Últimas indefectivações

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pé e chinelo

"Algo tem distinguido, de há muitos anos, aqueles que servem de bandeira ao clube do regime corrupto, sejam eles treinadores de boina aos quadrados enterrada na cabeça ou dirigentes amancebados com meninas de pouco preceito: a falta de educação e o baixo nível. À desonestidade intelectual da maioria destes figurões, que copiam bocados de livros com o à vontade de quem bebe um copo de água fresca e gerem equipas à custa de favores de arbitragem como se houvesse nisso algum mérito, junta-se uma ordinarice muito própria - ia quase escrever muito castiça - que os faz tratarem-se, entre amigos do peito, como «meu grande filho da puta», desculpem lá, mas assim mesmo, tal como testemunhado em tribunal por inopinado palhaço pobre que nunca teve graça nem faz rir embora esboce sorrisos naqueles que são pagos para lhe humedecerem as mãos com baba bovina dos medíocres. É o pé e o chinelo que por ele chama.
Uns dizem-se escritores à custa da imaginação alheia, outros são merceeiros afeminados que parecem atender os clientes de pijama. Há também baladeiros de melena oleosa e banqueiros com os cérebros malinados por doenças degenerescentes. Há de tudo menos educação nessa gentinha barraqueira que usa páginas de jornais e microfones para dar largas a uma insuportável bigorrilha que no tempo do velho Eça seria corrida a bangaladas à porta da Baltreschi. E quando a semana é de mau vento, trazendo-lhes as palavras a público como borbotões de vómitos, o Futebol fede. Mas fede de alto a baixo, até que abanem as estruturas do seu edifício podre, reles e depravado.

P.S. - Ao ver o Madaleno agitar o telefone, fiquei convencido de que iria mostrar as chamadas que costuma fazer para os presidentes do Conselho de Arbitragem. Afinal era só mais uma figura triste. La está: escorrega-lhe facilmente o pé para o chinelo..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Com a força dos ventos do Destino!

"A terrível derrota de Nuremberga, o Benfica respondeu com uma das mais brilhantes exibições da sua história. Aos três minutos já a eliminatória estava virada... Durante os restantes 87 minutos, o campeão alemão sofrer uma humilhação sem igual.

A semana passada deixámos o Benfica na Alemanha. Era, na verdade, a primeira visita dos 'encarnados' à Alemanha, em Fevereiro de 1962, e recordá-la faz sentido agora que, mais de 50 anos depois, o Benfica se prepara para regressar à Alemanha, desta vez a Leverkusen, para jogar uma eliminatória da Liga Europa.
Em Nuremberga, como se recordarão, o Benfica Campeão Europeu viu-se confrontado com um frio terrível, com um relvado que parecia uma placa de gelo e com um adversário pleno de brio decidido a obter uma das vitórias mais retumbantes do seu historial. E consegui-o. Belá Guttmann, ao pisar o terreno do jogo previu uma catástrofe. E esta catástrofe aconteceu: o Benfica saiu de Nuremberga vergado ao peso de uma derrota dura: 1-3. Mas nem por isso moralmente derrotado. Treinador, jogadores, dirigentes, acreditavam na reviravolta de Lisboa. Acreditavam profundamente que o Benfica era infinitamente superior ao campeão alemão.
Na Baviera, apesar da vitória, morava o receio. «Espera-nos um ambiente terrível! Serão mais de setenta mil gargantas a empurrar o Benfica no Estádio da Luz!»
No dia 22 de Fevereiro, a Luz encheu. Era uma quinta-feira. No fim-se-semana anterior, o Benfica deslocara-se à Covilhã e perdera, por 1-2, com o Sporting local. Não havia, por isso, motivo para optimismos acrescidos. No entanto, a crença não quebrava. E foi um dia de fé, entusiasmo a vibração.
Decididamente, os alemães nunca tiveram consciência do que os esperava na noite excitada de Lisboa. Recebidos com aplausos na sua entrada em campo, não imaginavam a tempestade que lhes caíria em cima. E a tempestade tinha nomes: Costa Pereira; Ângelo, Mário João, Germano e Cruz; Coluna e Cavém; José Augusto, Eusébio, José Águas e Simões. Nomes que ainda hoje fazem tremer as vidraças da História...

Um início devastador!
Três minutos! Três minutos foram suficientes para que o Benfica recuperasse da terrível desvantagem que trouxera da pista de esqui que fora o estádio do Nuemberga. Logo no minuto inicial, José Águas, num golpe de cabeça formidável, fez 1-0. Dois minutos depois, Eusébio, num remate potente, colocou o Benfica na frente da eliminatória.
Os setenta mil adeptos que enchiam a Luz nem queriam acreditar no que os seus olhos viam: o Benfica reduzia a pó o campeão da Alemanha e ainda havia mais 87 minutos para jogar. Até onde iria a voracidade dos jogadores 'encarnados'? De que tamanho seria a humilhação do Nuemberga? Não tardariam a afastar todas as dúvidas. Foi uma completa hora e meia de futebol da mais alta qualidade. Fantasia e sonho: soberbos e arrebatadores. Velocidade estonteante em todos os movimentos, dribles em progressão, remates súbitos e explosivos. Os alemães, após o soco inicial, tentaram recompor-se. Sem argumentos para disputar a partida a toda a extensão do campo, recolhem-se na frente da sua baliza na tentativa de evitar um descalabro de proporções homéricas. Debalde. A força do ataque do Benfica cai sobre eles um pontapé tremendo que leva a bola a esbarrar na trave. Aos 20 minutos, novo remate fortíssimo, desta vez de Coluna: a bola ainda resvala na perna de um contrário antes de entrar na baliza do guarda-redes Strick.
O 4-0 já surge após o intervalo, aos 55 minutos. Um lance individual de Simões que progride em dribles antes de colocar a bola na frente de Eusébio que com o pé esquerdo faz um golo monumental. O Benfica não refreia os seus ímpetos. Os jogadores 'encarnados' sentem que estão de braço dado com a lenda e exigem de si mesmos uma exibição que marcará para sempre a vida do Benfica. José Augusto faz o 5-0 (63 minutos) e o 6-0 (78 minutos) em lances individuais. Por mais de uma vez o campeão alemão está à beira de uma derrota de proporções inimagináveis.
A catástrofe anunciada por Béla Guttmann para Nuremberga virara-se contra os alemães com a violência dos ventos do destino... O Benfica ia na calha da sua segunda Taça dos Clubes Campeões Europeus."

