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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Os 3 cenários da transferência de João Félix

"Verão é sinónimo de competições internacionais de interesse duvidoso e silly season. Sempre foi assim e provavelmente sempre assim será.
No que diz respeito ao Benfica, depois de uma segunda metade de época recheada de jogos espectaculares e marcada por uma recuperação incrível, já se sabia que seria difícil manter os nossos melhores jogadores, com João Félix à cabeça. Sendo assim, não é surpresa para ninguém que a novela deste verão tenha como actor principal o nosso #79, a surpresa está no clube e na dimensão do negócio. 120M para o Atlético de Madrid é muita fruta e representará a quinta maior transferência de sempre do futebol mundial.
Mas a respeito desta possível transferência que está a mexer com o mundo do futebol, existem 3 cenários possíveis e naturalmente todos têm desfechos e consequências diferentes.
Cenário 1 – João Félix fica Do ponto de vista do adepto, e pensando apenas naquilo que nos motiva e faz ir ao estádio, este seria o cenário ideal. Estamos a falar de um jogador de 19 anos que esteve apenas uma época completa no plantel principal e que apenas agarrou a titularidade a meio do campeonato, pelo que ainda tem muito para evoluir tanto em termos técnicos como de maturidade. Com o João Félix no plantel o Benfica será sempre mais forte e estará, por isso, mais próximo de ganhar títulos… e é isso que todos queremos, certo?
De qualquer modo, continuo a achar que terá de haver um ponto de equilíbrio entre o aproveitamento desportivo e o financeiro porque não faz sentido formarmos bons jogadores se depois eles vão brilhar para outros clubes sem que tenham feito algo relevante no Benfica. OK, o dinheiro é importante, e é mesmo, mas a gestão do plantel e dos nossos melhores jogadores tem de ser feita com equilíbrio de modo a que o clube mantenha uma ambição de títulos que é legítima e de acordo com a expectativa dos adeptos e a sua história.
Cenário 2 – João Félix vendido pela cláusula Pouco haverá a dizer neste cenário. Se outro clube decidir pagar a cláusula de rescisão e o jogador quiser sair, não há nada que o Benfica possa fazer. Esta hipótese honrará também o que o Presidente anunciou, e bem, na última Assembleia Geral. Se acontecer, é ficar com o dinheiro, aproveitar para aliviar o aperto do passivo bancário e usar parte desta verba para construir uma equipa mais competitiva na Europa, competição que tem sido desprezada nos últimos anos de forma inexplicável.
Um aparte: temo que uma injecção de capital desta magnitude não sirva para resolver assuntos pendentes e reforçar a equipa, mas sim para a realização de mais obras megalómanas que ainda ninguém percebeu como se vão pagar nem a sua real utilidade. Colégio internacional? Centro de Alto Rendimento de Oeiras? Para que servem? Quanto vão custar? Quais os custos anuais? Qual o retorno a médio/longo prazo? O foco devia ser o sucesso desportivo, tudo o resto é acessório e um meio de chegar a um fim.
Cenário 3 – João Félix vendido abaixo da cláusula ou em prestações Aqui temos um problema grave. Não só não será cumprida a promessa feitas olhos-nos-olhos aos sócios, com todas as implicações que isso tem na relação estrutura/adeptos, como ficaremos mais fracos em termos desportivos e financeiros. Foi-nos prometido que o João Félix só saia pela cláusula, menos do que isso não será aceitável! Nada de suaves prestações, prioridades em atletas que nunca serão contratados, trocas de jogadores ou contratação posterior de outros craques do mesmo empresário como forma de compensação. João Félix só sai do Benfica se algum clube pagar a cláusula de rescisão indicada no seu contrato. São cento e vinte milhões de euros a pronto, ponto final. Qualquer negócio realizado em moldes diferentes será uma afronta aos sócios do Benfica que, acredito, já estão fartos de promessas não cumpridas.
Para já tudo isto não passa de boatos e o Benfica já emitiu 2 comunicados a desmentir qualquer negociação para a transferência do jogador. No entanto, já se percebeu que alguma coisa se passa e que não serão apenas rumores de mercado. O jogador e o seu empresário já foram vistos em Madrid e surgiram recentemente imagens do atleta equipado à Atlético numa possível acção de marketing para a apresentação.
Seja como for, em breve teremos novidades e a única certeza que temos é que o Benfica continua e o objectivo para a próxima época será o mesmo de sempre: vencer, vencer, vencer!
Que cenário acham que vai acontecer? Deixem a vossa opinião nos comentários."

Sair ou não sair, eis a questão!

