Últimas indefectivações

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um grande clássico

"Mesmo depois de um período marcado por demasiadas ausências (apenas uma participação entre 1995 e 2005), e resultados de pouca expressividade (em 15 anos, só por uma vez foi ultrapassada a Fase de Grupos), o Benfica continua a deter um impressionante palmarés na principal prova internacional de clubes.

Qualquer ranking que abarque todas as edições da competição - quer sob designação de Taça dos Campeões Europeus, quer já como Liga dos Campeões -, apresenta o nosso Clube bem instalado no top-dez, tanto em termos de jogos disputados, como de vitórias conseguidas, de golos marcados, de pontos obtidos, de eliminatórias ultrapassadas, ou de finais alcançadas. Olhando para este último critério, somos, por exemplo, o quarto Clube com maior número de presenças na grande final (sete finais, marca apenas suplantada por Real Madrid com doze, Milan, com onze, e Bayern Munique com oito), sendo também o quarto que mais vezes atingiu os quartos-de-final (aqui, atrás de Real Madrid, Bayern e Manchester United). Mesmo nos últimos tempos, há que dizer que, em sete anos, esta é a quinta vez que marcamos presença na Fase de Grupos, registo que supera nomes como PSV Eindhoven, Juventus, Roma, Valência, Ajax, Celtic ou Dínamo Kiev. Esta é, pois, a 'nossa' prova, aquela que vencemos duas vezes, e que nos remete para as mais gratas recordações de todo um historial centenário.


O poderoso Manchester United

Ultrapassadas, com distinção, as eliminatórias prévias, a estreia na Fase de Grupos de 2011/2012 tem lugar já na próxima quarta-feira, no nosso Estádio. O adversário não podia ser mais motivador: o poderoso Manchester United, de Rooney, Nani, Scholes, Berbatov e Giggs, actual campeão inglês.

Nos últimos cinco anos, esta equipa conquistou quatro campeonatos, e chegou, pelo menos, às meias-finais da Champions também por quatro vezes. Foi campeã europeia em 2008, e vice-campeã em 2009 e 2011 - em ambas as ocasiões somente batida pelo super Barcelona de Pep Guardiola e Leo Messi. Creio que talvez seja, justamente atrás dos catalães, a segunda melhor equipa do Mundo da actualidade.

Diga-se que este embate entre 'Diabos' portugueses e ingleses, é já, na verdade, um clássico do Futebol internacional. Será a oitava vez que os dois grandes clubes se defrontam na prova maior, e uma delas ocorreu inclusivamente na final (designadamente no ano de 1968, em Wembley, com Eusébio e Mário Coluna de um lado, Bobby Charlton e George Best do outro). O balanço dos resultados não nos é particularmente simpático, registando seis derrotas (duas delas bastante expressivas) e uma só vitória.


A vitória de 2005

A vitória, essa vitória, não foi, contudo, uma vitória qualquer. Significou, na altura, a passagem aos oitavos-de-final, e teve como consequência a única eliminação do Manchester United em fases de grupos dos últimos anos. Nessa bela noite de Dezembro de 2005, jogavam pela nossa equipa entre outros, Anderson, Nuno Assis, Beto, Nelson, Geovani, Alcides ou João Pereira, enquanto do outro lado estavam figuras como Erwin Van der Sar, Rio Ferdinand, Paul Scholes, Ryan Giggs, Cristiano Ronaldo, Wayne Rooney e Ruud Van Nistelrooy. Só a vitória interessava. Era um jogo de tudo ou nada. Num Estádio cheio de gente e de fervor clubista, rapidamente a equipa britânica se colocou na frente, em lance infeliz do nosso guarda-redes. Mas a raça benfiquista conseguiu dar a volta à situação, alcançado aquela que foi uma das mais saborosas vitórias que me lembro de ter vivido enquanto benfiquista no novo Estádio da Luz.

Se aconteceu uma vez, pode perfeitamente voltar a acontecer. Hoje temos uma equipa substancialmente mais forte que a daquela época, e o Manchester United não será muito diferente do de sempre. A correlação de forças é, pois, agora menos desequilibrada.


A vitória é possível

Uma vitória seria um passo de gigante na luta pelo apuramento, até porque não creio que as restantes equipas possam retirar pontos ao conjunto de Alex Fergunson. Mas, nesta mesma medida, há que dizer que um empate também não assentaria mal, tendo que ser considerado - face a tão poderoso opositor - como um resultado deveras positivo.

Na próxima quarta-feira, estarão em campo onze jogadores de cada lado, perante uma bola redonda. A responsabilidade dos nossos será a de dar o seu máximo, e enfrentar, sem medos nem complexos, uma equipa que lhes é teoricamente superior. Num jogo desta natureza, ninguém poderá exigir qualquer tipo de resultado. Mas também ninguém poderá excluir qualquer possibilidade, e muito menos limitar-nos na nossa faculdade de sonhar.

Seja qual for o desfecho deste jogo, ao apito final do árbitro nada estará perdido. E, pelo contrário, muita coisa pode ser ganhar, inclusive uma dinâmica de vitória que se venha a tornar imparável para o resto da temporada, e para o resto das competições. É destes jogos que nós gostamos. Venham eles!"


