Últimas indefectivações

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Razões vermelhas

"O ano civil está quase no seu termo e o Benfica quase no seu melhor. Não fosse a eliminatória, frente ao Marítimo, na Taça de Portugal, o primeiro semestre da temporada tinha um saldo a roçar o brilhantismo. Quer a nível doméstico, quer a nível internacional, o colectivo vermelho tem demonstrado grande capacidade para rubricar uma época de contentamento.

Ainda assim, importa perceber que o caminho está eivado de dificuldades. A luta, sobretudo na Liga nacional, vai ser renhida. Com o FC Porto? Sobretudo com o FC Porto, ainda que o Sporting se apresente mais consistente do que nos últimos anos. Os empates no Dragão e em braga, o recente triunfo na Madeira, compromissos que se adivinhavam de grande exigência, revelaram um Benfica personalizado, competente e ambicioso.

Na segunda volta do Campeonato, ao invés dos nossos opositores (com calendário de maior exigência), a deslocação a Alvalade parece constituir-se no mais intricado dos compromissos. Quanto ao resto, nos embates caseiros, espera-se um Benfica ganhador e, da mesma forma, nos restantes confrontos que terá de cumprir extramuros.

Tudo fácil? Longe disso, ainda que a trajectória, até ao momento, projecte todo um clima de confiança em redor da equipa. Irrepetível será, seguramente, o medíocre final do ano transacto. É manifesto que este Benfica, o actual Benfica, jamais repetirá os desaires frustrantes que marcaram de forma dolorosa o termo da última temporada.

Há mais e melhor Benfica. Há mais e melhores vontades para acreditamos no êxito. Há mais e melhores razões para acreditarmos no sucesso."


João Malheiro, in O Benfica

Mercado de inverno

"A abertura do 'mercado de inverno' para o futebol europeu está próximo. Muitas páginas de jornal irão ser escritas com os jogadores pretendidos, a dispensar ou a vender. Muitos programas de televisão irão abordar esta temática sempre querida dos 'fazedores de opinião'. O que realmente importa sublinhar é que o Benfica deve estar mais coeso do que nunca neste 'ataque' ao mercado. As movimentações de empresários são já conhecidas na tentativa, óbvia, de promover os seus activos. Por isso mesmo não devem, os nossos leitores, estranhar o rol de atletas que serão colocados no Benfica nos próximos dias.

As quadras festivas que se avizinham propiciam igualmente as 'prendas' que muitos adeptos gostariam de ver no sapatinho. Mas cumpre-nos alertar, em nome do rigor e da responsabilidade da gestão desportiva, que o Benfica não pode nem deve embarcar nestes jogos de contratações a todo o custo. Mais importante do que comprar é tentar manter os que cá estão. Segurar as 'jóias da coroa' é tão ou mais importante do que fazer grandes ofensivas ao mercado.

Tenho consciência de que quem conduz os destinos deste clube sabe muito bem o que faz.

Os tempos difíceis que atravessamos não estão dissociados do futebol. Todos vivemos acima das suas possibilidades financeiras e algum dia teremos de pagar a factura... Só com critérios de rigor e transparência s conseguem atingir os objectivos traçados, não podendo, nunca, perder a ambição que nos caracteriza.

Artur Moraes, Javi Garcia, Gaitán, Ansaldi, Marcos Rojo e Emerson já entraram na dança. Será perante este dilema que Luís Filipe Vieira e seus pares da SAD se vão deparar já nos próximos dias. o bom senso, a capacidade e agilidade negocial bem como a lucidez desportiva farão o resto e tenho a certeza que o Benfica sairá mais reforçado para a segunda metade do campeonato, pois é isso que realmente nos interessa."


Luís Lemos, in O Benfica

domingo, 18 de dezembro de 2011

Que bem (lhe) fica

"O Benfica está nos oitavos-de-final da mais importante competição europeia. Outros, mesmo constando à partida da lista dos favoritos ao título, ficaram pelo caminho. Mas o Benfica venceu esta etapa. Desse triunfo parcial já podem extrair-se vantagens materiais e de prestígio. Sendo primeira do grupo, a equipa não terá de enfrentar os adversários mais temíveis. Isso vale ouro.

