fez entrar sete dos titulares na deslocação a Liège para a Liga Europa), revelou-se um constrangimento na fase inicial do jogo, o que é normal. Mas, com o decorrer da partida, a equipa foi melhorando gradualmente o seu nível exibicional e, à excepção do último minuto da primeira parte, esteve sempre por cima do adversário.
Este foi, aliás, e as estatísticas comprovam-no, um jogo típico de estreia na Taça da Liga. Nas sete vezes anteriores em que começámos na Luz, vencemos seis e empatámos uma. Mas, nessas seis vitórias, cinco foram conseguidas pela margem mínima, todas por 1-0. Ontem faltou-nos um golo para conseguirmos o resultado mais frequente neste género de jogo.
No final da partida, Bruno Lage afirmou: “Temos equipa para o presente e para o futuro.” E, de facto, o resultado aquém das expectativas não desmente os sinais positivos dados por alguns dos jogadores menos utilizados desde o início da temporada. Zlobin fez a sua estreia absoluta, Jardel actuou pela primeira vez na época, Gedson, que regressara em Moreira de Cónegos após ausência prolongada por lesão, jogou os 90 minutos, Gabriel voltou também após lesão, Caio Lucas entrou no onze inicial pela primeira vez, Jota e o ainda júnior Tomás Tavares foram titulares pela segunda vez, Samaris e Nuno Tavares regressaram ao onze depois de ausentes nalgumas partidas... O jogo serviu, sobretudo, para avaliar a evolução dos jogadores menos utilizados e para lhes dar ritmo competitivo, tendo em conta que, devido à exigência do calendário, todos serão necessários.
Saliente-se ainda a inclusão de seis jogadores formados no Seixal no onze inicial: Zlobin; Tomás Tavares; Rúben Dias; Nuno Tavares; Jota; Gedson. E ainda a baixa média de idades da equipa, a rondar os 22 anos. O presente, assim como o futuro, mesmo com um ou outro percalço pelo caminho, estão garantidos.
Agora o foco está direccionado para o próximo jogo, a contar para o campeonato, frente ao V. Setúbal. Ser campeão nacional é o principal objectivo da nossa equipa e, por isso, é fundamental conquistar três pontos em cada jornada. Será já no sábado, às 19 horas, na Luz. E só depois (quarta-feira) chegará a vez do Zenit, em São Petersburgo, na segunda jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

P.S.: Hoje à noite, às 21 horas, a nossa equipa de basquetebol disputará a primeira mão da eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. O jogo será na Luz ante o Mornar, um dos clubes mais cotados do Montenegro, campeão em 2017/18. Esperam-se muitas dificuldades e o forte apoio à nossa equipa poderá fazer a diferença. Não falte!"

Mudanças no emblema

"Quando em 1908 o Sport Lisboa se uniu ao Grupo Sport Benfica, o emblema criado resultou de uma fusão de ambos os emblemas. Desde então o emblema do Benfica sofreu três actualizações.
A primeira foi em 1930 onde o emblema ganhou cor. Antes só tinha o vermelho em metade do brasão. Nessa altura a águia, a roda de bicicleta, a bola de futebol, a fita onde estão as letras “S.L.B:” e as divisas “E Pluribus Unum” deixaram de estar a preto e branco, e passaram a estar com as cores que conhecemos hoje.
A segunda actualização foi em 1999. Só houve uma mudança estrutural no emblema nesse ano. A águia deixou de estar a agarrar as divisas “E Pluribus Unum” para estar a agarrar a roda de bicicleta. Tirando isso, todo o emblema levou uma actualização, com cores mais vivas e a águia ligeiramente maior.
A última actualização foi em 2008, quando se acrescentaram três estrelas ao logo. Uma por cada dez campeonatos vencidos. Para mim esta foi a pior actualização. Ao ter as três estrelas, o emblema do Benfica ganha alguma altura e isso faz com que o emblema em si (sem as três estrelas) fique mais pequeno. Isto foi visível, por exemplo, no lançamento da International Champions Cup. No background estava uma parede com todos os emblemas. Ora, cada emblema tem que estar do mesmo tamanho. O do Benfica se contarmos com as estrelas, estava do mesmo tamanho que os outros todos. Mas para as estrelas são secundárias, como tal o nosso emblema parecia mais pequeno que os outros. 
Em 2010-2011 e em 2011-2012 houve um emblema para celebrar os 50 anos da vitória na Taça dos Campeões Europeus.
Luís Filipe Vieira na sua última entrevista à TVI anunciou ao público algo que já tinha sido falado durante o verão: o Benfica está a estudar uma mudança de emblema. A boa notícia é que também anunciou que qualquer mudança só irá acontecer com a aprovação dos sócios.
As motivações da mudança do emblema parecem estar ligadas com marketing. Nesta altura ainda ninguém sabe se as mudanças vão ser radicais (p.e. Juventus) ou mais estéticas (p.e.) Atlético de Madrid. Até sabermos ao certo o nível de mudanças que irá haver não há muito que se possa discutir. 
Eu não sou daquelas pessoas saudosistas que não gosta de mudanças. Mas a mudar alguma coisa que seja para melhor. Um emblema deve contar uma história. O nosso conta uma. O emblema até 1999 contava uma melhor. A águia estava a segurar as divisas para as elevar mais alto. E isso perdeu-se em 1999. Não foi uma boa mudança. Tal como não foi a de 2008. Por isso é esperar para ver o que vem daí. Estou céptico, mas ainda assim com alguma expectativa. Nos últimos anos tem existido algumas mudanças em logos de clubes internacionais. O logo da Juventus hoje é completamente atroz. Não conta história nenhuma. Não há nenhuma relação com o passado. Já os logos do Manchester City e do Chelsea, foram um regresso a emblemas do passado depois de más invenções nos anos 80-90.
É esperar para ver."

