Últimas indefectivações

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Sobre o FC Porto - Benfica


"Independentemente da exibição paupérrima e do cataclismo que aconteceu em campo por parte da equipa do Benfica que deverá envergonhar-nos a todos, há determinadas coisas que não merecem nem podem passar impunes.
Muita gente bem tenta ofuscar o que se passou em campo, mas nós relembramos algumas ocorrências que tiveram influência direta no resultado final.
Sobre o FC Porto, existem dois golos que deveriam ter sido invalidados e que acabaram sendo validados pelo VAR. Porquê? Porque não existem tomates por parte dos árbitros quando vão ao Dragão. Existe uma falta clara no primeiro golo do FC Porto que não é assinalada. Taremi controla a bola com a mão e o VAR nada assinala, deixando a jogada prosseguir e acabando por validar o golo. No segundo golo, Fábio Cardoso interfere claramente na jogada e choca com Helton Leite. O VAR, uma vez mais, nada assinala.
Sobre o Benfica, Darwin marca golo limpo. O VAR logo interrompe e consegue a proeza de escolher, de forma intencionalmente manipulada e deliberada, um frame com uns míseros 4cm de offside quando a bola já tinha partido do pé do portador do passe. Espetacular! Uma salva de palmas para Luís Godinho! Segundo golo do Benfica, desta vez por Otamendi, é uma vez mais mal anulado. A linha, colocada por Luís Godinho, está em cima do pé do jogador do FC Porto e não à frente. Fantástico, uma vez mais! Digno de circo!
Para finalizar, temos ainda a entrada para cartão vermelho de Fábio Cardoso sobre o Darwin. Mais tarde, ficámos a saber que o jogador levou 5 pontos no pé. Veríssimo limitou-se a assinar falta e nem amarelo mostrou ao jogador do FC Porto. O VAR, que tinha a obrigação de interromper e informar da intencionalidade da entrada, nada fez. Deverá ter sido uma avaria técnica.
Reiteramos: nada disto desculpabiliza o que se passou em campo, contudo, é por demais evidente os roubos contínuos de que o Benfica é alvo. Não é pela vitória justíssima do FC Porto – não temos problemas em admiti-lo – que se deve legitimar os roubos constantes a que o Benfica é sujeitado.
Isto já ultrapassa todos os adjetivos qualificáveis. Jogar no Dragão é sinónimo de assalto à mão armada. No próximo jogo lá estará a benção de Pedroto em campo. Só falta o Guarda Abel e completa-se a pandilha toda. Não chamamos a polícia porque esta é complacente.
Relativamente ao que se passou em campo por parte dos jogadores do Benfica, insistimos: foi uma vergonha, mas que não invalida a proporcional vergonha que foi a arbitragem."

domingo, 26 de dezembro de 2021

O Passado Também Chuta: Karel Poborsky


"Karel Poborsky, uma luz no meio da escuridão?

No dia 23 de Junho de 1996, Portugal e República Checa defrontaram-se nos quartos-de-final do Europeu de Futebol que se realizou em Inglaterra.
Num jogo bastante disputado e com incerteza de quem iria passar à fase seguinte, eis que ao minuto 53 um jovem checo de 24 anos desconhecido para a maioria dos portugueses, “tirou um coelho da cartola” e marcou o único golo da partida, carimbando a passagem da sua seleção às meias-finais da prova, onde viria a ser finalista vencida.
Falamos, claro está, de Karel Poborsky, jogador nascido na cidade de Jindrichuv Hradec. A boa prestação individual no Euro ’96 e o tal golo marcado a Portugal fizeram a sua cotação subir em flecha, o que despertou de imediato a atenção dos “tubarões” europeus.
Ironia ou não, o que é certo é que Poborksy não saiu mais de Inglaterra, pois o Manchester United FC não perdeu tempo e contratou o extremo direito. Nos Red Devils nunca se afirmou em definitivo, até porque tinha um tal de David Beckham como concorrente direto na sua posição.
Ainda fez a primeira época completa, mas na seguinte (1997/1998) saiu no mercado de Inverno e foi neste período que entrou o SL Benfica. Contratado pelo clube da Luz na altura pelo Presidente João Vale e Azevedo, a transferência do jogador checo iria dar muito que falar anos mais tarde pelos piores motivos devido aos valores envolvidos no negócio com o clube inglês.
A estreia de Karel Poborsky com a camisola do SL Benfica aconteceu no dia três de janeiro de 1998 e logo num clássico sempre escaldante frente ao FC Porto, no então Estádio das Antas.
O FC Porto venceu a partida mas o jogador checo deixou boas indicações, o que lhe valeu a titularidade para o que restava da temporada. Poborsky era um extremo direito de características muito ofensivas, com uma capacidade técnica acima da média, gostava de atuar junto à linha e a velocidade era o seu maior trunfo.
A boa segunda volta da turma encarnada no Campeonato Nacional, na altura orientada pelo treinador escocês Graeme Souness, em muito se deveu ao futebolista checo, embora o “menino bonito” da Luz continuasse a ser João Vieira Pinto.
Fez 23 jogos e apontou cinco golos, dois dos quais na goleada (1-4) frente ao Sporting CP no antigo Estádio José de Alvalade e na vitória caseira (3-0) diante do FC Porto já campeão. Mas a melhor época de Poborsky no SL Benfica foi, sem dúvida, a de 1998/1999, tendo feito o gosto ao pé por seis vezes e assistido os seus companheiros para golo em 11 ocasiões.
Novembro de 1998 foi mesmo o seu mês mágico, com o primeiro momento de magia a acontecer no dia 15 desse mês, no duelo com o SC Braga em jogo da 11.ª jornada do campeonato.



