Últimas indefectivações
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Ironia do defeso
"Ainda não começou a Liga, mas, a fazer fé no que leio e ouço, mais valeria o Benfica jogar com a equipa B e poupar dinheiro. É o que o campeão já está encontrado: o ansioso Sporting. O Porto ainda tem algumas chances, mas o Benfica, coitado, está arredado dessa luta.
Em jejum há 13 anos, o Sporting passou, como por magia, a favorito incontornável. De repente, tem a melhor equipa, a melhor estrutura directiva e técnica, um treinador bicampeão saído do bicampeão em título, jogadores medianos agora considerados ases, dinheiro a rodos, árbitros sorteados e sortidos, pré-aquisições anunciadas com estardalhaço, desta de campeão (Maio de 2016) antecipada para o passado 1 de Julho, perante milhares de adeptos, um primeiro treino esclarecedor (noticiava A BOLA: «Leão entra a todo o gás»), infraestruturas a mudar (ainda A BOLA: «Templos leoninos à imagem de Jesus»), e tempo de «exultar vitórias» a propósito do título nacional no bilhar às 3 tabelas.
Não, o meu Benfica não tem hipóteses... Craques em debandada por troca de yuan-dólares em euro-rublos. Treinador iniciático em grandes. Juniores prematuramente promovidos. Estrutura sem Jesus em cacos. Patrocínios a voar (quero dizer, via Fly Emirates, enquanto os do rival têm os pés bem assentes na terra). Etc...
Como tudo muda 180º (ou será 360º) apenas num mês em que o Sporting já é virtualmente campeão! Como foi possível?
Ainda uma réstia de esperança, pois que o presidente do SCP fez, segundo A BOLA de 29/6, «uma afirmação poderosa», qual seja a de «Portugal e o futebol não quererem o Sporting». Se emigrarem, talvez ainda o SLB dê um ar da sua graça."
Bagão Félix, in A Bola
terça-feira, 7 de julho de 2015
Correu sobre a relva como uma rajada vermelha...
"Moinhos era uma figura! Todo ele anos-70. Foi três vezes consecutivas campeão pelo Benfica, e quantos se podem orgulhar de tal proeza? Era de um tempo muito antes deste tempo bisonho. De um tempo de esperanças e alegrias.
No dia 7 de Outubro de 1974, a criançada voltava às aulas. Eram longas as férias desse tempo. Tanto assim que lhes chamavam «férias grandes». Desconheço se o termo ainda se usa.
Nesse ano de 1974, foi difícil voltar às aulas, lembro-me bem. O país estava confuso e nós também. Entre os professores que apareciam e os que faltavam, havia horas livres a fio para gastar com uma bola e balizas improvisadas. Marcavam-se golos fora das pautas, passava-se administrativamente e também se chumbava por faltas. O Mundo era bem mais divertido do que é hoje e Portugal tinha uma esperança nos olhos das pessoas que foi morrendo com o passar dos anos e a multiplicação infeliz de governantes incompetentes e desonestos.
Na véspera o Benfica dera 4-0 ao Académico de Coimbra, que era a Académica travestida de então, e estava dado a mote para um campeonato ganho com brilho sob o comando de Milorad Pavic, um daqueles treinadores que teve sucesso no Benfica e, em seguida, insucesso no Sporting, pelo que haverá de ter espaço para um croniqueta a propósito num destes dias que se aproxima a passos largos.
Seja como for, adiante... Bate o Benfica o Académico sem apelo nem agravo, e este Benfica terá ao longo da época muito pouco Eusébio, muito pouco Jordão e ainda menos Artur Jorge, o que seria caso para alarme em qualquer linha avançada do Mundo. Mas a máquina funcionava...
Homem do dia: Moinhos.
Até quase poderia dizer homem do ano, com 13 golos no campeonato (melhor marcador do Benfica à frente de Nené com 11) e outros 5 na Taça de Portugal, mas vou ficar-me pelo jogo da Luz, 5.ª jornada.
Moinhos era uma figura. Quem não se recorda dele, procure uma fotografia ou veja aquela que aqui acompanha o texto.
Não enganava: todo ele era anos-70!
Mário Jorge Moinhos Matos, nascido em Vila Nova de Gaia no dia 13 de Maio de 1949. Jogou no Vilanovense e no Boavista antes de vir para o Benfica. Ficou quatro épocas, de 1973 a 1977, sendo de todos elas a melhor esta da qual vos falo.
Contra o Académico (e não é fácil escrever Académico quando é do de Viseu a que se alude...), Moinhos cumpria tão somente o seu terceiro jogo completo desde que assinara pelo Benfica. Pavic gostava dele, como Mário Wilson também gostou no ano seguinte. Aos oito minutos fez o um-a-zero, de cabeça, e preparou-se para afiar as botas. Jordão marcou o segundo, pela meia-hora, e tudo assim ficou até ao intervalo.
O Académico não podia; o Benfica não queria.
Aproveitando o cheque em branco
Ainda me lembro desse jogo. Vagamente, mas lembro. O Benfica podia ter ganho por uma meia-dúzia, se tivesse aproveitado a dinâmica de Vítor Martins, Toni e Simões, mas lá na frente tudo muito perdulário, muito pouco concentrado, não atinando com os buracos concedidos pelo desastrado Brasfemes e deparando com a agilidade temerária de Cardoso.
Lanço mão aos jornais velhos, para não assassinar a memória e levar o estimadíssimo leitor a erros de lembrança sempre tão vulgares.
No Académico jogavam os magníficos Gervásio e Mário Campos, mas já muito devagarinho. E Costa e Vala. E Belo e Gregório Freixo. E ainda entrou esse meu grande amigo de tantas horas, o Vítor Manuel, agora pelos calores de Angola.
Moinhos aproveitou o cheque em branco de Pavic que entregou. Na segunda parte faz mais dois golos e ainda chutou duas bolas nos postes, coisa que lhe poderia ter rendido, se a sorte não fosse madrasta, um dia para nunca mais esquecer. Mas não deixa de ser bela a magia clássica do «hat-trick».
Entraram Vítor Baptista, «o ponta-de-lança da infância sem ternura», como escreveu José Jorge Letria para a voz de Vitorino, e Ibraim, um dos esquecidos das glórias 'encarnadas' que tratarei de lembrar mal a verve me consinta tal empreendimento. Saíram Nené e Jordão. Moinhos ficou, pois claro. A tarde era dele. Gozou-a bem.
Só na jornada 16, em Belém, Moinhos voltaria a marcar: dois golos na vitória por 2-1, com o golo azul a ser de Pietra que não tardaria a vestir de vermelho.
