Últimas indefectivações

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Festival de golos...

Benfica 15 - 4 HC Braga

Goleada, sem espinhas, que começou logo nos primeiros segundos!!! Destaque para estreia do Diogo Neves a marcar no Campeonato, depois de também ter marcado na Liga Europeia no último sábado... Esta noite até marcámos golos de 'bolas paradas'... milagre!!!
Jornada sem surpresas, falta somente o Corruptos-Valongo, que será jogado na próxima semana...

Para além de um jogo

"Este texto é publicado já com o resultado da Luz conhecido. Para mim é ainda desconhecido porque o escrevo antes do jogo adiado e depois do jogo não jogado. Mas para o caso, tanto interessa. Porque não é sobre o jogo que escrevo.
Domingo, estive no Estádio da Luz, entre Miró e Stephanie. Entre um surrealismo artístico e meteorológico. A águia Vitória foi mais avisada. Não ousou voar. Assim evitou ultrapassar os limites do Estádio e prevenir voos descontrolados na 2.ª Circular. Lá, lembrei-me da canção dos anos 60 de Bob Dylan, With God on our side. Porque uns escassos minutos separaram o incómodo pelo atraso num dérbi, de um iminente desastre nas bancadas. O tempo que mediou entre a vulnerabilidade a ventos fortíssimos e uma saída rápida de uma multidão (a)traída pela saraivada de aquilo que, então, designei pelo acrónimo OVNI. Sim, porque eram para mim (leigo nestas matérias de obras) objectos voadores não identificados, que depois se soube ser lá de rocha em versão light e - pior - chapa metálica em versão hard.
Duas lições reforçadas desta situação: a primeira é que a Natureza tem o poder de se impor com a sua força e não deve ser desconsiderada; a segunda é que, perante a mesma Natureza, um jogo, mesmo que de grande simbolismo como é este dérbi, vale menos do que nós adeptos e eles jogadores e árbitros. Aqui não conta a teoria da probabilidade. Basta a certeza de esta não ser igual a zero.
Cito Pascal: «O que é o homem na natureza? Um nada em relação ao infinito, um tudo em relação ao nada, um ponto a meio entre nada e tudo.»
O futebol é desporto de Inverno, diz-se. Mas não tanto."

Bagão Félix, in A Bola

A grandeza de Eusébio

"No meio do alarido destinado a que o jogo FC Porto-Marítimo das meias-finais da Taça da Liga deu origem, é bom verificar que ainda há uma voz autorizada como a de Vítor Serpa que (vd. editorial do dia 6) dá testemunho de bom-senso e isenção e procura, num exercício de profilaxia, declarar e demonstrar que o rei vai nu e que o fundamento para a contestação não tem pés nem cabeça. O facto da Liga dar andamento ao processo só a desacredita.
1. Todos sabíamos que Eusébio foi um dos maiores futebolistas de todos os tempos, mas talvez alguns ignorassem que a sua auréola havia alcançado uma dimensão tão planetária. Dois exemplos: no museu do estádio de San Siro, em Milão, foi-lhe dedicada a primeira exposição de 2014, constituída por troféus e objectos históricos que marcaram a sua carreira, incluindo a camisola do jogo contra a Coreia no Mundial de 1966, em Inglaterra, no qual marcou quatro golos, além dos programas oficiais e bilhetes autografados das finais das Taças dos Clubes Campeões de 1963 3 1965, respectivamente em Londres (Milan) e Milão (Inter). Mais extraordinário, porém, foi o artigo que, sob o título Grandeza sem arrogância, o jornal do Vaticano L'Osservatore Romano lhe devotou, ilustrado por uma foto que correu mundo na qual se vê o Pantera Negra em posição acrobática perfeitamente sincronizada, todo no ar, a disparar de pé esquerdo um remate fulminante para golo. Ali são exaltadas a sua fidelidade a um só clube (o Benfica), a sua recusa em deixar-se instrumentalizar na guerra colonial com Moçambique (onde nasceu), a sua simplicidade e, por fim, a classe portentosa.
2. Finalmente , a FIFA decidiu levar à próxima reunião da International Board, no dia 1 de Março em Zurique, alguns dos problemas mais quentes com que hoje o futebol se defronta: a entrada em campo do video-replay (moviola); a expulsão temporária de jogadores faltosos; a abolição da tripla sanção (expulsão, penalty e castigo ao infractor) e a sua substituição por penalty e advertência. Para início de conversa já é salutar."

Manuel Martins de Sá, in A Bola

Ferrari para a vitória...