Nada do que atrás ficou dito constitui novidade para os benfiquistas ou para quem, não o sendo, acompanha as coisas do futebol. A novidade reside na forma profissional e consistente como o Benfica chegou ao ponto em que neste momento de encontra.

Trata-se agora de gerir de forma criteriosa e prudente os seus recursos humanos, definindo claramente as prioridades e as possibilidades.

O campeonato nacional está a ser dos mais renhidos da últimas temporadas, com as equipas de topo separadas por diferenças pontuais irrevelantes. Isso significa que tudo terá ainda de ser feito. Quem renunciou a horizontes mais ambiciosos irá concentrar-se, naturalmente, na conquista nos títulos nacionais. De uma dessas disputas já o Benfica está liberto, mas não pode, em circunstâncias alguma, deixar de ter os olhos postos na reconquista do título de campeão.

Haverá quem o não saiba?

Há jogadores cansados, menos motivados, mas é visível que o ambiente geral é muito positivo e que o colectivo está contente com o momento que está a atravessar. Tudo o que é obra humana, sempre marcada pela imponderabilidade e pela imperfeição, depende largamente do factor psicológico, da energia individual e colectiva e, há que dizê-lo, também daquilo a que, à falta de termo mais eloquente, poderá chamar-se 'sorte'. As próximas semanas vão ser decisivas. Todos o sentimos e sabemos.

Nenhuma vitória parcial pode ser confundida com a final, que tem sempre outra dimensão e fulgor. É nestes momentos que tudo se pode ganhar ou perder. E no Benfica só a palavra 'vitória' assenta bem. E que bem (lhe) fica!"


José Jorge Letria, in O Benfica

Objectivamente (Cardozo)

"Continuo sem perceber algumas reacções negativas para com o melhor goleador do Benfica da actualidade, o sr. Óscar Tacuara Cardozo!

Não entendo como nunca entendi reacções do mesmo género para com outro genial goleador chamado Néné. São situações muito estranhas e que, penso, venham sobretudo de gente que não tem o mínimo conhecimento do que é futebol!

O último jogo do Benfica na Madeira foi mais uma resposta para juntar a tantas, tantas outras que têm calado os mais ignorantes na matéria da «bola».

Cardozo está sempre no sítio certo. A maior parte das vezes, marca. Outras falha. Porque se não fosse assim, a esta hora estaria como o melhor goleador da Europa! E isto sem jogar sempre os 90 minutos, pois o nosso treinador nem sempre aposta na titularidade daquele que a seguir a Eusébio e Néné é o melhor goleador do «Glorioso»!

Recordo para os mais distraídos que Tacuara «deu» três pontos na Liga dos Campeões colocando o Benfica em 1.º lugar à frente do Manchester United e «deu» mais três pontos na Madeira «in extremis» para continuar a colocar o Sport Lisboa e Benfica no primeiro lugar da Liga portuguesa.

E se calhar ainda estávamos a disputar a Taça de Portugal se tem jogado naquele triste embate frente aos madeirenses no Funchal... Mas o Sr. João Capela inventou e não deixou!

Mas a juntar a esta incompreensível atitude de alguns adeptos custou-me também ver o treinador do Marítimo falar em prejuízo e influência negativa do árbitro Jorge Sousa em relação à sua equipa! Estaria ele a referir-se aos três jogadores que não vão poder alinhar no Dragão na próxima jornada? Roberto Souza (o tal do golo especial da Taça), Rafael (o melhor jogador do meio campo madeirense= e Olberdam, expulso. Bom, a juntar à reclamação de fora de jogo no lance do golo do Benfica, só lhe faltou dizer que devia estar a ver outro jogo e fez confusão!"


João Diogo, in O Benfica

Memória

"Na noite de 7 de Dezembro, no Estádio da Luz, frente ao Otelul Galati num jogo de rendimento mínimo garantido - o 1-0 logo aos 7 minutos garantia não só a passagem aos oitavos da Champions como o primeiro lugar no grupo - dei comigo a recordar Rogério Lantres de Carvalho, conhecido no futebol por 'Rogério, Pipi', glória do Benfica.

Rogério completou 89 anos e fora o capitão do Benfica que erguera o primeiro troféu internacional da galeria do Glorioso, a Taça Latina de 1950.

