Últimas indefectivações

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A dor azul de Portugal

"É tempo de recordar o novo Estádio da Luz e há, sobre as minhas memórias dele, um momento infinitamente triste. Mas um momento também de aprendizagem. De saber escolher de que lado ficar no momento profundo das opções difíceis.

Quero começar por pedir desculpa a quem me lê. Estamos na altura de recuperar memórias sobre o novo Estádio da Luz - as minhas memórias do antigo perdem-se no infinito - e eu vou rebuscar agora nas lembranças colectivas.
Eu vivi um momento terrível neste novo estádio e nada me fará esquecê-la.
Por isso vou ao baú das minhas histórias já escritas.
Também por isso, peço-vos desculpas.
Dia 4 de Julho de 2004.
Nesse tempo eu era o responsável pela imprensa da Selecção Nacional.
E, confesso, dificilmente encontrei, onde quer que fosse, um ambiente de tão saudável amizade e profissionalismo entre todos. Foi único! Foi único!
Por isso, volto atrás e conto. Ou melhor, reconto.
Reconto tal como o senti e escrevi.
Há filmes que têm vidas inteiras lá dentro.
Havia cinemas com vidas inteiras lá dentro: o Paris era um deles.
Foi no Paris que vi Butch Cassidy and The Sundance Kid. Em português chamaram-lhe Dois Homens e Um Destino. Na adolescência do meu tempo, não deve ter havido muitos de nós que não se tenham apaixonado pela Etta Place. E tido ciúmes do Robert Redford quando ele espreita a sua nudez pela janela e ela responde, simplesmente: 'You're late...'.
Na adolescência não deve ter havido muitos de nós que não tenham tentado passear uma rapariga no quadro da bicicleta assobiando ao mesmo tempo o Raindrops Fallin' on My Head... Aliás, na adolescência do meu tempo, não deve ter existido ninguém que não soubesse assobiar o Raindrops Fallin' on My Head e que não quisesse fazer parte do Wild Bunch.
Vou tudo isto a propósito de ganhar e perder, das vitórias e das derrotas.
Não sei quantas vezes fui ao Cinema Paris ver Butch Cassidy and The Sundance Kid. Umas poucas, pela certa. Sei é que nós saíamos de lá vencedores apesar da derrota final. Isto pode não fazer muito sentido, mas é um facto indesmentível: há homens que, por mais que ganhem, nunca serão vencedores: outros, por mais que percam, vencerão sempre.
No Cinema Paris, nós já sabíamos que não havia meio-termo: era preciso escolher do lado de quem é que seríamos ficar. Por isso é que o título em português não era mau: Dois Homens e Um Destino. O destino era esse.
Nestas coisas da vida, é preciso alma, coração, sentimentos, o que lhe quiserem chamar.
É por eles que se respeitam os derrotados como se fossem vencedores e, tantas vezes, por falta deles se desprezam os vencedores como se fossem derrotados.
Como dizia Bertold Brecht, que tinha sempre boas frases sobre todas as matérias: 'Nem todos os que regressam a casa são vencedores, mas não há vencedor que não regresse a casa'. Eu percebo perfeitamente o que ele queria dizer.
Para quem não se lembra, eu lembro aqui: no final, Butch Cassidy e The Sundance Kid estão na Bolívia, em San Vicente, fechados numa minha de sal, cercados por militares e pelos homens da Agência Pinkerton. É então que Kid, ao ver como eles disparavam, diz:
- They're good!
Com uma frase destas, qualquer caso perdido passa a estar ganho. Aqueles que vencem na vida têm sempre um discurso que vai direito à alma, ou ao coração, ou aos sentimentos das pessoas, como queiram. Por mais simples que sejam as frases ou as palavras.
Em cinema, chamam-lhe freeze-frame: Paul Newman e Robert Redford atiram-se para a frente de armas na mão, a imagem pára, ouve-se o som dos tiros, o filme acaba. Não fugiram ao seu destino.
Dia 4 de Julho também fiz um freeze-frame.
Uma tristeza vermelha; uma alegria azul. A dor azul de Portugal.
A Grécia era campeã da Europa e levou-nos uma taça que era nossa, como se a roubasse sadicamente ao íntimo na nossa alegria.
Esqueçam as lágrimas. A festa azul parece longe, longe, como o som dos tiros. O que fica na memória é aquela imagem parada de quem não pôde fugir ao seu destino.
Agora, o espectador que escolha do lado de quem é que quer ficar.
Eu escolhi!
E sei que todos aqueles, a meu lado, no Estádio da Luz, era vencedores apesar de vencidos."

