quarta-feira, 10 de junho de 2026

Novelas de primavera-verão 2026


"Todos os anos, a mesma coisa: o entra e sai, os negócios que já estão fechados, os nãos rotundos, as efabulações, as notícias plantadas, a desconfiança, a polémica, os excedentários e os que têm as portas abertas e fechadas da equipa principal. Já não é novidade para ninguém que a pré-época é sempre um manancial de títulos alarmantes, mas, no caso do Sport Lisboa e Benfica, parece que a confusão generalizada dura todo o ano. Seja nas épocas de transferências ou não, há sempre alguma coisa para esmiuçar. É normal e só se passa com o Glorioso. Porquê? Porque dos outros, pouco se quer saber, apesar dos seus milagres e telhados de vidro.
Neste defeso, já li e ouvi de tudo. Que José Mourinho deveria ter renovado antes (como se fez anteriormente com Roger Schmidt e depois, afinal, tinha sido um erro), que o Special One estava acabado como treinador, mas o Real Madrid está interessado nele (incoerência difícil de qualificar) ou que Marco Silva é o próximo homem certo (mas que afinal quer é o Fulham e depois afinal já não quer).
Tudo e o seu contrário parece ser a ordem para se poder comentar a atualidade do SLB. Como se os observadores do mundo do futebol fossem duas senhoras de idade, vizinhas, debruçadas na janela enquanto estendem a roupa e dizem mal de quem passa na rua. Deixou de haver critério. No relvado e no tratamento da informação. Mesmo com a vitória de uma equipa da Liga 2 (a primeira da história) na final da Taça de Portugal, conseguiu incluir-se tempo de antena para falar do Benfica. O perdedor era outro, num ano sem levar troféus para o museu, mas o que interessa mesmo é criticar as opções dos dirigentes encarnados. É sempre mais fácil fazer comunicação ao jeito dos reels do TikTok. Duas frases fortes e esperar pelo lixo na caixa dos comentários. Se é verdade ou não, já tanto faz. A responsabilidade, no entanto, não é apenas de quem está de fora. É fechar a torneira das entrevistas de pré-época e deixar de entregar o ouro ao bandido."

Ricardo Santos, in O Benfica

Fazem-se de parvos


"Usando as palavras do treinador José Mourinho, “aqui ninguém é parvo”. Toda a gente que acompanha minimamente o futebol percebe aquilo que se está a passar, e porque se está a passar deste modo e não de outro.
Há situações que o Benfica não controla, nem pode condicionar. Há timings decorrentes das mesmas. E certamente ninguém na Luz está parado a olhar para o relógio ou para o calendário. O Clube está a preparar a próxima temporada da melhor forma que as circunstâncias permitem, não esquecendo que o Mundial irá protelar grande parte das movimentações de mercado. 
É verdade que a inesperada vitória do Torreense na Taça de Portugal trouxe dificuldade acrescida. Nada que um bom planeamento não consiga debelar, até porque grande parte do plantel não irá aos Estados Unidos
Se ninguém é parvo, há, porém, quem queira fazer-se de tal. Os jornais têm de vender, as televisões têm de encher vários programas diários de “comentário” futebolístico, e qualquer situação que envolva o Benfica abre a porta a grandes audiências. Percebe-se que alimentem uma novela em redor do treinador do Benfica, a qual, quanto mais tempo durar, mais matéria dará para assegurar tempo de antena – sobretudo numa altura em que ainda não é oportuno falar das unhas dos pés do Cristiano Ronaldo. Tudo isso se entende. Não se aceita é que aproveitem a ocasião para disparar contra o Clube e contra os seus responsáveis, procurando condená-los por algo inusitado e para o qual sabem perfeitamente não existir uma solução óptima. Acho até graça à ligeireza com que falam de 5, 10 ou 15 milhões de euros para cá e para lá, como se fossem trocos, como se não estivéssemos em Portugal, como se falássemos de um qualquer fundo árabe.
No momento em que escrevo, o circo continua. Mas quem não é parvo sabe que em breve vai terminar."

Luís Fialho, in O Benfica

As crianças primeiro


"O Dia Mundial da Criança nasceu da necessidade de proteger e de promover os direitos das crianças num mundo marcado pelas consequências devastadoras da Segunda Guerra Mundial. Parece distante no tempo, e é, mas infelizmente está mais atual do que nunca. Mais do que uma efeméride, este dia reafirma um compromisso coletivo com a construção de uma sociedade em que cada criança tem direitos fundamentais inalienáveis, como a educação, a saúde, a proteção, a igualdade e as oportunidades para que possa desenvolver plenamente o seu potencial.
Mas apesar dos avanços registados nas últimas décadas, também há recuos, e grandes: milhões de crianças continuam a viver em contextos de pobreza, violência, guerra, exploração laboral ou exclusão social. Mesmo nos países mais desenvolvidos, surgem novos desafios ligados à saúde mental, ao isolamento, à dependência digital e às desigualdades económicas e a fatores de exclusão que limitam oportunidades.
Em Portugal, embora os indicadores de bem-estar infantil tenham melhorado significativamente, subsistem situações preocupantes que exigem atenção permanente das famílias, das escolas, das instituições e da sociedade civil. Garantir que nenhuma criança fica para trás continua a ser uma responsabilidade de todos. E o Benfica, através da sua dimensão social e educativa, sabe que investir nas crianças é investir no futuro: o desporto edifica personalidades, ensina valores, promove a inclusão, reforça a autoestima e ajuda a formar cidadãos mais responsáveis e solidários.
É isso mesmo que fazemos neste dia especial, de estádio aberto e com as crianças bem no centro do relvado!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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