Sou teu amigo, sim



"Quando a vida corre mal e tu ficas só e sentimental, sou alguém que gosta e é leal, e tu tens um amigo aqui.
Tens sarilhos, mas quem não tem? Pois não há nada que eu faça só por ti e ficamos juntos até ao fim. Tu tens um amigo aqui.
Não sou mais forte, nem sou mais inteligente que tu e quando estás aqui, não sei, mas (sei que) mais ninguém é mais amigo que eu e tu. Só nós os dois, pá!
O tempo vai passar e, sem nos modificar, a amizade não vai ter fim.
Sou teu amigo, sim."

Com vontade (de) grande

"O V. Guimarães foi ao Estádio da Luz jogar como grande frente ao Benfica, num o jogo acabou sem golos. Mas golos foi mesmo a única coisa que faltou, porque oportunidades e futebol decente também podem acontecer em noites de quarta-feira da Taça da Liga

algumas variáveis que, juntas, dificilmente dão bom resultado. Conseguem pensar em algo de bom quando se junta Taça da Liga + quarta-feira + nulo? Bem me parecia. Mas a graça das ciências não exactas é que até as variáveis desfavoráveis podem redundar em algo decente. Como o Benfica - V. Guimarães desta ainda não totalmente fria noite de quarta-feira e Taça da Liga, que acabou sem golos, mas com uns interessantes 90 minutos de futebol, muito culpa de uma equipa não grande, mas com atitude de grande.
Porque este Vitória de Guimarães de Ivo Vieira pode até não ter arrancado a época com os melhores resultados, mas os resultados só não aparecem quando não há uma ideia. A este Vitória não faltam ideias e qualidade. E esta noite também não faltou a vontade de ser igual, de não abdicar de um conceito bem próprio e foi por isso que os primeiros minutos de jogo na Luz foram apenas e somente dos visitantes.
Com as duas equipas com muitas alterações, em onzes onde conviveram indiscutíveis e jogadores à procura de minutos, o primeiro perigo foi mesmo de um desses tais indiscutíveis: aos 6’, e após uma jogada de insistência do Vitória, a pressionar o Benfica com bola, o brasileiro Davidson flectiu bem para o centro e rematou forte, mas um pouco por cima. Três minutos depois seria Rochinha a falhar por pouco, depois de receber de forma exemplar um passe de Sacko.
Perigo do Benfica só se viu já para lá dos 15’, com Jardel, de cabeça, a responder a um cruzamento tenso de Taarabt. Estávamos então a meio, mais coisa, menos coisa, de um bom arranque de jogo, mais intenso do que o costume para um encontro de Taça da Liga, uma intensidade que, talvez, o Benfica não estivesse à espera - e talvez por isso tenha demorado a equilibrar, a ter mais bola, embora oportunidades a sério, só mesmo do outro lado.
Porque o V. Guimarães só não foi a vencer para o intervalo por uma daquelas contingências futebolistas que convencionámos chamar de azar, exista ele ou não. Porque não acontece todos os dias, na mesma jogada, ver um guarda-redes salvar uma bola na linha de golo e na sequência acontecer ainda uma bola ao poste e outra logo a seguir à barra.
Mas foi o que aconteceu. Já com o relógio a bater nos 45’, Zlobin falhou num cruzamento, mas depois emendou a mão para salvar um remate de Leo Bonatini. Na continuação do lance, Davidson e depois de novo Bonatini tiveram pontaria a mais.
Na 2.ª parte o Benfica entrou mais pressionante mas rapidamente o V. Guimarães equilibrou, com o seu jogo de grande, sem medo dos grandes, a querer ser como os grandes, um equilíbrio acentuado com a entrada de Lucas Evangelista e ameaçado apenas quando Gabriel e Rafa saltaram do banco para o relvado.
Ainda assim, como equipa adulta que neste momento é, o V. Guimarães soube onde anular o Benfica: raramente deixou os encarnados ter espaço ao meio, obrigando a muitos erros que posteriormente deram lugar a longas bolas lá para a frente, coisa anteriormente raramente vista entre os jogadores de Bruno Lage.
Mais para o final, surgiram então algumas oportunidades para o Benfica, por Seferovic aos 80’ e Rafa aos 85’, mas a justiça deste jogo havia de se escrever, e bem, com um empate.
Faltaram só os golos, porque houve muitas e boas oportunidades para os dois lados, golos que dariam um pouco de mais cor a um jogo que, apesar de todas as variáveis, saiu melhor do que a encomenda."

