Últimas indefectivações

domingo, 4 de julho de 2021

Octocampeãs...



Deveria ter sido mais fácil, mas apesar de tudo conquistámos hoje o 8.º título nacional de Hóquei em Patins feminino... São oito títulos em oito anos! Domínio total...
A derrota nos penalty's no Jogo 2, acabou por ser um aviso, numa secção muito superior a todas as adversárias, mas que continua a 'equilibrar' as coisas, pela falta de jogo colectivo, deixando as individualidades decidir os jogos...
Hoje é dia de festa, mas se quisermos conquistar títulos europeus, temos que mudar...

33.º Campeões Nacionais de Atletismo


Foi o 11.º título consecutivo, o 33.º no total: Campeões Nacionais de Atletismo no sector Masculino. Sem surpresas e mesmo com algumas ausências dominámos nos homens e voltámos a ficar em segundo no sector feminino.

Masculino:
100m: 2.º Frederico Curvelo, 10,54s 
110m barreiras: 1.º João Oliveira, 13,84s
200m: 1.º Frederico Curvelo, 21,57s
400m: 1.º Ricardo dos Santos, 47,78s
400m barreiras: 1.º Mikael Jesus, 51,44s
800m: 1.º José Carlos Pinto, 1:49,96 min
1500m: 1.º Isaac Nader, 4:01,83 min
3000m: 1.º Etson Barros, 8:20,12 min
3000m obstáculos: 1.º André Pereira, 8:46,91 min
5000m: 1.ª Samuel Barata, 14:25,59 min
5000m Marcha: 3.º Pedro Isidro, 22:34,92 min
4x100m: 1.ºAndré Prazeres, David Lima, Delvis Santos, Edgar Campré, 40,34s
4x400m: 1.º Lucirio Garrido, Mikael Jesus, Rafael Jorge, Ricardo dos Santos, 3:12,21 min
Comprimento: 1.º Marcos Chuva, 7,47m
Triplo: 2.º Pedro Pinheiro, 15,42m
Altura: 1.º Gerson Baldé, 2,15m
Vara: 1.º Diogo Ferreira, 5,00m
Peso: 1.º Francisco Belo, 20,76m
Disco: 2.º Emanuel Sousa, 57,46m
Martelo: 1.º Décio Andrade, 67,70m
Dardo: 1.º Leandro Ramos, 76,53m

Feminino:
100m: 1.ª Arialis Martinez, 11,51s
100m barreiras: 3.ª Fatumata Baldé, 13,90s
200m: 3.ª Leonor Ferreira, 24,39s
400m: 5.ª Leonor Ferreira, 55,48s
400m barreiras: 7.ª Catarina Gomes, 69,28s
800m: 1.ª Camila Gomes, 2:13,80 min
1500m: 5.ª Solange Fernandes, 4:49,16 min
3000m: 6.ª Solange Fernandes, 10:26,47 min
3000m obstáculos: 5.ª Carla Rodrigues, 10:55,98 min
3000 Marcha: 6.ª Mara Ribeiro, 14:48,26 min
5000m: 1.ª Marta Pen, 15:58,87 min
4x100m: 2.ª Ana Oliveira, Arialis Martinez, Fatumata Baldé, Joana Dias, 47,37s
4x400m: 6.ª Ana Oliveira, Beatriz Farinha, Camila Gomes, Carla Rodrigues, 4:01,17 min
Comprimento: 3.ª Fatumata Baldé, 5,77m
Triplo: 8.ª Inês Vicente, 11,47m
Altura: 5.ª Gabriela Gorenco, 1,61m
Vara: 6.ª Sofia Marques, 3,03m
Peso: 2.ª Eliana Bandeira, 1738m
Disco: 2.ª Ivanilda Lopes, 49,31m
Martelo: 7.ª Ivanilda Lopes, 33,84m
Dardo: 6.ª Aleida Mendes, 40,05m

Rodrigo Pinho | O artilheiro que faz falta ao SL Benfica?


