Últimas indefectivações

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A catástrofe de Béla Guttmann no "inferno de gelo"

"Em Fevereiro de 1962, o Benfica jogou pela primeira vez na Alemanha. Em Nuremberga, sobre uma placa de gelo, os Campeões da Europa sofreram uma derrota dura. Que provocaria uma vingança terrível...

No dia 1 de Fevereiro de 1962, o Benfica estava na Alemanha. Desde 1912 que o Benfica viajava muito - pela Europa, mas também por África e pela América. Mas era a primeira vez que visitava a Alemanha.
Ainda não tinham decorrido vinte anos sobre a II Grande Guerra e sobre os infames crimes do nazismo. E o Benfica estava em Nuremberga, cidade emblemática de Hitler, em plena Baviera. Jogavam-se os quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. E o Benfica era Campeão da Europa.
Quando pisou o relvado, o treinador Béla Guttmann suspirou:
- Sinto medo! Prevejo uma catástrofe...
O chão estava duro de gelo. Uma camada de gelo espesso que fazia precário qualquer equilíbrio.
É um facto que, nesse ano de 1962, o campeão da Alemanha. Havia ainda coisas bem mais importantes do que Futebol num país tão profundamente destruído.
Mas o Nuremberga era visto com respeito.
Despachara, até defrontar o Benfica, os irlandeses do Drumcondra (5-0 e 4-0) e os turcos do Fernerbache (2-1 e 1-0). Quatro jogos, quatro vitórias! Somaria a quinta...

O Benfica foi gelando...
A previsão de Béla Gutmann cumpriu-se. Foi catastrófico.
O jogo teve início às 13h30 portuguesas. Sob um frio intenso. E o início de jogo dos 'encarnados' foi tão alegre, tão vivo, tão cheio de vontade, que ninguém imaginaria o que viria a acontecer depois. Aos cinco minutos já José Augusto perdera uma grande oportunidade, aos nove minutos já Cavém, na sequência de um lance de Simões, fizera o primeiro golo. Depois, o Benfica foi gelando...
Houve jogadores que pararam por completo. Um deles foi Costa Pereira no lance do empate, por Flanchenecker. Em seguida foi a defesa em bloco. E, aos 38 minutos, Strehl dava a volta ao resultado.
Entre neve e gelo, os homens de Nuremberga impunham-se. Foram muitos os lances de perigo. O Benfica sofria.
Flanchenecker fez o 3-1; o quarto golo bailou junto da baliza do Benfica.
Dizia-se que era o limite dos limites num 'inferno de gelo'...
Ninguém conseguiria fazer melhor.
Ah! Mas faltava ainda metade do caminho a percorrer. Havia Lisboa e outro inferno, o 'Inferno da Luz'. E uma crença infinita entre todos.
- 'Agora é a nossa vez!', exclamava Ângelo que não jogou.
- 'Se aqui marcámos um golo, em Lisboa marcaremos três ou quatro, não concorda?', perguntava António Simões.
- 'O Benfica podia fazer melhor, mas foi prejudicado pelo frio; a passagem da eliminatória ao nosso alcance', asseverava Germano.
- 'Com outro terreno teríamos ganho mesmo aqui', deitava-se a adivinhar Manuel da Luz Afonso, o chefe da delegação.
Belá Gutmann, o 'Mago', que até catástrofes adivinhava, parecia satisfeito:
- 'Nuremberga rendeu mais 50% do que eu esperava. Mas o terreno foi o nosso pior adversário. Acho até que foi um milagre, o comportamento de alguns dos nossos jogadores. Fizemos o máximo. Agora penso que temos amplas possibilidades de eliminar o campeão da Alemanha'.
O Benfica escorregava no gelo de Nuremberga, mas ninguém se dava por vencido. Pelo contrário: uma onda de optimismo tomava conta da equipa e iria empurrá-la para um dos momentos mais extraordinários da história do Clube na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
O Benfica vergara, mas não dobrara.
Vinha aí Lisboa e 60.000 gargantas que transformariam a tarde dos jogadores de Nuremberga num momento incrível que jamais esqueceriam.
É fundamental  nunca subestimar os grandes campeões.
Amesterdão ainda estava no horizonte. Seria uma realidade.
Como, aquele extraordinário jogo da segunda mão, marcado para o dia 22 de Fevereiro. Falaremos sobre ele não tarda muito..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Aqui está o penalty que foi sonegado...