Afonso de Melo, in O Benfica

De olhos em bico

"China, Japão e Coreia do Sul: 21 dias de aventura, vitórias e boas memórias. Quer dizer... à excepção da comida.

No Verão de 1970, depois da digressão a Angola e a Moçambique, o Benfica rumou ao Extremo Oriente. Era a primeira vez que um clube de futebol da metrópole portuguesa viajava com tal destino. A expectativa era imensa!
Foi no dia 17 de Agosto que o Clube partiu à descoberta de Macau, Hong King, Kobe, Tóquio, Osaka e Seul, do seu futebol, das suas tradições e de, claro está, muitas peripécias. Outra coisa não seria de esperar de uma digressão dos 'encarnados'!
O primeiro percalço foi sentido ainda no voo de ida quando, ao sobrevoar a Tailândia, 'o avião levou fortes abanões atmosféricos'. Eusébio e Vítor Martins não conseguiram conter o susto, chegando mesmo 'a soltar gritos'.
Já com os pés bem assentes em solo asiático, os jogadores foram 'assaltados por um verdadeiro exército de caçadores de autógrafos'. Mas, de todos, Torres foi o que desfrutou 'de uma popularidade ainda maior'. A sua altura não passou despercebida no Extremo Oriente. Segundo o jornalista Aurélio Márcio: 'Mais alto ainda parecia rodeado por miúdos tão miúdos'. O facto de jogar 'de botas calçadas', enquanto os restantes jogavam 'de sapatilhas', também terá contribuído para essa fama em torno das suas dimensões. Ao que consta, as suas chuteiras ficaram danificadas na digressão a África e não foi possível substituí-las a tempo da viagem, 'é que o Torres anda perto dos 50 no calçado'.
Ao longo desses 21 dias aconteceu de tudo um pouco, até presenciaram um grupo de bailarinas a trocar de roupa, 'num ápice, num «strip-tease» inesperado' que deixou os olhos em bico os jogadores que se estavam nos camarins da da Expo'70 em Osaka. A experiência menos positiva terá sido mesmo a gastronomia local. 'Os jogadores não gostaram nada daquilo. Começaram a pedir pão e manteiga e vinho e acabaram mesmo por comer uns valentes bifes'.
No regresso, para além de muitas histórias para contar, a comitiva trouxe diversos objectos que ainda hoje se preservam no Departamento de Reserva, Conservação e Restauro. Entre eles, o galhardete entregue a Simões pelo capitão da selecção de Macau antes do primeiro desafio da digressão, no dia 20 de Agosto.
Muitos dos adeptos desconhecerão que foi igualmente desta viagem que veio a vénia que ainda hoje os jogadores do Benfica fazem, antes do início de cada jogo, em direcção às bancadas do Estádio da Luz. Citando Simões: 'Foi este malvado pequenino que trouxe a ideia dessa digressão'."

Mafalda Esturrenho, in O Benfica

Benfiquismo (DCXLIII)

Contracto assinado...!!!

14 anos...

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Chama Imensa... Reconhecimentos !!!

Lixívia 10

Tabela Anti-Lixívia
Corruptos...... 28 (0) = 28
Benfica ........ 23 (-2) = 25
Sporting ..... 26 (+5) = 21

Mais do mesmo: Benfica prejudicado = silêncio; Dragartos beneficiados = silêncio !!!

Na Luz, tivemos um Luís Godinho altamente 'condicionado': o ano passado até fez algumas arbitragens positivas, mas depois do Moreirense-Corruptos, onde foi albarroado pelo Danilo tudo mudou... O ano passado, teve sempre um critério disciplinar apertado, não se importando de mostrar Cartões nos primeiros minutos do jogo (por exemplo: Benfica-Moreirense), mas este ano tudo mudou...
Esteve no Moreirense-Sporting onde 'ajudou' o Sporting a conquistar 1 ponto... e foi o VAR no Marítimo-Benfica, onde fechou os olhos por exemplo a um penalty numa jogada com o Salvio...!!!
Nesta jornada, disciplinarmente na Luz, foi um deixa andar... é verdade o Augusto podia ter levado Amarelo, mas o Babanco, o Etebo, o Tiago Silva entre outros deviam ter levado Amarelos, bem cedo... o Babanco várias vezes...
O único lance na área, foi com o André Almeida... neste caso até desculpo o árbitro de campo, mas o VAR tem que marcar penalty: as imagens são claras, o defesa do Feirense não 'corta' a bola, é o André que tenta fazer a finta, a bola bate nas costas do adversário, que com o pé 'encolhido' entra claramente em contacto com o André...
Os Dragartos, tiveram o descaramento de 'pedir' um penalty contra o Benfica, num lance com o Luisão: o Luís Machado, controla mal a bola, a bola fica para 'trás', o jogador do Feirense tropeça na bola, sem ninguém lhe toca, e só depois cai para a frente, em 'cima' do Luisão... a existir falta, era a favor do Benfica!

