Últimas indefectivações
quarta-feira, 10 de julho de 2024
Este vai ser despedido!
João Félix, um dos portugueses em destaque no Mundial'2022, fez 104 minutos no Euro. No único jogo como titular, foi um dos melhores da equipa. Portugal não marcou durante 364'. O resto envolve gestão de expectativas e até dá para metê-lo numa frase com Gyökeres. Podem continuar. pic.twitter.com/ORqFRB4J0I
— Rafael Soares (@RafaelP_Soares) July 8, 2024
O silêncio dos cumplices!
O Sporting nunca precisa de vender, acerta todas as contratações e todas as saídas são planeadas. Tudo o que os seus jogadores fazem, é com o aval da direção e estrutura. Todas as negociações são estritamente conduzidas pela gestão de excelência de Varandas, Amorim e Hugo Viana. pic.twitter.com/oiCKqE6sUA
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) July 9, 2024
Fé...
Benfiquistas dizem presente com enorme % de renovação dos Red Pass 🔴⚪️🦅pic.twitter.com/4YEcnvohdt
— O Fura-Redes (@OFuraRedes) July 9, 2024
Cicerone especial
"Nesta edição da BNews, o destaque recai no mais recente conteúdo BPlay, desta feita protagonizado por Florentino e Leandro Barreiro, e no sucesso da renovação de Red Pass.
1. Renovação imensa
Mais de 98% dos Red Pass foram renovados, o que equivale a mais de 44 mil lugares de época que continuam com o mesmo detentor. Sobram 803 lugares, os quais estão disponíveis para os Sócios em lista de espera, a qual atinge os 17 359 pedidos.
2. Visita guiada
Formado no Benfica Campus, Florentino mostra os cantos à casa ao reforço Leandro Barreiro.
3. Intensidade e muita bola
4. Inspiradoras em campo
A equipa feminina de futebol do Benfica já trabalha no relvado e a jovem guarda-redes Thais Lima aborda a nova temporada.
5. Sub-23 começam a pré-época
Vítor Vinha, o novo treinador neste escalão, refere que "o objetivo é potenciar a identidade Benfica".
6. Hendecacampeãs nacionais
Cata Flores, em entrevista à BTV, revela os segredos de mais um título no hóquei em patins feminino e partilha a ambição por novas conquistas.
E amanhã, às 18h00, as hendecacampeãs nacionais dão uma sessão de autógrafos na Benfica Official Store do Estádio da Luz.
7. Nos Jogos Olímpicos
Miguel Sánchez, andebolista do Benfica, está convocado pela seleção espanhola para os Jogos Olímpicos.
8. Benfica 1 minuto
A atividade benfiquista dos últimos dias em 1 minuto.
9. Casa Benfica Vizela
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 20.º aniversário."
Bielsa e João Félix
"A rábula perdeu força quando todos percebemos que outros treinadores, que não Diego Simeone, produziram em João Félix exatamente o mesmo efeito
A reflexão mais interessante dos últimos tempos sobre o futebol moderno aconteceu na improvável cidade de Paradise, no estado do Nevada, onde a seleção do Uruguai acabara de disputar os quartos de final da Copa América, tendo levado a melhor nos penáltis. Explicou Marcelo Bielsa: «O futebol tem cada vez mais espectadores e é cada vez menos atrativo. Se não garantirmos que o jogo a que as pessoas assistem é agradável, isso beneficiará apenas o negócio. Mas ao negócio só interessa saber quantas pessoas assistem ao jogo.»
A inspiração que faltou aos jogadores, co-responsáveis por mais um jogo de futebol bastante chato entre o Uruguai e o respetivo adversário, nunca falta a Bielsa quando tem que produzir reflexões de caráter geral sobre o futebol. Há alguns anos que o Bielsa treinador é menos interessante do que o Bielsa comentador de futebol, mas as suas palavras dão gosto ouvir e contêm algumas verdades em que vale a pena pensar, mesmo que em nenhum momento Marcelo Bielsa pareça lembrar-se que foi a evolução deste mesmo modelo económico que o tornou milionário e lhe permitiu ter uma experiência pessoal e profissional, ao serviço do futebol, inalcançável pela maioria das pessoas.
