Um grande obrigado ao Alcino António pela liderança neste projecto.
Últimas indefectivações
sábado, 27 de julho de 2013
Mais um treino, amanhã temos mais !!!
Benfica 2 - 1 Levante
O Benfica hoje optou pela estratégia do 11 invertido: começou com prováveis suplentes, e terminou com prováveis titulares. Assim acaba por não surpreender a má 1.ª parte. Mesmo assim, exigia-se mais intensidade... Mais uma vez, o relvado estava muito duro (mas escorregadiço...!!!), não facilitava as trocas de bola - e a nossa equipa exagera nas trocas de bola!!! -, o onze inicial também tinha muitos jogadores novos com pouco entrosamento, mas repito, exigia-se mais... principalmente a dois jogadores: Ola John e Rodrigo.
No 2.º tempo, com a entrada a conta gotas dos titulares, o Benfica começou bem, tivemos alguns minutos de bom futebol, chegámos ao empate, através de um grande livre directo do Lima, mas depois baixámos de intensidade, não sei se por cansaço devido às cargas físicas habituais da pré-época, ou por outra razão qualquer - o Melga e o Nico tiveram que sair lesionados, o que obrigou adaptar o André Gomes a defesa-direito -, nos últimos minutos, notei, que a equipa queria mesmo ganhar o jogo , e acelerou os processos - nestes jogos treino os últimos minutos costumam ser para encher chouriços!!! - as 'não-vitórias' nesta pré-época têm sido usadas como pressão extra sobre a equipa - e o treinador -, talvez por isso a equipa tenha mostrado algum inconformismo com o empate, e assim com alguma fortuna - e aselhice do defesa que fez o penalty sobre o Salvio!!! -, chegámos à vitória...
Confesso, que nunca gostei muito destes calendários com jogos em dias consecutivos na pré-época - contra adversários de nível elevado, porque contra equipas amadoras a música é outra... -, até porque o Jesus não costuma variar muito os jogadores mais utilizados, hoje, talvez tenha sido a primeira vez que a rotatividade foi efectiva, amanhã com o Nice vamos provavelmente ter uma equipa mais parecida com a que jogou com o Peñarol...
Continuamos a ter que melhorar nos processos defensivos, o Benfica em condições normais é uma equipa bastante pressionante, que tenta defender alto, sem frescura nas pernas, isso fica difícil, e depois quem fica mal na fotografia são os 4 defesas... Dito isto, o Jardel não podia ter-se deixado antecipar no golo do Levante.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Marcos para a História
"Os atletas e as marcas - além das medalhas, dos troféus e dos ícones, representam chaves da Verdade com que o Benfica construiu o MUSEU COSME DAMIÃO, que hoje abre oficialmente as portas para o Futuro. Trata-se, sem dúvida, de um dos mais relevantes empreendimentos de todos os tempos da fantástica vida do Benfica, à dimensão de todas as realizações maiores da nossa história.
Conte nisso as sucessivas primeiras utilizações dos precários campos das Salésias, às Amoreiras; da compra da velha sede do Jardim do Regedor em 1934, ao novo Estádio da Luz construído a pulso pelos próprios sócios e inaugurado em 54, ou à estreia da luz, na Luz, em 58, e ao posterior fecho do 3.º anel em 85.
E agora, na era moderna, sob o pulso do Presidente Luís Filipe Vieira, a coroar a impressionante consolidação do património do Sport Lisboa e Benfica iniciada em 2003, com o levantamento do imponente conjunto da nova Catedral e os seus Pavilhões e Piscinas; depois da abertura do Caixa Futebol Campus, em 2006 e da inauguração da Benfica TV em 2008, além de todas as pioneiras trilhas de inovação e tecnologia subjacentes a um grupo empresarial estruturado para a conquista do Futuro, e precisamente no mesmo mês em que foi dada a segunda vida à televisão do Benfica, finalmente ai temos o admirável MUSEU BENFICA COSME DAMIÃO!
Nos tempos que correm, em Portugal, quando tantas vezes e em tão difíceis circunstâncias, se nos depara o sistemático desprezo pela lições que a História nos deixou, este exemplo de como o Benfica preserva a sua Memória, ao mesmo tempo que constrói um sólido presente estrutural, constitui um poderoso grito de alma, uma fascinante afirmação de amor próprio e representa um tributo do respeito que nos merecem aqueles que em cento e nove anos de história têm construído a grandeza do Glorioso.
Na nossa nova Casa de Memória, nada escondemos. Tudo está à vista: não se ignorando nem os mais humildes, nem os nossos mais distintos heróis e factos, também não foram esquecidas as respectivas circunstâncias. Tudo ali está exposto com critérios de rigor e com o envolvimento adequado a cada ícone, num ambiente de inovação, tecnologia e constante interactividade que só encontramos nos maiores e mais modernos museus do Mundo.
Ao contrário do que se passa com os nossos antagonistas mais badalados a sul e norte, ao sol nado e ao sol posto, nós só temos de que nos orgulhar. Só razões genuínas para sentimos honra e vaidade, por um passado limpamente construído sócio e sócio, jogo a jogo, por atletas e equipas, técnicos e dirigentes. Sempre de acordo com a matriz da Verdade histórica, na qual também cabem, evidentemente, as derrotas e os empates. Pioneiros em mais este campo da identidade só reconhecível aos maiores Clubes do mundo, assim salvaguardamos, de modo exemplar, à vista de toda a gente, os Tesouros da admirável História do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Para Lisboa e para o Mundo inteiro, para o Presente e para todos os Futuros que havemos de viver com as mesmas certezas do Passado."
