Últimas indefectivações

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Campeonato perdido


Corruptos 26 - 23 Benfica

Não foi hoje que perdemos o Campeonato, as derrotas perfeitamente evitáveis com os Lagartos e com o Águas Santas, foram os momentos decisivos. Hoje, foi mais do mesmo: nas últimas épocas o Benfica vence na Luz, e os Corruptos vence no antro... A diferença, é que no antro, as arbitragens são de bradar aos céus. A nomeação da dupla Nicolau/Caçador foi reveladora, façam uma estatística com estes dois anti's a arbitrar jogos do Benfica e os números não vão mentir (com destaque para os jogos com as equipas que normalmente jogam a 2.ª fase)!!!
Com uma arbitragem normal, ao intervalo a vantagem do Benfica era de 3 a 4 golos (os 7 metros a favor dos Corruptos foram a pedido...), depois na 2.ª parte tivemos umas paragens cerebrais, mas que todas as equipas têm, é impossível manter o mesmo nível durante todo o jogo, mas umas têm 'almofadas' outras não!!! As duas exclusões na entrada dos últimos 5 minutos, o facto de na 2.ª parte o primeiro livre de 7 metros, a favor do Benfica ter sido aos 25 minutos, e o facto de ser permitido quase tudo aos Corruptos na defesa: defender dentro da área, puxar, agarrar, são obstáculos impossíveis de ultrapassar. Basta recordar como esta noite eles ganharam uma vantagem de 3 golos (20-20 para 24-21), com uma falta não assinalada num remate do Benfica (que seria 7 metros), e com uma falta ofensiva inexistente ao Benfica, supostamente, sobre um jogador que estava a defender dentro da área: que também dava 7 metros!!!)!!!

Recordo os mais distraídos, que uma parte significativa da equipa do Benfica é composta por ex-jogadores dos Corruptos (Candeias, Tavares, Andrade, Carmo, Rodrigues, Grilo), portanto quando começam a dizer que os nossos jogadores, não têm 'isto ou aquilo', é bom recordar que eles, alguns à bem pouco tempo estavam no outro lado, e nessa altura já tinham 'isso e aquilo'!!! Tenho a certeza que os jogadores não desaprendem quando vestem a camisola do Benfica, o problema, é que o factor mais decisivo em muitos Campeonatos - nesta, e noutras modalidades -, não são os jogadores, e não são os treinadores... as vitórias são da 'organização'!!! É daqueles casos, onde Portugal é um verdadeiro 'study case'!!!

Já li alguns rumores sobre o plantel para a próxima época: creio que é óbvio, a equipa precisa de reforçar a 1.ª linha, temos poucos rematadores de longa distância, o Pedroso é inconstante e o Cutura é uma adaptação; precisamos de mais um Pivot; espero que o Álamo fique; se o Tavares sair, não sei se o Areia será opção...
Vou-me repetir, num Campeonato sem Play-off (!!!), para ganhar temos que ser perfeitos. Perfeitos quer dizer, perfeitos: ganhar todos os jogos, para que as visitas ao antro da Corrupção não sejam decisivas. Qualquer deslize será fatal...

Red Light Amsterdam

A competência tem valor

"Por vezes, o futebol é feito de injustiças. O Benfica vulgarizou o actual campeão europeu na final da Liga Europa, mas infelizmente a vitória acabou por sorrir ao Chelsea. Nestas alturas, as vitórias morais de pouco servem. No entanto, a excelente temporada benfiquista merece o reconhecimento de todos. Aconteça o que acontecer, o trabalho de Jorge Jesus e dos seus jogadores foi notável.
No início da época, poucos imaginariam que este Benfica, órfão de peças vitais como Javi García e Axel Witsel, seria capaz de se impor e superiorizar perante uma equipa poderosa (desportiva e financeiramente falando) como o Chelsea. A verdade é que a equipa da Luz foi capaz de contrariar todas as probabilidades. Muito por força da capacidade que demonstrou em se reinventar. E aí, Jesus teve o papel principal, na construção de uma equipa competitiva.
O técnico "inventou" um lateral-esquerdo (Melgarejo) capaz de cumprir defensivamente e dar profundidade à equipa, dinamizou a polivalência de André Almeida, potenciou as capacidades de Matic para um nível muito alto e transformou Enzo Pérez, razoável extremo de origem, num médio-centro com tarimba internacional. Pelo meio, ainda conseguiu afirmar Lima e Salvio como peças chave do onze e espevitar Gaitán e Ola John para momentos de magia.
O arquitecto desta equipa conseguiu fazer uma saborosa omeleta com os poucos ovos que tinha à sua disposição em determinados sectores da equipa. Quando muitos apontavam a fragilidade do meio-campo do Benfica, a verdade é que Jesus formou e valorizou uma das melhores duplas de médios, Matic e Enzo Pérez, a jogar na Europa.
Estes dois jogadores deram luta aos cinco médios com que o Chelsea povoou o meio-campo e, mesmo assim, conseguiram fazer com que fosse o Benfica a comandar o jogo, a controlar a bola e a criar várias oportunidades de perigo. Apenas faltou maior esclarecimento e acutilância na hora de rematar à baliza de Cech.
Por todo este trabalho de valorização de activos e do nível competitivo do Benfica, assim como pela qualidade do futebol apresentado, a continuidade de Jorge Jesus parece ser a decisão mais lógica. Porém, os discursos contraditórios de presidente e treinador após a final da Liga Europa indicam que ainda há pormenores a limar para que as duas partes cheguem a um entendimento.
Acredito que a maioria dos benfiquistas, entre direcção  sócios e adeptos, querem a renovação do seu actual treinador para dar continuidade a um projecto que contribuiu, e muito, para o crescimento do clube nos últimos anos. O equilíbrio de forças com o FC Porto já é uma realidade e o "salto" europeu, tão desejado por Luís Filipe Vieira, está em marcha.
Perante as últimas declarações, falta saber se o treinador tem interesse em continuar. Com o futebol apresentando nesta final da Liga Europa, é certo que Jorge Jesus ganhou maior cotação em termos internacionais e não lhe faltarão pretendentes. Para além de questões salariais, sendo ele um dos treinadores mais bem pagos da Europa, a Jesus interessará saber que equipa terá à sua disposição e que tipo de investimento quer fazer o Benfica nos próximos anos.
Numa altura em que os clubes começam a ter maior contenção financeira, focando-se na redução de despesas, conjugar a ambição do clube e do seu treinador fará toda a diferença. É que no próximo ano a final da Liga dos Campeões realiza-se no Estádio da Luz... Estar nessa final é, obviamente, um sonho para toda a nação benfiquista."