Rogério começou a jogar ao serviço do Benfica no ano em que nasci. Creio que vi o primeiro jogo de futebol no Campo da Amoreira, num Estoril-Benfica que o meu Clube de sempre venceu por 3-1 com golos de Julinho, Arsénio e Rogério, figuras que conhecia dos bonecos da bola, embrulhados em rebuçados de um tostão.

Rogério jogava ao ataque e teve mesmo a particularidade de alinhar em todas as posições da linha da frente, das pontas, a interior ou avançado-centro. Marcou 210 golos nos 300 jogos que fez pelo Benfica. Era um jogador de grande técnica e inteligência, uma alegria para o futebol e, em particular, para os benfiquistas. E o mais espantoso é que mantinha sempre a imagem cuidada e o sorriso malandro - que ainda conserva - como que pronto para enfrentar confiante o desafio dos rivais no campo da bola ou em qualquer salão de festas de Lisboa.

Voltei ao presente depois daquela breve viagem pela memória. No campo o resultado mantinha-se 1-0 e, tal como eu, pareceu-me que os jogadores também olhavam para o relógio. Outros tempos. A Taça Latina erguida por Rogério foi conquistada numa dura finalíssima que se prolongou por duas horas e 26 minutos. E como pode ver-se na primeira página de 'O Benfica' n.º396, de 24 de Junho 1950, o 'Pipi' não perdeu a linha."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Auto-mutilação !!!



Lusitânia 75 - 73 Benfica



Não vi o jogo, mas 'cheira-me' a sobranceria... depois de tanto trabalho para ganhar vantagem em relação aos Corruptos para os Play-Off's, vamos oferecer numa bandeja dourada o factor casa no Play-Off ?!!! A ausência do Ben, e as faltas marcadas (ou não marcadas), não podem justificar esta derrota... agora se nada de estranho voltar a acontecer (a nós e aos Corruptos), somos obrigados a ganhar no antro Corrupto...!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Maximiliano... mais 3 anos a correr de Águia ao peito

Sinceramente estava preocupado, mas felizmente tudo acabou em bem... não sei como é que o negócio se desenvolveu, e admito que acho estranho o Benfica ser obrigado a comprar os restantes 30%, mas também não gostei de ler nos últimos dias algumas opiniões desvalorizando o valor do Maxi... Como o Presidente disse, o Maxi é um jogador à Benfica, nem todos podem ter o talento do Aimar, numa equipa vencedora é essencial existirem jogadores com a disponibilidade do Maxi, fundamental, nem que seja só pelo exemplo... Um jogador que ficará de certeza absoluta na Gloriosa História do Benfica...

Empate forasteiro



Vic 4 - 4 Benfica



Até pode ter sido um bom resultado (entrámos mal no jogo)... depende, o mais importante será vencer os jogos em casa. Assim com a vitória do Lodi na Alemanhã estamos em 2º no grupo...

Açores Tour - 1º Round !!! Amanhã à mais...!!!




Terceira Basket 73 - 101 Benfica

Sem facilitar



Leixões 0 - 3 Benfica

19-25, 9-25, 16-25

Preocupante



Madeira SAD 28 - 25 Benfica



A diferença pontual começa a ser preocupante - mesmo dividindo os pontos pela metade, aquilo que realmente conta para a 2ª fase. Só vi alguns minutos do jogo, e até estávamos a liderar. Talvez tenha sido azar, mas os Madeirenses 'espumavam pela boca', devido a uma expulsão, o curioso é que o Benfica acabou o jogo com praticamente o dobro das exclusões...!!! Agora não existe margem de erro, o próximo jogo em Braga só pode ter um resultado.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Feliz Natal (antecipado)!!!





Benfica 5 - 1 Rio Ave


Já tinha saudades de um goleada. Depois de vários meses a vencer pela diferença mínima, finalmente um jogo cardiologicamente descansado... mesmo assim começamos a perder!!!
Jogo que ficou marcado por vários regressos: o regresso de Nolito aos golos, o regresso do Saviola aos golos, o regresso da dupla Aimar/Saviola, o regresso do Aimar ao meio campo, e até o 'regresso' do Emerson aos jogos mais conseguidos!!!
PS: Passe mágico do Mago no 3º golo, que delicia!!!