Afonso de Melo, in O Benfica

FC Porto foi capaz de empatar na Luz

"O resultado do Benfica-FC Porto é muito melhor para os dragões do que para as águias.
O Benfica queria ganhar e não conseguiu. O FC Porto só não queria perder e conseguiu. A euforia de Vítor Pereira no final da partida dizia tudo.
O Benfica tentou dominar o jogo, enquanto o FC Porto tentou controlar. O FC Porto esteve sempre mais perto do seu objectivo.
Mesmo sem rematar à baliza encarnada e com um canto em 90 minutos, o FC Porto fez o que queria e não perdeu.
Bem sei que muitos benfiquistas dirão, com razão, que não fosse a asneira de Artur ou a bola na trave de Cardozo e tudo seria vermelho.
Mas o futebol não tem ses, e a realidade mostra um FC Porto capaz de empatar na Luz. Parabéns!
A alegria dos portistas pelo empate é uma razão de esperança para nós benfiquistas.
O desespero das nossas hostes por empatar é uma razão de alento. Já não nos basta senão aquilo que nos é devido.
Matic é um monstro, um jogador sem adjectivos, um super-homem. Como adepto espero que a renovação não sirva para o vender mais caro e seja suficiente para o manter.
Jorge Jesus lançou a partida de ontem com a Académica em bases correctas, pois os adeptos benfiquistas suspiram por chegar e vencer no Jamor.
Em Coimbra estiveram, frente a frente, a equipa detentora da Taça de Portugal contra aquela que mais vezes a ganhou. Com esta qualidade é bem possível que Jorge Jesus devolva o Jamor aos adeptos encarnados, foram quatro e podiam ter sido mais.
Segunda-feira a competição é outra mas a ambição é a mesma. O primeiro tem de vencer o último para continuar a ser primeiro."

Sílvio Cervan, in A Bola

Editorial

"No 'aquecimento' para o jogo do domingo passado, valeu de tudo na comunicação desportiva. Mas, assustador, mesmo, foi o grau de despudorado regionalismo clubista a que chegou a chamada RTP 'informação'.
O canal de notícias no cabo da Rádio e Televisão de Portugal, apesar de praticamente feito à custa do dinheiro de todos os contribuintes portugueses, está a preferir reduzir-se a si próprio à dimensão de uma mera estação local, provinciana e vesga, no no persistente benchmarkting com que escolhe comparar-se ao canal do FCP e ao jornal O Jogo.
Afinal, o desafio foi bem disputado, espalhando o equilíbrio entre as duas equipas, ambas desfalcadas de jogadores essenciais. Realmente, um grande jogo em que, por vezes, tive aquela sensação dantes relativamente comum, de que os atletas agiam mais por conta própria do que seguindo rigidamente estratégias traçadas pelos treinadores.
Nada justifica, a meu ver, a desgravatada rabularia do treinador portista no fim do match. Mas, como se sabe que naquele papel nunca são eles que ali mandam, toda a gente percebeu que antes de lhe ligarem as câmaras, o pobre, desta vez, terá recebido ordem expressa do dono para fugir para a frente a desatar aos berros contra o árbitro. Lá diz o povo, 'dono e foice, cavalo e coice'.
Um e outro perderam as estribeiras e mandaram às urtigas o que ainda dias antes, haviam postulado sobre comentários acerca de arbitragens. Fez bem em Lembrá-lo, no fim das contas, o presidente Luís Vieira.
Quando parece estar para breve o anúncio da decisão sobre a queixa de abuso de posição dominante da Olivedesportos quanto à compra dos direitos, já se fala de uma nova demanda à Autoridade da Concorrência acerca da legalidade, ou presumida falta dela, no contexto do inopinado maneja-a-três, com que se pretendem enroscar numa mesma cama, as conveniências da PT, da ZON e da Olivedesportos.
Se o bom senso e a honradez não tiverem desaparecido por completo das instâncias do poder e da justiça, não hão-de durar muito mais tempo, a oligarquia e a impunidade que têm regido os cenários do Futebol português."

José Nuno Martins, in O Benfica

Afirma Pereira

"Há empates com sabor a vitória (Bessa, 2005). Há empates com sabor a derrota (Camp Nou, 2012). Mas há também empates com sabor a…empate. Foi o caso do último “Clássico”.
O Benfica fez mais remates, teve mais cantos, criou mais ocasiões de golo e sofreu mais faltas. O FC Porto controlou o jogo, impediu o adversário de fazer aquilo que gosta, e conseguiu o que queria, saindo do relvado em efusivos festejos. A arbitragem foi boa, deixando jogar, evitando até ao limite a mostragem de cartões, favorecendo assim um espectáculo que começou em grande estilo, manteve intensidade e emoção até final, mas não conseguiu cumprir aquilo que o frenético ritmo do primeiro quarto-de-hora parecia prometer. Houve, genericamente, correcção, quer dentro quer fora do campo. E o resultado acabou por ser justo, premiando com um ponto o empenho das equipas, e penalizando com dois os erros cometidos.
Num jogo desta natureza, com toda a pressão que o envolve, há sempre quem esteja menos feliz. O nosso Artur, por exemplo, costuma fazer muito melhor. Mas o figurão da noite, pela negativa, foi o acidental treinador portista.
Já sabemos que naquele clube ninguém tem voz própria, e todos se limitam a dizer aquilo que lhes mandam. Mas alguns, no passado recente, sabiam trazer os recados com maior assertividade. Este Pereira, que revela gritantes dificuldades em se afirmar como o verdadeiro comandante das suas tropas, espalhou-se ao comprido numa conferência de imprensa em tons de surrealismo.
Até poderíamos compreender que, mal habituado a penáltis de Lisandro, ou golos de Maicon, tenha estranhado não dispor, desta vez, do habitual obséquio dos juízes. Mas dizer do Benfica aquilo que disse, além de fazer rir o país desportivo, foi insultuoso, até para com os seus próprios jogadores.
Não é a primeira vez que o homem se enxovalha em público. Mas talvez seja uma das últimas. É que, fora do contexto em que herdou este FC Porto, não o vejo com nível para muito mais do que um qualquer Santa Clara desta vida."

