Últimas indefectivações

sábado, 8 de março de 2014

Assim, sim... !!!

Benfica 6 - 1 Braga

Depois de tanto criticar, hoje, tenho que elogiar!!! Concordo com o treinador, quando disse, que este foi um dos melhores jogos da época. 1.ª parte muito forte (4-1), com muita pressão sobre a bola: os golos do Benfica nasceram quase todos de recuperações altas, e consequentes ataques rápidos.
No inicio da 2.ª parte o Benfica baixou um pouco o ritmo, e o Braga até teve várias oportunidades para reduzir... mas acabou por ser o Benfica, através de um remate forte do Ricardo Fernandes a aumentar a vantagem, e assim acabar com as esperanças que os de Braga ainda tinham...
Mesmo sem marcar tenho que destacar o regresso do Joel após lesão. Foi importante em vários golos...

A meio da semana a sorte, ditou nos Quartos-de-final da Taça de Portugal, uma deslocação difícil a Braga. Não se pense porque vencemos hoje, que o jogo em Braga será fácil. Bem pelo contrário. Mas hoje, ficou provado: se a equipa jogar com determinação, concentração e garra, a vitória será mais provável...!!!

Juniores - 5.ª jornada - Fase Final

Romário
Benfica 4 - 1 Oeiras

Jogo mais fácil daquilo que eu estava à espera. Com muitos ex-Benfica no Oeiras, muitos deles emprestados (e vários ex-Oeiras no Benfica, regressados após empréstimo!!!), este jogo não era um jogo 'normal'... mas a maior qualidade do plantel do Benfica acabou por ser decisiva. Mas não se pense que foi um 'amigável' até houve entradas bem durinhas, mas a verdade é que ofensivamente o Oeiras mostrou muito pouco... Destaco, hoje, o Romário, que continua a ter várias 'brancas' por jogo, mas hoje, além de assistir, marcou um grande golo!!!

Nas próximas jornadas vamos defrontar o Sporting e os Corruptos. Temos uma boa vantagem, mas em caso de vitória nos dois jogos, daremos um passo de gigante para o Bi !!! Mas não nos podemos esquecer, ainda vamos ter o jogo em Manchester, pelo meio, o que provavelmente vai complicar as contas internas...!!!

Benfica.............13
Braga................10
Corruptos............9
Leixões...............8
Sporting.............8
Oeiras................5
Leiria.................1
Guimarães...........0

Passo gigante...

Benfica 3 - 0 Fonte do Bastardo
25-23, 25-15, 25-21

Começamos fortes no Bloco, mas alguns remates disparatados, fez com que o Set ficasse equilibrado... só mesmo na recta final do parcial é que conseguimos a vantagem...
O 2.º Set não teve história, entrámos muitos fortes, com 8-2 e 16-7 nos tempos técnicos...
O Fonte, poupou alguns jogadores na parte final do 2.º Set, apostaram tudo no 3.º. Entraram melhor, mas desta vez o Benfica esteve muito bem na ponta final do Set, e fechámos rapidamente o jogo.
O destaque do jogo, foi mesmo a eficácia do nosso Bloco. Deu mesmo para 'disfarçar' alguns ataques, mal executados por nós...

Com esta vitória (3-0), demos um passo de gigante para garantir o 1.º lugar no final da 2.º fase... hoje jogou o Ché a oposto, o Perini na distribuição, e o Honoré/Kibinho na zona Central. Sem o Gaspar, a equipa manteve o nível, com o Miguel Tavares cada vez mais competitivo, e com o Zelão e o Gil de prevenção, temos tudo para revalidar o título, independentemente dos azares...

1.º lugar garantido...

Benfica 79 - 59 Barcelos
17-16, 26-16, 16-18, 20-9

Primeiro lugar garantido, com mais uma vitória, que a equipa soube tornar fácil... Com os Portugas em grande na marcação de pontos, e com uma rotação do plantel sensata (ao contrário do habitual!!!), acabámos por ganhar, com um 2.º e 4.º período, em grande...
Este jogo também serviu para confirmar, que o Loncovic é jogador para o Benfica!!! Foi de longe o melhor do Barcelos, em pontos (28), ressaltos (7), assistências (4), e roubos de bola (3)... e tendo em conta os vários problemas físicos que alguns jogadores do Benfica demonstram insistentemente, parece-me que seria uma excelente contratação... além disso, creio que já conta como Português.

Previsível !!!