RESUMO - Benfica 5-1 Rio Ave

Tugagolo | Myspace Video

Zenit


Pronto, aqui vamos para a Rússia (a pedido de muitas famílias!!!)... o Zenit não mete medo, o frio será adversário, o treinador é Italiano e por isso podemos esperar 'contenção' e porrada... mas uma equipa que tem no Danny a sua principal arma ofensiva, não pode ser temida. Somos favoritos, jogando com ambição, garra e a concentração no máximo, vamos ganhar...
O facto do campeonato Russo estar parado nos próximos tempos, ao contrário da opinião generalizada, pode não ser benéfico (quando fomos eliminados pelo CSKA o Campeonato também estava parado!!!)... vão fazer muitos jogos particulares, vão estar 'fresquinhos', e será mais complicado a analise por parte da equipa técnica do Benfica, sendo de esperar algumas alterações no plantel da equipa de São Petersburgo...
Deixo aqui a fotografia da ilha que irá ter o privilégio de receber o Glorioso:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O nosso homem em Viana do Castelo

"As audiências televisivas quebraram quando Cardozo marcou no Funchal. Até então o jogo era seguido por 7 milhões de espectadores. Depois apenas ficaram 6 milhões agarrados ao ecrã


A Federação Portuguesa de Futebol tem um novo presidente. A arbitragem tem o mesmo presidente: Vítor Pereira ganhou por um voto e poderá agradecer a vitória ao delegado de Viana do Castelo que faltou com a sua presença ao referido acto eleitoral.

Segundo os relatos da imprensa ficou-se com a ideia, porventura errada, de que o delegado de Viana do Castelo viria a Lisboa votar no concorrente que haveria de perder as eleições para a presidência dos árbitros.

São desnecessárias e abusivas as comparações entre este episódio do voto colegial e o episódio mais antigo do deputado que um dia surpreendeu a Assembleia da República e todos os prognósticos ao trocar a sua posição pelas venturas da indústria do Queijo Limiano.

O Minho é o cenário destes dois casos, concluirão os leitores mais expeditos.

Façam o favor de se deixar de conclusões primárias, digo eu.

Entre o deputado do Queijo Limiano e o delegado de Viana do Castelo a única coisa que há em comum é o bola. A bola do queijo, naturalmente.

Se foi o delegado de Viana do Castelo que, por falta de comparência, reconduziu Vítor Pereira na presidência dos árbitros, esse facto não deslustra o resultado eleitoral nem sequer ensombra a próxima gerência do presidente do sector. Vítor Pereira vai continuar a ser o homem mais importante da arbitragem portuguesa.

Embora haja sempre quem em tudo pressinta e veja conspirações do mais alto teor. E para esses, como não podia deixar de ser, o homem mais importante da arbitragem portuguesa é, desde o último fim-de-semana, o delegado de Viana do Castelo.


O Sporting jogou ontem com a Lazio e a sua comitiva directiva que viajou até Roma dividiu-se ao meio.

Meia comitiva, sob a liderança de Luís Duque, dirigiu-se à Cidade do Vaticano para uma visita ao Papa e a outra meia comitiva, sob a liderança de Paulo Pereira Cristovão, dirigiu-se à embaixada de Portugal na capital italiana para um almoço com o nosso embaixador em Roma.

Curiosamente, mas ainda fresquinhas eleições para a Federação, o Sporting teve uma atitude muitíssimo parecida. Sob a égide de Godinho Lopes, meio Sporting apoiou a candidatura de Fernando Gomes à presidência, e sob a égide de Luís Duque, o outro meio Sporting declarou todo o seu apoio à candidatura de Carlos Marta, que haveria de sair derrotado no acto eleitoral.

Chama-se a isto altas diplomacias.

Estão sempre bem, venha quem vier.

E o Sporting gosta de ir ao Papa. Sempre gostou.


«QUE joguem assim contra os nossos adversários», disse Jorge Jesus no fim do jogo do Funchal. Referia-se decerto à forma combativa como o Marítimo disputou os dois jogos com o Benfica, vencendo um e perdendo outro, sempre por resultados tangenciais, sofridos, que atestam o equilíbrio das lutas entre os adversários em questão.

