Últimas indefectivações

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Pobre Pedro Podre

"Pobre Pedro: ei-lo em todo o seu esplendor podre. A vaidade consome-o até ao tutano. Talvez haja alguém logo abaixo de Deus, mas não consegue vislumbrar quem senão ele. Tristemente exibe as suas fraquezas a céu aberto. Dita, ordena, castiga. Ele: com P. Com P de pobre; com P de podre. Lambido, reluzente, gesticulante. Um teatro de marionetas. Não tentem desviar o olhar. Não é possível. O pobre é rei da palhaçada por vontade divina de um deus anão. Deixaram-no tomar conta do palco, deram-lhe o papel principal de uma vida vidinha, rasteira e submissa, e ele tomou para si as dores do Universo. Que ninguém ouse embaciar o seu brilho bodegoso, azeiteiro, untuoso. Vêmo-lo sorrir de teclado alvo e percebemos que nada nele faz sentido num Mundo que não comece e não acabe na sua imensa presunção. Não o chamem pelo nome: não há nome de homem que lhe caiba, pobre dele, podre ele, Pedro ele.
Os seus abraços estreitos, corrompidos, alegram os que se comprazem com a batota. Escolheu há muito os seus parceiros e definiu publicamente os seus ódios. Em seguida repete-os até que todos nós nos sintamos subserviência. Ainda há quem se admire? Quem se surpreenda? Ainda há quem o respeite? Quem o considere? Perguntem-lhe. Talvez saiba responder com frases nas quais não caibam as mentiras do costume. Eu duvido. Vejo-o como ele é: tristemente triste.
Pobre Pedro Podre. Não percebeu ainda que está a ser lentamente mastigado e que em breve será cuspido para a sarjeta dos inúteis. Até lá vai fazendo o seu serviço. Sem brilho, mas com brilhantina..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Inutilidade pública

"Como todos sabem, mas alguns fazem de conta que não sabem ou que não se lembram, os poderes que assistem às federações desportivas para regular, disciplinar e exercer as competências jurisdicionais e de arbitragem são poderes de natureza pública, que cabem, na origem, ao Estado e que este delega nas federações (e estas delegam nas ligas, se as houver).
Claro que a “auto-organização” e a “ autor-regulação” reclamadas pelas federações (e ligas) e pelos seus órgãos têm reconhecimento; mas só avançam com funções reguladoras e autoridade para impor coativamente medidas e sanções se as enquadramos no âmbito do exercício de poderes delegados pelo Estado.
Como todos sabem, mas alguns não gostam que se saiba, é a “utilidade pública desportiva” que proporciona a titularidade desses poderes e que os conserva na esfera dos órgãos das federações e das ligas. Essa “credencial” que o Estado confere não é insindicável. Desse controlo pode resultar a suspensão temporária ou o cancelamento da “utilidade pública” por parte do “membro do Governo responsável pela área do desporto”. Para dar corpo a essa fiscalização do “exercício de poderes públicos e do cumprimento das regras legais de organização e funcionamento internos das federações desportivas”, a administração pública desportiva deve realizar “inquéritos, inspecções  sindicâncias e auditorias externas” (art. 14º do Regime Jurídico das Federações de 2008).
Tais expedientes visam examinar e inspeccionar os actos e as decisões das federações desportivas e das ligas – quando regulamenta, quando nomeia, quando avalia, quando castiga e quando recorre –, a fim de concluir sobre o respeito funcional dos princípios da legalidade, da prossecução do interesse público e do respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos, da igualdade e da proporcionalidade, do tratamento imparcial de todos os agentes desportivos, da boa fé e de colaboração no relacionamento com esses mesmos agentes e, finalmente, da necessidade de fundamentação expressa, clara e suficiente de todas as decisões dos seus órgãos. Sempre que alguns destes princípios-regra não são (mesmo que indiciariamente) observados, o Estado deveria intervir. Raramente o fez e, quando o fez (em casos limite), não se notou. Por isso chegamos a este ponto: violações grosseiras da legalidade sem responsabilização; impunidade dos titulares dos órgãos; decisões coxas e ininteligíveis. Quando o Estado entrar corajoso nos órgãos das federações, “pedir contas”, decifrar os resultados e envolver as demais autoridades, garanto-vos que, nesse dia, o cenário muda. Até lá…"

Derrota da mediocridade, derrota dos homenzinhos dos xitos...