Em 1977, fechado o capítulo Benfica, Moinhos regressou ao Boavista. Três épocas antes de seguir para Espinho onde acabou a carreira.
Fino, quase esquálido, cabeleira longa, meias em baixo, junto dos calcanhares. Era assim Moinhos. Uma figura: repito. Foi campeão pelo Benfica três épocas consecutivas. Quantos se podem orgulhar disso? E com três treinadores diferentes.
Depois foi, como tantos outros, traído pelo coração. Sujeitou-se a um transplante. Teve sucesso. E nós recordamo-lo, como ele merece.
Corria como o vento. Surgia, inesperado, ao encontro conclusivo com a bola. Era de um tempo ainda antes deste tempo amorfo e bisonho. De um tempo em que havia uma alegria nos olhos dos crentes e um futuro que outros haveriam de estragar.
As crianças regressavam às aulas. Aprenderam o quê?
Domingo em Lisboa. Outubro na Luz.
Moinhos correu sobre a relva como uma rajada vermelha..."
Afonso de Melo, in O Benfica
Um baú, muitas terras...
"Desde 1904, o Sport Lisboa e Benfica já teve oito campos. Sete deles encontram-se guardados no Museu.
Ao longo da sua história, o Benfica possuiu diversos campos. A 5 de Outubro de 1941, uma iniciativa única guardou para a posteridade, '(...) um punhado de terra (...)' de cada um. Integrada nos festejos inaugurais do novo campo de jogos, situado no Campo 28 de Maio (nome que o Campo Grande tinha à data, e que manteve até 1948), uma prova de estafeta fez '(...) uma ronda emocionante através de locais onde a colectividade registou períodos áureos, marcando etapas notáveis na sua vida (...)'. O objectivo? Recolher um pouco de terra de cada um dos campos.
A partida início às treze horas e cinquenta e cinco minutos no campo das Terras do Desembargador, em Belém, passou pelo campo da Feiteira e pelo campo da Quinta de Marrocos, ambos em Benfica, pelo campo de Sete Rios, pelo campo das Amoreiras e terminou no novo campo.
Cada 'pedaço de campo' foi recolhido com a ajuda de uma pequena salva de prata e colocado dentro de um pequeno baú de madeira com aplicações em prata, da autoria do ourives Álvaro Ferreira de Oliveira, que os corredores transportaram ao longo do percurso.
O trajecto foi realizado por dez atletas benfiquistas que, de mão em mão, com o auxílio de um cesto metálico, fizeram percorrer pela capital o simbólico testemunho. Pires de Almeida, o atleta mais jovem do Clube, iniciou-o. Seguiram-se-lhe Amadeu Bispo, Tiago Ribeiro, Agostinho Brito, Hermínio Faria, Simões Santos, Manuel Maria, Jaime Miranda e João Miguel.
Após percorrer todos 'os ninhos da águia' entre 1904, o baú entrou no novo campo pelas mãos de Manuel Dias, o mais antigo e consagrado corredor do Clube. 'O público vibrava (...) A ovação não findava (...)'.
Cerca de sessenta anos depois, o precioso baú foi novamente aberto, desta vez para receber a terra do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, construído em 1954 e demolido em 2003 para dar lugar ao actual.
No Museu Benfica - Cosme Damião, na área 17. Chão sagrado, encontra-se exposto o símbolo dessa odisseia."
Mafalda Esturrenho, in O Benfica
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Alucinogénicos...!!!!
"PROENÇA UNE SPORTING E FC PORTO
Na qualidade de assessor dos leões para questões de arbitragem, o antigo juiz internacional reuniu-se com o presidente portista, Pinto da Costa, para lhe apresentar o projecto do sorteio dos árbitros proposto pelos sportinguistas.
Os dragões, que votaram contra na Assembleia Geral da Liga a 19 de Julho, mas defenderam a medida que foi aprovada dez dias depois na continuação da reunião magna. A aliança entre os dois clubes é encarada pelos altos responsáveis pela arbitragem como uma tentativa de destituição de Vítor Pereira, responsável máximo pelas nomeações.
O antigo árbitro Pedro Proença foi quem fez a ponte para um entendimento entre Sporting e FC Porto para que o projecto relativo ao sorteio dos árbitros para a nova época fosse aprovado na Assembleia Geral da Liga.
Ao que o DN apurou, Pedro Proença, antigo colega de curso de Bruno de Carvalho, é actualmente consultor do Sporting para aspectos relacionados com a arbitragem e foi nessa condição que apresentou o projecto numa reunião com Pinto da Costa, presidente do FC Porto, já depois da primeira Assembleia Geral da Liga, a 19 de Junho, em que os dragões votaram contra as nomeações por sorteio."
Fonte: BnR B
O nível de vendas de alucinogénicos e similares vendidos em Portugal, está a atingir níveis impensáveis!!! Ora vejamos:
- O rapazola que supostamente vinha para limpar o Futebol Português contratou neste defeso: o corrupto Pedro Proença para 'conselheiro'... uma cópia descarada da contratação de Garrido pelo Pintinho nos anos 80; Octávio Machado, curiosamente um dos funcionários mais famosos, da pandilha criminosa, nesses mesmo anos 80 e início da década de 90...; e ainda Manuel Fernandes, bom rapaz, mas conhecido por meio mundo, como um dos famosos treinadores das 'malinhas', os tais que são especialistas em subidas da II Liga para a I Liga, à custa das tais 'malas'!!!
- Ontem também ficámos a saber, que o corrupto anti-benfiquista Marco Ferreira, recentemente despromovido, sentiu-se pressionado, quando o Presidente do CA da FPF, na véspera do Rio Ave-Benfica, lhe 'exigiu': uma boa actuação!!!
- O mesmo Marco Ferreira, que durante a odisseia do Marco Silva no Jamor, foi acusado de tudo e mais alguma coisa, por todos os Lagartos, devido à expulsão do Cedric, na final da Taça de Portugal, num momento para o outro, passou de corrupto e incompetente, para mais uma vitima do colinho do Benfica!!!
Depois do golo bem anulado ao Rio Ave na Luz, com o fiscal-de-linha, mal posicionado; depois do vergonhoso golo do Benfica em Moreira de Cónegos, num lance onde o Benfica queria penalty, mas o árbitro deu (erradamente) canto; depois de tudo isto... e mais alguma coisa, chegámos ao cumulo de um árbitro se sentir pressionado, quando o seu 'patrão', lhe exigiu uma actuação positiva!!! Isto é inaceitável...!!!!!!
