Últimas indefectivações

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vitória...

Carvalhos 2 - 5 Benfica

Missão cumprida, em jogo com muito pouca informação sobre o que se passou. Chegámos ao 0-5, e tivemos muitas faltas contra... Tudo na mesma no topo da classificação.

Objectivo: bi-campeonato... nada mudou

Zenit 1 - 0 Benfica

Resultado ingrato, num jogo muito equilibrado, onde houve poucos remates à baliza, mas onde o Benfica teve várias oportunidades de marcar (mas falhou), e onde os Russos, em dois remates à baliza, marcaram um golo!!! O Júlio César só se assustou em mais um lance, num contra-ataque, num momento em que o Enzo estava a receber assistência fora-do-campo...

A eliminação da Champions aconteceu no 1.º jogo na Luz, aí é que o resultado foi estranho, e como o Benfica nos 3 jogos fora, não conseguiu recuperar o prejuízo, acaba eliminado...

Como eu já tinha afirmado o empate neste jogo não chegava, já que ficaríamos dependentes de terceiros na última jornada... Por isso compreendi a substituição do Talisca pelo Derley, o Benfica precisava de ganhar o jogo. Correu mal... como noutras ocasiões corre bem. Mas sabendo aquilo que a casa gasta, prevejo folhetim para vários dias!!!

O Benfica começou o jogo de forma prudente, como muitas vezes não faz na Champions, e é criticado. Mesmo assim só em bola parada (muitas delas inventadas) é que o Zenit se aproximava. A meio da 1.ª parte, subimos no terreno, e tivemos a primeira grande oportunidade num remate do Salvio. Entrámos muito bem no 2.º tempo, tivemos 3 claríssimas oportunidades... o Luisão até já marcou golos daquela forma, mas hoje falhou estrondosamente o remate!!!
O Talisca hoje jogou um pouco mais recuado, e defensivamente ocupou muito terreno, em relação ao jogo em Leverkusen onde o Jesus lhe pediu para fazer a mesma coisa, esteve muito melhor, mas ofensivamente nunca conseguiu apoiar o Lima...
Com a saída do Talisca o Zenit, o jogo voltou a ficar equilibrado, mas mesmo assim o Júlio César não tinha trabalho... até aparecer o golo... Nos últimos minutos não houve jogo...

O André Almeida mostrou a sua utilidade, num jogo onde não se pedia ao André para desequilibrar ofensivamente esteve quase perfeito. O Nico foi o principal desequilibrador...
O Lima está num mau momento de forma, o Samaris fez um dos melhores jogos, mesmo assim teve algumas falhas (inclusive no golo, onde compensou mal o Jardel...).

Não posso acabar sem falar do senhor Rizzoli: o critério disciplinar (principalmente) na 1.ª parte foi digno de um qualquer Proença... talvez assim se explique como esta gente chega ao topo da arbitragem Mundial!!! Inventou amarelos para o Benfica, e foi perdoando vários ao Zenit (o do Anyukov então...!!!). Acabou por condicionar todo o jogo disciplinarmente... permitiu um 'choradinho' constante dos mais beneficiados, e quando parecia ter mudado o critério expulsou o Luisão, com duplo-amarelo, isto depois de ter perdoado duplo-amarelos a jogadores do Zenit que jogaram a bola com o braço, simularam grandes penalidades, agarraram avançados do Benfica... Não me admira o sucesso que este senhor tem na UEFA e na FIFA. 3 jogos do Benfica, 3 resultados negativos, 2 deles inquinados: hoje, e em Glasgow...
Dentro do mesmo nível, tenho que ainda destacar a 'exibição' da PorkosTV. Se os dois palhaços que passaram o jogo a ladrar, ainda tentaram disfarçar (disfarçaram mal... mas ainda tentaram), o palhaço do microfone no final da partida, foi mesmo à descarada!!! A bajulação como foi tratado, o outro palhacito que tem uma carreira feita às custas da Corrupção, em contraste com a maneira como são feitas as perguntas ao treinador do Benfica, é gritante... Não é só falta de profissionalismo, é muito mais...