Vieira: querer não é poder

"Na ressaca da vitória na final da Liga dos Campeões em 2004, o presidente do FC Porto, Pinto da Costa, assumiu um objectivo desejo: regressar a uma final da mesma competição em menos de 17 anos. Porquê 17 anos e não 15 ou 20? Entre as finais ganhas em 1987 e 2004 distavam precisamente 17 anos, pelo que o desafio passava por encurtar esse período de ausência. Foi um desejo excessivo? Bom, já passaram 9 anos sobre a gloriosa noite de Gelsenkirchen, portanto o FC Porto ainda tem 7 anos para dar essa prenda a Pinto da Costa (a final ganha na Liga Europa em 2011 atenuou o passar dos anos).
Na ressaca da derrota na final da Liga Europa, na quarta-feira, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, também formulou um objectivo desejo: para o ano voltamos cá. Não se referia, creio, à Liga Europa, mas à Liga dos Campeões, que vai ser decidida... no Estádio da Luz. Mas uma final europeia não se calendariza. Pode traçar-se um plano de acção mais ou menos consistente e criar as condições para lutar pelo objectivo num determinado período. Dificilmente a um ano. Porque nem todo o dinheiro do Mundo compra essa certeza, como muito bem sabem o Real Madrid ou o Manchester City (clubes a quem, por exemplo, o Benfica vendeu três dos seus melhores jogadores...). E os sorteios têm, numa prova a eliminar, um papel decisivo. Que não se consegue controlar.
Compreendo a frustração do líder do Benfica ao perder de forma tão inglória a Liga Europa. Assim, atribuo à emoção do momento tal reacção espontânea. Se bastasse querer para se poder, o Benfica não teria passado 23 anos seguidos a ver as finais europeias na televisão.
Também interpreto as palavras de Jesus sobre a (hesitante) renovação à luz da frustração daquele momento. A derrota, diz, vai levá-lo a pensar muita coisa. Provavelmente concluirá o mesmo que Luís Filipe Vieira: com um plantel mais equilibrado, principalmente na defesa, talvez hoje se sentisse no céu e não no inferno. Talvez. Mas a história no futebol não se faz de “talvez” nem de “se”. Faz-se de vitórias. O Benfica já não “cheirava” a possibilidade de acumular tantas numa época há muito tempo. Uma vez que agora voltou a conhecer o “cheiro” do sucesso, o melhor caminho, parece-me, é o de seguir em frente e trabalhar para lhe sentir o sabor.
Vieira terá um desafio enorme pela frente nas próximas semanas: segurar na Luz, pelo menos mais um ano, aqueles que fazem uma grande diferença. Como Jesus, Matic, Enzo, Garay ou Gaitán."

Voltar a ser sócio do Benfica

"Em duas décadas de pântano futebolístico (1994-2009) não sofri metade daquilo que tenho sofrido nos últimos dois anos. Durante aquela época negra , o Benfica só aguentava o verão, aquele espacinho entre a primeira e a quarta jornada, altura em que passávamos pelas Antas para a habitual sessão de sodomia com pitons. O Sporting não chegava ao Natal, não era? O meu Benfica pós-Artur Jorge não durava até ao verão de São Martinho. As castanhas já vinham com um encolher de ombros. Não havia sofrimento, havia resignação. O sofrimento implica falhar num momento de decisão. E nós não tínhamos momentos de decisão, éramos um clube de loseiros, habituados a ver os momentos de decisão dos outros. Agora, as coisas são diferentes. Estas duas épocas estão a doer, porque tivemos o chupa-chupa na mão, porque julgámos que a miúda gira estava mesmo a olhar para nós e, afinal, estava a olhar para o pintas do lado.
"O que fazer? O que dizer?", perguntavam anteontem algumas sms de amigos. Bom, já pensei em entrar em negação, já pensei em ser do Belenenses ou da Académica para ver futebol na anémica posição papai-mamãe, já pensei em desligar-me da bola, já pensei em seguir o conselho da minha mulher, isso é só futebol, ó doente, já pensei em não ir ao estádio, para quê sofrer, porra?, já pensei em não seguir os jogos pela tv, até poupávamos dinheiro, ouviste?, já pensei, no fundo, em cortar o cordão umbilical com o meu relógio biológico . "Para quê sofrer com isto?" parece ser uma pergunta tão lógica, tão certa, tão cartesiana, não é? Pois, mas acho que vou fazer exactamente o contrário, acho que vou voltar a ser sócio do Benfica. A solução é apanhar os pedaços do velho cartão de sócio que rasguei aquando do advento de Vale e Azevedo, a solução é não pensar no número de pacotes de fraldas que posso comprar com 120 euros. Sim, depois de quarta-feira, a única resposta aceitável passa por regressar ao rebanho oficial. O sacaninha do Bélla Guttman não se pode ficar a rir."

Amor

"Foram dois desaires competitivos, dois desaires penosos, traumáticos até. Uma trajectória fulgurante não deixava adivinhar o suplício, mesmo o principal antagonista havia dado as contas por encerradas. A recepção ao Estoril-Praia, mais o consequente desfecho negativo, ainda era revertível. No Dragão, foi quase assim, na última vintena de minutos poucos portistas acreditavam no sucesso. O golo, aquele golo, em período de prorrogação, foi sádico. Foi sádico, mas foi golo. E porque foi golo valeu mais um rude golpe, por mais que imprevisto, nas nossas aspirações à conquista do ceptro nacional.
No momento em que escrevo, preparo a bagagem para Amesterdão, também a bagagem emocional. O que se vai passar? Tenho confiança na equipa, ainda que sem deslumbramento. Vencer a Liga Europa, só por si, dava um colorido especial a uma época que estava a ser das melhores de todo o historial benfiquista. Se assim foi (o leitor já sabe o resultado quando ler esta prosa), 2012/2013 fica, inexoravelmente, no canto bonito da emoção vermelha.
Ainda falta um jogo para o Campeonato, embora se saiba que o Benfica como que endossa, por razões conjunturais, a responsabilidade ao valoroso Paços de Ferreira de inverter aquela que parece ser uma fatalidade. Depois, há Taça de Portugal no Jamor, palco que a nossa equipa não pisa há uns pares de anos. Para vencer, só pode ser para vencer.
Quaisquer que sejam os cenários, inclusive o mais dramático, continuo a sustentar que a minha aptitude benfiquista sai reforçada nos momentos adversos. Quando se ganha, é fácil ser do Benfica, apregoar benfiquismo. Grito ainda mais alto quando o contexto é desfavorável. É aquilo a que chamo um caso de amor. Amor incondicional. Mais na desgraça do que na graça."

João Malheiro, in O Benfica

quinta-feira, 16 de maio de 2013

«...a nossa hora vai chegar!»

"Há momentos em que devemos ter memória e gratidão e este é um deles. Tenho orgulho na equipa do Sport Lisboa e Benfica, mas é impossível não ficar emocionado e orgulhoso depois do que assisti ontem [quinta-feira], no ArenA de Amesterdão, com a forma como os milhares de benfiquistas que estiveram presentes no estádio apoiaram, ao longo de todo o jogo, nos bons e nos maus momentos, a nossa equipa. 
Sei que muitos deles, com sacrifício da sua vida pessoal, procedentes de toda a Europa, mas também de África e da América do Sul e do Norte, não quiseram perder a oportunidade de estar presentes. A eles o meu muito obrigado não apenas pela presença, mas pela forma como mostraram ao Mundo o que é o Sport Lisboa e Benfica.
Os cânticos, a coreografia das bancadas e as lágrimas no final são imagens que marcam e que têm de servir de exemplo a todos nós. O Benfica é único! Este meu obrigado segue também para todos aqueles que por uma ou outra razão não puderam viajar até Amesterdão mas não deixaram de vibrar e apoiar a equipa num jogo, por todos, reconhecido de alto nível. Obrigado a todos pelo vosso exemplo e pela vossa dedicação ao Clube.
Vamos continuar com esta vontade, determinação e humildade, com pensamento positivo e unidos na certeza de que a nossa hora vai chegar!"



Benfica, Benfica, Benfica!