Recordo que este Marco Ferreira, o 'pressionado' Marco Ferreira, a época passada teve várias actuações escandalosamente corruptas (na melhor das hipóteses, altamente incompetentes!!!):
- Ainda na época anterior (2013/14), apitou um esquecido, Corruptos 1 - 0 Benfica (1.ª mão da Meia-final da Taça de Portugal - com o Benfica heroicamente a dar a volta na 2.ª mão, apesar do Proença...), jogo onde perdoou as expulsões a Fernando e Herrera após agressões barbaras ao Fejsa e ao Salvio... Isto depois de ter eliminado o Benfica da Taça da Liga, dessa mesma época, em Braga, com pelo menos um descarado penalty do Salino sobre o Nico na Pedreira!!!
- Na época 2014/15 começou no Boavista-Benfica, onde curiosamente ficou com a fama de beneficiar o Benfica, quando de facto prejudicou (nada de novo!!!). Não marcou um penalty sobre o Jara...; e com indicação do seu fiscal-de-linha, marcou bem, uma dupla infracção, num suposto golo mal anulado ao Boavista (fora-de-jogo e empurrão ao Jardel)... Além do desastroso critério disciplinar, que prejudicou o Benfica, tendo inclusive expulso o Judas ao intervalo, por protestos...!!!
- Braga-Benfica: um dos mais escandalosos roubos dos últimos tempos, totalmente 'lavado' pela descomunicação social!!! Além dos penalty's do 'costume', levámos com um critério disciplinar completamente absurdo... com destaque para Danilo, Santos e Micalela, todos eles com expulsões perdoadas...
- Rio Ave-Benfica. O 'tal' jogo. Onde manteve o critério disciplinar torto, com prejuízo do Benfica: Ukra tinha que ser expulso. E ainda falhou na falta, que antecedeu o penalty contra o Benfica...
- Além dos jogos do Benfica, recordo o Setúbal-Corruptos, onde voltou a errar descaradamente, com benefício para os Corruptos (coincidência!!!), onde se destaca uma Mão na Bola, do Alex Sandro, 'parecida' com o penalty que poucas semanas antes, marcou contra o Benfica em Vila do Conde!!!
Mas os alucinogénicos são tantos, que a lógica mais ilógica, até faz sentido para alguns (o Benfica é que manda nisto tudo!!!), sendo para isso necessário, não ter memória nenhuma!!!
Em contramão
"A história ensina-nos que, no futebol, os clubes nasceram primeiro que as federações e estas antes que as confederações continentais ou mundiais. Essa hierarquização surgiu como forma natural de controlo do poder discricionário dos clubes, especialmente a partir do momento em que estes começaram a profissionalizar os seus jogadores, o que aconteceu nos finais do século XIX em Inglaterra. Com dinheiro para pagar aos melhores jogadores, os clubes não conseguiram garantir, ainda assim, que isso lhes valesse a conquista de títulos. E quando alguns procuraram exacerbar esse poder do dinheiro, lá estavam as instituições para manter os princípios da verdade desportiva.
A proposta dos clubes portugueses para se acabar com a nomeação dos árbitros, substituindo-a por um sorteio sem princípios de exigência, e pior ainda reclamarem o direito a interferir na própria avaliação do desempenho dos juizes, é um sinal desesperado de que deixaram de acreditar no seu próprio trabalho. Deixaram de acreditar na competência dos treinadores que escolhem, dos jogadores que contratam, tantas vezes pagos a peso de ouro, de acreditar na verdade desportiva.
Ao quererem um regresso a um passado que a história se encarregou de reprovar, os clubes estão a dizer aos adeptos que também não acreditam na sua paixão e no seu apoio, antes estão apenas preocupados com o dinheiro que deixam nas bilheteiras ou no pagamento de quotas. Ao reclamarem o regresso ao sorteio dos árbitros, os clubes estão a dizer aos portugueses que todo o futebol europeu está errado. Fazem lembrar aqueles motoristas que circulam em contramão numa autoestrada e dizem que são os outros que vão em sentido contrário. Até se despistarem, quantas vezes matando-se a si e, pior do que isso, a outros."
Formação de Vitória
"A bola começou ontem a rolar no centro de estágio do Seixal, no início de uma nova era do Benfica. Rui Vitória abraçou o maior desafio da carreira, depois de vários anos em que mostrou competência e capacidade de obter bons resultados sem ter a matéria-prima de outros. Na retina fica a conquista da Taça de Portugal, mas há também a recente qualificação para a Europa, sempre ao leme do V. Guimarães. São apenas dois marcos numa caminhada que começou no Vilafranquense e que chega agora ao ponto mais alto, no clube do coração.
O desafio é grande mas é certo que a SAD encabeçada por Luís Filipe Vieira tem dado mostras de um apoio incondicional. Como se viu ontem no primeiro treino da época. Vieira e Rui Costa sentaram-se ao lado de Lourenço Coelho e assistiram ao início dos trabalhos. Um sinal claro de que a estrutura está ao lado do técnico e que as palavras do presidente na apresentação de Rui Vitória são para cumprir. Agora tudo depende da capacidade do treinador, a quem todos reconhecem enorme competência e sabedoria. Ontem Vitória já deu algumas pistas do que podemos contar nos próximos tempos: trato fácil e próximo com os futebolistas, estilo descontraído mas sempre com o máximo de profissionalismo.
O plantel, para já, oferece garantias e há bases para trabalhar. A estrutura da última época foi mantida e, para já, apenas Maxi deixou a Luz, ainda que Gaitán também seja um perda quase certa. Não faço parte da corrente que considera o uruguaio uma perda substancial. Já no que concerne ao jogador argentino o caso é bem diferente. Gaitán é quase impossível de substituir, visto tratar-se de uma espécie rara no futebol, pelos desequilíbrios que cria com bola e pelo elevado critério que tem na hora da decisão. Sem Salvio até Janeiro falta criatividade e poder de desequilíbrio a este novo Benfica, ainda que Carcela e Taarabt sejam reforços que acrescentam qualidade.
Por último, a tal questão da formação, que muitos falam mas que poucos parecem querer perceber. Ninguém espera que Rui Vitória escale um onze com cinco ou seis jogadores da formação. Mas os jovens podem ser integrados de forma progressiva e ter oportunidade para evoluir. Há vários jogos durante a época em que isso pode acontecer. Basta haver vontade."
domingo, 5 de julho de 2015
Liga Italiana e Liga Francesa na BTV...