ABC 30 - 25 Benfica

Quando soube que os irmãos Metralha iriam ser os árbitros, perdi todo o interesse em ver a partida!!! E do pouco que vi, logo no início, só confirmou a minha desconfiança...!!!
Podíamos até discutir o mau momento dos jogadores que tiveram lesionados ou castigados, podíamos até discutir as consequências da ausência do Pedroso, podíamos discutir muita coisa, mas este jogo, como todos os jogos apitados por estes ladrões, foi condicionado desde do 1.º minuto pela roubalheira da arbitragem (ao fim de poucos minutos já o Hugo Figueira tinha defendido 2 livres de 7 metros!!!)... No final, a estatística até pode dar a ilusão, que o critério foi equilibrado, nada mais errado... quando a diferença de golos, chega aos 6 ou 7 golos, até se marca alguns livres de 7 metros, ou exclui-se alguns jogadores, mas isso só serve para disfarçar, basta o marcador apertar um bocadinho, e lá volta os 'empurrões'... Podem até discutir a atitude, mas se o Benfica tivesse defendido com metade da agressividade do adversário, teríamos todos os jogadores EXPULSOS (sim, expulsos e não excluídos, não me enganei...)... a forma como o José Costa é agredido constantemente, a maneira como os defesas do ABC defendem dentro da área impunemente, ao fim de alguns minutos, não há atitude que aguente...

Não tenho números, mas na grande maioria dos jogos competitivos do Benfica, contra os Corruptos, ou o Sporting, ou o ABC, ou o Águas Santas, apitados por estes ladrões, o Benfica perde: a percentagem deve rondar os 95% !!! Quando jogamos com o Passos Manuel (com todo o respeito) ainda dá para ganhar, mas com os outros nem vale a pena ir a jogo... Aliás, com nomeações destas, depois daquilo que aconteceu na 1.ª fase em Braga, o melhor é mesmo a falta de comparência, enquanto não houver tomates para tomar decisões radicais, não vale a pena...

Ao contrário do que pode parecer o Campeonato ainda não está perdido, a verdade é que o ABC ainda não perdeu em casa, mas está muito mais difícil... e os Metralha ainda nos vão apitar outra vez!!!

Barreiras amaldiçoadas !!!

Depois da lesão da Eva ontem no aquecimento, hoje o Rasul Dabo logo na primeira barreira caiu, e pior ainda, partiu o antebraço na queda!!! Confirmando assim, de forma brutal, o tremendo azar dos nossos atletas neste Campeonato do Mundo de Pista Coberta, disputado em Sopot na Polónia.
O Benfica já anunciou a operação ao Rasul para a próxima Terça-feira... espera-se uma recuperação total. Força Rasul...

PS: Parabéns à Patrícia Mamona, pelo 4.º lugar na prova do Triplo... foi pena, a medalha ficou a 14 centímetros!!!

Picasso !!!

sexta-feira, 7 de março de 2014

O único imperador

"Foi no último 6 de Agosto. Na Luz, na nossa Luz. Na luz da justiça, pela luz do passado, por uma luz radiosa no futuro. Com a luz da emoção, já um tanto sofrida, organizei o jantar de aniversário do Mário Coluna. Foi uma cerimónia simples, sem a luz da exuberância, com a participação da família, ainda do Eusébio, do presidente Luís Filipe Vieira. Essa noite, fez-se mais luz na Luz. Afinal a consagração de uma amizade longa, permanente, emotiva, até venerada.
Sobre o capitão dos nossos capitães, deixei registado que até o nome lhe fiava a matar. Coluna era coluna. Resistência, solidez, força. 'Os homens são na proporção dos seus desejos', escreveu o mestre Almada Negreiros. Coluna era enorme, porque desejava, desejava intensamente.
Vivia o jogo com cuidados paternais, tinha gestos santos, era o sol do meio-dia. Eminência parda de Eusébio, mais tarde companheiro de equipa, tudo venceu, com excepção da Taça Intercontinental. Esteve em cinco finais europeias, foi bicampeão da Europa, sempre com golos da sua lavra. Pela Selecção, atingiu o pódio, no Inglaterra 66, era o capitão, o líder da mais afinada orquestra da bola nacional. Na mundialização do seu prestígio, envergou também a braçadeira da equipa FIFA, na festa de homenagem ao mítico Ricardo Zamora.
Dava músculo, dava cérebro, dava alma, dava até pelo, dava sangue. Dava ordens ao jogo, dava-lhe ordem, também. Dava jeito, tanto jeito. Dava o que dava e não dava mais porque não havia mais para dar. Sem exagero. Coluna era o farol do futebol português. Também o único e último imperador."