Em Vila do Conde, é indesculpável a validação do golo do Sporting: sem VAR até se podia 'entender', mas como VAR é indesculpável!!! O Bas Dost está em fora-de-jogo, por pouco, mas está fora-de-jogo... O facto de minutos antes ter sido invalidado outro golo aos Lagartos pode claro fora-de-jogo, não pode ser desculpa para o VAR (Capela, imagine-se?!!!) nada fazer...
Destaco ainda, uma falta perigosa do Coates, na meia-lua, não assinalada... Outro inimputável, ao jeito do Felipe!!!!

No Bessa, além da tal inimputabildiade do Felipe ter-se mantido... não houve grandes erros com consequência!!! Os dois lances na área dos Corruptos foram bem analisados!

Anexos:
Benfica
1.ª-Braga(c), V(3-1), Xistra (Verissímo), Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
2.ª-Chaves(f), V(0-1), Sousa (Tiago Martins), Prejudicados, (0-3), Sem influência no resultado
3.ª-Belenenses(c), V(5-0), Rui Costa (Vasco Santos), Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Rio Ave(f), E(1-1), Hugo Miguel (Veríssimo), Prejudicados, Impossível contabilizar
5.ª-Portimonense(c), V(2-1), Gonçalo Martins (Veríssimo), Prejudicados, (4-0), Sem influência no resultado
6.ª-Boavista(f), D(2-1), Soares Dias (Esteves), Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
8.ª-Marítimo(f), E(1-1), Sousa (Godinho), Prejudicados, (1-2), (-2 pontos)
9.ª-Aves(f), V(1-3), Almeida (Vítor Ferreira), Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado
10.ª-Feirense(c), V(1-0), Godinho (Xistra), Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado

Sporting
1.ª-Aves(f), V(0-2), Tiago Martins (Pinheiro), Nada a assinalar
2.ª-Setúbal(c), V(1-0), Paixão (Hugo Miguel), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)
3.ª-Guimarães(f), V(0-5), Hugo Miguel (Sousa), Nada a assinalar
4.ª-Estoril(c), V(2-1), Godinho (Tiago Martins), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Feirense(f), V(2-3), Soares Dias (Tiago Martins), Nada a assinalar
6.ª-Tondela(c), V(2-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Nada a assinalar
7.ª-Moreirense(f), E(1-1), Godinho (Pinheiro), Beneficiados, (2-0), (+1 ponto)
8.ª-Corruptos(c), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Chaves(c), V(5-1), Rui Costa (Esteves), Beneficiados, Prejudicados (5-2), Sem influência no resultado
10.ª-Rio Ave(f), V(0-1), Sousa (Capela), Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)

Corruptos
1.ª-Estoril(c), V(4-0), Hugo Miguel (Luís Ferreira), Nada a assinalar
2.ª-Tondela(f), V(0-1), Veríssimo (Malheiro), Beneficiados, Impossível contabilizar
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Manuel Oliveira (Tiago Martins), Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado
4.ª-Braga(f), V(0-1), Xistra (Esteves), Beneficiados, Impossível contabilizar
5.ª-Chaves(c), V(3-0), Rui Oliveira (Hugo Miguel), Nada a assinalar
6.ª-Rio Ave(f), V(1-2), Sousa (Godinho), Nada a assinalar
7.ª-Portimonense(c), V(5-2), Luís Ferreira (Sousa), Nada a assinalar
8.ª-Sporting(f), E(0-0), Xistra (Hugo Miguel), Nada a assinalar
9.ª-Paços de Ferreira(c), V(6-1), Manuel Oliveira (Veríssimo), Beneficiados, (5-1), Sem influencia no resultado
10.ª-Boavista(f), V(0-3), Hugo Miguel (Tiago Martins), Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
Épocas anteriores:
2016-2017
2015-2016

Champions, Federer, Catalunha e Rússia

"O futuro dos clubes portugueses nas competições da UEFA permanece periclitante. Há sinais de decadência. É o 'ranking' que o diz.