Já o escrevi várias vezes, este ano, prefiro ficar fora da Liga Europa, não temos plantel para rodar em todas as competições. Parece que o Bayer fez-me esse favor, ao perder em casa com o 'intragável' Mónaco...
Agora, o mais importante é o jogo em Coimbra, felizmente parece que não houve lesões... o último jogo em São Petersburgo levou tempo a recuperar a equipa fisicamente do esforço, da porrada e do frio.

2.º lugar...

Benfica 28 - 26 Madeira SAD

Depois da dupla jornada do fim-de-semana com os Noruegueses esperava-se um jogo complicado, até porque o Madeira SAD por tradição faz sempre grandes jogos na Luz!!!
Pareceu-me que o Ortega quis proteger os jogadores mais influentes, o Dario, o Ronny, especialmente, ficaram mais tempo no banco do que o normal, mesmo o Borragan teve algum descanso... O Zé Costa foi a excepção, já que ficou muitos minutos em campo, tanto a atacar como a defender...
A vantagem do Benfica foi quase sempre curta, ao intervalo 12-10, e na 2.ª parte quando o Benfica normalmente é mais forte, o Madeira foi-se aguentando com alguns expedientes que o Benfica mostrou dificuldade em adaptar-se: guarda-redes avançado (7 para 6 em campo!!!); e defesa 3:2:1 muita alta... Já perto do fim, finalmente abrimos uma boa vantagem 27-21... mesmo assim, nos últimos minutos, quando o vencedor já não estava em causa os Madeirenses não desistiram e reduziram para 2 !!!
Gostei de ver em alguns momentos a equipa jogar em simultâneo com o Davide, o Flávio, o Cavalcanti e o Moreno... então o Flávio está a evoluir a olhos vistos, temos futuro.

O Carneiro este ano tem sido menos influente, mas continuava a contribuir, nem que fosse para rodar com o Tiago. No jogo de domingo acabou por lesionar-se, partiu o quarto metacarpo, e assim vai ficar de fora algum tempo... O Álamo hoje também não foi opção, mas creio que foi mais por precaução.

Quem diria, estamos em 2.º lugar... vamos visitar os Corruptos no próximo fim-de-semana, não será fácil, mas a equipa está com atitude positiva...

A Taça 1/16 e 1/8

"Já aqui escrevi que a Taça de Portugal é a competição mais democrática do nosso futebol profissional. Ou seja, aquela em que um clube mais modesto pode festejar uma vitória inolvidável para a sua história perante um clube de outra e superior divisão. Aquela em que se pode ganhar o troféu e aspirar a uma aventura europeia, sem ser Benfica, Porto e Sporting. Continuo a pensar que até uma determinada fase da competição, os jogos sorteados entre clubes de escalões deveriam ser sempre realizados em casa destes. Assim, se faria uma boa discriminação positiva e se veriam, por esse Portugal fora, as equipas mais desejadas.
Este ano e chegados aos oitavos de final da Taça, é interessante verificar que dos 16 apurados, 62% são da 1.ª Divisão, mas ainda resistem 3 clubes da 2.ª Liga e outros tantos do campeonato de seniores que corresponde ao 3.º escalão.
Já ficaram de fora 8 primodivisionários, entre os quais Porto, Guimarães, Académica e Vitória de Setúbal (que venceram 6 das últimas 10 edições da Taça).
Tudo dependendo dos caprichos dos sorteios, Benfica, Sporting e Braga assumem-se agora como os menos surpreendentes finalistas. Ou talvez não porque um sensacional Belenenses, os sempre duros de roer (sobretudo em casa) Paços de Ferreira, Nacional, Marítimo e Rio Ave têm uma palavra a dizer.
Uma palavra especial para um dos clubes pelo qual tenho uma grande ternura e me reconduz sempre às minhas memórias de juventude: o COL, Clube Oriental de Lisboa que eliminou o Vitória de Setúbal em jogo bem renhido. E também para o derby minhoto, o mais iconográfico a seguir ao SLB-SCP.
Viva, pois, a Taça!"