Luís Fialho, in O Benfica

O xito

"As movimentações dos principais dirigentes dos clubes por causa das eleições da Federação Portuguesa de Futebol, em função das mudanças estatutárias, acrescentaram uma nova faceta ao 'milieu', confirmando a apagamento e perda de poder dos líderes associativos e o pânico do xerifado em relação à transferência do controlo dos árbitros.
Transportando-nos aos saudosos tempos dos xitos e das noitadas do Conde Redondo, anteriores à invenção do telemóvel e das escutas digitais, quando os principais dirigentes associativos se assumiam como pontas-de-lança dos emblemas apenas a pretexto do fervor emblemático e de umas generosas excursões europeias em regime de pensão muito completa. Eram tempos pré-históricos, em que a hierarquia das Associações correspondia às ambições dos clubes, por delegação, e em que uma 'manutenção' ou uma subida de divisão, nem que fossem por via administrativa, valia tanto como um título para os maiores. Os dirigentes associativos eram pardos e de falinhas mansas, mas agressivos e canalhas q.b., sem contemplações perante os objectivos supremos, deixando como legado uma lógica de poder e cariz familiar.
Com o advento da Liga 'profissional' e de mediatização frenética de competição entre clubes, os associativos desceram à condição de amanuenses e deixaram de projectar qualquer figura de referência. Fazem o seu trabalho meritório, dividem umas pequenas benesses que escorrem dos sucessos das selecções, mas mal conseguem resolver o problema da falta de árbitros para o futebol amador.
Observa-se assim com naturalidade este movimento dos clubes profissionais a impor os seus interesses tão particulares a um mundo que pode ficar bloqueado e caótico, quando os futuros executivos concentrarem o seu labor na chamada alta competição. A evolução estatutária e redefinição democrática são bem-vindas, mas a preocupação do legislador quase exclusivamente com a regulação do desporto profissional pagará um preço elevado.
O avanço dos nomes do actual e do anterior presidente da Liga é constrangedor. Traduz a capitulação de um mundo que há décadas deixou de formar dirigentes fora das turmas de Direito, com as perversidades que se conhecem. As candidaturas surgem de forma meramente circunstancial, sem conteúdo nem ideias, apostando apenas no reconhecimento por proximidade - desconcertante no caso de Soares Franco.
O controlo do Conselho de Arbitragem continua a ser a preocupação central e condicionará todas as 'alianças' necessárias a um desfecho satisfatório para os clubes mais poderosos, podendo voltar a chegar, no limite, à aceitação por parte dos adversários do sistema de um dirigente comprometido com o 'Apito Dourado'.
E representa, em última análise, a extrema pobreza de recursos humanos a que o futebol, ao contrário de outras modalidades desportivas, se deixou chegar, em contraciclo com a afirmação internacional dos jogadores e treinadores. O futebol português não consegue projectar um líder respeitável, desinteressado, insuspeito - e, assim, esta cultura de guerrilha, falta de desportivismo e de tráfico de influências manter-se-á por mais algumas gerações, fazendo-o perder terreno de forma irreversível para os campeonatos internacionais mais mediatizados."

João Querido Manha, in Record

'Penalties' com hora marcada

"Nem os comentários de três especialistas no jornal que o presidente do Porto costuma passear debaixo do braço expressaram unanimidade


TODOS os dias podemos enriquecer os conhecimentos futebolísticos, confessando eu intolerável distracção por não me ter apercebido da eventual alteração na aplicação da lei 14, a que se refere à marcação de pontapés de grande penalidade. Despertado pelo chinfrim que o trabalho de Duarte Gomes suscitou, no Benfica - V. Guimarães, verifiquei que, antes de qualquer reparo sobre o acerto ou desacerto das decisões tomadas pelo árbitro internacional, de imediato emergiu uma vaga de estranho repúdio pelo atrevimento na marcação de três penalties, três, e - grave pecado - no curtíssimo espaço de dez minutos, o que, como disse, me alertou para suposta inovação que se me escapara. Em face da repentina lamuria cheguei a admitir que fora determinado pela FIFA um limite para o número de grandes penalidades a assinalar em cada jogo, independentemente da quantidade de prevaricações e que ficara também estabelecido um intervalo de tempo razoável entre elas, ou seja, espécie de penalties com hora marcada, ao sabor da conveniência dos interessados, uma no primeiro quarto de hora, por exemplo, e outro na última meia hora, mas somente duas, não mais. No resto, quanto a empurrões, rasteiras, puxões, apertões ou beliscões prevaleceria a sábia recomendação de virar a cara para o lado ou analisar as infracções com base no critério do faz de conta...

Voltando a Duarte Gomes, foi maior o barulho do vento do que o efeito da tempestade. No primeiro penalty esteve certo. O segundo foi duvidoso, em resultado de um quadro difícil em que, atendendo à velocidade de execução e desenho do lance e ao gesto brusco e instintivo do defesa vimaranense, 99 por cento dos árbitros julgariam da mesma maneira (excepção feita, provavelmente, aos sobredotados, como Benquerença). No terceiro, houve disparate, digo eu, como disparate houvera antes, ao não ter sido punido com grande penalidade o corte irregular de Alex.

É evidente que foi negativa a actuação de Duarte Gomes, unicamente por estes dois lapsos referidos e não pelo foguetório lançado com a intenção de promover a circulação de uma mensagem de alegado favorecimento a um dos intervenientes, na circunstância o Benfica, quando, em rigor, isso é uma falsidade. Registou-se até o pormenor curioso de Cardozo ter arrancado a tinta da barra da baliza na tal dúvida que apenas o recurso às modernas tecnologias permitiu escrutinar... Aliás, nem os comentários de três especialistas na matéria publicados no jornal que o presidente do Porto costuma passear debaixo do braço expressaram unanimidade, o que não deixa de ser significativo...

Estes cenários dão jeito. Convidam a prolongadas e ocas discussões, a ruidosos e empoeiradas debates, mas, esgotado o entusiasmo, tudo continua como antes até cena de próximo capitulo, como convém a quem pretende que as questões essenciais e verdadeiramente importantes se mantenham inertes por detrás destas densas nuvens, muito confusas e pouco esclarecedoras. A transparência incomoda e a verdade assusta os opositores da mudança. Entreter o povo com minudências é uma das estratégias normalmente utilizadas pelos que esgrimem com argúcia a separação entre o ser e o parecer, os que escondem de uma mão o que a outra faz. Assim tem sido ao longo dos anos...


NÃO sei se é agora que o Campeonato vai começar para o Sporting, mas continuo a pensar que o problema de Domingos, além do nó que alguém teve de ajudá-lo a desatar, chamado Hélder Postiga, fruto de uma teimosia mal calculada, se resume a tempo, ou à falta dele, para formar uma equipa mental, física e competitivamente capaz de, o mais depressa possível, se bater com FC Porto e Benfica e reunir argumentos necessários e suficientes para discutir o título em plano de igualdade. Quando isso suceder, e se a massa adepta revelar disponibilidade para mais um suplemento de tolerância, alguns dos obstáculos externos que hoje se deparam ao bom desempenho do futebol leonino diluir-se-ão com naturalidade. Havendo força, há respeito. Acredito em Godinho Lopes, se mais não faz é porque não pode, acredito em Carlos Freitas, cuja competência dispensa interrogações, e acredito em Domingos Paciência, a precisar de serenidade e protecção para se adaptar a uma complexa realidade e construir praticamente do zero uma equipa à dimensão da grandeza e da história do Sporting."


Fernando Guerra, in A Bola

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Por ti...