Amanhã e depois os clubes portugueses jogam boa parte das suas hipóteses na Champions. Três jogos de grande dificuldade, que se fossem contagens de montanha no Tour seriam de categoria especial, aqueles que envolvem Benfica e Sporting com Manchester United e Juventus e da primeira categoria, a recepção do FC Porto ao Leipzig. Como pano de fundo de tudo isto está o ranking de Portugal na UEFA, em perda e sem sinais de retoma à vista, que traduz, afinal, um défice de capacidade competitiva. Custa ouvir? Mas é verdade.

'Old Rockers Never Die'
Roger Federer, 36 anos, conquistou ontem, em Basileia, pela oitava vez, o Open local, 95.º título da sua carreira excelentíssima. Federer ultrapassou, em solo suíço, Ivan Lendel (que tem 94 títulos na era-Open), ficando ainda a alguma distância de Jimmy Connors, vencedor de 109 torneios. É bom que tenhamos a noção exacta da dádiva que é poder acompanhar o percurso de Roger Federer, um pouco à imagem do privilégio de seguir a luta titânica entre Cristiano Ronaldo e Leo Messi pelo trono do futebol mundial. São desportistas absolutamente excepcionais.

Catalunha 'On Fire'
Vivem-se dias transcendentes para a história de Espanha e da Catalunha. Ontem, centenas de milhares de pessoas manifestaram-se em Barcelona pelo respeito pela Constituição e não há nota de qualquer incidente sério, o que pode dar alguma esperança na resolução pacífica do problema. Em Girona, de onde o ex-presidente Puigdmont é natural, jogou (e perdeu) o Real Madrid, numa partida que se temia que pudesse fazer disparar emoções para além do futebol. Tal não aconteceu e espero que o desporto, na Catalunha, cumpra o seu destino de factor de concórdia.

Rússia sob ameaça
Depois do atentado de 2016 no Stade de France, voltamos a estar perante uma ameaça directa do ISIS ao futebol, feita através de um dos canais habituais, na dark web. O alvo é a Rússia, que será sede do Mundial de 2018, mas as imagens usadas são, num dos casos, de Leo Messi e Neymar Júnior e no outro, de Deschampos, seleccionador francês, apresentado como «inimigo de Alá». Nestes, como noutros casos de terrorismo, a solução reside em manter a normalidade possível, observando os cuidados que a situação exige. Mas é inevitável um sentimento de desconforto...

Ás
Miguel Oliveira
Uma semana depois da estreia a ganhar em Moto2, na Austrália, o piloto de Almada tornou-lhe o gosto e voltou a triunfar, desta feita na Malásia. O talento de Miguel Oliveira é transbordante e não deverá tardar muito para que dê o salto para o MotoGP. Uma carreia (aos 22 anos) absolutamente fulgurante!

Ás
Lewis Hamilton
é oficial, Lewis Hamilton ganhou, pela quarta fez, o título mundial de pilotos na Fórmula 1. Ontem, no México, numa corrida acidentada e táctica, o piloto inglês teve frieza q.b. para jogar com os pontos, anulando a performance de trás para a frente de Vettel. Para 2018, atenção a Verstappen, ontem vencedor. Vem aí reinado holandês.

Duque
Zinèdine Zidane
Haverá uma maldição a perseguir o melhor treinador do Mundo para FIFA? A Ranieri não valeu ser campeão de Inglaterra pelo Leicester e foi despedido pouco tempo de pois de receber o prémio. Pelo andamento da carruagem, Zidane, vencedor em 2017, também deverá estar atento: a exibição do Real, em Girona, foi... deplorável.

Mou igual a Mou antes de receber o Benfica
«Tenham calma, relaxam um bocadinho, não estejam tão nervosos, é preciso ter calma...»
José Mourinho, treinador de Manchester United
O jogo foi intenso, o resultado manteve-se incerto e o triunfo acabou por sorrir ao Manchester United, apesar da réplica do Tottenham. No final da partida, Mourinho mandou calar os críticos, adoptando a pose desafiadora que tem sido a sua imagem de marca. Pelos vistos, um Benfica assim-assim vai apanhar uns red devils em alta na deslocação de amanhã a Old Trafford.

Amanhã noite de luxo em Alvalade
Antes de jogar amanhã em Alvalade, a Juventus foi ao Meazza vencer o AC Milan por 2-0, com Gonzalo Higuain a revelar-se o grande protagonista da partida e o açambarcador das manchetes dos diários desportivos transalpinos. O Sporting precisa de uma noite inspirada para vencer a Signora.

