"1. O último reencontro entre o Benfica e o Real Madrid
esteve muito longe de honrar os pergaminhos dos
gigantes ibéricos por motivos que ultrapassam as
circunstâncias e as ocorrências do jogo propriamente dito. Historicamente, a Europa do futebol
esperou 6 décadas por um confronto deste gabarito
e, por manigâncias de sorteios, “recebeu” nem mais
nem menos do que 3 clássicos com estes mesmos
protagonistas no espaço de um mês.
2. O primeiro desses reencontros, a 25 de janeiro,
garantiu ao Benfica a qualificação para o playoff
da Liga dos Campeões. Foi graças a um golo do seu
guarda-redes nos instantes finais do tempo de
compensação que um muito surpreendido Real
Madrid se viu obrigado a disputar o playoff para
prosseguir na prova de que é rei e senhor… No mês
passado, a equipa espanhola entrou na Luz dando
por certa a sua superioridade e sofreu uma humilhação que deu a volta ao mundo. Coisas que acontecem, mas que ao Real Madrid acontecem muito
raramente.
3. O segundo reencontro aconteceu na terça-feira
passada. Foi o 1.º jogo da eliminatória disputada a
duas mãos que dará acesso aos oitavos da Liga
dos Campeões. O desafio “acabou” quando corria o
seu 50.º minuto e Vinicius Júnior fez o golo que
daria a vitória ao Real Madrid. Um golo de grande
categoria assinado pelo jogador internacional brasileiro, um artista de méritos incontestáveis, mas
um desportista de hábitos condenáveis, como,
aliás, se viu
4. Não foi a primeira vez que Vinicius Júnior se comportou incorretamente com o público adversário.
Já fez o mesmo em Espanha e noutros lugares do
mundo. É, aliás, a sua imagem de marca. Negar o
desrespeito nos festejos do golo que marcou ao
Benfica é negar uma evidência.
5. O jogo “acabou” com o golo do jogador brasileiro
porque Vinicius queixou-se ao árbitro de ter sido
alvo de um insulto racista – “mono” – por parte do
nosso jogador argentino Prestianni. Seguiu-se o
sururu inevitável e os 10 minutos de pausa no jogo.
Quando o encontro foi reatado, estava marcado
pelo episódio entre os 2 sul-americanos e arrastou-se penosamente até ao fim.
6. Não há prova de que Prestianni tenha insultado
Vinicius Júnior. Se o fez, fez muito mal. O Benfica
não é um clube de racistas e a sua maior lenda é
um negro. Ter tapado a boca com a camisola não
vai ajudar Prestianni nas instâncias internacionais.
7. Nas “nossas” instâncias, estamos com o jovem
argentino. Não queremos que ele seja uma fonte de
problemas, mas uma fonte de soluções. Na próxima semana, o Benfica vai a Madrid tentar fazer
melhor do que fez na Luz na última terça-feira."
Leonor Pinhão, in O Benfica

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