Últimas indefectivações

quarta-feira, 22 de abril de 2026

🎬 Os bastidores da vitória no dérbi!

O Erro !!!

Diretamente de Mirandela !!!

Certo quando se erra, errado quando se acerta?!!!

Fundação: Rego vs. Afonso

Babalu dixit:

O dinheiro que não existe


"Portugal tem um talento particular para discutir a divisão de um bolo que quase ninguém tratou de fazer crescer. Nos direitos televisivos do futebol, esse talento tornou-se método. Reuniões, declarações, propostas, contrapropostas. Muito ruído, pouca consequência. E uma pergunta que continua por fazer. Quanto vale, hoje, o futebol português?
O debate foi desviado para a distribuição. Quem recebe mais, quem recebe menos, se é justo, se equilibra, se protege. São questões legítimas, mas secundárias. Todas partem do mesmo erro de base: assumir que o problema está na forma como o dinheiro é dividido. Não está.
O problema está no valor. No valor real que o campeonato consegue gerar num mercado onde ninguém paga por boas intenções.
E a resposta, sendo séria, não é confortável. O futebol português vale menos do que podia. E, em alguns pontos, menos do que devia. Não por falta de talento. Esse continua a sair em quantidade e qualidade suficientes para alimentar as maiores ligas do mundo. Não por falta de história. Essa ninguém nos tira. Vale menos porque, quando o produto é analisado de fora, há demasiadas coisas que não acompanham o que hoje se exige.
Olhe-se para o básico. Relvados irregulares, jornadas em que a qualidade do jogo começa condicionada antes do apito inicial. Quem paga direitos não compra imprevisibilidade neste ponto. Compra um padrão.
Olhe-se para o ritmo. Jogos interrompidos, pouco tempo útil, uma sensação de que o jogo anda mais a ser gerido do que jogado. Num contexto em que qualquer adepto tem acesso imediato às principais ligas europeias, isto não é um detalhe técnico. É um fator de escolha. E quando há escolha, há comparação. E quando há comparação, alguém perde.
Olhe-se para a arbitragem. Não pelo erro, que é universal, mas pela inconsistência. O mesmo lance, decisões diferentes. O VAR, que devia reduzir a incerteza, muitas vezes prolonga-a. Para quem está fora, a leitura é simples: menor previsibilidade, menor confiança. E um produto em que não se confia vale menos.
Olhe-se para a forma como o jogo é apresentado. Houve evolução, é justo reconhecê-lo. Mas não chega. A diferença face às ligas que disputam a mesma atenção continua visível. Não é apenas tecnologia. É construção de espetáculo. É a capacidade de transformar um jogo médio num evento interessante.
E depois há o que não foi feito.
A internacionalização nunca passou do potencial. Existe uma diáspora relevante, existe interesse, existe matéria-prima para trabalhar. No entanto, continuamos a agir como se bastasse esperar que o mercado fizesse sozinho o que nunca lhe foi verdadeiramente proposto.
A pirataria seguiu o mesmo padrão de complacência. Durante anos, foi sendo tolerada como inevitável. Não é inevitável. É combatida noutros mercados com resultados concretos. Cada transmissão ilegal é valor que sai do sistema.
Perante este quadro, a centralização não pode aparecer como solução mágica. Pode ser parte do caminho. Traz escala, pode melhorar o poder negocial, introduz alguma previsibilidade. Mas convém não confundir instrumento com resultado. Centralizar não cria valor.
Se o produto não melhorar, a centralização limita-se a redistribuir um valor que continua curto. E há um risco claro: tornar ainda mais evidente a fragilidade que já existe.
Há ainda um ponto que raramente entra na conversa porque complica os consensos. Nem todos criaram o mesmo valor.
Nem todos investiram da mesma forma. Há clubes que construíram marca, que melhoraram infraestruturas, que geraram audiências de forma consistente. Esse trabalho não desaparece por decreto. Tem impacto real no valor global do produto.
Ignorá-lo não resolve o problema. Apenas cria outro.
A centralização facultativa, neste momento, poderia ser uma tentativa imperfeita de lidar com essa realidade. Não é uma solução acabada. Mas parte de um princípio que a discussão dominante evita: não faz sentido, neste momento, sem um padrão de exigência cumprido por todos os clubes, tratar de forma igual quem contribui de forma diferente para o valor global.
No fundo, a questão é simples e tem uma resposta difícil. Como se constrói um modelo mais forte penalizando quem mais valor gera?
Enquanto essa resposta não existir, o debate continuará incompleto.
O futebol português precisa de fazer um exercício que tem evitado: perceber que não compete apenas com o clube do lado, mas com ligas que investiram anos a construir valor e que hoje colhem esse trabalho.
Precisa de relvados que não sejam tema. De jogos que fluam. De decisões que transmitam confiança. De transmissões que valorizem o espetáculo.
Precisa, sobretudo, de exigência.
Porque isto não se resolve apenas em reuniões. Resolve-se no terreno, jornada após jornada, decisão após decisão. Podemos continuar a discutir percentagens. A conversa é necessária. Mas é a segunda.
A primeira continua por fazer.
E enquanto continuar por fazer, vamos manter este exercício peculiar: discutir, com enorme detalhe, como dividir um valor que quase ninguém conseguiu fazer crescer.
O problema não é a divisão.
É o dinheiro que não existe."