Benfica 2 - 0 Sporting

Passámos ao lado da goleada, com uma excelente exibição, consistente, quase sem erros individuais defensivos... Com um pouquinho mais de calma no momento do remate, e o resultado seria histórico!!! Foi um jogo de sentido único, mesmo quando o Benfica recuou um pouco e deu a bola ao Sporting, no inicio da 2.ª parte, foi sempre o Benfica a equipa mais perigosa, o Sporting só criou uma jogada perigosa de sua iniciativa, sem ressaltos, ou faltas não assinaladas... E mesmo aí, foi mais demérito do Maxi/Markovic que não anteciparam aquilo que o Heldon ia fazer...!!!
Oblak com pouco trabalho, mas com qualidade, tanto no ar, como nos remates de fora... Centrais impecáveis, mais um grande jogo do velhinho Capitão... Um dos melhores jogos do Siqueira... O Maxi está mais selectivo nas subidas, o que é bom, aquela jogada do Heldon foi a única nódoa... O Fejsa só falhou um passe no início do jogo, de resto muito bem na antecipação, muito bem na construção de jogo quando recuava para o meio dos Centrais... O Nico marcou, e fez jogar, correu muito no ataque e a defender, não merecia aquele golo falhado no final da 1.ª parte... O Markovic não fez nenhum daqueles sprint's que nos habituou nos jogos grandes, mas além de estar a defender muito melhor, não teve nenhuma daqueles perdas de bola irritantes... O Lima e o Rodrigo correram muito, mas desta vez o Lima esteve melhor, muito bem a recuar e abrir espaços... Quando as coisas começam a correr mal ao Rodrigo, o rapaz enerva-se, e nada lhe corre bem: foi exactamente isso que aconteceu hoje, muita corrida, muitos remates, e muitas decisões erradas...
O Enzo voltou a ser o melhor em campo, tanto a defender como a atacar. Foi o grande desequilibrador da equipa, e ainda demonstrou outra qualidade rara: 'cabeça'!!! Depois de ter levado o amarelo, conseguiu controlar os ímpetos, e não deu qualquer hipóteses de levar o 2.º !!! Foi um autêntico Ferrari todo-o-terreno, como já é habitual...aquelas arrancadas típicas do Enzo, pelo meio, de peito feito, e passada larga, são a imagem de marca do Argentino... só falta melhorar um pouco nos passes longos nas costas da defesa adversária...!!!
Amanhã irei rever o jogo na TV, mas no Estádio achei a arbitragem vergonhosa, com um critério técnico e disciplinar do mais inclinado possível... é verdade que não houve nenhum lance 'importante', mas as faltinhas foram sempre para o mesmo lado, e os cartões aos Lagartos só apareceram no final da partida...

A caminho de casa, ouvi a Antena 1, é incrível como é que de repente a estratégia Lagarta que durante 48 horas, foi elogiada por todos, passou a ser 'suicida'!!! Incrível como a 'culpa' não foi do treinador do Sporting, mas sim do adiamento do jogo, e da perda do efeito surpresa!!! E já agora, mais um 'cueca' do Patrício na Luz, e mesmo no grande golo do Enzo, a bola não foi muito bem colocada!!!
Os Lagartos 'venceram' nos comunicados ridículos, e o Benfica venceu em campo... E desta vez nem penalty's têm para protestar...!!! O relvado aguentou a muita chuva que caiu durante o dia, mas ainda se nota que não está na condição ideal...

Estamos em 1.º lugar, mas a vantagem é curta. Os 4 pontos para os Corruptos são de facto 1 ponto de vantagem, porque não nos podemos fiar na última jornada apitada pelo Proença... Perder pontos no próximo jogo em Paços é proibido...!!! 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Os Engenheiros !!!

Em cada português existe um treinador de futebol, em cada português existe um potencial gestor futebolístico... tudo isso já sabíamos, a partir de ontem, também ficámos a saber que em cada português existe um Engenheiro Civil, e um técnico da Protecção Civil !!! Está no nosso ADN...!!!
Também fiquei chateado ontem no Estádio ao saber que o jogo seria adiado, do local onde estava não me apercebi da gravidade da situação... quando cheguei a casa, mesmo com mais informação, não comentei o caso. Não tenho dados suficientes.
Mas de todas as declarações, aquelas que achei mais relevantes, foram as do Mário Dias. Que me obrigam a perguntar:
Se existiam obras de manutenção a decorrer, os últimos funcionários a deixar o serviço (na Sexta provavelmente...), deixaram tudo em condições, ou esqueceram-se de apertar alguns rebites?!!!
E se a resposta à pergunta anterior for positiva, deverá o Benfica reclamar a quem de direito, uma indemnização pelos prejuízos financeiros que sofreu?!!!

Mesmo assim a maior estranheza ao sair da Luz, foi a aparente forma civilizada como a Direcção Lagarta se comportou... como é que eles hoje se iriam queixar de penalties não assinalados, sem que o jogo tivesse sido realizado?!!!
Mas não existem razões para preocupação, menos de 24 horas depois, os Lagartos voltaram aos comportamentos habituais, os 2 comunicados entretanto publicados (haverá mais?!!!), são prova da demência mental dos ditos cujo...
Invocar hipocritamente artigos do regulamento, não aplicáveis ao caso, para tentar passar uma imagem de fair-play, é bem demonstrativo do carácter dos representantes da instituição... A preocupação com saúde dos incendiários - que por acaso estavam exactamente no lado oposto do Estádio, em relação ao problema da cobertura... -, além da habitual estratégia populista, prova que esta gente não é de confiança...

Eu, que até sou um grande apologista de estratégias de alianças, para derrubar os Douradinhos, ao contrário de outros Benfiquistas, não tenho a mínima esperança na actual Direcção Lagarta... São tão maus como os outros. O facto de serem menos subservientes aos Corruptos do que os anteriores, para mim, não é suficiente!!!

A pescada

"1. A viagem do Benfica às Antas para jogar a meia-final da Taça da Liga foi adiada, pelos vistos. O FC Porto não só tem feito questão de adiar a conquista da sua primeira Taça da Liga ano após ano, como faz questão de adiar o próprio desenrolar da competição. Na época passada, por via de três jogadores que entraram em campo 15 minutos antes do tempo permitido pelos regulamentos, abriu-se um inquérito (daqueles que só servem para gastar papel, pois no Futebol português há os inimputáveis e os outros). Esta época, abre-se um inquérito por onze jogadores que entraram em campo depois da hora assinalada pelos regulamentos. Gasta-se mais papel e a decisão é como a pescada: já era antes de ser. Não estranho. Que seria de esperar (esperar é o verbo correcto) de um clube que não sabe ao certo em que ano foi fundado? Puro anacronismo.

