Últimas indefectivações
domingo, 21 de novembro de 2010
Em frente na Taça, massacrando, com os jogadores menos utilizados
Um Ribeiro não faz uma matilha!
João Gabriel, in O Benfica
PS: A visita inesperada de adeptos do Benfica ao treino da equipa de futebol, nas vésperas do jogo com a Naval, foi na minha opinião desnecessária, estúpida, e 'perigosa'. Tanto o Jorge Jesus na altura, e o Departamento de Comunicação do Benfica estiveram muito bem, ao 'retirar' impacto ao acontecimento. É uma situação que não se deve repetir.
Agora comparar as atitudes premeditadas dos Capangas dos Corruptos, e as 'birras' dos 'copinhos de leite' dos Submissos, com o comportamento das claques do Benfica, é ridículo...
Objectivamente (Angola / Nuno Gomes)
João Diogo, in O Benfica
O queque azul
To: Rui Moreira
Caro Rui Moreira
Na última crónica, em p.s., sugeri que o senhor se colocasse a 20 metros, para eu lhe atirar bolas de golfe, tal como os Super Dragões fizeram ao Roberto. Era uma provocaçãozinha brincalhona, uma bravata inofensiva, mas não era um insulto pessoal. Para meu espanto, e qual fidalgo atingido pelo ferrete da desonra, o senhor rebentou de raiva ao ler-me. Na sua prosa do jornal “A Bola”, perturbadíssimo, dispara-me uma rajada de insultos. Espuma, e nem refere o meu nome; bufa, e chama-me “vintém”; vocifera, e diz que de mim “exala um terrível fedor”; e por fim explode, acusando-me de “proselitismo anacrónico, patético e provinciano”.
À avalancha de palavreado, e à excitação, indignadíssima mas totalmente desnecessária, não tenciono responder na mesma moeda. O chá que em pequeno me deram a tomar teve, até certo ponto, o seu efeito. Não lhe envio de volta adjetivos grosseiros, nem insultos pessoais. Ao contrário do senhor, não perco a cabeça e as maneiras por dá cá aquela palha.
Não resisto, porém, a espetar-lhe um ferro curto. Diz o senhor que “não há pachorra” para mim. A expressão lembrou-me certas tias queques e os seus muito afetados lamentos, do tipo “ai filho, não há pachorra!”.
É o que o senhor é, não é verdade? Um queque, um queque azul. Ora, é precisamente por causa de tiques desses que duvido das suas ambições presidenciais no FC Porto. O povo azul e branco sempre desconfiou dos queques, por mais esforçados que eles fossem. O último que chegou a presidente teve o destino que todos sabemos."
sábado, 20 de novembro de 2010
Mais mentiras
Mas há sobretudo uma nota de fantasia e sonho nesta teoria do jovem treinador. É possível até que Villas-Boas tenha tanta perspicácia na análise de tabelas classificativas como na observação de lances polémicos dentro da grande área adversária. Analisemos os factos, esses desmancha-prazeres: fazendo as contas – e tendo em mente que, antes de Hulk ser castigado, o Benfica levava uma vantagem de quatro pontos em relação ao FC Porto e que, a partir daí até ao final, só perdeu cinco pontos (empate em Setúbal e derrota nas Antas) –, seria necessário que o FC Porto vencesse todas as partidas – repito, todas as partidas – da segunda volta do campeonato para que se pudesse sagrar campeão nacional.
Ora, hoje em dia, toda a gente concorda que o FC Porto está a fazer uma época excecional e nem assim conseguiu esse feito: em 11 jornadas já têm um empate. Ou seja, a modéstia de Villas-Boas é ainda maior do que supunha: na verdade, o treinador assume, sem assombros, que o FC Porto de Jesualdo, não fosse o castigo de Hulk, poderia ter sido bem superior ao seu. Quem diz que não há fair play no FC Porto?"
Miguel Góis, in Record
Nuno Gomes
Ricardo Palacin, in O Benfica
Mantorras: símbolo e mártir
Tinha tudo, mas mesmo tudo, para ser um dos melhores avançados do mundo. Ficou-se pelo desejo. Ficou à beira da glória suprema, próximo da honra superior e de se guindar ao topo dos melhores futebolistas do mundo. Não lhe permitiram singrar no futebol. Jogava muito... pelo “Glorioso”. “Sarrafaram-no” sem dó nem piedade. Tantas e tantas agressões. Fizeram-no sofrer. Tanta impunidade. Mantorras foi uma das vítimas da agressividade dos adversários para com os nossos futebolistas, em particular os avançados. Generoso nunca parava. Ingénuo nunca simulava, nem se protegia. Avançava, mesmo quando, cobardemente, surgiam pelas costas para o derrubar.