"O primeiro reforço do SL Benfica vinha a ser falado na imprensa desde janeiro, mas só no dia 23 de junho foi oficializado. Rodrigo Pinho, avançado de 30 anos, chega a custo zero proveniente do CS Marítimo e vem com “fome de golo”.
O avançado brasileiro fez toda a sua formação no seu país e só em 2015 voou para Portugal para representar o SC Braga, num negócio a rondar os 400 mil euros. Nessa época (2015/2016), o clube minhoto cedeu o jogador ao CD Nacional, onde realizou 12 jogos e fez apenas um golo.
No entanto, o empréstimo terminou em janeiro e o jogador regressou a Braga, mas não teve muita utilização – apenas três jogos na equipa ‘A’ e um na ‘B’. Até ao final do contrato, Rodrigo Pinho foi opção para a primeira e segunda equipa do SC Braga, mas sempre sem grande sucesso em nenhuma delas.
No verão de 2017 – fim de ligação aos “minhotos” – o brasileiro viajou até às ilhas para representar o CS Marítimo, clube onde jogou quatro épocas, tendo jogado 118 partidas e marcado 39 golos, 15 dos quais na última temporada. Este registo levou Jorge Jesus a ter interesse nas suas características e a convencer a direção que seria uma mais valia para a frente de ataque dos encarnados.
Ainda que fosse notícia na imprensa portuguesa desde janeiro, o avançado brasileiro só fechou contrato no passado dia 23 e diz-se “motivado” e “muito feliz” por representar o SL Benfica. Falou em “sonho realizado” e num “grande salto” para a carreira, acrescentando ainda que podia ter acontecido “mais cedo”.
O novo jogador das águias tem contrato até 2026 e promete dar luta aos atuais avançados do plantel – Darwin Núñez, Haris Seferovic, Luka Waldschmidt e Gonçalo Ramos. Numa altura em que se fala da possível venda de Seferovic, Rodrigo Pinho vem acrescentar mais mobilidade ao ataque encarnado.
Apesar de não ser um jogador tão fixo como o suíço, o brasileiro tem bastante qualidade com os pés e com a cabeça, sendo isso visível na excelente época que protagonizou ao serviço do CS Marítimo.
A pré-época do SL Benfica já começou há alguns dias, mas o avançado ainda não pôde trabalhar junto dos colegas devido à lesão muscular que enfrenta e que o vai deixar de fora dos relvados, pelo menos, mais três semanas."

SL Benfica 2021 – 2022


"Depois de uma temporada decepcionante, o SL Benfica volta sob o comando de Jorge Jesus sem ainda se ter reforçado – Rodrigo Pinho, à parte, e a promoção dos jovens: Tiago Gouveia, Paulo Bernardo, Tomás Araújo e João Ferreira.
Mas está o Benfica tão necessitado de reforços? E entre as caras mais antigas, será este o momento de encaixar verbas com jogadores eventualmente mais valorizados, que permitam chegar a outras individualidades mais necessárias?

Sem qualquer indicação real sobre possibilidades financeiras para reforçar, ou propostas para sair, o presente exercício é portanto meramente uma espécie de “adivinhação” entre o que os encarnados precisam e poderiam ter no mercado actual, para atacar a nova temporada mais preparado para ter sucesso."

Benfica After 90: Kit...

Pais...

Euro2020: Ucrânia 0 - 4 Inglaterra

Euro2020: República Checa 1 - 2 Dinamarca

Uma Semana do Melhor...

Euro (3)