Bagão Félix, in A Bola

UEFA Youth League - 5.ª jornada

Zenit 5 - 1 Benfica

Primeira parte segura, com uma vantagem merecida... nada podia antever o que se passou no 2.º tempo!!!
Não sei se foi o frio, mas os jogadores saíram das cabines com as pernas e o cérebro 'congelados'... É verdade que já estamos qualificados, mas ainda não garantimos o 1.º lugar (muito importante para jogar os Oitavos em casa), e não será fácil, pois o Bayer não é tão mau como a classificação parece dizer: hoje, venceram o Mónaco por 4-0!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

E os «olés» mataram o tango...

"Portugal-Argentina «a sério» só houve um - no dia 29 de Junho de 1972, para a Minicopa, com vitória portuguesa por 3-1. A exibição portuguesa foi brilhante. De tal forma que os jornais brasileiros carregaram com força nos elogios.

Como se costuma dizer, cai que nem sopa no mel, embora a combinação de sabores não me pareça feliz. Enfim, o povo é que tem a infinita sabedoria dos ditos e anexins, deixemos a coisa como está.
Portugal-Argentina. Só houve um a sério, ou meio-a-sério se quiserem, em 1972, na Copa da Independência, ou Minicopa, comemorativa dos 150 anos da independência do Brasil, uma competição e pêras organizada pela Confederação Brasileira de Desportos: vinte selecções nacionais e continentais disputariam a prova em 12 estádios. Quinze equipas - Argentina, Selecção de África, França, Selecção da América Central, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai, Irlanda, Venezuela, Chile, Irão, Jugoslávia e Portugal - seriam distribuídas por três grupos; outras cinco - Brasil, Uruguai, URSS, Checoslováquia e Escócia - ficariam isentas da primeira fase. Em seguida, formavam-se dois grupos de quatro equipas que decidiam o acesso à final em sistema de «poule».
Já falei aqui por mais do que uma vez da Minicopa, até porque o Benfica levou uma equipa inteira nessa selecção que era orientada por José Augusto. Toda a gente sabe que atingimos a final e, em pleno Maracanã, perdemos com o Brasil, campeão do Mundo, no último minuto, por 0-1.
Mas, hoje, o que me traz aqui é a Argentina. Vem a propósito da semana, como está bem de ver.
Apurado para a segunda fase com uma tranquilidade e uma eficácia surpreendentes, o Portugal de José Augusto encantava todos aqueles, que do lado de cá do Atlântico, seguiam atentamente as peripécias da selecção das quinas. No entanto, e como é hábito, punha-se em causa a qualidade dos adversários vencidos. E esperava-se para ver, agora que, na segunda fase, nos cabia jogar com equipas tão fortes como a da Argentina, da URSS, e do Uruguai. No Rio de Janeiro, no mesmo Maracanã onde, na véspera, o favoritíssimo Brasil empatara com a Checoslováquia (0-0) e deixara evidente a dificuldade de substituir Pelé, que abandonara de vez a «canarinha», a resposta lusitana foi extraordinária. Há quem diga que a vitória sobre os argentinos foi uma das mais brilhantes da história da selecção nacional. É bem possível! Primeiro porque derrotámos um adversário ao qual nunca tínhamos ganho - um empate e quatro derrotas; em segundo lugar, porque o nome de Argentina fazia sempre ressoar nas campainhas da memória as terríveis humilhações impostas pelo San Lorenzo de Almagro na sua lendária viagem a Portugal em 1947; por fim, porque a Argentina era, de facto, um conjunto muito forte que procurava recuperar da ausência do Mundial de 1970 (fora eliminada pelo Peru de Teófilo Cubillas) e contava em figuras como Herédia, Pastoriza, Octavio Bianchi e Brindisi.