João Malheiro, in O Benfica

Águas, Coluna e Eusébio

"José Águas, Eusébio e Coluna são os três nomes mais míticos da minha “educação” benfiquista. Nascido no início dos anos setenta, ouvi vezes sem fim a narração dos grandes feitos do Benfica da década de sessenta. Os mais velhos da família passavam testemunho das grandes finais europeias, das conquistas, das jogadas, das goleadas… e na voz dos narradores, nascia a epicidade dos heróis. De entre todos, aquela “santíssima trindade” sobressaía.
Os golos, a elegância, o jogo aéreo e a eficácia do Águas, o grande capitão das finais conquistadas; a excelência superior do “Rei”, do maior de todos, o Eusébio; e a força, o pulmão, a inteligência, a determinação e a liderança do Coluna. Estes três eram míticos para a História do Benfica e heroicos no imaginário de quem, sem nunca ter tido o privilégio de os ver jogar ao vivo, cria uma imagem sonhada e, como tal, mais vincada e duradoura.
Aconteceu comigo e com milhões de outros benfiquistas que cresceram no benfiquismo, tendo como referência homens que julgamos eternos na medida em que se eternizam no nosso imaginário colectivo. Com o falecimento do Senhor Mário Coluna, deixámos de ter o último representante da tal trindade que, sendo maiores entre os maiores, percebiam que eram pequenos perante o Benfica.
Repito que não vi o Coluna jogar, mas vi-o, ao vivo, ajoelhar, com humildade e agradecimento, perante a Águia de Ouro que o Benfica lhe ofereceu como reconhecimento do seu papel cimeiro na história do Clube. Ali, naquele momento, estava mais uma, a derradeira, lição de liderança e benfiquismo que o Senhor Coluna nos deu: ensinou-nos a ser humildes na gratidão ao Benfica."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Porquê correr riscos?

"O Benfica não jogou bem no Restelo. Ganhou merecidamente contra um adversário frágil que só atacou uma vez e até marcou um golo bem mais legal do aquele que lhe valeu um ponto na Luz. Mais grave é que ficou a ideia de que se o Benfica quisesse marcaria, um ou dois golos, a todo o tempo. Então porquê correr riscos?
A gestão de resultados de vantagem mínima não está no ADN do Benfica. Aquilo a que muitos chamam maturidade competitiva e realismo é normalmente preguiça. Aquilo que o Benfica sabe fazer bem é jogar bem. A melhor forma de gestão de um jogo é, para o Benfica, jogá-lo à Benfica. Jorge Jesus mostrou, e bem, nas declarações do final do jogo, que estava mais irritado que os adeptos com aquela gestão preguiçosa.
Só não se fala muito nisto porque o FC Porto mostrou de forma ainda mais hilariante como segurar um ponto depois de estar a vencer 2-0 ao limitado Vitória de Guimarães. Rui Vitória continua a fazer milagres, e só Danilo em cima da linha de golo fez com que a proximidade pontual do FC Porto ao Estoril não fosse maior.
Depois dos eufóricos festejos pelo empate de Frankfurt dever-se-iam ter vistos festejos pelo empate arrancado a ferros em Guimarães.
O Benfica define a época e as suas glórias nos próximos jogos. O Estoril, pela sua qualidade, pelo jogo do último ano, pelo resultado no Dragão, não pode ser surpresa para ninguém no Benfica. Domingo tem de haver uma abordagem ao jogo igual à que foi feita frente ao FC Porto e ao Sporting.
Paulo Fonseca, que venceu a única prova que disputou até ao fim, a Supertaça, deixou o FC Porto a disputar todas as outras Campeonato, Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga. Sempre se pode concluir que ao não deixarem Paulo Fonseca terminar a época, podem ter deitado fora um ano como o de André Villas-Boas."

Sílvio Cervan, in A Bola

Para quê complicar?

"1. Não gostei da atitude da equipa no jogo no Restelo, que poderíamos ter ganho facilmente e acabámos sujeitos a ter que ouvir e ler que um golo do Belenenses, que daria o empate, foi mal anulado. Mas até que ponto a posição do avançado azul que não 'interferiu' na jogada terá perturbado a acção do nosso guarda-redes? Há que recordar que no empate da 1.ª volta, bem como nos jogos de Alvalade e no campo do Marítimo fomos bastante prejudicados... Mas tudo isso passaria a segundo plano se a equipa não se tivesse acomodado ao sempre perigoso 1-0, passando a jogar a 10 à hora.
Admito que não deveremos cair no 'exagero' das grandes 'cavalgadas' das últimas épocas, sempre em alto ritmo à procura de (ainda) mais um golo. Mas abrandar e simplesmente controlar o 1-0 pode dar mau resultado. A nossa vantagem sobre Sporting e (principalmente) FC Porto é cómoda mas está longe de ser decisiva.