"O maldito número: 92. Igual a 90+2. Tempo para jogar: 1%. Outra vez. Desgraçadamente. A sorte virou costas ao Benfica numa época de grande qualidade futebolística. O Benfica foi a melhor equipa em Amesterdão. O Chelsea foi feliz. Mas as finais são sempre a soma do jogo jogado e da imponderabilidade da sorte ou azar.
Eu que - menino e moço - chorei de alegria, com os meus 13 anos com as duas vitórias na Taça dos Campeões Europeus, que vi nas outras finais a malapata dos 'penalties' e a circunstância de ter disputado duas delas nos países ou cidades dos adversários, sinto a desilusão do que, nas 9 finais europeias disputadas, ainda não tinha experimentado: o anátema do 92.
Gostei da equipa. Alguns jogadores foram notáveis. Enzo Pérez brilhante. Matic contra o seu antigo clube foi o que tem sido toda a época: um jogador que faz o trabalho de dois ou três. Garay, um enorme defesa-central saiu lesionado num momento crítico. Cardozo, Salvio, Luisão, Gaitan, muito bem. Jorge Jesus foi competente e reanimou a equipa para esta final com sabedoria e lucidez.
Depois da lancinante imagem do treinador de joelhos, foi doloroso ver o choro e a frustração de dignos profissionais do maior clube português. Um jogo leal, um final de jogo de grande elegância e correcção no relvado e nas bancadas. Uma partida sem obsessões e recriminações doentias. E sem esses insuportáveis mind games que entretêm o circo. E com uma boa arbitragem, sem a vaidade, e manhosice de Proenças & Cia.
Dividido entre a profunda frustração da derrota e o orgulho de um Benfica que honrou Portugal, digo bem alto: Benfica, Benfica, Benfica!"

Bagão Félix, in A Bola

Que grande lição, a dos adeptos do Benfica!

"Muito se discute se são os adeptos que puxam pela equipa ou se é a equipa que puxa pelos adeptos. A noite de ontem em Amesterdão não vai ajudar a resolver esta dúvida metódica porque os adeptos do Benfica e a sua equipa estiveram em comunhão perfeita. Surpreendente foi a forma como a claque encarnada abafou completamente a do Chelsea. Os ingleses, quiçá envergonhados pelo banho de bola que estavam a levar, foram parcimoniosos nos cânticos e só festejaram a sério quando chegou a hora de Frank Lampard levantar a Taça. Em muitos anos de futebol não tenho memória de uma equipa sair vencida e ao mesmo tempo ser vitoriada de forma tão expressiva e expansiva pelos seus adeptos. Esse é outro dos ensinamentos de Amesterdão, uma cidade onde o Benfica foi muito feliz em 1962 e de onde saiu agora de cabeça bem levantada e com o prestígio internacional em alta. Perdeu o Benfica? Sim. Mas nem tudo se perdeu..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Benfica: o Príncipe Encantado vai chegar um dia!

"Carta a Jorge Jesus
Caro Jorge Jesus, muitos parabéns pelo grande jogo que ontem o Benfica fez. Muitos parabéns pela forma desassombrada, corajosa, intensa e vibrante como ontem o Benfica jogou. Assim, sim, assim o Benfica é grande, mesmo quando perde.
Ontem, talvez pela primeira vez em toda a minha vida, senti que Portugal inteiro se orgulhou do Benfica. Mesmo os nossos adversários, portistas e sportinguistas, admiraram o nosso fantástico jogo, e o nosso maravilhoso público em Amesterdão, e mesmo eles sentiram a crueldade que foi perder assim.
A derrota custa, custa muito, mas caro Jorge Jesus, não deixes que esta derrota ensombre o quanto fizeste este ano e a grande temporada que o Benfica fez. Jamais me vou esquecer de muitos momentos bons deste ano. Das vitórias em Leverkusen e Bordéus, da forma magnífica como jogámos em Nou Camp, Newcastle ou nesta final; das excelentes vitórias nacionais em campos tão difíceis como Alvalade, Braga, Madeira e Paços de Ferreira.
E, sobretudo, jamais me vou esquecer daquele que foi o melhor jogo da época que o Benfica fez, na Luz, contra o Fenerbahçe, na meia-final.
Além disso, também não me vou esquecer do que diziam da equipa no início do ano, quando tínhamos acabado de vender Witsel e Javi Garcia e não havia meio-campo, pois Aimar e Martins estavam fora de combate. Ou quando diziam que não tínhamos defesa, pois Luisão estava castigado para meses e supostamente não havia lateral esquerdo.
Ainda te lembras do que disseram de ti? Pois, meu caro Jesus, a ti se deve a grande construção desta equipa. A invenção de um meio-campo excelente, com Matic e Enzo Pérez; o nascimento de um jovem lateral chamado Melgarejo; a afirmação de um grande avançado chamado Lima; e ainda uma aposta em jovens portugueses, os dois Andrés.
Quem fez tudo isto em apenas um ano, e conseguiu tanta coisa boa e bonita para alegrar os nossos corações, não pode pensar em desistir só porque perdeu dois jogos nos descontos.
Os grandes homens não são os que estão sempre no topo, lá no alto, mas sim aqueles que sabem que vão cair muitas vezes e que se vão tornar a levantar do chão muitas vezes mais, e recomeçar tudo outra vez.
A história não acaba aqui, a vida não acaba hoje nem amanhã, e no Domingo ainda temos de lutar por um milagre.
Sim, um dia vai acontecer um milagre ao Benfica. Ninguém sabe quando, mas um dia a famosa maldição de Bela Gutman também vai acabar. Ontem não foi esse dia, mas ele vai chegar. 
Sabemos todos, desde crianças, que todas as maldições acabam com a chegada de um Príncipe Encantado. Quem sabe se um dia não serás tu?"

Sou do Benfica e isso me envaidece

"O minuto 92 do Dragão e o minuto 92 de Amesterdão, em menos de uma semana, dão uma dimensão sobrenatural a este maio benfiquista.

Sexta-feira, 10 de Maio
LÊ-SE na imprensa que cada jogador do FC Porto receberá 200 mil euros em caso de vitória sobre o Benfica. Se o Benfica ganhar quer isto dizer que já haverá dinheiro no Dragão para a reabertura da secção de basquetebol.
Outra coisa do dia:
«Francamente, o que te dá mais gozo? Ganhar ao Benfica com um golo em posição irregular já nos descontos ou com um golo limpinho?» – eis uma questão que hoje ouvi ser frequentemente colocada entre os nossos adversários de amanhã.
As opiniões dividiram-se, naturalmente. No entanto com nítida vantagem para os desejos de uma vitória com um golo irregular.
Ninguém pode saber a preferência de Vítor Pereira, o do FC Porto (não o dos árbitros), nesta matéria porque ninguém lhe colocou a questão directamente na conferência de imprensa de antecipação do clássico, hoje realizada. Mas a verdade é que, indirectamente, Vítor Pereira acabou por responder dizendo que “os títulos de campeão não se dão nem se compram”. E ninguém o desmentiu.
Aliás, para desmentir neste ponto tão particular Vítor Pereira não há ninguém em Portugal. Só em Inglaterra. E só um cavaleiro da rainha da envergadura de um Sir Alex Ferguson.
Em 2004, em declarações à BBC nas vésperas de defrontar o FC Porto, o treinador do United afirmou taxativamente que «lá no seu país o FC Porto compra os campeonatos no supermercado». E se acham que isto é o Sir Alex Ferguson com a sua ironia do costume, atentem no remate da frase: «Sempre que compram um pacote de leite somam mais 3 pontos.» Chega, Sir Alex! Em 2004 já o Sir Alex estava com muito boa idade para a reforma que, ainda assim, tardou nove anos.
Sobre este assunto dos títulos que se compram ou que não compram em supermercados nada mais há a acrescentar. É uma questão filosófica entre o Vítor Pereira e o Sir Alex. Eles que se entendam.