Benfica 1 - 0 Académica

Hoje não vale a pena falar do jogo. Hoje tivemos um exemplo perfeito da mediocridade do nosso futebolzinho. O Benfica em Leverkusen também jogou com pragmatismo, com cuidados defensivos, mas não fez anti-jogo vergonhoso... a cultura dominante nos jogadores, treinadores, dirigentes e avençados jornaleiros é esta: a da mediocridade.
Hoje, no final da partida, consegui ouvir elogios à postura da Académica, pelos tais expert's !!! A demora nas reposições, as lesões inventadas, as xico-espertices constantes... É preciso ter coragem para ir ver um jogo de Futebol em Portugal !!!
A dualidade de critérios nas arbitragens já estamos habituados, mas se calhar ainda mais importante é a dualidade na 'amarelinha' !!! Existem clubes, que em jogos de dificuldade idêntica, parecem Touros com pilhas Duracell, noutros, estão completamente domesticados, anestesiados...
Tudo isto só foi possível devido à cumplicidade activa do Apitadeiro, que fez tudo, mas mesmo tudo, para não se jogar Futebol na Luz... Ouvir um Corrupto condenado, no final da partida, queixar-se da arbitragem, num jogo, onde foi marcado um penalty óbvio, e ainda beneficiou de outro que ficou por marcar, dá vontade de esganar o Papagaio...
Também 'gostei' de ouvir um tal treinador, a elaborar uma teoria pela qual, um penalty no 1.º minuto, não é igual a um penalty no último minuto!!! Independentemente de ser ou não falta...!!!
Enquanto este tipo de comportamentos não for condenado culturalmente pela maioria, teremos que viver no meio desta imundice...

PS1: O mau estado do relvado da Luz, ajudou ao anti-jogo da Académica, a bola tem dificuldade em rolar, tornando o jogo do Benfica mais lento.

PS2: As dificuldades que o Benfica teve nas duas últimas jornadas, não se devem ao cansaço, ou ao excesso de jogos... não podemos esquecer que o jogo de hoje, começou condicionado pela Proençada da semana passada... O Benfica nas últimas duas épocas não perdeu o Campeonato devido a uma quebra fisica no final de Fevereiro, principio de Março. O Benfica perdeu os últimos Campeonatos por causa dos Proenças dos Xistras, dos Soares Dias, dos Hugo Migueis, dos Capelas e afins... Com o nosso plantel, em condições normais, podíamos perfeitamente jogar para ganhar na Liga Europa, na Taça da Liga, na Taça de Portugal e no Campeonato. A quebra física é um mito, é somente o álibi inventado para desculpar as roubalheiras pelos árbitros, e pelas equipas cangadas com treinadores e jogadores avençados...!!!
Se os próprios Benfiquistas começam a defender esta teoria mentirosa, estão, exclusivamente, a trabalhar em prol dos Corruptos...





  

Saltos altos

"Por mais indicações que Carlos Xistra tenha dado, bem explícitas por sinal, das razões que o levaram a mostrar um segundo cartão amarelo ao francês Mangala, em Aveiro, não faltaram críticas e adjectivos que desabonam quem as proferiu, dos mais entendidos aos mais interessados.
Mas ninguém foi tão imaginativo como o treinador Vítor Pereira que subiu a fasquia à altura de Cristiano Ronaldo, comparando os trambolhões do francês ao salto que maravilhou o Mundo na quarta-feira, quando o internacional português se elevou à estratosfera para apontar o mais perfeito golo de cabeça da história do futebol.
Cristiano pára no ar, como o helicóptero, o beija-flor e o antigo goleador brasileiro Dadá Maravilha, servindo-me da descrição deste velho romântico caçador de bolas altas. Mangala atira-se de faca nos dentes e salve-se quem puder. Cristiano e Mangala estão um para o outro como um bailarino do Bolshoi e um comando da Força Delta.
É evidente que o bom do Mangala, a caminho de se tornar num dos melhores defesas-centrais da Europa, não faz por mal e está em processo de desenvolvimento de um estilo que fez escola em décadas sucessivas: Lima Pereira, Geraldão, Fernando Couto, Jorge Costa, Pepe, Bruno Alves – toda uma linhagem de altos saltadores, muito eficientes, mas tão elegantes como elefantes em loja de porcelanas.
Os adeptos não fazem diferença e apenas avaliam a gravidade das faltas, mas os agentes desportivos e os comentadores têm obrigação de entender o jogo faltoso sistemático, que é, de resto, o primeiro motivo para os duplos cartões amarelos, embora penalizem mais uns clubes do que outros, não existindo uma relação indiscutível entre o número de faltas e o número de expulsões. Por exemplo: dos quatro clubes principais, o Benfica foi o que menos faltas cometeu neste século e, no entanto, é de longe o que acumula mais cartões vermelhos."