2. Foi um aniversário triste, o dos nossos 110 anos. Depois de Eusébio, deixou-nos outro dos campeões europeus, o grande capitão Mário Coluna, cujo funeral foi realizado precisamente no dia do nosso aniversário. Louvável a atitude da direcção, que esteve representada ao mais alto nível em Maputo e levou consigo os campeões europeus ainda vivos.

3. Já não é novidade mas continua a lamentar-se: a triste (e anti-Benfica) atitude dos No Name Boys, tão bons a apoiar incansavelmente a equipa como maus a 'angariar' multas para o Clube pagar, semana após semana. Já vai em 91 mil euros está época, tanto quanto a soma das multas (por mau comportamento dos adeptos) de FC Porto e Sporting. Na base dos castigos, sempre a mesma razão: petardos. Mais grave: a acção é premeditada, já que nos jogos europeus (os castigos aí poderiam passar por interdição do campo) eles se portam bem. Até quando?

4. Os resultados da equipa de futebol condicionam muito a apreciação da valia dos dirigentes dos clubes, esquecendo-se muitas vezes tudo o resto. Agora que o FC Porto está na mó de baixo já Pinto da Costa está a ficar velho e a perder qualidades. Penso que o grande sinal da quebra do clube está na demissão do seu administrador Angelino Ferreira, pelo que isso pode significar. A par das contas e da nítida menor valia da equipa. Mais do que a idade do presidente, que continua igual a si próprio..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Até à Vitória

"Num mês de 28 dias, a equipa principal de futebol do Benfica disputou 7 jogos - um jogo de 4 em 4 dias -, obtendo 6 vitórias, 1 empate, 12 golos marcados, 1 golo sofrido, consolidando o 1.º lugar na classificação da Liga, passando às meias-finais da Taça de Portugal e aos oitavos de final da Liga Europa. Se somarmos o mês de Janeiro, teremos que o Benfica disputou 13 jogos - um jogo em cada 5 dias -, com 12 vitórias e 1 empate, 25 golos marcados contra 1 sofrido, tendo pelo caminho jogado com adversários como o FC Porto e Sporting. Pelo meio ficaram uns tantos golos de raiva, poucos golos para tanto domínio em alguns jogos, uns tantos golos artísticos. O Benfica perdeu entretanto um esteio do meio-campo, que foi «só» o melhor jogador da época passada de acordo com diversas avaliações, mas também ganhou um reforço de Inverno com o resgate de Eduardo Salvio à enfermaria.
É efectivamente um magnífico score que justifica plenamente a classificação actual, depois de um início de época um tanto vacilante. E que dá razão a todos quantos diziam - contra os mensageiros da desgraça - que o Benfica tinha plantel para fazer uma grande época. O Benfica é líder por mérito próprio e não apenas em função das desgraças alheias.
Mas os êxitos de uma equipa fazem-se em função do plantel disponível, do trabalho no dia-a-dia, da competição da equipa técnica, de alguma sorte e azar, de apoio dos adeptos, mas também do estado de espírito individual e da mentalidade do colectivo. O Benfica ainda não ganhou nada mas depende de si em todas as provas em que está envolvido, nomeadamente nas 9 jornadas que faltam ao campeonato. E o depender de si significa entrega, atitude, vontade, determinação, empenho, intrepidez. Cabe-nos dar a nossa parte no apoio à equipa e exigir que a equipa corresponda ao nosso apoio. Até à vitória."

