Últimas indefectivações

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Como se fosse o eco de um poema

"Os jogos entre Benfica e Sporting voltaram a estar na moda. Talvez por razões menores que o tempo reduzirá à sua verdadeira dimensão. E se alguém julga que estes são dias conturbados, regressemos aos primórdios para comprar realidades incomparáveis.
Os jogos entre Benfica e Sporting parecem estar de novo na moda.
Moda por moda, deixemos as modinhas mal ajeitadas dos bate-bocas de mau gosto e vamos dar uma volta a tempos que lá vão. E como vão...
O livro de Júlio Araújo, «Meio-século de Futebol (1888-1938)», é um grande repositório da realidade da primeira  década do Século XX. Também nos socorremos dele para ir tentando ficar com uma ideia clara de génese desta rivalidade que marcou até nos dias de hoje a vida do País. Nada como ir beber água fresca da mais pura das fontes.
Orgulhoso das suas instalações e da sua sede, com lugar num edifício que era propriedade da sua família, ali ao Lumiar, José Holtreman Roquete sonhava agora com um grande team de Futebol. O descontentamento dos jogadores da primeira categoria do Sport Lisboa entreabria-lhe uma porta que não tardou em abrir às escâncaras. De uma assentada, traz para o Sporting oito deles: José da Cruz Viegas, Emílio de Carvalho, Albano dos Santos, António Couto, António Rosa Rodrigues, Cândido Rosa Rodrigues, Daniel Queirós dso Santos e Henrique Costa.
Um autêntico terramoto! Deixem lá estas brincadeiras de Jesus para lá e de Jesus para cá. Isto sim: foi tremendo! Tonitruante!!!
Parecia o fim da linha para o Sport Lisboa, até porque a sangria não ficava por aqui. Manuel Mora, o guarda-redes, partiu para a Argentina (um destes dias trataremos aqui a história interessante desta figura, se tudo se encaminhar para tal); Fortunato Levy para Cabo Verde; outros optaram por seguir a sua carreira no Ginásio Clube Português, no Grupo Sport Benfica, no Cruz Quebrada, no Académico de Lisboa, no Nacional, etc.
Deserção? Dessedência? Traição?
Quem souber que responda. Mas com franqueza!
A voz de Marcolino Bragança
Ao longo dos anos, este episódio da vida dos dois clubes foi visto por diversos prismas. Um deles, o mais curioso, assumido por Cândido Rosa Rodrigues, declarando que não se poderia falar em dissidência ou de traição até porque não existia rivalidade entre Sport Lisboa e Sporting, e apenas entre Sport Lisboa e Internacional, o velho CIF.
Temeu-se, assim pela vida do Sport Lisboa.
Ah! Como diria Mark Twain: «As notícias sobre essa morte foram manifestamente exageradas».
Terminada a época do Futebol, entrava-se na época dos desportos de Verão. Os protagonistas eram os mesmos. Isto é: jogador de Futebol que se prezasse, chegando o calor, dedicava-se a desportos sem botas, fosse ele a Natação, a Vela, o Ciclismo ou o Automobilismo.
E o sol parece ter auxiliado o olvido e cicatrizado feridas.
Era tempo para que se abrissem no azul claro do céu novos horizontes rubros. Vozes se levantaram; peitos encheram-se de esperanças; o mundo estava aí para os que usavam a gadanha da coragem.
Um belo dia, Marcolino Bragança, um dos melhores jogadores das segundas categorias do clube, ainda jovem estudante do 4.º ano do Liceu, lançou a ideia, tão óbvia que parecia pecado ninguém ter feito eco dela até aí:
- Ouçam lá, e por que é que não passamos o segundo team a primeiro?
Era bem visto, sim senhor. Não houve quem se pusesse. Pelo contrário.
Fez-se o apelo geral. Juntou-se a linha dura dos resistentes: pouco menos de 30 rapazes empenhados em continuar com o clube.
Houve até quem regressasse: gente que tinha ido para o Cruz Qubrada, o Sport Benfica, o Académico de Lisboa...
Os do Sporting não voltaram.
Félix Bermudes e Cosme Damião tomam as rédeas do clube que ressurgia. Todos se dispuseram ao pagamento da quota de dois tostões por mês. Félix Bermudes, escritor bem conhecido pelos seus poemas, peças de teatro e operetas - como foi o caso da famosa «O Timpanas», curiosamente grande amigo e tertuliano do bisavô deste que se assina, Acácio de Paiva -, um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Autores à qual presidiu durante 32 anos, num gesto magnânimo, ofereceu cinco mil réis para um boa nova.
Aqui sim, o Benfica, que ainda não era completamente Benfica, começava a ver medrar as suas raízes populares. Bem ao contrário do Sporting.
O tempo passou.
Houve lutas duras, combates violentos, jogos menos amigáveis do que outros e até uma final da Taça de Portugal em que os adeptos do Sporting fizeram parte da falange encarnada que bateu o FC Porto no Estádio Nacional.
Benfica-Sporting ou Sporting-Benfica: leiam como quiserem - é como se fosse o eco de um poema...
De cima para baixo. Da esquerda para a direita. Defesa e guarda-redes: Henrique Teixeira, João Persónio e José Neto; Avançados: Félix Bermudes (capitão), Eduardo Corga, Leopoldo Mocho, António Meireles e Carlos França; Médios: Luís Vieira, Cosme Damião e Marcolino Bragança."