"Portugal está de fora do Europeu, o qual só interessa agora, nosso país, aos amantes do futebol. Acabam as liturgias patrioteiras, os slogans bacocos e as gaffes de políticos sempre predispostos a cavalgarem ondas de entusiasmo colectivo. E vão-se as demonstrações de pacotilha e a comunhão artificial de um propósito. Quem finge entusiasmo pode descansar.
Resta a confirmação de que o triunfo em 2016 se tratou de um acaso. Os jogadores figuram entre os melhores da actualidade, mas o enorme talento disponível encontra-se agrilhoado por uma proposta futebolística ultrapassada, desinteressante e coitadinha. É até caricato ler e ouvir muitas das opiniões elogiosas a Fernando Santos, desde logo porque não cola com a promoção feita ao valor dos jogadores. Diz-se que é um treinador pragmático, orientado ao resultado, não passando estes eufemismos para medroso e au futebol, respectivamente. Ganhou, é verdade, apesar dele próprio. Não se entende que aquele conjunto de jogadores de inegável competência só assuma a iniciativa do jogo quando em desvantagem.
E depois o capitão e a braçadeira, que em nada se coaduna com as mensagens de marcas ávidas por consumidores patrioteiros. Entendo a frustração e não condenaria o gesto irreflectido se isolado, mas a repetição do mesmo em meses já incomoda. Num país de ronaldettes, a crítica a Ronaldo parece ilegal, ao ponto de se constituir um crime lesa-pátria preferir Messi. Talvez, afinal, ser capitão da selecção não tenha significado por aí além, já que nada se diz do episódio além da costumeira desresponsabilização e muito menos haverá consequências. Importante será um quantos amigáveis para assegurar recordes..."

João Tomaz, in O Benfica

O carrossel volta a rodar


"Começou mais uma época no futebol profissional masculino do Sport Lisboa e Benfica. Os craques estão de volta, os que já estavam na equipa do ano passado, mas também as caras novas e os regressados. É aquela altura do ano em que todos os sonhos são possíveis, em que se anseia pelos primeiros jogos particulares e torneios antes do início oficial da temporada.
É também por estas semanas que surgem as mil e uma notícias de contratações, saídas, litígios, propostas e rumores em redor do plantel do SLB. E quando a bola começar a rolar para o acesso à Champions já tudo estará em jogo. É a realidade d clube grande, ter sempre objectivos de conquistas de forma regular. É isso que quero, ganhar e ganhar mais vezes.
Os outros também vão estar a iniciar a época, mas essa nunca pode ser uma preocupação. Depois do que se passou no último ano e meio, o que quero é que quem representa o Glorioso, dentro e fora de campo, se preocupe apenas e só com o Benfica. Tem que estar acima de tudo, acima das polémicas, das suspeitas, das arbitragens ou da oposição interna.
Este é um tempo de recomeço, depois das desilusões recentes, e de jogar à bola. Jogar bem, ganhar, convencer, fazer brilhar, com nota artística dominar. E sem promessas, só com trabalho, todos os dias, a toda a hora, retribuindo aos que acreditam e vão sempre acreditar.
O SL Benfica está de volta. Tem que estar de volta."

Ricardo Santos, in O Benfica

Mundial 2022? Estás aí?


"O sorteio já o anunciava há muito: Portugal fazia parte do grupo da morte e o que é certo é que o grupo morreu mesmo todo. Poderia dizer que isto é a vida, contudo é precisamente o contrário. O sonho da revalidação do título de campeão europeu acabou, mas pelo menos saímos de consciência tranquila: a França também nem sequer vai cheirar o caneco. A histórica vitória da Suíça contra os franceses tem um carimbo português: os benfiquistas estão há quatro temporadas a torcer para que o Seferovic ganhe uma competição europeia - embora não fosse exactamente esta que se pretendia.
A selecção nacional foi eliminada pela Bélgica, apesar da esmagadora superioridade estatística. Mais posse de bola, mais remates, mais cantos e tabaco e mais na mala. É pena que o Fábio Coentrão tenha ficado de fora, porque se tivesse sido convocado pelo menos não tinha sobrado tanto cigarro. Neste Europeu, Fernando Santos fez o mesmo com o tabaco que fez com o João Félix: um desperdício desnecessário. Só a meia hora de ser eliminado do Euro é que o Engenheiro se apercebeu que o Félix estava no banco: 'Oh rapaz, então tu também estás cá? Vai aquecer rápido para entrares'. Serei eternamente grato ao mister pela conquista de 2016, mas gostaria imenso de ver a equipa portuguesa a praticar um tipo de jogo diferente. Se o Luís Vidigal e o Costinha compunham o meio-campo de um onze que jogava que se fartava em 2000, então agora temos potencial para muito mais. Acredito que eastaremos sempre mais perto de ganhar a jogar bem, com jogadores de qualidade técnica acima da média, do que a jogar assim-assim a ver no que isto dá. Vá lá mister, fume um cigarrinho e pense nisso que para o ano há um Mundial para vencer."