"Rácio Faltas/Expulsões no séc. XXI
Braga...............7058 / 68
Sporting...........6792 / 68
Corruptos....... 6686 / 44
Benfica........... 6616 / 78"

João Querido Manhã, in Correio da Manhã - via Em Defesa do Glorioso

PS: Quando se discute os erros do Jesus ou do Vieira, quando se critica os jogadores, a entrega, o profissionalismo, a vontade... ou outra coisa qualquer, estamos sempre a discutir 'pormenores', são estes os números - os cartões - que definem os Campeonatos, são as campanhas anti-Matic (ou anti Javi, ou anti Maxi, ou anti David Luiz, ou outro jogador qualquer...), que definem os Campeões... O post do Fura-Redes é bastante elucidativo, os Corruptos nas últimas 2 épocas (pelo menos) não tiveram uma situação de inferioridade numérica com o resultado em aberto... Além de não jogarem em inferioridade numérica, a estatística com o número de jogos em que os jogadores foram impedidos de jogar, por castigo, também deve ser interessante, por exemplo esta época tanto o Maxi como o Matic, muito provavelmente vão falhar 3 jogos, só com os amarelos acumulados, enquanto os Mangalas e os Fernandos se chegarem aos 5 amarelos, será uma 'sorte'!!!
Recordo que não estamos a falar de uma equipa qualquer. Estamos a falar de uma equipa que sempre teve nos seus quadros, com muito orgulho, jogadores tipo André, Paulinho Santos, Aloísio... e muitos outros, esta equipa consegue ser nos últimos 30 anos a mais 'disciplinada'!!! E este rácio, é feito com as faltas marcadas, com árbitros 'amigos', porque como nós sabemos, muitas outras ficam por marcar...
Este é claramente um dos braços armados do Sistema...

Contra tudo e contra todos !!!


Benfica 11 - 5 Freixieiro

Duas partes distintas, na 1.ª um Benfica muito perdulário, ia ganhando por 1-0, quando o apitadeiro resolveu ser o protagonista: falta óbvia sobre o César Paulo, o árbitro apita, e marca falta contra o Benfica!!! O César protesta normalmente, afasta-se, e pouco depois diz mais alguma coisa (as minhas 'fontes' na bancada, dizem-me que mandou o árbitro à merda!!! O César no Twitter diz que o mandou p'ro caralho!!!) , e o árbitro puxa do vermelho. Eu também acho que não se deve faltar o respeito aos árbitros, mas se mandar o árbitro à merda dá vermelho, então haverá poucos jogos a chegar ao fim!!! O César parece que está marcado, é o Matic do Futsal, como é considerado o jogador mais importante no nosso esquema, ao primeiro 'deslize', vai para a rua...!!! Já não é a primeira vez...!!! A equipa desconcentrou-se, e começou a abrir espaços, e o Freixieiro aproveitou, primeiro fez o 1-2, o Benfica empatou, e ainda fizeram o 2-3... Poucos segundos antes do intervalo, conseguimos o empate.
Na 2.ª parte, a equipa 'limpou' a cabeça, e deu espectáculo  uma verdadeira avalanche ofensiva, e até podiam ter sido mais...

11 Campeões !!!


Este fim-de-semana, em Pombal, sagraram-se Campeões Nacionais de Atletismo em Pista Coberta, 10 atletas do Benfica, em 11 provas distintas!!! Parabéns a todos, aqui fica a lista:
Arnaldo Abrantes: 400m e 200m
Marco Fortes: Peso
Diogo Antunes: 60m
Marcos Caldeira: Triplo-Salto
Paulo Conceição: Salto em Altura
Rui Pinto: 3000m
Rasul Dabó: 60m barreiras
Eva Vital: 60m barreiras
Tânia Duarte: 200m
Mata Pen: 800m
Rafaela Vitorino: Pentatlo

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Juniores - 1.ª jornada - Fase Final

Bernardo Silva

Nacional 1 - 5 Benfica

Cabazada na 1ª jornada, da Fase Final do Campeonato Nacional de Juniores. Com o 'reforço' de alguns jogadores que têm sido opção na equipa B (Varela, João Nunes, Teixeira...), o Benfica não teve problemas em vencer num terreno habitualmente difícil, começando assim na melhor forma, a procura por um título que nos últimos anos nos tem fugido, ingloriamente...