Luís Fialho, in O Benfica

O domínio das novas tecnologias

"O recente jogo entre o nosso Benfica e o FCP foi interessante, disputado e pleno de emoção. Não se atiraram calhaus, não se atingiram futebolistas com bolas de golfe nem se atiçaram ‘Abéis’ às canelas de ninguém.
Ou seja, tudo seria normal caso, no final, Vítor Pereira não se tivesse comportado como um complexado com o medo de ser atirado borda fora e desatasse, canhestramente, a tentar condicionar arbitragens futuras, invocando a mesma lei do fora de jogo que o solícito Proença na época passada ignorou, oferecendo ao tal Pereira um campeonato que festejaram em conjunto. Felizmente, as novas tecnologias permitem-nos gravar as imagens, fixar os factos e recordá-los sempre que algum Pereira mascara a verdade com o medo de ser corrido do clube que treina.
Por falar em novas tecnologias, foi interessante ver, no final do jogo, o Sr. Costa brandir um telemóvel com a imagem de um lapso presente no resultado final apresentado no sítio da Liga na internet. Já noutra célebre ocasião, observáramos como o Sr. Costa conseguia, facilmente, substituir-se a um aparelho de GPS e diligentemente indicar o caminho de sua casa na Madalena a um árbitro que, poucas horas depois do aconselhamento recebido nesse serão, apitaria um jogo em que o clube do Sr. Costa seria um dos contendores. Por este andar, ainda veremos um dia o Sr. Costa a mostrar orgulhoso aos jornalistas as escutas do processo Apito Dourado que estão disponíveis no youtube. São as tais escutas em que, apesar dos esforços de muitos para as silenciar e de outros tantos para as branquear, se percebe muito bem quem é o homem que domina o futebol com o mesmo à vontade com que domina as tecnologias.
Para recordar o conteúdo das ditas escutas, basta a memória, a liberdade de expressão e, nos dias que correm, a coragem... ‘tecnologias’ que não são novas nem aceitam o domínio de ninguém."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O Jamor está mais perto...


Académica 0 - 4 Benfica

Quando vi o remate do Cardozo bater no ferro, temi o pior: a repetição do jogo da Liga, com muitas oportunidades desperdiçadas. Quando pouco depois o Cardozo é empurrado descaradamente na área, por alguns segundos reforcei os meus temores, mas felizmente, o Ola John resolveu o 'problema' ao Jorge Sousa - evitou uma Xistralhada!!! -, e na mesma jogada, inaugurou o marcador!!! A Académica 'tentou' jogar o jogo pelo jogo, pensando talvez, que o Benfica ainda tinha as 'pernas' no clássico - mas a ressaca física do clássico, deve-se evidenciar num jogo que será disputado no próximo Sábado, e não hoje!!! -, e assim nunca teve verdadeiras hipóteses de vencer a partida, ainda por cima o Jesus resolveu arriscar o mínimo possível, e fez poucas alterações. Por opção só o Maxi pelo Almeida, e o Gaitán pelo Ola,  nem o Paulo Lopes teve direito a jogar, já que era fundamental recuperar a confiança ao Artur. De resto, a lesão do Luisinho, e os prováveis problemas físicos do Garay - na minha opinião lesionou-se no segundo golo Corrupto e jogou o resto da partida condicionado!!! -,  fizeram o '11'.
Destaque óbvio para o regresso do Luisão, o regresso do Salvio aos golos, e a felicidade com que o Lima festeja os seus golos!!! No Braga quase sempre que marcava um golo, ficava com cara de enterro!!! No Benfica o homem está feliz!!! E eu também... e nem facto de marcar a maior parte dos golos fora de casa - algo normal, pois o Benfica na Luz, tem muito menos espaço para jogar -, me preocupa...
Não vai ser fácil eliminar o Paços, o facto de ser em duas mãos, pode ajudar a rectificar um possível mau jogo, a distância temporal entre os dois jogos não ajuda, a gestão que o Jesus decida fazer, também vai ser importante... mas já cheira a Jamor!!!

Se houvesse justiça estavam todos presos (e também sobre a importância de se chamar Godynho Lopes)

"Se Izmailov se curou por mudar para... Izmaylov, talvez fosse boa ideia Godinho mudar o nome para Godynho. Entre Sporting e FC Porto basta trocar uma letra para tudo funcionar