O grande baile lusitano
Entretanto vejamos como jogaram as duas selecções nesse histórico dia 29 de Junho de 1972:
PORTUGAL - José Henrique; Artur, Humberto Coelho, Messias e Adolfo; Jaime Graça, Toni e Peres; Jordão, Eusébio e Dinis. Matine entraria para o lugar de Peres.
ARGENTINA - Santoro; Wolf, Vargas, Lopez e Herédia; Brindisi, Semenewicz e Pastoriza; Bianchi, Fischer e Mas (depois Marcelâmgelo).
O árbitro foi o inglês Erwin Walker.
Cuidadosamente preparada e mentalizada para a Minicopa - é fácil perceber o que significaria para os argentinos vencerem o torneio no terreno dos seus rivais brasileiros -, a Argentina foi, todavia, completamente vulgarizada pela velocidade e jogo de conjunto dos portugueses.
Portugal não se limitaria a vencer. O seu domínio foi tão intenso, a sua superioridade tão esmagadora, o nível da sua exibição tão fora do comum, que os cerca de 50.000 espectadores que se tinham deslocado ao Estádio Mário Flho entraram em delírio.
O «gambeteo» virava-se contra os seus criadores. O futebol criativo de Jaime Graça, Peres, Eusébio, Jordão e Dinis era avassalador; as arrancadas de Artur e Adolfo devastadoras; as fintas surgiam em avalanche, as situações de perigo junto à baliza de Santoro constantes. Adolfo faria o primeiro golo, aos 36 minutos; após um tabelinha com Peres, com um remate fortíssimo ao ângulo da baliza argentina; a «celeste» empataria no minuto seguinte, com um golo de Brindisi, tirando proveito de uma falha da defesa lusitana.
Mas, sobre o intervalo, Eusébio faria o seu inevitável golo. No segundo tempo, a superioridade portuguesa foi ainda mais nítida e os argentinos eram massacrados pelos «olés» e pelas gargalhadas que choviam das bancadas onde portugueses e brasileiros se uniam contra um adversário comum.
O terceiro golo, logo no reatar do encontro, foi bem o espelho aos acontecimentos: Artur sobe pela direita a entrega a Jordão; este lança-se em dribles sucessivos sobre três adversários e dá a bola para Eusébio que, de primeira, põe Dinis frente à baliza, isolado, perante o desespero de Santoro.
No jornal «O Globo», o famoso jornalista brasileira João Saldanha, que chegara a ser seleccionador nacional antes de Zagallo, escrevia: «Há muito tempo que não vejo um time jogar tão bem. Nenhumas falhas. Se caprichassem um pouquinho, eram cinco ou seis. Toni tem uma raça impressionante; Eusébio é a calma personificada; os laterais, perfeitos; Peres deu aula; Jordão fez miséria. A Argentina é um bom time, mas Portugal, ontem, não perdia para ninguém».
Também Nélson Rodrigues, o grande mestre da crónica brasileira, não perdeu a hipótese de escrever sobre o encontro no mesmíssimo «O Globo»: «Na partida, de anteontem havia um favorito, que era a Argentina. Assim, o impacto da vitória portuguesa foi muito mais firme e mais forte do que seria em condições normais. Mas, se pensarmos bem, verificaremos que não havia razão para surpresa. Portugal mostrou que as suas condições técnicas são muito melhores do que as da Argentina. Eu diria que Portugal vive o grande momento da sua história futebolística. O time luso jogava com tanta folga e com uma facilidade tão humilhante que os seus jogadores, em dado momento, deram um olé no meio. O admirável no futebol luso é a influência brasileira. Não há dúvida nem sofisma. As nossas características, Otto Glória as levou para Portugal. Já em 66 os lusos deram uma alta demonstração de desenvolvimento. Só não fez mais contra a Inglaterra porque o seu time entrou em pane psicológica. Mas se houver um novo confronto, em campo neutro e com uma arbitragem neutra, sou muito mais Portugal. Anteontem foi impressionante. Enquanto o adversário chorava a sua impotência e frustração, os portugueses construíram a sua bela vitória. Muita gente lamentava que o Brasil não tinha adversário nessa copa. É falso, mil vezes falso. Aí está, por exemplo, quadro português. Grande escrete, que melhora de 15 em 15 minutos».
Falou, está falado!"

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Frio Inglês, continua...!!!

Leicester City B 2 - 0 Benfica B

Jogo decidido nos primeiros minutos, com um auto-golo logo de entrada... e aos 17 minutos já estávamos a perder por 2 !!! Foi uma entrada suicida, até porque no resto do jogo foi visível a qualidade superior dos nossos jogadores, o Leicester, basicamente, defendeu bem, tentou o contra-ataque, e nós demonstrámos muitos problemas na finalização... Mesmo assim o Miguel Santos, foi um dos melhores.
Continuo a não compreender uma aparente tentativa do Hélder em pôr a equipa a jogar com 3 Centrais!!!
Acabou a nossa participação nesta competição, com 1 vitória, e 2 derrotas... temos qualidade para ter feito melhor, mas notou-se nos jogos com os Ingleses uma maior maturidade competitiva...