2. Não sei se, como diz o Azeiteiro-da-Cabeça-de-Unto, Portugal merece ou não os árbitros que tem. Portugal não tem merecido grande coisa nos últimos 150 anos, na verdade. Aqueles que verdadeiramente gostam de Futebol não merece, com certeza, arbitragens tão manhosas. E os tais profissionais-à-pressão, que nem sabemos se têm horário de trabalho ou se continuam a gerir a vidinha à medida das suas conveniências, também não merecem a gigantesca paciência de quem assiste semanalmente a tantas trapalhadas. Pagas a condizer..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um Maio louco em Lisboa!

"Na época de 1953/54, Benfica e Sporting disputaram quatro dérbies no espaço curto de 15 dias. Todos no Estádio Nacional. Nesse ano a vantagem foi dos leões...

A história das grandes instituições não é construída apenas de momentos brilhantes. A história dos grandes clubes não é feita somente de vitórias. Cabem nelas também derrotas feias, algumas lendárias, outras simplesmente dignas.

Hoje vou falar de derrotas. Daquelas derrotas que aos corações vermelhos dos benfiquistas mais doem, frente aos rivais de sempre, os que ficam hoje em dias do outro lado da avenida, Avenida General Norton de Matos para ser mais concreto: o Sporting claro está!
É semana de dérbi. É semana em que Lisboa se anima de um nervoso miudinho que vai para além do frio chato deste Inverno que nos cobre.

A espera é lenta, o tempo parece passar mais devagar no tique-taque dos ponteiros do relógio, mesmo que haja pelo meio a formalidade de uma viagem a Penafiel para o Benfica, já que o Sporting ficou pelo caminho, precisamente num dérbi, e dos bons!, na Luz com um 4-3 à moda antiga.

Vou para mais uma viagem ao passado, sessenta anos já decorreram (ou ainda não, perdão, faltam quatro meses) sobre aquela aventura de quatro derbies disputados em quinze dias, todos eles oficiais, está bem de ver. Isso mesmo: 15 dias  quatro Benficas-Sportings! Um luxo para os adeptos!
Estávamos em Maio. Maio de 1954. A última jornada do Campeonato inclui um Sporting-Benfica, no Estádio Nacional (houve uma altura em que era moda jogar-se o dérbi no Estádio Nacional, era moderno, levava mais gente, o passeio à Cruz Quebrada era convidativo), foi um Campeonato pobre do Benfica, ficou-se pelo terceiro lugar, a nove pontos do primeiro (o Sporting) e a quatro do segundo (o FC Porto). Na primeira volta, no mesmíssimo Estádio Nacional, vitória dos leões: 2-0, golos de Martins. Não houve vingança: o Sporting ganhou outra vez, agora por 3-2 de Janos e Martins outra vez (2), e de Águas e Salvador para os 'encarnados'.

Isso foi no dia 16. Pois no dia 23, Benfica e Sporting voltavam a entrar em campo. Agora era para a Taça de Portugal que, nessa época, se jogava totalmente após o final do Campeonato, assim a modos como que a fechar a temporada. Quartos-de-final. Jogavam-se a duas mãos. O recinto era o mesmo, o Estádio Nacional, e o Sporting recebia o Benfica, se assim se pode dizer. Vitória igualzinha à anterior. Com outros protagonistas. Aos 82 minutos, era o Benfica que estava em vantagem, golos de Arsénio e Calado contra um de Galileu. Depois tudo mudou. Travaços e Mendonça viraram o marcador do avesso, aos 82' de penálti e aos 86.

O empate e o desempate
Cabia desta vez ao Benfica jogar em casa, salvo seja. E assim, eis que os dois rivais voltam a subir ao relvado do Estádio Nacional no dia 30 de Maio para mais um tira-teimas. Vitória das 'águias', finalmente. E, para cúmulo do requinte sádico, com um resultado de 2-1 mas com os 3 golos a serem marcados por jogadores do Benfica: Salvador e Arsénio na baliza certa, Calado na baliza errada, a de Bastos. A «traição» de Calado registou-se aos 2 minutos. A reviravolta teve lugar aos 36' e 71'.
Ora, como a regra dos golos em casa alheia não fazia lei, obrigava o regulamento a um desempate.
Muito bem, marcou-se logo para o dia seguinte, isso mesmo, que também não fazia lei a regra do descanso das 72 horas.
Inevitavelmente no Estádio Nacional, no dia 31 de Maio de 1954, jogou-se o quarto dérbi desses loucos 15 dias de Lisboa. Nova vitória do Sporting por 4-2, caminho aberto para a final e vitória na prova num ano em grande para os rapazes de Alvalade. Arsénio pôs o Benfica em vantagem logo no primeiro minuto. Debalde. Travaços empatou aos 12 de penálti. Arsénio deu nova vantagem aos 30. O quarto-de-hora final foi fatal para o Benfica: Vasques, Albano e Martins resolveram a compita.
Mas as derrotas, nos grandes clubes, servem para ganhar alento para novas vitórias. O Benfica não iria esperar muito tempo pela desforra: na época seguinte, 1954/55, venceu o Campeonato e a Taça de Portugal. Vencendo o Sporting na final do Jamor, por 2-1: entre os dois rivais de Lisboa há sempre contas para ajustar..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Enervante