... foi sonegado ao Benfica, em campo, e foi sonegado pela realização televisiva... Vi a falta ao vivo, bem à minha frente, fui dos poucos - diga-se -, que reclamou, alto e bom som, mandei um SMS para um amigo para confirmar, disse-me logo que não havia repetições. O jogo terminou alguns segundos depois. Mesmo nos blog's além da minha crónica só me recordo do GondarSlb, fazer referência a este penalty... O mais extraordinário é que o árbitro marcou falta ofensiva!!! Ainda pensei que outro jogador do Benfica, noutro qualquer duelo, tivesse feito uma falta qualquer, mas como se pode ver o único contacto é o empurrão do Abdoulaye ao Garay, mais ninguém dentro da área entra em luta pelo espaço...
Ainda podemos brincar: será este um dos bloqueios que o Sapo Vitó costuma falar?!!! Não, os tais bloqueios, supostamente faltosos, dos jogadores do Benfica, não incluem empurrões descarados... Alguns podem defender que este tipo de lances acontece em todas as bolas paradas, perto das áreas. Estão errados, enfiar as mãos na cara do adversário, não é normal... mas a impunidade repetida, seja com mãos na bola, seja com empurrões, seja com outra coisa qualquer... só dá em mais impunidade!!!

Se

"Se Artur não tivesse errado o Benfica ganharia o clássico?
Dois clamorosos falhanços marcaram o clássico da Luz: o indesculpável erro de Artur que deu o segundo golo ao FC Porto e a perdida de Cardozo a 13 minutos do fim. Mas, sem esses dois falhanços, o Benfica teria ganho o jogo? Duvido.
Sem o erro de Artur, talvez o Benfica não marcasse o segundo golo. Aliás, os dois golos do Benfica surgiram como resposta aos golos do Porto. O Benfica reagiu a esses desaires como um animal ferido, e as bombas de Matic e Gaitán foram explosões “de raiva”.
E a perdida de Cardozo? Se ele tivesse marcado, o Benfica ganharia o desafio? Também não sei. Vendo-se a perder, o FC Porto atirar-se-ia loucamente em busca do empate, e o jogo não acabaria como acabou: num duelo chato a meio campo.
Sobre o falhanço de Cardozo, que tanto desesperou Jesus e os benfiquistas, há sobretudo que tirar o chapéu ao guarda-redes Helton – o qual, com uma agilidade de gato, tocou com a ponta dos dedos na bola, desviando-lhe a trajectória e cortando-lhe o efeito, que a levava direitinha para as malhas.
Quanto ao jogo, ficou claro que, para o FC Porto, as vitórias alcançam-se vencendo a batalha do meio campo. Assim, povoou o meio campo da Luz com uma floresta de pernas e de músculos, onde era muito difícil trocar a bola, obrigando o Benfica a jogar o tal futebol directo que irritou Vítor Pereira. Mas essa aposta no meio campo, se dificulta muito a vida aos adversários, também limita a própria equipa do FC Porto, roubando-lhe agressividade.
Note-se que Artur não fez uma única defesa durante os 97 minutos de jogo, e os dois golos do Porto resultaram dos dois únicos remates à baliza, ainda por cima em lances fortuitos."

Tiraram-lhe o telemóvel!

"O clássico de domingo foi bom. Os guarda-redes fizeram a diferença para o resultado. Entretanto, já se esfumaram as palavras do treinador Pereira-que-nunca-comenta-arbitragens e já vai longe a sua amnésia sobre entradas dos seus meninos em exercícios paramilitares, depois de ter apenas registado a de Maxi - figa-se - foi de igual jaez.
Hoje escrevo sobre uma insólita decisão do Sporting ter mandado cancelar o número do telemóvel do ex-treinador Frank Vercauteren. Terá assim ficado arrumada a questão mais delicada da rescisão do contrato. A do telemóvel. Numa linguagem ora muito usada, eliminou-se uma das gorduras do passivo. Neste caso do passivo externo por causa do roaming.
Não sei a marca do dito e muito menos a linha. Apenas para lhe dizer que, apesar dos maus resultados, foi um treinador educado, com carácter, sério. Certamente a minha chamada teria sido encaminhada para uma caixa de mensagens cheia. Eu que estava convencido que o treinador tinha um plano pós-pago com uma fidelidade que coincidiria com o fim do seu contrato. Mas afinal o plafond estava indexado às vitórias...
Fica-me também a decepção de não ter conhecido a plataforma (móvel, evidentemente) e - passe a publicidade - o pacote de pontos oferecido (e resgatado) ao belga. Se Kanguru Hotspot (com bolsa), Viaminas (à discrição), Best Top (sem dúvida), Moche (não lhe faltará o prefixo a?), ou +Leve? (para quem?).
Diz-se que uma boa imagem vale mais que mil palavras. Mas também um bom silêncio vale o mesmo. De um telemóvel. Sem pontos, Não recarregável."

Bagão Félix, in A Bola

Mais um grande filme do Benfica!