Sábado, 11 de Maio
À tarde: o Braga espalhou-se em casa com o Nacional e o Paços foi a Coimbra selar a sua mais do que merecida qualificação para a Liga dos Campeões. Não é difícil de imaginar que a malta do Paços passe a semana em festejos pelo sucesso europeu pelo que, se o Benfica precisar do Paços a ganhar ao FC Porto na última jornada, dificilmente acontecerá por razões amplamente justificadas.
À noite: Pronto. Já não vai ser reaberta a secção de basquetebol do FC Porto. Quanto ao golo que decidiu o jogo e poderá ter decidido o campeonato aconteceu no período de descontos mas em posição regular. Sem grandes ocasiões de golo, foi bom o clássico em termos do espectáculo. Correcção exemplar dentro de campo, equilíbrio entre as equipas e golpe de teatro final sorrindo a um FC Porto que já se arrastava penosamente pelo campo no último quarto de hora.
A imagem que vai ficar desta Liga é a de Jorge Jesus ajoelhado no momento em que Kelvin fugiu a Roderick e bateu Artur. Gosto dessa imagem e não é por masoquismo. Gosto de um treinador que sofre com a gente. De resto, nada a apontar.
Agora, resta ganhar ao Moreirense e ter fé no Paços da capital do móvel. Força bicho carpinteiro! 

Domingo, 12 de Maio
POR cá: o Beira-Mar perdeu no Estoril e vê a sua vida complicada. O treinador dos aveirenses, Costinha, não gostou do trabalho do árbitro que terá sido muito permissivo com Steven Vitória, o capitão do Estoril. E o bom do Costinha, que jogou no FC Porto, não se conteve: «O Steven Vitória lembra-me o Jorge Costa, faz tudo em campo, tudo lhe é permitido e nada lhe acontece. Só lhe faltou dar uma chapada ao árbitro.» Ora aqui está uma situação histórica que se não fosse o Costinha a falar teria passado completamente despercebida.
Lá fora: com uma vitória por 2-1 sobre o Swansea fez, esta tarde, a sua festa o Manchester United, o novo campeão inglês. Foi bonito de se ver. E especialmente tocante porque Alex Ferguson sentou-se pela última vez no banco do United em Old Trafford.
Como toda a gente sabe, o treinador que todos os treinadores gostavam de ser anunciou na semana passada que tinha chegado ao fim da sua mitológica caminhada como manager do clube.
No que nos diz respeito, por duas vezes, em 2005 e em 2011, o Benfica eliminou o Manchester United de Sir Alex Ferguson na fase de grupos da Liga dos Campeões, o que só nos ficou bem.
Vai-se embora o Sir Alex e demorará muitos anos até que um qualquer outro treinador lhe possa chegar aos calcanhares. Com o adeus de Sir Alex some-se de cena a maior autoridade mundial do futebol contemporâneo.
Aliás, se o Sir Alex não tivesse metido os papeis para a reforma no princípio da semana duvido muito de que o Vítor Pereira viesse hoje falar em campeonatos comprados. Assim com o velho arrumado, deu-lhe para o desmentir.

Segunda-feira, 13 de Maio
A UEFA anunciou o nome do árbitro para a final de depois de amanhã. Trata-se do holandês Bjorn Kuipers. Medida ajuizada de contenção da UEFA visto que a final se disputa na Holanda e assim não há que pagar viagens nem ajudas de custo à equipa de arbitragem. Sabe-se como estas coisas saem caras.
De Kuipers não se pode dizer que é um velho conhecido do futebol português porque não é especialmente rico de incidentes o seu historial de apito com equipas nossas. Mas pode-se dizer que é um cliente das famosas marisqueiras de Matosinhos. Foi com Kuipers que nasceu aquele conflito entre o FC Porto e a Marca que levaria a SAD portista a mover uma acção contra o diário desportivo madrileno. Por difamação, obviamente.
Passou-se a coisa em Maio de 2011 e porque a Marca noticiou uma jantarada numa marisqueira matosinhense entre o dito árbitro holandês e gente oficial ou oficiosa, como preferirem, do FC Porto antes do jogo (ou depois, de novo como preferirem) com o Villareal no Dragão para a meia-final da Liga Europa. 
Lembram-se?
Tomei conhecimento da nomeação de Kuipers através de um benfiquista alarmado com que me cruzei esta manhã na rua e que, de chofre, me apresentou as suas lamentações por até na Europa termos de levar com árbitros «da órbitra do Porto». Tentei sossega-lo com palavras de bom senso. Não resultou. Fui por outro caminho retórico. Em Amesterdão não há marisqueiras, portanto não há nada a temer em relação ao senhor Kuipers, percebes? Nem assim…
Entretanto, a imprensa do dia dá conta do milionésimo centésimo octagésimo sexto comunicado do Sindicato dos Jornalistas em trinta anos lamentando maus tratos a seus filiados no recinto do FC Porto.
O Sindicato dos Jornalistas podia um dia editar em livro todo o seu acervo de três décadas de comunicados de repúdio. Pensando melhor, é melhor não. Era uma vergonha para as autoridades.

Terça-feira, 14 de Maio
SENDO quatro anos mais velho do que o Sir Alex, vimo-lo dançar na tribuna do estádio quando Proença apitou para o fim do jogo no sábado. E continuou a dançar pelos dias que se seguiram em palavras e em actos para meter nojo ao Benfica.
Aparece pelos jornais a desejar a vitória do Benfica amanhã. Por causa do Jesus de quem se diz admirador. São estas coisas que fazem de Pinto da Costa uma bênção do céu para os portistas e para alguns sportinguistas órfãos de identidade própria. Aos benfiquistas mete nojo. Tudo, afinal, está no sentir.
O presidente da república convocou o Conselho de Estado. Percebe-se bem porquê. Se o Benfica perder amanhã a final da Liga Europa teme-se que a revolução comece mais cedo.

Quarta-feira, 15 de Maio
AMESTERDÃO. Na primeira parte foi melhor a exibição do que o resultado. Na segunda parte aconteceu a mesma coisa. Conclusão: o Benfica perdeu a sua nona final europeia. Tal como acontecera no Porto no sábado, hoje em Amesterdão o minuto fatal voltou a ser o 92 e com requintes de crueldade. O problema não é do treinador, nem dos jogadores, nem do presidente. Temos um problema de bruxo, lamentam-se até os benfiquistas mais virados para a ciência.
O Benfica fez uma excelente e, face ao passado recente, surpreendente exibição face ao campeão europeu em título. O Chelsea esteve quase sempre atado e só foi superior ao Benfica na finalização que é o que conta. Os ingleses ganharam esta Liga Europa com a mesma super-estrelinha com que ganharam no ano passado a Liga dos Campeões. São fases…
Domingo há jogo com o Moreirense. No quer diz respeito ao jogo de Paços de Ferreira, venha de lá então esse bicho-carpinteiro!"