Benfica After 90 - pós-Guimarães...

Benfiquismo (MCCCIV)

Pelos Brasis...!!!

Lanças... #322 - Actualidades...

Vermelhão: Empate...

Benfica 0 - 0 Guimarães


O jogo não foi brilhante (longe disso), mas muito sinceramente estava à espera de 'pior'!!! Explico: muitas alterações no Benfica, somente 3 titulares dos últimos jogos (Dias, Adel e o Sefe), e um adversário muito 'rodado': o Vitória começou a época mais cedo devido às pré-qualificações da Liga Europa, o treinador tem feito uma rotação muito interessante, sendo em várias posições é difícil identificar os verdadeiros titulares... e por exemplo, no Dragay, mesmo a jogar com 10, mais de 90 minutos (com os descontos), esteve perto de 'roubar' pontos aos Corruptos!!!

Entrámos mal no jogo, nos primeiros quinze minutos quase não tivemos bola, o Vitória aproximou-se com algum perigo... mas a partir do meio da 1.ª parte, conseguimos ter mais 'bola', criámos algumas jogadas de algum perigo (o Jardel ganhou quase sempre a bola, no ar, nas bolas paradas, ofensivas, mas nunca acertou na baliza!!!), mas mesmo antes do intervalo, após uma descoordenação entre o Zlobin e o Jardel, o Vitória 'acerta' três vezes nos 'ferros', na mesma jogada (se fosse golo, teria sido 1 golo, e não 3, já que a jogada foi a 'mesma'!!!)

No 2.º tempo, voltámos a entrar mal... e quando o Lucas Evangelista entrou, o Vitoria voltou a ser perigoso (em contra-ataque...). Com as entradas do Rafa e depois do Gabriel, ficámos finalmente com o domínio do jogo, e na parte final acabámos podíamos ter marcada em várias ocasiões... Mas até nas carambolas na área do adversário, as bolas nunca 'caíram' para os nossos avançados!!!

Entre as várias 'irritações' que esta equipa tem provocado aos adeptos, os passes errados sem pressão, são os mais inexplicáveis!!! Não podemos falhar tanto passe, quando o jogador que efectua o passe não tem pressão, e decide 'arriscar' um passe vertical, quando tem melhores opções, com passes de 'baixo' risco!!!

Defendi e continuo a defender o facto da dupla Seferovic /R.d.T não 'funcionar'. E como consequência defendi a entrada do Jota. Infelizmente o puto não está a 'agarrar' o lugar. Sendo assim os problemas nos jogo interior, entre-linhas, dos nossos avançados, continuam bem vincados!

A melhor 'notícia' do final de tarde, foi mesmo o regresso do Gabriel!!! Jogámos muitos minutos com o Gabriel e o Taarabt, e a dupla jogou muito bem!!! Li e ouvi algumas 'preocupações', sobre o regresso do Gabriel e a potencial saída do Taarabt do onze! Como se viu hoje, podem jogar juntos... Posso mesmo apostar, que nos jogos da Luz, contra adversários de 'autocarro', vamos usar muitas vezes, esta dupla!!! Será uma 'complicação' ter que 'marcar' estes dois jogadores em simultâneo... com as devidas distâncias, uma dupla tipo Modric/Kroos!!!

O Samaris demonstrou hoje as razões das não-convocatórias! O Jota tem que ser mais objectivo... O Caio não está a 'ganhar' os minutos que tem tido!!!

90 minutos importantes para o Jardel e o Gedson. Ambos precisam de ritmo. Em relação ao Taarabt, pensava que iria ser substituído, mas agora com o Gabriel de volta, podemos ter uma gestão diferente: não me admirava que com o Setúbal o Adel ficasse no banco, para estar mais 'fresco' na Rússia! O Zlobin fez a estreia em jogos oficiais, e tirando o tal lance onde se atrapalhou com o Jardel, esteve bem, com tranquilidade...

Em relação aos 'manos' Tavares, no geral estiveram bem. Os problemas defensivos do Benfica neste jogo, não foram por culpa deles. Podiam ter decidido melhor em algumas situações, mas tiveram mais acções positivas do que negativas... Se o Nuno já é mais 'conhecido', o Tomás, hoje, mostrou que ofensivamente também pode desequilibrar, não tem a velocidade do Nuno, mas tecnicamente tem muito mais potencial...