Aos 33 minutos, o espírito de Diego Maradona invadiu o antigo Estádio da Luz e entrou no corpo de Poborsky, que pegou na bola na defesa encarnada, tirou todos os adversários que encontrou pelo caminho e só parou dentro da grande área bracarense para rematar com êxito.
Um golo soberbo que, de certeza, ele e todos os benfiquistas nunca mais irão esquecer. Dez dias depois, num encontro a contar para fase de grupos da Liga dos Campeões, o SL Benfica derrotou em casa os alemães do Kaiserslautern por 2-1.
Poborsky não marcou, mas ofereceu os golos a Nuno Gomes e João Pinto em dois lances de pura classe do checo maravilha. Haveria ainda de marcar novamente ao Sporting CP no empate a três na última jornada do campeonato.
Foi, de facto, uma grande temporada a nível individual para o extremo direito, mas o SL Benfica não atingiu (mais uma vez) o seu objetivo principal que era ser campeão nacional, acabando por ficar em terceiro lugar.
Na época seguinte houve uma revolução no comando técnico dos encarnados, com o alemão Jupp Heynckes a ser contratado para suceder a Graeme Souness que havia sido despedido nas últimas jornadas do campeonato anterior.
Com o novo treinador, Poborsky também realizou a maior parte dos encontros mas baixou um pouco a sua produtividade com menos golos e menos assistências. O SL Benfica voltou a ficar em terceiro lugar no campeonato e o jogador checo ficou ainda ligado à pior derrota sofrida pelo clube (7-0) nas competições europeias no célebre pesadelo de Vigo.
Com a chegada da época 2000/2001, chegou também o último ano de contrato de Poborsky, que não quis renovar com as águias.
Com o SL Benfica a precisar urgentemente de fazer dinheiro face à crise financeira que já se vinha a arrastar há vários anos, a vontade do clube era vender o jogador antes do contrato terminar para não sair prejudicado no negócio.
Ainda participou em 17 jogos, mas no início de 2001, a Lazio de Roma acenou com 300 mil contos (valor na altura) e levou o jogador checo.
Esteve na Lazio época e meia e regressou ao seu país natal para ingressar no Sparta Praga. Em 2004 ainda regressou a Portugal mas para disputar o último Europeu pela sua seleção. Terminou a carreira de futebolista em 2007 com as cores do Ceske Budejovice.
Pese embora a importância que tinha no SL Benfica, Poborsky chegou, por vezes, a ser um jogador algo irregular, oscilando no rendimento das suas exibições entre o bom e o razoável.
Fez 112 jogos pelo emblema encarnado e marcou 17 golos. Saiu sem ter vencido qualquer título, mas ainda hoje continua a ser um ídolo dos adeptos encarnados que o viram jogar, pelos vários momentos de magia que proporcionou ao longo dos três anos que passou na Luz."

Benfica After 90 - Northern Nightmares

O que passou-se? #6 - Yannick Noah

sábado, 25 de dezembro de 2021

O costume


"Não acredito na bondade intrínseca das pessoas. Acho essa ideia ingénua e até paternalista. Do mesmo modo, considero cínico partir-se do princípio de que a maldade é inata, produto de uma personalidade defeituosa, influenciadora de todas as escolhas ao longo da vida. Parece-me evidente que o contexto e as circunstâncias são também determinantes, e, nesse sentido, não se deve criticar demasiado os dirigentes sportinguistas.
Mudam os tempos e os protagonistas, permanece a aversão ao vermelho. E se esta se manifestasse no respeito da normal rivalidade, daí não viria problema ao mundo, por cá faz-se isso mesmo, há desprezo, acinte e outros que tal, e todos temos direito às nossas preferências e embirrações.
Mas do lado de lá da 2.ª Circular vai-se mais além. Será sentimento de inferioridade exacerbado? Ressentimento profundo? Inveja empedernida pela habitual - por vezes, infelizmente interrompida - subalternização social e desportiva? Desconheço ao aeroporto, ainda mais os aviões voavam e já era assim.
Isto para referir que só mesmo dirigentes do Sporting poderiam defender, porque o Benfica seria afectado de alguma forma, que alterações a regras de competição desportiva devessem ser retroactivas. São assim os paladinos da ética, bons costumes e tudo o mais que gostam de apregoar. Dizem-se diferentes e nem assim se socorrem da psicanálise. Logo eles que, com a boca cheia de supostas virtudes, nem por um segundo pestanejaram antes de revolverem os regulamentos e as leis para que um castigado por acumulação de cinco amarelos pudesse continuar a jogar, o que veio a acontecer, e lá terão pensado 'tão espertos que nós somos, ó lampiões'. E se de repente os clubes se lembrassem de inviabilizar, com efeitos retroactivos, o que o Sporting fez na temporada passada para Palhinha continuar a jogar? Que se lixe a retroactividade, a culpa é do Benfica!
Mas eles não são mais e não há ingenuidade alguma nesta constatação. Isto porque não são bem eles o que vemos, antes uma representação do que eles consideram que devem ser. E o guião diz 'anti-Benfica', coitados."

João Tomaz, in O Benfica

Um glorioso Natal!


"Na semana passada tive o prazer e a honra de me juntar a centenas de funcionários e colaboradores do Sport Lisboa e Benfica para uma festa de Natal diferente - online. Já todos sabemos o momento que vivemos, por isso esta opção mais segura acabou por ser acertada. Ao longo da tarde, respirou-se Benfica numa reunião que nada teve de trabalho, mas sim de paixão. Receitas, concursos, música, houve de tudo um pouco. Até período de perguntas e respostas ao presidente Rui Costa.
Tive a sorte de colocar uma das questões, à semelhança de outros e outras pessoas, das mais variadas áreas profissionais do Clube. Puxei o assunto das modalidades e de como se pode levar mais adeptos aos pavilhões, seja por melhor comunicação ou mais benefícios para sócios e adeptos. E deixei no ar uma possível causa também para ainda nos deparamos com bancadas pouco preenchidas, a falta de cultura desportiva em Portugal.
O Maestro que é presidente respondeu de forma clara, como já tinha feito a outras questões de trabalhadores do Glorioso, como o desejo de conquistar uma Champions, os seus ídolos ou o papel dos jogadores de futebol que chegam da formação.
Fiquei satisfeito com a resposta: ganhando, fica mais fácil os adeptos se deslocarem aos pavilhões, mas também é necessário apostar na divulgação e - quem sabe? - incentivar com melhores condições os apoiantes. Assim também se pode combater a falta de cultura desportiva.
É esse o meu desejo para este período de festas: que o SLB continue nesta senda de sucessos nas modalidades masculinas e femininas, com o apoio da direção e dos adeptos e fomentando o gosto pelo desporto e pela competição saudável. Com muitos títulos e troféus pelo caminho. Venha 2022!"