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cardozo


O Cardozo fez ultimamente vários hat trick's, aparentemente o Vieira ficou com inveja, e fez uma renovação tripla: Mati... Jardel, e agora o Tacuara!!!
São mais 3,5 épocas, com o Cardozo a marcar golos com o Manto Sagrado - terá 32 anos no final deste contracto -, no mínimo os 25 golos época, em todas as competições - esta época bem acima dos 30!!! -, aproximando-se de números supostamente sagrados - intocáveis!!! -, com os anti's a refilarem sempre que ele falhar um passe, ou perder uma bola de cabeça, ou perder um lance devido à sua lentidão, e eu, com mais alguns, a gozar à grande com os anti's, sempre que ele fazer as redes vibrar!!!

Lixívia 14

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica......................36 (-4 ) = 40
Corruptos...(-1 jogo)...33 (+4 ) = 29
Braga........................26 ( 0 ) = 26
Sporting.....................15 (+5 ) = 10


Na minha crónica do jogo já escrevi muito sobre os casos do jogo, portanto não me vou alongar: houve erros, repartidos pelas duas equipas, um critério disciplinar demasiado largo, mas consistente. Mas infelizmente foram poucos a admitir estas evidências: Rui Tovar, Vítor Serpa e imagine-se até o Eugénio Queirós!!! De resto, entre os supostamente imparciais, praticamente ninguém teve a coragem de assumir os cartões perdoados aos jogadores Corruptos e foram muitos!!! Moutinho só levou amarelo ao minuto 82, à 8 falta!!! Muitas delas para amarelo num jogo 'normal'... Fernando pisou o Gaitán duas vezes - faltas iguais à de André Gomes no jogo com o Guimarães, que acabou expulso, apitado pelo mesmo João Ferreira, e que a crítica foi unânime a considerar justo!!! -, ainda empurrou o mesmo Nico quando este se isolava, além de outras faltas a meio-campo, o Mangala (que até foi o melhor jogador dos Corruptos...), fartou-se de dar pau, ainda teve tempo de partir a cabeça ao Cardozo - até possa admitir que não houve intenção, mas os jogadores do Benfica, levaram pelo menos por 4 vezes com cacetadas nas costas, em jogadas onde os adversários não tinham qualquer hipótese de chegar à bola!!! -, e sempre que tinha o Paraguaio pela frente fartou-se de o agarrar, tal como o Otamendi, sendo que nunca foi falta!!! Aliás confiando nos números do Miguéns ficaram 17 faltas por marcar contra os Corruptos, nos primeiros minutos da 2.ª parte foi um fartar de vilanagem!!! O fora-de-jogo ao Defour foi muito mal assinalado, e seria uma jogada muito perigosa, mas o cabeceamento do Aimar também foi anulado erradamente, uma jogada igualmente perigosa. As jogadas dos outros foras-de-jogo mal assinalados não eram tão perigosas, e podem ser comparadas aos vários lançamentos laterais marcados ao contrário, sempre em prejuízo do Benfica... sendo que por exemplo o fora-de-jogo do Varela, nasce de uma falta não assinalada do Jackson!!! Que por acaso também fartou-se de fazer faltas não assinaladas sobre os centrais do Benfica...

Mas aquilo que devemos retirar de mais valioso desta polémica estéril, é que mais uma vez os avençados foram instrumentalizados pelos Corruptos... em vez de filtrarem as declarações dos cães raivosos, resolveram servir de caixa de ressonância, no rescaldo do jogo, não usando o sentido crítico que deontologicamente estão obrigados. A falta do Fernando sobre o Nico à entrada da área, um empurrão pelas costas claro, desapareceu das analises, e o penalty do Abdoulaye sobre o Garay na última jogada do jogo, nunca foi discutido!!!


A estratégia de condicionar as futuras arbitragens é óbvia... a resposta do Vieira foi boa, mas temo que tenha sido curta, o Benfica esta semana devia mostrar publicamente todos os erros do árbitro, e não deixar que na memória colectiva fique somente os supostos erros azulados - curiosamente a falta do Maxi, vista na TV, nem é tão grave como parecia no Estádio, o contacto comparado com as pisadelas do Fernando é muito leve...!!!
No fundo tudo isto resume-se à gestão de expectativas: o Jesus nas últimas 4 épocas com os Corruptos foi sempre espoliado à grande e à francesa, mesmo quando ganhou... portanto, uma arbitragem com erros repartidos pelas duas equipas, pareceu-lhe o paraíso na terra... Os Corruptos habituados, a golos em fora-de-jogo, penalty's inventados, jogadores adversários expulsos em catadupa, e impunidade disciplinar para os seus - esta voltaram a ter...!!! -, quando assistem a uma arbitragem equilibrada - mesmo que demasiado condescendente -, ficaram furibundos.
O teatro pífio dos bandidos a clamarem por justiça no final da partida, fica registado para a história como mais um triste episódio, no infindável rol de asneiras e canalhices da vida do Madaleno: para quem está habituado a fixar resultados com envelopes em casas de alterne, nas camas de hotéis  com viagens transatlânticas, com fruta ou chocolate, controlando as promoções dos árbitros, ou até na sua própria casa com recepções amigáveis e alguns conselhos matrimoniais... quem está habituado a pôr e a dispor... quem está habituado à obediência cega dos acéfalos, quem está habituado a ganhar à custa das pernas abertas das Madalenas... quando alguém se recusa a fazer parte da farsa, não é fácil de aceitar tal descaramento... é uma questão de hábito, e eles estão muito mal habituados!!!