"João Félix era, há um ano, uma promessa do SL Benfica. Hoje, é uma certeza do futebol mundial! Nada ingénuos, os ditos “gigantes” europeus tomaram consciência de tal e um punhado deles está, pelas informações veiculadas por meios de comunicação social portugueses e internacionais, disposto a avançar para a contratação do jovem avançado. Ou, pelo menos, tentar.
E tentar, por si só, já não será fácil. Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, aparenta tomar uma posição de intransigência: João Félix só sai pelo valor da cláusula, ou seja, 120 milhões de euros. Um número assustador, mas comportável para clubes como Real Madrid FC, Atlético Madrid, Manchester City FC, Manchester United FC ou Juventus FC. Porquê estes exemplos? Porque são estes os clubes com quem a comunicação social mais tem casado – e divorciado, diga-se – João Félix. Ao que tudo indica, é o Atlético de Madrid que segue na linha da frente, estando a confirmação oficial iminente.
Ainda assim, e pese embora o poderio financeiro dos referidos clubes (Real Madrid e Manchester United são dois dos três clubes mais ricos do mundo), estes demonstram alguma reticência em colocar tão avolumado valor na mesa de Luís Filipe Vieira, tentando baixar a fasquia definida pelo líder benfiquista. Perguntam-se ainda, calculo eu, se João Félix valerá 120 milhões de euros. Vale?
O mercado é subjectivo e, por vezes, especulativo. Como tal, é difícil afirmar, convictamente, que Félix vale esse dinheiro (seria a terceira maior venda do futebol mundial – em termos apenas e só numéricos). Seria caro? Talvez, mas o que é bom é caro e João Félix é bom (isso, sim, é claro e objectivo). Na sua primeira época como sénior e com 18/19 anos, apontou 20 golos (15 no campeonato, que ajudou a conquistar) e deu 11 aos companheiros. Participou, de forma directa, em 31 golos, num total de 43 jogos.
Números que valem por eles mesmos, mas que são ainda mais reveladores da qualidade do viseense quando comparados com os de Cristiano Ronaldo (um dos maiores expoentes do futebol português), que completou a primeira época de sénior com menos um ano de idade, onde marcar golos não era a sua função primordial no Sporting. Como tal, a comparação vale o que vale. Mas vale!
Na sua primeira época, o futebolista da Juventus (então jogador do Sporting CP) apontou cinco golos. Para chegar aos 20, Ronaldo precisou de três temporadas (duas ao serviço do Manchester United FC). E só na sua quinta temporada enquanto sénior alcançou a marca dos 20 golos numa época (23 golos ao serviço dos ingleses em 2006/07).
Os golos deixam transparecer algumas das características de João Félix: capacidade de finalização (dentro ou fora da área, com os pés ou com a cabeça, com ou sem pressão do adversário, de primeira ou com recepção, à primeira ou na recarga), frieza, posicionamento dentro da área e movimentações na procura da bola ou do espaço em que esta vai cair que o fazem parecer cinco anos mais experiente. As assistências revelam outras: noção do posicionamento e da movimentação dos colegas, excelência no passe (curto e longo) e leitura de jogo. No entanto, João Félix destaca-se (da grande maioria dos futebolistas mundiais) pela capacidade de decisão.
O internacional português decide bem no momento do último passe (se este for endereçado a Seferovic talvez não seja o último – sim, é uma crítica à esporádica falta de capacidade para finalizar uma jogada do internacional suíço) e da finalização. Decide bem quando acelerar ou abrandar o jogo (ainda que, à semelhança de Messi e Bernardo Silva, o jogo aparente abrandar quando a bola chega aos seus pés – mas, com uma decisão, Félix salta vários passos no processo ofensivo e a jogada decorre num ápice). Decide bem que espaços ocupar e que terrenos pisar.
Os benfiquistas esperam agora que o prodígio formado no Caixa Futebol Campus decida bem o seu futuro. E a verdade é que, pelas informações veiculadas e depois de 13 golos com o pé direito, quatro com o pé esquerdo e três com a cabeça, é (curiosamente) nas mãos de João Félix que está a decisão do seu futuro. Talvez a mais importante da sua carreira.
De um lado, a adoração dos adeptos, a continuidade num projecto que já conhece e do qual é parte vital, a possibilidade de crescer com a menor pressão possível e com uma estrutura que acredita nas suas capacidades imediatas e a grande probabilidade de ser “a” estrela da equipa. Do outro, o dinheiro, a maior probabilidade de alcançar a fama e a glória europeias (do ponto de vista colectivo), um campeonato melhor e de maior visibilidade e a possibilidade de partilhar o balneário com ídolos e craques (Eden Hazard, Bernardo Silva ou… Cristiano Ronaldo).
Sair após uma época não resultou para Renato Sanches. Mas resultou para Cristiano Ronaldo. Não há uma fórmula correta e universal. Terá que ser João Félix a decidir se sai ou não sai. E essa… é “a” questão."

