"O senhor professor-doutor
Pedro Proença, quando ainda
estava na Liga de Clubes, e num
momento de grande lucidez,
anunciou que a partir de então
nenhum jogo de futebol teria início depois das 20:45. Naturalmente ficámos muito gratos.
Afinal, o homem não se lembrou
de estabelecer a fasquia nas
22:15, nas 23:00, ou mesmo na
meia-noite. Que sorte a nossa!
Mostrando essa gratidão, quase
50 mil heróis enfrentaram
a tempestade, ignoraram o
resultado das eleições presidenciais e deslocaram-se à
Luz na noite do passado
domingo. Sobretudo quem teve
de fazer viagens longas, com
estradas cortadas e chuva
intensa, regressando a casa a
horas impróprias, ficou a dever
ao agora presidente da FPF
uma noite bem dormida, e
pôde assim, na manhã seguinte, regressar ao trabalho fresco como uma alface.
Pelo contrário, na Cidade do
Futebol, com ar condicionado,
sem chuva, sem trânsito e
refastelado numa cadeira ergonómica, um ilustre cidadão
chamado João Casegas adormeceu mais cedo. Acordou
subitamente para anular um
golo a Pavlidis, mas cedeu
novamente ao sono profundo
dos anjos. Além desse lance,
não viu mais nada do que se
passou no ecrã colocado diante
do seu nariz. Acontece.
De há um ano para cá, aconteceu tantas vezes que se está a
tornar banal. Neste período, a
arbitragem portuguesa regrediu 40 anos. O que, noutros tempos, outros protagonistas de -
moraram décadas a edificar,
estes conseguiram em apenas
12 meses. É obra!
A redução da diferença pontual
para os lugares da frente até
podia dar-nos alguma esperança de ainda lá chegar. Quando
nos lembramos destes condicionalismos externos, quando
vemos o que foi todo este Campeonato (e a ponta final do
anterior e a Taça de Portugal…),
perdemos quaisquer ilusões.
Com estas arbitragens, não há
Mourinhos nem Anísios que
nos valham."
Luís Fialho, in O Benfica

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