Afonso de Melo, in O Benfica

A bola que transtornou Eusébio

"Dois dias depois do Natal o 'Rei' soube da melhor prenda da sua carreira desportiva

Corria uma fria segunda-feira de Dezembro, dia de descanso para os jogadores do Benfica, e Eusébio saíra para passear com Flora, Coluna e a sua melhor. Na volta de carro para Lisboa, o rádio tocava uma música de dança, tão ao agrado do 'Pantera Negra' que chegara mesmo a dizer que, se não fosse jogador, teria sido dançarino.
A música deu lugar às notícias e era o momento da revelação do vencedor da Bola de Ouro de 1965, do periódico France Football. Três anos antes, Eusébio já quase ganhara este ambicionado prémio, que consagrava o melhor jogador europeu do ano, mas perdera para Masopust (Dukla de Praga). Assim, ouvia com expectativa a voz da locutora, mas '(...) até tinha medo de ter essa esperança para não sofrer uma desilusão', pois 'Julgava que Fachetti (Inter de Milão) seria o jogador escolhido e me caberia de novo o segundo lugar...'. E finalmente foram proferidas as desejadas palavras: 'Eusébio ganhou a votação do «France Football» e é «o melhor futebolista europeu de 1965»'! Eusébio ouviu, riu e chorou. Não conseguia acreditar. Vendo o seu marido tão emocionado ao ponto de largar o volante, Flora ofereceu-se para tomar o seu lugar... apesar de não ter carta! Eusébio riu-se e , já mais calmo, retomou o caminho para Lisboa, mas a sua mente não parava de procurar as razões para a atribuição do título: '- Se calhar, foram os dois golos que meti à Turquia e à Checoslováquia. Não... Foram antes os dois golos de Sófia, ao Levsky...', sem nunca lhe parecerem suficientes.
Longe de se deslumbrar, sentiu o peso da responsabilidade que o título exigia e decidiu: 'Só há uma coisa a fazer: encarar todos os desafios, a partir de agora, como exames à distinção que me foi conferida. Tenho de provar que mereço o título. E isto obrigar-me-á a fazer o melhor possível em todas as condições'. A Bola de Ouro que foi entregue a Eusébio pode ser vista no Museu Benfica - Cosme Damião, na área 24. O 'Pantera Negra' e outras lendas."

Lídia Jorge, in O Benfica

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Eleições da Liga e o fim da centralização

"A lógica divisionista que prevaleceu na eleição de Pedro Proença para a Liga acabou por liquidar as hipóteses da centralização.

O contrato assinado entre o Benfica e a NOS agitou, como não podia deixar de ser, o país desportivo e o país económico. Este último passou a estar ainda mais alerta para a importância do futebol no contexto televisivo, abrindo-se espaço para uma guerra, entre os operadores, pela compra de conteúdos. Vão ganhar com tudo isto os clubes, que passarão a ver os direitos de que são titulares valorizados de forma mais consentânea com a realidade. Mas não se esperem alterações radicais: os clubes mais pequenos poderão esperar valores da ordem dos três milhões de euros por época (melhor que os 1,8/2 milhões actuais) e os outros grandes, FC Porto e Sporting, passarão a ter por objectivo aproximarem-se tanto quanto possível do valor de referência do Benfica (25 milhões pelos jogos e 15 milhões pela distribuição da BTV).
Como não é difícil calcular, a NOS (que tem um presidente portista... ) não fez nenhum favor ao Benfica quando chegou aos 400 milhões por dez anos. Business e nada mais, os valores a que chegaram foram resultado de estudos de mercado e não de qualquer devaneio que, muitas vezes, o voluntarismo de algumas opiniões pode levar a crer. Uma sondagem, elaborada para a NOS, concluiu que o Benfica representa 55 por cento do mercado televisivo em Portugal, um número que está em linha com estudos realizados pelos encarnados aquando do lançamento da BTV (apontava para um valor entre os 55 e os 60 por cento) e até com os valores apurados, há mais de uma década, pela Sporting, Comércio e Serviços (50 a 55 por cento). Será, tenho a certeza, com a frieza dos números e o objectivo do lucro como pano de fundo, que os operadores irão abordar os restantes clubes, nomeadamente FC Porto e Sporting. Parece, pois, ultrapassada em Portugal, a fase da intermediação nos negócios dos direitos televisivos. A decisão do Benfica de entregar à BTV os jogos dos encarnados foi uma pedrada no charco que acabou com o paradigma vigente e abriu a porta a uma maior liberdade negocial. E a centralização? Parece condenada. Para que o caminho fosse esse, era preciso que se verificasse uma união entre os principais clubes que deveria ter tradução na Liga. Não é possível imputar, de boa-fé a culpa deste desenlace a Pedro Proença. Mas será possível culpar a lógica que o fez presidente.


Abertas mais algumas frentes de batalha
«Graças a regulamentos medievais (...), não poderei estar onde gosto, junto da equipa»
Bruno de Carvalho, Presidente do Sporting
Até quando vai o presidente do Sporting aguentar o desgaste de estar em diversas frentes de batalha, em simultâneo? Para já, graças a Jorge Jesus e aos resultados da equipa de futebol, continua a ter oxigénio para se envolver em tanta refrega. Porém, não há almoços grátis e de tanto vento que semeia não deixará de colher as respetivas tempestades. Não é se, é quando...

ÁS
Rui Vitória
O tempo tem mostrado os progressos do Benfica e percebe-se que existe trabalho de qualidade na versão 2015/16 dos bicampeões nacionais. Até onde podem chegar os encarnados? É cedo para responder a essa pergunta. Uma coisa é certa: Rui Vitória está a somar pontos. Precisa é de afinar o discurso...
(...)

ÁS
Marco Silva
Impressionante! Catorze jogos disputados na Liga grega, catorze vitórias e quinze pontos de avanço sobre o segundo classificado, melhor registo de um clube na história do futebol helénico. Na Champions não conseguiu, é certo, por milagre de ficar à frente do Arsenal, mas a vida continua na Liga Europa. Hoje sabe-se se o rival é o Sporting...

Tarde de nevoeiro
Se o D. Sebastião tivesse de regressar a Portugal depois da desventura de Alcácer Quibir, o Estádio da Madeira, na Choupana, seria o local mais provável para essa aparição real. Quantos jogos já foram interrompidos naquele recinto? Já lhes perdi a conta. Daí a pergunta: não haveria na Madeira um local menos inóspito para construir tão relevante infra-estrutura desportiva? É claro que não vale a pena chorar agora sobre a leite derramado, mas não deixa de ser desagradável a instabilidade que o microclima da Choupana provoca no calendário futebolístico.