A última semana foi traumática para três grandes marcas do mercado dos audiovisuais, das telecomunicações e da perfumaria. Samsung, Blackberry e Chanel viveram momentos de inusitada tensão ao ponto de os seus respectivos departamentos de marketing terem sido varridos a demissões, crises de nervos e exigência formal de reparos. Rolaram cabeças, pois rolaram. E ainda vão rolar mais.
Estão ainda de boca aberta com o que se passa em Portugal os publicitários de todo o mundo. Como se não bastasse o momento Samsung da Pêpa e da sua malinha Chanel, que rendeu a semana toda, o domingo não chegaria ao fim sem o não menos surpreendente momento Blackberry de Pinto da Costa exibindo às câmaras o artefacto tecnológico de última geração com a prova de que, nas coisas que verdadeiramente interessam, o FC Porto é sempre prejudicado.
O resultado do jogo propriamente dito terminou empatado. Também em expulsões o jogo terminou empatado, nenhuma para cada lado quando haveria motivos para isso para cada lado. Optou o árbitro por deixar as equipas completas até ao fim mas talvez com um árbitro menos permissivo tivesse recolhido aos balneários mais cedo do que o previsto o fabuloso quarteto de distribuição de fruta constituído por Moutinho, Matic, Fernando e Maxi Pereira.
Agora fruta tem um significado diferente no nosso futebol. Antigamente distribuir fruta era apenas dar paulada. Os tempos mudam e o significado das palavras também. Por exemplo, a expressão «aluga-se meio campo», conhecem?
Normalmente é utilizada quando uma equipa se instala no meio-campo do adversário e não o deixa sair das suas linhas recuadas. Neste Benfica de 2012/2013 a expressão passou a reflectir uma situação completamente diferente e inovadora.
«Aluga-se meio campo» não por pendor ofensivo continuado mas, imagine-se, por falta de material.
O Benfica perdeu Javi Garcia e Witsel no Verão, não procurou substituí-los, raramente contou com Aimar e com Carlos Martins, por motivos de doença, e tem vindo a jogar nesta primeira metade da época com apenas um centro-campista que se veja, Matic. Não é que Enzo Pérez não se tenha desunhado a trabalhar naquela zona que nem será a sua de origem mas verdade, verdadinha «que se veja?, desde Agosto, é o Matic e mais ninguém.
Por isso, bem vistas as coisas, contando com a desvantagem do nosso meio-campo unipessoal e apesar dos 50% de posse de bola para cada lado que as estatísticas do jogo estranhamente reflectem, não parece feito tão genial do treinador do FC Porto ter conseguido que a sua equipa dominasse o jogo no centro do terreno ainda que muito longe da baliza de Artur (aí!). E apenas no período que mediou entre o segundo golo do Benfica e a entrada dos centro-campistas Aimar e Martins. Ainda convalescentes mas já minimamente capazes para vinte minutos de jogo, não mais do que isso.
Também se pode ter dado o caso das estatísticas do jogo terem sido «minadas» nos sites oficiais da Liga e dos jornais pelo mesmo energúmeno de serviço. Quem sabe se não haverá mesmo uma associação criminosa atrás disto? Gente que se entretém a debitar falsidades on-line.
Se houvesse justiça estavam todos presos, os brincalhões.
Voltando à falta de material no meio-campo da Luz. Nestas condições não se pode deixar de considerar assinalável o percurso consistente do Benfica na Liga. Exibe um «aluga-se meio-campo» que até salta à vista e, mesmo assim, atreve-se a disputar taco-a-taco o título com o campeão. Uma raridade destas não está ao alcance de todos.

MATIC foi o homem do jogo. Pelo que jogou e pelo incrível golo que marcou. É provável que o Vítor Pereira, treinador do FC Porto, descreva o golo do sérvio como o resultado feliz de mais uma daquelas jogadas típicas do «grande Benfica»,  pontapé para a frente à procura do Cardozo e à procura da sorte e de nada mais.
Sabemos que não foi assim. Foi antes uma exibição livre de bilhar aéreo na área do FC Porto culminada com um pontapé fenomenal de Matic que ainda teve que se torcer todo antes de se fazer ao tiro.
Mas foi bonito, estas coisas são sempre bonitas e caem bem, aquele momento em que, na flash-interview, Vítor Pereira mencionou «o grande Benfica», palavras suas.

DAS tentativas, consumadas ou não, de golpes de estado no Sporting entenderão os os sportinguistas que, certamente, bem dispensam as análises caridosas dos adeptos dos clubes rivais.
Das tentativas consumadas de incêndio, a história já é outra porque envolve um emblema rival. Aliás, e tudo para isso aponta, envolve o «único» emblema rival visto que com o outro suposto rival a base da relação existente deixou de ser, objectivamente, a da competição desportiva directa e passou a ser, subjectivamente, a de um entendimento cordial expresso a vários níveis, desde a salutar troca de jogadores à troca de solidariedade nos momentos maus, desportivos e institucionais, de um ou do outro emblema.
A verdade é que agora, neste novo regime, Sporting e FC Porto saem sempre a ganhar e dão-se por satisfeitos. Nada a obstar. Aparentemente a coisa até é fácil de ser desfrutada.
E desfrutem só que basta mudar uma letra para tudo ficar concertado entre os dois. Veja-se o caso de Izmailov que em cinco anos e meio de Sporting nunca esteve apto para jogar um minuto que fosse no Estádio da Luz e que, ao fim de três dias no Porto, com umas corridinhas no Olival e mais um truque básico de grafismo - passou a chamar-se Izmaylov, trocando um «i» por um «y» -, logo fez a sua estreia no campo do Benfica com 20 minutos em campo, ainda que a custo.
Haverá, certamente, sportinguistas a quem estas coisas causam muita impressão. Mas também haverá quem entenda ser este o caminho a seguir. O da troca de letras que tudo resolve a contento. Para estes últimos, e respeitando todas as opiniões, a melhor e mais instantânea solução para o momento que o clube atravessa é, definitivamente, convencer Godinho Lopes. E assim já nem vale a pena haver assembleia geral.
Tudo isto, peço desculpa se me estiquei, vindo a propósito da tentativa consumada de incêndio de uma bancada do estádio onze Izmaylov se estreou na noite de domingo e cuja factura de reparação foi, finalmente, entregue ao Sporting mais de quatrocentos dias depois do sinistro.
Não pretendo reavivar o assunto, muito menos tecer considerações filosóficas sobre as motivações dos incendiários, a extensão dos danos, a lentidão da justiça ou mesmo sobre o valor atribuído pela Liga à devida indemnização. Não é isso que importa, mais euro menos euro.
Significativo foi o valor dado ao referido episódio por Godinho Lopes quando, no ocorrer daquela rábula pré-derby que tão mal correu, apareceu dizendo que o presidente do Benfica não lhe atendeu o telefone nem quis adiar o jogo por «motivos ridículos como o incêndio da Luz».
Motivos ridículos? Mas será que Godynho Lopes também tem aquela maluquice por ver Lisboa e arder?