A BTV anunciou ontem, que nas próximas 3 épocas, vai transmitir em exclusivo para Portugal, as Ligas Francesa e Italiana - além da UFC (desta vez em exclusivo total...). Sendo que as negociações ainda não estão fechadas em relação à Liga Espanhola (e parece que a Liga Alemã também pode ser uma hipótese!!!). Com a Liga Inglesa mais uma ano na BTV (pelo menos), corremos o risco de ter todos os principais campeonatos Europeus na BTV...
A Liga Italiana parece estar a recuperar, os principais clubes estão bastante activos no mercado, apesar da Juventus continuar a ser a grande favorita, o histórico das rivalidades na Série A garante sempre jogos interessantes...; a Liga Francesa, além do milionário PSG não parece muito atractiva, mas mesmo sem os grandes nomes do Futebol internacional, existem sempre muitos jovens com talento, muita força Africana, e jogos abertos e competitivos... além do nosso Bernardo!!!
Com este cenário, é praticamente certo que vamos ter uma BTV3 (e até podemos ter uma BTV4!!!), também é provável que o preço da subscrição para clientes particulares suba... Tendo em conta os potenciais conteúdos, é justo que assim seja.
Pessoalmente, creio ser importante manter as transmissões dos directos da modalidades nos Pavilhões da Luz aos fins-de-semana (um canal 'exclusivo' para as Modalidades seria uma ideia interessante, com a possibilidade de ser integrado na nossa oferta da BTV para fora de Portugal...), na última época já tivemos alguns deferidos das Modalidades por conflito de horários (nem sempre é fácil antecipar, ou adiar os jogos das Modalidades para dias de semana, já que muitos dos nossos adversários são 'amadores'...); outra consequência importante da nossa politica de compra de conteúdos 'caros', é o asfixiamento da concorrência, algo que numa futura negociação centralizada dos direitos da Liga Portuguesa, poderá ser muito importante...!!!
Imaginem um cenário onde a BTV participava numa parceria, com outro canal (SIC, TVI ou RTP, por exemplo...) na compra dos direitos da televisão da Liga nacional, e além de ficarmos com os jogos na Luz, ficávamos com os jogos fora da Luz... com os nossos parceiros a ficarem com o resto?!!!
Imaginem um cenário onde a BTV participava numa parceria, com outro canal (SIC, TVI ou RTP, por exemplo...) na compra dos direitos da televisão da Liga nacional, e além de ficarmos com os jogos na Luz, ficávamos com os jogos fora da Luz... com os nossos parceiros a ficarem com o resto?!!!
PS1: A nossa secção de Atletismo conquistou mais um título este fim-de-semana: Campeões Nacionais de Juniores Masculinos (2.º lugar no feminino)...
PS2: Uma nota ainda para os prémios individuais conquistados pelos nossos funcionários do Futsal: Chaguinha (melhor jogador); (Joel Rocha (melhor treinador); Juanjo (melhor guarda-redes).
PS3: Uma nota final para o Campeonato 'Mundial' de Sueca das Casas do Benfica, e do Torneio de Futsal entre as Casas do Benfica, disputado este fim-de-semana no complexo da Catedral... Mais uma excelente forma de envolver os Benfiquistas com o Clube...
Benfica em tempo de viragem
"Os primeiros dias de Rui Vitória no Benfica não estão a fugir um milímetro ao guião: empatia com o balneário, forte apoio da estrutura, aceitação dos adeptos. Exactamente o que se esperava. Ontem, no Seixal, no primeiro dia em que a bola saltou, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Lourenço Coelho fizeram questão de estar ao lado do treinador. No dia da apresentação, no Cosme Damião, já tinham aparecido todas as figuras de peso do clube e, sobretudo, da SAD. E o mais provável - e natural - é que este estado protector se mantenha enquanto o técnico não conquistar o seu espaço de afirmação. E esse, como é evidente, é um processo que só está concluído quando chegam as vitórias.
Até lá, porém, há muitos passos a dar. E o primeiro, no caso de Rui Vitória, é esta aproximação ao futebol de formação do Benfica, tal como Vieira tinha prometido. A porta que liga os sonhos dos mais novos ao futebol profissional das águias está agora aberta. A notícia que lhe contamos na página 11 desta edição é um importante sinal de viragem nos bicampeões nacionais.
Rui Vitória já tinha explicado na BTV que não era "tonto" e que sabia "muito bem" que não se ganham campeonatos "apenas com jogadores vindos da formação". É difícil haver quem não concorde. E o próprio presidente, que tem sido o motor da ideia, será o primeiro a reconhecer que é impossível ser campeão apenas com Bernardos Silvas.
A questão, no entanto, deve ser vista a partir de outra perspectiva. Ter três, quatro ou cinco jovens - formados em casa - integrados no plantel é vantajoso para o treinador e para os próprios jogadores? Há talento no Seixal que justifique a aposta de forma consistente? Deve dar-se aos técnicos da formação a possibilidade de assistir aos treinos da equipa principal? A mesma resposta a todas as perguntas: sim."
«O Benfica tornou-se independente do BES e da PT»
" «É a primeira vez que um clube português está acima dos €200 milhões», diz Domingos Soares de Oliveira (...) O administrador financeiro da sociedade anónima desportiva (SAD) explica que os proveitos se dividem entre direitos televisivos (41%), patrocínios (39%) e bilheteira (20%), semelhante à distribuição dos grandes clubes da Europa. Só que «os clubes portugueses vão ter cada vez mais dificuldades em conseguir manter a competitividade». Há que formar miúdos, jogar com eles, vendê-los (...). Nos primeiros nove meses do ano que agora acabou (o ano económico das SAD é como a época, de Julho a Junho), o Benfica teve receitas de €140 milhões (incluindo vendas de jogadores) e lucros de €14 milhões. O passivo caiu 9%... e os capitais próprios estão positivos, em €6 milhões. O activo (que inclui um plantel avaliado em cerca de €100 milhões) desceu após a venda de jogadores, mas incluiu €16 milhões em caixa. Cofres cheios? «Não significa que estejamos a seguir o exemplo da ministra (das Finanças), mas tomámos medidas de prudência.» A descida do passivo resulta da redução de dívidas de fornecedores: o Benfica antecipou pagamentos, por exemplo de passes de jogadores, em troca de descontos financeiros. Mas os empréstimos mantêm-se: cerca de €300 milhões.
- O Benfica tem vários empréstimos bancários (...). A exposição à CGD é baixa e o BCP reduziu os empréstimos. A questão é o Novo Banco, que quer baixar créditos. Daí a actual emissão obrigacionista.