Atenção, João: com grandes quantias de dinheiro, vem grande responsabilidade

"Temos por hábito dizer, do alto da nossa sabedoria, e pela distância que temos das situações em que as personagens mediáticas estão envolvidas, que na mesma situação delas resolveríamos o problema, e que as nossas acções seriam sempre as mais adequadas. São raros os que de nós colocam incerteza sobre o seu próprio comportamento, quando nos é colocada uma situação paralela às que são mais faladas pelo grande público.
Ao João Félix, por exemplo, é pedido que, com 19 anos de idade, decida sobre aquele que pode ser o momento mais importante e mais marcante da sua vida, com a sapiência dos grandes.
Pedem-lhe que decida como José Boto, que tem mais experiência, mais informação e mais conhecimento de todas as culturas e contextos futebolísticos do que os cabelos brancos que tem na cabeça. Olhem que não assim tão poucos!
Pedem-lhe que seja Rui Malheiro, e use a sua capacidade para analisar equipas, formas de jogar, e as enquadre dentro das suas próprias qualidades, dos seus defeitos, do que pode aprimorar, do que precisa mesmo de aprender; e ainda lhe pedem que faça uma projecção do que quer ser no futuro. 
Pedem-lhe que seja Helena Costa, e consiga perceber dentro de todo esse contexto que: não havendo condições para que ele se possa evidenciar e fazer um bom trabalho, por mais tentadora que seja a posição onde lhe colocam – pela notoriedade -, por mais euros que entrem na conta, que não deve ceder aos caprichos externos e que a decisão deve ser única e somente dele.
Pedem-lhe ainda que seja Vitor Frade, e que consiga articular todo esse pensamento, e dar expressão a uma teoria explicativa do porquê de um miúdo de 19 anos, que ainda há pouco tempo passava férias pagas pelo pai do amigo, recusar uma proposta que vai transformar por completo a sua vida.
Em termos de jogo, quer-me parecer que, pelo valor que o Atlético de Madrid está disposto a pagar, Simeone vai apostar de forma inequívoca no talentoso avançado. E essa aposta é um dos factores fulcrais para que Félix se sinta tentado a assinar pelos colchoneros: vai ter protagonismo!
E se assim for, se o treinador o libertar das rígidas tarefas defensivas e da abnegação que ele exige em todas as acções sem bola, creio que triunfará. Porém, o triunfo estará sempre ligado ao número de golos e assistências, uma vez que no modelo de jogo preconizado pelo treinador argentino pouco espaço há para que o jovem avançado se possa evidenciar em outra esfera que o torna verdadeiramente especial: o jogo entre sectores.
Do ponto de vista do seu crescimento como jogador, a mudança para Madrid pode ditar de forma definitiva que tipo de jogador será. É certo que ele tem o talento necessário para vingar, tem o talento para fazer golos e assistências se receber a bola em condições no último terço, mas não menos verdade é que ele é muito mais, pode dar muito mais, pode participar muito mais, e ser decisivo em muitas mais situações do que apenas naquelas em que termina a jogada. Sem esquecer que El Cholo é um treinador que procura sobretudo o rigor e agressividade defensiva, na maior parte das vezes com as linhas baixas, e as situações em que recebe a bola podem não ser as mais adequadas.
Se os primeiros jogos correrem bem, sendo que o treinador não poderá esconder €120 milhões no banco e dar-lhe tempo para crescer sem muita pressão e sem grande responsabilidade, João Félix será a chave de todo o sucesso, mesmo quando não estiver directamente implicado. A imprensa e os adeptos vão tratá-lo desta forma: como o factor diferenciador na equipa, ainda que não tenha feito essa diferença em campo – e acabará por ser esse o seu principal desafio, uma vez que o talento não é condição suficiente para que se tenha sucesso no futebol.
A imprensa espanhola é super agressiva, quando se trata de jogadores estrangeiros, e há o problema da expectativa que o valor avultado da sua transferência irá criar. Assim como poderá ter o mérito de tudo, também terá o demérito. Como Messi e Ronaldo, o criativo avançado será o grande alvo de todas as críticas quando a equipa não tiver o resultado esperado, ainda que não seja responsável de todo. Essa pressão será tremenda, e surgirá de todos os lados: da imprensa, dos adeptos, dos adeptos rivais, do clube, dos próprios colegas. Quando a defesa falhar, culpa de Félix, quando os médios falharem, culpa de Félix, quando o treinador falhar, também será ele o culpado.
Falando mal e depressa, não é um ambiente de sonho para um jovem de 19 anos que, convém lembrar, tem menos de doze meses na primeira divisão portuguesa. Há ainda outro factor que pode não o ajudar: o seu estilo de jogo. Não é um jogador vistoso e que chame a atenção pelo que faz. Não tem um drible espectacular, não é particularmente veloz, não é robusto e foge do choque. Para se conseguir entender o que ele faz de diferente, para lá do golo, é preciso ir detalhe. Sem microscópio, é muito difícil perceber a superioridade do miúdo, e por aí ficará abandonado aos momentos de último terço, que serão sempre em muito menor número do que os restantes.
Se for para o Wanda Metropolitano, João Félix apenas conseguirá ser aquilo que os golos e as assistências lhe permitirem – uma vez que é essa a responsabilidade que todos lhe vão imputar depois da saída de Antoine Griezmann (a maior estrela da equipa), e do valor astronómico da sua transferência."

Estar, ou não, 'no ponto'

"Bruno Fernandes está - para grande equipa. Quanto a mim, João Félix não está. E temo grande erro na opção por Madrid. Fabuloso para o Benfica!

Foi a mais latejante dúvida: João Félix e Bruno Fernandes ficam, ou não?; e, saindo, por que valor financeiro? A primeira certeza (factual) de saída veio de onde eu menos esperava... (jogador e clube contratante). E por verba que sempre considerei absolutamente irrealista!!!
Convicção de rápida partida mantenho quanto ao estupendo médio todo-o-terreno que levou o Sporting ao colo em toda a temporada. Idêntica garantia não dava ao tão talentoso avançado que soube aproveitar o magnífico trampolim da súbita revolução Bruno Lage.
Bruno Fernandes sairá já de Portugal, por amplos e fortíssimos motivos. Desde logo: Sporting tem híper necessidade de grande encaixe financeiro. Em simultâneo: a juventude de Bruno (24 anos em Setembro) já possui firme maturidade, consolidada nos anos em Itália, nas Selecções sub-20 (logo capitão) e nas 2 muito atribuladas épocas sportinguistas (JJ, quando deixou Alvalade, vincou ver nele o próximo capitão - e foi, por se tratar de inato líder!).
Bruno, excelente técnica e tacticamente, na visão de jogo e no invulgar, para um médio, poder de remate, senhor de já provada solidez competitiva, mentalmente muito forte, atleticamente pujante, está no ponto para grande equipa. Em Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha. Por quanto? Creio que justifica à volta de 70 milhões; mas tem a palavra o mercado...
João Félix, quanto a mim, não está no ponto - com apenas 19 anos e tão-só meia dúzia de meses na Liga... portuguesa. Se eu estiver errado (oxalá!), este miúdo medirá meças com projecção de Futre, Figo, Ronaldo, em idêntica idade. Talento às carradas (!) possui; a par de inevitável imaturidade. Muitíssimo para crescer. Sobretudo em consistência competitiva - e poder muscular... -, até ao topo de craque entre craques que o seu tremendo potencial tanto promete. Precipitada ânsia de queimar etapas igual a alto risco de estagnação, ameaça de retrocesso.
OK, o Benfica propôs-lhe €3 milhões/ano e o Atlético de Madrid irá pagar-lhe o dobro! Essa substancial diferença - mas já seria gigantesco salto... - é assim tão importante, aos 19 anos, para recusa de maturar mais uma época? João Félix e os seus conselheiros desligaram do sucedido com, por exemplo, Renato Sanches (Bayern), André Silva (Milan) e João Mário (Inter). Fabuloso negócio faz o Benfica.
Quiça pior: João vai para o estilo de futebol que marca Simeone. Não vai para o futebol de Guardiola, que também terá apontado à sua aquisição. Sim, o menino à sua aquisição. Sim, o menino necessitaria de tempo até se impor no City que abarrota de craques; o extraordinário Bernardo Silva, mesmo já com tarimba de campeão francês no Mónaco, precisou de um ano para ser firme titular. Mas seria estilo de futebol muitíssimo mais ao jeito do perfil técnico de João Félix. Quanto a mim, errada opção por Atlético estruturado com base em altíssima intensidade de poder atlético na sistemática busca de corpo a corpo (por isso os tecnicistas Gaitán e Gelson ali tão mal se deram).
Acresce a brutal exigência (adeptos, jornalistas, quiça também balneário...) que vai cair sobre miúdo de 19 anos, vindo de... Portugal e por galácticos 120 milhões - dos quais este clube nunca sequer se aproximara! Isto quando o gigante Real Madrid, em tudo por tudo para se redimir no monumental fracasso pós-CR7, acaba de pagar 100 milhões por Hazard, avançado há muito de topo mundial!