Ricardo Santos, in O Benfica

Bancadolândia


"'Mais do que 90 minutos': este é o título de uma reportagem profunda - realizada pela BTV e que também está disponível para visualização no site oficial do Sport Lisboa e Benfica - que mostra em detalhe, pelos mais diversos ângulos, a orgânica e as rotinas da equipa feminina de futebol, que nesta época s estreou (entre as 16 melhores) na fase de grupos da Liga dos Campeões. Concluída a histórica participação, analisamo-la.
Dos números embutidos na história da competição em resultado da campanha das Inspiradoras, será justo valorizar a primeira vitória neste patamar e os quatro pontos totalizados no grupo D, que, por 'sortilégio', reuniu 'apenas' duas das equipas mais poderosas na Europa feminina do futebol, o Lyon (1.º lugar no ranking da UEFA) e o Bayern Munique (4.º). Todavia, por mais bondade e boa-fé que possamos imaginar sobre o outro lado da mesa, não nos iludamos: para quem não acompanhou nem tem o retrato completo do contexto, hoje, amanhã ou depois as consultas à grelha de resultados das seis jornadas tenderão e desencadear conclusões esquinadas e defasadas.
Na verdade, o percurso do Benfica na Champions League feminina foi mais do que uma vitória, foram mais do que quatro pontos; foi, sobretudo, o reconhecimento de um mundo novo e do que ainda falta fazer e apurar, nomeadamente na dimensão física individual e coletiva, para se poder pensar em conquistá-lo. Nisto, sou dos que observam e registam o que lhes parece mais pertinente no plano da diferenciação de forças, e tomo boa a impressão de que capacidade atlética, alta rotação e velocidade de decisão e execução figuram com robustez no conjunto de aspectos incrementáveis para se voar mais alto.
E se o assunto apresenta facetas como intensidade e competitividade superiores, também da Federação Portuguesa de Futebol se espera/exige desenvoltura na primeira linha de atuação pelo pregresso, trabalhando, a fundo, para que o modelo das provas nacionais seja o mais interessante e sedutor possível para as equipas (arbitragem incluída), para os adeptos, para os sponsors (os existentes e os eventuais), para o desporto e para o 'negócio' global. Porque o 'negócio', ou o capital nele envolvido, será veículo essencial no desenvolvimento que urge."

João Sanches, in O Benfica

O que valem os números?


"Nos últimos 30 anos o Benfica conquistou 8 campeonatos. Em 6 deles tinha, à 15.ª jornada, menos pontos do que os 37 que soma de momento. Apenas em 2015 (40) e 2017 (38) alcançava, à mesma ronda, melhor pontuação.
Numa liga tão pobre como a portuguesa, nunca sabemos muito bem o que vale uma vitória, uma goleada ou uma estatística. A competitividade é baixíssima, e os 'três grandes' passeiam-se semanalmente diante de adversários que, em condições normais, disputariam uma 2.ª divisão.
Há 10 jornadas consecutivas que FC Porto e Sporting não cedem um único ponto. E em todo esse período os leões sofreram só 2 golos. Não retirando mérito aos nossos rivais, creio que estes números dizem muito sobre o campeonato luso, onde um desfile de equipas-fantasma - sem história, sem adeptos, sem instalações e quase sempre sem fundos - se presta a servir de figurante para encher a grelha televisiva, dar emprego a jogadores, treinadores e árbitros medíocres, e satisfazer caprichos e/ou negociatas de caciques locais ou empresários mais ou menos endinheirados.
Enquanto não houver coragem (e não podemos esperar tal coisa da Liga) de reduzir drasticamente o número de clubes, concentrando recursos nos verdadeiros emblemas - que não serão mais do que 8 a 10 -, isto irá continuar assim, não esquecendo que as vicissitudes de mercado afastam hoje, das nossas competições para campeonatos do pote 4 europeu, uma classe média de jogadores que outrora preencha as equipas do meio da tabela para baixo.
Aproveito para desejar aos leitores um santo Natal, se possível recheado com as prendas que mais desejamos."

Luís Fialho, in O Benfica

Natal vermelho


"Todos os anos se renova o Natal, e todos os anos, também, se renova e multiplica a chama benfiquista que convoca o melhor de cada um de nós para o serviço dos outros. Gostamos de chamar mística a toda essa aura que nos envolve, que nasce e renasce no vermelho inebriante da Luz e que invade a nossa vida com valores, união, alegria e muita, muita paixão. São estas as condições da vitória, como é este o cimento da família benfiquista que constrói a reforça laços, perdurando no tempo e aumentando a nossa pertença, a nossa crença e a nossa força. Mas fortes são os humildes na vitória, são os que ajudam, os que dão e que ao dar se engrandecem. Fortes são os que fazem do espírito de Natal uma prática diária, sem procura de glória nem satisfação de vaidades, apenas porque cumprem o seu desígnio e, ao fazê-lo, cumprem Benfica, mantêm viva a chama imensa. Porque, sim, o Natal é vermelho, incendiado a cada ano pelas cores do calor e da paixão. Nem poderia ser doutra maneira. É isto que damos e vemos brilhar nos olhos de quem recebe. Neste Natal, uma vez mais, meio milhar de crianças, meia centena de famílias desprotegidas, um cento de pessoas sem um teto que as abrigue. Tantas vidas e tantas famílias em perda, mas uma pertença só, uma mão calorosa e firme, que o nosso querido Benfica estende e oferece com orgulho e humildade. Feliz Natal vermelho!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"2
Votos favoráveis à retroatividade da aplicação da nova regra que define que um jogo só pode ser iniciado se houver um mínimo de 13 jogadores. Do proponente, B Sad, e do Sporting, sempre na vanguarda da defesa da ética e da legalidade, se lhes interessar, claro...;