Pedro Soares, in O Benfica

sábado, 3 de julho de 2021

Contra-relógio


"Em ano de Europeu e Copa América, com vários jogadores espalhados pelas selecções, com o mercado aberto até final do mês de Agosto, e com uma importantíssima eliminatória europeia para disputar, a pré-temporada do Benfica não vai ser nada fácil.
Longe vão os tempos em que, sem mercados, sem pré-eliminatórias (e, quando a Portugal, também sem fases finais...), o plantel se apresentava ao trabalho já totalmente definido, e de perfil idêntico ao dos anos anteriores. Na minha infância a equipa começava sempre por Bento, Pietra, Humberto... passava por Shéu e Chalana... e terminava em Nené. As contratações eram poucas, e por vezes as novidades limitavam-se a um ou outro jovem promovido dos Juniores. Os jogos de preparação disputavam-se já com o onze presumivelmente titular, e deixaram antever desde logo um pouco daquilo que se iria passar ao longo da época, dando sinais consistentes sobre a correlação de forças face aos rivais.
Hoje tudo é diferente. A mercantilização do futebol dita leis, criando um carrossel de movimentos e expectativas que não é fácil de gerir, e que só termina no início de Setembro. Os timings do mercado impõem indefinições até para lá do início das competições oficiais, obrigando treinadores e dirigentes a trabalho suplementar da definição de processos o intérpretes. As pré-temporadas perderam assim o seu encanto, representando um período que a generalidade dos adeptos quer ver rapidamente pelas costas.
Um mês é o tempo de que Jorge Jesus dispõe para preparar a equipa de modo a enfrentar, e superar, o compromisso europeu de Verão. Um mês de trabalho duro. Mãos à obra!"

Luís Fialho, in O Benfica

Sete magníficos


"No passado fim de semana, na Maia, disputaram-se os Campeonatos de Portugal em Atletismo e sete dos nossos atletas não deram hipóteses à concorrência. O primeiro a dar cartas foi Leandro Ramos, que lançou o dardo até aos 74,76 metros, sagrando-se bicampeão. Leandro Ramos, que ainda é sub-23, está num grande momento de forma, conforme prova o seu próprio recorde nacional, me prova o seu próprio recorde nacional, que bateu na semana passada, ao lançar 81,32m, melhorando em 52 centímetros. Este feito, permitiu-lhe liderar o ranking europeu do escalão. O seu treinador, Carlos Tribuna é um dos grandes artífices desta evolução. Seguiu-se José Carlos Pinto, que venceu, brilhantemente, os 800 metros, sagrando-se campeão de Portugal pela terceira vez. Depois, foi a vez de Francisco Belo lançar o peso até aos 20,63 metros, conquistando o seu primeiro título nesta prova. No domingo, foi a vez de Mikael Jesus se sagrar campeão, nos 400 metros barreiras, batendo o nosso poderoso Lucirio Garrido. Quem passeou a sua classe foi Isaac Nader, que arrasou nos 1500 metros, sagrando-se bicampeão. Na mesma distância, no feminino, a genial Marta Pen bateu a sportinguista e bicampeã em título, Salomé Afonso. Marta Pen conquistou este título pela terceira vez, provando que atravessa o melhor momento da sua carreira. Finalmente, nos 3000 metros obstáculos, Etson Barros, ainda sub-23, e André Pereira arrasaram, com o jovem cabo-verdiano, treinado pelo Paulo Murta, a bater o pentacampeão, em cima da meta. Este fim-de-semana, disputaram-se os Campeonatos Nacionais de Clubes, em Guimarães. O SL Benfica ambiciona conquistar o 11.º título consecutivo. Cabe à professora Ana Oliveira convocar os nossos melhores atletas para voltarem a fazer história."