ESTA noite o Benfica joga em Coimbra com a Briosa um dos desafios mais importantes da temporada. Trata-se dos quartos-de-final da Taça de Portugal, a segunda prova em importância do nosso calendário oficial.
A Académica é a detentora do troféu e mesmo que não fosse era a mesma coisa. A Académica é a Académica, um emblema histórico, um clube com uma mística muito própria, uma equipa sempre capaz de surpreender. No ano passado, por exemplo, surpreendeu estrondosamente o FC Porto e o Sporting no quadro da mesma competição que hoje se volta a jogar em Coimbra.
Esta é uma eliminatória que mete realmente respeito. Surrealmente é de temer que o Maxi Pereira e Matic, se não tiverem juízo, sejam expulsos nos primeiros cinco minutos do jogo. Digo isto por superstição, obviamente."

Leonor Pinhão, in A Bola

PS: A Leonor consegui escrever o título com a resposta, que todos nós queríamos dar ao Madaleno, após a rábula do pós-jogo, mas ao mesmo tempo, protegeu-se de uma potencial acusação de calúnia... como dizia o outro: Genial, Leonor, genial...!!!

O jogo sem balizas

" «Em qualidade de jogo fomos iguais a nós próprios. Quisemos fazer o nosso jogo de trocas de bola, de posse, de envolvências, de oportunidades de golo. Estamos satisfeitos com a nossa prestação».
Vítor Pereira, a seguir ao clássico da Luz

Esta coisa do Barcelona parece mesmo andar a fazer escola. Cada vez mais o futebol parece ser um jogo sem balizas, em que a maior preocupação é ter a bola o máximo de tempo possível e não correr qualquer risco para chegar à área adversária. Para mim é uma estratégia defensiva. Aliás, alguns jogos com maior posse de bola do Barça foram aqueles mais difíceis em que, a vencer, decidiu congelar o futebol.
Aparentemente, o FC Porto, na Luz queria fazer o mesmo. Vítor Pereira disse (no pouco que falou) que a sua equipa foi igual a si própria em qualidade de jogo. É preocupante se realmente pensar assim. Afinal, em 90 minutos, os dragões fizeram apenas dois remates perigosos - parabéns à eficácia, num lance de bola parada e aproveitando uma oferta de Artur, mas parece-me pouco para justificar a frustração com o empate. Do que vi, o FC Porto fez ainda menos que o Benfica para tentar ganhar.
Realmente, na primeira parte o FC Porto teve muito mais posse de bola que o Benfica e conseguiu anular as principais armas adversárias. Não acho que tenha tido grandes envolvências e muito menos oportunidades de golo, mas enfim. Já quanto à segunda parte faz-me confusão que possa deixar qualquer treinador satisfeito.
E depois admira-se Vítor Pereira que, com registos iguais na Liga, a maior parte das pessoas considere o Benfica mais espectacular - não necessariamente melhor, porque aquela forma aborrecida de jogar é muito eficaz para não sofrer golos. Disse o treinador do FC Porto que o Benfica só sabe jogar no pontapé para a frente. E assim marcou dois golos e teve as duas outras ocasiões do clássico."

Hugo Vasconcelos, in A Bola

A+B

"Tinha alguma desconfiança quanto às equipas B. Sobretudo quando jogando no 3.º escalão, como há anos, eram uma espécie de purgatório por onde passavam jogadores que ou iam para o degredo ou transitavam para uma qualquer sofrível equipa. No fundo, a equipa B era uma prateleira cara (embora não dourada) e uma esperança sempre adiada. Um frete sem alma, sem resultados, sem retorno.
Falando do meu clube, naquela altura defendi a ideia de se acabar com simulacros de equipa B, apostas na formação, rescindir com jogadores entalados entre a primeira equipa onde não estavam e a equipa B onde não jogavam, e reduzir a legião de um Benfica municiador de empréstimos a outros clubes.
Com a promoção das equipas B ao 2.º escalão (onde, em média, a qualidade dos jogos não difere muito da que se pratica na 1.ª Liga), parte das críticas que fiz foram objectivamente removidas.
E, no caso do Benfica, tem havido um competente aproveitamento e entrosamento entre equipas. Ora rodando jogadores, ora descobrindo talentos, ora potenciando a prata da casa que finalmente pode ser vista como reforço para o conjunto global. Sem equipa B, quem se lembraria de André Gomes ou André Almeida? Sem equipa B como se poderia manter o ritmo competitivo de jogadores suplentes que, em fases críticas de lesões e castigos, são chamados à titularidade (o caso da defesa é o mais presente).
Assim a equipa A+B é mais forte que a equipa A. Não se aplica aqui a propriedade comutativa pois que A+B não é igual a B+A, mas se juntarmos os escalões de formação, as propriedades associativa e distributiva da adição fazem cada vez mais sentido."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A catástrofe de Béla Guttmann no "inferno de gelo"

"Em Fevereiro de 1962, o Benfica jogou pela primeira vez na Alemanha. Em Nuremberga, sobre uma placa de gelo, os Campeões da Europa sofreram uma derrota dura. Que provocaria uma vingança terrível...

No dia 1 de Fevereiro de 1962, o Benfica estava na Alemanha. Desde 1912 que o Benfica viajava muito - pela Europa, mas também por África e pela América. Mas era a primeira vez que visitava a Alemanha.
Ainda não tinham decorrido vinte anos sobre a II Grande Guerra e sobre os infames crimes do nazismo. E o Benfica estava em Nuremberga, cidade emblemática de Hitler, em plena Baviera. Jogavam-se os quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. E o Benfica era Campeão da Europa.
Quando pisou o relvado, o treinador Béla Guttmann suspirou:
- Sinto medo! Prevejo uma catástrofe...
O chão estava duro de gelo. Uma camada de gelo espesso que fazia precário qualquer equilíbrio.
É um facto que, nesse ano de 1962, o campeão da Alemanha. Havia ainda coisas bem mais importantes do que Futebol num país tão profundamente destruído.
Mas o Nuremberga era visto com respeito.
Despachara, até defrontar o Benfica, os irlandeses do Drumcondra (5-0 e 4-0) e os turcos do Fernerbache (2-1 e 1-0). Quatro jogos, quatro vitórias! Somaria a quinta...

