"JOSÉ TORRES REALIZOU
O SEU ÚLTIMO JOGO
PELO BENFICA EM JULHO
DE 1971, DEPOIS
DE 12 ÉPOCAS NA LUZ.
A 21 de julho de 1971, jogou-se a final da Taça
Ribeiro dos Reis. Empurrada para a equipa
de reservas, a importância da
prova já não fazia jus ao nome
que ostentava. O Benfica disputou a final da prova, com a sua
equipa de reservas, frente ao
Sporting de Braga, no Estádio
do Restelo, “muito bem emoldurado de público”.
José Torres era o capitão
da equipa e, como alguns dos
seus companheiros, realizava
o seu último jogo com a
camisola do Benfica. Neste
dia, “Torres não quis abandonar o Benfica sem deixar
saudades entre os benfiquistas. Atrás, à frente, bolas na
trave, um golo, enfim… Torres”. Marcou o primeiro dos
3 golos encarnados, de
cabeça, aos 10 minutos da
segunda parte, e foi com orgulho
e emoção que, no final do
encontro, levantou mais um troféu para o clube que representou
durante 12 épocas.
Aos 33 anos, José Torres deixava o Benfica para representar
o Vitória Futebol Clube. Mas a
despedida do Bom Gigante não
podia ficar assim! Então, José
Torres foi homenageado no
Estádio da Luz, a 31 de julho de
1971, antes do jogo amigável
frente ao Arsenal. O elogio ao
jogador foi lido por Osvaldo
Branco, vice-presidente da Direção, e, de seguida, Torres alinhou no seu lugar habitual e
jogou, durante dois minutos, “no
ataque que tantas vezes conduziu e fez brilhar”. Seguiu-se a despedida
para sempre, “sublinhada com os quentes, sinceros e demorados aplausos dos
que sempre o acarinharam e incitaram”.
O amor de José Torres ao Benfica foi descrito da melhor forma
por Osvaldo Branco,
quando, no elogio ao
jogador, referiu a resposta de Torres ao ser
questionado sobre a
sua dispensa do Benfica: “Se eu no decurso de
12 épocas ajudei a resolver tantos problemas
futebolísticos ao Benfica, pois se o Benfica de
mim precisa para a resolução de mais um, pode
contar com a minha colaboração.”
José Torres conquistou 9 Campeonatos Nacionais, 4 Taças de Portugal e 3 Taças de Honra,
marcou 284 golos em
347 jogos pela equipa
principal e, em 1962/63,
conquistou a Bola de
Prata, por ter sido o
melhor marcador do Campeonato Nacional, com 26 golos.
Saiba mais sobre o Bom
Gigante na área 23 – Inesquecíveis, do Museu Benfica – Cosme
Damião."
Marisa Manana, in O Benfica

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