M. Santos; Nunes, Cardoso (Amorim), Lindelof; Semedo, Menga (N. Santos); Pinto, Teixeira (Sanches); Costa, Guedes; Fonte. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Nos Oitavos-de-final da Challenge Cup


Mais um jogo difícil, mais um jogo onde estivemos quase sempre atrás do marcador, mais um jogo onde cometemos muitos erros ofensivos, mas mais uma vez, a equipa não baixou os braços, lutou, e no final a qualidade superior da nossa equipa acabou por fazer a diferença... Jogar os dois jogos na Luz, ajudou, mas o facto da BTV transmitir os nossos jogos, deu uma vantagem ao adversário (principalmente ontem), pois eles tinham um conhecimento sobre a nossa equipa, que nós não tínhamos sobre eles...

As expectativas Europeias este ano são baixas, apesar desta competição em condições normais estar ao nosso alcance (recentemente tivemos numa Final... e os Lagartos até ganharam esta prova, à poucos anos!!!), mas o Benfica está a tentar construir uma nova equipa... Agora, se passarmos as próximas eliminatórias (não seremos cabeças de série no sorteio...), acredito que no final da época, na altura das decisões, vamos estar mais fortes...

De 3 é mais fácil !!!

Benfica 80 - 58 Guimarães
20-18, 26-15, 21-14, 13-11

O resultado não reflecte as dificuldades iniciais, o jogo começou equilibrado, e só nos últimos minutos da 1.ª parte, uma série de Triplos, cavou uma diferença confortável, que nunca mais perdemos... aliás, hoje, voltámos a estar muito bem de longa distância, com mais de 50%...

Não posso deixar de lembrar que apesar do percurso quase perfeito (1 derrota), não estamos em 1.º lugar, o Barcelos continua na frente, só com vitórias... quando jogamos esta época com os Galos, alguns Benfiquistas desvalorizaram o valor da equipa de Barcelos, mas estão a provar claramente que esta época, serão provavelmente o nosso maior adversário!!!

Depois da vitória na Finlândia, estava com algum receio, inclusive das lesões... infelizmente, acabou por ser o Diogo Carreira, que no lance estúpido acabou por se lesionar, espero que não seja grave. Apesar de em alguns jogos ser pouco utilizado, o Carreira, quando é chamado, normalmente resolve... e nesta altura todos são poucos, para gerir os minutos na Europa.

Em ritmo de cruzeiro...

Benfica 3 - 0 Guimarães
25-15, 25-16, 25-18

Foi mais fácil do que eu esperava, o orçamento do Vitória baixou, o nível da equipa desceu... o que tornou o jogo mais acessível. Mas como tínhamos visto ontem, não se pode 'adormecer', hoje, no 2.º e 3.º Set, começamos 'perros', mas chegando a meio dos Set's, não demos hipóteses...
Tem sido interessante observar a evolução do João Oliveira. Os jogos na Selecção no último defeso, fizeram-lhe bem. Ainda não está ao nível do Roberto, do Flávio e do André, mas para lá caminha, a passos largos... 

Foi pena a desistência da equipa de Andorra, pois seria uma boa oportunidade para aumentar o nosso ritmo competitivo, pois em Portugal, só a Fonte e o Sp. Espinho nos podem causar 'problemas'... e assim vamos chegar à eliminatória com o Partizan de Belgrado, sem ritmo...

sábado, 22 de novembro de 2014

Um regresso com gosto a passado... ou não! Vocês decidem!

Visto que há muito não apareço por aqui, tomem lá algo...


A caminho do Jamor...

Benfica 4 - 1 Moreirense

Jogo decidido logo de entrada, para não deixar dúvidas a ninguém... e assim devia ser a regra!!!
O Jonas parece que atinou com as balizas, e na Taça de Portugal, em dois jogos, já leva 5 !!! Hoje gostei dos golos do Salvio, mas gostei mais da exibição do Toto, estamos a precisar do melhor Salvio...