Leonor Pinhão, in A Bola

Benfica não merecia isto

"Derrota (1-2) de novo ao cair do pano.
Impossível não associar o desfecho de Amesterdão ao que aconteceu, sábado, no Dragão. As semelhanças são grandes, se levarmos em conta o "timing" das sentenças, ambas ditadas já nos períodos de desconto, de forma a não permitir quaisquer recursos. Porém, já semelhanças não haverá se quisermos estender a análise ao futebol praticado pelo Benfica nas duas ocasiões. Cauteloso e defensivo, frente ao FC Porto; exuberante e categórico, perante o Chelsea. E se, no primeiro caso, a equipa acabou por pagar a factura de tanto retraimento  desta vez o resultado foi cruel, uma vez que não reflecte o que se passou no terreno.
Nem sequer valerá a pena falar do pragmatismo inglês ou da eficácia que lhe subjaz, argumentos que, face a um qualquer resultado verificado (por mais ilógico que ele seja), sempre se invocam, quando é preciso justificar a ocorrência. Ora, a única verdade é que os ingleses foram claramente dominados pelo Benfica, sobretudo na 1ª parte, e o seu triunfo, embora legítimo, não foi, contudo, o mais justo, se é possível, como penso, fazer a destrinça entre estes dois conceitos.
O Benfica, com o seu trio do miolo mais Matic, entrou mais dominador, fazendo circular mais a bola, com uma maior disponibilidade atacante e, por várias vezes, criou perigo na área contrária. Tudo isso como resultado também de alguma inesperada permeabilidade do Chelsea no seu meio-campo e que se estendia ao seu sector mais recuado, o que determinava a concessão de muitos espaços às iniciativas dos encarnados.
Face a tamanho desequilíbrio territorial, admitia-se que o figurino de jogo pudesse vir a ganhar outros contornos, com a natural reacção do Chelsea, mas o que se assistiu foi, sim, ao prolongamento da situação, apenas interrompida por um remate de Lampard que quase ia traindo Artur. Foi, contudo, um caso isolado, um lance individual protagonizado por um dos mais inconformados e esclarecidos elementos dos "blues", que, a par de Ramires e Mata, procurou sempre contrariar o ascendente do Benfica.
Na 2ª parte, o Benfica voltou à carga e manteve a atitude inicial, mas ficou à vista que, face ao desgaste, seria impossível prolongar essa atitude por muito mais tempo, caso o Chelsea imprimisse maior velocidade ao jogo. E seria numa situação de contra-pé bem explorada pelo Chelsea e a justificar rapidez de reacção por parte do Benfica, que o marcador funcionou. Tudo começou num lançamento manual do guardião Cech (!), que apanhou desprevenida toda a gente. Isolado por Mata, Torres - que até aí fora pouco mais que espectador - fez o seu trabalho de ponta de lança e não falhou. A tal eficácia...
Jorge Jesus respondeu de imediato e bem, fazendo entrar Lima e Ola John para os lugares de Rodrigo (pouco interventivo) e do lateral Melgarejo. O Benfica conseguiu o empate, por Cardozo, na cobrança de um castigo máximo, mas o optimismo que se instalara de novo voltou a ser ensombrado com a lesão de Garay (substituído por Jardel), já depois das queixas musculares de outros jogadores nesta parte final.
Com o jogo a caminho do prolongamento - seria um teste bastante ingrato! - o Chelsea carimbou o 2-1, por Ivanovic, a concluir, sem oposição um canto de Mata. Para trás, ficara mais um grande remate de Lampard, à barra, e uma enorme defesa de Cech a remate de Cardozo. E para que o taco-a-taco neste período fosse um facto, o Benfica ainda teve fôlego para responder ao 2º golo inglês, mas Cardozo - sempre ele, já que Lima não teve oportunidade para se mostrar (talvez pudesse ter entrado mais cedo) - não foi lesto no remate.
Como se adivinhava, o cansaço terá sido o grande inimigo do Benfica, ficando a ideia de que, em melhores condições físicas, tudo poderia ter sido diferente. Mesmo assim, a equipa encarnada exibiu-se em grande plano e deu mostras de grande entrega, chegando em vários períodos de jogo a reduzir à vulgaridade um adversário que está longe de ser vulgar. Mas, como diria Jesus, admirador de Pascal, o futebol tem razões que a razão desconhece."

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Demasiado cruel

Raiva

Benfica 1 - 2 Chelsea

Os jogadores não mereciam, os treinadores não mereciam, os directores não mereciam, e os adeptos não mereciam... não, não merecíamos, muito menos desta maneira.


Europa e Schadenfreude

"Esta noite o Benfica vai jogar a sua 9.º final europeia. Contra o ainda detentor da Liga dos Campeões. Um jogo que, por si só, representa uma dificuldade máxima, ainda acrescentada pelo infortúnio do último minuto do jogo da Liga portuguesa há quatro dias.
O tempo deu razão a Jorge Jesus quando, há tempos, afirmou que quem sair primeiro da Europa tem mais hipóteses de vencer a Liga. E isso viu-se não tanto no Dragão onde poderia ter empatado sem grandes problemas, mas na Luz contra o Estoril depois de, dias antes, ter chegado aos limites físicos e psíquicos contra os turcos do Fenerbahçe. Este é o problema das equipas portuguesas que não têm extensão homogénea do plantel para tantos objectivos, a não ser que no campeonato tudo se decida cedo. Por isso, aqui volta a lamentar a saída em Janeiro de Nolito e de Bruno César. Um disparate.
Hoje é a sétima oportunidade para derrotar a profecia de Guttmann. Dificilíssimo? Sim. Impossível? Claro que não. Uma época brilhante na qualidade do futebol exibido merece um título europeu. Apoio o treinador do Benfica que trouxe ao clube valor, talento, consistência, persistência, entusiasmo, ambição. A vitória hoje seria o corolário de uma carreira e do seu trabalho na Luz.
Abomino a hipocrisia daqueles que sendo antibenfiquistas primários e odiosos proclamam «com sinceridade» o desejo de o Benfica ganhar a Liga Europa. Há uma palavra em alemão de difícil tradução, schadenfreude, que exprime um sentimento de alegria ou satisfação perante o dano ou infortúnio de um terceiro. É isso que lhes alimenta a alma. Por isso, ao menos calem-se e não nos façam passar por parvos."

Bagão Félix, in A Bola

PS: Só uma rectificação: esta não é a 9.º final europeia do Benfica, esta é a 9.º final 'Uefeira' do Benfica!!! Esta é na realidade a 11.ª final europeia do Benfica. A Taça Latina não merece ser esquecida. Vencemos uma vez, perdemos outra, no Bernabéu, contra o Real Madrid por 0-1. A Taça Latina foi organizada pelas Federações nacionais Espanhola, Portuguesa, Italiana e Francesa, no período pré-UEFA. As primeiras 11 edições da Taça dos Clubes Campeões Europeus, foram vencidas por equipas Latinas: 6 Real Madrid, 2 Benfica, 2 Inter e 1 AC Milan. Só o Celtic em 1967, em Lisboa, conseguiu acabar com o domínio Latino. A Taça Latina, era de facto, representativa do melhor futebol Europeu da sua época... a propaganda anti-Benfiquista exige que os Benfiquistas, façam o seu dever, na reposição da verdade histórica.