Não vi qualquer outro jogo, mas enquanto na Choupana a derrota do Braga foi aceite por todos, em Olhão tudo foi diferente: li em vários jornais que ficou um penalty por marcar contra os Lagartos - estava 0-1 na altura -, por mão na bola do Miguel Lopes, e um jornal ainda falava de uma expulsão perdoada ao Carrilo... mas noutro jornal, e só num, li que também ficou uma mão na bola por marcar na área do Olhanense!!! Estranho que mais ninguém o tivesse referido....

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicado, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicado, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicado, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar

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A estratégia do ataque ao árbitro

"O FC Porto tem, de facto, uma organização muito sólida e profissional. É, aliás, um caso empresarial de sucesso, o que o torna num clube de futebol com características muito especiais e um caso de estudo para o mundo.
Anteontem, logo após o jogo com o Benfica, os responsáveis do clube cavalgaram a ideia de que só o árbitro tinha conseguido evitar que o FC Porto tivesse vencido o jogo. Acusavam João Ferreira de não ter expulso dois jogadores do Benfica e de ter impedido três lances perigosos, assinalando foras de jogo inexistentes. O ataque ao árbitro era manifestamente desproporcionado, tanto mais que em matéria disciplinar o critério do juiz da partida também beneficiou jogadores como João Moutinho ou Fernando, mas o FC Porto não perdia a oportunidade de pôr assim algum travão à crónica queixa do Benfica que tem vindo a alimentar a ideia de que o FC Porto só fora campeão à custa de um erro de arbitragem no clássico da época passada.
Saldar contas, cobrar dívidas antigas, mudar o discurso do passado para o presente, tornando o anterior fora de prazo, foi a curiosa, mas bem sucedida estratégia de comunicação portista. Bem pensada e bem interpretada. Na manhã de ontem, as televisões, os jornais e as rádios davam grande espaço às críticas acaloradas de Vítor Pereira e de Pinto da Costa e o assunto tornava-se, obviamente, no tema desportivo do dia.
Quando o Benfica quiser voltar à boca de cena do velho teatro de sombras da arbitragem, o FC Porto tem, agora, cenas mais frescas para contrapor. A estratégia teria sido um sucesso retumbante, não fosse aquela mortal resposta de Vieira."

Vítor Serpa, in A Bola

Justiça de um árbitro sujo

"Imaginemos que eu, este escriba que vos dirige, sou um presidente sem escrúpulos de um clube cuja história foi vandalizada por ventos infectos de corrupção. E imaginemos que você, leitor (sim, pode ser você mesmo!), é o presidente de uma organização de árbitros com todos os contornos de mafiosa. Somos amigos de há muito - é natural, gente de má índole tem tendência a criar laços. Entre nós os arranjinhos são fáceis, quase quotidianos, falamos com frequência ao telefone sem crer sermos escutados por alguns polícias para os quais o conceito de Justiça ainda faz sentido, acertamos as nossas tafularias com casquinadas pelo meio e observações rascas sobre este ou aquele, tratamo-nos por filha de uma cabra para aqui, filho de um mulher da vida para acolá porque é assim que se tratam os grandes amigos no lugar triste de onde tal gentalha vem.
Aproxima-se um jogo importante, que decide um troféu. Eu, presidente do clube sem ética, peço-lhe a si, presidente de árbitros sem probidade, um funcionário conivente. Discutimos nomes, há um deles que me convém por demais, solto logo uma exclamação feliz - 'esse é que era bom!' - por entre meia dúzia de porcarias. O entendimento faz-se. Avança para o jogo o árbitro que dá jeito. E o árbitro que dá jeito dá um jeito - o meu clube trapaceiro ganha com uma trapaça validada pelo juiz sujo. Mais uma taça usurpada. Só que isto não é produto da minha imaginação. E como pode vir agora, tal árbitro desacreditado bradar aos quatro ventos que justiça não foi feita, reclamando-se vítima??? Nós sabemos que não foi feita. Se o tivesse sido há muito que tal figura crapulosa teria sido varrida para as sarjetas da história..."

Afonso de Melo, in O Benfica

Jardel


Depois de Matic, ontem, hoje, foi a vez de tornar público a renovação de Jardel com o Benfica até 2018. Curiosamente, para mim, os dois melhores jogadores em campo, no último Domingo!!! Se o Matic está a surpreender muita gente - ainda ninguém fez as contas ao real valor da venda no David Luíz!!! -, o Jardel mais discretamente, e devido à ausência do Luisão, tem vindo a conquistar o seu lugar no Benfica, e afirmo mesmo, que neste momento só um Luisão em boa forma merece tirar o lugar ao Jardel... digo isto, com todo o respeito e admiração pelo nosso Capitão. Temos neste momento 3 grandes defesas centrais, de nível idêntico, aquilo que se exige a uma equipa com as ambições do Benfica.