Benfica.........3
Braga............3
Sporting.........1
Guimarães......1
Rio Ave.........1
Corruptos......0
Nacional........0

Dura lex sed lex

"Segundo as boas práticas e as mais saudáveis técnicas de interpretação das normas jurídicas, o intérprete da lei não pode dizer mais do que aquilo que o legislador quis dizer ou pensou. Os elementos de interpretação da lei são os elementos literal, sistemático, racional ou teleológico e o elemento histórico.
A interpretação não deve cingir-se à letra da lei, devendo ter em conta a unidade do sistema jurídico, as circunstâncias em que a lei foi elaborada, as condições específicas do tempo e o pensamento do legislador. 
O intérprete não deve considerar o pensamento legislativo que não tenha na letra da lei o mínimo de correspondência. Todavia, nenhuma lei está livre de ambiguidades e de incertezas.
Vem tudo isto a propósito da sui generis interpretação que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol fez acerca do artigo 13º, nº 1, do Regulamento que foi elaborado para disciplinar a criação e participação na segunda liga da designada Equipa B dos Clubes que disputam a 1.ª Liga.
O citado normativo é claro quanto à única interpretação possível no que concerne à observância do período de 72 horas que deve ser respeitado, relativamente à participação dos jogadores da equipa B na equipa principal, ou na equipa B após terem jogado na principal. Não é ambíguo, não é confuso e nem com o recurso àqueles elementos de interpretação da lei é possível concluir que tal preceito é omisso no que se refere à participação de jogadores da Equipa B nos jogos da Taça da Liga, estipulando regras apenas relativas às 1.ª e 2.ª liga.
O Regulamento em causa – repete-se – foi elaborado para disciplinar a criação e participação na segunda liga da designada Equipa B dos Clubes que disputam a primeira liga. A norma em causa surge integrada no Regulamento com um objectivo específico, bem preciso, de proteger os jogadores, nos seus aspectos físico e anímico, impedindo a sua sujeição a um esforço que ponha em causa o seu equilíbrio.
As 72 horas, claro como água, foram fixadas para defender o jogador e a pensar neste e não nos interesses dos clubes, sendo de todo irrelevante se se trata de jogo da 1.ª ou da 2.ª liga, da Taça da Liga ou até da Taça de Portugal. O preceito em causa não é omisso, no que se refere à utilização de jogadores. Poderão ser realizados jogos mediados por um período inferior a 72 horas, observadas determinadas condições. O que não significa que possam ser utilizados jogadores da equipa B em ambas as partidas separadas por tempo inferior àquele.
O Conselho de Disciplina da FPF deu um verdadeiro golpe de rins na interpretação que sustentou, apenas com o objectivo de defender os interesses do FCP, violando o Regulamento. Pensou apenas no clube e ignorou os jogadores. A situação é tanto mais estranha quando está em causa um Regulamento da Liga interpretado pela Federação... É mais uma manifestação da confusão que paira no futebol português. A Lei (Regulamento) deve ser rigorosamente interpretada e aplicada e não subvertida e submetida aos interesses dominantes no momento.
Claro e inequívoco é que o FCP ficou sujeito à sanção prevista para a irregularidade por si cometida. Com o Acórdão proferido, o Conselho de Disciplina da FPF tropeçou e prestou um mau serviço à causa do desporto."