Os Melhores da Época
Em cheio o fecho do ano futebolístico lusitano: meia-final e final levaram Portugal à conquista da Liga das Nações (dos 23 conquistadores, só 7 no nosso campeonato - ainda...). Eis o meu balanço:
Treinador do ano: Bruno Lage (fulgurante obra ressuscitar Benfica liquidado no início de Janeiro!)
Melhor onze: Casillas; André Almeida, Rúben Dias, Éder Militão, Alex Telles; Pizzi, Herrera, Bruno Fernandes; Marega, Seferovic, Rafa.
Segundo onze (em 3-4-3, por ausência de outro defesa direito convincente): Odysseas; (ou Renan); Felipe, Coates, Mathieu; Corona, Danilo, Samaris, Grimaldo; João Félix, Soares, Acuña.
Outros destaques: Tiago Silva (Feirense) e Chiquinho (Moreirense), médios ofensivos que merecerem equipas de superior craveira; meninos Ferro e Florentino (Benfica); nada menos de 5 guarda-redes: Léo Jardim (Rio Ave), Tiago Sá (SC Braga), Cláudio Ramos (Tondela), Helton Leite (Boavista), Muriel (Belenenses); defesa esquerdo Sequeira (SC Braga), o qual, aos 28 anos, deve ter entrado na lista de Fernando Santos; extremo Tabata, 22 anos (Portimonense); avançados Kikas, 21 anos (Belenenses) e Cádiz (V. Setúbal). E não me esqueço o que Gabriel dimensionou no Benfica de Lage até se lesionar...
Óbvio: opiniões..."

Santos Neves, in A Bola

Lanças... e o crime organizado!

Nova e triste cena do episódio Catar

"Mais uma cena penosa no já longo episódio da escolha do Catar para sede do próximo Campeonato do Mundo, com a detenção de Michel Platini por suspeitas de corrupção na surpreendente viragem num voto que se anunciava a favor dos Estados Unidos e que acabou por recair num país árabe especialmente conhecido no futebol por ter comprado o PSG e ter relações perigosas com o futebol e a política francesas.
Assim, a suspeição da escolha seria sempre obrigatória e nem sequer precisava de se lhe juntar a estranheza de um pagamento de 1,8 milhões de euros por consultoria prestada pelo, então, presidente da UEFA à FIFA.
Ninguém duvidava de que o Catar tem dinheiro para organizar vários campeonatos do mundo de futebol e que seria capaz de construir, em tempo útil, dezenas de estádios. A questão, porém, nunca poderia ser tão explicitamente financeira. Um Campeonato do Mundo de futebol é, hoje, uma imensa festa universal, um acontecimento global, capaz de reunir gente de todos os cantos do mundo, um palco privilegiado para a reunião de povos, de todos os credos, de todas as raças, de todas as culturas. O Catar é, obviamente, limitativo dessa festa universal. Falta-lhe condições óbvias, a começar essencial dos direitos humanos, desde a igualdade do género à tolerância religiosa. E se quisermos abordar a questão da universalidade do futebol e do facto dos Estados Unidos já terem organizado a prova, então pensemos que a proposta da Austrália poderia ser mais conveniente. A verdade é que entre todas as razões que poderiam levar-nos a compreender a escolha do Catar, nenhuma será benigna."

Vítor Serpa, in A Bola

Benfiquismo (MCCXII)

Paris...

Ainda a propósito de João Félix...

"Quanto valem os direitos desportivos de um futebolista? Esta questão é objecto de discussão por todo o mundo e há, até, sites especializados em cotações. Tudo isso se passa, é claro, no mundo virtual, onde a especulação é permitida e o rigor é, quando muito, mais ou menos. Porque, quando se aterra no mundo real, a resposta à pergunta acima formulada é sempre a mesma: os direitos desportivos de um jogador valem aquilo que, efectivamente, pagam por eles. Nem mais, nem menos. Quando o clube comprador passa a dinheiro para o clube vendedor, a verba inscrita na ordem de transferência marca o valor que o mercado atribuiu ao futebolista em causa. Caro, barato, barrete, pechincha, isso é matéria para outras núpcias, numa arte difícil, em que as estatísticas dizem que a margem média de acerto é de vinte por cento.
A propósito de João Félix, têm sido ditas algumas barbaridades que importa desmistificar. A principal, postula que foi o marketing do Benfica a colocar Félix no Atlético. E os colchoneros, com Simeone à cabeça, são parvos, não percebem de futebol, não sabem avaliar jogadores, vão atrás do que lhes dizem? Estamos a falar de um clube detido, em 33%, por um grupo israelita, que não brinca com o dinheiro; de um clube que esteve em duas das últimas seis finais da Champions; que num campeonato que conta com Real Madrid e Barcelona se sagrou campeão em 2014 e nos dois últimos anos ficou à frente dos merengues, e de um emblema que fez crescer talentos como Torres, Aguero ou Diego Costa.
Em resumo, logo que o Benfica comunique a operação à CMVM, ficará fixado o que vale João Félix: 120 milhões."