Pedro Guerra, in O Benfica

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"1
Estamos a uma vitória do título no hóquei em patins feminino, dispondo de duas oportunidades para sagarmo-nos campeões nacionais pela 8.ª vez consecutiva. A concretizar-se, esta equipa superará os 7 campeonatos consecutivos do basquetebol masculino na década de 90 e ficará a 1 de igualar o feito dos 9 títulos consecutivos das Marias no voleibol. No atletismo masculino somos decacampeões em título;

2
Restam 2 atletas do Benfica no Euro'2020, Seferovic e Vertonghen. São também 2 a continuarem em actividade na Copa América, Everton e Otamendi. Silas, se voltar a comentar um jogo da Bélgica na prova, terá assim nova oportunidade de criticar injustificada e até vergonhosamente Vertonghen como o fez no jogo com Portugal. A insistência foi inqualificável, mas pareceu perseguição, contrastante face ao que o nosso jogador foi fazendo em campo, ao ponto de não se perceber se o teor dos comentários se baseava em forte convicção ou em qualquer motivação;

3
Seferovic leva 3 golos no euro'2020, com a curiosidade dos dois que ajudaram a eliminar a favoritíssima França terem sido conseguidos de cabeça, qualquer deles muito bem executados. Recordo que o nosso avançado, em 173 jogos em competições oficiais de águia ao peito, marcou 69 golos, mas apenas 9 de cabeça, sendo que 4 deles aconteceram em 2020/21, a sua melhor temporada neste capítulo, indicando assim evolução do suíço neste gesto técnico;

13
Foram 13, ao longo desta semana, os atletas do Benfica em estágio, nas selecções de sub-17 (7) e sub-16 (6), asseverando, uma vez mais, o bom trabalho desenvolvido no Benfica Campus. Neste momento, Diego Moreira e Hugo Félix, nos primeiros, e Ussumane Djaló, nos segundos, são os que mais aprecio."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - O Jornal O Benfica apresenta-se para a nova época com uma nova roupagem, mudanças gráficas e uma arrumação diferente com o objectivo de servir melhor os seus leitores e garantir uma leitura mais apelativa. Mudanças que queremos paulatinamente incorporar daqui para a frente, refrescando na apresentação mas mantendo a identidade de sempre: ir ao encontro dos adeptos do Sport Lisboa e Benfica e informá-los cada vez melhor sobre a realidade do Clube.
2 - Em mais um exclusivo, Pizzi e Paulo Bernardo dão conta ao Jornal O Benfica das ambições que a nova época encerra. A pressão é elevada como sempre acontece para quem veste esta camisola, porque vencer é imperativo. Ficam as palavras que expressam um sentido de confiança, profissionalismo e dedicação da parte de quem desde há muito está habituado a contribuir para grandes vitórias como Pizzi, mas também de quem se lança com humildade para os grandes palcos. Paulo Bernardo é um nome que os benfiquistas há muito acompanham com carinho e que agora começam a conhecer melhor.
3 - O Sport Lisboa e Benfica não apresentou apenas as novas camisolas, renovou igualmente uma das suas mais simbólicas parcerias, que vai, com orgulho para ambas as partes, celebrar três décadas. Benfica e Adidas renovaram o seu compromisso até 2027, uma dupla ímpar só igualada por tantas outros que, de águia ao peito, fizeram os adeptos sonhar. O regresso a linhas mais clássicas e o promenor do ano da fundação na gola antecipam um ambiente de regresso as vitórias que todos merecemos.
4 - O Presidente da Mesa da Assembleia Geral dirigiu-se aos sócios do Sport Lisboa e Benfica numa missiva que transcrevemos neste jornal e do qual se destacam três pontos fundamentais em prol de uma imperiosa unidade: contagem física dos votos das últimas eleições com a presença de representantes de todas as listas; auditoria à fiabilidade do sistema de votação; marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária para este mês, assim haja autorização da Direcção Geral de Saúde. E com uma ordem de trabalhos a definir."