José Nuno Martins, in O Benfica
PS1: O Nelson Évora, nosso Campeão Olímpico - e do Mundo -, resolveu oferecer ao Museu Cosme Damião, a sua medalha de Ouro Olímpica, conquistada nos jogos de 2008 em Pequim. Um gesto bem representativo do Benfiquismo do Nelson... à Campeão!!!
PS2: Nos últimos dias - e horas - acompanhei com alguma curiosidade os comentários no Forum Ser Benfiquista - para o bem e para o mal o mais representativo do universo Benfica -, no tópico do Museu. Eu sei que o dito sitio, é em toda a Net, o local onde mais se insulta os jogadores, os técnicos e os dirigentes do Benfica!!! Mas ainda pensei que o Museu poderia ser a excepção... Erro meu!!! A falta de respeito pelo Benfica, por parte daqueles que se dizem Benfiquistas, é absolutamente nojenta... O Benfica continua a ter adeptos a mais. Hoje, no dia em que se inaugura o Museu, baptizado com o nome de Cosme Damião, temos um grave problema de falta de cultura Benfiquista... podem-me dizer que é uma minoria, que não passam de troll's cobardes, não me interessa, o problema continua a ser grave... quem não compreender o significado e a importância deste projecto, não percebe o que é ser do Benfica. Isto independentemente de gostar do Presidente ou do treinador, ou dos jogadores...
Cosme Damião
"É este o nome escolhido para designar e encabeçar o Museu do Sport Lisboa e Benfica... e, com franqueza, dificilmente poderia ser outro!
Cosme Damião é Mística.
Cosme Damião é Benfica.
Cosme Damião é gloria e Glorioso.
Cosme Damião encerra em si mesmo, extrapolando como nenhum outro, o que é Ser Benfiquista... O ter na alma a chama imensa das papoilas saltitantes, cantado por Luís Piçarra e sentido, na alma e no peito, por todos nós... arrepiante como só nós sentimos.
Cosme Damião é exemplo. Cosme Damião é entrega, abnegação, serviço em prol do que se ama... o nosso Benfica, o Benfica de todos, todos nós.
Cosme Damião sonhou... e do sonho se fez Benfica, se fez Luz, a luz que na nossa Luz ainda hoje, diariamente palpita, jorra e vibra. Sentimentos...
Cosme Damião é uma - a(!) - das figuras mais emblemáticas do Sport Lisboa e Benfica, a quem dedicou grande parte dos seus 62 anos de vida: fundador, jogador, técnico, dirigente e capitão... só nunca quis ser presidente.
Os seus valores, princípios e forma única de estar na vida encarnam, encerram e diluem-se no próprio Clube... Num Benfica intemporal, de sempre e para sempre.
Mais do que uma homenagem, um obrigado profundo, sentido tal abraço apertado... O Museu Cosme Damião é inaugurado hoje, dia 26 de Julho.
Nesta edição assinalamos esta data de forma especial, tão especial como a própria. Esta 1.ª Página, uma cópia quase fiel da 1.ª Página de vida do nosso Jornal datado de 28 de Novembro de 1942, honra todos aqueles que, pelo seu passado brioso, fizeram com que o hoje, presente, nos orgulhe e guie rumo a um futuro que é já ali..."
Sónia Antunes, in O Benfica
Uma obra pelo futuro
"Cumpre-se, com a inauguração do Museu Cosme Damião, mais do que uma promessa presidencial, um anseio de todos os benfiquistas. Temos os nossos alicerces bem cimentados numa História de que nos podemos orgulhar. Sabemos quais as nossas origens e temos a noção de que sem elas seríamos uma massa desenraizada e condenada ao efémero. A nossa perenidade vive num permanente anseio de futuro quase messiânico e numa evocação orgulhosa do passado. Fomo-nos construindo Benfica, agindo com os diferentes tempos. Soubemos, na sociedade, ser resistência quando os tempos queriam obrigar o país à modorra passiva. De igual forma sabemos dizer “não” à corrupção desportiva quando os tempos no-la apresentam em apitos ameaçadores em tons de dourado. Pelo meio somos vitórias, cicatrizes, dores, sorrisos, luta e resistência.
Tudo isto teria de estar presente no nosso Museu. Não poderia ser um depósito brilhante de troféus e ‘memorabilia’. Teria de ser um espaço que nos remetesse para o Benfica como agente do seu tempo e para os benfiquistas como alma do Clube. Ao visitar o Museu percebemos bem que estes anseios estão lá orgulhosamente cumpridos. Simbolicamente, podemos vê-los naquele corredor que permite a subida ao primeiro andar, aquele momento em que visualizamos o Benfica como uma realidade bem maior do que um clube; aquele momento em que sentimos que o Benfica se construiu construindo o tempo, o seu tempo. O tempo que, através do Benfica, é o nosso tempo e que podemos e devemos viver e reviver, em sucessivas visitas, para que nos inspire a construir o tempo futuro do nosso Benfica."
Pedro F. Ferreira, in O Benfica
La última sonrisa de Miklos Fehér
"Hace un par de semanas viajé a la siempre cálida y acogedora Lisboa ("quem nâo viu Lisboa nâo viu coisa boa") para hablar sobre proyectos editoriales con Prime Books, uno de los sellos más importantes de temática deportiva, cuya implantación en nuestro país es cada día más significativa.