José Manuel Delgado, in A Bola

Spice Girls

"1. Os defesos do Benfica são um clássico: comprar pelo menos um extremo (Caio Lucas), fazer uma grande venda (João Félix é mais do que isso), fazer jeito ao amigo Jorge Mendes (Pedro Neto e Jordão), comprar jogadores de clubes pequenos para a posição de influencer e reforçar a equipa. A ordem é aleatória.
2. Os Golden Stade Warriors pagaram uma página de anúncio num jornal de Toronto para dar os parabéns aos Raptors pelo título da NBA. O futebol português tem um nome para isto: ficção científica.
3. A Ucrânia ganhou o Mundial sub-20 e fala-se logo em grande geração. Dos vencedores em 2015 (Sérvia) e 2017 (Inglaterra), quantos jogadores estavam na última época nos plantéis dos clubes que ficaram no top-5 das big-five? Só três: Maksimovic (Getafe), Kyle Wlaker-Peters (Tottenham) e Maitland-Niles (Arsenal).
4. Perdido o campeonato de futsal, lia-se no Twitter do Sporting. «Futsal é extraordinário, mas hoje... F...». Quem deu a password a Bruno de Carvalho?
5. No futsal o campeão europeu não foi campeão nacional. No futebol, em 64 edições da Taça/Liga dos Campeões, aconteceu 35 vezes (54,68%).
6. Posso ver em Portugal, na TV, um Haiti-Bermudas ou um Cuba-Martínica, da escaldante Gold Cup mas não tenho acesso a Mundial Feminino, ao Europeu sub-21 ou às decisões do CP.
7. Já agora, CP é Campeonato de Portugal, não Canelas até ao Pescoço.
8. Os adeptos do FC Porto estão com pouca fé em Saraiva. Lembrem-se que neste momento jogar na selecção argentina é como assistir de capacete a uma missa na Notre-Dame.
9. Fico feliz que Rúben Semedo se tenha reencontrado, mas no plano futebolístico devo dizer que a cláusula anti-rivais protege FCP e SLB.
10. Tiago Ilori foi talvez o melhor negócio da história do Sporting na relação falta de qualidade/preço de venda (Liverpool, €7,5M, em 2013), Alguém teve a brilhante ideia de ir buscá-lo de novo (por €2M) e, claro, não correu melhor do que o regresso das Spice Girls."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Formar para vender?

"Agora que estamos no defeso, vale a pena recordar o essencial: o futuro não é um negócio como os outros. Por vários motivos, mas o principal é que a sua racionalidade não está na geração de riqueza, no lucro ou na criação de emprego. Nunca esquecer, o propósito de um clube é vencer títulos e, como isso, satisfazer e alargar a sua base de adeptos.
Já se está a ver onde é que quero chegar. O Benfica tem tido a estratégia correcta: num futebol globalizado, a um país semiperiférico, com poucos recursos, resta-lhe a apostar na formação. É mesmo a única forma de se manter competitivo e gerar recursos suficientes para poder continuar a investir. Sem formação, os clubes portugueses estão condenados a definhar financeira e desportivamente.
O Benfica dos últimos tempos é um caso de sucesso na aposta estratégica na formação. De tal forma que se torna fastidioso enumerar os jogadores do Seixal que vingaram. A questão é que uma parte significativa vingou sem ter tido sucesso significativo com as camisolas do Benfica (Bernardo Silva e João Cancelo são os exemplos mais evidentes de vendas erradas e prematuras). É neste sentido que quer o lema escolhido - 'formar a ganhar' -, quer as sucessivas afirmações de Luís Filipe Vieira, sugerem uma mudança de estratégia: Desta feita, o objectivo da formação é, naturalmente, promover a sustentabilidade financeira, mas, de igual modo, garantir que o Benfica vence com base na formação (ao ponto de se fazerem promessas de um Benfica europeu, construído no Seixal=.
Neste contexto, a vontade de vender João Félix - e o entusiasmo não escondido com os valores das ofertas - é não só errada, como totalmente ao arrepio do que o Benfica anuncia. Por vários motivos.
O primeiro dos quais é que, estando ainda longe de ser um dos melhores jogadores do Mundo, João Félix é, claramente, um jogador muito diferenciado e, juntamente com Bernardo Silva, aquele com maior potencial entre os saídos do Seixal. Um Benfica europeu só será possível se o clube for capaz de reter talentos como João Félix.
A prioridade neste momento deveria ser mostrar que Félix deve ficar e fazer todos os esforços nesse sentido, em lugar de revelar entusiasmo com os valores astronómicos das ofertas. Tanto mais que do ponto de vista do jogador, uma saída prematura, ainda para mais para um clube com um modelo de jogo desadequado às suas características (é o caso do Atlético Madrid de Simeone), é um erro para o próprio."


PS: O Pedro está confuso, o que acaba por ser normal no meio deste circo mediático: o Benfica não quer vender o Félix, não vi, nem li nenhum membro da SAD mostrar entusiasmo pelos supostos €120M... bem pelo contrário!!! Aquilo que se está a preparar, é uma rescisão unilateral do contrato, por parte do jogador e não o contrário... são coisas diferentes!