Poderia dizer-se que Bielsa é um revolucionário que opera a mudança a partir de dentro, mas também não é bem verdade. As equipas de Bielsa também correspondem mais vezes ao futebol chato e uniformizado do que o próprio parece ser capaz de admitir. Não invalida, por isso, que o próprio se considere um dos culpados pelo estado atual do futebol, ainda que Bielsa não tenha reconhecido isso durante uma conferência de imprensa que levou todas as pessoas nascidas antes de 1995 a suspirarem por Romário, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Rivaldo, e outros que tais, e todas as pessoas nascidas desde então a perguntar de que raio está Bielsa a falar.
Enquanto membro integrante do primeiro grupo, sinto que devo usar o meu enviesamento natural para discorrer sobre João Félix, jogador agora conhecido como jovem irresponsável e grande culpado pela eliminação de Portugal no Euro-2024. O futebol que conhecemos nasceu no apaixonante Cruyff, com o objetivo de desenhar sucessivos triângulos no relvado até uma equipa marcar mais golos do que o seu adversário. Desde então, a coisa tem evoluído com múltiplos discípulos mais ou menos óbvios, de Guardiola a Klopp, e fez com que o futebol transformasse, gradualmente, jogadores como João Félix em personagens sem pátria técnico-tática, situados entre o génio e o indolente, mas sem direito a serem ambas as coisas. Essa conquista da sociedade foi perdida há algum tempo e, lamento informar, os estádios continuaram cheios e o futebol continuou a crescer. Isso acontece porque o futebol continua a preservar inúmeras formas de ser interessante, seja por via do seu atleticismo, seja por via da propaganda digital que tornou os modelos táticos rígidos da atualidade uma espécie de crescendo musical que já todos sabemos como acaba mas não nos cansamos de ver e dissecar (Guardiola sem Messi, Klopp na idade adulta, Xabi Alonso a cristalizar-se), ou ainda porque esses mesmos modelos aparentemente rígidos também produzem equipas frequentemente avassaladoras e caóticas (vale a pena ouvir os jogadores treinados por Ancelotti).
O que parece ter morrido mesmo foi a possibilidade de alguém, num jogo a sério — daqueles que estão a destruir o futebol, mas que toda a gente vê — ser apenas João Félix. Contra mim falo, que o acho genial mas também irritante. Jogadores como Félix perderam o direito a serem simultaneamente geniais e preguiçosos. A única forma de os tolerarmos é se trabalharem para o coletivo, mesmo que o coletivo nem sempre trabalhe para o indivíduos. Tornou-se hábito, nos últimos anos, falar de Diego Simeone como uma espécie de monstro que atrofiou João Félix quase ao ponto da invalidez permanente. A rábula perdeu força quando todos percebemos que outros treinadores produziram em João Félix exatamente o mesmo resultado. Os seus momentos de genialidade são frequentemente definidos como demonstrações cabais daquilo que pessoas como Bielsa dizem faltar ao futebol. Os momentos em que se desliga do jogo, porque nem sempre está para se chatear e a vida é mesmo assim, são aqueles em que sentenciamos Félix a ser só mais uma esperança que sucumbiu perante a sua própria falta de profissionalismo.