Um caso de estudo
A Inglaterra sagrou-se, na Índia, campeã do Mundo de futebol no escalão de sub-17, depois de vencer a Espanha numa final em que esteve a perder por 0-2 e acabou por virar para 5-2. O que os ingleses fizeram, nos últimos seis meses, no futebol de formação é absolutamente fantástico: viram fugir a final do Europeu, para a Espanha, nos penalties, ganharam o Torneio de Toulon, foram consagrados campeões do Mundo de sub-20, perderam as meias-finais de sub-21 para a Alemanha nos penalties e derrotaram Portugal na final do europeu de sub-19. A Inglaterra que há poucos anos primava pela irrelevância no futebol de formação, aprendeu com quem devia (Portugal e Espanha, nomeadamente), apostou nas academias e está agora a colher os primeiros frutos de um caminho que acabará por devolver os Três Leões ao patamar de excelência que já conheceram."

José Manuel Delgado, in A Bola

Futuro em jogo em Old Trafford

"Vêm aí dois dias decisivos para as aspirações lusas na Liga dos Campeões. Sim, a fase de grupos da prova milionária da UEFA ainda vai na quarta jornada, mas o futuro de Benfica, Sporting e FC Porto joga-se já esta semana. Águias e leões estão proibidos de perder frente a Man. United e Juventus se quiserem manter intacta a esperança (no caso dos encarnados é caso até para perguntar se ainda há alguma...) de chegarem aos oitavos, no caso dos dragões a expectativa é mais fundamentada e uma vitória sobre o RB Leipzig pode lançar a equipa de Conceição para a próxima fase. Mas atenção aos alemães...
Dos três, contudo, é o Benfica quem mais joga amanhã, no mítico Old Trafford. Porque tem zero pontos e porque uma derrota deixa conjunta de Rui Vitória em situação ainda mais dramática em termos europeus: se perder e o Basileia pontuar com o CSKA diz adeus à Champions, se os russos vencerem na Suíça até o terceiro lugar, e a queda para a Liga Europa, fica em xeque (quase mate). As perspectivas, percebe-se, não são animadoras. E são-no ainda menos se olharmos para os problemas com que Vitória chega a Manchester.
Defrontar o United em Old Trafford com um guarda-redes (Svilar) de 18 anos na baliza e um central (Rúben Dias) de 20 anos como patrão da defesa não estaria, decerto, nos planos do treinador encarnado há uns meses. Mas é, por força da expulsão de Luisão há 15 dias na Luz e de outras incríveis e quase impensáveis circunstâncias - com o comportamento no mercado à cabeça de todas -, o que há. O Benfica tem de dar em Old Trafford a resposta que nem com o Feirense, em casa, conseguiu dar. E isso diz quase tudo."

Ricardo Quaresma, in A Bola

Chegar ao topo

"Ter uma carreira eficaz não acontece por nos focarmos naquilo que é automático, fácil ou inato em nós. Ter uma carreira eficaz é o resultado de nos focarmos de forma consciente nos desafios, no desenvolvimento das nossas capacidades e no comprometimento, por forma a entendermos os outros, as suas ideias, a nos adaptarmos a novas situações, a amarmos aquilo que fazemos, a zelarmos pela nossa automotivação, a servirmos melhor a equipa e a aprendermos a liderar outros. Obviamente que o talento é importante, mas no futebol moderno simplesmente não chega!
Por isso se a ideia é fazer uma carreira de sucesso, o melhor é aprender com os melhores. Isto significa que, vais ter de superar o teu talento, ir mais além nas tuas competências, e ganhar grande flexibilidade de adaptação. Quais são então os pontos chave onde deves colocar a tua atenção para construir uma carreira de sucesso?
Procura ter clareza na tua vida, sobre quem tu és enquanto jogador e sobre quem tu queres ser no futuro. O que queres realmente? Será que estás a trabalhar para o conquistar? Sem desculpas. 
Aprende a gerar grandes níveis de energia, pois saber gerir a energia dentro de campo, bem como no dia a dia, é fundamental. Estás a conseguir gerar energia sempre que entras em campo para treinar? Eleva a necessidade de uma performance de excelência. Quantas vezes na tua carreira já fizeste a pergunta: vou esforçar-me para quê? Eu não jogo, ou a equipa não ganha, o treinador não é bom... Para quem trabalhas tu afinal?
Aumenta os níveis de produtividade naquilo que é o teu interesse prioritário. Não importa se as coisas não correm como tu gostarias, a única forma de dar a volta à situação é sendo mais produtivo, no treino, no jogo, nas relações, nos resultados.
Cria influência positiva à tua volta. Se não for boa, só significa que fazes parte de um problema. Sê determinado e não olhes para trás – quantas oportunidades já deixaste para trás por falta de coragem?
Chegar ao topo não é um problema, o problema é conseguir manter estes hábitos de forma consistente, independentemente daquilo que possa estar a acontecer!"