O Benfica foi gelando...
A previsão de Béla Gutmann cumpriu-se. Foi catastrófico.
O jogo teve início às 13h30 portuguesas. Sob um frio intenso. E o início de jogo dos 'encarnados' foi tão alegre, tão vivo, tão cheio de vontade, que ninguém imaginaria o que viria a acontecer depois. Aos cinco minutos já José Augusto perdera uma grande oportunidade, aos nove minutos já Cavém, na sequência de um lance de Simões, fizera o primeiro golo. Depois, o Benfica foi gelando...
Houve jogadores que pararam por completo. Um deles foi Costa Pereira no lance do empate, por Flanchenecker. Em seguida foi a defesa em bloco. E, aos 38 minutos, Strehl dava a volta ao resultado.
Entre neve e gelo, os homens de Nuremberga impunham-se. Foram muitos os lances de perigo. O Benfica sofria.
Flanchenecker fez o 3-1; o quarto golo bailou junto da baliza do Benfica.
Dizia-se que era o limite dos limites num 'inferno de gelo'...
Ninguém conseguiria fazer melhor.
Ah! Mas faltava ainda metade do caminho a percorrer. Havia Lisboa e outro inferno, o 'Inferno da Luz'. E uma crença infinita entre todos.
- 'Agora é a nossa vez!', exclamava Ângelo que não jogou.
- 'Se aqui marcámos um golo, em Lisboa marcaremos três ou quatro, não concorda?', perguntava António Simões.
- 'O Benfica podia fazer melhor, mas foi prejudicado pelo frio; a passagem da eliminatória ao nosso alcance', asseverava Germano.
- 'Com outro terreno teríamos ganho mesmo aqui', deitava-se a adivinhar Manuel da Luz Afonso, o chefe da delegação.
Belá Gutmann, o 'Mago', que até catástrofes adivinhava, parecia satisfeito:
- 'Nuremberga rendeu mais 50% do que eu esperava. Mas o terreno foi o nosso pior adversário. Acho até que foi um milagre, o comportamento de alguns dos nossos jogadores. Fizemos o máximo. Agora penso que temos amplas possibilidades de eliminar o campeão da Alemanha'.
O Benfica escorregava no gelo de Nuremberga, mas ninguém se dava por vencido. Pelo contrário: uma onda de optimismo tomava conta da equipa e iria empurrá-la para um dos momentos mais extraordinários da história do Clube na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
O Benfica vergara, mas não dobrara.
Vinha aí Lisboa e 60.000 gargantas que transformariam a tarde dos jogadores de Nuremberga num momento incrível que jamais esqueceriam.
É fundamental  nunca subestimar os grandes campeões.
Amesterdão ainda estava no horizonte. Seria uma realidade.
Como, aquele extraordinário jogo da segunda mão, marcado para o dia 22 de Fevereiro. Falaremos sobre ele não tarda muito..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Aqui está o penalty que foi sonegado...



... foi sonegado ao Benfica, em campo, e foi sonegado pela realização televisiva... Vi a falta ao vivo, bem à minha frente, fui dos poucos - diga-se -, que reclamou, alto e bom som, mandei um SMS para um amigo para confirmar, disse-me logo que não havia repetições. O jogo terminou alguns segundos depois. Mesmo nos blog's além da minha crónica só me recordo do GondarSlb, fazer referência a este penalty... O mais extraordinário é que o árbitro marcou falta ofensiva!!! Ainda pensei que outro jogador do Benfica, noutro qualquer duelo, tivesse feito uma falta qualquer, mas como se pode ver o único contacto é o empurrão do Abdoulaye ao Garay, mais ninguém dentro da área entra em luta pelo espaço...
Ainda podemos brincar: será este um dos bloqueios que o Sapo Vitó costuma falar?!!! Não, os tais bloqueios, supostamente faltosos, dos jogadores do Benfica, não incluem empurrões descarados... Alguns podem defender que este tipo de lances acontece em todas as bolas paradas, perto das áreas. Estão errados, enfiar as mãos na cara do adversário, não é normal... mas a impunidade repetida, seja com mãos na bola, seja com empurrões, seja com outra coisa qualquer... só dá em mais impunidade!!!

Se

"Se Artur não tivesse errado o Benfica ganharia o clássico?
Dois clamorosos falhanços marcaram o clássico da Luz: o indesculpável erro de Artur que deu o segundo golo ao FC Porto e a perdida de Cardozo a 13 minutos do fim. Mas, sem esses dois falhanços, o Benfica teria ganho o jogo? Duvido.
Sem o erro de Artur, talvez o Benfica não marcasse o segundo golo. Aliás, os dois golos do Benfica surgiram como resposta aos golos do Porto. O Benfica reagiu a esses desaires como um animal ferido, e as bombas de Matic e Gaitán foram explosões “de raiva”.
E a perdida de Cardozo? Se ele tivesse marcado, o Benfica ganharia o desafio? Também não sei. Vendo-se a perder, o FC Porto atirar-se-ia loucamente em busca do empate, e o jogo não acabaria como acabou: num duelo chato a meio campo.
Sobre o falhanço de Cardozo, que tanto desesperou Jesus e os benfiquistas, há sobretudo que tirar o chapéu ao guarda-redes Helton – o qual, com uma agilidade de gato, tocou com a ponta dos dedos na bola, desviando-lhe a trajectória e cortando-lhe o efeito, que a levava direitinha para as malhas.
Quanto ao jogo, ficou claro que, para o FC Porto, as vitórias alcançam-se vencendo a batalha do meio campo. Assim, povoou o meio campo da Luz com uma floresta de pernas e de músculos, onde era muito difícil trocar a bola, obrigando o Benfica a jogar o tal futebol directo que irritou Vítor Pereira. Mas essa aposta no meio campo, se dificulta muito a vida aos adversários, também limita a própria equipa do FC Porto, roubando-lhe agressividade.
Note-se que Artur não fez uma única defesa durante os 97 minutos de jogo, e os dois golos do Porto resultaram dos dois únicos remates à baliza, ainda por cima em lances fortuitos."