Pedro Pinto, in O Benfica

Na margem de cá do Rubicão


"Como sucede no mundo da bola, dois generais disputavam o poder: Pompeu Magno e Júlio César. O primeiro recolhia sobretudo apoios junto das classes mais elevadas e do senado, enquanto que o segundo emergia, cada vez mais, como herói das campanhas na Gália (o nosso general, com seu tiro certeiro, dá pelo nome de Éder). Ora, contrariando ostensivamente as ordens provindas de Roma que intimavam Júlio César a dispersar as suas tropas e a regressar a Roma, onde o aguardava a destituição, eis que o bravo e ambicioso general fez exactamente o contrário: colocando-se à frente da sua legião, decidiu, soltando o grito mais famoso de desafio e provocação da história militar, “alea jacta est” (as sortes estão lançadas), atravessar o rio Rubicão e avançar, sem medo, sobre Roma e carregar sobre os que contra ele conspiravam. E tão vibrante e resoluta foi a sua marcha que Pompeu e seus apoiantes fugiram espavoridos, deixando a Júlio César caminho aberto ao poder absoluto: “ aut Cesar aut nullum”: ou César ou nada!
O rio Rubicão, talvez mais regato, passou assim a simbolizar um contexto de dificuldade face ao qual há que tomar, com afoiteza, uma decisão: atravessar para a outra margem, em vez de ficar paralisado na margem de cá - como aconteceu com o nosso melífluo, mas confuso, General Fernando Santos. Apesar de dispor de uma segunda linha de reserva, jovem, ambiciosa e excepcionalmente talentosa, insistiu, num esgar de auto-defesa, nos de sempre - apesar de vagarosos e exaustos. Esquecendo que as batalhas se ganham com irreverência e ousadia (“audentes fortuna juvat” - a sorte protege os audazes) (Virg. Aen. 10, 284), o nosso general à paisana, confiando-se à capciosa proteção da santinha do bolso do casaco, escolheu permanecer na margem de cá do nosso rubicão, à espera, quem sabe, de uma providencial canoa ( chalana já não temos) que nos pudesse dar uma boleia.
Em vez de lançar o Mendes e o Gonçalves, recorrendo ao pote de fumos para confundir o adversário, o Guedes para romper as linhas de defesa dos flamengos, o nosso general, agarrado à ordem de operações, elaborada nos gabinetes de estado-maior, ficou refém dos seus medos - e o medo de perder é a mais segura garantia de que se perderá mesmo - como se perdeu, malgrado as boas oportunidades de que desfrutámos. Sim, o que nos faltou foi a ousadia de avançar sobre os que conspiravam tramar-nos, foi, enfim, o nosso atávico encolhimento, a nossa eterna mania de não nos vermos e sentirmos merecedores de ser felizes. E para exorcizar esta nossa ancestral familiaridade com a infelicidade, há sempre um Presidente a apontar o rumo: somos dos melhores e vem aí o mundial, num aceno do placebo de que, por qualquer distração dos deuses, o podermos vir a ganhar.
Meus amigos, na “Isla de la Cartuja” os cartuchos das nossas armas foram de pólvora seca. Faltou-nos usar o lote completo das nossas munições que nem sequer saíram do paiol. E já se viu que, com este general, dificilmente ganharemos a guerra: é urgente que passemos o rubicão e ultrapassemos o nosso proverbial acanhamento.
Como se nos exige na luta contra o covid: o que o momento nos pede é que o enfrentemos na rua e na normalidade quotidiana das nossas tarefas e não que, apavorados e submetidos aos donos do dinheiro, nos escondamos todos em casa.
A continuarmos amarrados a este padrão comportamental, o nosso belo país mudará de fisionomia e a sua paisagem será usurpada e desfigurada por um sem-fim de painéis solares. O nosso sol, porventura o nosso maior motivo de orgulho, ser-nos-á roubado por espoliadores internacionais.
Tudo porque insistimos em permanecer transidos de medo na margem de cá do rubicão.
Ousemos enfrentar os nossos inimigos - mas comecemos pelos nossos medos e nossos fantasmas."