Foste uma vítima do “Futeluso”. És o mártir deste futebol português “rasca”. Ficas como símbolo deste futebol anti-Benfica!"
Os "senadores" do futuro
Vítor Baía terá, mais cedo ou mais tarde, “um futuro” substancial no clube do coração, onde tem um estatuto inigualável, depois de invariavelmente considerado e valorizado, anos a fio, nos escritórios das Antas. Além de idolatrado pelos adeptos. Percebemos que almeja voltar ao local onde foi feliz, para outras funções e para um outro aproveitamento da sua figura. Deverá continuar a adquirir ferramentas e mais-valias e a concitar apoios de sectores vitais para o crescimento do FC Porto. E regressará numa outra fase – um destino inelutável para quem sente e simboliza (em títulos) o clube como ninguém.
Quando se vê agora a discussão sobre o afastamento de Nuno Gomes das escolhas de Jorge Jesus vem-me sempre à cabeça a longevidade dos jogadores que alinham em Itália – não só italianos: ainda hoje ver a classe madura de Seedorf a progredir nas transições e as correrias sincopadas de Zanetti é motivo para nos perguntarmos sobre a valia dos “limites etários” que o futebol engendrou. Não são repetíveis por si só noutras latitudes e noutros atletas. Há 15 anos, quando estudei em Itália, o fenómeno era essencialmente o mesmo. Ver então Del Piero, o exemplo de um jogador “amarrado” à cultura de um clube, a despontar como um fora-de-série e vê-lo agora na Juventus é (apenas) uma outra confirmação. Prognosticar hoje o devir de Del Piero diz-nos que, em vez de querer tirar de Nuno Gomes mais do que ainda tem de útil para dar no campo (como Figo deu no Inter de Mourinho), interessa vislumbrar o futuro de Nuno Gomes fora do campo.
Talvez por essa altura seja já o tempo de Vítor Baía. Um tempo, desde logo, em que os dirigentes não comuniquem por intermédio de um dicionário desconhecido da língua portuguesa. Um tempo onde se respire melhor no futebol, com o respeito próprio de quem passou muitas horas a partilhar relvados, balneários e estágios. A partilhar o jogo e as ideias. A partilhar toda uma vida."
Ricardo Costa, in Record
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Papa-Almoços, os GATOS e os Ratos
António Melo, in O Benfica
PS: Ainda hoje, o Moreira repetindo a estratégia, INSULTA, Domingos Amaral colunista benfiquista do outro pasquim, Record. À falta de argumentação, e até de imaginação, segue o caminho mais rasteiro, neste caso a coluna 'Tiro ao Roberto' nem sequer justificava qualquer resposta mais agressiva. Mas este senhor ou anda muito nervoso, ou está-se a candidatar a outro Corrupto-de-Ouro !!!
A impunidade, encoraja o insulto, entre outras coisas...!!!
Bolas de golfe
Palhaçaria
Afonso de Melo, in O Benfica
Futuro
João Paulo Guerra, in O Benfica
Objectivamente (Angola)
João Diogo, in O Benfica
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Levar 5 acontece aos melhores do mundo
E, em Vila de Conde, João Tomás marcou por duas vezes, desta feita ao Paços de Ferreira, e é hoje o segundo classificado da lista dos goleadores de 2010/2011, com 7 golos. Melhor do que João Tomás, só Hulk. Pior do que ele, os outros todos…
Ao contrário de Nuno Gomes, que cumpre este ano a sua décima primeira época na Luz, e que é hoje uma referência para o interior e para o exterior do clube, João Tomás já deixou o Benfica há dez anos.
Dele apenas restam aquelas memórias já turvas da imensamente eficaz dupla que fez com Pierre Van Hooidjonk – e que foi lamentavelmente desmantelada por questões políticas – e daqueles dois bonitos golos que marcou numa noite ao Sporting levando o Estádio da Luz au rubro e levando também o jovem e inexperiente treinador do Benfica, José Mourinho, a ajoelhar-se na relva de tão contente que ficou.
Há acontecimentos assim. O golo de Nuno Gomes, no domingo, foi também um acontecimento e dos bons. Os benfiquistas, que tinham entrado no estádio ainda vagamente acabrunhados por causa daquela coisa da jornada anterior, saíram sorridentes e comovidos com a pontaria e com a comoção do seu número 21.
Como seria de esperar, o golo de Nuno Gomes lançou uma polémica sobre as opções de Jorge Jesus para a frente de ataque do Benfica. A esta polémica, naturalmente, não é de todo alheio o facto de o Benfica estar a 10 pontos do FC Porto. Na época passada, Nuno Gomes marcou três golos – um deles bem importante, em Olhão – e nenhum desses feitos levou a um debate nacional sobre a injustiça com que o treinador do Benfica trata o seu avançado mais velho e com mais anos de casa.