- O enfoque está nas situações de curto prazo, que têm sido renegociadas e somam cerca de €150 milhões. Vamos reduzir esse valor, em três componentes: uma é negociar e estender num financiamento de longo prazo, com prazos de maturidade mais próximos de 2024, 2027; depois, é este empréstimo obrigacionista de três anos e eventualmente renovável, dependendo das condições de mercado; uma terceira parte serão descobertos bancários normais. Estes €150 milhões têm vindo a ser renovados por prazos de dois ou três meses. O nosso objectivo é ganhar estabilidade, em prazos e em diversidade de fontes de financiamento. Estamos dependentes do Novo Banco e vice-versa.
- Dos €150 milhões no Novo Banco, de quanto será o novo empréstimo de longo prazo?
- Se fizermos os €45 milhões no obrigacionista e deixarmos €30 milhões, €40 milhões para um descoberto normal, será o resto.
- €70 milhões?
- À volta disso.
- A relação com o Novo Banco tem sido a super curto prazo?
- Sim, nos últimos tempos, para resolver situações como o Benfica Stars Fund.
- Que o Benfica recomprou. Qual o custo médio da dívida?
- Cerca de 6%.
- Pagam €17 milhões de juros por ano. As vendas de jogadores não reduzem o passivo?
- Fizemos uma redução de passivo de 9%, adquirimos o Benfica Stars Fund e temos €16 milhões em caixa. O objectivo não é pôr a dívida a zero. A dívida é de €300 milhões, o que corresponde a uma vez e meia o nosso volume de facturação - e ela já foi quatro vezes o nosso valor de facturação. No dia em que a dívida foi igual à facturação, estaremos confortáveis.
- Baixar até aos €200 milhões.
- O objectivo é esse. Em que prazo é que isso acontece? Depende das oportunidades. Este ano conseguimos reduzir €40 milhões do passivo em nove meses; não acredito que esta seja uma velocidade para manter mas temos condições para, todos os anos, baixar o passivo entre €10 a €15 milhões.
- Como?
- Dependíamos do BES e da PT. Demos o salto, somos uma marca internacional, com um patrocinador internacional (Emirates). Conseguimos substituir a dependência daquilo que (não vou chamá-los 'donos disto tudo') era o establischment. Segundo aspecto: para dependermos menos da importação de jogadores estrangeiros, tínhamos de criar uma fábrica de jogadores. ela forma como vendemos os nossos activos mais novos, provámos que o investimento no Seixal é certo. E temos um grupo de elite, 30 jogadores, com 15, 16 e 17 anos, que temos de introduzir no nosso futebol profissional. Queremos, assim, baixar o custo médio do plantel.
- Qual é o valor do patrocínio da Emirates?
- Não posso revelar.
- A BTV vai expandir-se?
- O contrato com a liga inglesa acaba daqui a um ano e temos duas novas ligas para a próxima época: a francesa e a italiana. Admito que possamos subir ligeiramente o custo para o subscritor no futuro.
- Qual o resultado líquido da BTV para este ano?
- Acima do anterior, entre os €19 milhões e os €20 milhões.
- É abaixo da proposta da Olivedesportos que o Benfica recusou.
- A Olivedesportos fazia uma proposta média de €22 milhões (silêncio). A decisão da Olivedesportos foi sobretudo baseada em termos políticos.
- Ou seja?
- A não dependência de alguém com enorme influência no futebol português. Essa pessoa (Joaquim Oliveira), ou entidade (Olivedesportos) tinham influência na condução do nosso futebol.
- Admite participar numa centralização dos direitos televisivos?
- Precisamos disso: a diferença entre o clube que ganha mais e o clube que ganha menos é de 1 para 10. O problema é que os clubes são os primeiros a dizer que não.
- Porquê?
- Devem estar condicionados.
- Os clubes estão reféns?
- Numa reunião da Liga, ouvi um dos responsáveis de um clube: '90% das minhas receitas dependem da Olivedesportos'.
- Como é que se pode gerar mais receitas?
- Cinco factores. O primeiro é a redistribuição da receita que fica no distribuidor. Segundo, a receita internacional. O terceiro, a receita de publicidade da primeira linha que, no Benfica, nos dá uns milhões com 17 jogos. O quarto é a receita que se pode gerar revendendo os direitos a canais abertos. O quinto, a publicidade no intervalo dos jogo. As pessoas não querem discutir isto.
«Jesus valoriza activos mas não os vende»
Aqui, fala-se sobretudo de futebol, de salários, de Rui Vitória e de Jorge Jesus, que é bom mas não é o Messias.
- No Benfica há tectos salariais para os jogadores?
- Não, mas há valores que não podemos ultrapassar.
- Qual é o máximo?
- Não quero falar de máximos porque isso quase seria revelar situações específicas sobre alguns futebolistas, mas vocês ouviram falar de notícias de renovações contratuais...
- Maxi Pereira.
- Estou a falar do Maxi e de outros jogadores.
- Então o máximo é de 1 milhão e 200 mil euros.
- Por aí. A massa salarial é €42 milhões. €14 milhões por trimestre. Gostaríamos de, no futuro, reduzir esse valor em 20%. Não será um corte radical e, por aquilo que se vê, no espaço de 5 anos teremos 10 jogadores do grupo de elite na equipa principal.
- Qual é o orçamento para este ano?
- Não será muito inferior ao do último.
- Que era de €80 milhões.
- Um bocadinho menos.
- É nessa lógica que o Benfica contrata Rui Vitória?
- Hoje, há jogadores que saem do Seixal para chegarem ao topo do futebol português, como o João Cancelo (jogador do Valência), o Bernardo Silva (Mónaco), o André Gomes (Valência). Só que não tem havido capacidade por parte do Benfica, como um todo, para trazer estes jogadores para a equipa profissional. O perfil de Rui Vitória enquadra-se nesta lógica.
- Essa incapacidade tinha a ver com Jorge Jesus?
- Não é uma responsabilidade de uma pessoa só.
- Se tivesse jogado mais, o Bernardo Silva, que saiu por 15,7 milhões, teria sido vendido por mais, provavelmente. Está arrependido?
- Se eu vendo um miúdo com 19, 20 anos no máximo da sua curva de valor é porque algo correu mal. Se tivéssemos segurado o valor dele seria outro? Provavelmente, sim. Mas também temos de reconhecer que o Bernardo ganhou valor pelo que fez na liga francesa. Acertar no Totobola à segunda-feira é fácil.