"1. Tudo nos correi mal em Barcelos num daqueles jogos em que deveríamos ter ganho e até com alguma facilidade, dada a diferença de valores entre as duas equipas. Mas, primeiro um 'relvado' que mais parecia um batatal, depois uma 'distracção' do Siqueira, um falhanço do Oblak e um 'erro de casting' contribuíram par um resultado absolutamente imerecido, tantas as oportunidades que tivemos para marcar e que a relva, o guarda-redes e o azar não deixaram concretizar. É um daqueles jogos em que, em várias ocasiões, apeteceu partir a televisão que, coitada, não teve culpa. Mas era o que estava à mão...
Valeram os resultados negativos do FC Porto e do Sporting. O Campeonato faz-me lembrar o de 2004/05, que ganhámos com Trapattoni como treinador e uma equipa qualitativamente bem inferior a esta. Nesse ano, os três 'grandes' foram perdendo pontos inacreditáveis e acabámos campeões, concluindo o Campeonato com o célebre golo de Luisão ao Sporting e um empate no Bessa. Tenho-me lembrado bem desse título este ano, face aos nossos enervantes empates com Belenenses, Arouca e Gil Vicente...

2. Terminou (será que terminou mesmo?) essa estúpida 'janela' de transferências de Janeiro (e, pelos vistos, Fevereiro), que muito interessa a empresários e jornais mas ajuda a descaracterizar o Futebol, que era bem mais verdadeiro e genuíno quando os jogadores se mantinham ligados ao mesmo clube ao longo de vários anos, permanecendo depois como símbolos desse mesmo clube, como foi o caso de Eusébio, Coluna, Águas, Ângelo, Humberto, etc., etc. e é agora Luisão. Perdemos Matic (mal 'perdido' mas a fraca figura na Champions não deve ter deixado alternativa) e iremos perder André Gomes e Rodrigo por valores bem acima do espectável. E vamos a ver se da Rússia não virão tristes novidades...

3. Li em A Bola de sábado passado um grande (e justíssimo) elogio de José Eduardo, sportinguista confesso, ao nosso Museu Cosme Damião que, como ele diz, não é apenas um museu do Benfica, é-o de Lisboa, do País e do Mundo. Dai que ache muito pouco os 30 mil visitantes que já teve desde o dia da inauguração. Merece muito mais e compete-nos a nós, benfiquistas, incentivarmos os nossos conhecidos, do Clube ou não, a lá ir. Não se arrependerão."

Arons de Carvalho, in O Benfica

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Matiné agradável...

Benfica 36 - 23 ISMAI

Jogo fácil, como era esperado, mesmo com as muitas ausências... excelente oportunidade para os mais novos se mostrarem à equipa técnica...
A meio do primeiro tempo, ainda tivemos uma 'branca' colectiva, mas com o desconto de tempo pedido, tudo voltou ao normal...
Nota para estreia do Hugo Figueira na Luz... espero um regresso rápido do Álamo, mas o Figueira tem características diferentes, e um conhecimento muito maior, do tipo de remates dos nossos principais adversários... acho mesmo que o Figueira nos remates de 2.ª linha é melhor!!!


sábado, 8 de fevereiro de 2014

1.º lugar garantido...

Diessbach 2 - 11 Benfica

Qualificação garantida com esta vitória na Suíça... com a derrota do Vendrell em França, frente ao Quevert, também garantimos o 1.º lugar, a última jornada na Luz com os Franceses será só para cumprir calendário.
Assim, o nosso provável adversário nos Quartos-de-final (2 jogos), será o Reus, ou a Oliveirense.

Liderança mantida...

Guimarães 1 - 3 Benfica
10-25, 25-23, 20-25, 23-25

Após a vitória fácil no 1.º Set, parecia que iria ser um final de tarde descansado... mas não foi!!! Estivemos à frente no 2.º Set, mas uma má ponta final ditou a derrota... O 3.º Set voltou a ser acessível... O 4.º Set começou muito mal, chegámos a estar em desvantagem por 14-9, parecia que íamos para a 'negra' (e consequentemente perder pontos. Recordo que a vitória por 3-2 só dá dois pontos!!!), mas a equipa não desistiu... tivemos 20-24 a nosso favor, e nem uma tremedeira final nos tirou a vitória, com a pontuação máxima!!!

A ferros... e com alguns murros!!!

Benfica 70 - 61 Guimarães
14-12, 11-17, 29-10, 16-12

Jogo equilibrado, com um 2.º período muito mau por parte do Benfica, que foi 'salvo' por uma boa ponta final dos últimos minutos do 3.º período, com os triplos a caírem todos!!! No último período conseguimos gerir a vantagem, sempre apertada, que depois da sessão de murros nas costas do Jobey Thomas, e respectivos lances livres, ditou um resultado final, um pouco enganador, já que o jogo foi muito complicado...
É o segundo jogo consecutivo, onde perdemos a luta dos ressaltos, algo nada habitual...

As lesões continuam a atrapalhar, e a rotação dos disponíveis continua a ser curta, hoje tivemos mais dois jogadores a fazer os 40 minutos... O Carreira voltou a entrar muito bem, tal como a semana passada, o Mário Fernandes tem que olhar mais para o cesto, o Ferreirinho tem que jogar mais... O estatuto normal do Fonseca e do Weaver obrigava a uma maior utilização, se estão a jogar assim tão mal, de quem é responsabilidade?!!!

Sinceramente não percebi a discussão e o tempo perdido com a sessão de murros do Balseiro nas costas do Thomas, é assim tão difícil expulsar um adversário do Benfica?!!!