É tão natural quanto respeitável o desejo de Nuno Gomes de jogar mais vezes de modo a que os seus golos não sejam olhados como acontecimentos mas como… golos, precisamente o que acontece com João Tomás que é utilizado com regularidade e proveito por todos os clubes em que passa.
Nuno Gomes saberá melhor do que ninguém o momento em que há-de colocar um ponto final na sua carreira de futebolista. E como é uma pessoa de bom senso vai saber fazê-lo bem, a tempo e com grande categoria.
E, por isso mesmo, saberá evitar certamente deixar-se transformar num caso, numa espécie de novo Mantorras, na vertente de milagreiro místico e de entertainer de ocasião para multidões ávidas de alegrias.
ESTÁ disponível no Youtube um momento muito especial para o Benfica ocorrido no último treino da selecção do Brasil antes do jogo com a Argentina, nas Arábias. É fácil chegar lá. Basta procurar David Luiz humilha Ronaldinho para vermos o nosso defesa central, que saiu psicologicamente tão maltratado do jogo com o FC Porto, recuperar a mais do que desejada auto-estima aplicando, num só toque, um requintado túnel ao grande Ronaldinho Gaúcho em boa hora regressado ao escrete.
Em boa hora para o Benfica, evidentemente.
David Luiz, que o Chelsea quer levar já em Janeiro, segundo se lê nos jornais, bem precisava de um golpe de asa assim para de poder recompor emocionalmente do mau sucesso do Estádio do Dragão. É que fazer a bola passar entre as pernas do grande Ronaldiho Gaúcho, mesmo que num treino, a brincar, é um precioso alento para quem teve de ouvir tantos remoques sobre a sua prestação no último clássico do pequeno futebol português.
Ainda para mais quando Ronaldinho Gaúcho não desiste de ocupar na selecção brasileira o lugar que, lendo a imprensa e os especialistas nacionais, deveria ser entregue a Hulk, o que é incrível.
JESUALDO FERREIRA parece estar encaminhado para ser o próximo treinador do Panathinaikos da Grécia depois de não lhe ter corrido bem – ainda que tenha corrido bem depressa – a passagem pela Liga espanhola.
É um grande mistério este que envolve os treinadores portugueses – e logo os melhores - que não conseguem firmar no país do lado os créditos que somaram em casa.
Excepção feita a José Mourinho, obviamente. E é por isso mesmo que lhe chamam O Especial, porque é diferente dos outros todos. Mourinho, é verdade, ainda não ganhou um troféu no comando do Real Madrid mas, é a convicção planetária, há-de ganhar. Para já, ganhou a admiração de Chamartín, uma casa exigente, o respeito da imprensa, uma imprensa musculada, e o desamor dos rivais, que é exactamente o mesmo em todos os cantos do mundo.
José Mourinho foi o quinto treinador português, campeão em Portugal, a chegar a Espanha com um currículo mais avantajado do que o que tinha quando lá aterrou.
E os outros? O que se passou com os outros treinadores portugueses, todos eles campeões, que chegaram a Espanha e de lá partiram num ápice. Toni, campeão pelo Benfica, não resistiu em Sevilha muitas semanas. Jaime Pacheco, que foi campeão pelo Boavista, e António Oliveira, que foi campeão pelo FC Porto, passaram fugazmente pelo Maiorca e pelo Bétis sem nada acrescentar aos historiais dos respectivos clubes, E, por fim, Jesualdo Ferreira, três vezes campeão pelo FC Porto, não resistiu em Málaga a mais do que meia dúzia de jornadas do campeonato espanhol.
Será do clima? Do clima da Andaluzia – Sevilha e Málaga – e das ilhas Baleares – Maiorca – que é adverso aos treinadores portugueses?
Este é um mistério que ainda está longe de ser resolvido. De qualquer maneira, para os mais cépticos em relação aos talentos de José Mourinho, fica no ar aquela dúvida metódica sobre o actual treinador do Real Madrid:
-Pois…pois… mas não me convence enquanto não o vir fazer do Ayamonte FC campeão de Espanha!
PORTUGAL ganhou por 4-0 à Espanha que é a campeã do mundo. Devia ter ganho por 5-0 porque Cristiano Ronaldo marcou um golo lindo e limpo que o parvinho do árbitro entendeu anular. Quando joga a selecção e os árbitros são estrangeiros e maus, é um privilégio poder chamar-lhes parvinhos sem que ninguém por cá se ofenda. São as virtudes do internacionalismo.
Os espanhóis com um árbitro a sério tinham levado 5. Fica provado que levar 5 acontece aos melhores do mundo."
Leonor Pinhão in A Bola
Nuno Ribeiro (Gomes)
Bagão Félix, in A Bola
Meter-se no futebol
Bagão Félix, in A Bola