João Félix só podia sair

"A saída do jogador do Benfica é um falso dilema e um processo maior do que o próprio

'Na minha perspectiva, o João beneficiaria muito em ficar', assevera o seleccionador nacional de futebol. 'Seria bom para todos se João Félix ficasse mais um ano', diz o ainda colega Andreas Samaris. 'Era importante João Félix ficar mais um ano', garante o anterior treinador, Rui Vitória. Se alguém pusesse a circular uma petição pela manutenção do jogador, facilmente chegaria aos muitos milhares de subscritores. E, no entanto, o miúdo do Benfica vai mesmo sair.
É difícil imaginar o que será para a cabeça de alguém com 19 anos saber que pode ser transferido pela estrondosa soma de 120 milhões de euros, passando numa época da equipa B do Benfica para um clube de topo europeu onde será obrigado, e rapidamente, a provar aos sócios e adeptos que vale cada euro que o passe custou e o salário que recebe a cada mês.
A isso junte-se a pressão diária na comunicação social, do empresário, dos clubes ou da família. É o futebol, faz parte do pacote.
O futuro próximo de João Félix é discutido diariamente e não é só se deve ir ou ficar. É por que clube deve assinar, onde pode ou não jogar com mais frequência, qual o treinador com melhor perfil para lapidar o diamante.
A vontade do jogador contará certamente. Mas menos do que devia. Começa pelo conceito de cláusula de rescisão. Basta alguém batê-la e o atleta é obrigado a bater as asas. Claro que se a sua opinião fosse irrelevante, não haveria, paralelamente, negociações salariais. Ninguém quer um jogador contrariado. Mas no caso de João Félix há a clara noção de que o que está em causa é maior do que a próprio e é algo que ele não controla. Há dinheiro, e muito, envolvido. É o que basta.
João Félix vale 120 milhões?
Costuma dizer-se que um bem qualquer (neste caso o passe de um futebolista) vale aquilo que alguém está disposto a pagar por ele. Se pagou pouco ou demasiado, se fez bom ou mau negócio, é outra questão. Uma coisa é certa: uma boa parte daquela soma vem do marketing que Jorge Mendes foi fazendo e faz à volta do 'seu' jogador, 'métier' em que é mestre. Sem desprimor para o atleta, porque o seu talento são os ovos de ouro desta milionária omeleta. Talento, sejamos francos, ainda não totalmente solidificado.
Percebe-se a discussão do ir ou ficar. É fácil sempre solidários com a ideia de que João Félix devia ter mais um ano no Benfica para consolidar as suas capacidades antes de outros voos. Mas na verdade é um falso dilema. E se há uma lesão (cruzes canhoto) ou as oportunidades de que agora se fala não existirem daqui a um ano? E fez sentido um jogador recusar ir para um grande clube das ligas mais competitivas do planeta? Se não for feliz em Espanha, pode sê-lo em Inglaterra ou noutro campeonato.
Chato, chato é o futebol português não ter a mínima capacidade para reter os grandes jogadores, seja, João Félix, Bruno Fernandes ou tantos outros.
Concretizando-se a transferência, é um prémio para a aposta de Luís Filipe Vieira na formação e um excelente retorno para o investimento no Seixal. Será também um Euromilhões para as contas do Benfica, mesmo descontando as milionários comissões."

Uma estrela que ainda cintila

"Chegou à Luz no dia 12 de Setembro de 2014.
Estreou-se no dia 5 de Outubro de 2014 e no mesmo dia marcou o seu primeiro golo pelo SL Benfica e em pleno Estádio da Luz.
Uma história com 183 jogos, 137 golos e 42 assistências.
Este é Jonas. Ou melhor. Este é um pequeno apontamento do que é Jonas. Números, jogos, golos e até assistências. São só uma bonita mas redutora imagem deste génio.
5 épocas de águia ao peito. Muito brilho daquele que tem sido a maior estrela a dançar pelos relvados da Luz.
Jonas é talento, Jonas é golo, Jonas é visão, Jonas é entrega, Jonas é personalidade, Jonas é professor, Jonas é adepto, Jonas é entrega, entrega à camisola, ao símbolo que carrega no peito. Jonas é genial. 
Agora, com 35 anos, os problemas físicos agravam-se e as lesões tornam-se mais recorrentes e limitativas. E depois de uma época onde foi determinante na pior fase do SL Benfica e quase ausente na melhor fase, muito se tem falado sobre a possibilidade de Jonas se retirar, de colocar um ponto final no belo poema que tem escrito de bola no pé e águia ao peito.
Jonas é importantissímo para o Benfica, para a consolidação de uma nova afirmação perante a tentativa de recuperação do FC Porto. Jonas faz do SL Benfica uma força ainda mais impactante. Seja a 100%, a 80% ou a 60%. Seja como titular indiscutivel ou suplente de luxo.
Cabe ao departamento médico do SL Benfica perceber o quanto limitado está o craque brasileiro. E cabe a Jonas perceber se ainda se sente capaz de dar o seu contributo ao Sport Lisboa e Benfica nos relvados. Mesmo limitado, se o jogador se sentir capaz e o departamento médico o der como apto, o lugar de Jonas é no plantel do SL Benfica para 2019-20.
Jonas necessita de tempo para passar a batuta. A sua importância no relvado, nos treinos e no balneário é inequívoca. Ensinar os novos jogadores, motivar todos aqueles que estão consigo, apoiar o treinador e espalhar o seu génio pelos relvados sempre que assim for possível e necessário.
Se estivermos perante um cenário sem retorno, um cenário de impossível continuidade, que se mantenha por perto, que Jonas fique pelo menos esta época junto da equipa técnica, junto do plantel, junto dos adeptos benfiquistas.
Jonas merece mais um ano de SL Benfica. Merece despedir-se nos relvados, em festa por mais um título. E o SL Benfica merece mais um ano de Jonas, do seu talento e da sua paixão."

