Últimas indefectivações

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Um ano negro


"Devo, desde já, um pedido de desculpas ao estimado leitor. De facto, este espaço está a tornar-se monotemático.
Acredite que gostava mais de escrever sobre Anísio Cabral, sobre um Prestianni que só precisa de afinar o remate para se tornar um craque, ou sobre o regresso de Pavlidis aos golos. Lamento ser repetitivo, mas os factos, aquilo que se vai passando nos relvados, na Cidade do Futebol, ou sabe Deus onde, ultrapassam tudo o que podemos aceitar.
Os lances de intervenção da videoarbitragem (legítima e ilegítima, à luz do protocolo) são sistematicamente decididos contra o Benfica. E o inverso acontece nas partidas envolvendo o rival lisboeta. Nos Açores, onde o Sporting vencera, como bem nos lembramos, houve agora, dependendo de um critério mais ou menos apertado, um ou dois ou três lances de grande penalidade na área do Santa Clara (faltas bastante mais evidentes do que a que sonegou um golo ao Famalicão, em Alvalade). António Nobre – já sabemos – só assinala penáltis quando as rasteiras são feitas com a cabeça de Otamendi. O VAR nem uma vez o chamou para ver as imagens. Vencemos o jogo, mas isso não pode calar-nos.
Está a cumprir-se o 1.º aniversário da tomada de posse de um Conselho de Arbitragem que me faz sentir saudades… até mesmo de Lourenço Pinto.
Se tivermos a boa vontade de presumir que existe seriedade, teremos de afirmar que não se via tamanha incompetência na arbitragem portuguesa há já várias décadas. Estes foram claramente os seus piores 12 meses, desde que existe VAR.
Com tanto caso, casinho e casão, mais do que se justificava a demissão de Luciano Gonçalves e da sua trupe. Não podemos aceitar que a verdade desportiva seja sistematicamente desvirtuada, o palmarés adulterado e o futebol português atirado para a lama. É preciso gritar que o rei vai nu."

Sem comentários:

Enviar um comentário

A opinião de um glorioso indefectível é sempre muito bem vinda.
Junte a sua voz à nossa. Pelo Benfica! Sempre!