O Jesus deu descanso ao Maxi (por causa da Selecção)... o Lima também ficou de fora (parece-me que nunca curou bem uma lesão que o apoquentou...!!!), o Samaris e o Talisca começaram no banco, e o Ola John regressou após prolongada lesão. As novidades Cristante, Benito acabaram por ser as 'atracções' para os Benfiquistas, que não têm tido oportunidade de ver muitas vezes em acção estes dois jogadores: o Benito entrou algo receoso, notou-se que não queria arriscar, no 2.º tempo lá começou a subir...; o Cris provou mais uma vez que a sua especialidade são os passes (mesmo com o relvado muito escorregadio...), e defensivamente parece que já percebeu que com o Jesus, tem que correr mais...!!!
Em São Petersburgo a temperatura vai ser baixa, mas o relvado parece em boas condições. Suspeito que o Jesus vai apostar numa dupla Talisca/Lima, mas tudo vai depender da posição do Talisca: junto do Lima, ou ao lado do Enzo... apesar das boas indicações do Cristante hoje, é provável que o Samaris regresse à titularidade. O empate pode não chegar (a pensar nos Oitavos da Champions obviamente), e não podemos cometer os erros, que cometemos na Luz, com perdas de bola, parvas, em zona de construção, certo Jardel?!

Triunfo em França

Quévert 5 - 9 Benfica

Foi mais fácil do que estava à espera, o ano passado tivemos muitas dificuldades no jogo lá... e mesmo na Luz, o marcador foi apertado.
O jogo esteve sempre controlado (1-5 ao intervalo), os golos Franceses apareceram numa altura onde o jogo já estava 'morto' e quase sempre em superioridade numérica devido a cartões Azuis...

Na Quarta-feira jogamos nos Carvalhos... o próximo jogo Europeu, é na Luz, na recepção ao Quévert.

Muito coração...

Benfica 33 - 32 Fyllingen Bergen

Já o afirmei anteriormente, esta equipa, este ano, pode nem sempre jogar bem, mas tem coração, tem garra... Já conseguimos recuperar várias desvantagens esta época, e hoje voltámos a repetir a dose, chegámos a ter 7 golos de desvantagem, já no 2.º tempo...!!!

Não tivemos sorte no sorteio, esta equipa está ao nosso alcance, não tem os grandes jogadores Noruegueses que jogam nos principais Clubes Europeus, mas além de fisicamente serem muito fortes, tem cultura de Andebol, já que na Noruega o Andebol é um dos principais desportos colectivos.

Agora o desconhecimento mútuo (comum nestas eliminatórias), na minha opinião penalizou o Benfica. Quando percebemos de onde podia vir o perigo, os Noruegueses, tiveram muito mais dificuldades em atacar... contra equipa destas não podemos defender 6:0, falta-nos centímetros e peso...; amanhã também não podemos falhar tantos golos aos 6 metros, principalmente o Zé Costa, o guarda-redes deles é bom, mas...

A vitória acabou por ser boa para o ego, mas nada está ganho, amanhã (novamente na Luz) temos que dar novamente tudo... e minimizar os erros. A nossa rotação habitual também não pode ser tão profunda, mas em condições normais, acho que podemos triunfar... até porque este ano, ofensivamente, não dependemos de um só jogador, e assim o Bergen não vai defender de forma muito diferente, além disso fisicamente a altura e o peso dos Noruegueses pode não aguentar dois jogos competitivos, em dois dias!!!

Hoje sou obrigado a dar os Parabéns ao Pedroso, que marcou o golo da vitória, num grande remate, a segundos do final...

PS: O Albert Pujol foi operado com sucesso ao ligamento cruzado anterior... a recuperação vai ser longa, provavelmente já não será útil este ano...

Líderes... com susto!!!