Duas nomeações nojentas que merecem destaque:
- Rui Costa: depois do que se passou em Portimão, com os Corruptos, nomear este corrupto para este jogo, é verdadeiramente nojento! O jogo até não teve 'grandes' Casos, mas mesmo assim, nas faltas a meio-campo, e no critério disciplinar, inclinou sempre o campo...
- A PorkosTV, que raramente tem um jogo na Luz, 'nomeia' o Lagartão Rui Pedro Rocha, para narrar a partida!!!

O nosso futuro na Taça da Liga fica em aberto, muito provavelmente vai depender dos 'golos' nos dois jogos que restam. Sendo que o Guimarães tem alguma vantagem já que vai jogar em casa com o Covilhã... No outro jogo, Benfica e Vitória, têm que ir jogar a Setúbal!

Sábado, temos jogo para a Liga, com um Setúbal, que praticamente não sofre golos!!! Mas também só marcou um!!! Deveremos regressar à equipa 'normal', a minha dúvida será a utilização do Gabriel. Com o Adel a fazer os 90 minutos hoje, é muito provável jogar o luso-brasileiro... sendo que até podem jogar os dois, porque o Setúbal será muito provavelmente a equipa mais defensiva da Liga!!!

Remontada...!!!

Hertha 1 - 2 Benfica


Estivemos a perder, de penalty, aos 57 minutos. O Pedro Henrique empatou, também de penalty, e já nos descontos o Csoboth deu-nos a vitória...!!!
A equipa B não tem jogos nos próximos dias, portanto deu para utilizar praticamente todos os nossos principais jovens da formação, algo que em épocas anteriores, não aconteceu... devido às dificuldades de calendário, jogámos muitas vezes com muitos Juniores!

Agora, temos que esperar pelos jogos com o Blackburn e o Newcastle.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Lei de Coates

"1. Inacreditável o penálti não assinalado de Uribe sobre o ensanguentado Fábio Cardoso. Das duas uma: ou o VAR Rui Oliveira é fã de Tarantino ou estava ajogar God of War na PlayStation. É o incompetente do mês. Talvez do ano até.
2. O Sporting tem duas vitórias nos últimos 17 jogos (oficiais e particulares) e sofre golos há 18. Não foi Varandas quem criou o fosso, mas também não precisa de aumentar tão depressa. E Bruno Fernandes não anda com a equipa às costas, mas sim com o clube.
3. Entretanto a lei de Murphy passa a chamar-se lei de Coates. É justo.
4. 22,2: média de idades dos 13 jogadores de campo do Famalicão em Alvalade (GR Defendi tem 35): dez sub-22 (dois com 19) + Lion (30) + Fábio Martins (26) + Lameiras (24). Notável.
5. Há uns tempos foi notícia o facto de uma criança portuguesa de 8 anos ter feito 70 cálculos em 3 minutos e 20 segundos num campeonato de aritmética. Pode dar uma ajuda a Rui Gomes da Silva nas contas de João Félix.
6. Mais tarde ou mais cedo RDT vai embarcar numa alucinante viagem pelo mundo dos golos. A agência Thomas Cook está a tratar de tudo. Caso contrário vai para o Wolves por 30 milhões.
7. Já se previa que sem Jonas e João Félix o Benfica ia passar da classe executiva para a económica, mais ninguém estava à espera do low cost.
8. Bruno Lage diz que na Champions a equipa não fez uma exibição que envergonhasse os benfiquistas. Pois, mas eles querem é uma exibição que os orgulhe.
9. Bernardo Silva foi acusado de racismo por brincar com o amigo Mendy. Está tudo louco?! Qualquer dia um tipo é racista por ouvir Artic Monkeys.
10. Dizem os estudos que quinta-feira é o melhor dia para fazer sexo. Em Portugal, com quatro equipas na Liga Europa, vai depender muito dos resultados.
11. Messi eleito o melhor do mundo é uma piada de mau gosto e o descrédito total da distinção. Até pedia ao VAR Rui Oliveira para rever a jogada, mas ainda dava o prémio ao Uribe."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