- Há alinhamento do Rui Vitória com o modelo de negócio do Benfica, portanto.
- O Rui Vitória tem uma visão do seu papel que vai muito além do papel de treinador. Aliás, os treinadores modernos dizem: 'Quem só sabe de futebol, nada sabe sobre futebol'. O Rui Vitória quer perceber e participar no modelo de sustentação do Benfica. E isso é (e não quero estar a dizer mal de ninguém) uma lufada de ar fresco.
- O Benfica perdeu um grande vendedor com a saída de Jesus?
- O Jesus valoriza os activos tal como o Rui Vitória terá capacidade para valorizar. Mas dizer que quem faz as vendas é o Jesus é ter uma visão muito restrita daquilo que é o futebol. Quem conduz o processo é o presidente, quando as vendas são bem feitas o mérito é dele, e quando são mal feitas o demérito também é dele.
- A saída surpreendeu-o?
- Sim. Confesso que não esperava que o Sporting fosse o projecto do Jorge Jesus.
- Sentiu-se traído?
- Não. Nos faremos o nosso caminho e ele fará o dele.
- Tem ressentimentos?
- Não, até porque nunca tive relação pessoal com ele.
- O Benfica também poupou nos salários com Rui Vitória...
- Sim, é um saltério substancialmente mais baixo.
- O FC Porto anunciou à CMVM a contratação de Imbula, do Marselha, por €20 milhões. Alguns jornais escreveram que a operação poderá ter sido feita com a ajuda do fundo Doyen. Como interpreta esta compra, à luz das novas leis da FIFA que proibiu o third-party owenership?
- Houve uma reunião da UEFA que aligeirou as restrições do Fair Play Financeiro, mas não o TPO, o third-party owenership. Basicamente, a alteração tem a ver com isto: as pessoas que andavam a investir em fundos, agora podem investir directamente nos clubes, através de uma posição accionista. or exemplo, a Doyen poderá investir directamente no clube e retirar lucro directamente do clube. Quanto a este caso, não consigo entender. No comunicado do FC Porto à CMVM não vem qualquer referência à Doyen, portanto não vou especular - mas nunca vi um clube em Portugal investir €20 milhões num jogador.
- Há alguma regra que obrigue o Benfica a informar o CMVM sobre contratações?
- Todos os clubes estão obrigados a comunicar qualquer transacção que seja igual ou ultrapasse 5% do activo. O nosso activo é de €400 milhões, portanto tenho de comunicar todas as transacções a partir de €20 milhões. Daí não termos anunciado a venda de João Cancelo (€15 milhões). Já agora, devo dizer que o João Cancelo e o Bernardo Silva foram jogadores claramente valorizados por Jorge Jesus (risos, num tom irónico).
(...)"
PS: O meu único problema com esta entrevista do nosso Director Financeiro, é a capacidade do Benfica, em 'premiar' (recorrentemente) quem trata mal o Benfica!!!
O sr. Pedro Candeias, no último ano, tem desrespeitado, destratado, mentido, injuriado o nome do Benfica e da sua Direcção, por diversas vezes, e o que é o Benfica faz: concede uma entrevista exclusiva!!!
Continuo sem perceber...
sábado, 4 de julho de 2015
Calendários...
Aqui está o calendário para a época 2015/16. A ordem dos jogos, não me preocupa, pois temos sempre que jogar contra todos, o mais importante será perceber como é que o calendário Europeu, e os jogos da Selecções, vai encaixar com o calendário do Campeonato... com as viagens e o desgaste inerente nestas circunstâncias, e os tempos curtos de recuperação.
Destaque para os prémios individuais que os nossos atletas conseguiram, ainda em relação à época anterior: Júlio César (melhor guarda-redes da I Liga); Jonas (melhor jogador da I Liga); e o Gonçalo Guedes (jogador revelação da II Liga).
1.ª - Estoril(c) / 18.ª(f)
2.ª . Arouca(f) / 19.ª(c)
3.ª - Moreirense(c) / 20.ª(f)
4.ª - Belenenses(c) / 21.ª(f)
5.ª - Corruptos(f) / 22.ª(c)
6.ª - Paços de Ferreira(c) / 23.ª(f)
7.ª - U. Madeira(f) / 24.ª(c)
8.ª - Sporting(c) / 25.ª(f)
9.ª - Tondela(f) / 26.ª(c)
10.ª - Boavista(c) / 27.ª(f)
11.ª - Braga(f) / 28.ª(c)
12.ª - Académica(c) / 29.ª(f)
13.ª - V. Setúbal(f) / 30.ª(c)
14.ª - Rio Ave(c) / 31.ª(f)
15.ª - V. Guimarães(f) / 32.ª(c)
16.ª - Marítimo(c) / 33.ª(f)
17.ª - Nacional(f) / 24.ª(c)
1.ª - Olhanense(f) / 24.ª(c)
2.ª - Penafiel(c) / 25.ª(f)
3.ª - Atlético(f) / 26.ª(c)
4.ª - Oliveirense(c) / 27.ª(f)
5.ª - Varzim(f) / 28.ª(c)
6.ª - Viseu(c) / 29.ª(f)
7.ª - Aves(f) / 30.ª(c)
8.ª - Gil Vicente(c) / 31.ª(f)
9.ª - Chaves(f) / 32.ª(c)
10.ª - Mafra(c) / 33.ª(f)
11.ª - Covilhã(f) / 34.ª(c)
12.ª - Feirense(c) / 35.ª(f)
13.ª - Farense(f) / 36.ª(c)
14.ª - Portimonense(c) / 37.ª(f)
15.ª - Santa Clara(f) / 38.ª(c)
16.ª - Oriental(c) / 39.ª(f)
17.ª - Famalicão(c) / 40.ª(f)
18.ª - Leixões(f) / 41.ª(c)
19.ª - Sporting B(c) / 42.ª(f)
20.ª - Guimarães B(f) / 43.ª(c)
21.ª - Braga B(c) / 44.ª(f)
22.ª - Corruptos B(c) / 45.ª(f)
23.ª - Freamunde(f) / 46.ª(c)
Eusébio é Portugal
"Eusébio foi um homem simples, admirado por gerações que veneraram o enorme talento que fez dele um dos melhores futebolistas mundiais de todos os tempos e apreciaram a infinita humildade que o acompanhou até ao derradeiro suspiro. Além do cavalheirismo com que sempre viveu a competição, ora festejando os golos com inimitável coreografia feita de gestos que lhe vinham do fundo da alma, em que parecia querer alcançar o céu através de maravilhosos saltos felinos, à imagem do estilo ímpar do seu futebol, nunca visto até então, o que levou os ingleses, no inesquecível Mundial de 66, a chamar-lhe pantera negra e felicitando os guarda-redes adversários por defesas impensáveis.