Alvorada... com o Fernando Guerra

Benfiquismo (DCXLII)

Benfica em Manchester... 1993 !!!

Vitória em Viana

Juventude Viana 2 - 3 Benfica

Os bandidos continuam à solta, tal como era expectável... Mais uma vergonhosa arbitragem... Penalty's e Azuis perdoados ao adversário em quantidade apreciável, valeu tudo para condicionar o Benfica, ainda não havia 10 minutos de jogo na 1.ª parte, e já o Benfica tinha 7 faltas...!!! Enquanto o Benfica não podia pressionar, os nossos adversários 'entravam' com tudo, em todos os lances...
Aquilo que me 'agradou', é que todos os jogadores do Benfica, já estão 'mentalizados' para a roubalheira, e portanto não vale a pena perder muito tempo em protestos inúteis...!!!

Mas ganhámos, mesmo sem jogar bem (era quase impossível), ganhámos... E vai ser assim, em praticamente todas as jornadas!!!
Mais uma grande exibição do Pedrão!!!

domingo, 29 de outubro de 2017

Bem...

Benfica 7 - 1 Azeméis

Provavelmente o melhor jogo da temporada... Mesmo com uma 1.ª parte marcada pelas faltas assinaladas contra o Benfica, que acabou por condicionar a nossa recuperação de bola... no 2.º tempo 'libertos' das faltas, acabámos por ter momentos muito bons de jogo...

O 'jogo' não terminou, sem o palhaço do treinador adversário a vomitar parvoíces aos microfones da televisão... Uma equipa cheia de ratos de esgoto, sempre a simular, sempre a dar porrada, sempre a tentar ser xica-esperta, chegar ao fim do jogo a choramingar, dá-me sempre alguma alegria... Se estão com azia, têm remédio para isso!

Vitória em São Miguel

Clube K 0 - 3 Benfica
20-25, 11-25, 19-25

Nova vitória, rodando o plantel disponível... num fim-de-semana totalmente vitorioso, sem perder um Set...

7.ª Youth Cup

Realizou-se este fim-de-semana no Caixa Futebol Campus a 7.ª edição do Torneio Internacional que homenageia o 'nosso' Seixal!!!
Sub-13:
Benfica 3 - 0 Brighton and Hove Albion
Sub-14:
Benfica 1 - 3 Atlético Madrid
Sub-15:
Benfica 7 - 0 Salzburgo
Sub-16:
Benfica 4 - 1 Liverpool
Sub-17:
Benfica 4 - 0 CSKA Moscovo

As contas da Europa e as nossas contas

"Somos, em competição, 'o melhor da Europa' mas somos, em concretização e ambiente interno, dos 'menos bons da Europa'.

1. Se a Espanha e a Catalunha vivem semanas decisivas, as equipas portuguesas participantes nas competições europeias vão viver uma semana determinante. O Benfica sabe que tem de pontuar em Manchester para ainda poder sonhar com uma presença nos oitavos de final da Liga dos Campeões. O Futebol Clube do Porto sabe que se vencer a difícil equipa do RB Leipzig tem acrescidas hipóteses de alcançar os oitavos e o Sporting, mesmo que desfalcado na sua defesa, e igualmente com três pontos, ambiciona ultrapassar a velha Senhora, a Juventus, para arrecadar os milhões que os oitavos proporcionam. Mas sabendo as equipas de Sérgio Conceição e Jorge Jesus que a sua permanência na Europa depende apenas deles a três jornadas do fim desta fase de grupos da Liga dos Campeões. E o Minho também sabe que o Sporting de Braga tem uma tarefa mais acessível que o seu vizinho - que não espanhol! - Vitória de Guimarães para alcançar os dezasseis avos da Liga Europa. Aquela Liga em que o nosso Vitória é um referência, já que é aquela singular equipa que participa numa competição europeia sem que, num concreto jogo desta prova, tivesse qualquer jogador europeu no onze titular! De terça a quinta-feira da próxima semana muitas contas se vão fazer. Ficarão a faltar dois jogos e seis pontos para sabermos, de ciência certa, quem fica na prova dos ricos ou quem fica na competição dos remediados. E, ao mesmo tempo, os tesoureiros das sociedades podem antecipar as suas contas. Ou recebem ainda mais, e abertamente sorriem, ou pouco mais arrecadam e, ainda, esboçam um leve sorriso. Ou sentem, com diferentes angústias - no Porto e em Lisboa - que a Europa esta época acabou e, por aqui., houve um Portexit, ou seja, algum Portugal ficou fora da Europa do futebol. O que será, ainda, uma má notícia para o ranking da UEFA e para o futuro próximo na Europa do futebol português. Como nos apercebemos no momento arranque do Mundial da Rússia do próximo ano.