Desengane-se o leitor se acha que eu sei como é que saímos disto. Acho que não há escapatória possível, a não ser que se abdique da vontade de ganhar no futebol atual. Se o leitor tiver uma equipa ou uma seleção favorita, pensará duas vezes antes de aceitar o suicídio competitivo em prol de uma dimensão primordialmente estética. Cederá ao seu instinto mais primário, na versão atualizada, que é o de questionar por que raio João Félix não é melhor a reagir à posse, a bascular, a fazer outra coisa qualquer com nome de procedimento cirúrgico, ou, no fundo, tarefas que antes eram destinadas ao proletariado. O tipo futebol que João Félix exibe meia dúzia de vezes a cada 90 minutos foi possível enquanto tolerámos jogadores que não estavam dispostos a fazer tanto quanto os treinadores lhes pediam, mas que compensavam da única forma que sabiam, muitas vezes tornando o seu antídoto para o aborrecimento durante um jogo de futebol um poder muito superior ao do treinador. E este que se amanhasse perante as evidências. Hoje, confiamos no treinador para domesticar esse atleta até que ele dê menos toques na bola.
Mas, ao contrário do que diz Bielsa, quase ninguém se afastou do jogo por causa disto. A ideia feita de que as pessoas se estão a afastar da modalidade não tem adesão à realidade. Podem consumi-lo de forma diferente, sim, como Bielsa também afirma. Cientes de que um jogo de futebol tem muitos mais momentos chatos do que emocionantes, optam por ver resumos. E quem somos nós para lhes impor outra experiência, se até nós mais velhos nos aborrecemos de morte com tantos jogos? O que acontece é que aprendemos a ver uma modalidade um pouco diferente, ditada hierarquicamente pelos treinadores que, ao longo das últimas décadas, passaram mais tempo a pensar nisto, a pensar fundamentalmente como maximizar o seu ganho desportivo e dar alegrias aos adeptos do clube que lhes paga. São pessoas com uma inteligência prática e teórica acima da média que, munidas da muita informação disponível, chegaram à conclusão de que só conseguiriam ganhar mais vezes se tornassem o futebol menos dependente do génio e mais da realização de uma série de tarefas com maior ou menor qualidade estética. São também os indivíduos responsáveis pelos melhores jogos de futebol dos últimos muitos anos, dos que nos fazem querer ver o seguinte, até darmos por nós a questionar as nossas escolhas de vida num jogo da Liga portuguesa numa segunda-feira à noite.
Bielsa argumenta também que, neste processo, se perdeu uma dimensão de identificação de uma nação ou de um clube de futebol. Acho que há múltiplas dimensões que permitem fazê-lo e muitos clubes cujas identidades se renovaram em função de treinadores modernos, mas consigo sentir a sua dor. Só há um pequeno problema. Não conheço Benfiquistas nem portugueses suficientes que estejam dispostos a participar numa experiência social em que, ao longo de um ou mais anos, testamos a hipótese de jogarmos sempre mais bonito, mas perdermos quase sempre. Essa vitória moral pode ser boa em alguns manifestos de redes sociais e conferências de imprensa, mas do comunicado enviado à CMVM para informar da rescisão do contrato não rezará a mesma história. E, por muito que custe aos líricos, todos convivemos alegremente com esse jogo.
Em suma: se o futebol moderno pudesse ser tão lírico como Bielsa o imagina, o selecionador do Uruguai não teria abordado o jogo com um cinismo eficaz que agora lhe permite disputar as meias-finais. Talvez o cinismo seja um traço definidor dos uruguaios e o jogo pelo qual ficou acordado madrugada dentro seja um hino à essência de ser uruguaio com uma bola nos pés, mas tenho as minhas dúvidas. O facto é que até Bielsa sabe que o futebol romântico pelo qual ele suspira é avistado cada vez menos vezes, inclusivamente nas suas equipas, e se tornou uma nota de rodapé. A Geórgia não quer ser uma seleção caótica e fofinha no meio de outras 23 com boa organização e grandes transições defensivas. A Geórgia quer competir, e é na medição rigorosa desse esforço que ganhará o respeito dos seus cidadãos. Os Camarões não voltarão a jogar em 2x3x4x1 com Roger Milla a dançar lá à frente.
Sei que é um exercício cruel, porque falo do país e de alguns dos jogadores que mais tempo passei a ver jogar, mas até a Holanda de Cruyff, que em 1974 parou o mundo para mostrar a todos o seu futebol total, perdeu a final como tantos outros antes e depois. A influência produzida por essa ideia de jogo perdurou e perdura, com a ligeira nuance de ter sido apurado para garantir o máximo de vitórias possíveis, que ainda são a melhor razão para nos embebedarmos.