O ensaio para para amanhã!!!

A espantosa crise dos senhores de cócoras

"Enquanto o país mergulha na miséria, os senhores de cócoras vivem à tripa fora. Nunca a incompetência foi tão bem paga. E paga por quem? Paga também por todos aqueles que compram o seu bilhete para assistir a um espectáculo manchado na sua verdade. A fraude repete-se, ano após ano. O beneficiário não muda. Mas nem por isso a tabela de ordenados dos sicofantas aterra na secretária de D. Palhaço, o verdadeiro patrão de todos eles. José Amorim era premiado com viagens ao Brasil na companhia da família: pagas pelos campeões da trampolinice. Miguel Taborda, funcionário público, por ter contribuído grandemente para a viciação da classificação final de um dos campeonatos mais vergonhoso da história, embolsou 35.194 euros por cada um dos 10 meses nos quais exibiu toda a sua incapacidade para a função. Miguel Taborda está-se perfeitamente nas tintas para os cortes que a «troika» pretende fazer nos seus subsídios de férias e de Natal. Ainda esmifrou subsídios de refeição, subsídio de perda salarial em dia de trabalho (quando foi o caso) e 0,38 euros por cada quilómetro percorrido nas suas devastadoras deslocações pelo país triste. Miguel Taborda é, para a realidade do Portugal de hoje, um homem rico. Por ser bom no que faz? Não!!! Por viver de cócoras. O director financeiro Alves Garcia lucopletou-se, à margem do seu ordenado, com 27.570 euros (fora alcavalas); o profissional de seguros Bártolo Faustino arrecadou 26.116 euros (fora alcavalas), aos quais se somam os chorudos prémios por passear as suas insuficiências pelos relvados da Europa; o director de recursos humanos Artur Ribeiro deitou mão a 34.360 euros (fora alcavalas). A lista é dolorosa. Num país onde há gente a viver com menos de 500 euros por mês, a pouca vergonha dita leis. Estar de cócoras e ser submisso é uma profissão... Principescamente paga."

Afonso de Melo, in O Benfica

Nós mostrámos

"As arbitragens, ai as arbitragens... tão bom seria se sobre elas não tivéssemos de escrever nem mais uma linha. Atrapalham-nos o raciocínio, metem-se ao caminho e armadilham o método e a ordem das frases escolhidas. As semanas passam e o assunto mantém-se tristemente actual. Lamento, lamentamos todos. Não me agrada nada voltar a apontar imprecisões e provas de que o nosso Clube é prejudicado. Ainda que corra o risco de me tornar chato e previsível não há forma de fugir às arbitragens, lamento mas não há.

A importância da Benfica TV no esclarecimento dos benfiquistas prova-se diariamente e, no passado sábado, foi de tal forma ostensiva a vantagem da sua existência que até os nossos detractores e adversários se puderam aperceber do que de bizarro sucedeu. Porque nós mostrámos.

Eram 17.00 horas quando foi dado o pontapé de saída do encontro de Juniores A entre o Sport Lisboa e Benfica e o Sporting, a contar para a 5ª jornada. O árbitro escolhido dá pelo nome de Rui Rodrigues (RR). RR soprou fora de tom em variadíssimos momentos. Foras de jogo mal assinalados, grandes penalidades não marcadas, expulsões justificáveis mas esquecidas, tivemos de tudo nesta partida na tarde de 3 de Setembro, no Caixa Futebol Campus.

Não fora a presença das nossas câmaras e dos nossos técnicos, dos nossos jornalistas e dos nossos relatadores e a injustiça jamais poderia ter sido comprovada e arquivada para memorizar e constituir base de apelos junto de quem dirige o Futebol português. O encontro foi perdido mas as imagens não, o desporto do pontapé na bola foi secundarizado mas a verdade não. Nem pouco mais ou menos, porque a Benfica TV estava lá e projectou o que realmente se passou. A era marcada de 10 de Dezembro de 2008 em diante é a da informação constante aos sócios, adeptos e simpatizantes, a era do real tal qual se vê. Enquanto houver Benfica TV, cá estaremos para defender o símbolo, os valores, o ecletismo e o Clube."


Ricardo Palacin, in O Benfica

Para os burros

Este post é dedicado aos burros corruptos e submissos que andam desde sábado com orgasmos mentais e verbais em relação aos penaltis do Benfica. Eu sei que é tramado ver serem marcados penaltis a favor do Benfica quando estão habituados a que tal não aconteça. Se isto vos dói, ponham vaselina nisso que passa, senão aguentem que estas coisas são como o eclipse solar, só acontecem de tempos a tempos.

"futebol
(inglês foot-ball)
s. m.
1. [Desporto]  Desporto em que 22 jogadores, divididos em dois campos, se esforçam por introduzir uma bola na baliza do campo adversário, sem intervenção das mãos, durante uma partida dividida em dois meios tempos durante 45 minutos cada um."

"andebol
(inglês handball)
s. m.

[Desporto]  Desporto de equipa que se joga com uma bola redonda e apenas com as mãos."
Podem confirmar aqui: http://www.priberam.pt/
Penso que aqui estaremos todos de acordo, futebol sem mãos, andebol com mãos.

Mas como os burros são mesmo burros vamos lá ver ver com quanto guarda-redes se pode jogar:
"O jogo será disputado por duas equipas compostas por um máximo de 11 jogadores em cada uma, dos quais um será o guarda-redes. Nenhum jogo pode começar se uma das equipas dispuser de menos de sete jogadores;" Aqui: http://www.lpfp.pt/futebol/leisjogo/lei3.aspx

Portanto, só pode haver um guarda-redes.

 

"Tocar a bola com as mãos

Tocar a bola com as mãos implica um acto deliberado em que o jogador toma contacto com a bola com as mãos ou com os braços. O árbitro deve ter em consideração os seguintes critérios:
  • o movimento da mão na direcção da bola (e não a bola na direcção da mão);
  • a distância entre o adversário e a bola (bola inesperada);
  • a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infracção;
  • o facto do contacto com a bola ser feito com um objecto que tem na mão (peça de vestuário, caneleira, etc.), não deixa de constituir infracção.
  • o contacto com a bola ser feito através de um objecto lançado com as mãos (bota, caneleira, etc.) também constitui infracção." Aqui: http://www.lpfp.pt/futebol/leisjogo/lei12.aspx


Acho muito estranho mesmo, ou talvez não, que aqueles adeptos corruptos e submissos não mencionem este lance aos 26 minutos com o jogo empatado a zero e que se fosse marcada a respectiva grande penalidade o Alex viria para a rua pois teria de ver o segundo amarelo. Portanto, aos 26 minutos o Benfica poderia estar a ganhar um a zero e o Guimarães a jogar com menos um jogador durante 64 minutos.