Não foi por amor que Jesus disse o que disse. Foi por interesse. E o interesse de Jesus é o interesse de 6 milhões de benfiquistas, mais milhão ou menos milhão.

Ao Benfica interessava muito que o Marítimo chateasse o mais possível o FC Porto e o Sporting, nos jogos que ainda têm de disputar para o campeonato. Embora o Sporting já tenha sido suficientemente chateado pelo Marítimo, ainda por cima em casa, onde estes percalços ainda chateiam mais.

No entanto, devemos ser racionais nestes pormenores de uma prova maior. No domingo, nos Barreiros, o Marítimo, apesar de não ter tido uma oportunidade flagrante de golo, chateou bastante Jesus e os benfiquistas com a persistência e eficácia com que defenderam o 0-0 até quase ao fim da partida.

Mas, de certeza absoluta, que não houve nenhum jogador do Marítimo que tivesse chateado tento Jesus e os benfiquistas, ao ponto da exasperação, como Óscar Cardozo, naquele segundinho ainda na primeira parte, quando o paraguaio encontrando-se diante da baliza, sem nenhum adversário por perto, chutou para fora.

Esse momento fugaz de desconcentração, ou se preferirem os anti-Cardozo, de inépcia, acabou por ser a emoção maior, a grande alegria que viveram os nossos tais adversários na última jornada do campeonato. O mesmo Cardozo haveria de acabar com a chinfrineira e redimir-se na segunda parte, como é do conhecimento geral.

A tabela das audiências televisivas prova isto tudo muito bem provado. O canal da Sport TV que, no domingo, transmitia em directo o Marítimo-Benfica teve cerca de 7 milhões de espectadores grudados ao ecrã até aos 82 minutos de jogo quando Óscar Cardozo, finalmente, acertou com a bola dentro da baliza.

A partir dos 82 minutos, a tabela de audiências registou um abandono de 1 milhão de telespectadores que se desinteressaram do jogo assim que o Benfica se pôs a ganhar.

E desse 1 milhão de desistentes, metade era do Sporting. E dessa metade que era do Sporting, há que contar a facção que foi ao Para, a facção que apoiou Carlos Marta, a facção que foi almoçar com o embaixador e a facção que apoiou Fernando Gomes.

Agora percebe-se a razão de tanta reflexão interna por dá aquela palha.


POR decisão do Tribunal, ficam impedidos de frequentar estádios de futebol durante um ano e obrigados a apresentarem-se à hora dos jogos na esquadra da polícia mais próxima das respectivas residências, aqueles indivíduos que foram caçados em desacatos pela polícia na noite do último derby.

É assim mesmo. Aliás, este foi um dos passos do governo inglês para acabar com o hooliganismo lá na terra deles nos anos 80.

Outro, também eficaz, foi o estacionamento nos arredores dos estádios, em dia de jogo, de vans dissuasoras, ou seja, carrinhas da polícia com grades, a quem os ingleses chamavam de hoolivans e que serviam para arrecadar e levar para o xelindró todos os espectadores que dentro ou fora do recinto apresentassem sintomas declarados de delinquência.

Trata-se, pois, de um problema que só pode ter uma resolução feliz de houver vontade política, não só dos políticos de carreira como dos dirigentes desportivos de carreira.

A confirmarem-se, estas decisões do Tribunal poderiam prometer muito em termos civilizacionais. Mas o cepticismo é grande e os grandes não ajudam nada.

Enquanto houver dirigentes desportivos que se vangloriem de que as suas claques ao menos «estão legalizadas» não haverá progresso.

E um dia ainda alguém, em nome do Estado, terá de vir explicar ao país que Lei é essa que confere enquadramento legal e a honradez de um estatuto aos hooligans portugueses de Norte a Sul do país.


lá vão tantos dias, semanas até, sobre o derby e Godinho Lopes ainda não revelou publicamente o escaldante material áudio e audiovisual que anunciou ter em sua posse 24 horas depois de João Capela ter apitado para acabar com o jogo da Luz.