Eusébio: Um ano à Benfica

"Eusébio da Silva Ferreira é o novo reforço do Real Madrid. Após 12 meses de águia ao peito, o jovem que já ganhou a alcunha de "Pantera Negra" segue para o clube espanhol pela astronómica quantia de 120 mil contos. Recorde-se que Eusébio esteve vários meses sem poder jogar devido ao diferendo com o Sporting quanto à legalidade da sua mudança para o clube encarnado, mas a partir do momento em que se estreou, o mundo parou e assistiu: 29 golos em 31 jogos, incluindo 5 na caminhada na Taça dos Campeões Europeus que terminou, como se sabe, com a sensacional vitória sobre o seu agora novo clube na final: 5-3 ao Real Madrid, com 2 golos do prodigioso avançado. 
Conforme a transferência foi ficando definida, após representantes do clube madrileno se terem deslocado a Lisboa, vários adeptos foram-se reunindo à entrada do Estádio da Luz e os comentários variavam entre a tristeza e a resignação "temos que nos habituar a estes tempos modernos. No tempo do meu pai, nos anos 20 e 30 é que os jogadores ficavam a carreira toda no clube. Agora é diferente. Como se pode recusar 120 mil contos?" argumentava Pedro Marques, que veio de Oeiras de propósito até ao estádio. Já Rúben Morais parecia mais agitado "Tenho imensa pena! Gostava que Eusébio ficasse no Benfica mais 10 anos. Tenho a certeza que venceria muitos títulos e no final até lhe fazíamos uma estátua!". O pequeno Álvaro Araújo de apenas 10 anos é que chorava desconsoladamente "o Eusébio é o meu ídolo, tenho no meu quarto tantas fotografias e posters dele. O meu pai diz que eu tenho que continuar Benfiquista, mas acho que vou passar a torcer pelo Real Madrid..."
Ao final da noite o presidente Fezas Vital deslocou-se ao hall de entrada e falou finalmente com os jornalistas. "Sim, posso confirmar que o Eusébio vai jogar no Real Madrid a partir da temporada 1962/63.". "Presidente, o Real Madrid bateu a clausula de rescisão, o Benfica recebe a pronto?" perguntou o jornalista da RTP. "Bom...importante é que foi atingido o valor que tínhamos definido, depois existem para lá umas alíneas. Os adeptos devem compreender que nos tempos actuais é difícil para um clube Português segurar os talentos durante muito tempo.". "Mas o senhor tem dito e repetido que ambiciona ver o Benfica a vencer mais vezes a Taça dos Campeões Europeus, como o vai conseguir vendendo os melhores jogadores passado apenas um ano?" foi a questão colocada de forma pertinente pelo jornalista da Rádio Renascença. "Repare, o rumo foi definido e estamos muito focados nele. A formação do Benfica continuará a produzir novos Eusébios e o nosso treinador Béla Guttmann, que ficará muitos anos connosco, saberá tirar o melhor partido das jovens promessas, alterando até a táctica para incorporar esses novos elementos. Há até quem já chame a isso "A Benção de Béla Guttmann" disse o presidente, para riso dos presentes, procurando aliviar o ambiente tenso que se sentia. Recorde-se que lá fora continuavam vários adeptos, incluindo o pequeno Álvaro Araújo cujo choro se fazia continuar a ouvir.
Termina assim a saga do Pantera Negra no Glorioso. Com um ano à Benfica! Para os adeptos que se sentam na novíssima bancada do 3º anel do Estádio da Luz ficará certamente o desapontamento de não poderem continuar a ver Eusébio marcar golos no relvado do seu estádio. A não ser que Benfica e Real Madrid se voltem a encontrar na Taça dos Campeões Europeus. Aí talvez Eusébio marque um golo à sua antiga equipa e os Benfiquistas baterão palmas por esse feito da sua antiga coqueluche. Até lá, fica a convicção que rapidamente aparecerá um "novo Eusébio" e que o clube continuará a vencer títulos. Pelo menos a nível interno."


PS: O Bakero como conhecedor da história do Benfica, sabe que o Eusébio não foi vendido com a idade do Félix (mais ou menos) para a Juventus, porque foi obrigado a cumprir o serviço militar obrigatório, e pouco depois, em 1966, não foi para o Inter, porque a Federação Italiana, proibiu a contratação de estrangeiros após o Mundial... Tudo isto num tempo, onde existia uma coisa chamada: clausula de opção, que praticamente tornava os jogadores 'escravos' do Clubes para sempre... ou pelo menos ao momento que o Clube decidia não querer mais o jogador!

João Félix no “mercado de futuros”

"Qual é o valor justo a pagar pelo passe de um futebolista?