Esta imagem é do 3.º penalti, aquele que levanta mais dúvidas. A bola efectivamente bate na cabeça do jogador mas antes disso parece que bate também no braço, o movimento do braço é claramente em direcção á bola. Penso que esta imagem poderá ser esclarecedora da justiça da marcação do penalti.


Resumindo: Como dizia o Paulo Bento: "Futebol, pé. Andebol mão". O Benfica não tem culpa se o treinador do Guimarães mandou a equipa a jogar com mais um ou dois guarda-redes, coisa ilegal como podem confirmar acima. O único clube em que um jogador, sem ser o guarda-redes, mais concretamente o Rolando, pode jogar com a mãos é aquele clube em que o presidente recebe árbitros em casa.

Espero ter elucidado os burros corruptos e submissos. Mais que isto é impossível!!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lixívia Extra-Forte IV

Tabela Anti-Lixívia Extra-Forte:
Benfica.......10 ( 0)...10
Corruptos...12 (+2)...10
Braga........10 ( +3)...7
Sporting....5 ( 0)...5



---O impensável aconteceu: foram marcados 3 penalty's a favor do Benfica, o Calabote terá sido o último a ter tal coragem (veja-se o que é que lhe aconteceu!!!), e o mais 'estranho' disto tudo, é que as imagens televisivas em nenhum dos casos provam sem margens para dúvidas que o árbitro errou (a favor do Benfica), bem pelo contrário!!! Normalmente esta falta de evidências seria suficiente para enterrar qualquer polémica, mas não...!!! Os Asnos são conhecidos pelo sua teimosia, e neste caso os anti-Benfica, mesmo sem uma única prova irrefutável, não se cansam de 'gritar ladrão', obviamente à medida que o tempo vá passando, a memória das imagens vai-se perdendo, e daqui a alguns anos este jogo será recordado como a maior escandaleira de sempre, mesmo que o maior erro deste jogo (com provas irrefutáveis), tenha sido a não marcação de um penalty a favor do Benfica!!! Começamos pelos penalty's:

1. O Alex coloca a mão, deliberadamente, na trajectória da bola, penalty claro. Não houve qualquer ressalto. Seria o segundo (ou terceiro) amarelo para o Alex!!! Recordo na 1ª jornada, no Sporting-Olhanense, um lance idêntico, com a Floribela a tentar centrar, onde todos os Lagartos (e Corruptos) assumiram ter ficado um penalty por marcar, mesmo que a bola tenha ressaltado em primeiro lugar no joelho do jogador de Olhão!!!



2. Saviola atropelado, ninguém dúvida. Concordo com a não mostragem do cartão amarelo.


3. Este é o lance mais duvidoso. No Futebol Americano quando se recorre às imagens televisivas, existe uma regra simples: só se pode alterar uma decisão dos árbitros de campo, se existir uma prova irrefutável através das imagens, que um erro de apreciação foi cometido pelos árbitros. Neste caso fica a dúvida. Ninguém de consciência pode afirmar que a bola não bate no braço, assim como ninguém pode afirmar com certeza absoluta que a bola bateu no braço. Aliás existe ainda uma terceira opção, que ninguém discute: a bola pode ter batido na barriga, e no braço, e nesse caso seria sempre penalty. Na perna é que não bateu, até porque a bola depois do embate baixou e não subiu... Mesmo assim existem três reacções que merecem referência: Primeiro é óbvio que o jogador do Vitória teatraliza, tentando fazer crer ao árbitro, que a bola lhe bate na barriga. Porquê?!!!; É possível ver nas imagens que quando se afasta do árbitro, o jogador, tem uma reacção instintiva onde olha para o braço, logo para a zona onde a bola poderá ter embatido!!!; A terceira nota vai para o árbitro, que em vez do cartão vermelho, mostrou amarelo, dando a entender que ficou com algumas 'dúvidas'!!! Isto nada prova, mas são indicações... Curiosamente este penalty até foi falhado pelo Cardozo, portanto não teve influência no resultado... Outra 'ironia' foi o ângulo preferido das TV's para as repetições: aquela que parecia confirmar que a bola tinha batido na barriga foi mostrada até à exaustão, as que davam a entender que a bola tinha batido no braço 'desapareceram'!!! Concluindo, mesmo sem certezas, dou de 'barato' este lance como um erro favorável ao Benfica...





4. A discussão deste penalty terá sido aquela que mais me irritou!!! Principalmente porque muitos Benfiquistas assumiram imediatamente que terá sido um erro do árbitro. Houve alguns que até escreveram colunas em jornais, neste pressuposto. Mal vi o lance de madrugada, no TvGolo, fiquei sem dúvidas, a bola raspou no braço do N'Diaye. Não raspou só na camisola, bateu mesmo no braço, é visível o bícepe do Senegalês a sofrer o impacto... A 'mão' é deliberada porque o jogador ocupou o 'espaço' com os braços, estilo 'goleiro' de Andebol. Existiu outro lance: um remate do Maxi, que bateu no braço do Toscano, mas o Brasileiro 'encolheu-se', nesse caso foi uma 'mão' involuntária...


Mas neste jogo, houve mais decisões discutíveis além dos penalty's!!! Logo nos primeiros segundos, o Emerson sofre uma falta evidente, que não é marcada... deu num pontapé de canto contra o Benfica, que acabou num remate de cabeça relativamente perigoso do Edgar. Um dos poucos remates à baliza do Benfica!!! O Bruno César esteve envolvido em dois lances 'estranhos': primeiro falha a bola na meia-lua, numa tentativa de remate, pareceu-me tocado, mesmo que tenha sido ligeiramente, seria falta, curiosamente não consegui ver imagens desta jogada; Na linha de fundo, Alex, que já tinha amarelo e um dos centrais, 'atiram' o 'chuta-chuta' para fora do campo, nada foi marcado, nem sequer pontapé de canto, seria o segundo amarelo para o Alex... Nos últimos minutos da partida, o fiscal-de-linha do lado da bancada Meo, ganhou protagonismo!!! Não marcou dois foras-de-jogo ao ataque do Guimarães, e inventou um amarelo escandaloso para o Emerson!!! O Soudani, que entrou só para provocar, atirou-se descaradamente para o chão, provocando um livre muito perigoso...