Não só não houve divulgação pública, mantendo-se o suspense insuportável, como, aparentemente, também não há registo de que o Sporting tenha entregue o seu explosivo e altamente comprometedor material ao departamento de disciplina da Liga dos Clubes para que possa actuar, segundo os regulamentos, sobre o prevaricador.

Segundo Godinho Lopes, que apoiou Fernando Gomes e nem foi ao Para nem foi almoçar com o embaixador de Portugal em Roma, prevaricador foi, nem mais nem menos, o próprio presidente do Benfica, acusado de ter mantido um diálogo aceso e sabe-se lá o que mais com Luís Duque, que apoiou Carlos Marta e foi ao Para.

Também é verdade que Godinho Lopes, quando afirmou ter a posse de material audiovisual comprometedor para o presidente do Benfica, logo acrescentou que o mesmo material iria ser alvo de profunda «análise interna».

Oh, já dizia o poeta:

-O que farei com esta espada?

Por amor de Deus, façam lá qualquer coisinha."


Leonor Pinhão, in A Bola

As diferenças

"Benfica e Sporting, em Portugal, Real Madrid e Barcelona, em Espanha, protagonizam o jogo de todos os jogos. Independentemente do momento e das circunstâncias, a sua tradição, rivalidade e simbolismo são insuperáveis.

Quiseram os calendários que, no espaço de duas semanas, cá e lá, acontecessem estes jogos. Com notórias diferenças.

As mais impositivas e incontornáveis: a do retorno do espectáculo e a do dinheiro dos plantéis. Quinhentos milhões de pessoas terão visto o clássico espanhol! Quanto aos jogadores, basta referir alguns dos jogadores nos bancos: Kaká, Higuain, Khedira, Albiol, Mascherano, Keita, Pedro, Villa, Thiago Alcântara!

Mas evitáveis serão as diferenças de certas atitudes. No Santiago Bernabéu basta citar A BOLA: «os presidentes dos dois clubes reuniram-se num hotel e aproveitarem para lançar apelos de tolerância e falar da rivalidade sã entre os dois clubes». Aqui, foi o que se sabe.

Cá correu tinta a rodos por causa de uma caixa de segurança. Lá estiveram 5000 catalães numa estrutura semelhante à da Luz, sem que tal se notasse.

Lá os adeptos manifestaram-se vibrantemente pela sua equipa. Cá, além dos estragos, o apoio é sempre uma forma de insulto à equipa oponente.

Lá o jogo terminou com 11 de cada lado, com um árbitro inteligente que sabe que dirigir um espectáculo é também preservá-lo. Cá, expulsam-se jogadores por dá cá aquela palha ou um murro na relva.

PS - A propósito, lembrou-me de Domingos Paciência, no fim da Liga de há dois anos, se queixar de o Benfica ter sido campeão a jogar contra 10 em muitos jogos. Que dirá agora? Nos últimos 4 jogos, o SCP acabou sempre em superioridade: Feirense, Leiria, Benfica e Nacional, para além de P. Ferreira e Rio Ave..."


Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

De Todos, Um



Tenho seguido o Vitórias e Património religiosamente, nada mais do que a minha obrigação... serviço público de altíssima qualidade... ontem o programa sobre a fundação do Sport Lisboa e Benfica merece uma avaliação positiva, mas (e este é um 'mas' sentido!!!)... o nosso lema 'E Pluribus Unum', merecia uma interpretação mais 'cuidada'!!! Não ficava mal, fazer-se uma rectificação nas reposições do episódio... a repetição de uma mentira pode transformar-se numa verdade!!! O lema do Benfica não tem nenhuma ligação a qualquer conto sobre Mosqueteiros.



De Todos, Um






PS: Até pode ter havido outras imprecisões, mas esta doeu!!!

No rescaldo da Champions

"Terminada a fase inicial da milionária competição europeia, algumas curiosidades e um desejo:

1. Este ano, a Liga dos Campeões transformou-se quase numa Liga dos Não Campeões. Ficaram de fora dos oitavos-de-final muitos clubes que haviam ganho os seus campeonatos. De entre eles, e além do Porto, o Manchester United, o B. Dortmund e o Lille (que nem à Liga Europa vão), o Ajax, ou mesmo o Olympiakos e o Shakhtar.