2. A força da Liga inglesa também já chegou à Europa. Os seus cinco clubes participantes na Liga dos Campeões lideram os respectivos grupos. Pode acontecer que no final da próxima jornada esta realidade não se confirme. Seria uma boa notícia para Benfica ou Real Madrid, por exemplo. Em razão dos resultados obtidos e conquistados... Mas o que é real é que os clubes ingleses dominam na Europa e no tempo em que o Reino Unido negoceia a saída da Europa. E dominam com a consciência que investiram 1.500 milhões de euros no último defeso. E que os seus cinco representantes já utilizaram nestas jornadas da Liga dos Campeões 69 jogadores mas apenas 16 - sim dezasseis! - eram ingleses. O Chelsea utilizou apenas um e o Manchester United três. É a força do dinheiro a potenciar lideranças ganhadoras e conquistadoras. Como se vê com o PSG e a sua capacidade goleadora. Também a Europa do futebol é uma Europa a duas ou mais velocidades. E, infelizmente, o futebol português já está no segundo pelotão. E cada vez mais longe do primeiro e a caminhar dolorosamente para o terceiro... Basta fazermos as contas. Todas as contas mesmo.

3. Esta semana o Doutor Fernando Gomes assumiu na Assembleia da República um verdadeiro discurso acerca do complexo momento do estado do futebol português. Foi um discurso perturbante mas que evidencia, com a autoridade que lhe reconhecemos e a autenticidade que o caracteriza, o tempo fraturante do nosso futebol. Somos, em competição, o melhor da Europa mas somos, em concretização e em ambiente interno, dos, digamos, menos bons da Europa. O ambiente faz-me lembrar a fórmula de um antigo relevante responsável soviético, Idanov, que no princípio da conhecida guerra fria proclamou que «todo aquele que não está por nós está contra nós»! E, desta forma, Moscovo, na altura - como em parte hoje... - delimitava o amigo e o inimigo e assumia, em pleno, as respectivas consequências. Assumamos que no nosso futebol a clivagem entre a Federação e a Liga é real e efectiva. Pedro Proença, que é por inerência Vice-Presidente da Federação, assumiu, na passada sexta feira, que «não tinha conhecimento das propostas da Federação» (!!!) - ou seja das propostas apresentadas na Parlamento pelo Doutor Fernando Gomes - e que gostava que a Liga «fosse ouvida pela Assembleia da República»! Está assumido, e confessado, o inimigo, o verdadeiro inimigo. E importa assumir a divergência que é confronto. Que já alastrou ao sector da arbitragem. Dizendo o Presidente da Liga que não tem «responsabilidade no sector da arbitragem»! Mas com parte relevante da arbitragem a assumir que é amiga da Federação e, logo, inimiga da Liga. E, desta forma, e claramente sinalizando, poderá fazer greve à prova por excelência da Liga, ou seja, à Taça da Liga! Com legítima dor dos CTT, o principal patrocinador desta competição. As clivagens são claras. E só com alguma generosidade se aceita que tudo possa continuar na mesma... Mesmo muita... Estas são, de verdade, as nossas contas... que não é nosso consolo! Como se fossem reais aquelas palavras de Ambrose Bierse no seu Dicionário do Diabo quando nos diz que «consolação é o facto de saber que alguém melhor do que nós está mais infeliz do que nós»...

4. Na próxima terça-feira a quase totalidade dos jogadores do Benfica irá pisar, pela primeira vez, um dos Estádios mais emblemáticos da Europa e do Mundo, Old Trafford. Terá de ser um momento de clara superação e com permanentes instantes de concentração. Pisar aquele relvado e sentir aquele ambiente é um sonho de qualquer profissional de futebol. E de qualquer verdadeiro amante de e do futebol. Todos desejamos e ambicionamos que sejam noventa minutos para recordar. E a «recordação é o perfume da alma». De uma alma que sente, sempre, uma chama imensa. E intensa!

5. Ver um Estádio quase deserto é uma dor de alma. Ver um lindo Estádio quase sem espectadores é desesperante. Foi o que me aconteceu ontem ao olhar para o Estádio do Restelo."