Cavém

O hacker

"A pretexto de um erro informático, o presidente do FC Porto teve ocasião para expressar o seu ódio pela Liga de Clubes, desde que de lá saiu Fernando Gomes.
Segundo a organização, durante 30 segundos (que foram mais), o site oficial validou um golo inexistente de Cardozo e declarou o Benfica vencedor por 3-2. Pareceu obra de hackers, mas foi apenas um erro captado por um jornalista, ampliado nas redes sociais e, finalmente, proclamado urbi et orbi no Blackberry do presidente portista como uma malfeitoria de uma organização que gostaria de falsificar os resultados do seu clube. É muito mais fácil fazer demagogia do que enfrentar os adversários nas Assembleias Gerais."

O jogo correu bem demais

"Quando se parte para um clássico com a dimensão de um Benfica vs Porto, infelizmente, nos dias que correm, está-se à espera de casos bicudos, erros de arbitragem, qualquer coisa que justifique o resultado menos positivo.
Quando tal não acontece, em vez de se enaltecer o espectáculo do futebol, eis que surgem os agentes do costume para deitar gasolina numa fogueira em brasa. Mas a ideia é não falar de arbitragem. Partimos do princípio que da lista de árbitros portugueses do escalão principal têm de ser sempre os mesmos a apitar jogos grandes. Esquecendo o racional de que basta ser árbitro da Primeira Liga para poder ajuizar qualquer um dos oito jogos de uma jornada.
Ao ouvir os intervenientes, com grande responsabilidade pública, dá a ideia que o que conta não é o jogo mas a guerra entre clubes. Que é preciso manter em alerta as autoridades transformando uma ida ao estádio numa visita a uma zona de guerra, daquelas que normalmente só vemos na televisão em países onde um bando de terroristas consegue manter todo um povo em guerra. A ideia não será discutir se houve boas ou más decisões de arbitragem pois, aquilo que foi mau para uma equipa terá sido bom para outra certamente. Mas perceber se o futebol português sai dignificado com a exibição dos jogadores e com a qualidade do jogo apresentado. A resposta é sim, nos primeiros 20 minutos de jogo.
A partir daí o jogo foi do meio campo e assim ficou até ao final. Não se pode falar de um grande espetáculo de futebol, principalmente depois daquilo que os primeiros 20 minutos prometiam, mas foi um bom jogo de futebol com alguns jogadores a sobressair nas duas equipas como é o caso de Mangala ou Matic.
Tentar transformar este encontro noutra coisa, alertando até para erros no site da Liga, dando a ideia que foi um ato intencional, não é aceitável. Porque todos sabemos que os adeptos são como brasas que inflamam facilmente transformando o espetáculo num circo triste de se ver."