4
Assistências para golo de Rafa na goleada ao Marítimo. Desde Pizzi, no 10-0 ao Nacional, em 2018/19, que nenhum jogador do Benfica fazia 4 passes para golo num só jogo. E já vão 13 nesta época, o máximo de carreira de Rafa por temporada, passando a ser o 6.º futebolista do Benfica com mais assistências nos últimos 10 anos (também é o 6.º neste Estádio da Luz, a par de Nuno Gomes). E soma 11 golos, igualando o seu 2.º melhor desempenho, por época, no Benfica;

6
Foram 6 os marcadores dos golos benfiquistas ante o Marítimo. Não havia tantos jogadores a marcar num jogo desde os 10-0 ao Nacional, no qual foram 8 os goleadores de serviço;

7
Embalado pelo hat-trick em Famalicão, Darwin bisou frente ao SC Covilhã e ao Marítimo, somando 18 golos pelo Benfica em 2021/22, mais 4 que no ano de estreia. Está a 7 de integrar o top 60 dos goleadores benfiquistas em 'jogos oficiais';

23
André Almeida passou a ser, ex aequo com Maxi Pereira, o 3.º com mais jogos pelo Benfica na Taça da Liga;

30
Com a estreia de Tomás Araújo, passam a 30 os utilizadores por Jorge Jesus em competições oficiais nesta época;

46
Desde 1972/73 que o Benfica não marcava tantos golos nas primeiras 15 jornadas do Campeonato. De 1951/52 em diante, o registo da presente época só 3 vezes foi superado (52 em 1964/65; 50 em 1963/64; 49 em 1972/73);

1003
O Benfica ultrapassou a barreira dos 1000 golos marcados sob a orientação de Jorge Jesus (incluindo jogos particulares)."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - Hoje é dia de clássico. Jogo de Taça para vencer no Dragão à imagem do que já aconteceu noutras ocasiões para o campeonato e para a prova-rainha do calendário nacional. Que seja um grande jogo, com emoção e futebol bem jogado depois de os últimos embates entre os dois clubes terem sido realizados;

2 - A conversa com Daniel Kenedy, em mais um excelente episódio das Memórias na Luz, ajuda a enquadrar uma partida em que para os adeptos não se fazem prisioneiros: ganhar ou ganhar. É nisso que o Benfica está focado. Tudo o resto é irrelevante, por muito ruído que se procure criar;

3 - Destaque nesta edição do jornal O Benfica para a entrevista com Pedro Marques, diretor técnico do Benfica Campus. Numa altura em que as principais equipas da formação lideram nos seus patamares de competição, escutamos de viva voz as razões para um trajeto de consistência, qualidade e visão futura que permitem ao Benfica, ano após ano, formar para a excelência. uma filosofia e uma metodologia de treino - Formar à Benfica - cujos predicados têm merecido um reconhecimento mundial que a todos os benfiquistas orgulha."

Pedro Pinto, in O Benfica

5 ex-águias que ainda tinham lugar na Luz | SL Benfica

"Teremos o regresso de alguma destas 5 ex-águias à Luz?

Falar sobre este tema é sempre interessante, mas ao mesmo tempo muito difícil. Isto deve-se ao facto de o SL Benfica ter tido imensos jogadores de qualidade na última década.
Aliás, nestes últimos dez anos passaram pelos encarnados alguns dos melhores jogadores de sempre e com um leque tão vasto de opções fica mesmo difícil escolher apenas alguns.
Muitos dos atletas permitiram que as águias voltassem a ter uma enorme representação na Europa, mais concretamente nas épocas de 2012/13 e 2013/14, quando chegaram à final da Liga Europa e na época de 2015/16, depois de terem chegado aos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
Eliminações à parte, a verdade é que nessas temporadas o SL Benfica parecia ser o colosso que já tinha sido no passado. Depois dessas exibições muitos dos jogadores foram vendidos, uns a preço justo, outros nem tanto.
Hoje em dia, muitos deles jogam nas melhores ligas de futebol e até são candidatos a entrar no melhor onze do ano. Neste artigo dedico-me a escolher 5 ex-águias que, a meu ver, ainda teriam lugar na equipa dos encarnados.

1. João Cancelo
João Cancelo é outro jogador que, tal como Bernardo Silva, também não foi aposta de Jorge Jesus em 2013/14. Realizou apenas dois jogos, mas mesmo assim somou mais minutos (73) do que Bernardo.
Avaliando o futebol atual, muitos defendem que se Cancelo não é o melhor lateral direito do mundo, é, indiscutivelmente, dos melhores. Os números podem prová-lo: 24 jogos, três golos e sete assistências.
No entanto não é só de números que vive o futebol. Por exemplo, como se costuma dizer a posse de bola não ganha jogos. Tudo depende da prestação dos jogadores e, no que a isso diz respeito, Cancelo é diferenciado.
Remates de fora da área que resultam em golos soberbos, assistências de trivela que levantam o público de qualquer estádio, como foi o caso do jogo frente ao Everton FC, e muitos outros pormenores técnicos e táticos que deliciam os fãs do desporto rei.
Neste momento, a ala direita do SL Benfica aparenta estar bem servida (Gilberto tem dado bem conta do recado), mas com Cancelo o cenário era muito melhor.