Boavista 4 - 6 Benfica

O Boavista tem uma equipa repleta de antigos internacionais, jogadores conhecidos, experientes, mas as pernas já não aguentam altas rotações... Sofremos um golo cedo, mas com alguma facilidade demos a volta e chegámos ao intervalo, com 1-3.
Entrámos bem no 2.º tempo, e aumentámos para 1-5... tudo parecia correr bem, quando os 'animais' entraram no desafio. O jogo foi durinho, vários jogadores foram expulsos (o Mancuso do nosso lado), mas foi quando o jogo esteve interrompido, devido ao comportamento selvagem nas bancadas, que o jogo mudou de figurino...
Os jogadores do Benfica, nas várias modalidades, já deviam estar habituados a estas situações, mas mais uma vez, notou-se claramente que o Benfica 'sentiu' o ambiente, e fomos permitindo a recuperação do Boavista, que chegou aos 4-5 !!! É verdade que neste período, falhámos algumas oportunidades escandalosamente (repito, algumas foram mesmo escandalosas!!!), mas como se costuma dizer: 'posemo-nos a jeito'!!! Nos últimos segundos, sem guarda-redes na baliza do Boavista, lá marcámos o sexto golo...!!!
Vitória, 3 pontos... e liderança garantida.

2.º Set emotivo... com os 3 pontos do costume!!!

Benfica 3 - 0 Vilacondense
25-14, 28-26, 25-12

Em fim-de-semana de jornada dupla, tivemos hoje um Benfica com muitas alterações, com o Perini, o Oliveira, o Ché... todos de início.
O 'jogo' valeu pelo 2.º set, algum mérito do adversário, mas muito demérito nosso, que só na parte final é que jogámos concentrados... fizemos um sprint final forte, ganhámos, garantimos os 3 pontos, mas emoção era desnecessária!!!
Amanhã temos novo jogo na Luz, desta vez com o Guimarães, uma equipa mais forte...

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sem margem de improviso

"O regresso da Taça de Portugal é o regresso de um objectivo importante desta época. O segundo objectivo mais importante. O valor do adversário não dá muita margem para mexidas na equipa que deve jogar amanhã no Estádio da Luz. O jogo contra o Moreirense é muito mais importante do que o jogo contra o Zenit em São Petersburgo.
Vendo a concorrência em prova nesta Taça de Portugal, o jogo de amanhã é um passo importante para um título e um seguro para um fim de época em beleza. Espero o melhor Benfica neste jogo da Taça de Portugal, porque caso contrário iremos fazer amigáveis como o FC Porto nas próximas datas da Taça.
O susto da Covilhã deve ter mostrado que não há margem para improvisos quando se quer ganhar as provas. O Benfica que eu desejo quer estar no Jamor.
Noticiava ontem A BOLA que o Valência tinha €30 milhões para dar ao Benfica por Enzo. Espero que o Benfica não tenha Enzo para o Valência em Janeiro. Mas não devo ter muita sorte.
Esta semana foram noticiadas as vendas em Janeiro de Enzo, Gaitán, Luisão, Maxi Pereira, Loris Benito e Sulejmani (só dos que me lembro sem consultas). A equipa que os jornais nos deixa para jogar o resto da época está em linha com aquela que o presidente do Sporting quer jogar a Taça da Liga.
Nada será ganho esta temporada até ao Natal, mas muito pode ser perdido irremediavelmente até lá. Este ano o Benfica tem a época lançada em termos bem melhores do que as anunciadas expectativas iniciais, mas no futebol tudo muda num momento e só o trabalho e a competência são critérios duradoiros.
A rivalidade Messi/Ronaldo atingiu proporções mediáticas que são prejudiciais a ambos. Jogadores fantásticos, dos melhores de sempre, mereciam ser poupados a este folhetim de segundo escalão. Para bem dos dois."

Sílvio Cervan, in A Bola

Frio em Manchester...

Manchester City B 3 - 1 Benfica B
Resultado construído na 1.ª parte, o City marcou primeiro, empatámos pouco depois, mas nos últimos minutos do 1.º tempo, sofremos 2 golos... Perto do final do jogo, o Varela defendeu um penalty...

Já se sabia que seria difícil, o City tem uma equipa B, que custou mais dinheiro que a maioria das equipas Portuguesas da I Liga...!!!  Temos 1 vitória e 1 derrota... vamos ver como irá correr o jogo com o Leiceister.

Varela; Semedo, Lindelof, Valente, Rebocho; Pinto, Teixeira; Andrade (Sanches, 70'), Costa, Guedes (Santos); Fonte (Rochinha, 87').