A expansão do Estádio

"A venda de bilhetes média do Benfica no ano passado foi de 57.332 pessoas. As vendas de RedPasses andam a bater records anualmente. As receitas de bilhética subiram 3.3M€ no último ano. Representam agora 24M€. Para se ter noção da enormidade deste valor, o FC Porto quando foi Campeão em 2017/18 fez 8.7M€ com a venda de bilhetes e de DragonSeats. Já o Sporting nesta época (18/19) fez 14.8M€.
O Estádio é neste momento uma das maiores vantagens do Benfica em relação aos adversários. É o maior Estádio do país e está entre os 25 maiores da Europa. Anualmente conseguimos encaixar mais cerca de 10-15M€ em relação ao nosso maior rival. No entanto a capacidade está a chegar ao limite. Com as vendas dos RedPasses a disparar todos os anos - este ano chegámos aos 45 mil vendidos - e o aumento do número de camarotes, estamos a aproximar-nos de um ponto onde a lotação do Estádio da Luz está esgotada para todos os jogos. Para resolver este problema, o clube já há algum tempo começou a criar soluções.
Primeiro começou por facilitar o empréstimo de RedPasses. Eu tinha o meu RedPass e podia emprestá-lo a quem eu quisesse. Inicialmente emprestando o cartão que sempre foi transmissível. Depois através de meia dúzia de cliques no meu telemóvel. Entretanto no final do ano passado, o clube criou mesmo um mercado secundário com os lugares dos RedPasses. Ou seja, se eu não fosse ao Estádio, podia dizer ao clube que podia vender o meu bilhete, ficando eu com metade do valor encaixado pelo clube no saldo da minha conta Benfica.
Todas estas soluções de logística estão criadas e em funcionamento. Não há mais por um melhorar nesse campo. Mas a médio-longo prazo, não serão suficientes. O próximo passo é expandir o Estádio. Há três maneiras.
1. Converter lugares sentados em lugares em pé. Algo que acontece, por exemplo, na Die Gelbe Wand do Signal Iduna Park. Isto pedido pelas claques há algum tempo e iria permitir quase que duplicar a assistência em cada sector/bancada. Basta pensar que a bancada onde costumam estar os No Name Boys, está constantemente esgotada, ainda assim, o lado esquerdo (do ponto de vista de quem está virado para o campo) está sempre praticamente vazio. Outro exemplo aconteceu no antigo Estádio da Luz. O Estádio inicialmente tinha uma capacidade de 120.000 lugares. Após a colocação de assentos individuais passou para 78.000
2. Utilizar os espaços que não estão a ser utilizados neste momento. Segundo a entrevista de Domingos Soares de Oliveira ainda há alguns espaços com vista para o campo que são escritórios e que podem ser convertidos em camarotes. Não sei até que ponto é que uma das portas para o relvado (há duas) podia ser fechada e convertida em bancada.
3. Expandir o Estádio. Seria basicamente a criação de uma quarto anel ou a expansão do terceiro. É a maneira mais complexa. Poderia envolver ter que trabalhar na estrutura do Estádio para aguentar mais peso. Não me parece que fosse a solução prioritária.
Em 1987 tivemos 135.000 pessoas a assistir ao Benfica - FC Porto. Os tempos mudaram. Agora há lugares sentados. O preço dos bilhetes também é outro. Mas aos poucos o nível da assistência vai subindo e a tendência é que assim continue. Talvez dentro de 10 anos estejamos a começar a falar de um novo Estádio. Talvez noutra localização que não o centro de Lisboa. No Seixal ou em Oeiras? Só o tempo dirá."

Entrevista...

"A entrevista de LFV foi um bom momento de comunicação. Um ensaio para esvaziar um pouco a pressão que tem sido exercida sobre Bruno Lage e a equipa desde o início da época. Quem acompanha diariamente o Benfica, terá constatado que não surgiram muitas novidades, com excepção da "quase garantia" de aumento da lotação do estádio da Luz e do compromisso de não alterar o nosso emblema sem a decisão dos sócios. Um ou outro caso mediático foi esclarecido (Perin, por exemplo). LFV num tom muito tranquilo e coloquial disse o que quis e o entrevistador foi discorrendo o seu plano amigável. E é aqui que quero fincar o meu ponto. Dispondo de uma "eternidade" para obter informação sobre um dos mais influentes dirigentes da história do desporto, a entrevista foi confrangedora na sua essência. Por culpa da linha editorial e do entrevistador. As difíceis relações do Benfica com a Liga de Clubes e a FPF, a organização do futebol português (a partir do G15 e da aliança anti-Benfica dos rivais), o desequilíbrio geográfico da competição em Portugal, as relações dos clubes com o Estado e a deficiente prestação deste ao nível legislativo e operativo (combate à violência, doping, arbitragem e justiça), a questão das claques, o financiamento dos clubes no futebol europeu, a competitividade das equipas portuguesas neste contexto, o modelo futuro da Champions, o futebol feminino e o seu impacto no médio prazo, as transmissões televisivas no pós 2026/27, o Benfica na comunidade lusófona e no mundo. Essencialmente, foi uma visita ao repositório de títulos de imprensa que alimentam paupérrimos e sanguíneos debates televisivos. Uma cedência ao estilo hegemónico. LFV teria muito mais para dar, assim quisesse e fosse estimulado a isso. Mas fiquei com a ideia que o objectivo era "sacar" um punhado de frases para alimentar os comentários do dia. Em suma, a presença de LFV foi uma gestão de conteúdos da TVI. Não tenho quaisquer dúvidas que o momento na BTV seria muito mais profícuo e motivador para todos os benfiquistas. Já passou e hoje a bola já rola. Ou seja, o efeito mediático consome-se em 24 horas e, como disse Vieira, já trabalho a fazer."