Desigualdades físicas e psicológicas


"Mais do que a desigualdade orquestrada pelos modos de organização das competições desportivas ou das que resultam da grande disparidade dos recursos financeiros, o recurso à dopagem coloca em evidência a questão da desigualdade física e psicológica entre os desportistas. Ela toca a essência da atividade, a igualdade corporal, que abrange principalmente a prática desportiva. Como define Jean-Marie Brohm (1976, p. 89), “o desporto é a instituição que a humanidade descobriu para registar a progressão física contínua”. E o corpo é concebido como uma “potência perfectível” (p. 89). Por consequência, atentar ao princípio da pureza do corpo, é colocar em causa o objetivo primeiro da prática desportiva. Como registar o progresso do corpo humano se ele apresenta modificações com o apoio de recursos externos? Mesmo se se crê “na possibilidade de majorar indefinidamente as possibilidades físicas, por uma exploração racional, sistemática, científica” (Baillette, 1992, p. 124), a legitimidade de uma tal situação coloca em causa o quadro ético e moral, no qual o desporto se inscreve. Com a alteração da noção de corporeidade, como dado puro e imutável, a dopagem leva a uma nova apreensão do corpo, concebido como suporte modificável, modulável e experimental.
Dantes, era o reconhecimento da excelência corporal, que tinha a ver com o reconhecimento do esforço consentido, quando da competição, depois do trabalho (treino) efetuado para tornar possível um determinado nível de performance. A performance desportiva tinha por objeto a validação dos méritos corporais individuais e/ou coletivos; ela atestava a superioridade de uns relativamente aos outros. Ela postulava a igualdade de oportunidades de cada um à partida: igualdade no respeito das regras da disciplina e a igualdade de componentes fisiológicas dos participantes. A desigualdade de resultados, neste quadro, não era contestável. O mérito do vencedor tinha a ver apenas com as capacidades físicas associadas a um trabalho de preparação de longa duração. No entanto, os factos que contradizem esta conceção abundam. As questões da dopagem saltam quase quotidianamente para as páginas dos jornais desportivos. Não faz sentido aqui relatá-los todos. Contentar-nos-emos apenas em salientar alguns exemplos para validar a ideia, segundo a qual o desporto se encontra confrontado a uma crise que conduz a interrogar sobre o sentido profundo desta atividade: a comparação das performances do corpo humano. O primeiro exemplo é o de Benjamin Sinclair Johnson, mais conhecido por Ben Johnson, nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Vencedor da prova dos 100 metros, o sprinter canadiano é acusado de dopagem ao estanozolol, um esteróide anabolisante. O Comité Olímpico Internacional (CIO) restabelece a justiça desportiva, privando-o da medalha de ouro para a remeter a quem de direito: Carl Lewis, que tinha ficado em segundo lugar. Bem que tenha sido apanhado pelos “garantes da moral”, Johnson revelava ao mundo que a igualdade de oportunidades é um embuste e que só contam os resultados. Outro exemplo, é o caso da Volta à França de 1998. Pela primeira vez, a justiça civil é chamada a misturar-se com a justiça desportiva. Esta intrusão no espaço guardado do desporto testemunha a incapacidade da instituição desportiva em manter o ideal igualitário e a vontade política de preservar este espaço social, como espaço moral de referência (Attali, 2004). A ação policial conduziu à exclusão de um grande número de ciclistas da Volta por estarem na posse de substâncias ilícitas ou porque o enquadramento desportivo e médico era suspeito de tráfico de substâncias dopantes. Este evento, sem precedentes, colocou em evidência outro aspeto da dopagem. Se o caso de Johnson poderia parecer um caso isolado, como um atleta sem escrúpulos, a Volta à França, e as acusações contra a equipa Festina, colocava em evidência uma lógica de dopagem assente numa organização estruturada. Mas não são apenas estas duas práticas desportivas (atletismo e ciclismo) que são manchadas com os casos de dopagem. É todo o universo desportivo.
Numa perspetiva sociológica, a dopagem não é uma súbita maldição. Segundo o sociólogo Perrow (1984), a dopagem surge como um “acidente normal”, que se reproduz num determinado contexto social. Os sociólogos relativizam a ideia de autonomia individual para a descrição dos factos. Eles sublinham, sobretudo, a implicação dos indivíduos nos constrangimentos sociais e na crítica da modernidade. A prática universal da dopagem mostra que os atletas não agem de forma autodeterminada. Uma constelação de indivíduos são os verdadeiros atores da violação das normas no desporto profissional moderno (Bette, 2011). As dinâmicas próprias do desvio, e o reforço do mesmo, implicam cada vez mais atletas no problema da dopagem a nível nacional e internacional, e em quase todas as práticas desportivas. Com o abandono do espírito do “fair-play”, os desvios tornaram-se escolhas estratégicas, cálculos racionais feitos com “sangue-frio” pelos atores desportivos para se adaptarem às possibilidades e constrangimentos do seu meio desportivo de alto rendimento. Existe uma correlatividade entre a tensão da incerteza e os resultados, vivida numa lógica de vitória/derrota. Os espetadores são fascinados por isso. Se o primeiro elemento é o desporto de alto rendimento, o segundo fator que engendra a dopagem é o público desportivo. Nas últimas décadas, o desporto de elite tem levado a uma melhoria das possibilidades técnicas, um elemento sólido e central dos lazeres modernos e de indústria dos lazeres. As competições desportivas são apaixonantes, até ao insuportável, formando uma ilha de diversão e de incerteza, que atrai e diverte. Enquanto observadores externos, os espetadores podem participar, sem que lhes seja exigida a produção de performances. As competições desportivas são interessantes para o público, dado que permitem experiências estéticas corporais e experiências coletivas, sem a necessidade de intimidade e proximidade. Também a procura de performances desportivas extraordinárias pelo público leva à atenção dos meios de comunicação social. As sociedades modernas levam a pensar o desporto como um “show desportivo”, para retomar a expressão de Georges Vigarello (2002), onde os atores desportivos se confrontam num “ringue” como os atores interpretam uma peça de teatro (Attali, 2004). Com base nos relatórios produzidos pelo Conselho Nacional Antidopagem (CNAD) e pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP), de 2003 a 2018, é possível fazer-se o apuramento dos testes positivos de dopagem. Uma das conclusões que se pode retirar é que abrange quase todas as práticas desportivas. O futebol é a modalidade onde mais se verifica casos de dopagem (117 casos), seguindo do ciclismo (99 casos) e kickboxing e muaythai (56 casos) (cf. Figura 1).