Macumba... tem tudo para funcionar!!!

Inveja...!!!

Inveja, sinto muita inveja, eu sei que é pecado, mas não resisto, a carne é fraca... A todos os Benfiquistas, que nos últimos anos, devido à propaganda bélica anti-Benfiquista, que tem sido efectivamente transmitida a grande parte dos acéfalos deste País, aqui fica a minha singela homenagem!!!


terça-feira, 14 de maio de 2013

Any Given Wednesday !!!

Baile, golpes de florete, triangulações geodésicas...

" «Glorious football», gritaram os jornais ingleses nesse mês de Outubro de 1964. O Benfica foi a Londres defrontar o Chelsea em Stanford Bridge. Ganhou, por 4-2, e mereceu todos os elogios.

«Quinte minutos de um futebol glorioso desbarataram o Chelsea», escrevia o 'Daily Star' no dia 8 de Outubro de 1964, depois de o Benfica ter batido, em pleno Stanford Bridge, o líder do campeonato inglês. Os elogios ao jogo dos 'encarnados' foram mais do que muitos. O 'Daily Express' resumia assim a vitória portuguesa: «O Benfica deu à jovem equipa do Chelsea a primeira prova das duras realidades do Futebol europeu». Mas havia mais. Vejamos, se não se importa nem dá cabo da vossa paciência, outros exemplos da admiração britânica. O majestoso 'The Times' foi por este caminho: «A velocidade do Chelsea, o seu entusiasmo e métodos directos podem ser muito bons no Futebol inglês mas não são suficientes para a competição europeia, facto que na noite passada o Benfica demonstrou nitidamente com a sua estruturação inteligente e controlo da bola». E, para José Torres, autor de três golos, palavras de profundo agrado: «Deslocando-se pelo campo qual girafa humana, com um surpreendente domínio do esférico para jogador de tão extraordinária estatura...».
Agora que o Benfica se prepara para defrontar o Chelsea em Amesterdão, na Final da Liga Europa, vem a propósito recordar o primeiro confronto entre ambas as equipas, em Londres, nesse já distante ano de 1964. Jogo particular, é certo, mas de boa memória. E com o sublinhado devido: ao tempo, os particulares, ou amigáveis como também eram chamados, eram bem mais a doer do que são hoje. Havia neles em jogo a honra e o prestígio dos emblemas e não a simples necessidade de testar a equipa ou de dar minutos a este ou aquele jogador. Por isso, não tenham dúvidas: Benfica e Chelsea jogaram para ganhar com todas as forças de que dispunham. E os recortes da Imprensa inglesa que em cima deixei entre aspas ficam aí para  confirmar o facto.

Três golos em catadupa
Se há espaço do campo que os ingleses trataram sempre com requinte, esse é o das alas. A admiração pelos bons extremos esquerdos ou direitos está-lhes no sangue, mesmo antes de o lendário Stanley Matthews, o Feiticeiro do Drible, ser figura enorme do seu Stoke City. Por isso, José Augusto e Simões foram muitas vezes aplaudidos de pé em Stanford Bridge, tal as qualidades das suas arrancadas e dos seus dribles. E, assim sendo, o buliçoso José Augusto tratou de fabricar lá na direita o golo de Torres, aquele primeiro do Benfica.
O Chelsea procurava jogar directo, com bolas aéreas, o Benfica colocava a bola junto à relva e cosia a bordado os seus movimentos de ataque, excepto quando procurava, subitamente, a cabeça do seu Gigante Torres para o movimento decisivo e mortal. O Chelsea era uma equipa ansiosa, de correrias, de choques; o Benfica tinha pelo seu lado a personalidade e um sistema de jogo consistente. Além da classe, como é óbvio: a quem tem Eusébio tem o supra-sumo da classe.
O Chelsea marcou primeiro, mas isso não lhe acalmou o nervosismo. O Benfica manteve-se sereno e empatou pouco depois.
E golo chamou golo e chamou golo. Se o primeiro foi aos 29 minutos, selando o empate, o segundo foi aos 32', também por Torres, e o terceiro à beira do intervalo por José Augusto. O Benfica ia para as cabinas com uma vantagem confortável e provocando ohs! de admiração ao público de Stamford Bridge, rendido a um conjunto de verdadeira dimensão internacional. Duvidam? Leia-se um dos parágrafos do jornalista Edward Kerry: «Houve bailes e houve golpes de florete. Mostrou-se o Benfica, por isso, equipa de múltiplos recursos e múltiplas concepções tácticas. Mas sempre a bola foi de um para o outro como em triangulações geodésicas: matematicamente certos os passes, exactamente no local quem os recebesse».
Uma falha de Raul, na segunda parte, deu o 2-3 a Budges. E então o Chelsea acreditou e lançou-se furioso sobre a defesa 'encarnada'. Mas o Benfica não tremeu; não vacilou sequer. Consciente da sua força, aguentou. Frustrou o adversário, fê-lo cansar-se inutilmente. Nunca a vitória esteve em risco. E como o toureiro que aguarda com frieza o momento de matar o miura, Torres trocou a bola em velocidade com Serafim e deu sem piedade a estocada final.
Os portugueses ficaram-se com a vitória; os ingleses com os elogios..."

Afonso de Melo, in O Benfica

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lixívia 29

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica.........74 (-6 ) = 80
Corruptos......75 (+7 ) = 68
Braga...........49 ( +1 ) = 48
Sporting.......39 (+12 ) = 27


Apesar de tudo não houve casos de arbitragem nesta jornada... o Proença teve sorte quando o James atirou ao poste, em mais um 'duplo' fora-de-jogo não assinalado aos Corruptos!!! Mas ao contrário do que a máquina de propaganda Corrupta quis fazer passar, esta época não fica marcada pelo Capela, esta época ficará para história como a época que os Corruptos depois de fecharem a secção de Basket, continuaram a praticar a modalidade, com grande entusiasmo nos campos de Futebol!!!