Tribuna de Honra - 6.ª jornada...

As Águias #44 - pós-Moreirense...

Bernardo Silva, extremo-direito

"Será o médio ofensivo ofensivo?

O jogador português do Manchester City Bernardo Silva está debaixo de fogo. Fez uma coisa muito estúpida, muito reprovável, algo que alguém com a sua responsabilidade deveria abster-se de fazer: abriu o Twitter. Abriu o Twitter e publicou um meme em que utilizava uma fotografia do seu amigo de longa data, Benjamin Mendy, comparando-a ao logótipo da marca de chocolates Conguitos. A situação evoluiu de forma já habitual: comentários enfurecidos, Bernardo apagou o post, a Federação Inglesa abriu um inquérito. Ou seja, segunda-feira.
Bernardo Silva não me parece ser aquilo que vemos como o clássico racista. Temos a certeza que é um bom extremo-direito, não me parece que seja de extrema-direita. Brincou com um amigo. Não censuro que se considere que a brincadeira foi insensível. Ainda bem que todas as brincadeiras de amigos entre as pessoas que agora o querem perseguir foram marcadas pelo decoro, pela sensibilidade, pela susceptibilidade, pela diplomacia, pelo protocolo – como é hábito.
Sugiro que se forje uma lei da Amizade. Vamos limitar as brincadeiras que podemos fazer com os amigos. Temos de castigar severamente este discurso de ódio entre pessoas que se adoram. Aliás, os amigos não têm boca. Não têm voz. Um dos grandes problemas do mundo actual são as brincadeiras mais ou menos sensíveis entre jovens amigos milionários.
Não estou aqui a dizer que aquela comparação não possa ser racista. Se um líder político sugerisse no Twitter que “temos de recuperar os bairros sociais aos Conguitos”, seria de facto uma utilização bastante racista da marca de chocolates. Contudo, a única situação em que o extremo-direito Bernardo Silva poderia oprimir o lateral-esquerdo Benjamin Mendy era se jogassem em equipas diferentes e Bernardo fizesse uma exibição como a do passado sábado.
A ideia com que Bernardo ficará é que terá de escolher melhor as amizades. A amizade genuína traz-lhe problemas. Talvez tenha de começar a procurar amizades mais falsas, para não incomodar o Twitter. Em vez de nutrir uma amizade autêntica com um lateral-esquerdo com raízes familiares na Costa do Marfim, talvez devesse, antes, criar uma relação de interesses com um médio-ofensivo belga nascido em Gent. Porquê? Porque a Federação Inglesa não abriria uma investigação se Bernardo tivesse publicado uma fotografia onde comparava Kevin de Bruyne com o miúdo do Kinder. Bernardo distribui chocolate em campo, mas claramente só pode fazer humor com algumas marcas."

Quando os “vintes” não chegam (ou a importância das competências de vida no acesso à Universidade)

"Setembro, tradicionalmente, inicia-se com os “blues” (uma emocionalidade mais “cinzenta”) de quem termina as férias e se prepara para a “nova época desportiva” – em boa verdade, não são só os clubes que se organizam em “épocas”, também assim se gere o funcionamento dos agregados familiares do nosso país, quando se avizinha um novo ano lectivo.
A esta emocionalidade “cinzenta” de final de férias e verão, junta-se também a sensação de “esvaziamento do ninho” à medida que milhares de jovens se preparam para sair de casa, naquela que é uma (clara) ilusão de entrada na vida adulta.
Assiste-se a uma verdadeira migração interna, chegando às grandes cidades largos milhares de novos estudantes, provenientes de realidades bem distintas da vida nas grandes cidades.
Só em Lisboa, prevê-se a chegada de mais de 40.000 jovens.
Quarenta mil.
Quarenta mil projectos de inicio de “grande aventura” (e uma enorme sensação de deslumbramento interno).. e quarenta mil agregados familiares que irão ter que se adaptar à alteração do sistema familiar, às saudades e à ansiedade que advém de uma clara percepção de perda de controlo sobre as escolhas dos seus educandos (com uma acrescida – as vezes, amplificada – percepção de risco associada a esta “nova vida”).
Nesta fase do ano também, saltam para as parangonas dos jornais o “top” dos alunos que entraram na Universidade - de repente, parece que temos uma nova série de “popstars” que entram na sociedade portuguesa.. os “Vintes de Portugal”.
E, nesta fase, percebemos novamente... que nada percebemos.