João Paulo Guerra, in O Benfica

Para além do Futebol

"As modalidades do Benfica estão bem e recomendam-se.
Decorrida parte significativa das temporadas regulares, todas elas se mantêm firmes na luta pelo topo das respectivas classificações, exibindo uma impressionante percentagem de vitórias (86%). A título de exemplo, e servindo de referência, poderemos aferir que a percentagem de triunfos no Futebol - também ele, como sabemos, a fazer uma excelente época - anda pelos 77%.
Acresce que, quer Voleibol, quer Basquetebol, quer Atletismo, quer, sobretudo, Hóquei em Patins, já conquistaram troféus em 2013-2014. Certamente não serão os únicos, nem os últimos.
Voleibol e Basquetebol são, de resto, aqueles que apresentam números mais significativos: além da liderarem, isolados os seus campeonatos (confirmando o favoritismo), somam, e conjunto, 48 vitórias em 51 partidas oficiais realizadas.
O Hóquei, por ser lado, venceu dois importantes troféus internacionais, sagrando-se Campeão do Mundo. Enfrentou algumas dificuldades intra-muros, mas conseguiu manter as portas abertas para o título. Também na Euroliga tem dado cartas, vencendo facilmente o seu grupo, e tendo todas as possibilidades de chegar novamente à 'Final-Four' da competição.
O Andebol está apenas a um ponto do 1.º lugar, à entrada para a segunda, e decisiva, fase do campeonato. É altura de mostrar a raça benfiquista, e recuperar um título que nos escapa desde 2008.
Já o Futsal tem tido os altos e baixos que seriam de esperar numa temporada de transição, em que saíram e entraram vários jogadores. Tudo se decidirá no Play-Off, momento em que, certamente com a máquina já bem oleada, os 'encarnados' estarão na luta pelo triunfo.
Se, além de tudo isto, acrescentarmos que o nosso clube ainda se mantém em todas as cinco Taças de Portugal em questão, que o Atletismo já venceu Estrada e Pista Coberta, e que nos sectores feminino e de formação todas as ambições são ainda legítimas, podemos ter esperança numa grande temporada à Benfica, seja nos relvados, nos pavilhões, ou nas pistas."

Luís Fialho, in O Benfica

Mau 1.º dia...

O 1.º dia dos Mundiais de Atletismo de Pista Coberta, que se estão a disputar em Sopot, na Polónia, não correu da melhor maneira para os atletas do Benfica:
- Marco Fortes, não conseguiu a qualificação para a Final do Peso, ficando-se pelo 11.º lugar com 20,12m, conseguido logo no 1.º ensaio. Acabou por ser uma marca dentro do esperado, para o momento actual do Marco... Estou neste momento a ver a Final do Peso, e as marcas estão a ser surpreendentemente muito boas (para esta altura da época), com vários lançamentos acima dos 21m, só mesmo o Marco Fortes ao seu melhor nível poderia aspirar a um top-5!!! Recordo, que nas últimas grandes competições o Marco tem conseguido várias presenças nas Finais, ultimamente alguns problemas físicos têm impedido marcas melhores, mas pelas declarações do Marco no final da prova, os problemas parece que estão ultrapassados e nos próximos tempos, as expectativas são altas...
- A Eva Vital merecia o prémio do cumulo do azar!!! Com uma qualificação muito difícil para este Mundial - tendo como objectivo o recorde nacional, seria sempre complicado passar as eliminatórias... -, a Eva não merecia ter-se lesionado no aquecimento da prova dos 60m barreiras... A Eva é jovem, e terá com certeza mais oportunidades para se mostrar ao mais alto nível...

Amanhã teremos o Rasul Dabo nos 60m barreiras. O objectivo é a melhorar a marca pessoal.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Gerir

"Há expressões muito comuns no desporto que merecem ser esmiuçadas. Por exemplo: «gerir o resultado» ou «fazer uma boa gestão do tempo». Estou para os jogos como a «gestão de expectativas» está para os economistas. Nem sempre com bons resultados, convenhamos.
Gerir significa, primacialmente, procurar uma boa conjugação se atingirem os objectivos (eficácia). No futebol, tem a ver, entre múltiplos factores, com o doseamento do esforço físico, o apuramento de forma, o esforço mental, o equilíbrio psicológico, a confiança ou falta dela. Numa palavra, tem a ver com pessoas, não com máquinas. E isto faz toda a diferença. E também porque, do outro lado, estão outras pessoas com objectivo simétrico. Por isso, gerir não pode ser dissociado de quem igualmente quer gerir, ainda que de maneira diversa e para um resultado diferente.
Mas gerir também quer dizer, no jargão desportivo, deixar passar o tempo com o menor sobressalto possível (leia-se, golos sofridos). O problema é que, não raro, em vez de se matar o tempo é o tempo que pode matar a dita gestão. À medida que se escoa essa variável inexorável que é o tempo, o gerir tem um duplo e contraditório significado: está-se mais perto da completa boa gestão, mas mais longe de a recuperar perante um percalço.
Na última jornada, os jogadores do Benfica resolveram gerir o tempo no Restelo. Acabou bem, mas quantas vezes, em circunstâncias similares, se pode acabar mal. Não teria sido melhor ir directamente para o 2.º golo, em vez de gerir tanto tempo com um resultado tão somítico? Até por causa da nossa gestão de nervos..."