Só sairemos daqui se o futebol encontrar algo que hoje me parece impossível: uma forma de monetizar a identificação cultural por via da bola no pé, ao estilo de uma Eurovisão em que o último classificado olha sorridente para a câmara, incapaz de ficar triste porque perdeu, mas antes sorridente porque aconteceu. Ou talvez todos protestemos até o futebol se tornar outra coisa qualquer, ou talvez voltemos a apoiar a equipa da nossa aldeia, porque o importante é somente estar com os amigos. Enquanto nada disso acontece, oremos pela evolução da espécie para que permita o aparecimento de uma próxima geração de génios, ao dispor de todos os clubes e treinadores, tão brilhantes que serão capazes de reagir à posse como um operário e encantar como um João Félix. Temos tempo e vamos esperar, naturalmente, sentados — numa bancada qualquer, a exigir menos conversa e que o jogo prossiga."
Liberté, Égalité, Mbappé
"Jogadores franceses tomaram posição sobre as eleições e ‘ganharam’ ao ódio
O resultado das eleições em França - em que um bloco de partidos de esquerda relegou a extrema-direita de Le Pen para o 3.º lugar - diz muito a uma Europa que se debate com ideias de regressão e sentimentos de medo e ódio que numa História não demasiado distante conduziram este continente e o Mundo para guerras e extermínios em massa. O alívio dos defensores da democracia e dos franceses que acreditam nesta como o melhor caminho possível para a liberdade, igualdade e fraternidade foi muito além do campo da política e sentiu-se também no relvado.
É que enquanto este país aqui tão perto - e com quem partilhamos tanto - refletia sobre tudo isto, houve um conjunto de jogadores da seleção francesa que não teve receio de tomar posição. Mbappé foi o que teve mais impacto, mas Thuram, Koundé, Dembélé, Konaté e Tchouaméni foram outros dos que se posicionaram pela diversidade, tolerância e respeito numa França que tanto ganha no futebol com a multiculturalidade e com esses mesmos valores.
Na passada sexta-feira, Portugal chorou com Pepe e Cristiano com a eliminação do Euro 2024, outra vez pelos franceses, que marcaram cada penálti com pouca diversidade - todos foram excelentes - e que só em 2016 tiveram tolerância com os portugueses (com um golo marcado por um português de Bissau e um cigano a entrar para o lugar de Ronaldo, tão bom!). Desse jogo já muito se disse e escreveu, mas, dois dias depois, até nós, as vítimas de tanta qualidade em campo, podemos e devemos assinalar com todo o respeito a atitude destes jogadores, contra até a própria federação, que foi tentando mostrar nada mais do que neutralidade («Se és neutro em situações de injustiça, escolheste o lado do opressor» - Desmond Tutu).
Num futebol moderno cada vez mais distante das massas, em que os jogadores vivem em redomas de vidro desde muito jovens e os adeptos são cada vez mais vistos como clientes, e em que defender os direitos mais básicos da Humanidade pode parecer uma opinião que pode afastar patrocinadores, prémios e direitos televisivos, as palavras de Mbappé e outros não são só um exemplo de cidadania e do uso de uma plataforma que é a mais importante dentro das coisas menos importantes da vida. Foram um ato de coragem.
Portugal, infelizmente, não está assim tão distante do cenário político que agora vemos em França. Mas tenho dúvidas que os jogadores portugueses ainda pensem e falem como cidadãos preocupados com o que se passa à volta. Recentemente, Miguel Maga, do Penafiel, ousou dizer «25 de Abril sempre, fascismo nunca mais!» - e foi a intervenção política mais marcante do futebol nacional em muito tempo. Entretanto, uma deputada portuguesa publicou uma fotografia do nariz ensanguentado de Mbappé no Euro com a citação «A França aos franceses!». A melhor resposta chegou pelo voto (a beleza da democracia!): Mbappé está do lado certo, ganhou e a França é de todos! Touché!"