Acabou o enguiço Alemão

"Heróica vitória do Benfica na neve de Leverkusen.
Depois do categórico triunfo em Estugarda, há dois anos, foi agora a vez do Bayer se vergar à determinação dos encarnados (1-0), confirmando-se assim a tendência de registos favoráveis com formações germânicas, a quem a águia, enquanto visitante, nunca tinha ganho em 40 anos de provas da UEFA. Nem mesmo nos tempos áureos de Eusébio & companhia.
Para este compromisso, e sempre com os olhos postos também no próximo confronto com a Académica para o Campeonato, Jorge Jesus apostou nas novas descobertas - André Almeida, André Gomes e o reinventado Urreta - deixando no banco Máxi, Enzo Perez e Sálvio. E a verdade é que o desenrolar do jogo voltou a dar-lhe razão. O Bayer, apesar da sua maior posse de bola, não se livrou da enorme dor de cabeça que o Benfica, desde o início, lhe provocou.
Com um atento e incansável meio-campo, de que Matic voltou a ser figura de proa, o Benfica controlou sempre toda a movimentação ofensiva alemã, cujo empenho, sobretudo por parte do muito abnegado Kiessling, foi insuficiente para lhe acrescentar a eficácia desejada. Nem a lesão de André Gomes, substituído antes do intervalo por Enzo Pérez, modificou um tal cenário, já que qualquer deles cumpriu a preceito a dupla tarefa de recuperador e municiador de ataque. E várias foram as ocasiões, neste período, em que o Benfica chegou com perigo à baliza de Leno.
Na 2ª parte, a equipa de Leverkusen subscreveu então a sua mais acentuada fase atacante, mas, por ironia, foi na sequência de um desses lances, em que o golo esteve à vista na baliza de Artur, que ele surgiu, sim, mas na baliza contrária. Foi o contra-ataque encarnado a ditar leis, com a bola a ser trocada com rapidez e intencionalidade, para a conclusão superior de Cardozo, num gesto técnico perfeito.
Na altura, já Urreta cedera o lugar a Sálvio, sem que daí resultasse qualquer vantagem, valendo a boa prestação de Ola John no outro corredor e, em especial, de Gaitán, mais uma vez a jogar nas costas de Cardozo e a realizar trabalho de grande mérito. Uma função de apoio que manteria em relação ao inesperadamente apagado Lima, quando este trocou com o paraguaio no eixo do ataque.
A perder, o Bayer intensificou a sua pressão sobre o último reduto contrário, mas as suas intervenções esbarrariam no sólido muro encarnado, onde o 4+1 (Artur), embora com alguma sorte à mistura (e muita atenção de Melgarejo), se exibiu a contento e sem complexos. De referir a actuação serena de Luisão, apesar dos constantes apupos dos adeptos alemães, que ainda não lhe perdoaram aquele episódio do Verão passado.
Tão sem a propósito, diga-se, como se hoje nos propuséssemos assobiar alemães ainda por causa do maluco do Adolfo..."

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts II

Revelação (pouco surpreendente) !!!

O caminho não será fácil !!!


Benfica 3 - 0 Esmoriz
25-18, 25-17, 25-22

Começamos a 2.ª fase, com aquele que teoricamente será o jogo mais acessível... tendo em conta as contrariedades no momento o calendário até ajudou, o verdadeiro teste vai acontecer no próximo fim-de-semana, com o jogo na Maia, no Sábado, e a recepção ao Sp. Espinho no Domingo. Não sei se o Miguel Tavares vai recuperar a tempo, o Coelho tem estado bem, mas não é a mesma coisa...

Ter o pássaro na mão, e deixá-lo fugir !!!


Reus 4 - 3 Benfica

Estivemos por duas vezes em vantagem na 2.ª parte (1-2 e 2-3), mas não conseguimos gerir o jogo... não é fácil comentar um jogo pelas 'infos' na Net, ainda por cima em Catalão - com o caseirismo normal... -, mas mesmo assim perto do final do jogo, acreditando na 'info' Catalã, ficou um penalty por marcar a favor do Benfica, isto num jogo onde o Reus nas 'bolas paradas' marcou dois golos (LD, Penalty) e falhou um LD nos últimos segundos, e o Benfica não beneficiou de uma única situação de 'bola parada', se calhar até falhávamos, como tem sido hábito, mas é um indicador...
É sempre bom ficar em 1.º lugar no grupo, mas entre o Liceo da Corunha e o Valdagno a diferença não é muita... talvez o 'trauma' da eliminação da época anterior pelos Italianos, pode ter alguma influência... Parece que vão ser os Italianos os primeiros do grupo C, vão receber os Galegos e têm mais 3 pontos.
Em condições normais o Viareggio em casa, tem tudo para vencer o Reus - ou pelo menos empatar -, e nós vamos vencer os Alemães na Luz, portanto tudo vai depender da 'motivação' dos nossos 'amigos' Bertolucci!!!