2. Rúben Dias
Se a saída de Gaitán foi emocionada e deixou saudades, a de Rúben Dias não ficou nada atrás. Pelo menos, teve uma despedida digna – foi capitão no último jogo e ainda marcou um golo.
O central de apenas 24 anos, que rumou ao Manchester City FC, foi considerado o melhor jogador da Premier League, na época passada e está entre os 23 nomeados para o melhor 11 da FIFA de 2021.
Ao serviço do SL Benfica realizou 137 jogos, marcou 12 golos e fez seis assistências. Já passaram pelo plantel das águias inúmeros centrais de qualidade, como Luisão e Garay, por exemplo, mas o português é um dos que deixa mais saudades.
Para além de ser um autêntico muro, deixava tudo em campo. O espírito de liderança e a garra que tinha a defender a camisola dos encarnados é algo que nunca vai ser esquecido.
Se antes já tinha lugar garantido na Luz, com a lesão de Lucas Veríssimo era mesmo a melhor solução para a defesa benfiquista. Imaginem ter num plantel Otamendi, Vertonghen e Rúben Dias.

3. Bernardo Silva
Chegou a altura de falar de um dos melhores jogadores do mundo, atualmente. Até ao momento, nesta época, em 23 jogos já marcou sete golos e fez duas assistências, sendo importante referir que cada um dos golos é melhor do que outro.
Ou pega na bola e dribla os adversários quase todos antes de marcar, ou remata fora da área e mete a bola no ângulo, ou ganha um ressalto e não desiste até que ela entre na baliza adversária. Que saudades de ver Bernardo Silva jogar com o Manto Sagrado, ou melhor, que tristeza por não ter visto o português jogar na Primeira Liga como merecia.
Foram apenas três jogos e 31 minutos ao serviço da equipa principal e, pelos vistos, só não era bom o suficiente para Jorge Jesus. Pep Guardiola anda encantado da vida com o extremo e não poupa elogios ao português.
E ele bem que os merece. Para além da qualidade inegável que tem, é um benfiquista de alma e coração e, neste momento, jogadores como Bernardo Silva fazem falta, quer dentro de campo, quer no balneário.
O jogador já admitiu que jogar no SL Benfica novamente é algo que tem em mente e essa vontade é, sem dúvida, apoiada pelos adeptos benfiquistas. Resta saber para quando será esse regresso. No entanto, não há dúvida nenhuma de que o português tinha um lugar garantido na Luz.

4. Jan Oblak
A história de Oblak com o SL Benfica também já é antiga. O esloveno assinou pelos encarnados em 2009/2010, mas até 2013/14 andou numa maré de empréstimos. Foi nessa época que assumiu a titularidade da baliza das águias e que bem que a defendeu.
Em 26 jogos sofreu apenas seis golos, uma marca digna dos melhores do mundo e alcançada por poucos. Sem colocar de lado a qualidade de outros guarda-redes que passaram pela Luz, como Ederson, Oblak foi, sem dúvida alguma, um dos melhores da história do SL Benfica. Esteve 22 jogos sem sofrer golos.
A saída do clube foi um pouco contestada pelos adeptos, mas, mais uma vez foi o Club Atlético de Madrid que ficou a ganhar.
Até ao momento, fez 327 jogos ao serviço dos “colchoneros”, tendo sofrido 242 golos. No entanto, continua a conseguir não sofrer golos durante muitos jogos – 165. É uma das principais figuras do plantel de Diego Simeone e do futebol europeu.
A meu ver e sem desfazer a qualidade dos espanhóis, se Oblak estivesse noutro clube de maior dimensão poderia muito bem ser top 3 dos melhores guarda-redes do mundo.
A frieza que tem, a excelente qualidade de reflexos e posicionamento, a agilidade soberba e a boa capacidade de defender penáltis são algumas das características que o esloveno apresenta. E que jeito que dava ter um Oblak no 11 inicial do SL Benfica.

5. Nicolás Gaitán
O argentino chegou ao SL Benfica em 2010/2011 e depressa conquistou os adeptos benfiquistas. Gaitán e magia eram duas palavras que andavam de mãos dadas. Dentro das quatro linhas não havia ninguém como ele, mas em 2016 chegou o momento da despedida.
Um adeus que tocou todo o universo benfiquista e que tinha como rumo o campeonato espanhol, mais concretamente o Club Atlético de Madrid. Gaitán rendeu aos cofres da Luz 25 milhões de euros, mas esse dinheiro não compensou a falha que a ala esquerda sofreu.
Na verdade é difícil substituir um jogador como o argentino. Em seis épocas realizou 253 jogos, marcou 41 golos e fez 90 assistências.
Na época passada assinou pelo SC Braga e voltou a trazer a magia com ele, para Portugal. Neste momento está sem clube e, apesar de já ter 33 anos, a verdade é que ainda podia dar uma boa ajuda à equipa encarnada.
Todos têm saudades das assistências magníficas do argentino e dos golaços que marcava. Ninguém esquece o livre à Panenka que marcou frente ao PAOK, em 2013/14."

Boas Festas

 


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

COVID-19: um caso no Futebol Profissional


"O Sport Lisboa e Benfica informa que Grimaldo testou positivo nos mais recentes testes de diagnóstico COVID-19 realizados no Futebol Profissional."


PS: A tradição mantém-se, após jogos com os Corruptos, aparecem os Casos positivos de Covid!!!
Para já, 3 jogadores de fora do jogo da Liga: Otamendi, Darwin e Grimaldo... vamos ver se até lá, não ficamos sem mais alguns!!!

Linhas...


"Uma linha branca que acaba na relva e outra traçada no pé do jogador do FC Porto.
O mal que se joga não pode legitimar uma manipulação tão evidente do VAR."

Vargonha!