Terminou a marcha triunfal dos Warriors
As 25.º jogo da temporada os Golden Stade Warriors perderam. Não houve magia de Stephen Curry que lhe valesse e a vitória sorriu aos Milwaukee Bucks, por 108-95, colocando ponto final numa senda sem precedentes na NBA. «Não se pode ganhar sempre» titulava ontem o 'San Francisco Chronicle'."

José Manuel Delgado, in A Bola

São Petersburgo, outra vez!!!

Desde da criação deste blog, é a terceira vez que vamos defrontar o Zenit!!! Desta vez, temos que ser honestos, dentro das possibilidades, o Zenit era claramente o adversário mais apetecível... Até porque considero o Wolfsburgo, uma equipa, colectivamente mais forte.
Dito isto, o Zenit é favorito.
Apesar da época menos boa dos Russos - internamente -, na Europa têm conseguido bons resultados. Têm um plantel muito completo, com três ex-Benfica, que ainda hoje nos fariam muito jeito!!!
Vão existir muitas variáveis nesta eliminatória: o Campeonato Russo vai estar parado, isto facilita na gestão física, principalmente com a gestão das lesões... mas pode prejudicar no ritmo de jogo; metrologia no jogo da Rússia; outra variável importante é o calendário da Liga Portuguesa, vamos jogar com os Corruptos, antes do jogo da 1.ª mão, e temos jogo com o Sporting antes do jogo da 2.ª mão...; vamos ter também a janela de transferências de Janeiro, que pode alterar ambos os planteis...
Prevejo complicações com o calendário interno, já que os Corruptos e os Lagartos também têm os jogos da Liga Europa, e na semana anterior ao jogo da 1.ª mão, vamos ter uma Meia-final da Taça da Liga (provavelmente adiada)!!!

Tenho sido critico da forma como o Benfica tem jogado esta época, mas é notório nas últimas partidas, uma melhoria... com o regresso dos lesionados (Salvio, Semedo... Luisão), com a possível entrada no plantel de alguns jogadores, para posições deficitárias, penso que vamos ter equipa para disputar a eliminatória... Agora, a prioridade em condições normais, é o Campeonato... só num cenário indesejável, onde chegamos a Fevereiro longe do 1.º lugar, pode alterar as prioridades, e neste momento, isso não parece provável.

Uma nota final, para um pormaior: o treinador do Zentir queixou-se de ter ficado com 5 jogadores castigados, no último jogo em Gent, arbitrado pelo artista Jorge Sousa ('grande' exibição na Choupana... ainda hoje, em 15 minutos voltou a fazer das suas!!!), mas isso é mentira. O Zenit não tem nenhum jogador castigado. Ou foi má tradução, ou o rapaz estava bêbado!!! Tem 4 jogadores em risco de não jogarem a 2.ª mão, mas para o jogo da Luz, está tudo disponível...

D. Kiev-Manchester City
SL Benfica-Zenit
PSV-Atlético Madrid
Juventus-Bayern
Arsenal-Barcelona
Paris Saint-Germain-Chelsea
Roma-Real Madrid
Gent-Wolfsburgo

domingo, 13 de dezembro de 2015

Empate

Benfica B 1 - 1 Braga B


Mais dois pontos desperdiçados, num jogo onde demos a bola ao adversário, depois de ficarmos em vantagem nos primeiros segundos com um grande golo do Taarabt!!! Fomos tentando saídas rápidas, mas faltava presença na área (é o que dá, jogar sem ponta-de-lança!!!). Mesmo assim falhámos dois golos na cara do guarda-redes...
Com o Joãozinho a '8', a recuperação de bola fica difícil... mas eu até concordo, em dar ao Joãozinho rotinas de '8'.
Com o Benfica a jogar com as linhas baixas, o Braga raramente conseguiu apanhar a nossa defesa descompensada, mas no início da 2.ª parte, num contra-ataque perigoso nosso... a bola acabou por se 'perder' e na resposta fomos apanhados desposicionados, e o Braga empatou...
Até ao fim, criámos as melhores oportunidades, mas não conseguimos marcar...

Bom-fim de noite !!!

Setúbal 2 - 4 Benfica

Júlio César; Almeida, Lisandro, Jardel, Eliseu; Samaris, Sanches (Fejsa, 78'), Pizzi, Guedes; Jonas (Djuricic, 67'), Mitroglou (Jiménez, 83')

Não sei se foi por causa do gato preto que apareceu no relvado, mas tivemos alguns golos 'esquisitos' neste jogo!!!

Foi uma 1.ª parte muito boa do Benfica. Controlando a bola, atacando com critério, dando pouco espaço, só faltou ser mais eficiente... A 2.ª parte, não foi tão boa, o golo do Setúbal deu esperança aos Sadinos, mas o jogo esteve sempre controlado, aliás a forma como o jogo acabou, com o Benfica a trocar a bola, exemplifica bem a superioridade do Benfica...
O Jardel está num momento menos bom, tal como o Guedes e o Jonas... O Pizzi, o Mitro e o Lisandro estão num excelente momento. O Almeida e o Eliseu defensivamente têm estado bem... O Samaris deu melhor qualidade de passe ao meio-campo, o Renato terá feito o jogo mais discreto, desde que chegou à titularidade...
Destaque para a estreia do Djuricic, um dos grandes mistérios deste plantel do Benfica: um jogador que tem um enorme talento, mas nem sempre a melhor atitude... hoje, entrou muito bem. E com o Jonas aparentemente limitado fisicamente, pode ser uma excelente solução, se ele o quiser... e se alguém apostar nele!!!
Estes jogos pós-Champions são uma armadilha, o tempo de recuperação é pouco, e a descompressão das noites europeias são perigosas, mas esta noite isso não se notou contra o 5.º classificado da Liga... Agora, temos novo jogo na Terça (vamos ver se o nevoeiro não voltará a aparecer!!!), vão ser 3 jogos em 7 dias. O mau momento do União (0-10 nos últimos 2 jogos!!!) pode ser uma ilusão, até porque o treinador hoje já chamou aos jogadores maus profissionais, e estas coisas costumam ter resposta dentro do campo, portanto prevejo um jogo durinho na Terça...!!!
E se esta noite, dentro do campo, as muitas ausências importantes (Luisão, Semedo, Salvio, Gaitán), não se fizeram notar, o facto é que estas ausências impedem uma rotatividade grande quando o calendário fica carregado... O Benfica no Campeonato, não tem margem de erro... até ao Natal, só podemos conquistar todos os pontos, até porque em Janeiro, vamos ter confrontos directos entre nossos principais adversários, e só podemos aproveitar, se estivermos por perto...!!!