O campeonato do Benfica não é ganhar ao Sporting


"O Sport Lisboa e Benfica é, por natureza, um clube de vitórias. Não se trata de retórica nem de memória seletiva. Trata-se de identidade. O Benfica nasceu para ganhar, não para se conformar.
A década de 90 marcou o período mais crítico da nossa história contemporânea. Um clube financeiramente fragilizado, desportivamente errático, institucionalmente vulnerável. A crise não foi circunstancial, foi estrutural. E exigiu decisões difíceis, muitas delas incompreendidas no seu tempo, mas determinantes para a reconstrução. Como escreveu José Saramago, é preciso sair da ilha para ver a ilha. Foi isso que o Benfica fez. Com custos. Com erros. Mas com direção.
Escrevo longe de Portugal, numa noite de domingo, após uma vitória frente ao Sporting Clube de Portugal que, paradoxalmente, me deixa insatisfeito. Porque há vitórias que não resolvem o essencial. Ganhar um dérbi tem valor, mas não define uma época. Não corrige um percurso. Não substitui um projeto. Mesmo o segundo lugar, a concretizar-se, não responde àquilo que o Benfica deve ser. O nosso campeonato não é esse.
Esta reflexão não nasce do impulso do momento. Precede o jogo. Resulta de uma inquietação mais profunda. O Benfica de hoje revela sinais preocupantes de regressão. Não tanto pela posição classificativa, mas pela ausência de um rumo claro. Falta visão estratégica. Falta coerência na decisão. Falta densidade no pensamento.
A gestão em regime de contingência tem consequências inevitáveis. O insucesso desportivo não é um acaso, é um padrão. A política de contratações evidencia inconsistência. A instabilidade técnica tornou-se recorrente. Os custos acumulam-se, dentro e fora de campo. Paralelamente, a marca Benfica perde tração. Projetos anunciados e não concretizados, hesitações em dossiês estruturais, perda de protagonismo em temas centrais como os direitos televisivos. A Cidade Desportiva permanece uma promessa adiada. O Benfica District, uma incógnita prolongada. Estes sinais, tomados em conjunto, configuram mais do que episódios. Configuram uma tendência.
Há seis meses, os sócios pronunciaram-se de forma inequívoca. Rui Costa foi eleito com a maior votação de sempre. Um mandato robusto, sustentado numa confiança clara. Mas a confiança, em instituições exigentes, é sempre condicional ao desempenho. E o tempo de mandato que falta (mais de três anos!) não pode ser uma extensão do que já se verificou.
O que hoje se observa é um Benfica desprovido de intensidade competitiva. Uma equipa sem a expressão emocional que historicamente a caracterizou. Falta energia, falta convicção, falta aquela tensão positiva que distingue quem compete para ganhar de quem apenas cumpre calendário. E essa insuficiência não se explica apenas por fatores técnicos. Tem origem no ambiente organizacional, na cultura interna, no grau de exigência que a estrutura impõe a si própria.
Este cenário contrasta, de forma evidente, com o comportamento dos adeptos. A presença constante, o apoio incondicional, a mobilização permanente. O Benfica continua a ser sustentado por uma base social que não abdica, que não desiste, que não negoceia a sua paixão. É precisamente por isso que o clube não pode falhar nesse compromisso implícito.