Quando a Competência Cognitiva Não Prediz Sucesso
Muito são os anos que já passaram desde os primeiros estudos que procuraram predizer o Sucesso. 
Desde sempre, a disciplina científica da Psicologia dirigiu estudos de longa duração (alguns deles com os alunos melhor classificados na famosíssima Universidade de Harvard), onde a vida dos recém-licenciados foi acompanhada durante um longo período de vida (cerca de 10 anos), no sentido de serem apurados os denominadores comuns do Sucesso.
Estes estudos começaram, desde logo, a levantar algumas inquietações, no que respeita aos resultados encontrados:
De facto, as competências cognitivas não apareciam associadas ao sucesso de forma directa, apenas quando, em paralelo, os sujeitos evidenciavam outro tipo de competências que, hoje em dia, designamos por Soft Skills.
A importância da nossa capacidade em gerir as nossas emoções e ativar um sem número de outras competências de vida, para quem anda no terreno há mais de vinte anos é, desde sempre muito óbvia e, em boa verdade, tal como já defendi em artigo anterior, a sua designação, por estas mesmas razões deveria ser rapidamente mudada para Critical Skills.

Critical Skills e Performance Académica
Inúmeros são os casos de miúdos que, tendo um percurso extraordinariamente bem sucedido, por razões várias (que agora não cabe aprofundar), acabam por, de uma forma igualmente extraordinária, e contra as expectativas de todos (do próprio e de quem os rodeia), fracassar redondamente nos primeiros anos de faculdade, entrando muitas vezes num penoso arrastamento (às vezes, de anos por incapacidade em pedir ajuda) que termina, invariavelmente, nos consultórios da psicologia.
Em boa verdade, perfeitamente expectável para quem tem um olhar mais atento sobre a necessidade imperiosa, que permanece sem resposta, de introduzir disciplinas que Treinem este tipo de Competências de Vida nos curriculum’s do ensino secundário ou dos primeiros anos de faculdade.
O deslumbramento de uma nova etapa de vida, a fantasia da autonomia, as (cada vez maiores) dificuldades em estabelecer relações interpessoais de qualidade (ao “vivo e a cores” – não através de um qualquer ecrã), a (in)capacidade de adaptação a uma nova cidade e a um novo estilo de vida, as expectativas (muitas vezes) irreais de manter os níveis de performance prévios desde o primeiro momento avaliativo, a dificuldade em pedir ajuda por não querer “preocupar”, a (in)capacidade de organização e planeamento num novo sistema educativo onde, pela primeira vez, é preciso ativar a competência da “escolha”, a (in)capacidade de dizer “não”...
Tantas, tantas variáveis (factores de stress – por vezes, “mascarados” ou vividos como desafio) que, sem preparação alguma, transformam esta nova etapa de vida numa espécie de jogo de lotaria onde, uns terão “sorte”... e muitos “azar”.

Transfer Desporto-Academia
Creio que, uma vez mais, o Desporto mostra o caminho.
Há já alguns anos que o discurso no desporto de alta competição mudou o seu foco do “Atleta” para a “Pessoa”.
É dizer:
Optimizamos Pessoas que, por acaso, uma das suas áreas de expressão é o Desporto.
Para quando esta mudança na Academia? Para quando a Transformação dos curriculum’s no sentido de os Dirigir para a Pessoa que, por acaso, uma das suas áreas de expressão é a Academia?
Enquanto o ensino de Competências de Vida não for, de facto, valorizado integrando-o na Formação de Base do Cidadão, questões de saúde mental, do “entupimento” de alunos em certos cursos que transformam licenciaturas de 3 em 6 anos e, inclusivamente, de condicionamento das competências psico-emocionais de quem, posteriormente, assumirá o seu papel na sociedade (médicos, gestores, professores, políticos, e tantos outras profissões que impactam directamente em todos nós, dificilmente esta “realidade calada” encontrará solução.
E, uma vez mais, a responsabilidade da sua resolução cairá nas mãos de quem, atempadamente, identifica a lacuna e antecipa aprendizagem – o que, em boa verdade, já muitas famílias fazem.
Fica, assim, por cumprir o papel de quem pode (e deve) contribuir para a implementação de medidas globais - ministério de educação, escolas e professores, entre outros.
Uma vez mais."

Ficar ou abandonar uma modalidade desportiva?