2. Dos 16 apurados, só 5 ganharam os seus campeonatos: o Barcelona, evidentemente, o Milan, o Zenit e... os outsiders Basileia e APOEL!

3. Assim, a Liga Europa Orangina vai ter muitos campeões domésticos... Como escreveu Vítor Serpa, é «uma Europa do avesso».

4. Nos 96 jogos efectuados a média de golos por jogo foi de 2,7, tendo havido apenas 7 jogos sem o sal que os condimenta.

5. Duas equipas (das 32) - Barcelona e R. Madrid - marcaram 39 golos (15% do total) e as melhores defesas foram as do Real Madrid (2 golos), Benfica e Marselha (4 golos). Curioso, o facto de o Benfica ter sofrido 0,66 golos por jogo quando na Liga sofreu 1 golo por jogo nas primeiras 10 jornadas. Problemas de concentração?

6. Não perderam jogos apenas o R. Madrid, Barcelona e Benfica e entre os que não pontuaram está o Villareal!

7. De um modo geral, os erros de arbitragem não condicionaram as classificações. A excepção foi a de Jorge Sousa no Ajax-Real Madrid, onde foram anulados dois preciosos e válidos golos holandeses. Se a isto juntarmos a displicência(?) do Zagreb frente ao Lyon...

8. Quanto ao sorteio, arrisco a minha preferência: o Milan. Por duas razões: não acho que seja equipa superior à do Benfica e se ultrapassá-los é motivante, ser eliminado não é traumatizante."


Bagão Félix, in A Bola

O ridículo tem limite

"Disse-o na altura e repito-o agora: o grande problema do FC Porto, em termos de produtividade/competitividade, tanto em Portugal como na Europa, seria, como foi, a saída de Falcao. Viu-se na Champions e na Taça e vai ver-se na Liga Sagres. A escolha do treinador, crassa e supinamente errada e foco de permanente instabilidade no seio da equipa, também é grave, mas ainda não teve os efeitos devastadores da dispensa do colombiano. Agora, fala-se muito na venda de Álvaro Pereira, Rolando e Fernando, cujas receitas serviriam de balão de oxigénio para libertar a tesouraria do sufoco de liquidez em que vive. Foi a ruinosa gestão da SAD que conduziu a esta asfixia financeira do clube, embora os seus administradores se auto-remunerem como profissionais altamente qualificados. O ridículo também tem limite. Alguém compreende - vai a época a meio - que ainda ninguém saiba o que valem Danilo e Alex Sandro que no Verão passado custaram, em conjunto, quase 30 milhões de euros?

Em Itália quem distribui as verbas consignadas no Orçamento para o movimento desportivo é o Comité Olímpico. Em 2012, a austeridade vai obrigá-lo a repartir pelas respectivas federações menos 38 milhões de euros, i.e., menos 20 por cento em relação a 2011 (150 milhões em vez de 188). O futebol, que sempre recebeu a maior talhada (cerca de 40 por cento), é a modalidade que sofre o maior corte (63 milhões em vez de 79). Não surpreende que a crise se tenha lá instalado e prometa ficar por muitos anos. Reparem nestes indicadores: é o país com a idade de reforma mais baixa e com as pensões mais altas, que absorvem 14,1 por cento do PIB, mais 2 do que a França e mais 4 do que na Alemanha! Belas perspectivas."


Manuel Martins de Sá, in A Bola

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Vitória em casa... na Azambuja

Benfica 37 - 30 Fafe

Tavares(10), Pais(7), Carneiro(7), Pedroso(4), Zaikin(3), Grilo(3), Roque(1), Silva(1), Costa(1), Lopes, Areia, Carmo, Candeias, Andersson


Início tremido, mas com o tempo a natural superioridade do Benfica reflectiu-se no resultado. Nota para o reencontro com o Luís Nunes, e os 6 golos do Pedro Peneda, nosso jovem emprestado, que foi melhor marcador do Fafe.

Distinção

O Departamento de Reserva, Conservação e Restauro do SL Benfica, foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia, pela sua intervenção na área da Conservação e Restauro. Parabéns a toda a equipa liderada pelo vice-presidente Alcino António, e espero que no próximo ano, já com o Museu aberto, o Benfica possa candidatar-se a outros prémios em áreas diferentes...