Tardé en llegar a la capital portuguesa menos que a Barajas. En el aeropuerto de Portela me recogió Jaime Abreu, dueño de la editorial, con su porte de gentleman y su cordialidad de amigo. Comimos en el restaurante del estadio del Benfica, un recinto esplendoroso, radiante de color y de luz, como su propio nombre indica. Con unas inmejorables vistas al terreno de juego (sede de la próxima final de Champions), conversamos brevemente con Rui Costa y después compartimos mesa y mantel con Joao Gabriel, cerebro del club y hombre de máxima confianza del presidente Luis Filipe Vieira, y con Luis Miguel Pereira, periodista y escritor, brillante en ambas facetas.
Como atención especial, tras los postres Gabriel nos invitó a recorrer el Museo del club, bautizado en honor de Cosme Damiâo, un fabuloso escenario de vanguardia, con una interactividad y un patrimonio abrumador. Recorrimos pausadamente el edificio, moderno, imponente, al mismo tiempo que atravesábamos la historia del club, de la ciudad... de la humanidad.
De repente llegamos a una vitrina que nos estremeció. Allí estaba, hecha jirones, rota con la violencia de una situación límite, la camiseta roja que portaba el húngaro Miklos Fehér la triste noche que el corazón se le paró a él y se nos partió a todos, sobre el césped de Guimarães.
Me vino a la mente el profundo sentimiento de tristeza que me produjo aquel episodio, en enero de 2004. Y recordé también la portada del periódico A Bola del día siguiente.
Había cientos de imágenes sobrecogedoras, algunas muy duras, otras muy impactantes, para elegir. Pero los compañeros del rotativo luso, en un ejemplo de elegancia, sensibilidad y delicadeza, escogieron para la capa una foto de Fehér sonriendo, momentos antes del fatal ataque cardíaco. Bajo esa imagen amable y tristísima a la vez, titularon: 'La última sonrisa de Miklos Fehér'.
Me pareció un homenaje solemne y perfecto. Una manera emotiva y cálida de contar la noticia sin entrar en morbosas y dolorosas recreaciones. Desecharon las imágenes del futbolista tumbado, de los intentos por reanimarle, de sus compañeros llorando y rezando sobre el césped y optaron por mostrarle sonriendo. Para que todos le recordásemos así.
Hoy he visto en algunos periódicos fotos muy duras del accidente de Santiago. Y me he acordado de aquella portada. No es mi intención criticar, simplemente quiero dar mi opinión: cuando la muerte, traicionera, se cruza en el camino, algunos no necesitamos comprobar la crudeza de su guadaña en imágenes perturbadoras: Prefiero recordar a las víctimas con una sonrisa en el rostro.
Y créanme: duele igual.
Mi abrazo desde aquí para todos los afectados por tantas vidas rotas."
É muito mais o que não se vê
"O ano de 2013 ficará marcado na vida do Sport Lisboa e Benfica pelo novo projecto da Benfica TV (concorde-se ou não com a estratégia de Luís Filipe Vieira) mas sobretudo pela inauguração do Museu Benfica Cosme Damião, que levará hoje ao complexo da Luz a chama e a alma da mais importante, popular e marcante instituição desportiva portuguesa do último século. E quanto ao museu, nenhuma dúvida: se é obra de Luís Filipe Vieira, que nunca deixou de perseguir o sonho real de a ver erguida, que divida, no mínimo, os louros nos órgãos sociais com o seu vice-presidente Alcino António, um dos mais antigos dirigentes encarnados da actualidade, que em meados da década de 80 deu na velha Luz os primeiros passos de uma impressionante mas sempre discreta dedicação ao clube, impossível de ignorar agora que o Museu Benfica Cosme Damião se abre, por fim, ao País com a sua vincada assinatura, à frente, é certo, de uma equipa - chefiada pelo incansável, profissional e muito talentoso António Ferreira - que conheci no dia em que A BOLA e A BOLA TV puderam testemunhar o que a partir de agora todos os olhos poderão ver.
O Museu Benfica Cosme Damião é o grande compromisso da Direcção de Filipe Vieira com o passado, com a memória e com a história do clube, mas é sobretudo o grande compromisso do Sport Lisboa e Benfica com o futuro. Não se trata apenas de mais uma exposição de algumas centenas de troféus; não se trata apenas de exibir memórias desportivas de glória como se tudo se resumisse a vencer. O Museu Cosme Damião é aliás muito mais o que não se vê. E vê-se muito mais do que a história do Benfica.
É um Museu de Portugal!"
João Bonzinho, in A Bola
Hoje é dia de Cosme Damião
"É inaugurado hoje o Museu Cosme Damião, paredes-meias com o Estádio da Luz. São 109 anos de história do Benfica enquadrados na sociedade portuguesa e mundial desde 1904 a que os visitantes terão acesso, numa viagem trepidante, susceptível de não deixar ninguém indiferente.
Haverá várias formas de olhar este novo espaço de referência do universo encarnado. Poder-se-á dizer que quem não respeita o passado não terá futuro; também é possível olhar o Museu Cosme Damião como uma galinha dos ovos de ouro que gerará riqueza suplementar; pensar-se-á no fortalecimento do ego benfiquista após uma visita ao Museu do clube; e até não faltará quem questione o investimento que foi ali feito, uma obra que mistura arquitectura, história e era digital, como não há outra em Portugal, que coloca o Benfica na vanguarda mundial, sem medo de pedir meças a todo e qualquer grande clube.
Primeiro foi o estádio, depois o Caixa Campus do Seixal, a Benfica TV que caminha para os 100 mil assinantes e agora o Museu Cosme Damião.
O património do Benfica tem crescido na era Vieira e a ideia que fica é a de um clube que se prepara para os desafios do futuro. Faltarão títulos, no futebol. É verdade, o investimento feito e a qualidade dos plantéis dos últimos anos justificavam mais. Mas o rumo global do Benfica está traçado e apenas erros de casting poderão atrasar um sucesso desportivo com outro fôlego.