Vitória no meio do Atlântico


Lusitânia 61 - 70 Benfica
12-11, 21-21, 14-22, 14-16

Só na 2.ª parte conseguimos uma vantagem de 10 pontos - sustentada - que acabámos por gerir até ao final... Nota para a não utilização do Doliboa, que normalmente faz os 40 minutos, que desta vez foi 'substituído' pelo Carlos Andrade, que foi o melhor marcador, e o melhor ressaltador...

Somar pontos


Benfica 31 - 24 Xico

Excelente vitória

"A história é simples de contar. Em mais de cem anos o Benfica ganhou duas vezes na Alemanha. Uma com Jorge Jesus e outra com Jorge Jesus. Todos nós como adeptos temos direito à nossa opinião, em futebol não há nada mais democrático que a asneiras. Todos temos direito a ela. Factos é que são mais difíceis de rebater. Excelente vitória na Alemanha, num jogo com uma soberba arbitragem, o que para quem vem das habilidades do Proença e do Xistra ainda se faz mais notado. Com arbitragens destas o Benfica seria campeão, com aquilo que se vê e se sabe em Portugal é praticamente impossível. Ainda há muitas homenagens ao Calheiros, ao Guímaro, ao Marques da Silva em actividade. Há muita gente para homenagear. Se pensarmos que temos a eliminatória resolvida, perdemos em casa e somos eliminados. Se voltarmos a entrar com esta maturidade e rigor estaremos na próxima fase.
Quinta-feira, na Luz, será difícil aos mais de 40 mil adeptos fazer melhor que os cinco mil portugueses que durante 90 minutos calaram a BayArena. Esta alegria é merecida e inteiramente dedicada aos nossos adeptos e emigrantes que mostraram com civismo e dedicação o amor ao clube e ao País. Foi uma festa dentro da festa.
Depois do jogo da Madeira nada melhor que explicar com futebol a injustiça dos procedimentos. Contra a Académica teremos de averiguar se ainda nos deixam jogar com 11, e ficar reconhecidamente gratos se isso ainda for possível. A expulsão do Matic na Madeira é o resumo do nosso futebol e do nosso campeonato. Matic é simplesmente o mais influente e importante jogador do Benfica. Contra a Académica será mais um passo de uma luta desigual, mas que ainda assim terá de ser travada com valentia.
Com o critério de validação do golo do FC Porto contra o Olhanense o Benfica teria ganho 3-2 ao Braga na primeira jornada. E eu até sou a favor desse critério... e por isso acho o golo bem validado. Pena que não seja para todos."

Sílvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Inferno des Lichts


E Pinto da Costa citou as escutas...

"No editorial da última edição da revista Dragões, Pinto da Costa criticou a escolha de João Ferreira para o Benfica-FC Porto, citando, em defesa da sua tese, uma conversa entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira, constante das escutas do Apito Dourado. Sim. Depois de esgrimir argumentos contra a divulgação das escutas e sua utilização pelos tribunais; depois de ter accionado judicialmente quem citou as escutas ou meramente anunciou onde podiam ser ouvidas; depois de se ter vitimizado, alegando danos de imagem; depois de um ilustre portista, Rui Moreira, ter abandonado em directo um programa televisivo por se recusar a debater o teor das escutas; eis que Pinto da Costa sai a terreiro e trata de citar as famosas escutas.
É um daqueles momentos que marcam um antes e um depois; que retira argumentos a todos os pintistas que se refugiavam no sacrilégio que era comentar o que praticamente toda a gente ouviu ou leu (na net são mais de nove milhões os clics nas escutas...); e que abre, enfim, novas pistas de debate a propósito do que a Justiça portuguesa entendeu não dever ser tido em linha de conta. E se há coisa que os portugueses não conseguem entender são os expedientes da Justiça, a ideia de que os grandes, das finanças, da política e também do desporto estão sempre acima dos comuns mortais e que nada lhes acontece; os alçapões que os causídicos mais hábeis conseguem explorar; as voltas e reviravoltas que os casos dão, aqueles que não saem do mesmo sítio e ainda os que acabam por prescrever.
Mas regressemos ao tema desta coluna: Pinto da Costa já cita as escutas do Apito Dourado. E eu a pensar que, em semana de resignação do Papa, nada mais me poderia surpreender..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Basta!