Figura 1: Casos positivos de dopagem (2003 a 2018).
Fonte: CNAD e ADoP

Quando o princípio da equidade não é respeitado, seja pelo modo de organização das competições, seja pela modificação física e fisiológicas, ou ainda pela corrupção), o “desporto fica destabilizado”, levando a interrogar pelo seu futuro."

Novo Manto...

Uma mão cheia de nada


"Hoje, o Novo Semanário decidiu colocar na sua capa uma notícia referente à época de 2016/2017 com um caso arquivado há mais de um ano. Falamos da “Operação Segunda Circular”, que envolveu uma megaoperação antidoping aos jogadores do Sporting CP e SL Benfica. Esta operação foi realizada antes e depois do dérbi lisboeta que terminou com a vitória encarnada, na Luz, por 2-1, em dezembro de 2016.
Diz o semanário que «o que até hoje ainda ninguém sabia (ou muito poucos sabiam) é que entre as colheitas a jogadores do Benfica e do Sporting foram detectados resultados “preocupantemente atípicos” nas amostras de seis jogadores do SL Benfica e outros seis do Sporting CP». Isto é falso.
Esses resultados atípicos constavam no processo e podiam ser consultados pelas partes, sendo que não foram comprovados pois careciam de falta de provas. Como tal, o caso acabou arquivado – para ambos os clubes – há mais de um ano. É curioso constatar, também, como os jornalistas Luís Mota e Cátia Andrea Costa tentam colar o roubo das amostras ao Sporting CP e SL Benfica, quando as amostras roubadas não eram destes clubes e foram parte de uma estratégia do ex-presidente da ADoP, Rogério Jóia, para desviar as verdadeiras amostras dos hipotéticos ladrões que pudessem aparecer (e, de facto, apareceram).
Esta é mais uma mão cheia de nada que visa instalar a dúvida, polémica e instabilidade no seio da liga portuguesa, num claro ataque aos clubes lisboetas. Terá sido escrito por encomenda? Fica a questão."