O momento exige mais do que correções pontuais. Exige densidade. Exige competência. Exige uma reconfiguração rigorosa da estrutura, com recurso às melhores soluções disponíveis. Porque, no Benfica, os resultados não são um efeito colateral. São a própria razão de ser.
Sem essa inversão, o risco é claro: a banalização competitiva. Um Benfica previsível, permeável, desprovido da autoridade que historicamente impôs. Um Benfica onde o adversário entra na Luz com expectativa, não com respeito. Esse seria um desvio inaceitável àquilo que o clube representa.
Não é tempo de roturas inconsequentes nem de conflitos estéreis. É tempo de construção séria. De agregação qualificada. De reconhecimento de que a complexidade do momento exige abertura e inteligência coletiva. Foi essa leitura que Manuel Vilarinho teve ao integrar Luís Filipe Vieira no projeto desportivo. Não por conveniência, mas por necessidade estratégica.
Os estatutos do Benfica não impedem a criação de um Conselho Estratégico. Um órgão consultivo, plural, apto a integrar diferentes perspetivas e competências.
Por essa razão, solicitei ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral que a criação deste Conselho seja levada a votação na próxima Assembleia. Porque organizações complexas não se fortalecem em circuito fechado. Fortalecem-se na diversidade de pensamento, na capacidade de escrutínio e na inteligência coletiva.
O universo benfiquista dispõe de capital humano qualificado. De ideias estruturadas. De experiências relevantes. Muitos dos candidatos às últimas eleições apresentaram contributos que merecem ser considerados. A divergência, quando bem enquadrada, não fragiliza. Enriquece.
A eventual ausência da UEFA Champions League agravará as exigências. Do ponto de vista financeiro, desportivo e reputacional. Não há margem para ilusões. O Benfica precisa de recuperar, em tempo útil, a sua capacidade competitiva plena.
A crítica, quando fundamentada, não deve ser evitada. Deve ser integrada. Porque aquilo que nos une ultrapassa largamente aquilo que nos distingue. O Benfica é, por definição, uma comunidade exigente.
Benfica não se explica. Sente-se. E quando esse sentir é pleno, indisciplinado e intransigente, não admite concessões nem tolera desvios. Não se revê na mediania, nem se satisfaz com o acessório. Porque, no Benfica, ganhar não é uma aspiração circunstancial. É critério. É referência. É ser Benfica.
O Benfica precisa de todos, e tenho a certeza que todos os benfiquistas estarão presentes."

Recap | UEFA Youth League 2025/26

Falar Benfica #243 - Lisboa novamente vermelha e branca, Moreirense e modalidades

Terceiro Anel: Bola ao Centro #197 - VITORIA NO DERBI COM SENHORIO!!!

Possessivo: Sporting...

O Benfica Somos Nós - S05E53 - sporting Lisbon vs BENFICA

SportTV: Titulares - Águia domina em alvalade e final antecipada no Dragão

BF: Mercado...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Respeito e ambição: as palavras de Farioli e Rui Borges antes do clássico

Observador: E o Campeão é... - Sporting com mais lesionados. O que se passa com a equipa?

Observador: Três Toques - Óscar Cardozo termina carreira