ADENDA: Já tinha obrigação de não ficar surpreendido com a estupidez humana, também deveria saber que o jornal A Bola se transformou - para ficar bem com 'todos'... - num antro de anti-Benfiquismo militante, com especial destaque para as modalidades, como se pode apreciar na Bola TV!!! Mas ontem, ao ler a crónica deste jogo, fiquei mais uma vez 'sem palavras'!!! Então o jornaleiro de serviço, achou que um jogador do Benfica, que estava agachado no chão, protegendo a bola, e leva com 3 socos nas costas, TINHA QUE SER EXPULSO !!!
Para quando a 'porta fechada' para estes espécimes?!!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Empate...

Moreirense 1 - 1 Benfica B

Excelente primeira parte, podíamos e deveríamos ter ido para o intervalo a vencer por muitos... além do golo marcado, mandámos uma bola ao poste, e tivemos vários remates de golo... Uma distracção, numa bola parada, e permitimos o golo ao adversário....
No segundo tempo, baixámos de rendimento... o Moreirense acabou por não ter muitas oportunidades, mas teve mais domínio a meio campo, sendo que nos últimos minutos, em mais uma situação de bola parada, o Varela acabou por fazer uma enorme defesa, salvando o empate...!!!
O Moreirense luta pela promoção, tem um dos melhores plantéis da II Liga, tem um treinador muito experiente nestas andanças, mas foi pena a equipa não ter conseguido manter a concentração e a intensidade demonstrada na 1.ª parte...
O jogo ficou marcado pelo regresso do Carlos Martins à competição... se por um lado é bom ver o Carlos a jogar, por outro lado, o João Teixeira foi parar ao banco...!!!

Espero ver o rolo compressor

"A vitória em Penafiel foi decisiva. Consolida um objectivo importante, dá moral para o jogo de domingo, mantém o Benfica em todas as provas e mostra os riscos de apostas múltiplas fora dos habituais titulares. Mudar um ou dois jogadores pode ser conseguido com qualidade, mudar uma equipa toda normalmente significa arriscar a sair das provas a eliminar. Uma eliminatória com o FC Porto a duas mãos é um bom cardápio para a Taça de Portugal.. Muitos comentários ao jogo de Barcelos foram injustos. O Benfica, ao contrário de outros empates esta época, mereceu ganhar, fez quase tudo para isso num lamaçal impróprio. Houve até quem concluísse em plena televisão que era mais natural a derrota do FC Porto na Madeira do que o empate do Benfica em Barcelos. Uma vitória no domingo sobre o aguerrido Sporting dá ao Benfica direito a ficar bem mais próximo de um terço dos objectivos desta época. Espero que as Taças, da Liga e de Portugal, agora chegadas às meias-finais, sejam também apostas máximas de Jorge Jesus. O Benfica vive de títulos, vários, muitos, todos se possível. Sempre o defendi, mas foi com a chegada de Jorge Jesus que voltámos a ter o fim das épocas com esta possibilidade. Disputar tudo para tentar ganhar tudo. Com a mesma honestidade, reconheço que houve outras épocas de Jorge Jesus em que o futebol era mais atractivo. Espero ver ainda nesta o velho rolo compressor que me fez fã do treinador. Por mim poderia começar já domingo. O maior erro que o Benfica pode cometer seria pensar que o FC Porto está mais fraco ou fora das decisões. O FC Porto está nas duas meias-finais, numa prova europeia e em luta pelo campeonato. O Benfica pode ganhar com a consciência de que os adversários estão perto, demasiado perto. Só ganharemos se formos fortes e competentes, nunca esperando que os adversários sejam fracos."

Sílvio Cervan, in A Bola

A causa da causa

"Quanto vale um Benfica-Sporting? Desde logo, o maior e mais reputado cartaz do Futebol nacional, quaisquer que sejam as circunstâncias, tem o valor acrescentado de um dérbi que paralisa (ou mobiliza) o País desportivo. O próximo, este domingo, tem a vantagem adicional de condicionar a segunda metade do Campeonato, sobretudo no caso de um triunfo vermelho. Alargar o fosso pontual relativamente ao seu arquirrival, nesta altura da competição, dá enorme embalagem ao Benfica e trava a onda anímica positiva que tem caracterizado a prestação do conjunto de Alvalade.
Quem está melhor nesta fase desde já atribuindo-se favoritismo ao Benfica, até porque actua na condição de equipa anfitriã? A formação de Jorge Jesus exibe-se em crescendo, algo que nem o empate recente no terreno do Gil Vicente contradita, denotando competência, persuasão e autoridade. Inequívoco também que o seu antagonista, até com foros de surpresa, tem sido intérprete de uma temporada positiva, resultado de mentalidade competitiva, espírito de sacrifício, tenção vitoriosa.
Ainda assim, a capacidade de argumentação do Benfica, em condições (desejavelmente) normais, é maior. Tem um quadro mais apetrechado, dispõe de mais soluções, mais talento, mais classe. O jogo vai ser rijo, está muito em causa, sendo que a causa das causas é a causa da vitória. Será a causa rubra? Será, decerto, a causa do apoio intenso dos apaniguados benfiquistas, a causa da entrega dos jogadores e dos seus responsáveis. Por causa da causa do título num episódio que só pode ser relevante na principal das causas."