Tiraram-lhe o telemóvel!

"O clássico de domingo foi bom. Os guarda-redes fizeram a diferença para o resultado. Entretanto, já se esfumaram as palavras do treinador Pereira-que-nunca-comenta-arbitragens e já vai longe a sua amnésia sobre entradas dos seus meninos em exercícios paramilitares, depois de ter apenas registado a de Maxi - figa-se - foi de igual jaez.
Hoje escrevo sobre uma insólita decisão do Sporting ter mandado cancelar o número do telemóvel do ex-treinador Frank Vercauteren. Terá assim ficado arrumada a questão mais delicada da rescisão do contrato. A do telemóvel. Numa linguagem ora muito usada, eliminou-se uma das gorduras do passivo. Neste caso do passivo externo por causa do roaming.
Não sei a marca do dito e muito menos a linha. Apenas para lhe dizer que, apesar dos maus resultados, foi um treinador educado, com carácter, sério. Certamente a minha chamada teria sido encaminhada para uma caixa de mensagens cheia. Eu que estava convencido que o treinador tinha um plano pós-pago com uma fidelidade que coincidiria com o fim do seu contrato. Mas afinal o plafond estava indexado às vitórias...
Fica-me também a decepção de não ter conhecido a plataforma (móvel, evidentemente) e - passe a publicidade - o pacote de pontos oferecido (e resgatado) ao belga. Se Kanguru Hotspot (com bolsa), Viaminas (à discrição), Best Top (sem dúvida), Moche (não lhe faltará o prefixo a?), ou +Leve? (para quem?).
Diz-se que uma boa imagem vale mais que mil palavras. Mas também um bom silêncio vale o mesmo. De um telemóvel. Sem pontos, Não recarregável."

Bagão Félix, in A Bola

Mais um grande filme do Benfica!


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cardozo


O Cardozo fez ultimamente vários hat trick's, aparentemente o Vieira ficou com inveja, e fez uma renovação tripla: Mati... Jardel, e agora o Tacuara!!!
São mais 3,5 épocas, com o Cardozo a marcar golos com o Manto Sagrado - terá 32 anos no final deste contracto -, no mínimo os 25 golos época, em todas as competições - esta época bem acima dos 30!!! -, aproximando-se de números supostamente sagrados - intocáveis!!! -, com os anti's a refilarem sempre que ele falhar um passe, ou perder uma bola de cabeça, ou perder um lance devido à sua lentidão, e eu, com mais alguns, a gozar à grande com os anti's, sempre que ele fazer as redes vibrar!!!

Lixívia 14

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......................36 (-4 ) = 40
Corruptos...(-1 jogo)...33 (+4 ) = 29
Braga........................26 ( 0 ) = 26
Sporting.....................15 (+5 ) = 10


Na minha crónica do jogo já escrevi muito sobre os casos do jogo, portanto não me vou alongar: houve erros, repartidos pelas duas equipas, um critério disciplinar demasiado largo, mas consistente. Mas infelizmente foram poucos a admitir estas evidências: Rui Tovar, Vítor Serpa e imagine-se até o Eugénio Queirós!!! De resto, entre os supostamente imparciais, praticamente ninguém teve a coragem de assumir os cartões perdoados aos jogadores Corruptos e foram muitos!!! Moutinho só levou amarelo ao minuto 82, à 8 falta!!! Muitas delas para amarelo num jogo 'normal'... Fernando pisou o Gaitán duas vezes - faltas iguais à de André Gomes no jogo com o Guimarães, que acabou expulso, apitado pelo mesmo João Ferreira, e que a crítica foi unânime a considerar justo!!! -, ainda empurrou o mesmo Nico quando este se isolava, além de outras faltas a meio-campo, o Mangala (que até foi o melhor jogador dos Corruptos...), fartou-se de dar pau, ainda teve tempo de partir a cabeça ao Cardozo - até possa admitir que não houve intenção, mas os jogadores do Benfica, levaram pelo menos por 4 vezes com cacetadas nas costas, em jogadas onde os adversários não tinham qualquer hipótese de chegar à bola!!! -, e sempre que tinha o Paraguaio pela frente fartou-se de o agarrar, tal como o Otamendi, sendo que nunca foi falta!!! Aliás confiando nos números do Miguéns ficaram 17 faltas por marcar contra os Corruptos, nos primeiros minutos da 2.ª parte foi um fartar de vilanagem!!! O fora-de-jogo ao Defour foi muito mal assinalado, e seria uma jogada muito perigosa, mas o cabeceamento do Aimar também foi anulado erradamente, uma jogada igualmente perigosa. As jogadas dos outros foras-de-jogo mal assinalados não eram tão perigosas, e podem ser comparadas aos vários lançamentos laterais marcados ao contrário, sempre em prejuízo do Benfica... sendo que por exemplo o fora-de-jogo do Varela, nasce de uma falta não assinalada do Jackson!!! Que por acaso também fartou-se de fazer faltas não assinaladas sobre os centrais do Benfica...

Mas aquilo que devemos retirar de mais valioso desta polémica estéril, é que mais uma vez os avençados foram instrumentalizados pelos Corruptos... em vez de filtrarem as declarações dos cães raivosos, resolveram servir de caixa de ressonância, no rescaldo do jogo, não usando o sentido crítico que deontologicamente estão obrigados. A falta do Fernando sobre o Nico à entrada da área, um empurrão pelas costas claro, desapareceu das analises, e o penalty do Abdoulaye sobre o Garay na última jogada do jogo, nunca foi discutido!!!