O Panteão Nacional destina-se a perpetuar a memória dos cidadãos que se distinguiram por serviços prestados ao País e, nesse sentido, a trasladação dos restos mortais de Eusébio mereceu a unanimidade de todos os partidos políticos com representação parlamentar, o que só por si constitui sublime expressão da força do seu nome e do respeito que a sua memória merece.
Ontem, foi-lhe prestada a homenagem devida. Uma cerimónia de indescritível beleza e de infinito significado, que teve o dom, ainda que por instantes, de unir os portugueses, os que amam o futebol e os que o detestam. Porque Eusébio é muito mais: é Portugal.
Comoveu-se com as palavras de António Simões, o seu 'irmão branco', arrepiou-se ao ouvir o Hino pela voz de Dulce Pontes e cantou com o amigo Rui Veloso a música 'Africa'. Foi uma grande festa que o mundo testemunhou e aplaudiu.
Eusébio é um símbolo nacional, como sublinhou o Presidente da República. De dimensão universal!"
Fernando Guerra, in A Bola
O espectáculo vai começar
"Chegou a ser a mais importante competição desportiva planetária, logo atrás dos Jogos Olímpicos e do Campeonato do Mundo de futebol. Mas o flagelo do doping tirou-lhe credibilidade, reduziu-lhe a projecção e a prova perdeu encanto, principalmente para quem, nos anos 90, testemunhou episódios de autêntica farsa e, mais tarde, já em pleno século 21, venerou um batoteiro que encarnou na perfeição o papel de super-herói.
A Volta a França em bicicleta, que hoje se inicia com um prólogo mais longo do que o habitual, tem agora condições para reviver a magia e o glamour de um passado já longínquo. Face à categoria dos ciclistas que compõem o pelotão e do próprio traçado da prova - que até reservou a escalada do Alpe d'Huez para o dia anterior à consagração nos Campos Elísios -, a edição de 2015 poderá muito bem tornar-se na mais competitiva e espectacular das últimas décadas, recuperando o Tour o prestígio que, indiscutivelmente, merece.
Raras são as modalidades capazes de reunir, durante três semanas, atletas da craveira de Contador, Nibali, Froome e Quintana e de disporem ainda de Rodríguez, Pinot, Péraud, Bardet, Van Garderen, Valverde, Porte e, claro, Rui Costa à espreita de se intrometerem entre os favoritos e, consequentemente, na discussão de um lugar no pódio. Para os espectadores portugueses, o Tour deste ano terá, assim, um atractivo muito especial. O campeão do Mundo de estrada, em 2013, e campeão nacional, no último fim de semana, nunca surgiu tão preparado para uma prova deste nível. Se tudo correr bem, não veremos certamente Rui Costa atrás do objectivo menor das vitórias em etapas de média montanha. Vamos ter, isso sim, o poveiro, tal como demonstrou no Dauphiné, a bater-se pela classificação geral."
Eusébio no Panteão Nacional
"Com Amália e Eusébio o Panteão ganha visibilidade e talvez passe, enfim, a chamar mais a atenção do que a vizinha Feira da Ladra.
Entre cinco escritores, quatro Presidentes da República, um heróico opositor ao Estado Novo e uma fadista, ou, melhor dizendo, uma cantora de fado, Honras de Panteão, ontem cumpridas em cerimónia impressionante, para Eusébio da Silva Ferreira. Ele é, assim, o primeiro africano, o primeiro desportista, o primeira futebolista a ser incluído no restrito número daqueles a quem a República reconheceu o dever de «homenagear e perpetuar a memória, por serviços prestados ao país».
Não se pode dizer que a decisão unânime da Assembleia da República tenha tido uma representação de unanimidade no país. Há muito boa gente que gostaria de ver reservado o Panteão para a celebração da imortalidade de uma cultura de elite, densa e erudita, em oposição a uma cultura popular, ou de popularidade.
A discussão começou em Amália Rodrigues e tornou-se mais intensa com Eusébio. Sendo, ambos, expressões inquestionáveis de um reconhecimento nacional e popular, a verdade é que se tratavam de figuras representativas de duas das áreas em que assentam os maiores preconceitos da sociedade cultural de elite: o fado e o futebol.
Claro que é fácil questionar e argumentar sobre a justiça de dar honras de Panteão a Amália e a Eusébio, quando ficam de fora Eça de Queirós, Salgueiro Maia, ou Aristides de Sousa Mendes.
No entanto, a argumentação lógica das escolhas para o Panteão Nacional sempre se tem confrontado com a natureza do imprevisto, do circunstancialismo e até da «moda cultural dos tempos».
Entre os que, antes, conquistaram o direito à morada tumular no «museu dos mortos», como lhe chamou Miguel Sousa Tavares, há casos indiscutíveis como os de Garrett, Aquilino ou Sophia na literatura, Manuel Arriaga e Teófilo Braga entre os presidentes da primeira República, mas a verdade é que também no Panteão Nacional se pode adaptar o lema que se tornou particularmente conhecido e que estava registado num antigo Hospital: «Não estão todos os que são; não são todos os que são».
A verdade é que algumas das maiores figuras da nossa História ganharam a Honra da memória eterna noutros templos e até noutras geografias. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, repousa para a eternidade, com a sua mulher Mafalda, no mosteiro de Santa Clara, em Coimbra; a ínclita geração está para sempre recolhida no exuberante mosteiro da Batalha; Luís de Camões, Vasco da Gama, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa repousam, com pompa e circunstância, no mosteiro dos Jerónimos.
Temos de reconhecer que até na cultura dos mortos Portugal é um país diverso e disperso. De facto sempre fomos um bocadinho caóticos na organização do pensamento nacional.
É por esta circunstância, que torna subjectiva e leve a razão da escolha dos nosso heróis, que não vale muito a pena discutir a bondade e a justiça da decisão da Assembleia da República.
Com Amália e Eusébio, o Panteão Nacional democratiza-se e populariza-se. O Panteão ganha visibilidade e talvez passe, enfim, a chamar mais a atenção do que a sua vizinha feira da Ladra.