João Malheiro, in O Benfica

Um dérbi, duas dúvidas

"Domingo é dia de dérbi lisboeta, e, à tradicional interrogação que a ocasião sempre colocou - quem irá vencer? -, os últimos anos têm trazido uma outra, capaz de despertar quase tanta curiosidade como o próprio resultado do jogo: que queixas irá o Sporting trazer em caso de derrota? Na verdade, nos tempos mais recentes, sendo difícil encontrarmos uma vitória do Sporting sobre o Benfica, é quase tão difícil recordarmos uma derrota leonina sem um consequente desfilar de acusações relativas à arbitragem, e a todos os aspectos paralelos que possam de algum modo servir de cortina de fumo, e impedir a atribuição de qualquer dose de mérito ao odiado rival.
Por mais insignificante que seja, lá encontram sempre um motivo. De uma gota de água (que tanto pode ser um lançamento lateral com um piton milimetricamente acima da relva, como um relógio dois minutos atrasado, ou um alegado penálti que nem à sétima repetição televisiva parece claro), fazem uma tempestade, contando para isso com um alinhado exército de comentadores televisivos, e com a complacência de redacções simpáticas - que conferem ao Sporting um peso mediático que vai muito para além da sua real dimensão social.
Não sei o que sucederia no País desportivo se, um dia, o Sporting perdesse um Campeonato com um golo tão irregular como o que Maicon apontou na Luz há dois anos atrás. Ou sofresse, em jogo decisivo, um penálti em lance idêntico ao de Yebda e Lisandro Lopez, em 2009 - ambas as situações tendo Pedro Proença como protagonista. Por muito menos, já vimos reacções absolutamente esquizofrénicas vindas dos lados de Alvalade.
Bom seria que tão ruidoso folclore voltasse a animar jornais e televisões, pois seria sinal de estarmos perante mais uma vitória do Benfica, e correspondente azia sportinguista.
O fim-de-semana passado foi muito duro. Mas nada como o velho dérbi (e, já agora, com uma arbitragem melhorzinha que a da primeira volta) para resgatar o orgulho ferido por um maldito penálti desperdiçado aos 94 minutos."

Luís Fialho, in O Benfica

Estamos convocados

"Estou a escrever num daqueles fins-de-semanas problemáticos em que não sabemos muito bem sobre que escrever. A equipa profissional de Futebol perdeu dois pontos em Barcelos - após o Tacuara ter exercido a sua «autonomia» sobre quem deveria marcar a grande penalidade para desempatar o jogo com o Gil Vicente; a equipa de Hóquei Campeã Europeia esteve a ganhar quase todo o tempo mas acabou por perder no final do jogo em Valongo. É certo que ganhámos o título de vice-campeões europeus de Corta-mato, que conquistámos nos últimos segundos a Taça Hugo dos Santos no Basquetebol, que passámos com autoridade aos quartos-de-final da Taça de Portugal de Andebol, que segurámos a liderança do Campeonato de Voleibol, com três pontos a mais e um jogo a menos que o segundo classificado.
Ou seja: o Benfica, por mais amargos-de-boca que sofra - como foi o do empate em Barcelos -, é tão grande e ecléctico que tem sempre um superavit de triunfos para registar. Como tem sempre uma margem de sucessos que não cabem em nenhuma tabela classificativa nem têm qualquer termo de comparação. Por exemplo: o Benfica foi o Campeão Europeu de vendas no mercado de Inverno de 2013/2014; antes do apuramento desde dado já o Benfica era o único Clube português presente no top-30 da listagem mundial da consultora Deloitte relativa às receitas de bilheteira, televisivas e comerciais; entretanto, a Benfica TV atingiu um total de 280 mil assinantes!
O Benfica é uma realidade que paira acima de uma trivial perda de pontos e da amargura de uma derrota. Ninguém ganha sempre a não ser os batoteiros. Mas na jornada que se segue, nem pensar em algo que não seja a vitória. De maneira que todos à Luz. Estamos convocados para dar força ao Benfica."

João Paulo Guerra, in O Benfica

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Está o país todo em alerta

"O FC Porto vai perder na secretaria? A acontecer seria qualquer coisa vagamente parecida com aquele filme 'A Queda do Império Romano'

O Benfica está nas meias-finais da Taça de Portugal. Deve-o única e exclusivamente a um golo solitário (outro) do sérvio Sulejmani porque no que diz respeito à exibição foi de uma mediocridade confrangedora. 
A equipa está péssima, arrasta-se pelos relvados há semanas e tudo o que ultimamente tem conseguido amealhar, e tem sido alguma coisa, é por obra e graça da divina providência.
Estou a exagerar? Obviamente que sim.
É política, não façam caso.
Para os espicaçar, entendem?
Ao contrário de muitos, de imensos, que nas vésperas dos grandes jogos se dedicam a fantasiar sobre as qualidades excelsas de todos os nossos jogadores, se entretêm a vaticinar resultados mirabolantes e a cantar loas por antecipação, acredito firmemente que o importante nestes momentos é deitar a equipa toda – um a um, de preferência – abaixo, desfazer os conceitos tácticos do treinador e apontar a dedo, entre todos, os principais culpados do momento de crise que estamos a viver.
Mas qual crise? - perguntarão e com toda a propriedade.
A crise, meus amigos, está à vista de todos. Tivesse a equipa do Benfica competência teria, com certeza, neste momento 10 pontos de avanço sobre o campeão em título. Ou não é incompetência perder 4 pontos na Luz com os recém-primodivisionários e perder 2 pontos em Barcelos com ou sem barbatanas? 
Regressando à política:
O jogo de ontem em Penafiel foi uma vergonha. Durante 80 minutos serviu apenas para dar minutos, os tais 80, precisamente, a Cardozo porque no que diz respeito a futebol a sério, népia. De positivo apenas terem conseguido evitar, à beira do fim, o prolongamento. Que benesse! Com mais 30 minutos de mau futebol e de total ausência de ideias, e outra coisa não seria de esperar, mais se agravaria a noção de que este Benfica é uma porcaria.
O Benfica segue em frente na Taça de Portugal sem saber ler nem escrever.
A única pessoa que pode ter ficado contente com o que ontem se passou em Penafiel foi o tesoureiro do Penafiel. Tinha a casa quase cheia. Já no sábado também o Benfica conseguiu fazer feliz o tesoureiro do Gil Vicente. Nós em tesoureiros somos óptimos, em secretarias é que somos péssimos.