A estratégia de condicionar as futuras arbitragens é óbvia... a resposta do Vieira foi boa, mas temo que tenha sido curta, o Benfica esta semana devia mostrar publicamente todos os erros do árbitro, e não deixar que na memória colectiva fique somente os supostos erros azulados - curiosamente a falta do Maxi, vista na TV, nem é tão grave como parecia no Estádio, o contacto comparado com as pisadelas do Fernando é muito leve...!!!
No fundo tudo isto resume-se à gestão de expectativas: o Jesus nas últimas 4 épocas com os Corruptos foi sempre espoliado à grande e à francesa, mesmo quando ganhou... portanto, uma arbitragem com erros repartidos pelas duas equipas, pareceu-lhe o paraíso na terra... Os Corruptos habituados, a golos em fora-de-jogo, penalty's inventados, jogadores adversários expulsos em catadupa, e impunidade disciplinar para os seus - esta voltaram a ter...!!! -, quando assistem a uma arbitragem equilibrada - mesmo que demasiado condescendente -, ficaram furibundos.
O teatro pífio dos bandidos a clamarem por justiça no final da partida, fica registado para a história como mais um triste episódio, no infindável rol de asneiras e canalhices da vida do Madaleno: para quem está habituado a fixar resultados com envelopes em casas de alterne, nas camas de hotéis  com viagens transatlânticas, com fruta ou chocolate, controlando as promoções dos árbitros, ou até na sua própria casa com recepções amigáveis e alguns conselhos matrimoniais... quem está habituado a pôr e a dispor... quem está habituado à obediência cega dos acéfalos, quem está habituado a ganhar à custa das pernas abertas das Madalenas... quando alguém se recusa a fazer parte da farsa, não é fácil de aceitar tal descaramento... é uma questão de hábito, e eles estão muito mal habituados!!!

Não vi qualquer outro jogo, mas enquanto na Choupana a derrota do Braga foi aceite por todos, em Olhão tudo foi diferente: li em vários jornais que ficou um penalty por marcar contra os Lagartos - estava 0-1 na altura -, por mão na bola do Miguel Lopes, e um jornal ainda falava de uma expulsão perdoada ao Carrilo... mas noutro jornal, e só num, li que também ficou uma mão na bola por marcar na área do Olhanense!!! Estranho que mais ninguém o tivesse referido....

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar

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2011-2012
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A estratégia do ataque ao árbitro

"O FC Porto tem, de facto, uma organização muito sólida e profissional. É, aliás, um caso empresarial de sucesso, o que o torna num clube de futebol com características muito especiais e um caso de estudo para o mundo.
Anteontem, logo após o jogo com o Benfica, os responsáveis do clube cavalgaram a ideia de que só o árbitro tinha conseguido evitar que o FC Porto tivesse vencido o jogo. Acusavam João Ferreira de não ter expulso dois jogadores do Benfica e de ter impedido três lances perigosos, assinalando foras de jogo inexistentes. O ataque ao árbitro era manifestamente desproporcionado, tanto mais que em matéria disciplinar o critério do juiz da partida também beneficiou jogadores como João Moutinho ou Fernando, mas o FC Porto não perdia a oportunidade de pôr assim algum travão à crónica queixa do Benfica que tem vindo a alimentar a ideia de que o FC Porto só fora campeão à custa de um erro de arbitragem no clássico da época passada.
Saldar contas, cobrar dívidas antigas, mudar o discurso do passado para o presente, tornando o anterior fora de prazo, foi a curiosa, mas bem sucedida estratégia de comunicação portista. Bem pensada e bem interpretada. Na manhã de ontem, as televisões, os jornais e as rádios davam grande espaço às críticas acaloradas de Vítor Pereira e de Pinto da Costa e o assunto tornava-se, obviamente, no tema desportivo do dia.
Quando o Benfica quiser voltar à boca de cena do velho teatro de sombras da arbitragem, o FC Porto tem, agora, cenas mais frescas para contrapor. A estratégia teria sido um sucesso retumbante, não fosse aquela mortal resposta de Vieira."

Vítor Serpa, in A Bola

Justiça de um árbitro sujo

"Imaginemos que eu, este escriba que vos dirige, sou um presidente sem escrúpulos de um clube cuja história foi vandalizada por ventos infectos de corrupção. E imaginemos que você, leitor (sim, pode ser você mesmo!), é o presidente de uma organização de árbitros com todos os contornos de mafiosa. Somos amigos de há muito - é natural, gente de má índole tem tendência a criar laços. Entre nós os arranjinhos são fáceis, quase quotidianos, falamos com frequência ao telefone sem crer sermos escutados por alguns polícias para os quais o conceito de Justiça ainda faz sentido, acertamos as nossas tafularias com casquinadas pelo meio e observações rascas sobre este ou aquele, tratamo-nos por filha de uma cabra para aqui, filho de um mulher da vida para acolá porque é assim que se tratam os grandes amigos no lugar triste de onde tal gentalha vem.
Aproxima-se um jogo importante, que decide um troféu. Eu, presidente do clube sem ética, peço-lhe a si, presidente de árbitros sem probidade, um funcionário conivente. Discutimos nomes, há um deles que me convém por demais, solto logo uma exclamação feliz - 'esse é que era bom!' - por entre meia dúzia de porcarias. O entendimento faz-se. Avança para o jogo o árbitro que dá jeito. E o árbitro que dá jeito dá um jeito - o meu clube trapaceiro ganha com uma trapaça validada pelo juiz sujo. Mais uma taça usurpada. Só que isto não é produto da minha imaginação. E como pode vir agora, tal árbitro desacreditado bradar aos quatro ventos que justiça não foi feita, reclamando-se vítima??? Nós sabemos que não foi feita. Se o tivesse sido há muito que tal figura crapulosa teria sido varrida para as sarjetas da história..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Jardel


Depois de Matic, ontem, hoje, foi a vez de tornar público a renovação de Jardel com o Benfica até 2018. Curiosamente, para mim, os dois melhores jogadores em campo, no último Domingo!!! Se o Matic está a surpreender muita gente - ainda ninguém fez as contas ao real valor da venda no David Luíz!!! -, o Jardel mais discretamente, e devido à ausência do Luisão, tem vindo a conquistar o seu lugar no Benfica, e afirmo mesmo, que neste momento só um Luisão em boa forma merece tirar o lugar ao Jardel... digo isto, com todo o respeito e admiração pelo nosso Capitão. Temos neste momento 3 grandes defesas centrais, de nível idêntico, aquilo que se exige a uma equipa com as ambições do Benfica.