---Os Corruptos, fizeram dois jogos esta semana, felizmente não vi nenhum!!! Parece que não houve grandes erros de arbitragem, a passividade dos adversários (e a ingenuidade táctica com o Leiria) foram suficientes...
Na Marinha foi marcado, mal, um fora-de-jogo ao Kléber, nos resumos não vi se o jogador Corrupto conseguiria o controle da bola, mas dou de 'barato' o erro!!! O Belusha não fez penalty, a bola bate-lhe por cima da 'teta'!!!
Com o Setúbal foi marcada uma falta ao João Silva sobre o Maicon que não existe, e podia dar um lance perigoso. Esta é uma jogada típica dos Corruptos, o Jorge Costa 'ganhou' muitas destas 'faltas', sempre que um central se sente 'apertado' nada melhor que um mergulho, o apitadeiro faz o resto!!! O mesmo João Silva também viu um fora-de-jogo mal marcado, noutra jogada potencialmente perigosa... Uma nota final para o primeiro golo Corrupto: Não existe falta na recuperação de bola, mas são estas 'faltas' que são marcadas a uns, e não são marcadas a outros, neste caso deu golo...


---Os Lagartos lá se safaram, 'sem saber ler nem escrever'!!! Na rádio ouvi a indignação em relação ao 1º golo do Paços. Quando finalmente vi o lance, fiquei estupefacto (a certeza que o Sporting tinha sido prejudicado, é extraordinária!!!): Não sei qual era a intenção do Rodriguez, mas é um 'atraso' no mínimo duvidoso, o principal erro (mais uma vez) pertence ao Patrício que nunca devia ter agarrado a bola... Fizeram a 'folha' ao Sérvio por muito menos (nesse lance não houve nenhum atraso, nenhuma dúvida), mas com o Patrício, ninguém aponta o dedo!!! (aliás o 2º golo do Paços na minha opinião de ex-futuro-grande-guarda-redes: é mais um frango. Cabeçada fora da área? Com a bola a entrar a um metro do poste? Colocação horrível... imaginem o Roberto a sofrer um golo destes!!!).
Luís Carlos deveria ter sido expulso, por uma entrada perigosa sobre o Rinaudo. Segundo amarelo ao Nuno Santos 'forçado': é falta, mas ele joga a bola, existe contacto, mas... (curiosa a reacção dos Corruptos, com alguma compreensão para o Pacense, já que a famosa falta do Katso sobre o Anderson: foi igual!!!).


---Também não vi o Braga - Gil Vicente, parece que a arbitragem foi pacífica...


Anexos:

Benfica
1ª-Gil Vicente(f) (2-2), João Ferreira, Nada a assinalar
2ª-Feirense(c) (3-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Nacional(f) (0-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4º-Guimarães(c) (2-1), Duarte Gomes, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado

Corruptos
1º-Guimarães(f) (0-1), Olegário, Beneficiados, (0-0), +2 pontos
2ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
3ª-Leiria(f) (1-4), Capela, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Setúbal(c) (3-0), Marco Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado

Sporting
1ª-Olhanense(c) (1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
2ª-Beira-Mar(f) (0-0), Fernando Martins, Nada a assinalar
3ª-Marítimo(c) (2-3), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
4ª-Paços Ferreira(f) (2-3), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado

Braga
1ª-Rio Ave(f) (0-0), Duarte Gomes, Beneficiados, (1-0), +1 ponto
2ª-Marítimo(c) (2-0), Soares Dias, Beneficiados (1-0), Sem influência
3ª-Setúbal(f) (0-1), Hugo Miguel, Beneficiados (0-0), +2 pontos
4ª-Gil Vicente(c) (3-1), Rui Costa, Nada a assinalar

Optimismo Olímpico !!!

António Vital da Silva regressa ao Atletismo do Benfica. Será um reforço seguro para os Campeonatos internos, com algumas esperanças Olímpicas, mas será difícil pois os 67,43m de recorde pessoal, estão longe dos Mínimos de 74m...

Hóquei - Champions

A alteração dos critérios de qualificação para a Liga dos Campeões de Hóquei em Patins, transformou a edição desta época na mais forte de sempre, com 5 equipas Espanholas, 4 Portuguesas e 3 Italianas (em 16 equipas), assim o regresso do Benfica à maior competição da modalidade, nunca seria 'fácil':



Benfica




Vic (Esp)


Iserlohn (Ale)



Falando claro, as 3 equipas mais fortes, vão lutar de igual para igual, pelos 2 lugares da 'frente' que dão a qualificação para a Final Eight!!! Ironicamente voltamos a encontrar o Lodi que eliminamos o ano passado na Taça Cers, com vitória apertada na Luz (7-4), e derrota em Itália (5-7)!!! O Vic é uma das tradicionais 8 melhores equipas da Liga mais competitiva da modalidade, portanto um adversário difícil. O Campeão Alemão terá poucos hipóteses de pontuar, mas perder pontos com o Iserlohn pode ser fatal...!!!


Calendário:


1.ª jornada
Benfica - Iserlohn (19/11/2011)
2.ª jornada
Vic - Benfica (17/12/2011)
3.ª jornada
Amatori Lodi - Benfica (21/01/2012)
4.ª jornada
Iserlohn - Benfica (18/02/2012)
5.ª jornada
Benfica - Vic (17/03/2012)
6.ª jornada
Benfica - Amatori Lodi (14/04/2012)

Objectivamente (fanfarrões)