Bagão Félix, in A Bola

Gestão olímpica ou caminhar no arame - eis a questão

"Não nos levem a mal que não nos indignemos se no próximo Belenenses-Sporting o árbitro castigar os visitantes com 'penalty' por falta feita por um 'placard' para lá das quatro linhas.

O Benfica venceu os seus dois últimos jogos para a Liga expressando magramente a sua inquestionável superioridade em ambas as ocasiões através de resultados, enfim, lacónicos para não dizer preguiçosos. Na Luz, o Benfica ganhou por 1-0 ao Vitória de Guimarães e no Restelo ganhou por 1-0 ao Belenenses. Lacónicos e inquietantes resultados.
É verdade que valeram, e valeram muito, valeram precisamente 3 pontos, os golos solitários de Markovic e, por último, o de Gaitán. Do ponto de vista artístico nada há a reclamar. O sérvio e o argentino, cada qual em seu palco, assinaram golos raros e de grande beleza.
Golos tão especiais, tão espectaculares que, findos os dois jogos e garantidas as vitórias, uma pessoa até se pode dar ao luxo de pensar que, perante monumentos daqueles, seria desperdício procurar marcar mais porque mais golos só viriam roubar o protagonismo devido aos artistas em causa.
Com todo o respeito pelos artistas, este não é o caminho mais aconselhável para o estado de taquicardia geral entre os adeptos e para a recuperação do título que foge ao Benfica vai fazer quatro anos.
Gerir resultados de 1-0 é caminhar no arame, é pôr-se à mercê de velhas circunstâncias bem conhecidas de um Benfica que, nas últimas duas temporadas, perdeu estupidamente nas últimas jornadas as vantagens amealhadas ao longo da prova.
As palavras de Jorge Jesus no fim do jogo do Restelo ilibam-no deste pecado que não é, de todo, nem de orgulho nem de gula, mas que é um pecado de ócio activo. O treinador do Benfica reprovou o “excesso de confiança” da sua equipa que, por não sofrer golos com a frequência com que sofria num passado recentíssimo, se terá convencido de que é imbatível. Portanto o 1-0 chega.
Não chega. Como se viu, por exemplo, no jogo com o mesmíssimo Belenenses na primeira volta do campeonato. O Benfica marcou cedo, aos 18 minutos por Cardozo, começou todo contentinho a gerir o resultado e o Belenenses, num lance tão fortuito quão irregular, empatou o jogo à meia hora. Da gestão olímpica à sofreguidão foi um instante e depois nem uma hora de jogo chegou para o Benfica dar a volta ao resultado e ganhar o jogo como era a sua obrigação.
São estes os perigos da gestão de resultados tangenciais. No domingo, no Restelo, só não se repetiu o filme porque o fiscal-de-linha que acompanhava o ataque do Belenenses na segunda parte assinalou, indevidamente, um fora-de-jogo a Tiago Caeiro invalidando-se assim o golo do empate dos anfitriões.
É certo que ainda faltavam vinte minutos para o fim da partida e que nesses vinte minutos o Benfica poderia voltar a adiantar-se no marcador. Ou antes pelo contrário. Mas nunca fiando.
O golo anulado a Tiago Caeiro suscitou grande indignação nos debates televisivos que se lhe seguiram. Sobretudo indignação vinda dos analistas emocionalmente ligados ao Sporting cuja distância pontual para o Benfica é perfeitamente anulável se o Benfica persistir neste modo insensato de gestão de resultados tangenciais.
Admito a indignação. Não se pode exigir ao rival imparcialidade de julgamento nestes momentos. Não se lhes pode exigir que considerem o golo mal anulado a Tiago Caeiro no Belenenses-Benfica como uma resposta da divina providência ao golo mal validado a Diakité no Benfica-Belenenses. Era pedir muito. 
Também não nos levem mal, caros rivais de sempre, que não nos indignemos por aí-além se, eventualmente, no Belenenses-Sporting da antepenúltima jornada da Liga, o árbitro resolver castigar os visitantes com uma grande penalidade por uma falta cometida por um placard de publicidade, geograficamente fora das quatro linhas, sobre um qualquer jogador do Belenenses.
Dirão os adeptos do Restelo que foi a divina providência a ressarci-los daquela singular ocorrência do jogo da primeira volta em Alvalade. E quem, de bom senso, os pode contrariar?
No entanto, com todo o respeito pela divina providência, pouco fiável na minha opinião alicerçada em décadas de acompanhamento da Liga portuguesa, venho encarecidamente solicitar aos jogadores do Benfica que não se fiem na Virgem, que desçam à terra e cumpram o que falta cumprir, são 9 jogos, imbuídos de um fortíssimo espírito de divina previdência.
Previdência não é providência. Previdência é ser previdente, é acautelamento, é precaução, é prevenção. É tudo menos gerir resultados tangenciais.