PS - Por falar em erros de casting, salta à vista que, das duas uma, ou o Benfica mantém Cardozo, ou terá de encontrar outro avançado com as características do paraguaio. No actual grupo às ordens de Jesus não há quem saiba jogar com Djuricic (ou mesmo Markovic...) nas costas."
José Manuel Delgado, in A Bola
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Museu...
Amanhã é a inauguração oficial, as primeiras impressões - ao longe - são as melhores... Uma obra que estava inquestionavelmente em falta no universo do Benfica.
Qual bardo rancoroso
"O jogo com o Peñarol, uma equipa duríssima, arbitrado por Bruno Paixão, um árbitro mole, serviu para Markovic e Djuricic se irem capacitando da muita pancada que vão levar.
QUASE um milhão. Mais precisamente 927 mil telespectadores assistiram em suas casas à transmissão do primeiro derby da temporada de 2013/2014. É uma audiência digna de ambos os contendores mesmo tratando-se da discussão de um troféu regional, há muito esquecido pelo calendário oficial de provas. E, em desabono, tratando-se também de um frente a frente entre equipas secundárias dos rivais de Lisboa.
Na jornada de abertura da Taça de Honra da AFL, a transmissão em sinal aberto do Benfica-Sporting dos pequenitos alcandorou-se ao 3.º lugar no campeonato das audiências e do share, classificando-se à frente do Jornal das 8 da TVI e do programa de entretenimento emitido, à mesma hora, pela SIC.
Noite de vitória para a RTP, está visto, à pala de um joguinho de futebol entre os reservistas, sem ofensa para ninguém, dos dois maiores emblemas do país.
Está, assim, explicada a irritação que atingiu os benfiquistas depois do mini derby da Taça de Honra. Foi, sim, um mini derby mas com maxi audiência pelo que o desconchavo da exibição, somado ao resultado favorável ao rival e à clamorosa ausência de atitude da equipa que se apresentou em campo, contribuíram para uma onda de desalento que varreu as nossas hostes já de si desalentadas por um passado recente.
O bom senso e a contenção com que se deve olhar para estes jogos da pré-temporada aconselham a não dar uma importância desmedida às incidências do tal primeiro derby da época. Mas como explicar aos benfiquistas, ainda atordoados com o fatídico mês do último maio, que perder com o Sporting - quer seja em chinquilho, quer seja a feijões - é uma coisa absolutamente aceitável e que não faz mossa?
O Benfica terminou a época de 2012/2013 em prfunda depressão. O Benfica e os benfiquistas, obviamente, fragilizados pela maré de infelicidades que se abateu sobre a equipa nos momentos decisivos da última temporada, os adeptos interpretam qualquer deslize individual ou colectivo em campo como mais um mau agouro de dimensão apocalíptica.
O Benfica-Sporting a contar para a Taça de Honra serviu para testar a juventude do chamado plantel secundário mas serviu, sobretudo, para pôr à prova o estado anímico da nação benfiquista que, viu-se, está pelas ruas da amargura.
Grande trabalho tem pela frente Jorge Jesus para recuperar os níveis de confiança da equipa e, muito principalmente, dos adeptos nesta pré-temporada que se pode considerar atípica, visto que é costume o Benfica fazer pré-temporadas de carácter empolgante. Excessivamente empolgantes até, não é verdade?
SE, no horário nobre da RTP, a vasta audiência televisiva do jogo mais importante da jornada inaugural da ressuscitada Taça de Honra da AFL contribuiu para engrossar o estado de desânimo dos adeptos do Benfica - não há volta a dar a isto, perder com o Sporting será sempre uma chatice -, contribuiu também, por outro lado, para reforçar os princípios da aventura empresarial da Benfica TV.
Nos 18 primeiros dias da Benfica TV a pagar, a estação registou 80 mil adesões, número significativo tendo em conta que a época oficial ainda está a umas quantas semanas de distância. Confesso que a minha ignorância neste ramo de negócios chega ao ponto de não saber concluir se 80 mil clientes em duas semanas é muito, pouco ou nada.
Presumo, no entanto, que sejam números animadores até porque, do outro lado do Atlêntico, logo chegou a voz autoritária do presidente do FC Porto em digressão protestando, em nome da ética e da concorrência leal, contra a licença atribuída ao canal oficial do Benfica para transmitir os seus jogos e não só.
E se Pinto da Costa se preocupa com ética e concorrência é porque o assunto só pode ser mesmo muito sério.
DO ponto de vista do consumidor benfiquista da Benfica TV, sugiro humildemente aos operacionais do marketing do canal que pensem em oferecer uns bonitos e visíveis autocolantes aos cafés e restaurante que são ou venham a ser assinantes.
Qualquer coisa do género Aqui há Benfica TV para colar nas portas. Digo isto porque vi muitos benfiquistas em férias no sul do país a percorrer tasca a tasca à procura do nosso canal para poderem ver os jogos de preparação da equipa na Suíça.
Até encontrarem, o que também não foi muito difícil. Bom sinal.
NO início da semana, A BOLA deu conta da reedição pela Dom Quixote do ensaio de Marcelo Duarte Mathias sobre Albert Camus, o grande escritor franco argelino. A Felicidade em Albert Camus é o título da obra pela primeira vez editada no Brasil em 1975 e pela primeira vez editada em Portugal em 1978.
Camus foi guarda-redes na sua Argel e nunca escondeu a paixão pelo futebol. É dele uma das frases mais bonitas sobre a essência do jogo:
- Tudo aquilo que aprendi sobre a moral dos homens, aprendi-o no futebol.
