"Devo, desde já, um pedido de
desculpas ao estimado leitor. De
facto, este espaço está a tornar-se monotemático.
Acredite que gostava mais de
escrever sobre Anísio Cabral,
sobre um Prestianni que só precisa de afinar o remate para se
tornar um craque, ou sobre o
regresso de Pavlidis aos golos.
Lamento ser repetitivo, mas os
factos, aquilo que se vai passando nos relvados, na Cidade do
Futebol, ou sabe Deus onde,
ultrapassam tudo o que podemos aceitar.
Os lances de intervenção da
videoarbitragem (legítima e ilegítima, à luz do protocolo) são
sistematicamente decididos
contra o Benfica. E o inverso
acontece nas partidas envolvendo o rival lisboeta. Nos Açores, onde o Sporting vencera,
como bem nos lembramos,
houve agora, dependendo de
um critério mais ou menos
apertado, um ou dois ou três
lances de grande penalidade na
área do Santa Clara (faltas bastante mais evidentes do que a
que sonegou um golo ao Famalicão, em Alvalade). António
Nobre – já sabemos – só assinala penáltis quando as rasteiras
são feitas com a cabeça de Otamendi. O VAR nem uma vez o
chamou para ver as imagens.
Vencemos o jogo, mas isso não
pode calar-nos.
Está a cumprir-se o 1.º aniversário da tomada de posse de um
Conselho de Arbitragem que me
faz sentir saudades… até
mesmo de Lourenço Pinto.
Se tivermos a boa vontade de
presumir que existe seriedade,
teremos de afirmar que não se
via tamanha incompetência na
arbitragem portuguesa há já
várias décadas. Estes foram
claramente os seus piores 12
meses, desde que existe VAR.
Com tanto caso, casinho e
casão, mais do que se justificava a demissão de Luciano Gonçalves e da sua trupe. Não
podemos aceitar que a verdade
desportiva seja sistematicamente desvirtuada, o palmarés
adulterado e o futebol português atirado para a lama. É preciso gritar que o rei vai nu."

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