"A gabarolice habitual dos fanfarrões do FCP em cada final de mercado desta vez «voou baixinho» porque foram incapazes de vender Moutinho e Álvaro Pereira e não tiveram bagagem para comprar um ponta de lança que substitua Falcao! A conversa de que eles é que quiseram ficar não cola e não vale a pena andar a contar histórias de amor e paixão porque ninguém acredita neles! A habitual conversa de «chacha» que pretende enxovalhar os rivais, desta vez ficou-se pela saída do goleador da equipa - que forçou a saída para o Atlético de Madrid - e da compra antecipada do brasileiro Danilo, pago a peso de ouro por 13 milhões mas que só vai jogar em Janeiro. Os outros: Fernando, Moutinho, Álvaro Pereira, Fucile, Souza e Guarin ficaram pendurados na «corda» à seca... De Rubem Micael ficam as dúvidas se valeria a pena envolvê-lo no «pacote Falcao», uma vez que foi despachado no Alta Velocidade Madrid/Saragoça! E muita gente pergunta se o valor atribuído a este génio de Futebol - 5 milhões - estará correcto ou se foi para fintar o «amigo» madeirense, Rui Alves com as percentagens a pagar pela Formação, etc. etc.
Agora que está de regresso o Campeonato depois das idas à selecção, e com o sossego das saídas e entradas, listas da UEFA, etc. é preciso muita concentração!
O nosso rival gosta de arranjar inimigos e fantasmas para se sentir motivado. Já ouvimos o treinador e alguns jogadores dizerem que os querem derrubar, que se vão manter na guerra e que nada nem ninguém os vai desviar dos objectivos, etc e tal. Compreendo-os. Mas será que é proibido mais alguém ganhar campeonatos e Taças em Portugal?!
O Benfica não tem de derrubar ninguém. Tem é de continuar a jogar com a virtude que tem conseguido até agora! Se o fizer, conseguirá impôr-se naturalmente sem pisar ninguém! E ganhar será muito mais fácil."

João Diogo, in O Benfica

Nevoeiro sem D. Sebastião

"Andamos há séculos à espera que do nevoeiro saia um D. Sebastião, o de Alcácer-Quibir ou qualquer outro que tenha lugar na nossa imaginação messiânica. Mas ele nunca se deu a ver e é quase certo que assim irá manter-se. Do nevoeiro o que saiu, e digno de aplauso, foi o 2-0 ao Nacional da Madeira, após uma penosa jornada que o nevoeiro não poupou os olhos dos telespectadores como eu, sempre em busca da bola no meio da espessura da bruma sebastianista.

De jornada para jornada, este Benfica vem ganhando confiança confiança e transmitindo confiança aos adeptos, que não vêem razões, mesmo no meio de uma noite de denso nevoeiro, para que o Benfica não recupere o título. Tem equipa, tem talento, tem energia e tem estratégia. O que falta talvez apurar é o equilíbrio entre o pujante futebol-espectáculo que se afirma logo desde o início com uma estratégia de manutenção do resultado quando ele já corresponde à necessidade de pontuar. É sabido que não é fácil gerir esta dualidade, sobretudo quando há jovens jogadores talentosos a tentarem confirmar e consolidar a titularidade.

Esse sangue novo, combinado com o da experiência, não falta a este Benfica que já conseguiu assinar algumas exibições de alta qualidade, confirmando a excelentes forma de jogadores essenciais. Acreditar é, no Futebol como noutras actividades humanas, mais de meio caminho andado para se ganhar. E essa crença existe, sobretudo por não estar ferida pela insegurança na retaguarda, que não cara saiu na época passada. Artur Moraes é cada vez mais o homem certo nas redes certas. E, como é sabido neste domínio nem tudo o que vem à rede é bom guarda-redes.

Do jogo com o Nacional vieram três pontos e dois golos dignos de registo, que não se perderam na bruma insular. E tão densa ela era que ouvi de um relatador-narrador televisivo esta frase antológica: 'Maxi anda sempre de Candeias nas Costas'. É que de outra forma não se conseguia mesmo ver o que se passava no relvado."


José Jorge Letria, in O Benfica

Novo Benfica?

"Há ou não há um novo Benfica? Quanto vale a versão 20011/12? Os primeiros sinais são prometedores, indiciam capacidade bastante para uma temporada auspiciosa. E aquela igualdade, em Barcelos, na ronda inaugural da Liga? É verdade que beliscou o alicerce emocional do universo benfiquista, mas terá sido um aviso sério para levar em linha de conta com avolumado sentido de responsabilidade.

Depois do empate com o Gil Vicente, a senda tem sido vitoriosa. Melhor do que isso, pelo menos a espaços, a equipa tem proporcionados momentos de futebol excitante e muito eficaz. Razões de sobra para o elevar os níveis de confiança. Razões de sobra para concitar o apoio incondicional da falange adepta.

A começar pela baliza, onde Artur pegou de estaca e confere enorme segurança, até ao reforçado ataque, este Benfica tem mais e melhores soluções do que na pretérita temporada. Admitindo que alguns jogadores estão ainda em período de adaptação, parece legítimo esperar que o colectivo vai mesmo evoluir com o tempo. E quem hoje olhar para o banco de suplentes, percebe que existem alternativas consistentes que podem ajudar a resolver qualquer embate.

Manter um lugar no alto da tabela, sobretudo não deixar que se desenhe um significativo fosso pontual para o FC Porto, garantir a passagem à ronda seguinte da Liga dos Campeões são objectivos, nos próximos meses, tão exequíveis quanto geradores de entusiasmo."


João Malheiro, in O Benfica

O camião...

"1. Há semanas circulava na internet a imagem de um novo autocarro do Benfica com três andares e estava na moda a crítica à política de aquisições do Clube, antevendo-se o pior para a equipa liderada por Jorge Jesus. Depois, o Benfica começou a jogar e a ganhar, as piadas e as críticas serenaram e, terminado o longuíssimo período de transferências (uma vergonha permitida pelas altas instâncias internacionais do Futebol), o autocarro do Benfica, pelos vistos, regressou à sua dimensão habitual: a equipa joga com 11, no banco sentam-se mais sete e nas bancadas ficam mais alguns, poucos... como sempre. E como a equipa tem vindo a jogar bem, já ninguém se lembra das críticas e dos críticos de há umas semanas. Bem pior estão aqueles que parecia terem no dirigente para o Futebol e no director desportivo as grandes vedetas do 'defeso', tantos os elogios recebidos por cada nova 'unha de leão' que aparecia. Afinal, a equipa começa a jogar, das novas 'unhas' só duas ou três se apresentam em campo e depois ainda são dois dos eleitos do treinador a serem 'despachados' à última hora. Mas isso é lá com eles...

2. O Atletismo do Benfica continua em 'grande'. Entre os melhores portugueses presentes no Mundial que terminou na Coreia estiveram vários benfiquistas, três dos quais em grande plano: Nelson Évora, a caminho do regresso aos pódios mundiais, já foi 5.º, após prolongada ausência; Marco Fortes fez história, ao tornar-se o primeiro lançador português em finais mundiais e logo com um 6.º lugar; Marisa Barros, também ela com uma época recheada de problemas, foi 9.ª na maratona; e o jovem Marcos Chuva estreou-se com bem honrosa presença na final do comprimento (10.º).