Fernando Seara, in A Bola

Porta fechada e janela aberta

"O desempenho do Benfica diante do Feirense foi pobre e, mesmo num momento em que os encarnados vivem uma crise exibicional e de resultados, não deixou de ser surpreendente a forma como a equipa de Nuno Manta se empertigou durante largos períodos, gelando as bancadas da Luz em mais uma cálida noite de final de Outubro. Mas nem tudo foi negativo para as águias. Salvaram o resultado e viram as mais recentes apostas de Rui Vitória darem passos firmes em busca da afirmação.
Svilar e Diogo Gonçalves metem pés a caminho
Enquanto a titularidade de Rúben Dias deixou de ser discutível, face ao nível da concorrência directa e à resposta dada pelo jovem central, também Svilar e Diogo Gonçalves tiveram uma noite feliz. O belga no sentido mais literal do termo. Logo no início da partida, ao jogar com os pés, teve a sorte que lhe faltou no encontro com o Manchester United, executando depois duas defesas de grande classe. O jovem extremo, mais dinâmico e envolvido, procura agora o golo para ganhar confiança e assumir-se em definitivo.
Depressão de Jiménez no ocaso de Seferovic
O mexicano não entende e tem razão para tantas dúvidas. Depois de ter sido, durante largo período, mera opção a Mitroglou, a condição de suplente de Seferovic é ainda mais controversa. Frente ao Feirense, Jiménez entrou em campo deprimido, talvez por ver o tempo a passar e o estatuto de titular indiscutível não se tornar uma realidade. O futuro a este nível parece ser, de qualquer forma, mais risonho. Depois de ter passado ‘ao lado’ de tantos jogos, o suíço não deverá ser escolha de Rui Vitória nos próximos tempos."

Do estado da arte

"Prevenir o erro de quem julga deveria ser algo de tão natural quanto consensual.

A adopção do videoárbitro, em português VaR, acrónimo que remete para a nomenclatura de um qualquer antibiótico, está a custar um bocadinho mais do que se poderia supor, mas já é inequivocamente irreversível. Daqui a uns tempos não só não terá adversários declarados como todos aqueles que foram contra a respectiva introdução passarão a ter o pudor, ou talvez o decoro, de esquecer a sua oposição e tal inovação. O que é que se há-de fazer? Há gente mesmo assim, de tudo desconfiada e em tudo preparada para oferecer uma teoria da conspiração. Se os desafios nocturnos fossem disputados à luz de velas, gambiarras e candeeiros de petróleo, e alguém advogasse a respectiva substituição por torres de iluminação artificial, estou absolutamente seguro que nem tal propósito escaparia às malhas da contestação.
O mesmo se poderia dizer também de outro ovo de colombo: a contagem do tempo de jogo. É por demais evidente que a solução para prevenir tantas e tão ostensivas discrepâncias só pode ser aquela que já vigora em diversas outras modalidades, a saber: bola em jogo e o relógio anda, bola parada e o relógio pára.
Mas haverá alguém que possa ser contra isto? Claro que sim, há. Contra isto e contra qualquer outra medida que tire poder aos árbitros. Porque aqui funciona na perfeição o sistema dos vasos comunicantes - o que desce de um lado sobe por outro. Ou seja, prevenir o erro de quem julga deveria ser algo de tão natural quanto consensual. É minha convicção que subtrair discricionaridade equivale a reduzir a margem de erro na decisão arbitral.
Então qual é o problema? O problema é esse mesmo: assim sobraria pouco espaço para se aplicar o coeficiente do erro humano. Ou seja, dando um exemplo concreto: que umas vezes se discuta a intenção e noutras a intensidade. Conforme o caso.
Mas a prova provada que aqui não cabem inocências é dada pela própria UEFA, nomeadamente ao não permitir certas repetições nos ecrãs do estádio. E até em transmissões directas.
Bem pode essa gente proclamar insignes princípios mas viver de acordo com eles é coisa completamente diferente. Reza a lenda popular que no curso do árduo caminho que levou Agostinho de Hipona a transformar-se em Santo Agostinho, este usava orar nestes termos: «Senhor, dai-me a castidade! Mas não já, não já...»"

Pedro Teixeira Pinto, in A Bola

Benfiquismo DCXLI)

Mago a refilar...!!!

Avalanche na Terceira!!!

Fonte do Bastardo 0 - 3 Benfica
18-25, 13-25, 21-25

Vitória por números surpreendentes na Praia da Vitória! Depois do arranque de época complicado, parece que a equipa está a entrar nos eixos...
Amanhã, temos mais um jogo, desta vez em São Miguel...