sábado, 12 de dezembro de 2015

Marcar mais do que o adversário!!!

Benfica 9 - 6 Bassano

Jogo louco, com golos logo no 1.º minuto... O Bassano defendeu com o 'quadrado' muito perto da baliza, e o Benfica nunca se adaptou à estratégia do adversário, acabámos por permitir demasiados contra-ataques perigosos...
A confiança neste equipa, neste momento, é muito alta, talvez por isso nunca senti o resultado em perigo, mesmo no final quando o Chiquinho levou um Azul!!! Creio que não podemos tirar muitas ilações, porque os nossos principais adversários, não vão defender desta forma contra o Benfica...
Qualificação assegurada - falta segurar o 1.º lugar -, num ano onde o Barça parece fragilizado, temos tudo para repetir o triunfo Europeu!
Espero a recuperação do João Rodrigues para o próximo jogo... com os Corruptos!

PS: Depois da vitória em Itália, as nossas meninas voltaram a vencer na Europa, defendendo da melhor maneira o nosso título Europeu: 12-1- Marlene(6), Maca, Rita Lopes(2), Ana Arsénio, Rute Lopes(2) 

Importante...

Benfica 3 - 1 Sp. Espinho
22-25, 25-11, 25-17, 25-15

O 1.º Set parecia confirmar a recente baixa de forma da equipa, mas os restantes 3 Set's foram um autêntico banho de Volei!!! Sinceramente, não foi só mérito nosso, houve também demérito do Espinho.

Mas pronto, o mais importante era manter a vantagem na classificação... ainda estamos no início da 2.ª volta, mas os jogos com os principais adversários já foram efectuados, portanto não acredito em muitas alterações até ao final da 1.ª Fase... e se assim acontecer, ficamos com a vantagem dos jogos em casa no Play-off final...

Fácil...

Avanca 18 -29 Benfica
(10-18)

Como se esperava, jornada fácil, que a equipa soube não complicar...

A notícia do dia, é mesmo a possível contratação do Pivot Internacional Brasileiro Ales Silva!!! A ser verdade, pode querer dizer que o Vrgoc não convenceu o treinador (por acaso tem melhorado nos últimos jogos!!!)... mas com a presença do Uelington em Lisboa, até acaba por ser natural, esta aparente viragem ao mercado Brasileiro!!!

Difícil...

Guimarães 73 - 79 Benfica
17-8, 16-18, 23-27, 17-26

Terrível início de partida, mas ainda fomos a tempo de recuperar, mesmo sem o Cook...!!! Talvez as facilidades do jogo da semana passada, tivessem iludido os nossos atletas, mas já tem experiência suficiente para saber que estes jogos em Guimarães nunca são fáceis...
O bom aproveitamento nos Triplos foi fundamental, mas continuamos com percentagens baixas nos Lances Livres.

Liberdade para Renato Sanches!

"A temporada não começou bem para o Benfica que perdeu um troféu estimável - a Supertaça - para o Sporting logo no arranque. Depois deixou-se o Benfica atrasar nas contas do campeonato, comprometendo as suas ambições de revalidar um título que, em condições 'normais', seria o mais fácil de conquistar tendo em conta que Lopetegui continua a ser o treinador do Porto e que o Sporting, sem a benesse de poder contratar Jorge Jesus, prosseguiria na sua saga de disparates atrás de disparates sacrificando o 'Marco Silva' seguinte às inenarráveis palhacices do seu presidente.
Isto com o respeito devido à classe artística e socioprofissional dos palhaços que o próprio presidente do Sporting enalteceu esta semana ao protestar pelo castigo que lhe foi aplicado por ter chamado, precisamente, "palhaço" e "palhaço do c..." a um árbitro. Ficou revoltado e repugnado o dirigente em causa por haver gente nos órgãos disciplinares que possa "interpretar como grosseiras" semelhantes expressões. De facto, é vontade de embirrar com a modernidade do futebol português.
Não começando bem a temporada, os assuntos em discussão entre os adeptos do Benfica não têm sido os mais agradáveis. As lacunas da sua equipa de futebol, a contestação ao modelo de jogo do treinador, a política de comunicação do clube face à arte chocalheira rival - arte distinguida recentemente pela UNESCO como património da humanidade! -, todas estas coisas têm sido discutidas com acrimónia pelos adeptos benfiquistas. E compreende-se que assim seja.
Nem a notícia do estrondoso negócio com a NOS, que deixou os rivais do Benfica em estado catatónico, conseguiu ser aprovada por unanimidade pelos benfiquistas porque só a ideia do regresso dos jogos da sua equipa de futebol à Sport TV é suficiente para indispor grossa fatia da nossa nação. O que também se compreende.
Tivemos, assim, de esperar por Dezembro para nos chegar finalmente à mesa um tema que a todos alegra. Trata-se de discutir se Renato Sanches é, na verdade, um número 8 ou um número 10. As opiniões dividem-se alegremente e é disto que gostamos, de futebol. Quanto a mim, francamente não sei se é 8 ou 10. Sei apenas que sempre que se libertou das amarras tácticas do futebol lateral deste Benfica, Renato Sanches foi simplesmente empolgante.
Liberdade para Renato Sanches, já! E o resto é conversa."