Da fulgurância à pacatez

"No princípio foi a loucura total. Quatro golos nos primeiros 17' de um clássico é coisa que não acontece todos os dias. Do grande golo de Matic à oferta de Artur, que Jackson aproveitou, houve de tudo e, num repente, o nulo transformou-se num inesperado 2-2. Com a contribuição, também, de Mangala, por ter aberto as hostilidades e de Gaitán por as ter encerrado. Depois desta entrada surpreendente, ia, finalmente, começar o jogo.
Afinal, Luisão, cuja presença durante a semana fora dada como certa, nem sequer foi convocado. Tal como Rorigo, também ele a não recuperar de uma lesão recente. Mas nada que alarmasse ou sequer fugisse à normalidade, uma vez que Jardel e Lima (ou Cardozo) não são propriamente titulares de fresca data. Já o FC Porto inovou mais, por força do impedimento físico de James (sem substituto à altura) e de Atsu, de abalada para o CAN. O belga Defour foi, assim, a aposta.
Face a estes condicionalismos, Vítor Pereira apresentou na Luz um conjunto diferente, mais coeso e cuja evidente preocupação foi o reforço do miolo. À frente do quarteto defensivo, onde Mangala começa a fazer esquecer Maicón, aparecia o trinco Fernando com a impressionante ubiquidade que o caracteriza e, depois, nova cortina, com Defour na direita, a fazer as vezes de James, já que Varela surgiu no outro corredor, deixando o eixo para os criativos Lucho e Moutinho.
Na frente, isolado mas não sozinho, que o bloco intermédio posicionava-se bem adiantado garantindo o necessário apoio, surgia Jakson. E foi este dispositivo dos visitantes que manietou o Benfica, sobretudo na 1ª parte, apesar da empolgante acção de Matic, incansável no desfazer da teia contrária. No 2º tempo, Jesus trocou Enzo Perez - muito desgastado pelo jogo "apertado" imposto pelo FC Porto - por Carlos Martins, na expectativa de que os destemperados mas eficazes "repentes" deste pudessem provocar desequilíbrios. O que o adversário, porém, não consentiu.
Já a entrada de Aimar para uma posição charneira, entre o miolo e o ataque (saiu Lima), terá constituído uma tentativa de consolidar e disciplinar um pouco mais o meio-campo, dada a superioridade numérica do FC Porto nessa zona, desde o início, ao mesmo tempo que servia de ponte para Cardozo. E a verdade é que o Benfica ganhou então algum ascendente, que a mudança de Defour pelo ex-lesionadíssimo Izmailov, no outro lado, não logrou contrariar.
Tivesse Jesus optado nessa altura, e não tão em cima do fim do jogo, por Ola John e provavelmente teria retirado maiores proventos. Foi nesse período que o Benfica enjeitou a grande e talvez única ocasião que o jogo conheceu nesta metade complementar. Cardozo teve artes de se escapar à vigilância azul e branca e só não facturou porque Helton não o permitiu, garantindo, desta forma, o empate que acaba por se ajustar ao desenrolar do jogo.
Quanto ao árbitro, não terá querido estragar o espectáculo com a exibição de muitos cartões e acabou por estragá-lo pela falta deles. Maxi e Matic passaram das marcas, é verdade, mas é bom que se diga que Fernando e Moutinho também não se mostraram meninos de coro. Foi o FC Porto, de resto, a registar o maior número de faltas cometidas, o que é capaz de querer dizer alguma coisa. Mas não foi por causa do árbitro que a discussão se ficou pelo empate."

No Porto de abrigo

"Chegou a hora da decisão? Não chegou, mas quase. Este Benfica tem seduzido os adeptos com uma notável campanha doméstica. É Campeonato, é Taça, é Liga. Já poucos se lembram das apresentações levantadas, no começo da temporada, aquando das saídas, muito bem remuneradas, de Javi Garcia e de Witsel. Com mestria, no seio do plantel, Jorge Jesus encontrou soluções capazes de fazerem esquecer os dois influentes jogadores da intermediária.
E Ola John? Quantas críticas iniciais à sua aquisição, ao seu sub-rendimento? O jogador explodiu e hoje constitui importante factor para suscitar desequilíbrios ofensivos. E Melgarejo? A exclamação paraguaia, pesem as devidas proporções, de Fábio Coentrão, tem ou não tem dado segurança à canhota defensiva, inclusive sendo chamado à sua selecção para desempenhar o posto de lateral esquerdo?
Luisão, Aimar, Carlos Martins? Por diferentes razões, foram pouco utilizados na metade primeira da época. De grande importância para o colectivo, também nesse caso Jorge Jesus soube dissimular com sapiência técnica e táctica aquela que bem poderia ter sido uma tripla aflição. Saviola também? Verdade que menos utilizado no último ano, mas sempre passível de resolver uma qualquer contenda, caso fosse chamado a intervir.
Este é, mais do que nunca, o Benfica da lavra de Jorge Jesus, cujos encómios de todo se justificam. Estamos a horas do embate mais importante dos últimos tempos? Estamos, sem reservas.É determinante? Não é, mas pode ser condicionante. Fundamental seria à custa do nosso grande rival da actualidade, o Benfica reforçasse a liderança, mais sereno e também mais estimulado no seu... porto de abrigo."

João Malheiro, in O Benfica

A propósito de titulos

"Alguma confusão tem sido difundida na Imprensa e nos outros meios de comunicação acerca do número de títulos dos principais clubes portugueses.
O Sporting e o Benfica, enquanto tiveram e seus períodos de hegemonia e ganharam regularmente os Campeonatos Nacionais e as Taças de Portugal, não disputavam a Supertaça e por isso não somam estes títulos de um só jogo, ao seu palmarés.
Os títulos que realmente têm real e indiscutível importância e relevo são as competições a que atrás fiz referência.
E aí o Sport Lisboa e Benfica tem no seu activo trinta e dois Campeonatos Nacionais e vinte e sete Taças de Portugal. Quantas Supertaças o Benfica teria ganho se naquelas épocas fizessem parte do Calendário Oficial?
De facto, as retorcidas estatísticas que nos colocam atrás do FCP, não têm em conta o valor indiscutivelmente diferente dos títulos, nem as circunstâncias em que eram ou não foram disputados.
A nível internacional também há hoje competições que não se disputavam nos anos 60. O Benfica tem duas Taças dos Clubes Campeões Europeus e o FCP duas Ligas dos Campeões. O Benfica uma Taça Latina e o Porto duas Taças UEFA. O nosso rival do Norte tem a Supertaça Europeia e a Taça Intercontinental. Mas o Sport Lisboa e Benfica participou em mais cinco finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus e numa final da Taça UEFA.
Devemos, ou não, ignorar estes registos?
Habituado a classificar 'cuuículos', na minha opinião o nosso Clube ainda vai muito à frente e espero e acredito que estamos no bom caminho para, no Futebol profissional, na Formação e nas modalidades, erguemos bem alto o nome do Benfica com a conquista dos títulos, muitos títulos, sempre conquistados com verdade e com respeito pelos nossos adversários."