Romântico, não é?
E é um preceito que se aplica todos os dias se quisermos olhar para o futebol e para as coisas do futebol através dos olhos de Camus.
Um exemplo recente? No último sábado, em Caracas, o presidente do FC Porto, discursando para uma sala a transbordar de emigrantes portugueses, maioritariamente portistas, contou uma anedota:
- Papa Francisco quer incluir na sua visita a Portugal uma ida ao Estádio do Dragão para ver onde Jesus se ajoelhou - disse ao jeito de bardo rancoroso.
Peço o favor a Albert Camus de lhe responder no meu lugar:
- Tudo aquilo que aprendo sobre a moral dos homens, aprendi-o no futebol.
Como podem constatar, o preceito camusiano aplica-se uma vez mais e maravilhosamente.
Ao longo da ligação de Jorge Jesus ao Benfica - já vai para a quinta temporada -, não foi esta a primeira vez que o presidente do FC Porto se referiu ao técnico do inimigo. Fê-lo sempre com grande cordialidade e simpatia, causando inevitáveis engulhos na Luz até porque Jorge Jesus pareceu sempre aceitar mimos do Dragão com um beneplácito civilizacional a todos os títulos despropositado, tendo em conta o que há para ter em conta.
No que diz respeito a Jorge Jesus, registe-se que Pinto da Costa mudou agora a agulha. Ressuscitado pelo golo de Kelvin, o presidente do FC Porto passou a considerar o treinador do Benfica como mais um para achincalhar. O joguinho perverso dos elogios a Jesus terminou. Já não precisa de o fazer.
Quanto a Jesus, que nunca recusou os elogios de Pinto da Costa no tempo deles, que se mantenha igualmente firme nos tempos do achincalho.
Literalmente, que lhe responda à Camus:
- Tudo aquilo que aprendi sobre a moral dos homens, aprendi-o no futebol.
Desportivamente, que lhe responda ganhando.
ONTEM, em Portimão, o Benfica a sério empatou 1-1 com o Peñarol. Foi um jogo interessante com boas promessas e com a certeza de que sem Cardozo, ou alguém por ele, o Benfica passa a actuar sem referência na frente o que implica um modo novo de jogar. Veremos, lá mais para a frente, se é melhor assim ou antes pelo contrário.
O jogo com o Peñarol, uma equipa duríssima como de costume, arbitrado por Bruno Paixão, um árbitro mole como de costume, terá servido também para os supertalentosos Markovic e Djuricic se irem capacitando da muita pancada que vão levar no campeonato português.
Outra coisa boa da noite de ontem em Portimão: não sofremos nenhum golo de bola parada."
Leonor Pinhão, in A Bola
Benfica: muita parra e pouco golo
"Apesar do domínio, encarnados empatam (1-1) com os uruguaios do Peñarol.
Em mais um "particular" de rodagem com vista à nova época, cumprido em Portimão, o Benfica não foi além de uma igualdade, denunciando já a habitual propensão atacante, a que não correspondeu, contudo, a desejada eficácia. Foi, no entanto, evidente a grande disponibilidade e à vontade do conjunto, sobretudo das linhas mais adiantadas, onde - Markovic à parte - é tudo gente da pretérita temporada, que, por isso mesmo, se conhece bem.
E se o sérvio foi o único "intruso" do sexteto, a verdade é que não se deu por isso, já que surgiu em grande estilo, jogando rápido e fazendo jogar, como ficou patente no golo que, aos 17', colocou o Benfica em vantagem. Arranque, tabela com Gaitán, recepção perfeita após passe deste e, finalmente, remate a não dar hipóteses a Castillo.
Era a confirmação de um jogador de classe, que só não arrastou consigo o grupo para um triunfo concludente porque o Peñarol empatou a seguir (Rodriguez, 24'), explorando alguma hesitação de Sílvio, um lateral-direito a situar-se uns furos abaixo do seu congénere Cortez, no outro flanco, que, por várias vezes (e ao contrário daquele) apareceu no apoio ao ataque.
Até ao intervalo, o Benfica continuou a mandar no terreno, por força da lucidez de jogo dos alas Salvio e Gaitán, que, desta forma, acolitavam a preceito a tal grande esperança sérvia. Isto enquanto Lima, no eixo, se apresentava como a gazua para os casos mais bicudos. Porém, as várias tentativas, em especial protagonizadas por Gaitán, esbarraram mo muro defensivo contrário.
A 2ª parte foi outra história. E pouca teve pelas substituições (excessivas) levadas a cabo. O Peñarol mudou meia equipa, mas para pior, pelo menos no tocante à agressividade ofensiva. Os uruguaios praticamente abdicaram, neste período, de chegar à baliza de Artur, continuando, assim, o Benfica a usufruir de um maior domínio territorial, mesmo depois das também muitas alterações efectuadas.
Jorge Jesus acabou por substituir toda a gente, começando a dança ao quarto de hora, com a entrada em força da falange sérvia. Mitrovic rendeu Garay, enquanto Sulejmani e Djuricic entraram para o meio, passando este último a coordenar o jogo nas costas de Rodrigo, enquanto Markovic passou a actuar mais descaído na esquerda. Já a dupla titular de médios mais recuados (Matic e Enzo) deu lugar a Amorim e, depois, a André Gomes.
Como em geral acontece quando a mudança dos intérpretes atinge tais proporções, o fio de jogo baralha-se e a trama perde consistência. Foi isso que sucedeu, embora o Benfica tenha sido a equipa sempre mais virada para o ataque, merecendo destaque, nesta fase, um superior remate de Djuricic a que Castillo se opôs com uma grande defesa.