3. O jornal A Bola colocou à venda um jogo sobre a história do Sport Lisboa e Benfica. Ideia feliz, que o Benfica apadrinhou, sendo produto oficial do Clube. O problema são os numerosos erros que contém, alguns dos quais, no mínimo, vergonhosos e indelicados. Dois exemplos de perguntas: qual das Taças dos Campeões Europeus conquistou o Benfica tendo como presidente António Mundrunga? Qual o treinador português, com apelido de um herbívoro, que treinou o Benfica em 1967/68 e 1973/74 ? Como pode o Benfica licenciar um jogo destes, sem se certificar de que a sua história é, no mínimo, preservada?"


Arons de Carvalho, in O Benfica

Começo

"É apenas o começo mas já temos um plantel e uma equipa capazes de dar alegrias aos benfiquistas, que bem as merecem depois de um ano de sofrimento. Quem leia os formadores de opinião fica com a ideia que o Benfica contratou paletes de jogadores com as quais se empenhou até aos cabelos. Mas isso é o que quer fazer crer a máquina de propaganda do Sistema. O Benfica formou com um plantel renovado - que bem precisava - com soluções que não tinha na época passada, e com atletas em formação e rodagem que um dia reforçarão a equipa, um colectivo realista em termos financeiros, com grandes jogadores contratados a custo zero - como é o caso de Nolito - e a contratação mais dispendiosa, a de Witsel, plenamente justificada pela elevada qualidade e potencial que o atleta já vem demonstrando. E tudo isto coberto pelas vendas que ainda renderam lucros. Não quer isso dizer que concorde com todas as saídas, definitivas ou provisórias, e entradas. Mas a minha é só uma das milhentas opiniões que cabem num Clube imenso e plural.

Os resultados já estão à vista, nos primeiros jogos, designadamente para o acesso à Champions, mas isto é só o começo. O Benfica tem jogado melhor, de jogo para jogo, e o conhecimento e entrosamento dos jogadores faz prever que assim continue. Em algumas outras modalidades, os reforços anunciados também prometem melhoria das prestações do Benfica, prova provada de que o Clube tem uma Direcção atenta, competente e que não olha a sacrifícios, até de ordem pessoal, para que o Benfica dignifique os seus pergaminhos e constitua motivo de orgulho e alegria da grande Nação Benfiquista.

Uma nota a terminar para registar o brilho dos campeões benfiquistas a iluminar a modesta presença portuguesa no Mundial de Atletismo."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Das certezas inabaláveis

"Terminou a época de transferências. Ao longo de dois longos meses, depositamos a esperança de que as contratações sejam reforços e não desilusões. Sofremos com a possibilidade de vermos alguns dos nossos futebolistas preferidos a mudar de ares e vamos desconfiando do discernimento de quem tem a responsabilidade de formar um plantel equilibrado e capaz.

Há uns três anos, levei uma das maiores lições de futebol de que me recordo. Habituado que estava a formar planteis em diferentes jogos de computador e em muitas conversas de café, lá parti eu, cheio de certezas alicerçadas no empirismo de quem nunca teve a responsabilidade de formar um plantel com futebolistas reais num mundo real, para uma conversa com uma das maiores glórias do futebol português e internacional, e que tinha como função concretizar a construção de um plantel para ser campeão. Em poucos minutos percebi que eu nada sabia do que era um plantel, de como se formava, dos pressupostos. Poucos minutos bastaram para perceber que a ignorância é ousada e que muitas (mas não todas) das críticas que se fazem ao trabalho dos profissionais se deve ao puro desconhecimento do que é a realidade. Nesse dia, antes daquela conversa, achava que aquele plantel estava desequilibrado e não oferecia grandes esperanças. Após a conversa, percebia a lógica e a coerência que estavam subjacentes à sua construção.

No entanto, continuava teimosamente convicto de que havia decisões muito erradas, particularmente na construção de todo o lado esquerdo da equipa. Lembro-me bem de que, nesse dia, critiquei desbragadamente a saída de Reyes, a decisão de manter Di Maria no plantel e a possibilidade de um dia vir a ter o Fábio Coentrão como defesa esquerdo…"


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Mais jovem, mais português

"Com o mercado encerrado e com os plantéis finalmente definidos, é possível encontrar algumas curiosidades em redor das principais equipas do Futebol português.

Uma delas é o facto do Benfica ser, de entre os três "grandes", aquele que inscreveu mais jogadores portugueses no seu planteI, e também o que contabiliza mais jovens oriundos da Formação. Não era assim no passado recente, mas um olhar sobre os novos plantéis permite-nos chegar a essa conclusão.

Enquanto o Sporting inscreveu sete portugueses (a saber, Rui Patrício, Tiago, João Pereira, Carriço, Pereirinha, André Santos e André Martins), e o FC Porto apenas cinco (Kadu, Rafa, Rolando, Moutinho e Varela), o nosso clube conta com oito jogadores de nacionalidade lusa: Eduardo, Mika, Miguel Vítor, Luís Martins, Ruben Amorim, Ruben Pinto, David Simão e Nélson Oliveira.

Se atendermos, especificamente, aos atletas formados em cada clube, também o Benfica leva vantagem. Enquanto no planteI do Sporting vemos cinco atletas oriundos das suas escolas, e no FC Porto apenas um, no do Benfica temos seis jogadores da Formação. E não se conta aqui com o jovem Bruno Varela, ainda júnior, presença assídua nos treinos da equipa principal, e suplente na Choupana.

Além dos referidos, muitos outros rodam espalhados por equipas portuguesas e estrangeiras. Roderick é apenas um exemplo de alguém com quem o Benfica conta, e muito, para o seu futuro.

Quando se criticam os clubes portugueses, acusando-os de não apostar nos seus jovens, não é certamente deste Benfica que estão a falar.

Espera-se que a aposta frutifique. Está provado que não pode ser apenas a Formação a sustentar um projecto ao mais alto nivel. Com as imposições da UEFA, e com a crise económica a não dar tréguas, restam poucas dúvidas de que este tenha de ser um dos caminhos a explorar."