Depois da UEFA... a jornada 13

"Concluíram-se as fases de grupos das competições europeias e a partir de agora é acreditar nos clubes lusos e esperar que os sorteios sejam benevolentes, pelo menos nas eliminatórias de partida, porque depois de feita a primeira selecção de valores não mais haverá justificação para perder tempo com preferências por adversários, na medida em que todos serão imensamente fortes.
Um ponto deve ter-se em atenção, porém: se por um lado queremos alargar a nossa representação na UEFA é preciso, por outro, que haja desempenhos que suportem essa pretensão, com mais vitórias do que derrotas, de maneira a não prejudicar a posição portuguesa no ranking da Europa, a qual, é bom que se saiba, baixou um lugar por troca com a França, além do sério risco de a Rússia também nos ultrapassar. Ou seja, o privilégio de duas entradas directas na Champions, mais um lugar garantido no play-off, por este andar, se não soubermos segurá-lo, voltaremos a vê-lo, na melhor das hipóteses, lá para 2019/2020, sinal de que andar nas provas europeias a passear as camisolas serve só para arejar vaidades e onerar orçamentos...
Concentremo-nos, pois, no consumo interno e na jornada 13 do campeonato que leva, esta noite, o Benfica ao Bonfim para defrontar o surpreendente Vitória de Setúbal, actual 5.º classificado. Rui Vitória está obrigado a vencer. Depois é esperar por domingo e ficar atento aos outros dois candidatos, sendo certo que enquanto a tarefa do Sporting, em Alvalade, diante do Moreirense, embora a sugerir concentração máxima, se revela de grau de dificuldade moderado, o mesmo não pode dizer-se em relação ao FC Porto na viagem à Madeira, uma ilha que, apesar de bela, Lopetegui aprecia pouco. Pudera... O Nacional não vem a calhar, mas tem de ser..."

Fernando Guerra, in A Bola

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Quem passa pela Luz... não esquece

"O pior do jogo com o Atl. Madrid foi a lesão de Gaitán. O Benfica fez um bom jogo contra os espanhóis e muitos dos comentários que ouvi pareciam que tínhamos jogado contra o Skenderbeu. De facto, a intensidade de jogo, a qualidade defensiva e de passe dos jogadores do Atlético era impressionante. O Benfica fez uma boa noite europeia na terça e, se jogar assim sempre, é candidato ao título nacional. Veremos o que nos reserva o sorteio, mas, desde já, e aconteça o que acontecer, já assegurámos uma prova europeia positiva. Estamos nas melhores 16 equipas da Europa. Agora tentaremos merecimento para ser das oito melhores. Segunda-feira estaremos na UEFA, no sorteio mais importante da Europa, a representar Portugal. É justo e prestigiante, mas não nos desvia do objectivo de ganhar títulos. Por isso, o Bonfim amanhã, e a Madeira, na terça-feira, são tão importantes.
O FC Porto ficou com um natural amargo de boca, não por perder em Londres, mas por ver passar um Kiev muito fraco e inferior. Percebo e acompanho o dissabor dos meus amigos portistas. Resta a Lopetegui conseguir uma final da Liga Europa para compensar os seus adeptos.
Matic diz não querer defrontar o Benfica nos oitavos e Ramires afirma que «Jesus é um bom treinador» mas deseja «que o Benfica seja campeão». Quem passa pela Luz não esquece e é também por isso que não esquecemos os nossos melhores. Estes pormenores fazem a diferença, porque mostram o sentimento, independentemente do vencimento.
Na última terça-feira, o velhinho Pavilhão do Lima viveu uma noite histórica, das antigas, com a equipa de basquetebol feminina do Académico a eliminar o Sporting com um ambiente inesquecível. Parabéns ao Académico e à sua aposta na formação. Há quem com tostões faça milagres, só possível graças a uma dedicação e competência únicas de directores e jogadoras."

Sílvio Cervan, in A Bola

Nelsinho & Bulo até 2021

Com a titularidade praticamente garantida, era espectável uma actualização salarial, com a respectiva cláusula de rescisão (€60 e €80 milhões respectivamente) e o prolongar da extensão dos contratos.
Dois jovens, com muito talento, que vão ser no futuro próximo, referências no plantel... infelizmente, a forma como o mercado do Futebol funciona hoje, será muito complicado ambos ficarem no Clube durante muito tempo!!!
Mas pelo menos, a mensagem para o Caixa Futebol Campus é clara: as portas estão abertas, trabalhem e podem concretizar o sonho de vestir o Manto Sagrado na categoria máxima!!!

Valem nicles

"Vamos para a 13.ª jornada do Campeonato e está tudo na mesma. Treze fins de semana e mais umas quantas paragens para jogos da selecção depois, os segundo e terceiro classificados da época passada continuam sem patrocínio principal na camisola. São 13 jogos, mais de um terço do Campeonato e está tudo a assobiar para o lado. Além do brilhantismo da Fly Emirates nas camisolas vermelhas ou brancas, no universo do SL Benfica discutem-se 400 milhões de euros para a transmissão televisiva dos 17 jogos em casa do Glorioso. E a comunicação social já avança que podem estar mais 100 milhões em cima da mesa vindos de um patrocinador principal para a Catedral. E o que é que se passa com os outros dosi competidores ao título? Nada. Nicles. Népia.
A Norte, nas camisolas azuis e castanhas, não brilha nada, nem uma mísera referência a uma qualquer casa de diversão nocturna na zona de Vigo. No campo, o maior investimento da sua história está no banco e, muitas vezes, nem lá chega. Imbula terá sido comprado por 20 milhões e o treinador basco de nome difícil não sabe sequer onde colocá-lo a jogar. Bem, nem a ele, nem aos outros do plantel.
E junto ao metro do Campo Grande, como vai a vida? Não vai, pura e simplesmente. Depois de serem corridos da Europa dos milhões, não faltará muito para o cartão multibanco ficar bloqueado por falta de saldo. Embriagados pela soberba e pela #mãozinha, vão cantando e rindo de olhos vendados. Nas camisolas às risquinhas continua a não haver patrocínio. Nem equipa de ciclismo, nem pavilhão, nem futuro.
Vamos lá, Benfica, rumo ao tri!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Ganhar, a nossa missão