"São várias as interpretações sobre os processos de adesão e de abandono por parte dos agentes sociais relativamente a uma determinada modalidade desportiva. Recorremos aqui a dois conceitos sociológicos, por forma a clarificar esta ideia: “aculturação” e “socialização”. A aculturação define-se pela ruptura das representações que os praticantes (“profanos”, por definição) fazem da modalidade antes da entrada num determinado clube, que lhe impõe as técnicas e as competências culturais específicas, legítimas, de longa data, pela instituição. O clube procura inculcar-lhe uma “cultura”, produzida pela sua história e apresentada como um “rito de passagem”. A socialização designa o processo pelo qual a longa frequência de um clube permite assimilar as maneiras de pensar, de sentir, de falar, de se comportar, dos “habitus” comuns ao conjunto dos seus membros e assegurar uma integração. É a aquisição, por impregnação, de uma subcultura.
Os praticantes aprendem assim a participar nesta subcultura específica, organizada em torno de uma actividade particular. Os praticantes tecnicamente experimentados e longamente “socializados” representam para os iniciados os modelos e as referências. Os prestígios sociais que eles adquiriram, no seio do clube, pelo seu nível técnico, e o capital de prestígio de que eles podem ter fora do clube (na sociedade) têm um papel capital nesta socialização. Ela opera uma interacção permanente entre iniciados e não iniciados no seio do clube e se traduz, nomeadamente, pelo vocabulário utilizado (e adquirido) no decurso das interacções com os outros praticantes.
Este vocabulário nota-se imediatamente quando se procede a entrevistas com os praticantes da mesma modalidade. A linguagem específica assegura a transmissão das “técnicas do corpo” (Mauss, 1950) e a “incorporação de um programa de aquisição de um saber tradicional e legítimo”. Os praticantes constroem uma identidade. Com base nestes dois conceitos, é importante saber quais são os “profanos” que suportam os constrangimentos da modalidade desportiva e os que conseguem ultrapassá-los e ficar. É na fase de permanência (estabilidade) na modalidade desportiva (dita de “socialização”) que é possível detectar as estratégias pessoais, as esperanças, as referências, os modelos e as técnicas dos agentes sociais. Nos adultos deve ser congruente a ideia de proveito social que eles esperam retirar da prática desportiva. Em caso contrário, espera-se uma certa “volatilidade” (os designados “zappeurs”)."

Futuro definido

"O Presidente Luís Filipe Vieira concedeu, ontem, à TVI, uma entrevista esclarecedora sobre o actual momento do Clube e em que foi, também, perspectivado o futuro, sobressaindo a serenidade, a estabilidade que se vive, o orgulho pelo trabalho realizado e o optimismo em relação ao futuro. Foram muitos os temas abordados e as questões colocadas e nenhuma ficou sem resposta. Os primeiros minutos foram dedicados à excelente situação financeira do Clube e SAD. O crescimento do activo, a descida do passivo, a recuperação total dos capitais próprios, a situação de tesouraria desafogada, a quase eliminação integral do endividamento bancário (com destaque para o impressionante número de nos últimos quatro anos se ter pago 250 milhões de euros à banca), a redução da dívida relativa a empréstimos obrigacionistas, o património todo pago, as receitas recorde da SAD e Clube... Factos que falam por si e validam a estratégia implementada ao longo dos anos. 
Luís Filipe Vieira, de seguida, recuou à sua chegada ao Benfica recordando que “nada era nosso, nem a marca”. E, por isso, mesmo passados quase vinte anos, o maior título conquistado nestas duas décadas tratou-se, para o Presidente, da recuperação da credibilidade do Clube.
Assim, o “sonho” de Luís Filipe Vieira, que revelou tencionar candidatar-se nas próximas eleições, passa pela melhoria contínua da situação financeira do Clube. A devolução do Benfica aos benfiquistas, conforme promessa reiterada ao longo dos anos, está cumprida. O património pertence integralmente ao Clube e os capitais próprios da SAD estão recuperados. E passa também por deixar o Benfica sem dívidas e por persistir na modernização e dotação de melhores infraestruturas que potenciem o sucesso desportivo. A ampliação do Benfica Futebol Campus, o hotel e o colégio foram os exemplos referidos.
Mas as finanças e as infraestruturas não são fins em si mesmos, sendo apenas instrumentos ao serviço da causa desportiva. O objectivo primordial passa, portanto, por continuar a acrescentar muitos títulos ao vasto palmarés benfiquista, dominando a nível nacional e melhorando paulatinamente a nível internacional, mas “com os pés bem assentes no chão”. O Benfica não deve arriscar tudo o que conseguiu nas últimas décadas, investindo sem acautelar o futuro.
O caminho está traçado, o talento existe, há já muitos jogadores com ADN Benfica no plantel principal e mais hão de chegar, nunca se deixando de prestar atenção ao mercado (nas posições em que o Seixal não der resposta) e será desta forma que teremos uma equipa para lutar por disputar uma final europeia e vencê-la.
Foram também feitas várias perguntas relativas às questões jurídicas. Sobre o caso E-Toupeira, o presidente manifestou-se tranquilo pois o Benfica foi, conforme esperado, ilibado, nem sequer chegando a ir a julgamento. Sobre outros “casos”, acredita que a justiça funcionará, reforçando que o Benfica ganhou dentro do campo, qualificando de miserável o comportamento de adversários neste domínio e avisando que, se continuarem assim, o Benfica será ainda mais forte.
Falou-se muito de jogadores, de renovações, do crescimento da massa salarial (renovações, prémios de desempenho, política de retenção de talento), do fim da carreira de Jonas e da solidez da relação com Bruno Lage, que se deseja e acredita que será longa e continuará a ser frutífera.
Os caminhos para o futuro do Benfica, tão glorioso como no presente e no passado, estão traçados. Será com muito empenho e dedicação que serão percorridos. Por um Benfica cada vez maior e melhor. #PeloBenfica."