José Appleton, in O Benfica

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Resumo de um dia 'normal' !!!

- O dia começou com uma 'maravilhosa' capa do pasquim Rascord: no dia seguinte a um emocionante clássico Benfica-Corruptos, os pasquineiros resolveram destacar uma vitória dos Lagartos em Olhão!!! Admito que as vitórias Lagartas são tão raras, que eles têm que aproveitar... mas deve ser a primeira vez que o jogo entre os dois 1.ºs classificados, não foi primeira página...!!!
- Logo a seguir li uma anedota no site d'A Bola, o título era mais ou menos o seguinte: «Dragões ponderam apresentar queixa na FIFA ao Anderlecht por causa de Kléber» !!! Primeiro querem nos fazer acreditar que alguém está interessado neste fabuloso ponta-de-lança, e depois querem passar a impressão que estão muito indignados da maneira como os Belgas estão a aliciar o jogador. Isto depois de toda a novela que levou o Kléber do Marítimo para os Corruptos!!! Como diria certo animal: «Genial, Genial, presidente...»!!!
- A meio da tarde oiço na rádio que os Lagartos foram condenados a pagar €360 000 ao Benfica devido ao criminoso incêndio do ano passado na Luz... Ainda fiquei à espera que o radialista, dissesse quantos jogos de interdição tinha sofrido o Estádio Lagarto, mas nada foi acrescentado... ingenuidade minha!!! Mas a notícia não acabou antes de se afirmar que o Botafogo do Lumiar, iria recorrer...!!! Mais tarde li mesmo, que os Lagartos estão mesmo disponíveis a recorrer para os Tribunais comuns!!! Realmente dignidade é palavra completamente estranha para aqueles lados!!! E aviso desde já a Direcção do Benfica, que deverá colocar esta quantia no relatório e contas, na rubrica das dividas incobráveis!!!
- Já no início da noite, fui informado que Meyong, o principal avançado do Setúbal, foi vendido para Angola, deixando assim o Vitória de Setúbal !!! Para a ironia ser ainda maior, o presidente avençado do Vitória ainda afirmou que os Corruptos tiverem interessados no jogador!!! Este é daqueles 'bitaites' que de tão ridículo, só podemos rir...!!! Mas pelo menos o tal adiamento anti-regulamentar do Vitória-Corruptos já deu os seus frutos !!! Frutos ou Fruta, vai dar tudo ao mesmo!!!
- Mas como atrás de tantas 'desgraça' tinha que aparecer uma Luz, o dia não terminou sem o anuncio da renovação do Matic, até 2018, e com uma cláusula de rescisão de €45 milhões!!! Estou muito feliz...!!!

«Sporto»

"1. Cada clube é livre de seguir as políticas desportivo-financeiras que entende, desde que correctas. FC Porto e Sporting resolveram, mais uma vez, entender-se e agora até repartem jogadores entre si, ficando com 50 por cento de cada um. O Sporting, que há um ano e meio se colocou a jeito de perder Moutinho para o FC Porto, prescinde agora de Izmailov, que não estava de forma alguma a justificar o ordenado que ganhava. Ficar-se-á agora a saber se tinha ou não razões para tanta lesão. Será que o Sporting enfiará novo 'barrete'? Seja como for, interessa ao FC Porto ter um Sporting fortalecido em Lisboa, a dar luta ao Benfica, e interessa aos sportinguistas (Direcção e adeptos), maioritariamente anti-benfiquista, perdido que está o campeonato, ter um FC Porto mais forte, que impeça que o título chegue à Luz. 'Junta-se a fome à vontade de comer'...

2. Foi um Benfica com uma grande atitude que tornou fácil um jogo, à partida, bem complicado, no Estoril. Nestes jogos, com equipas mais pequenas, terá de ser sempre assim, não se facilitando. A equipa esteve muito be e voltámos a ter o prazer de contar com Aimar, que será, certamente, um excelente 'reforço' para a segunda parte da época. Para domingo, frente ao FC Porto, espera-se novamente um grande Benfica, um grande jogo, ma boa arbitragem.

3. Basquetebol à parte (o Andebol não jogou), não foi um fim-de-semana feliz para as nossas modalidades, ao contrário do que vinha sendo habitual. Mas continuamos na luta em todas elas. Os principais adversários é que vão variando. É a diferença entre o Benfica (que está em todas) e os outros (está um em cada... ou quase).