"Perdoem-me a publicidade em causa própria, mas esta semana já poderia ser encontrado mais um livro da minha autoria, o 'Assim se fez o glorioso', nas principais livrarias e na Benfica Megastore.
Esta obra, escrita em parceria com o Fernando Arrobas, é dedicada aos jogos mais marcantes do Futebol Benfiquista. Entre mais de 5000 partidas, foi difícil destacar apenas 50, apesar de serem muitas mais as referidas ao longo do livro. Por isso, entendemos que deveríamos revelar os critérios de selecção dos jogos. Entre estes consta um que a, na nossa opinião, não poderia estar mais de acordo com a filosofia Benfiquista: Só incluímos jogos de competições nacionais ganhas pelo Benfica.
Não obstante a alegria que poderá representar o desfecho de um jogo, o seu carácter efémero dilui-se no objectivo único do SLB, a conquista de títulos. Por isso mesmo defendo que não se deve apostar na Formação por decreto ou que os diversos projectos do Clube não são fins em si mesmo, constituindo-se antes como meios para o sucesso desportivo.
O Renato Sanches e a BTV são dois bons exemplos. O Renato, à semelhança do Simões, Humberto Coelho, Chalana ou Rui Costa no passado, prova que a qualidade futebolística não requer idade mínima. Só por teimosia, para não dizer estupidez, deixar-se-ia de aproveitar tanto talento. E no Seixal há mais a despontar... Quanto à BTV, é de salientar que foi o seu sucesso que permitiu ao Benfica gozar do poder negocial que potenciou o excelente acordo com a NOS. É verdade que a BTV regredirá, mas não menos o é que o Benfica, pelo aumento relevante de receitas, estará em melhores condições de conquistar mais títulos.
Afinal, a missão do Clube."

João Tomaz, in O Benfica

À grande e à Benfica

"1 - Quatrocentos milhões de euros! Impressionante! Enquanto outros se entretinham a vociferar diariamente na comunicação social, o nosso presidente assinava o maior negócio de sempre do desporto português, mostrando, por um lado, a sua já conhecida sagacidade empresarial, e por outro, a força cintilante da marca Benfica.
No momento em que escrevo, não são ainda conhecidos todos os detalhes deste negócio milionário. Mas o que se sabe é mais do que suficiente para afirmar estarmos perante um passo muito importante rumo à sustentabilidade futura do Clube – que também se reflectirá, mais tarde ou mais cedo, na competitividade das nossas equipas.
Sabemos que irão surgir tentativas de desvalorizar o que está em causa. Já há quem se mostre particularmente empenhado nessa tarefa. Tal não passa de dor de cotovelo de quem inveja a dimensão do Benfica – a qual não tem paralelo em Portugal. Não me importa que canal transmite os jogos, até porque normalmente os vejo no estádio. Importa-me, sim, que o Clube rentabilize ao máximo a sua força mediática, e é isso que esta direcção tem vindo a fazer de forma brilhante. Em relação aos direitos televisivos, e não só.
2 – Ao que parece, FC Porto e Sporting estão empenhados em regressar ao Ciclismo. Gostaria que também o pudéssemos fazer. Ostentamos uma roda no emblema, e devemos uma parte importante da nossa implementação nacional aos tempos em que, ainda com pouco futebol, José Maria Nicolau levava a camisola vermelha (ou amarela, mas de águia ao peito) aos locais mais recônditos do país. Talvez esta seja uma boa oportunidade para se pensar no assunto."

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Eu, nós, a NOS... e os outros

"Para Vieira ser o melhor presidente da história do SLB, após o estádio, o centro de estágio e o museu, falta-lhe, 'só', um título europeu