Em jeito de síntese, dir-se-á que o Benfica, com um meio-campo e um ataque que dão plenas garantias, tem apenas à retaguarda alguns aspectos que inspiram cuidados e que são, de resto, herdados da ápoca anterior. Mas no mais, tem reforços de grande qualidade, como são os casos sobretudo de Djuricic, Markovic e Sulejmani, a fazerem lembrar o melhor que a velha escola jugoslava lançou nos mais exigentes palcos, e, ao mesmo tempo, continua a poder contar com quase todo o plantel do ano passado. A questão é agora conjugar essas duas vertentes, uma tarefa que, apesar da dificuldade da escolha, não se afigura assim tão ingrata."
Sobre nomes dos clubes (II)
"Em Portugal há genéricos clubísticos para todos os gostos. Um dos mais frequentes é o de União (ainda aqui a influência do britânico United), umas vezes tratado no feminino como a União de Leiria, outras no masculino como o União de Lamas (ou da Madeira, que curiosamente não tem o nome da ilha no nome) ou ainda o caso que, embora referido no feminino, raramente é chamada de União (como a Oliveirense).
Depois há o Desportivo (das Aves ou de Chaves), Associação Desportiva, Lusitânia (Lourosa e Açores), Académica e Académico, Estrela (Amadora, Calheta, Vendas Novas), Recreio (Águeda), Ginásio (Alcobaça, Figueirense), 1.º Maio (Sarilhense, Naval e do Funchal, ainda que aqui sem o nome da cidade). Curioso é o Clube de Ponte de Sôr começar a designação por Eléctrico.
Um dos mais disseminados cá e lá fora é o Atlético. Além do Atlético Clube de Portugal, o Casa Pia Atlético Clube, o de Cacém, Malveira, Marinhense, Riachense, Valdavez e, no estrangeiro, o de Madrid e Blbau (ainda que aqui na variante basca do Athletic), o Osasuna, o Atlético Mineiro e o Paranaense no Brasil, ou incluído na designação completa do River Plate, Boca Juniors, Vélez Sarsfield na Argentina, do Peñarol no Uruguai, do Petro de Luanda ou do Panathinaikos na Grécia.
Também não faltam os clubes ligados ao mar: o Beira-Mar de Aveiro, o de Monte Gordo e o de Almada, o Marítimo do Funchal, o S. Félix da Marinha, o Mira-Mar, o Marinhense e o Marinhais. Ou, por via dos descobrimentos, o Vasco da Gama de Sines.
Por fim, há um clube que dá pelo nome da cidade precedida pelo artigo masculino: simplesmente O Elvas."
Bagão Félix, in A Bola
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Fariña
Foi hoje apresentado a mais recente contratação do Benfica: Luis Fariña. Não conheço suficientemente o jogador para ter uma opinião. Já ouvi dizer que é '10', que joga na esquerda, na direita, ou que pode ser adaptado a '8'!!! E também já li que nunca será o 'novo Enzo'!!!
Tendo que conta os muitos médios ofensivos que já fazem parte do plantel do Benfica - e ainda falta o Pizzi!!! -, existem muitas dúvidas sobre a necessidade de contratar um jogador com estas características. A teoria que encaixa melhor nesta história, é a que defende, que o Benfica está a comprar primeiro, para depois vender (só espero que não seja o Salvio... preferia claramente o Ola, ou o Nico)...
Recordo que o Jesus gosta de começar a época com 5 alas: Salvio (não acredito nas notícias dos últimos dias, e não acredito que o Vieira o venda por metade da cláusula de rescisão...), Sulejmani, Gaitán?! ou (Ola?!), Pizzi, Fariña, são 5... O Urreta não me parece ser opção, e hoje em Portimão ficou definitivamente provado que o Markovic não conta para estas contas dos alas. Aliás neste momento, com o Markovic a marcar golos, e a jogar bem, o Djuricic é que começa a ver o seu lugar de '10' ameaçado, podendo ter que ser empurrado para um dos flancos!!!
Ainda na Argentina o Fariña fartou-se de dar entrevistas, ao mesmo tempo, num Forum Benfiquista, especulou-se sobre a possibilidade do Fariña ser emprestado ao Braga, num suposto negócio que envolvia o Éder !!! No dia seguinte, a mesma teoria aparecia num diário desportivo!!! E durante alguns dias, foi aceite como verdade...!!! Hoje, apareceu a notícia que o jogador é da Gestifute do Jorge Mendes... muito sinceramente, não sei em quem acreditar. Mas recordo que na época anterior tanto o Luisinho como o Michel também foram supostamente colocados no Benfica pelo Mendes, como uma contrapartida qualquer!!!
Pelo que vi no youtube, o miúdo parece ter talento, bom pé direito, raçudo, rápido, espero que a adaptação seja a melhor... O ideal mesmo, é que fosse 'novo Enzo', porque hoje com o Peñarol notou-se, mais uma vez, com a saída do Enzo, a equipa perde posse de bola...
Finalização...
Benfica 1 - 1 Peñarol
Este é daqueles jogos, onde se costuma dizer, que o resultado é mentiroso... Tivemos melhor na 1.ª parte, com uma equipa entrosada, marcámos 1 golo numa excelente jogada, e podíamos - e devíamos - ter marcado mais... No único erro defensivo - e não foi do Artur!!! -, sofremos um golo, completamente contra a corrente do jogo.
Num relvado impróprio para consumo, que tornou o jogo muito difícil para a equipa tecnicamente melhor, contra um adversário que em muitos momentos do jogo parecia que estava a jogar rugby - ou luta-livre -, gostei da evolução da equipa.