As declarações do Jesus são citadas muitas vezes, pelas mais diversas razões, mas por acaso, nas últimas horas não vi ninguém recordar as palavras do JJ, quando este avisou que quem fosse eliminado mais cedo das competições Europeias ficaria em vantagem para o Campeonato. Na altura, foi inclusive acusado pelos Benfiquistas, de não respeitar a história do Clube, houve mesmo quem afirmasse que o Jesus fez tudo para eliminado pelo Bayer (ou o Bordéus...)...!!! Perdi a conta, à quantidade de especialistas que juraram a pés juntos, que o calendário sobrecarregado nunca seria um problema - inclusive muitos ex-jogadores do Benfica -, que as vitórias, eram a cura perfeita para a fadiga...
Pois bem, agora está tudo em silêncio. E são poucos os que têm a coragem de defender que o empate com o Estoril, foi consequência directa dessa fadiga - além do golo irregular do Estoril!!! Em todos os jogos Europeus, o Jesus usou sempre uma 2.ª equipa, fez sempre descansar jogadores na Europa, no Campeonato tirando os castigos e as lesões jogaram sempre os mais 'fortes', a única excepção foi o jogo do Fenerbahçe na Luz. Eliminatória com os Turcos, que por uma enorme ironia do destino, só foi uma eliminatória equilibrada, porque em Istambul foi marcado erradamente um canto, que deu em golo para os Turcos, e em Lisboa o árbitro fez vista grossa a um fora-de-jogo descaradao, que deu num penalty contra o Benfica... sem estes erros, a eliminatória até teria sido fácil, até teria sido possível gerir o plantel no jogo da 2.ª mão na Luz, mas não foi assim. E foi esta sequência de dois jogos na Luz: Fenerbahçe e Estoril, que aparentemente decidiu o Campeonato...  
O Benfica foi menos prejudicado pelas arbitragens, em relação ao ano anterior? É verdade. Os Corruptos foram menos beneficiados, em relação ao tradicional? Não. Como se pode ver na Tabela, o Benfica devia ter neste momento mais 12 pontos do que os Corruptos. Analisando o futebol praticado durante a época, a diferença de 12 pontos, seria uma diferença justa. Mas isso era se vivêssemos num País civilizado, na república das Bananas, que habitámos, esses 12 pontos são facilmente invertidos: com arbitragens, pagando a clubes (ou jogadores, ou treinadores...) para facilitar vitórias dos Corruptos, pagando a clubes (ou jogadores, ou treinadores...) para dificultar a vitória do Benfica, corrompendo funcionários para alterar à conveniência dos Corruptos a data de jogos, etc..., etc..., etc... Esta época, em cima de tudo isto, o Benfica resolveu colocar mais um obstáculo: a Liga Europa. O nosso 3.º lugar na fase de grupos da Champions ficará para a história desta época, como o momento mais decisivo. Este 3.º lugar, na minha opinião deveu-se às saídas do Javi e do Witsel - o Enzo levou algum tempo a adaptar-se -, ao mau jogo em Moscovo, à ridícula exibição do Barça em Glasgow, aos inacreditáveis falhanços dos nossos avançados em Barcelona, e àquele absurdo penalty marcado a favor do Celtic nos últimos minutos, na última jornada!!! Tudo isto, conjugou-se no 3.º lugar!!! Em condições normais, sem a Liga Europa, mesmo com todos os outros obstáculos Corruptos, este ano, tínhamos equipa para sermos Campeões, com os tais 12 pontos...
Se não houver surpresa em Paços, vamos ter que aturar mais uma campanha de propaganda asquerosa, onde os avençados, vendidos intelectualmente, vão procurar intensamente, justificações - parvas e mentirosas na grande maioria das vezes -, para elogiar o trabalho do Sapo Vitinho, e ao mesmo tempo, menosprezar o trabalho e competência do Jesus, do Vieira e dos jogadores do Benfica.
Admitindo este cenário, seria legitimo perguntar: então, e quando os Corruptos têm sucesso na Europa? e quando os Corruptos têm uma curta vantagem no Campeonato? porque é que nós não conseguimos as reviravoltas?!!! Simples, basta recuar um ano: Depois da Xistralhada em Guimarães, depois da Miguelada em Coimbra, e depois da Proençada na Luz, o Benfica ainda ficou perto dos Corruptos? Verdade. Mas depois desse vendaval de roubos, ainda tivemos que levar com o Capela em Olhão e para terminar o serviço levámos com o Soares Dias no Alvalixo. Este ano, quando os Corruptos, estavam pressionados, tentando não perder mais pontos, tiveram a 'fortuna' de levar com o Xistra em casa com o Setúbal, e foram à Choupana 'amiga' com o Cosme!!! Esta é grande diferença: enquanto uns são constantemente empurrados para baixo, os outros são constantemente empurrados para cima... e neste caso o ditado popular tem razão: a merda vem sempre ao de cima!!!

Anexos:
Benfica
1ª-Braga(c) E(2-2), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-2), (-2 pontos)
2ª-Setúbal(f) V(0-5), Jorge Sousa, Nada a assinalar
3ª-Nacional(c) V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4ª-Académica(f) E(2-2), Xistra, Prejudicados, (0-3), (-2 pontos)
5ª-Paços de Ferreira(f) V(1-2), Marco Ferreira, Prejudicados, (1-5), Sem influência no resultado
6ª-Beira-Mar(c) V(2-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, (3-1), Sem influência no resultado
7ª-Gil Vicente(f) V(0-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
8ª-Guimarães(c) V(3-0), João Ferreira, Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
9ª-Rio Ave(f) V(0-1), Bruno Esteves, Nada a assinalar
10ª-Olhanense(c) V(2-0), Rui Silva, Nada a assinalar
11ª-Sporting(f) V(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Marítimo(c) V(4-1), Hugo Pacheco, Prejudicados, (5-0), Sem influência no resultado
13ª-Estoril(f) V(1-3), Duarte Pacheco, Nada a assinalar
14ª-Corruptos(c) E(2-2), João Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Moreirense(f) V(0-2), Capela, Nada a assinalar
16ª-Braga(f) V(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Setúbal(c) V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Nacional(f) E(2-2), Proença, Prejudicados, (2-4), (-2 pontos)
19ª-Académica(c) V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, Sem influência no resultado
20ª-Paços de Ferreira(c) V(3-0), Capela, Nada a assinalar
21ª-Beira-Mar(f) V(0-1), Manuel Mota, Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
22ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
23ª-Guimarães(f) V(4-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
24ª-Rio Ave(c) V(6-1), Rui Costa, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
25ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Sporting(c) V(2-0), Capela, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Marítimo(f) V(1-2), Manuel Mota, Prejudicados, (1-4), Sem influência no resultado
28ª-Estoril(c) E(1-1), Paulo Baptista, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
29ª-Corruptos(f) D(2-1), Proença, Nada a assinalar

Sporting
1ª-Guimarães(f) E(0-0), Capela, Nada a assinalar
2ª-Rio Ave(c) D(0-1), Marco Ferreira, Nada a assinalar
-Marítimo(f) E(1-1), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
4ª-Gil Vicente(c) V(2-1), Vasco Santos, Beneficiados, Prejudicados, (2-2), (+2 pontos)
5ª-Estoril(c) E(2-2), Nuno Almeida, Beneficiados, (2-3), (+1 ponto)
6ª-Corruptos(f) D(2-0), Jorge Sousa, Prejudicados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Académica(c) E(0-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
8ª-Setúbal(f) D(2-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
9ª-Braga(c) V(1-0), Proença, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
10ª-Moreirense(f) E(2-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
11ª-Benfica(c) D(1-3), Marco Ferreira, Nada a assinalar
12ª-Nacional(f) E(1-1), Soares Dias, Nada a assinalar
13ª-Paços de Ferreira(c) D(0-1), Rui Silva, Nada a assinalar
14ª-Olhanense(f) V(0-2), Hugo Pacheco, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Beira-Mar(c) V(1-0), Cosme, Nada a assinalar
16ª-Guimarães(c) E(1-1), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)
17ª-Rio Ave(f), D(2-1), Capela, Beneficiados, Sem influência no resultado
18ª-Marítimo(c) D(0-1), Duarte Gomes, Nada a assinalar
19ª-Gil Vicente(f) V(2-3), Soares Dias, Prejudicados, Beneficiados, (3-4), Sem influência no resultado
20ª-Estoril(f) D(3-1), Hugo Miguel, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
21ª-Corruptos(c) E(0-0), Paulo Baptista, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Académica(f) E(1-1), Hugo Pacheco, Nada a assinalar
23ª-Setubal(c) V(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, Sem influência no resultado
24ª-Braga(f) V(2-3), Jorge Sousa, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
25ª-Moreirense(c) V(3-2), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
26ª-Benfica(f) D(2-0), Capela, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
27ª-Nacional(c) V(2-1), Jorge Ferreira, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
28ª-Paços de Ferreira(f) D(1-0), Proença, Beneficiados, Sem influência no resultado
29ª-Olhanense(c) V(1-0), Benquerença, Nada a assinalar