POR ocasião do centésimo-décimo aniversário do Sport Lisboa e Benfica foi inaugurada no Estádio da Luz uma estátua a Béla Guttman.
Fica bem ao Benfica homenagear de forma perene o treinador que lhe deu os seus únicos títulos europeus. Foram dois, brilhantíssimos, na prova maior, conquistados a equipas à época consideradas imbatíveis como o eram Barcelona e o Real Madrid.
É certo, também, que tudo isso já foi há muito, muito tempo. O agradecimento do Benfica a Guttman chegou trinta e três anos após o desaparecimento do treinador húngaro. É caso para se dizer que tardou mas chegou.
Béla Guttman tem, finalmente, uma estátua na Luz. E está morto, já não treina.
Cada emblema sabe de si no capítulo dos preitos. Kelvin, por exemplo, tem um espaço que lhe é inteiramente dedicado – Espaço K - no museu do Dragão. E Kelvin está bem vivo. Mas não joga.

NA semana passada, o Correio da Manhã escreveu em letras gordas: «Benfica TV rouba clientes à Sport TV».
Sem pretensos moralismos, trata-se de um título sensacionalista porque roubar é feio, é crime, é pecado e, em boa verdade, a Benfica TV não roubou nada a ninguém, muito menos à Sport TV.
Pronto, com boa vontade aceita-se. Trata-se tão-somente de uma figura de estilo este “roubar” e todos sabemos como o futebol, tão rico em personalidades, em eventos e em folclore, se presta às hipérboles, às metáforas, ao exagero.
O Correio da Manhã, no fundo, limitava-se a noticiar um parecer da Autoridade da Concorrência revelando o impacto obtido no mercado pela estação de televisão do Benfica que ultrapassou já os 300 mil assinantes. O que explica, segundo a referida Autoridade, a descida do número de clientes da Sport TV. O canal de Joaquim Oliveira atingiu um mínimo de subscritores que não se verificava desde 2008, regista a imparcial Autoridade no seu parecer. No Verão, quando a Benfica TV passou a transmitir os jogos do Benfica no Estádio da Luz e a cobrar por isso, houve muita autoridade do futebol nacional, gente de peso e bem-falante, que temeu publicamente pela «verdade desportiva» da coisa. Temia-se, por exemplo, que o Benfica sonegasse imagens que de alguma forma pudessem comprometer ou incriminar os seus jogadores e demais funcionários perante as altas instâncias dos conselhos disciplinares da Liga e da FPF.
Felizmente e bem depressa se provou o contrário. Na lamentável recepção ao Arouca, que terminou num empate, foram transmitidas, sem qualquer espécie de véu, as imagens de Enzo Pérez, agastado com o árbitro, dirigindo-lhe aquele gesto redondo de mão, algo sensacionalista, qual título do Correio da Manhã, gesto que subentende “roubar”. Deu em sumaríssimo, evidentemente, e o argentino foi suspenso por um jogo graças às imagens transmitidas pela Benfica TV amiga da verdade desportiva.
Já no último domingo, a Sport TV roubou aos seus assinantes as ocorrências mais mirabolantes do palco de Guimarães ao falhar a transmissão das imagens de Ricardo Quaresma «de cabeça quente», em «descontrolo emocional» – cito as noticias dos jornais porque não se viu nada disto na TV – «gritando aos ouvidos do auxiliar», «pontapeando as protecções laterais das câmaras de televisão» – e eram as câmaras da própria Sport TV! – «apontando o dedo a um adepto num gesto de espero por ti lá fora» e «indo ao banco do Vitória pedir explicações». De acordo com o relato deste jornal «valeu a intervenção do médico portista a tirar o extremo do olho do furacão». Valeu-lhe isso e a ausência de imagens televisivas. Na qualidade de assinante da Sport TV, uma pessoa sente-se roubada. Roubada, não. Roubada é exagero, é hipérbole. Sente-se antes defraudada. Sumaríssimamente defraudada."