Luís Fialho, in O Benfica

O centro do poder regressa à FPF

"As eleições para a FPF que passou a contar com a arbitragem do futebol profissional, estão na ordem do dia. E ainda faltam 90 dias...


Dentro de três meses realizam-se eleições para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Durante os anos em que a Liga de Clubes foi morada da Disciplina e Arbitragem do futebol profissional (especialmente esta última porque o Conselho de Justiça, órgão de recurso da Comissão Disciplina da Liga, manteve-se na FPF) as eleições federativas tiveram um interesse que não se compara com aquele que agora se vê.

Posto isto, nos próximos 90 dias vamos assistir a uma permanente contagem de espingardas entre os delegados dos vários sócios federativos, com capacidade de voto na AG eleitoral da FPF.

Sabendo-se como são volúveis as convicções nesta área, há muito a esperar, no campo da análise, deste longo período pré-eleitoral, em que a famosa frase de Pimenta Machado, «no futebol, o que hoje é verdade amanhã é mentira», vai ser amiúde utilizada...

Mas vamos a factos: no terreno, além de António Sequeira, que não congrega apoios significativos, está já Filipe Soares Franco, que teve na apresentação da sua candidatura, entre outros, os presidentes das Associações de Lisboa, Braga e Coimbra. Uma vez que Soares Franco é um homem responsável e experiente, não é crível que tenha colocado o seu nome numa corrida deste calibre sem ter garantido apoios de peso. Logo, se não for traído, usado e deitado fora é candidato a levar em conta.

Mas há também Fernando Gomes, presidente da Liga, proposto pelos clubes da Liga Orangina e elogiado pela generalidade dos emblemas, que recebeu ontem o apoio expresso de Hermínio Loureiro, o homem que o Sporting gostava de ver na FPF e que não se coloca fora da liça, caso Gomes não avance. Um ou outro, quiçá os dois na mesma lista, são nomes incontornáveis neste momento de arranque.

Outra figura, que durante muitos meses andou nas bocas do Mundo e chegou a manifestar, ainda há pouco tempo, disponibilidade para uma candidatura, perdeu, ao longo da semana que passou, o melhor timing para apresentar armas e argumentos. Fernando Seara. Ainda falta muito tempo, é verdade, mas o presidente da Câmara de Sintra deixou-se antecipar e isso pode vir a sair-lhe caro.

E há a posição de Pinto da Costa, que deve ser analisada com cuidado, uma vez que é produto da sabedoria dos anciões: «políticos não», diz (como se isso alguma vez tivesse sido razão para ele apoiar ou deixar de apoiar...); porquê? Aliás, quem era presidente da Liga antes de Hermínio? E quantos Dragões de Ouro ou Prata não deu já a tantos políticos?

Mas, justiça lhe seja feita, PC nunca ligou muito à coerência. Melhor dizendo, a única coerência que se lhe conhece é defender o FC Porto... sem olhar a meios.

..."


José Manuel Delgado, in A Bola

A tentação da urna

"Vamos então à política do momento, na perspetiva de um “observador” médio e atento. Tendo em conta os almoços, os jantares, as conferências e as reuniões, esta foi uma semana de movimentações finais e decisões estratégicas, tendo em vista as eleições para presidente e para a direção da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Os atores já são conhecidos e as suas ambições não escapam escondidas: Fernando Gomes (e os seus “progenitores”), Soares Franco, Hermínio Loureiro e Fernando Seara, com governantes pelo meio. Nessas movimentações e decisões devem ter conflituado apoios dos associados da FPF e nomes, varieados, em particular para os “vice-presidentes” (e pelouros respetivos, nomeadamente as desejadas “relações internacionais” e cargo remunerado na UEFA) e para secretário-geral da FPF. Para já, isto. Depois, ainda perceber quem poderá advogar-se para a Disciplina (um presidente e dois vice-presidentes, um para a secção das competições da Liga e outro para a secção das provas “não profissionais”), para a Arbitragem (um presidente e três vice-presidentes, entre os quais um para a secção das classificações dos árbitros) e para a Justiça (órgão superior de recurso). Em aberto fica a possibilidade de se esperar para ver se há lista única ou várias listas para esses órgãos, sabendo que, nesta última hipótese, a aplicação do método de Hondt vai naturalmente dinamitar a prazo e, em função dos intervenientes nos “casos” e nos processos, a coesão de cada um deles; logo, as lideranças em cada um deles serão cruciais. Para últimas núpcias ficam a assembleia geral e o conselho fiscal. Assim:
1. Soares Franco identificou os “cenários”, desapontou-se, hesitou. Terá falado novamente. Confirmou incentivos e presenças. Avançou na 5.ª feira ao fim da manhã. A crença durou horas; desenganou-se ao fim do dia.
2. Fernando Gomes, utilizando o palco da Liga, preparou, com sondagens e tempo, o “assalto” à FPF, na qualidade de “conhecedor” (testa-de-ferro) do futebol. Na 5.ª feira à tarde, Gomes leva consigo um “papel escrito” e apresenta um “manifesto eleitoral” no Conselho de “Clubes” (pois nesse mesmo dia deixou de ser só dos presidentes). Antes, os clubes da Segunda Liga reúnem-se e, ouvido o manifesto, fazem o apelo à candidatura – serviu de porta-voz o clube de Oliveira de Azeméis… Sensibilizado e, quiçá, apanhado desprevenido, mas confiante nos fiéis das suas missas, Gomes pede para refletir. Corre o risco de ser engolido pelos acólitos do momento. Porém, aprendeu que não há só anjinhos no céu.
3. Fernando Seara ainda gere o tempo que deixoude ter.
4. Hermínio Loureiro espera. Com o seu tempo para gerir.
5. Por fim: as eleições propriamente ditas. São 84 delegados a votar: 42 correspondem a designados pelas associações (50%, portanto…), 21 são da Liga, 6 são dos treinadores, mais 6 são dos jogadores profissionais e ainda mais 6 são dos árbitros; os três últimos são os presidentes das associações de dirigentes, dos médicos e dos enfermeiros/massagistas. Cada um com o seu voto secreto, no escurinho da urna…
Agora é só fazer as contas!"


Damir Skomina !!!

Não costumo fazer post's comentando as nomeações arbitrais, mas recordam-se da épica vitória em Marselha?!!! Com uma das mais nojentas arbitragens que levámos na UEFA nos últimos tempos!!! (e têm sido muitas!!!) Pois bem, o artista vem apitar o Benfica - Man United!!!