A história recente tem-nos presenteado com múltiplas respostas a esta pergunta, sem que seja possível encontrar um denominador comum. Há jogadores e jogadores, assim como há negócios e negócios. E há exemplos de sucesso e fracasso desportivo suficientes para defenderem teses contraditórias. O que não há é quem esteja disposto a fazer um esforço financeiro colossal sem uma perspectiva de retorno.
Vem esta discussão a propósito da iminente transferência de João Félix para o Atlético Madrid. Em cima da mesa está uma exigência de 120 milhões de euros (valor da cláusula de rescisão) a troco de um talento que num abrir e fechar de olhos passou de promessa a certeza. A ascensão galopante de um avançado de 19 anos em contexto de exigência máxima fez eco na bolsa de valores e rapidamente o empurrou para a galeria das excentricidades financeiras, daquelas loucuras que até há poucos anos só faziam sentido no universo de um qualquer jogo de computador.
Mas olhemos para o investimento com a racionalidade que se impõe. Do ponto de vista do equilíbrio da balança, o Atlético irá compensar a compra do passe de Félix com a venda do passe de Griezmann, a sua estrela maior, de saída para o Barcelona. Poderia usar essa folga para reforçar mais do que uma posição do plantel ou até para reduzir o passivo financeiro? Naturalmente. De todo o modo, não deixa de haver uma mitigação do esforço. Do ponto de vista desportivo, parece claro que o avançado português foi o escolhido para desempenhar o papel do francês no “onze” de Diego Simeone, o que significa que os “colchoneros” apostarão (quase) todas as fichas na rápida afirmação da (ainda) jóia do Benfica.
Neste rosário entrarão também as contas de uma futura venda e, no limite, até de uma mais-valia. Sob esse prisma, lançar dados milionários em nome de um jovem de inegável classe acaba, muitas vezes, por ser um investimento mais “seguro” do que num jogador feito, com menor margem para gerar um negócio futuro. Com as devidas diferenças, foi o mesmo raciocínio que conduziu à decisão do PSG de contratar Kylian Mbappé (180 milhões de euros) ou do Barcelona de assegurar os serviços de Ousmane Dembélé (105 milhões) e, mais recentemente, Frenkie de Jong (75 milhões).
É obviamente um risco, como são todas as decisões, no mundo do futebol e fora dele. Um risco exponenciado pelos milhões de euros que o acompanham, mas reduzido tanto quanto possível pela aturada observação que foi feita à performance do jogador. Foi graças a esses relatórios detalhados que a direcção do Atlético se deixou convencer, confiante na capacidade de João Félix continuar a mostrar em Espanha a enorme maturidade e qualidade que revelou em Portugal e na Liga Europa.
A exibição categórica diante do Eintracht Frankfurt, coroada com um hat-trick em plenos quartos-de-final da competição, poderá ter sido a onda que varreu as dúvidas que ainda subsistiam. O nível de exigência subiu em flecha e o avançado respondeu com autoridade. Quer isto dizer que está pronto para as agruras da Liga espanhola? Não necessariamente, mas não deixa de ser um forte indicador de uma resposta capaz em cenário de pressão acrescida.
Do lado de cá, podemos discutir se o timing é o adequado ou se o avançado está preparado para as expectativas que automaticamente disparam sempre que começam a voar maços de notas de uma conta bancária para várias outras. É legítimo pensar que uma oportunidade destas só bate à porta uma vez na vida, tal como é lícito defender que mais uma época em Portugal faria de João Félix um jogador mais preparado para outros voos.
No fundo, apenas ele conseguirá resolver esta equação, sabendo que só com rendimento poderá conquistar aquela parte do país desportivo que lhe apontou o dedo na estreia pela selecção A e continuar a convencer aqueles que se congratulam por verem mais um português a aproximar-se do topo da pirâmide do futebol."

Tribuna de Honra - Félix no meio de muita azia...!!!

Futsal 18/19

"Terminou no passado fim-de-semana a época do Futsal e agora é a altura ideal de fazer uma introspecção da época. O Benfica recuperou o título de Campeão Nacional e venceu ainda a Taça da Liga. Perdemos a Taça de Portugal nos penalties e fomos eliminados da Champions League por diferença de golos. Numa modalidade onde os títulos europeus são perfeitamente alcançáveis, não podemos dizer que a época tenha sido um sucesso estrondoso, mas foi uma época muito boa.
As indicações na pré-época foram as melhores. Vencemos quatro torneios e na Futsal Masters Cup batemos o Magnus Futsal e o Inter Movistar por 4-2 ambos. O início da temporada também foi muito bom. Ganhámos o Grupo da Ronda Principal da Champions League que tinha o Barcelona. Batemos o Sporting por 4-1 na Jornada 6. Só em Novembro chegou a primeira desilusão. O Benfica apesar de ter ganho seu grupo na Champions League, não ficou com a organização da Ronda Elite, oferecendo a vantagem caseira ao Sporting. O Sporting jogou sempre depois e sabia sempre que resultado lhes convinha. Na jornada final um empate 2-2 permitiu que o Sporting passasse para a Final Four e que o Benfica ficasse por aí. Dois meses depois vencemos a Taça da Liga por 3-0 ao Braga. Em Março perdemos a Taça de Portugal nos penalties e em Abril garantimos o primeiro lugar na Fase Regular. 
No playoff começámos muito bem com duas vitórias sobre o Elétrico. Depois apanhámos o Fundão, onde precisámos de ir ao Jogo 3. A Final com o Sporting só se resolveu na negra. Perdemos os dois jogos que foram a prolongamento e ganhámos os três jogos que se resolveram dentro do tempo regulamentar. Na minha opinião dominámos a Final. Acho que o Sporting foi superior apenas nos Jogo 4. Todos os outros o Benfica controlou bem. Mostrámos um bom Futsal, com bom controlo da posse de bola, com um bom 5x4, com uma defesa agressiva e no Jogo 5 defendemos muito bem o 5x4 do Sporting. Acho que foi a melhor Final dos últimos anos. Batemos o Campeão Europeu. É importante não esquecer.
Agora vem aí o mercado de verão. Silvestre Ferreira, Bruno Graça e Cristiano Marques vão ser emprestados ao Eletrico. Tiaguinho, que esteve emprestado ao Braga, vai ser emprestado ao Módicus. Raul Campos e Marc Tolrà vão voltar para Espanha, para o Palma Futsal e para o ElPozo respectivamente. Do lado das entradas, vamos contratar André Sousa para guarda-redes suplente, que até à Final era apontada como a maior falha do nosso plantel que perdia constantemente nos penalties contra o Sporting, mas que depois da exibição de André Correia no Jogo 4 (defendeu 5 livres de 10 metros), talvez já não seja. Vamos também contratar, alegadamente, Fernando Drasler, um fixo do ElPozo. Fala-se que deveremos ir buscar alguns jogadores à formação do Sporting. E por último, parece-me que o plantel deverá fechar com um pivot. O russo Ivan Chishkala já foi apontado pelo ZeroZero. Quando soubermos com mais certezas os plantéis, tanto do Benfica, como do Sporting, iremos fazer um post de previsão da próxima época."

5 minutos à Benfica - Esquema Lage

5 minutos à Benfica - Rescaldo das modalidades 18/19

O Cantinho do Olivier - ep. 3

Benfiquismo (MCCXI)

O meu ídolo...