LI na semana passada que o Benfica-Gil Vicente a contar para a Taça da Liga, que se realizou no Restelo por inoperância do relvado da Luz, se deveria ter realizado em Barcelos porque é assim que estipula o regulamento da competição.
E se a competição tem regulamentos são para se cumprir.
A questão é que nunca mais se ouviu falar do assunto, o que se lamenta.
No entanto, se o Benfica incorreu numa ilegalidade devia ter sido punido pela dita Liga que, paradoxalmente, incorreu na mesma ilegalidade visto que aceitou sem rebuço o desvio do jogo da Luz para Belém, certificou-o e homologou-lhe o resultado.
O resultado foi de 1-0 a favor do Benfica. Golo do Sulejmani. Se é verdade isso que dizem de os regulamentos da competição obrigarem a que o jogo se tivesse disputado em Barcelos por indisponibilidade da Luz, nesse caso o Benfica deveria ser punido com uma derrota na secretaria.
O que para o caso tanto faz.
Tendo o Benfica assegurado a qualificação para as meias-finais da Taça da Liga nas duas primeiras jornadas do seu grupo este jogo com o Gil Vicente foi apenas para cumprir com o calendário. E, todos sabemos, como uma derrota na secretaria, nesta altura do campeonato, é coisa que até fica bem, é chique, dá estatuto, para mais quando não faz a mínima mossa em desideratos, enfim, não-prioritários.
Tal como não gostei de ver o presidente do Gil Vicente a lamentar, com toda a razão, que o Benfica mudasse o palco do jogo sem lhe dar cavaco, também me desagrada constatar que o Benfica segue para as meias-finais da Taça da Liga sem pagar pelo mal que fez, se é que fez.
Sou pela justiça, não há nada a fazer.
Na noite de sábado, assistindo pela televisão ao Gil Vicente-Benfica seguinte, este a contar para o campeonato, mais lamentei a decisão tomada de mudar para o Restelo o palco do Benfica-Gil Vicente anterior.
Devíamos ter jogado em Barcelos e não no Restelo. Foi um erro o não termos jogado em Barcelos o tal jogo para cumprir com o calendário da Taça da Liga. Se tivéssemos jogado em Barcelos para a Taça da Liga a nossa equipa, por experiência própria, já sabia que tipo de pantanal a aguardava uma semana depois para o jogo do campeonato e talvez tivesse demorado menos tempo a habituar-se às circunstâncias invernais do terreno.
Em resumo: ganhámos ao Gil Vicente, com a equipa B, um jogo em que podíamos perder e empatámos com o Gil Vicente, com a equipa A, um jogo em que só podíamos ganhar.
Mesmo entre benfiquistas há quem discorde, naturalmente, desta conclusão. Até já ouvi coisas mirabolantes sobre este mesmo assunto. Querem um exemplo? Pois há quem diga que quem ganhou ao Gil no Restelo foi a equipa C, que quem empatou com o Gil em Barcelos foi a equipa B e que quem ganhou ao City em Manchester foi a equipa A, enfim, pelo menos o meio-campo da equipa A. E um bocadinho do treinador também porque por cá passou ainda que, infelizmente, por pouco tempo.
Há gente muito exagerada.

FOI bom para o Benfica o Cardozo ter falhado o pontapé de grande penalidade nos instantes finais do jogo de Barcelos.
Por duas razões:
1) Vem aí o jogo com o Sporting e é certo e sabido que Cardozo nos jogos com o Sporting quanto mais desmoralizado e em menor forma física está mais rende;
2) O lance que originou o citado penalty é de interpretação muito discutível portanto foi bom Cardozo ter falhado o pontapé de modo a impedir que o Benfica por ter sido alegadamente beneficiado no jogo com o Gil Vicente venha a ser alegadamente prejudicado no jogo seguinte, tal como vem sendo norma de acordo com a lei das compensações em vigor.
O jogo seguinte, ao contrário do que possam estar a pensar, não é o jogo de domingo com o Sporting. Foi o jogo de ontem com o Penafiel a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal.
Ora sabemos que, em comparação com a Taça da Liga, a Taça de Portugal é outra louça. De qualquer maneira ontem, em Penafiel, não houve casos de arbitragem, o que muito nos apraz. O árbitro foi o senhor Capela que não deu nas vistas. Muito bem.
Há amigos sportinguistas plenamente convencidos de que aquela grande penalidade que os favoreceu no jogo de Alvalade com o Belenenses – sancionando um lance ocorrido… fora das quatro linhas… - tenha sido decretada malevolamente com o intuito de os fazer pagar por isso até ao final da temporada.
Cada um pensa o que quer e o que pode.
Eu quero pensar que foi bom para o Benfica o Cardozo ter falhado aquele penalty de sábado passado embora o lance, ainda que discutível, tenha ocorrido dentro das quatro linhas o que, ainda assim, faz alguma diferença.