Prueba superada, señor Martínez
"Roberto Martínez disse logo, desde o início, que contava com Ronaldo. Mas o que se pensava que fosse uma nova era de gestão equilibrada do avançado português revelou-se um exercício de obediência cega ao mais penoso dos ditames: não toques no Ronaldo
Imagino Roberto Martínez, numa noite fria de Bruxelas, a receber uma cassete (sim, uma cassete) com uma proposta irrecusável: saltar de uma das melhores seleções europeias diretamente para outra, com um ordenado faraónico e num país com melhores condições meteorológicas e gastronómicas. Futebolisticamente era quase o mesmo que treinar a Bélgica: um grupo de jogadores talentosíssimos em quase todos os setores. Ao nível da qualidade de vida, nem se compara, pelo menos para alguém com os rendimentos de Martínez.
Havia uma ressalva, aliás exposta na tal mensagem imaginária: “a sua missão, caro Roberto Martínez, é a de trazer de regresso à seleção portuguesa o capitão Cristiano Ronaldo e voltar a fazer dele o Alfa e o Ómega da equipa de todos nós (menos dos que acham que o Ronaldo de vez em quando devia ir para o banco)”. Não era uma missão sem espinhos. Martínez, homem inteligente, deve ter olhado para as costas dos vizinhos, dos seus antecessores, e percebido que, mesmo aos 38 anos e a jogar na fortíssima liga saudita, Cristiano Ronaldo não é uma força que se enfrente sem pagar o derradeiro preço.
O espanhol lá fez as contas e terá concluído que havia trabalhos piores no mundo. Nunca enganou ninguém. Disse logo que contava com Ronaldo. Mas o que se pensava que fosse uma nova era de gestão equilibrada do avançado português revelou-se um exercício de obediência cega ao mais penoso dos ditames: não toques no Ronaldo. O que antes, atendendo ao extraordinário desempenho do jogador, era uma dança difícil entre as suas características e as necessidades da equipa tornou-se durante este Europeu num dogma surreal: mesmo contra todas as evidências, com os números que tantas vezes foram usados para exaltar Ronaldo a demonstrarem a sua absoluta ineficácia, ele jogou sempre, cada minuto (exceção a uma meia-hora contra a Geórgia) de cada jogo, sempre com aquela esperança, cada vez mais desligada dos factos, de marcar o golo redentor.
Confirmada a eliminação, ainda houve quem tivesse tido o descaramento de apresentar Cristiano como mártir de uma seleção de apóstolos que não o souberam servir: afinal, a culpa de CR7 não ter marcado um único golo – a primeira vez que lhe aconteceu na carreira – de ter passado os jogos perdido no Vietname dos centrais, não é dele, nem da diminuição absolutamente normal das suas faculdades, nem de estar habituado a enfrentar defesas de areia na Arábia e agora ter de lidar com defesas de betão. Não, a culpa é dos seus companheiros, esses coxos, que não lhe oferecem os golos em bandejas de prata.
Como todas as seitas, não é possível argumentar com os cristiano-ronaldistas. Nem é essa a minha intenção. O que queria era fazer uma avaliação de Roberto Martínez. Sendo o mais isento possível, a nota só pode ser positiva. A participação portuguesa não foi um desastre, chegou aos quartos de final, o mínimo dos mínimos, com a atenuante de ter calhado no lado mais difícil do quadro e de ter caído frente a uma equipa muito sólida, e cumpriu a missão que lhe propuseram e que ele aceitou: voltar a fazer da seleção a equipa de Cristiano Ronaldo sem nunca deixar cair o capitão, sem revelar a mínima hesitação, sem nunca fazer pairar sobre o jogador a mais pequena nuvem de desconfiança. Por tudo isto, parabéns, señor Martínez. Como se dizia no Juego de la Oca: prueba superada!"
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