"Uma coisa não desculpa a outra, e, evidentemente, este lance não justifica o descalabro e a humilhação em campo, mas é necessário roubarem sempre o Sport Lisboa e Benfica, Seleções de Portugal? Até quando vamos ter de levar com isto? #VARgonha."

O Benfica, os abutres e a mística


"Após uma noite para esquecer (ou talvez não) no estádio do dragão, eis que não tardaram os abutres a rondar e atacar o Benfica.
É ouvir, logo após o apito final, em vários canais, conversas ou debates, que o JJ "não está cá", que "a equipa não tem atitude" ou que o Rui Costa afinal "se esconde e não manda".
É espantoso como minutos após uma derrota difícil de processar, já grande parte dos opinadores sabem o que está errado no Benfica e a fórmula mágica para resolver tudo que, segundo dizem, passará (agora) por mudar de forma urgente o treinador.
Se há algo que aprendi nesta caminhada benfiquista, mas sobretudo na vida, é que é fácil enfrentar quem está fraco e "na mó de baixo". Mas já dizia o meu sábio avô, que "a vida não são facilidades" e as decisões importantes não devem ser tomadas de "cabeça quente".
Este ataque predatório que vários iluminados não hesitam em fazer, quais arautos da desgraça, sempre convenientemente após momentos desportivos difíceis, são tão ou mais confrangedores que a exibição da equipa do Benfica no dragão.
Os problemas do Benfica não começaram ontem, nem ficam resolvidos se Jorge Jesus for embora hoje. E quem pensar assim embarca numa falácia mental naturalmente afetada por uma exibição muito pobre da equipa a todos os níveis.
O Benfica precisa de estabilidade e planeamento. Isso implica naturalmente tomar decisões, mas decisões ponderadas. O que se viu/ouviu ontem é uma busca apressada de soluções milagrosas e uma gestão de "navegar á vista" que, em meu entender, não serve o Benfica.
Já aqui escrevi de forma cristalina o que penso acerca de JJ e o facto de o mesmo não representar o que entendo ser o Benfica, com as consequências naturais que daí se retiram. Por mim, não teria sequer regressado, para que dúvidas não subsistam.
No entanto, Jorge Jesus é treinador do Benfica e, nesse sentido, deve ser respeitado e apoiado pela direção de forma clara e inequívoca.
Se a direção liderada por Rui Costa entendeu (e entende) que JJ deve seguir até ao final do contrato (e não concebo que possa passar daí), então hoje é o dia de segurar o balneário e mostrar aos abutres do que o Benfica é feito.
O Benfica não deixa cair os seus, o Benfica é digno na derrota e não procura soluções apenas porque são as mais fáceis ou populares.
Há dias tive o privilégio de almoçar com uma antiga glória que envergou o manto sagrado e falávamos acerca da questão da "mística". A determinada altura, disse-me apenas "atitude coletiva afetivamente assente". É a "devoção ao Clube" e a definição vem no dicionário, disse-me com uma simplicidade contundente.
O que retiro é que, afinal, a mística define-se, mas não se explica. É irracional, sente-se e baseia-se numa união colectiva perante um ideal.
Esse ideal de Benfica não deve aceitar ataques aos seus. Não deixa ninguém para trás, independentemente da sua conduta e prestação.
E isso passa, a meu ver, por unir o Benfica, Com Rui Costa a dar a cara mantendo e apoiando publicamente o "moribundo" JJ.
Porque a dignidade do Clube está acima de resultados e de popularismos. E, assim, enxotar os abutres que se procuram alimentar da desgraça alheia."

Vermelhão: Eliminação...

Corruptos 3 - 0 Benfica


Repetição quase à letra do jogo com o Sporting, até no resultado! A diferença, é que desta vez, ficámos em desvantagem poucos segundos após o apito inicial! E a estratégia clara de jogar em transições, com o reforço do meio-campo, ficou imediatamente 'desatualizada'!!!

Ninguém pode desculpar-se com desconhecimento, todos antecipavam uma entrada no jogo dos Corruptos, desta forma... Ambos os nossos principais rivais, preferem jogar em contra-ataque, ambos têm dificuldades contra equipas que lhes dão a iniciativa do jogo, e nós aparentemente gostamos de lhes fazer as vontades!!!

O jogo ficou decidido com o 2.º golo, pouco depois... a partir daí, até deu para o Verdíssimo expulsar um jogador dos Corruptos ainda na 1.ª parte; até deu para o Verdíssimo 'cair' em algumas simulações dos nossos jogadores; e até deu para os Corruptos falharem o 4.º golo de forma incrível...!!!

Em toda a 2.ª parte, sem espaços nas costas da defesa dos Corruptos, só em cruzamentos, criámos algum perigo... mas como ficou provado com a anulação dos dois golos ao Benfica pelo VAR, hoje, muito provavelmente, só rematando atrás da linha do meio-campo, o VAR validaria um golo ao Benfica!!! Aquela linha inventada no golo do Otamendi, colocando os próprios jogadores Corruptos em 'fora-de-jogo' é digna dos apanhados!!!

Como a eliminação não é suficientemente má, ainda ficámos muito provavelmente sem o Darwin por bastante tempo, e mesmo no final sem o Otamendi para o jogo do Campeonato!!!

A teimosia na titularidade do Almeida, em vez do Morato ou do Tomás Araújo, é difícil de compreender. Ainda hoje, a saída do Gilberto em vez do Almeida, ao intervalo, é indecifrável...!!!

Mas hoje, não foi só o Almeida, eu sei que não é fácil jogar contra equipas, que não têm qualquer medo de partir uma perna aos adversários, porque sabem que nada lhes vai acontecer, enquanto nós somos obrigados a jogar em 'contenção' em todas as bolas divididas, porque basta um sopro para inventar o caso... E se hoje, após o 3-0 até houve 'algum' equilíbrio, no início da partida quando o resultado estava em aberto, foi um festival de impunidade, principalmente com as faltas duras constantes sobre o Adel...