AO contrário do resultado do jogo do Benfica B com o Gil Vicente, o resultado do jogo do FC Porto com o Marítimo ainda não foi homologado porque a Liga, organizadora da competição, entendeu abrir um processo de inquérito ao atraso de minutos – coisa pouca – com que o jogo no Porto se iniciou. E, agora, diz-se até que os campeões nacionais podem vir a perder o jogo e a qualificação na secretaria.
A acontecer seria qualquer coisa vagamente parecida com aquele filme A Queda do Império Romano. E, com toda a franqueza, parece-me ainda muito cedo para um fenómeno histórico dessa envergadura.
Mas só a eventualidade dá que pensar.
Na última época, e mais uma vez para a mesma malfadada competição, teve o FC Porto de superar escolhos legais que lhe foram lançados pelo Vitória de Setúbal à boleia de uma alegadamente indevida utilização de jogadores por parte dos azuis e brancos.
Quis o Vitória de Setúbal ganhar o acesso às meias-finais na secretaria mas não teve sorte nenhuma. O clube sadino viu os seus argumentos serem refutados pelos órgãos competentes e o FC Porto seguiu em frente.
Agora é o Sporting que faz o papel de reclamante que coube fazer ao Vitória de Setúbal no ano passado. Felizmente vivemos num país em que todos somos iguais perante a lei mas também é um bocadinho verdade que as leis são, às vezes, mais iguais para uns do que para outros. Por isso o presente caso ganhou enorme notoriedade ontem nos jornais e na televisão. É grande contra grande na secretaria. Está o país todo em alerta.
Importante é relevar que o Sporting, o Sporting Clube de Portugal presidido por Bruno Carvalho, está na liça por uma proeza técnico-jurídica que muito ufanaria o seu presidente: substituir-se ao FC Porto numa competição depois de uma fabulosa vitória na secretaria.
O Vitória tentou no ano passado e falhou.
O Benfica nunca sequer tentou uma coisa desta dimensão. Frouxos…
O Sporting tenta este ano.
Vamos ver o que acontece – é esta a posição confortável do Benfica."

Leonor Pinhão, in A Bola

Simetrias

"Já aqui escrevi que, no futebol, os comentários são invariavelmente função do resultado. Exemplifiquemos com a última jornada. Se Cardozo tivesse marcado o penalty, o comentário seria 'Benfica estoico supera no batatal com fato-macaco e capacidade de sofrimento'. Mas como o paraguaio foi incompetente, o comentário é 'um grande Gil mereceu o empate e o Benfica não teve arte nem engenho para superar o galo'. Se em Alvalade o Sporting tivesse convertido uma das várias oportunidades, lá iríamos ter 'futebol alegre de um Sporting maduro'. Mas como Ricardo defendeu tudo, 'o Sporting não geriu com competência a pressão de poder passar para o primeiro lugar'.
Outro traço presente na idiossincrasia futebolística é o enviesamento com que se observam e comentam as incidências dos jogos. E se isso até é divertido entre adeptos como um quase novo jogo (se não ultrapassar os limites do bom senso), não é de todo recomendável entre dirigentes, treinadores e jogadores. Como diz o povo, pela boca morre o peixe. Se hoje se verbera contra um erro do árbitro, amanhã se silencia um erro a nossa favor. Se hoje se identifica uma agressão no campo, amanhã se vê a mesmíssima coisa como um leve encosto. Se hoje a nossa equipa só defende, amanhã critica-se quem faz o mesmo contra nós. Se hoje se queimou tempo por parte do adversário, amanhã somos nós que fazemos tal e qual.
Com a excepção que advém da patologia batoteira (dourada ou não), esta simetria é um regra. A única variável é o tempo para a sua consumação. Por isso, começa a ser nauseante querer transformar esta simetria numa assimetria de sentido único."

Bagão Félix, in A Bola

Silêncio de ouro

" «Não estamos a negociar ninguém. Quando dizemos que os nossos jogadores saem pela cláusula eles só saem pela cláusula. Aqui não saem a metade do preço.»
Pinto da Costa, presidente do FC Porto, 16 Janeiro, depois do Benfica vender Matic

A 15 de Janeiro o Benfica oficializou a venda de Matic ao Chelsea por 25 milhões de euros. A cláusula de rescisão era de 45 milhões. A 16 de Janeiro Pinto da Costa, presidente do FC Porto, deu uma entrevista ao Porto Canal em que deixava (ou tentava deixar) uma farpas ao Benfica, garantindo que no seu clube os jogadores não saem por metade do preço. Na mesma entrevista, deixava ainda outras duas pérolas (cito o site do próprio Porto Canal): «Ninguém tem que estar preocupado com o Fernando. As coisas estão tratadas com ele e com o seu empresário», e: «Quanto ao Lucho, queremos renovar pois ele é património do FC Porto mas ele pediu-nos para esperar até ao final da época. Ele quer ver como estará em termos físicos». Ontem, confirmando a notícia de A BOLA, o FC Porto formalizou, em comunicado à CMVM, a venda de Otamendi ao Valência por 12 milhões de euros (mais três por objectivos). A cláusula de rescisão era de 30 milhões.
Este é um espaço de opinião, por isso ela aqui fica: Otamendi foi bem vendido. Apesar de ser titular do FC Porto (um central que joga 20 dos 30 encontros oficiais da época não pode ser considerado outra coisa), estava a acumular erros e perdera espaço para Maicon. Terminava contrato em 2015 e havia o risco de não renovar, a margem negocial seria provavelmente pior no verão do que agora.
O problema não está na venda, está na entrevista de Pinto da Costa. Matic deu lucro de 400 por cento e foi vendido por 55 por cento do valor da cláusula; Otamendi deu lucro de 50 por cento e foi vendido por 40 por cento do valor da cláusula. Lucho já se foi embora. Fernando está a caminho. Paulo Fonseca há de ir primeiro que Pinto da Costa, mas quanto mais o presidente portista fala mais se aproxima, também ele, do adeus."

Hugo Vasconcelos, in A Bola