Eu
Quando e enquanto, durante dois anos, ao expressar-me publicamente, v.g. no Dia Seguinte na SIC, defendi, contra quase tudo e (quase) todos, que o BENFICA deveria romper com a Olivedesportos e passar a transmitir os jogos da sua equipa principal na Benfica TV, sei o que acharam que eu era. Mas, aos que me iam chamando a atenção para o perigo, a inconsistência e a leviandade da minha posição, fui sempre respondendo com uma frase de Francisco Sá Carneiro que faço minha e que me tem dado o conforto entre o tempo em que digo o que penso e o tempo em que me dão razão:
«Nunca estive tão sozinho e nunca tive tanta certeza de ter tanta razão.»
Foi, mais uma vez, o que aconteceu.
Não sozinho, desde o início, mas quase.
A mesma solidão, estou certo, que terão sentido, por exemplo, Sílvio Cervan, José Manuel Appleton, Virgílio Vieira Duque, Jorge Costa Quintas, José Alberto Coelho... para citar os com quem ia trocando ideias e sabia defensores intransigentes dessa opção.
Como relembro todos os artigos escritos, todas as opiniões expressas na televisão, todas as opiniões de vozes amigas... aconselhando-me a esmorecer nesse meu combate porque para além de o perder, estaria a por em risco a minha carreira no Benfica, já que seria obrigado a demitir-me, em coerência do que defendia, quando assinássemos contrato com a Olivedesportos.
A esses, que avaliam as suas carreiras e as suas vidas pela defesa de convicções alheias, por não perceberem a diferença entre o que queremos e o que os outros querem que queiramos... a esses, ia dizendo que nunca me tinha arrependido de defender o que pensava. Apesar de respeitar os que olham, apenas, pelos seus interesses próprios - por maioria de razão - e pelos dos outros, especialmente quando lhes pagam bem.
Respeito quem faz a sua vida a defender o mais fácil, a não arriscar, mas não me peçam para ser como eles. 
Por isso, neste caso, como em tantos outros, poderei ter sido uma voz incómoda, uma voz que destoou do marasmo, uma voz que muitos queriam (e querem, honra lhes seja feita, pela perseverança...) aniquilar, mas que sempre disse, livremente, o que outros gostariam de dizer e que só não o dizem porque não têm essa oportunidade.
«Sei o que querem porque sou um de vós.»
E eu queria o mesmo que queriam tantos, diria até que queria a esmagadora maioria dos benfiquistas: acabar - cumprindo até ao fim - o contrato entre o Benfica e a Olivedesportos, que nem sequer se havia dignado corrigir os números do clube que tem (como tinha, na altura) entre 55% e 60% da quota de mercado de direitos televisivos, em Portugal.
Agora que essa opção serviu de plataforma para lançar e obter um - até há dias impensável - contrato entre a NOS e o Benfica, recordemos os que deram a cara por essa opção, os que lutaram para que fosse possível, em Portugal, um clube ter um contrato proporcionalmente comparável aos grandes clubes europeus.
Como o Benfica, de facto, é!
Para os que me exigiam (então, como agora, em relação a cada tema) a minha contenção, quero agradecer-lhes porque a falta de visão deles, a sua falta de coragem, a sua submissão aos interesses instalados, a sua pequenez... só tornam mais evidente a minha capacidade de prever e defender o que me parece óbvio, aquilo em que acredito, o que julgo melhor para o que gosto e defendo.
Neste caso, o Benfica (como, noutras situações, aquilo em que, ou com que, me envolvo, que defendo ou por que luto), por muito que isso custe a quem não consegue ter força para superar o medo de viver aquilo em que acredita e por muita inveja ou ódio que possa gerar nesses pobres de espírito.

Luís Filipe Vieira
Dos méritos e da visão do Presidente do Benfica já todos disseram tudo, incluindo os que tantas vezes o acusaram de tanta coisa, de forma tão injusta quão leviana.
Mas o que, antes do mais, numa nota muito pessoal, quero voltar a repetir, é a liberdade que Luís Filipe Vieira me deu sobre esta matéria.
Antes de me expressar publicamente - a título pessoal, mas não esquecendo que era Vice Presidente do SLB e Administrador da SAD - tive o cuidado de transmitir ao Presidente do Benfica as razões para concretizar a ruptura com a Olivedesportos.
E, num tempo onde ainda o próprio tinha muitas dúvidas sobre matéria tão sensível, sempre encontrei em Luís Filipe Vieira a máxima compreensão e um enorme respeito por uma opinião que ainda não saberia se seria a sua.
Nunca me impediu de o defender, dizendo-me mesmo que, se eu acreditava tanto nessa solução, que a poderia defender publicamente, sempre que o entendesse, a título pessoal.
Foi o que fiz.
Ressalvando sempre, tal como me comprometi, que a decisão final seria da responsabilidade última do Presidente do Benfica.
Por uma razão que não me canso de repetir... Luís Filipe Vieira tem o que falta a todos os outros: 
legitimidade democrática (para além da histórica e da carismática, numa aproximação ao que Max Weber diria, se algum dia tivesse analisado tais questões no SLB).
Por isso será um dos maiores Presidentes do Benfica.
Porque para ser - de longe - o melhor Presidente da história do SLB - e ele sabe, porque lho digo, tantas vezes - depois do Estádio, do Centro de Estágio, do Museu (o que mais valorizo, face à personalidade e à visão profissional de Luís Filipe Vieira), falta-lhe, apenas, um título europeu.
Que ele sabe que acredito ser possível (como, ainda na semana passada, lhe voltei a relembrar por escrito)! 

Domingos Soares de Oliveira
A par de Luís Filipe Vieira, há um outro nome a quem gostaria de, aqui, prestar pública homenagem. Nem sempre estive, nem estou nem estarei, por certo, de acordo com ele, em questões de pormenor. Mas tenho o maior respeito intelectual por Domingos Soares de Oliveira e pela sua capacidade de, em cada momento, perceber de que lado da barricada o Benfica tem de estar. Em questões estratégicas, nunca tive uma dissonância com ele (ou ele comigo... tanto quanto a memória alcança).
É por isso que, hoje, passados quase seis anos das minhas primeiras declarações sobre ele, as voltaria a repetir.

A 'NOS'
Uma palavra para a NOS e para a coragem (visão estratégica? contas bem feitas???) que teve em garantir, por 40 Milhões de Euros/ano, e por 10 anos, o acordo com o Benfica.
Não se tratará, por certo, de nenhuma leviandade mas, antes, de uma avaliação do que representa o Benfica, comparado com os outros que sonham em ser grandes como nós.
Nestas coisas, como em tantas outras, são os números que mandam.
Porque as opções da NOS foram, por certo, baseadas em realidades mensuráveis, decididas por alguém que, se fosse o coração a ditar, tomaria, porventura, outra opção.
Eu sei que não precisam, e até dispensariam, mas... querem maior elogio, vindo da minha parte, do que este?