Uma última nota sobre a arbitragem: como é que é possível, que pela milésima vez o porco do Otávio, tenha terminado um jogo sem ser expulso?!!! Existiram muitos jogadores nojentos naquele clube, mas este está no topo da gentalha sem carácter... É por estas e por outras, que me estou cada vez mais marimbando para as Selecções!

Não tenho informações privilegiadas, nem sei o que se passa nos bastidores, mas o festival de pressões na descomunicação social, por parte do Flamengo e também por parte de um tal 'advogado' do Jesus nos últimos dias, é inaceitável. O treinador, mesmo castigado, tinha todas as oportunidades para dar a cara, e falar sobre este assunto, e não mandar recados pelo adjunto! Se não o fez, foi porque não quis...

O jogo para o campeonato é muito mais importante do que o jogo de hoje, e o Benfica é muito maior, do que qualquer pessoa.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

5 grandes voos da Águia no Dragão | SL Benfica


"Em dia de clássico, recorda estes 5 grandes voos encarnados no reduto portista!

Os sete golos do amasso aos insulares maritimistas dão folga mental para encarar o duplo-confronto com o rival com outros preparos, menos obsessivos mas não desleixados.
A história dos confrontos a Norte do Mondego, na Constituição, nas Antas ou no Dragão, não dão benesse aos benfiquistas: são 17 vitórias em… 114 jogos, com um registo de golos acima do paupérrimo e abaixo do medíocre – 120 marcados contra 220 sofridos.
É, pela força dos números, o campo mais traumático para o SL Benfica – e desengane-se quem pensa que é fenómeno recente e que se originou com o salto competitivo que os portistas deram desde a entrada de Pinto de Costa.
O primeiro jogo (oficial, a contar para uma das principais e sobreviventes competições nacionais) entre ambos na cidade do Porto deu-se a 26 de Junho de 1932, no Campo do Ameal (já que era maior e mais moderno que o da Constituição).
Eram as meias-finais do Campeonato de Portugal – ainda não era Taça de – e o FC Porto, que já houvera vencido a primeira-mão na capital, esmagou os encarnados por 3-0.
O choque deve ter sido tão grande que o SL Benfica tentou lá triunfar durante… dez anos. E só em 1942-43 conseguiu pela primeira vez vencer no território dos dragões , como veremos de seguida.
Na década de 40 mais duas vitórias: 45/56 por 0-2 e 49/50, num 1-0 que significou passo acertado na luta pelo título contra o Sporting dos Violinos. Mas vejamos: na década seguinte, quantas vitórias? Zero.
O SL Benfica só venceria novamente em… 1963 (como também esmiuçaremos a seguir) – depois dos primeiros dez anos a seco, agora 13. E nem a equipaça gloriosa que chegou a cinco finais europeias mudou o legado das deslocações periclitantes a Norte – só mais uma vitória nos anos 60, já no virar da esquina dos 70 (um 1-2 puxadinho a ferros).
É nos setes que o SL Benfica arrebata importante e triunfal série vitoriosa a Norte (e a única da sua história), com seis vitórias nas Antas em dez anos – e com sequências inolvidáveis (que claro está, aprofundaremos no terceiro jogo da lista) e superioridades que prometiam a partir daí um equilibrio mais a condizer com o estatuto dos dois clubes.
Errado. Pinto da Costa e Pedroto saíram vitoriosos das politiquices contra Américo de Sá do Verão Quente e como dupla exigiram para o FC Porto metade do gigantesco domínio que os encarnados tinham a nível nacional.
Portanto, na década dos oitos, o SL Benfica só lá ganhou uma vez, em 1982-83 que já era 1983-84 (sim, é o quarto jogo enunciado) e teria que esperar oito anos para lá ir silenciar a plateia (o quinto).
De 1991 a 2005 vão quantos anos? Os que forem são quanto durou a próxima seca encarnada – terminada com o bis de Nuno Gomes na luta holandesa dos bancos (Koeman levou a melhor com vitória nas duas voltas a Co Adriaanse).
E a próxima seca durou quanto? Seis anos, até 2011, quando Jesus foi vencer a primeira mão da Taça de Portugal. Na última década o SL Benfica inverteu a tendência de uma vitória a cada dez anos e venceu, além dessa da Taça, mais três vezes.
Em 2013-14 (nos penáltis), 2014-15 e 2018-19, na gloriosa, saborosa, talentosa e imaculada aula tática de Bruno Lage a Sérgio Conceição.
Nos últimos cinco jogos a Norte? O SL Benfica só perdeu um. Não há, portanto, especiais más memórias recentes – também não as há boas, a última já foi há dois anos e muito mudou desde aí.
Haverá estofo para duas vitórias numa semana? Seria a primeiríssima vez e um recorde institucional.

1. FC Porto 0-2 SL Benfica (Campeonato Nacional, 1990-91)
No auge da rivalidade azul-rubra, era Eriksson novamente o comandante das tropas encarnadas e seria ele o símbolo da coragem benfiquista: depois do feito de 1983, seria ele a aguentar o choque duma chegada atormentada pelo ódio clubístico às Antas, onde os balneários destinados aos visitantes estavam inacessíveis.
Os jogadores equiparam-se no corredor de acesso a um relvado encharcado nas laterais, numa tentativa de estancar o fluxo ziguezagueante que Paneira e Pacheco ofereciam ao jogo lisboeta.
Estava tudo pronto para o sucesso portista e para a troca classificativa, mas César Brito – um suplente útil e não mais do que isso – entrou a tempo de decidir com um bis um jogo onde o treinador sueco teve (mais uma vez) engenho para manietar taticamente os portistas em sua casa.
Cada jogador teve direito a 1500 contos de prémio (o salário mínimo eram qualquer coisa como 30…) e o SL Benfica confirmaria o título nacional umas poucas jornadas depois.