Corruptos
1ª-Gil Vicente(f) E(0-0), Duarte Gomes, Beneficiado, Prejudicados, (1-1), Sem influência no resultado
2ª-Guimarães(c) V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Sem influência no resultado
3ª-Olhanense(f) V(2-3), João Ferreira, Nada a assinalar
-Beira-Mar(c) V(4-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
5ª-Rio Ave(f) E(2-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
6ª-Sporting(c) V(2-0), Jorge Sousa, Beneficiados, (1-0), Sem influência no resultado
7ª-Estoril(f) V(1-2), Capela, Nada a assinalar
8ª-Marítimo(c) V(5-0), Cosme, Nada a assinalar
9ª-Académica(c) V(2-1), Hugo Pacheco, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
10ª-Braga(f), V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Moreirense(c) V(1-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
12ª-Setúbal(f) V(-3), Proença, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
13ª-Nacional(c) V(1-0), Rui Costa, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
14ª-Benfica(f) E(2-2), João Ferreira, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
15ª-Paços de Ferreira(c) V(2-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
16ª-Gil Vicente(c) V(5-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Sem influência no resultado
17ª-Guimarães(f) V(0-4), Marco Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
18ª-Olhanense(c) E(1-1), Cosme Machado, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
19ª-Beira-Mar(f) V(0-2), Xistra, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
20ª-Rio Ave(c) V(2-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
21ª-Sporting(f) E(0-0), Paulo Baptista, Beneficiados, Impossível contabilizar no resultado
22ª-Estoril(c) V(2-0), Nuno Almeida, Beneficiados, Sem influência no resultado
23ª-Marítimo(f) E(1-1), João Capela, Beneficiados, Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
24ª-Académica(f), V(0-3), Bruno Esteves, Prejudicados, Impossível contabilizar
25ª-Braga(c), V(3-1), Proença, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
26ª-Moreirense(f), V(3-0), Marco Ferreira, Nada a assinalar
27ª-Setúbal(c), V(2-0), Xistra, Beneficiados, (1-2), (+3 pontos)
28ª-Nacional(f), V(1-3), Cosme, Beneficiados, Impossível contabilizar
29ª-Benfica(c), V(2-1), Proença, Nada a assinalar

Braga
1ª-Benfica(f) E(2-2), Soares Dias, Beneficiado, Prejudicados, (3-2), (+ 1 ponto)
2ª-Beira-Mar(c) V(3-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
3ª-Paços de Ferreira(f) D(2-0), Pedro Proença, Nada assinalar
4ª-Rio Ave(c), V(4-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
5ª-Guimarães(f), V(0-2), Paulo Baptista, Prejudicados, Sem influência no resultado
6ª-Olhanense(c), E(4-4), Jorge Tavares, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7ª-Marítimo(f), V(0-2), Benquerença, Nada a assinalar
8ª-Gil Vicente(c) V(3-1), Rui Silva, Beneficiados, Impossível contabilizar
9ª-Sporting(f) D(1-0), Proença, Prejudicados, (1-1), (-1 ponto)
10ª-Corrutpos(c) D(0-2), Xistra, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
11ª-Académica(f) V(1-4), Soares Dias, Nada a assinalar
12ª-Estoril,(c) V(3-0), Nuno Almeida, Beneficiados, (3-1),Sem influência no resultado
13ª-Moreirense(c) V(1-0), Jorge Sousa, Nada a assinalar
14ª-Nacional(f) D(3-2), Hugo Miguel, Nada a assinalar
15ª-Setúbal(c) V(4-1), Duarte Gomes, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
16ª-Benfica(c) D(1-2), Bruno Esteves, Nada a assinalar
17ª-Beira-Mar(f) E(3-3), Hugo Pacheco, Beneficiados, Prejudicados, (4-2), (+1 ponto)
18ª-Paços de Ferreira(c) D(2-3), Paulo Baptista, Nada a assinalar
19ª-Rio Ave(f) E(1-1), João Ferreira, Beneficiados, (1-0), (+1 ponto)
20ª-Guimarães(c) V(3-2), Jorge Sousa, Nada a assinalar
21ª-Olhanense(f) V(0-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
22ª-Marítimo(c) V(2-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
23ª-Gil Vicente(f), V(1-3), Xistra, Nada a assinalar
24ª-Sporting(c), D(2-3), Jorge Sousa, Prejudicados, (3-3), (-1 ponto)
25ª-Corruptos(f), D(3-2), Proença, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
26ª-Académica(c), V(1-0), Hugo Miguel, Nada a assinalar
27ª-Estoril(f), D(2-1), Bruno Paixão, Prejudicados, (2-2), (-2 pontos)
28ª-Moreirense(f), V(2-3), Benquerença, Beneficiados, (3-3), (+2 pontos)
29ª-Nacional(c), D(1-3), Xistra, Nada a assinalar

LINK's
Épocas anteriores:

Resiliência

" “Murro no estômago”, “duro golpe”, “machadada na alma”… algures entre a frase feita e a metáfora de circunstância vai uma reles aproximação ao que senti (sentimos!) na noite de sábado. Sofrido o golpe, sinto que é imperioso reagir.
Pouco depois da meia-noite envio duas ‘sms’, carregadas de ânimo, para os benfiquistas que, sinto-o, mais sentiram aquela ignóbil injustiça disfarçada de azar. Pela manhã, bem cedo, passo pelo nosso Estádio, para tentar comprar bilhetes para a Final da Taça de Portugal. Já lá estão umas largas centenas de benfiquistas. Pouco tempo depois, são milhares os que tentam o lugar no Jamor. Houve quem, depois daquele fatídico minuto 92, tivesse passado toda a noite no Estádio à espera da abertura das bilheteiras. Muitos milhares aguentam estoicamente, ao Sol, seis a sete horas parados numa fila para poder ver o nosso Benfica na Final da Taça. Durante a espera, oiço vozes plurais que amaldiçoam a sorte, lamentam o sucedido, apontam responsabilidades, e todos olham em frente, de cabeça erguida, porque muitas batalhas há ainda para travar. Ver, sentir, ouvir aqueles milhares de benfiquistas a reagir ao infortúnio é, mais do que uma lição, uma constatação do que nos faz únicos.
Ao final da tarde vou ao pavilhão para ver o jogo de vólei que nos pode fazer campeões novamente (depois de nos obrigarem a “re-jogar” o campeonato ganho na semana anterior). Pavilhão com lotação esgotada, cânticos pelo Benfica, incentivo, sorrisos e, no final, festejou-se mais uma conquista para o nosso Benfica. Em pleno pavilhão, surge a resposta a uma das ‘sms’ que enviara na noite anterior. Reproduzo-a aqui sem identificar o emissor: «[…] Nenhum Benfiquista cai, porque o Benfica é Eterno e Glorioso, todos temos a responsabilidade de apoiar e andar de cabeça direita […] Temos de pensar já no próximo, que será sempre o mais importante, sempre com o pensamento na Vitória». Estas são palavras de um benfiquista e são exemplo de liderança.
O Benfica está vivo!"

Pedro F. Ferreira, in O Benfica