Os jogadores novos são muitos, ainda vai demorar ainda algum tempo, para encontrar os automatismos entre todos... A quebra na 2.ª parte, deveu-se essencialmente, à falta de entrosamento entre os jogadores. O Djuricic entrou bem, mas não foi suficiente... Mesmo jogando pior, o Penãrol só nos últimos 2 minutos, chegou à área do Benfica, sendo que os guarda-redes dos Uruguaios foram provavelmente os melhores em campo.
Hoje, talvez tenha sido o principio do fim do mito Cortez: fez um bom jogo, e defensivamente não teve brancas. Pessoalmente a desilusão desta pré-época tem sido o Sílvio. No golo está mal posicionado. Ainda por cima jogou ao lado do Luisão, que não consegue disfarçar a falta de velocidade... dupla Garay/Lisandro, seria o ideal, acho eu!!!
Creio que hoje ficou claro, a falta de uma referência na área. O Lima é um goleador, mas não chega. O Rodrigo teima em não 'encontrar a bola'. É necessário resolver, definitivamente, a novela Cardozo. Já o afirmei, por mim, ficava... mas se sair, é preciso contratar alguém parecido. Hoje, até jogámos, em momentos, bom futebol, mas faltou a finalização...
Dinâmica das alas
"O dramático final da última temporada abalou até aos alicerces a confiança encarnada, levando os adeptos a encarar esta época com muito cepticismo.
Um dos problemas da equipa reside nos defesas laterais. O Benfica tem comprado “resmas” deles – Luís Filipe, Carole, Emerson, César Peixoto, agora Sílvio e Cortez – e nenhum serve. Fizeram-se sucessivas adaptações como Fábio Coentrão, Rúben Amorim, Melgarejo, André Almeida... Como explicar esta vertigem?
A questão é que Jorge Jesus exige muitíssimo dos laterais. Têm de defender como defesas de raiz e atacar como extremos puros. Muito do futebol de Jesus assenta na dinâmica das faixas, nas tabelas e trocas de posição constantes entre os laterais e os extremos. Por isso, na época passada, vimos Maxi e Melgarejo muitas vezes a atacar – e Salvio e Ola John a defender.
Mas esta dinâmica obriga os laterais a um esforço tremendo e tecnicamente muito complexo. Ainda por cima numa equipa como o Benfica, em que é proibido falhar.
Dirão os adeptos: se é assim tão difícil, então mude-se a táctica! Ora, atenção: nessa dinâmica das alas assenta boa parte do futebol envolvente de Jorge Jesus. Um futebol que, além de espectacular, tem revelado uma eficácia notável: em quatro anos, o Benfica passou de 23.º no ranking europeu para 6.º. Nenhuma outra equipa subiu tanto. Não é, pois, de ânimo leve que se mudarão os princípios de jogo.
Só que é dificílimo encontrar jogadores que cumpram a preceito esta missão. Escrevi há semanas que com Danilo e Alex Sandro o Benfica teria ganho o campeonato e talvez a Liga Europa. Mas os encarnados conseguirão ter laterais a este nível?"
Afinal, chamar “campeão dos arguidos” a Pinto da Costa não devia ser crime
"Tribunal Europeu dos Direitos do Homem diz que justiça portuguesa errou ao condenar antigo assessor da selecção nacional de futebol por difamar presidente do FC Porto.
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem entende que a Justiça portuguesa errou ao condenar por difamação um jornalista desportivo que chamou a Pinto da Costa “campeão nacional dos arguidos do futebol”. O Estado terá agora de pagar uma indemnização ao jornalista superior a oito mil euros, a menos que recorra da decisão.
O caso remonta ao Mundial de Futebol de 2006. A trabalhar como assessor de imprensa da selecção nacional liderada por Scolari, Afonso de Melo publica um relato dos acontecimentos e dos episódios de bastidores relacionados com a “equipa das quinas”, num livro intitulado A Pátria Fomos Nós. Nele, o presidente do Futebol Clube do Porto é apelidado de “inimigo figadal” da selecção e também de “campeão nacional dos arguidos do futebol”.
Pinto da Costa não gostou e recorreu aos tribunais, que lhe deram razão tanto na primeira instância como na Relação do Porto. Realçando que o jornalista ignorava sequer em quantos processos judiciais estava o dirigente desportivo envolvido na altura, os juízes desembargadores consideraram que a expressão “campeão dos arguidos” tinha sido usada fora de contexto, com o único fito de denegrir e acabrunhar o líder dos “dragões”. O acórdão incluiu uma multa de 7600 euros.
Acontece que à luz da Convenção dos Direitos do Homem as coisas não são, no entanto, assim tão simples. “A liberdade de expressão constitui um dos fundamentos essenciais de qualquer sociedade democrática e uma das condições primordiais do seu progresso e da realização pessoal dos seus membros”, observam os juízes de Estrasburgo, fazendo notar as semelhanças entre este caso e aquele em que o jornalista da SIC José Manuel Mestre foi também condenado em Portugal por difamar Pinto da Costa e posteriormente ilibado no Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Em causa estava uma entrevista do jornalista ao secretário-geral da UEFA, em 1996. Os magistrados do Porto consideraram que as perguntas de José Manuel Mestre insinuavam que Pinto da Costa controlava os árbitros portugueses.
Bullying judicial
Frisando que os limites à liberdade de expressão são necessariamente menores no caso das figuras públicas, por estas serem alvo de maior escrutínio por parte da sociedade, os juízes de Estrasburgo consideraram agora, uma vez mais, que “a própria existência de uma sanção penal nesta matéria é de molde a provocar um efeito dissuasor da contribuição da imprensa nas discussões de problemas de interesse geral”, não devendo ser aplicada “sem motivos particularmente graves”.