2. FC Porto 0-1 SL Benfica (Final da Taça de Portugal,1982-83)
A FPF marcara a final da Taça para as Antas, em decisão controversa mas no início de temporada. Com o avançar da época, percebeu-se que o desfecho mais provável da competição seria um ‘Clássico’ e o SL Benfica tratou de recorrer aos tribunais para devolver a Taça ao Jamor.
Do Norte chegaram ecos de uma assembleia geral onde Pinto da Costa instruiu as tropas rumo à intransigência – ou se mantinha a final ali ou não havia jogo para ninguém. O conselho de disciplina da Federação, sem saber para onde se virar, adiou o jogo, que só ocorreria em agosto de 1983, já na pré-época de 83/84.
Fernando Martins, emoldurando seus dotes diplomáticos, confiou nas garantias que Eriksson lhe houvera dado e acedeu a que a sua equipa fosse às Antas disputar a Taça: e do alto de uma assumida superioridade moral, Carlos Manuel coroou o banho tático com uma bomba do meio da rua.
O Presidente, orgulhoso do seu sucesso, mas sem querer colocar em causa as boas relações institucionais que tentava manter com Pinto da Costa, rematou assim no final: “Fui eu que decidi que viéssemos às Antas, por uma questão de respeito pelo futebol e para evitar que o FC Porto pudesse estar sujeito a terríveis consequências”. Chapeau!

3. FC Porto 1-3 SL Benfica (1ª Divisão, 1971-72)
Os anos 70 significaram um volte-face nas relações competitivas entre SL Benfica e FC Porto, sobretudo em solo nortenho.
Os encarnados lá puxaram pelo brio e dignidade, que até aqui contavam com cinco vitórias em… 30 anos de jogos oficiais e nesta década venceriam seis jogos no Porto, com uma série irrepetível de quatro vitórias consecutivas, de 1973 a 1977.
A reviravolta começou no duelo de 1971-72, já o SL Benfica era o de Jimmy Hagan e já a linha atacante era monstruosa: Vitor Baptista, Jordão, Artur Jorge, Eusébio e Néné a serem suportados por Simões, Vítor Martins ou Toni.
Os portistas até se adiantaram primeiro e foram para o intervalo em vantagem, mas na segunda metade deu-se abalroamento das águias – com menos um, porque Humberto Coelho seria expulso aos 55 minutos – e o balanço certo para mais um campeonato imaculado.

4. FC Porto 1-2 SL Benfica (1ª Divisão, 1962-63)
Nunca foram fáceis as visitas benfiquistas à Invicta. Nos anos 40, apenas três triunfos; nos anos 50 nem um e era preciso chegar a 1963 para ver o SL Benfica triunfar novamente – treze anos de interregno – ou seja, nem ambos os conjuntos campeões da Europa conseguiram superiorizar-se ao FC Porto em sua casa.
Só a terceira equipa, a que alcança a terceira final da Taça dos Campeões consecutiva já com Fernando Riera, é que consegue quebrar o enguiço – e foi preciso Eusébio marcar o seu primeiro golo nas Antas dos 25 que marcou no ‘Clássico’.
1-2 final no placard e o primeiro de dois (!) triunfos do SL Benfica nas Antas na década dourada. Pouco. Aliás, eram batalhas tão pesarosas e intensas que foi numa delas que Eusébio foi expulso pela primeira vez na sua carreira, a 4 de Outubro de 1964.
Num empate a um para a Taça que foi depois resolvido em Lisboa, o remédio habitual às enfermidades sofridas a Norte.

5. FC Porto 2-4 SL Benfica (1ª Divisão, 1942-43)
Na 14ª jornada e ao 14ª jogo oficial em território portista, o SL Benfica ganhou, finalmente.
Em ano de banquete farto de conquistas – acumulando campeonato à Taça – os benfiquistas já tinham despachado de Lisboa os portistas com um… 12-2 (!) na bagagem, e viajaram até ao Campo da Constituição para empurrar os azuis e brancos para a cauda classificativa: acabariam a 20 pontos de diferença os rivais.
De consolo apenas a receita deste 2-4 com o SL Benfica, a maior da época e por pouco não foi a maior de sempre (o recorde vinha de 1939, ano de título portista): 117 contos. 585 euros aos dias de hoje. Curiosidade última o confronto húngaro nos bancos, com Lipo Hertzka, ex-benfiquista agora trabalhando a Norte, a opôr-se a Janos Biri."

Só a vitória interessa


"São assim as finais e todas as eliminatórias disputadas num só jogo, só a vitória interessa. Hoje, às 20h45, no Dragão, frente ao FC Porto, não é diferente, independentemente de se tratar de um adversário forte no seu reduto. Ganhar é a palavra de ordem. É com esse objetivo que a nossa equipa entrará em campo mais logo.
O treinador adjunto João de Deus reiterou, em conferência de imprensa de antevisão à partida, a mentalidade ambiciosa com que abordamos o jogo: "A equipa do Sport Lisboa e Benfica tem o intuito de ir ao Dragão para se qualificar para os quartos de final da Taça de Portugal."
Para João de Deus, será "um jogo de grau de dificuldade muito elevado", frente a um adversário "muito forte nas dinâmicas coletivas e individuais", o que "vai-nos obrigar a uma atenção permanente".
Este reconhecimento do valor do nosso oponente não implica, ainda segundo o adjunto de Jorge Jesus, que haja uma atitude expectante face ao que o FC Porto possa fazer na partida: "Também temos as nossas armas, queremos impor o nosso jogo e, dentro da estratégia que o míster definiu e planeou, ter sucesso e vencer." João de Deus acrescentou ainda: "Queremos ser uma equipa capaz de sobrepor as nossas virtudes e de alguma forma diminuir as nossas dificuldades."
É com o fito de vencer que hoje defrontamos o FC Porto. Queremos muito ganhar, é para obter triunfos, sempre, que todos trabalhamos dedicada e incansavelmente.
Vamos, Benfica!"