4. O Sporting pretendia dois milhões de euros pela transferência de Simão Sabrosa do Barcelona para o Benfica (em 2001). Foi recorrendo e perdendo até ao Supremo Tribunal de Justiça. Foi-lhe mais uma vez negada razão e terá que pagar as custas judiciais. São derrotas dentro e fora o campo...

5. O Supremo também rejeitou mais um pedido de 'habeas corpus' de Vale e Azevedo, que pretendia ser de imediato libertado. Agora diz que vai recorrer para o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Continua um 'artista'..."

Arons de Carvalho, in O Benfica

Objectivamente (amizades)

"Ou eu muito me engano ou o negócio Ismailov-FCP-SCP vai dar barraca nos próximos tempos! O que é que terá dado na cabeça desta gente para achar que os ares de Vila Nova de Gaia são melhores que os de Alcochete? Será que a doença do russo é uma moléstia que só se pega na Academia leonina?

A estas perguntas só o tempo poderá responder, mas dá-me ideia que a principal razão é chatear o SLB, tentando fazer «pirraça» com o este acordozinho de cavalheiros, como se houvesse cavalheiros nestes dois emblemas para fazerem acordos com esse epíteto!
E, das duas uma, ou Ismailov é mentiroso e fingia que estava lesionado para não jogar, ou os portistas são loucos para contratarem um jogador que passa mais de metade da época a recuperar de lesões sem dar o contributo à equipa... Bom, eles já contrataram o Sokota quando estava no Benfica... Mas pelos vistos não aprenderam a lição!
Grave ainda é esses dois grandes «amigos» recentes quererem dar um exemplo de fair-play e de grande amizade e confiança, como se nos tempos idos não tivessem já passado por situações semelhantes que não resultaram. Financeiramente... só para um. Agora que querem dividir o bolo a meias, vamos ver por quanto vão conseguir vender os passes de Ismailov e Miguel Lopes... Recordam-se as saídas (directas ou indirectas) de Futre, Quaresma, Capucho e João Moutinho, mais a favor do FC Porto e das entradas de 'leão' de Pacheco, Sousa ou Gomes. Fazendo um rescaldo financeiro destas operações não é difícil ver quem ganhou e quem vai ganhar mais dinheiro com as futuras transferências...

Desligado destas negociatas está o SLB cada vez mais pujante e seguro do que quer para o futuro. Depois das últimas exibições temos de estar confiantes na conquista do título esta época. É esse o principal objectivo e espero que nenhum Pedro Proença e seus acólitos venham à Luz estragar o percurso e o esforço que se tem feito até agora."

João Diogo, in O Benfica

"À Porto"

"Ninguém me contou. Eu vi, ao vivo e in loco. Estupefacto e revoltado. Com o meu filho ao lado.
Um guarda-redes de Hóquei do FC Porto agrediu, selvática e cobardemente, com uma violenta stickada, adeptos do Benfica que se encontravam na bancada perto do túnel de acesso aos balneários.
Pensei tratar-se do suplente, que, sentado no banco, tivesse sido alvo de especial provocação ao longo da partida, e jurasse vingança à saída de palco. Vim a saber tratar-se do titular (de capacete parecem iguais), que passou todo o tempo na baliza, sem que alguém, desde o local da agressão, o pudesse ter perturbado até àquele momento. Acredito que tenha ouvido, de passagem, alguns impropérios, coisas natural num jogo entre rivais, em qualquer parte do mundo. Não vi ser arremessado qualquer objecto, ou algo que explicasse tamanha manifestação de brutalidade num individuo que é suposto ser desportista profissional, que tem idade suficiente para ter juízo, e que, para mais, acabara de vencer o jogo.
Minutos depois, entrou a Polícia, e deteve... dois adeptos do Benfica. Não percebi porquê, mas, infelizmente, tenho a preocupante certeza de que no Dragão as coisas seriam diferentes. Aliás, para aqueles lados, tudo é diferente. Entre Madureiras, Abeis e Lourenços Pintos, há um território sem lei, e uma protecção, não da ordem pública ou da cidadania, mas antes daqueles que representam uma dada ideologia de guerrilha regionalista e provinciana - extensível, de resto, a certos meios de comunicação social, o que se viu na forma como este caso foi tratado.
Não sei se o meu filho quererá voltar ao Hóquei. Nem o que lhe dizer se, por absurdo, voltar a ver aquele guarda-redes numa baliza. Mas, pelo menos, a tarde serviu-lhe para perceber aquilo que é jogar 'à Porto' (com intimidação, provocação e teatro na pista), ganhar 'à Porto' (com uma inaceitável dualidade de critérios da arbitragem), e sair 'à Porto' (com ódio, arrogância, violência e impunidade). Coisas que nós, mais velhos, há trinta anos bem conhecemos."

Luís Fialho, in O Benfica