Para o advogado do jornalista, Afonso de Melo está a ser alvo de bullying judicial por parte de Pinto da Costa, que já lhe moveu outros processos em tribunal por motivos idênticos. Foi o que sucedeu quando o jornalista, um benfiquista assumido que colabora neste momento com o canal televisivo dos “encarnados”, publicou transcrições das escutas do Apito Dourado num jornal de Águeda. Já outro livro de Afonso de Melo dedicado também ao Apito Dourado, As Entranhas do Polvo, não mereceu a mesma atenção por parte de Pinto da Costa.
Satisfeito com o desfecho deste processo, o jornalista mostra-se descrente da Justiça portuguesa: “É inacreditável a protecção do sistema judicial a determinado tipo de pessoas, nomeadamente no que diz respeito aos tribunais do Porto”.
Contactado pelo PÚBLICO, o Futebol Clube do Porto escusou-se a comentar o caso, alegando que o clube não é parte interessada nele e que Pinto da Costa se encontra fora do país."
Sobre nomes dos clubes (I)
"Enquanto o defeso nos embala entre notícias e o seu contrário, vou também fazer o meu defeso e dedicar os quatro próximos pontapé-de-saída à onomástica clubista.
Tudo porque, há tempos, li em A BOLA uma curiosa notícia que começava assim: «Guimarães, não! Vitória SC, sim! Já seguiu pedido para a Liga para que o emblema minhoto seja tratado pelo seu nome original».
Sempre achei interessante o estudo dos nomes e sobrenomes dos clubes. A começar precisamente pelos Vitórias: o Vitória Sport Clube a que nós chamamos o Guimarães e o Vitória Futebol Clube que mais é conhecido pelo Setúbal. Tal qual a minha avó materna que era Leonor e que toda a gente tratava por Rosinha.
Mas há mais Vitórias com menos vitórias: o de Sernache (embora de Cernache), o de Lisboa, o do Pico, o dos Olivais, o de Santarém, o Mindense, etc.
Sendo a Inglaterra o berço do futebol, foi natural a sua influência não só no nome do dito jogo, como em muitas designações clubistas. A começar pelo genérico Sporting. Mas só o de Lisboa - que no nome é de Portugal - dá pelo nome próprio. Porque os de Braga, Faro, Espinho, Covilhã, Tomar, Cuba e outros dão mais pelo nome da cidade ainda que, por vezes, referidos também como Sporting de... Há ainda clubes que não são Sporting e que muita gente desconhece: Portimonense Sporting Clube e Sporting Clube Olhanense. Muitos outros têm a palavra inglesa Sport, a começar pelo Sport Lisboa e Benfica.
Também a maioria optou pelo anglicismo de escrever Futebol Clube. Só o Belenenses escreveu à portuguesa - Clube de Futebol Os Belenenses - embora, habitualmente, o artigo definido seja dito no singular: o Belenenses."
Bagão Félix, in A Bola
Um pouco de História...
Enviaram-me um link com este post sobre a História do Estádio da Luz. Simples, completo, exacto e muito bem ilustrado, recomendo.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Primeiros jogos
"1. Aí estão os primeiros jogos da época, sempre avidamente seguidos pelos adeptos, já que (infelizmente) são sempre bastantes as novidades nas equipas. Claro que ainda é cedo para conclusões. Houve motivos para satisfação (alguns dos reforços deram indicações positivas mas nem sempre quem mais se distingue na pré-época confirma depois...), houve motivos para insatisfação (naturais deficiências nas marcações por parte da defesa, golo do empate frente ao Bordéus já para além da hora - os jogos são a feijões mas gostamos sempre de ganhá-los!).
Em suma, mais vitória, menos empate (escrevo antes do jogo de terça-feira), foram dois jogos-treino e há motivos para acreditar numa época bem positiva... mesmo até no fim! Apesar de termos ainda quase mês e meio até sabermos em definitivo quais dos principais 'craques' saem e ficam.
Tanto mal fazem ao Futebol - constantes transferências, milionários que fazem e desfazem clubes e equipas, estrangeiros a mais, cá e lá fora - e, apesar de tudo, não conseguimos passar sem os jogos e sem sofrermos pelos nossos emblemas!...
2. Não alinho no grupo daqueles que consideram os empresários de Futebol uma espécie a abater. Compreendo que eles são necessários aos jogadores e, portanto, têm de existir. E, como em todas as profissões, há os bons e os maus, os honestos e os desonestos. Nos últimos tempos, a propósito de Bruma e de Oblak, os empresários (e seus colaboradores...) voltaram a estar em foco. Resta saber se por bons ou maus motivos.
3. As coisas na Arbitragem parecem novamente quentes e agora por causa da classificação dos árbitros. Só espero é que não seja oportunidade para regressos ao passado. É que fiquei bem preocupado quando li, no fim-de-semana passado, que a cabeça de Vítor pereira poderia rolar e que um forte candidato seria... Carlos Carvalho. Carlos Carvalho, presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Porto durante longos anos, incluindo os do... Apito Dourado, e que também aparece nas Escutas da época. A ver vamos no que isto dará...
4. Paulo Pereira Cristóvão, ex-vice-presidente do Sporting, vai mesmo ser julgado. E lembrar-me eu que a Direcção de Godinho Lopes, da qual ele fazia parte, nunca tomou qualquer posição, tornando-se, na prática, conivente..."
Arons de Carvalho, in O Benfica
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