Leonor Pinhão, in A Bola

Tentação de Jesus

"Terão os acontecimentos das duas últimas épocas servido de lição para Jorge Jesus? Conseguirá o treinador do Benfica manter a ideia (e o discurso) de que, este ano, o Campeonato é o objectivo supremo, para cuja luta está disposta a sacrificar competição europeia e taças de Portugal e da Liga? Mesmo com vantagem de nove pontos para o FC Porto e de cinco para o Sporting, resistirá o técnico encarnado à legítima tentação de voltar a olhar para a Liga Europa como meta igualmente a alcançar, agora que já está nos oitavos de final e depois de, há menos de um ano, ter perdido de forma inglória a final diante do Chelsea?
Até agora, e pela primeira vez desde que chegou à Luz, Jorge Jesus parece estar a resistir a todas a tentações. De forma algo surpreendente, apostou numa segunda linha nos dois jogos frente ao PAOK, poupando os principais craques para os desafios da Liga interna. Resultado: quatro vitórias, somando as duas europeias e as duas do Campeonato. Objectivo, portanto, cumprido e cumprindo o prometido: «O Campeonato é o que queremos realmente conquistar!»
Mas, agora, segue-se o Tottenham, um gigante Inglês, e o prémio é a presença nos quartos de final, ali cada vez mais perto da final de Turim. E Jesus dá-se bem com os Ingleses. E... resistirá à tentação de tudo querer? Seguirá os passos do seu homónimo de há dois mil anos, quando este, após o baptismo, foi jejuar por 40 dias e 40 noites no deserto da Judeia e resistiu a todos as tentadoras ofertas que o Diabo lhe foi fazendo?
Sempre que tudo quis, Jesus, o do Benfica, tudo perdeu. Aconteceu há duas épocas quando voou até aos quartos de final da Champions (caiu diante do Chelsea e com queixas sobre a arbitragem) mas, em parte pelo sacrifício extra na Europa, viu voarem os cinco pontos de vantagem que chegou a ter sobre o FC Porto na Liga; aconteceu na época passada, quando voou até à final da Liga Europa (novamente o Chelsea como carrasco...) mas, de novo, viu voarem cinco pontos de vantagem que tinha sobre os dragões, à beira do fim... Em breve, veremos."

João Pimpim, in A Bola

PS: Uma rectificação: na época que fomos eliminados da Champions pelo Chelsea, os pontos perdidos que nos custaram o Campeonato, foram perdidos muito antes dos jogos com os Ingleses, e a responsabilidade principal foi dos Xistras, dos Hugos Migueis, dos Proenças e dos Soares Dias e até dos Capelas...!!!

O 'suplente' Jardel

"Gerir um balneário não deve ser tarefa fácil. Mormente um grande clube onde a complexidade de sensibilidades, idiomas, idiossincrasias e amuos, diz-se que uma boa dor de cabeça de um treinador é ter dois jogadores (pelo menos) para cada posição. Melhor que só ter um ou... nenhum, diria o Senhor de La Palisse, caso o futebol existisse no seu tempo (1470-1525).
Vem isto a propósito de um atleta que considero exemplar: o defesa-central Jardel. Um verdadeiro jogador de equipa e para a equipa. Quando entra, como titular ou suplente, cumpre com a regularidade de um pêndulo. Joga sem deslumbrar, mas com a qualidade necessária e suficiente para a equipa não entrar em sobressalto. É o que, na gíria, se pode chamar um suplente de luxo (curiosa e paradoxal expressão).
Mas tanto ou mais importante, Jardel sabe conviver serenamente com essa condição (quiça injusta) de substituto. Não evidencia mal-estar, não se agasta, não desiste, não dá entrevistas a queixar-se, não faz gestos indisciplinados quando sai ou entra. Pelo contrário, joga com o profissionalismo e a intensidade de titular apesar de ser o terceiro, depois de Luisão e Garay. No recente jogo com o V. Guimarães foi um herói, no desempenho e no sacrifício, numa situação de tremenda dificuldade física. De seguida volta à normalidade de suplência, sem azedume ou lamúrias.
Jardel é,  por isso, precioso. Indispensável numa equipa que joga para ganhar em todas as competições. Tão precioso como os titulares indiscutíveis. Por vezes, até mais. Ainda bem que não saiu do Benfica. Os adeptos estão-lhes gratos."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 5 de março de 2014

Horibilis !!!

Juventude de Viana 9 - 5 Benfica

Como não vi o jogo, não vou tecer muitos comentários, mas é inadmissível sofrer nove golos da Juventude, isto depois de no último sábado termos sofrido sete do Turquel... algo se passa!!! Muito sinceramente, não tenho qualquer esperança na conquista do Campeonato, e não era preciso este jogo para me provar, que neste momento não temos consistência para sequer pensar no título principal!!! Existem outras competições para conquistar, mas para isso acontecer, é preciso defender... e isto já começa a cheirar a má vontade: contra o treinador, contra dirigentes, não faço a mínima ideia, mas algo se está a passar...!!!

Marko...