E os outros
Os outros... foram os que perderam. Os que se recusaram a rever um contrato de €8 M/ano (porque a isso não eram obrigados, apesar de já estarem a pagar 16 e 14 a outros...).
Os que, há três anos, se recusaram a dar €25 M/ano porque o negócio não valeria mais de 18 ou 20. Os que apostavam na submissão do Benfica para continuarem a mandar.
Os que acharam que a Benfica TV não ia resultar e que seria o princípio do fim de uma estratégia baseada numa verdadeira autonomia, alicerçada na maior massa associativa portuguesa, correspondente a - como disse - mais de 50% da quota de mercado...
Os que julgaram que um projecto profissional, feito por homens sérios, em termos de ética e de responsabilidade jornalística, iria ser adulterado pela paixão clubística, que toldaria a independência e a equidistância sempre que tal fosse exigido ou, mesmo, aconselhável.
Os que, acreditando (como eu acredito) que a centralização de direitos seria a melhor opção, se distraíram...
Os que julgando-se iguais ao Benfica, perceberam logo que, no máximo, só valem 80% de nós (que exagero, eu sei...) e que, com o voar do tempo, não andarão longe de verbas que nem a 50% chegarão das agora anunciadas...
Os invejosos que me predisseram o meu fim no Benfica por defender publicamente a ruptura com a Olivedesportos.
Os medíocres que vivem da defesa de interesses ou de convicções alheias...
Os que odeiam o Benfica e convivem muito mal com a sua grandeza (mas, que, ainda assim, reconhecem que €400 M, em dez anos é muito bom, muito bom, mesmo)!"

Rui Gomes da Silva, in A Bola

7 anos e o futuro...

7.ª aniversário da BenficaTV celebrado com estilo, num momento muito importante da vida do Benfica.

A questão da dívida financeira do Benfica é um problema estrutural do Clube (SAD), e não é nada fácil resolver este problema. O Benfica tem pago regularmente 22 milhões de euros por ano, em 'juros'!!! É um valor incomportável a médio e longo prazo, até porque a tendência, se nada for feito, é destes custos aumentarem. Já defendi várias vezes, que a única solução para 'matar' este problema, era um negócio deste tipo (€400 milhões em 10 anos)...
Tal como no resto da vida, raramente temos tudo o que queremos, este negócio pode não ser perfeito, mas é um excelente negócio.
Não existe nenhum outro Canal de Clube a transmitir os seus próprios jogos, a intenção foi sempre, usar a BTV como uma 'chantagem' sobre os 'players' nacionais, para obter uma melhor oferta... e isso foi conseguido.
A própria SportTV, hoje já é diferente do que era, há 3 anos. Hoje, 50% pertence à NOS, 15% ao BCP e 'só' 35% ao Oliveirinha. Sendo que em 2018, quando os contratos da PPTV (a empresa do Oliveirinha que detém os direitos de todos os outros Clubes nacionais) terminarem, acredito que a NOS vai querer afastar o Oliveirinha...
Dito isto, acredito que a NOS vai fazer tudo para valorizar um produto que acabou de comprar por €400 milhões... e se forem inteligentes, uma das coisas que deviam fazer, era mudar a 'imagem' da SportTV (talvez mesmo mudar de nome...), e sanear os avençados todos!!!

A BenficaTV vai voltar às origens, a transmitir Formação e Modalidades, com debates e documentários da História do Glorioso. E ao contrário do que tem sido insinuado, com as receitas de publicidade, deverá ser auto-suficiente.
Hoje ficou claro que a NOS pretende negociar com as outras plataformas, provavelmente vai tentar 'trocar' a BenficaTV, com a CMTV e a BolaTV da Meo... portanto, ninguém vai ser obrigado a mudar de operadora!!!

Muitos Parabéns a todos os funcionários da BTV, que durante estes 7 anos, tem crescido muito a todos os níveis. Ainda tem alguns pormenores que eu gostaria de ver melhorados, mas o crescimento é evidente. Mas talvez o mais incrível, é que neste momento a BTV é um dos Canais de desporto mais independentes do panorama nacional!!! A pergunta mais incomoda na CI desta tarde foi feita pela jornalista da BTV... Quando os do costume acusam a BTV de ser a VieiraTV; ou quando os Antí's acusam a BTV de ser facciosa, não podem estar mais longe da verdade... Muito orgulho, em mais esta conquista inovadora do Benfica.

PS: Nos discursos e entrevistas de hoje, a grande novidade, que passou despercebida a quase todos, foi o anuncio que o Naming da Catedral e o negócio que o Presidente tinha adiantado a algumas semanas, são coisas diferentes!!! No relvado da Luz, o Presidente falou de uma Marca Benfica, demasiado pequena, para o mercado Português!!! Sinceramente, não sei o que isso quererá dizer na prática... vamos esperar para ver!!!

O selim do futebol

"De súbito, eis que a polémica passou da bola para o selim. Tudo por causa da bola propriamente dita (não confundir com este jornal) e porque, em 2 de Janeiro, as bicicletas estacionam em Alvalade. De facto, só cá faltava o ciclismo para agitar o... futebol!
Escreveu o presidente do Sporting, a propósito de uma tal ciclista organização W 52, que a transumância da dita para o FC Porto tem a ver, entre outras coisas, com a «falta de pedalada para o futebol» dos portistas quando, a tremerem, entrarem em Alvalade.
Confesso que, pedalada por pedalada, comecei por me lembrar da forte oposição à presidente do Brasil acusada de algumas «pedaladas fiscais», que é o que lá chamam a truques e buracos orçamentais. Mas, certamente, nesta polémica de pedais, esta questão não se põe. Dinheiro não falta, sobretudo em Alvalade. 
Mas, agora que surgiu esta crucial celeuma, gostaria que fossem tornados públicos alguns pontos. Por exemplo, quanto aos pára-lamas em que sentido vão ser direccionados? E para as superfícies mais irregulares, qual a qualidade dos amortecedores? E que raio de raios a usar e com que material? E se a corrente sair da roda livre, quais as consequências na corrida? E se, porventura, o quadro se partir, como é substituído?
Li também que o contrato terá abortado por causa de umas suspeitas da prática de doping. Pormenor que parece ter surgido mesmo junto à meta. Daí que o entusiasmo leonino se tenha esvaído subitamente e, voltando a citar o presidente do SCP, tenha proporcionado «um sprint do FCP para ganhar uma meta-volante».
Assim vai o nosso futebol. Perdão, ciclismo."

Bagão Félix, in A Bola