É óbvio que tal nunca poderia ser razão de escolha. É importante que os portugueses não reconheçam em Amália apenas uma grande fadista e em Eusébio apenas um grande futebolista. Ambos foram muito mais do que isso. Ambos foram bandeiras de Portugal no mundo, capazes de mudar, pelo talento e pela sua natureza humana, um conceito universal de um Portugal pequenino, pobre, desinteressante, cinzento. E, no caso de Eusébio, ainda um símbolo da lusitanidade no mundo.
(...)"
Vítor Serpa, in A Bola
Assim vai o defeso...
"Em pleno período estival, comecei o dia a planear uma ida à praia depois de despachar alguns assuntos, entre os quais esta crónica. No entanto, após me chegarem os ecos da Assembleia-Geral do Sporting, temo que não mais conseguirei sair à rua, receoso do repetidamente anunciado 'Sporting forte', uma espécie de, presumem eles, veneno para Benfiquistas. Já me tinha acontecido o mesmo com o abalo sísmico neste cantinho da Europa provocado pelo lançamento da primeira pedra do pavilhão João Rocha, aquele que, se de facto vier a ser construído, devolverá os pavilhões de Mafra e Odivelas aos seus munícipes.
Não fossem, entretanto, a conquista dos títulos e taças de Futebol, Basquetebol, Futsal, Hóquei em Patins, Voleibol e Atletismo, talvez não tivesse resistido. Nessa altura, disse o presidente sportinguista, repetindo-o agora, que 'um Sporting forte assusta muita gente'. Sobretudo os sportinguistas, acrescento eu, que sabem lá o que isso é. Não sabem eles nem sabe ninguém, que as fantasias são de quem as tem e dificilmente são transpostas do plano imaginário para o real. Por exemplo, tenho um amigo que, a determinada altura, fantasiou que Ricciardi e Sobrinho constariam entre os alvos da auditoria feita à gestão do Sporting nos últimos anos. Enfim, fantasias quem as não tem...
Cuidado Benfiquistas! Na próxima temporada teremos que defrontar um 'Sporting forte' e, como se prevê para os lados do centro de estágio da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, 'o melhor plantel dos últimos 31 anos'. Por aqui, entre entradas e saídas, seremos somente 'O Benfica'. Esquecem-se os nossos adversários que esse é o nosso maior trunfo."
João Tomas, in O Benfica
Há uma linha que separa
"Aqui há uns tempos andava na berra a expressão 'há uma linha que separa'. Serviu para tudo, desde a campanha publicitária de uma operadora de televisão por cabo até sátiras a políticos, treinadores de Futebol, colegas de trabalho e um sem número de outras situações. O conceito era o de mostrar que aquele produto era muito diferente e melhor que todos os outros concorrentes. A frase pegou. E foi ficando, até ser substituída por outra qualquer difundida nas redes sociais.
Agora que a nova época está à porta, talvez seja tempo de recuperar a célebre expressão. E razões não faltam. Comecemos pelo óbvio: os títulos. Passemos também pelo número de sócios pagantes, pelo número de golos marcados por época da equipa de Futebol, pelas conquistas das diversas modalidades, pelo passado de glória e, claro, pelo número de adeptos que, época após época, fazem do Estádio da Luz aquele com mais assistência de todos os estádios portugueses.
Em 2014/2015 não foi diferente. Nos jogos a contar para a Liga em que o SL Benfica se sagrou Bicampeão Nacional. houve uma média superior a 48.500 pessoas a assistir a cada partida em casa. Mais 13 mil pessoas de média que os vizinhos do Campo Grande e mais 16.500 espectadores que a média da agremiação desportiva junto à ponte do Freixo. Ou seja, a Catedral teve mais de 75% de média de lotação em cada jogo lá disputado. Percebem a diferença? Percebem o que é esta linha que separa o maior Clube português do resto? Somos nós - os adeptos. Os Red Pass (bilhetes de época) já estão à venda. Vamos aumentar ainda mais a distância para os nossos adversários. Rumo ao 35."
Ricardo Santos, in O Benfica
UEFA criou um fantasma
"O mercado de transferências abriu oficialmente a 1 de Julho e, entre os muitos negócios que já se anunciaram, a ação de um clube por norma (muito) gastador pode até estar a passar despercebida. Desde 2008 - altura em que o clube foi adquirido pelo Abu Dhabi United Group - que o Manchester City faz abanar os alicerces de cada defeso ao gastar verbas exorbitantes em variadíssimos reforços mas, volvidas sete temporadas, a inversão é notória. Senão vejamos: ainda agora começou o período oficial de transferências e os citizens já encaixaram 47 milhões de euros em vendas - Negredo (27 milhões), Nastasic (9,5), Rekik (5), Scott Sinclair (3,5) e Boyata (2) -, além de ter poupado em salários ao deixar sair a custo zero jogadores outrora importantes como Micah Richards, James Milner, Lampard ou mesmo Guidetti, que acaba de sagrar-se campeão da Europa de sub-21. A inversão no plano financeiro é de tal forma evidente que, a 3 de Julho, o City já fez mais dinheiro em vendas do que em qualquer um dos anteriores sete defesos! Dá que pensar.
E para contrabalançar, Manuel Pellegrini apenas investiu... 3 milhões de euros num jovem avançado turco de 18 anos, de nome relativamente desconhecido: Enes Ünal. A razão é simples: chama-se Fair Play Financeiro da UEFA. O cinto aperta cada vez mais e, depois de, na 4.ª feira, a UEFA ter levantado o castigo aplicado ao PSG, o City é o único clube impedido de comprar jogadores por mais de 60 milhões de euros e a poder inscrever apenas 21 jogadores (em vez de 25) nas competições europeias. Não foi, por isso, por acaso que Pellegrini se ausentou de mansinho da luta titânica pela contratação de Pogba e outras eventuais baixas no plantel deverão ser encaradas como... normais. A verdade é que o valor encaixado em vendas já superou os 44,3 milhões de euros feitos em 2012/13 e a tendência, nos próximos anos, obriga a esta inversão.
Não podemos ser ingénuos e pensar que o City vai ficar só a olhar para Chelsea, Man. United, Arsenal ou mesmo Liverpool a investir. Atacará o mercado mas dificilmente o voltará a fazer sem cabeça. O fantasma do Dínamo Moscovo (suspenso por quatro anos das competições europeias há dias) deixou todos em alerta."
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Eusébio
Eusébio da Silva Ferreira, continua a executar serviço público: primeiro andou a espalhar arte nos relvados do Mundo, em nome do Benfica e de Portugal, com a humildade e o sacrifício que lhes estava no sangue... agora, mesmo depois de deixar o reino dos vivos, deu a conhecer ao País: o Panteão Nacional...!!!
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