"Já não há desculpas.
Só é enganado quem quer.
Desde 2001 que ele anda por aí.
Teve tempo de resolver (pelo menos) dois Campeonatos, recebeu todas as insígnias que lhe deviam, não faltou às merecidas homenagens, e deixou cair todas as máscaras.
Começou por se auto-intitular 'benfiquista', certamente para dissimular vontades. Depois, sempre muito bem penteado, foi lançado as sementes de uma carreira frutuosa, que o levou Europa fora, até aos mais cintilantes palcos, para dirigir os mais importantes jogos, recebendo os louvores e prémios correspondentes.
Pelo meio, fez o que fazem aqueles que, nos meandros da arbitragem portuguesa, pretendem chegar longe: protegeu os poderes instalados, com o seu apito sempre afinado segundo a mesma escala, sem variações, sem uma só colcheia ou semi-fusa a destoar.
Não irei repetir-me. Não vou voltar a descrever todo o vasto e negro historial da criatura. Nem esta coluna daria para tanto.
Quero apenas manifestar o meu desejo, ou melhor, a minha exigência, de que isto não fique assim.
Quero acreditar que a força social e institucional do meu Clube seja suficiente para impedir este indivíduo de continuar, época a época, a transformar jogos do Benfica num repetido Carnaval. Não acredito em coincidências. Nem em azares - sobretudo quando se sucedem em série. E não duvido da sabedoria, da preparação, nem da perspicácia de quem tão galardoado é. Sobram pois poucas hipóteses.
Achei graça a uma entrevista concedida nas vésperas do último clássico. Diverti-me com as acrobacias retóricas de quem pretendia estar nesse jogo, certamente para fazer dele o que fez de outros. Mas esperava que o bom senso não permitisse voltar a vê-lo por perto.
Eis que regressou, em todo o seu esplendor, para dar mais um bailinho - agora na Madeira - a todos os que, ingenuamente, ainda crêem na sua isenção.
O homem continua a sua luta. Talvez queira tornar-se imortal. Talvez sonhe ser uma espécie de Calabote ao contrário. E enquanto o deixarem, enquanto o deixarmos, ele não irá parar."

Luís Fialho, in O Benfica

PS: Este último paragrafo era desnecessário... se a tentativa era fazer uma piada, havia muitas outras formas... continuar a usar o nome do Calabote, insinuando um beneficio que nunca aconteceu, não fica bem... muito menos aos Benfiquistas.

Objectivamente (gatunagem)

"Este fim-de-semana os gatunos atacaram forte no Futebol! Não. Não estou a falar da actuação do «benfiquista», Pedro Proença, na Madeira, nem da sua vergonhosa actuação em que beneficiou o Nacional, e por tabela, o nosso mais directo competidor, o FC Porto!
Não. Não estou a falar da expulsão de Matic, nem do penálti de Claudemir sobre Gaitán.
Não. Não me vou sequer a referir às sistemáticas péssimas actuações Pedro Proença sempre que apita o Benfica, demonstrando em campo uma arrogância e uma atitude de má vontade que já começa a enjoar!
Mas não. Não estou a falar de nada disso. E já nem me lembro do golo em fora-de-jogo do Maicon a época passada que deu mais um título emporcalhado ao FC Porto! E nem quero pensar que por causa dessas boas arbitragens o Pedro Proença tenha sido empurrado para a final da Champions e do Europeu! É que a apitar assim por cá, poderia haver dúvidas das suas capacidades lá fora. Mas não. Por cá ele pode fazer o que quer.
Lá fora faz arbitragens do outro Mundo! Por isso ainda fico mais zangado quando Pedro Proença se lança de apito na boca a apitar jogos do Benfica!
Mas não estava a falar de nada disso! Estou a falar dos gatunos que entraram na Federação Portuguesa de Futebol para roubar o computador do presidente, Fernando Gomes, e da sua secretária, Marina, antiga e experiente funcionária que já acompanhou muitos presidentes daquele organismo dirigente do Futebol e que, provavelmente, terá muitos segredos guardados na sua máquina de disco rígido...
Há por agora muito segredo na actuação da gatunagem neste fim-de-semana. Mas estou certo que, mais dia menos dia, tudo se irá esclarecer!"

João Diogo, in O Benfica