O Evangelho Segundo Pedro

"Pedro Proença foi o árbitro do Boavista-Benfica de 2002, que ditou a demissão de Toni, após uma actuação que o deu a conhecer ao grande público. Foi o árbitro do penálti de Silva, em 2004, no primeiro dérbi que apitou, e onde também fez questão de deixar a sua marca. Foi o árbitro do caso-Penafiel (penso que não será exagero chamar-lhe assim), em Maio de 2005, que por pouco não nos subtraiu o título dessa temporada. Foi o árbitro que não viu um penálti tamanho do estádio, sobre Nuno Assis, em jogo com o Belenenses que terminou a zeros. Foi o árbitro do penálti de Yebda, no Dragão, que então nos retirou da liderança do campeonato 2008-09. Foi o árbitro que não viu a mão na área do bracarense Rodriguez, no jogo do título de 2010, que nos poderia ter custado caro.
Foi o árbitro do penálti de Emerson (…de costas) em Braga, que na altura nos impediu de vencer importante partida. Foi o árbitro do golo de Maicon na Luz, que nos retirou o campeonato de 2011-12. Foi o árbitro que expulsou Siqueira na última meia-final da Taça (com um primeiro cartão amarelo absurdo), obrigando o Benfica a um esforço épico para vencer o FC Porto. Foi o árbitro do mais recente FC Porto-SC Braga, onde deixou um penálti por marcar aos 93 minutos na área portista. Há mais de uma década que este indivíduo nos persegue, com uma panóplia variada de atropelos à verdade desportiva. Até na Taça da Liga nos prejudicou - na final com o Paços de Ferreira -, entre muitos outros jogos que seria fastidioso trazer para aqui.
Com a bênção da A.F. Porto, os abraços de Fernando Madureira, as festas na cabeça de Vítor Pereira ou Domingos Paciência, e as cunhas na UEFA, este homem foi escrevendo a história do futebol português pelo seu próprio sopro.
Diz agora que a arbitragem está um caos. Tem razão. Enquanto ele, Benquerença e outros 'internacionais' cozinhados nos tempos do Apito Dourado por lá andarem, a regeneração é impossível.
Diz também que se vai embora.
Ficamos a rezar para que assim seja. Dos relvados, e do futebol."

Luís Fialho, in O Benfica

Falta mais um Jorge Jesus

"Apesar de um resultado vitorioso e, por isso mesmo, muito positivo com a Arménia, a Selecção Portuguesa continua com exibições sofríveis frente a adversários que continuam a sentir-se 'à altura' da equipa das Quinas. Portugal continua a jogar com pouca alma, escassa motivação e sempre a contar com a finalização miraculosa de Cristiano Ronaldo. Quer frente a uma fria Dinamarca, quer a uma defensiva Arménia, os lusos continuam a depositar todas as esperanças de concretização no capitão... revelando pouca ambição colectiva, imaginação táctica e capacidade de concretização.
Não fora a possibilidade de voltar a ver um sempre incrível Ricardo Carvalho, responsável por travar imensas vezes a bola à entrada da área portuguesa (nomeadamente aos pés de Mkhitaryan), um insistente Danny, a surpresa de Raphael Guerreiro e uma estrela mundial sempre reinventada chamada Cristiano Ronaldo, a exibição frente à Arménia continua a revelar que, mesmo ultrapassadas algumas obsessões pessoais de Paulo Bento, continua um registo pouco agressivo e pouco imaginativo, quer na criação de um jogo rápido e consistente, quer na capacidade de concretização.
Desde um Nani extremamente confuso - que assim continua desde que chegou ao Sporting - a um Moutinho e um Bosingwa que parecem permanentemente cansados e esquecidos das suas múltiplas posições no terreno de jogo, a Selecção Nacional apresenta-se pouco ofensiva, com pouca garra e com muito pouca confiança. Sobretudo a confiança necessária para enfrentar as melhores selecções da Europa no torneio de 2016 que se avizinha.
É certo que Fernando Santos acaba de chegar. É certo que a 'recuperação' de alguns jogadores castigados por Paulo Bento é necessariamente lenta e progressiva. Mas a questão continua a ser de outra dimensão e de um outro universo: falta voltar a acreditar que temos potencial. Falta motivação por Portugal. Falta Jorge Jesus a esta equipa nacional."

André Ventura, in O Benfica