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Wednesday, April 15, 2026

Benfica: o caminho para a sustentabilidade ainda está por fazer


"A entrevista de Nuno Catarino, dada no contexto de uma nova emissão de obrigações, traz um sinal positivo que deve ser reconhecido. Pela primeira vez, foi apresentado um relatório semestral do clube. É um passo importante para reforçar o acompanhamento e a participação dos sócios na vida do Benfica.
Mas, num momento em que o Benfica recorre ao mercado para reforçar a sua estrutura financeira, é ainda mais importante enquadrar o tema com responsabilidade e visão de longo prazo. O empréstimo obrigacionista enquadra-se numa lógica normal de gestão da dívida. É um instrumento habitual e, por si só, não levanta questões estruturais. Mas o debate sobre as finanças do Benfica exige mais. O presente não pode ser gerido sem um destino claro. 
Sim, hoje o Benfica é financiável. É bom que assim seja. Mas a verdadeira questão é sabermos se está a ser construído um modelo que torne o Benfica mais forte e vencedor daqui a cinco e dez anos. A resposta, olhando para os dados e para o enquadramento apresentado, é neste momento negativa.
Não construir as bases de um futuro a médio e longo prazo traz desafios no curto prazo. Sem um novo modelo, os problemas estruturais do Benfica tenderão a manter-se e podem agravar-se mais depressa do que se pensa. Há quem possa qualificar este receio de alarmista. Eu trabalho há décadas com números, objetivos muito ambiciosos e metas de crescimento global. Prefiro chamar-lhe realismo.
O que nos dizem os números financeiros do Benfica? Que o passivo cresce, a dívida líquida aumenta e os encargos com juros acompanham essa evolução. Mais importante ainda, as receitas operacionais continuam a ser insuficientes para cobrir os custos.
Enquanto assim for, este modelo não serve o Benfica, nem permitirá ao Benfica crescer. Neste cenário, a venda de jogadores deixa de ser estratégica e passa a ser necessária. E o que acontece dentro de campo tem um impacto fundamental. Não atingir sucesso desportivo contribuirá para uma desvalorização progressiva dos nossos principais ativos, venham estes do mercado ou da nossa formação.
Quando isto acontece, e já está a acontecer, o clube entra numa espiral difícil de inverter. Planeia-se em função do mercado, não de um projeto desportivo. Cada janela de transferências deixa de ser uma oportunidade e passa a ser uma obrigação. É a diferença entre crescer e sobreviver. O Benfica precisa de crescer, sob pena da distância para a Europa do futebol continuar a aumentar.
As receitas de transferências devem ter um papel diferente. Devem servir para modernizar infraestruturas, reduzir passivo, aumentar a capacidade de gerar receitas recorrentes, e, por último, proteger o clube em anos onde não atingir o objetivo mínimo de chegar à Liga dos Campeões. As receitas de transferências não podem ser a base ou o alimento exclusivo do orçamento do dia-a-dia.

Na entrevista foram levantados três pontos
A primeira é o Benfica District. Trata-se de um projeto relevante, com potencial para diversificar receitas, mas que tem de ser afinado se queremos que seja uma resposta consolidada. Ainda não é claro como vai gerar receitas recorrentes significativas. Há que demonstrar melhor esse potencial. A par disso, é possível desde já identificar exemplos de como o projeto pode ser melhorado para gerar receitas adicionais significativas.
A cobertura do estádio e o rebaixamento do relvado são intervenções essenciais para permitir uma utilização contínua ao longo do ano, nomeadamente para grandes eventos. Por outro lado, o modelo de financiamento tem de ser repensado. O Benfica deve atrair um parceiro investidor, evitando assumir riscos financeiros significativos fora do seu objetivo principal: ganhar em campo.
Há ainda uma dimensão adicional na experiência de dia de jogo. Medidas como a venda de bebidas alcoólicas são relevantes para aumentar receitas e alinhar o Benfica com as melhores práticas internacionais. Nuno Catarino está bem neste ponto. O potencial de crescimento nesta área é significativo e deve ser aproveitado. É, por exemplo, uma das principais fontes de receita de dia de jogo do FC Bayern.
A segunda área é a centralização dos direitos televisivos. E aqui a análise tem de ser direta. O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Primeiro, acreditou-se num modelo assente em pressupostos irrealistas e no conto de fadas de Pedro Proença. Depois, seguiu-se uma estratégia pouco ambiciosa, focada em não perder receita, quando o objetivo devia ser crescer. Por fim, quando ainda havia margem para inovar, optou-se por renovar um modelo com uma década, sem criação de valor adicional.
Muitos erros e nenhuma assunção de responsabilidade numa das principais fontes de receita. Aqui chegados, não é evidente como é que Nuno Catarino propõe colmatar a perda de receita que anuncia. Aqui chegamos ao último capítulo, o da bravata e do confronto. Quando o Benfica devia ter liderado, escolheu ir atrás. Uma sequência de decisões erradas, ou de falta destas, compromete agora o nosso potencial de crescimento e negociação.
A terceira área é a estrutura acionista e o posicionamento estratégico no mercado global. O Benfica tem escala internacional, mas continua sem um modelo claro. Sair de bolsa, recomprar ações e integrar parceiros estratégicos com competências específicas pode contribuir para o Benfica acelerar o processo de crescimento que tanto precisa. Este modelo permite proteger o Benfica e acelerar o seu desenvolvimento.
Também aqui a gestão tem sido inconsistente. Não houve antecipação na recompra das ações em momento crítico. Ao mesmo tempo, não existe uma posição clara sobre o papel da Lenore Sports Partners como parceiro estratégico. Que valor aporta este acionista? Que sinergias estão a ser exploradas? Nada se sabe sobre isto, apesar da própria intenção anunciada publicamente pela Lenore aquando da compra das ações.
Num contexto global, indecisões acumuladas acabam por ter um custo evidente e elevado. Todos sabemos isto: o Benfica tem dimensão, marca e base global para fazer muito mais. Falta transformar esse potencial em decisões consistentes que dão futuro ao clube, sem nunca nos desviarmos do essencial: as contas do Benfica devem ser avaliadas não apenas pela sua estabilidade no imediato, mas pela sua capacidade de financiar uma ambição desportiva compatível com a dimensão histórica do clube.
Depois de mais um ano muito aquém das expectativas dentro e fora de campo, os Benfiquistas anseiam por sinais de transformação, para que possamos conquistar o 39 já na próxima época e, a partir daí, renovar a nossa ambição. Não podemos adiar este caminho. As finanças do Benfica têm que o demonstrar de forma clara."

Passagem de testemunho...

Megafone - Voo Picado #22 - O impacto dos ciclos desportivos

Falar Benfica #242 - Regresso às vitórias, o dérbi e as modalidades

Pedro, Pedro, Pedro #13 - Horizonte europeu e a mística do futebol

BF: Mosquera...

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Observador: Três Toques - O que se sabe sobre o gato da “sorte” do Sporting

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca #120

FC Porto e Sporting: a rivalidade tóxica?


"Caberia aos responsáveis de ambos os clubes normalizar as relações entre estes. Os riscos da escalada de casos são evidentes.

No dia do jogo de andebol entre FC Porto e Sporting decisivo para as contas do título e que voltou a terminar com a vitória do Sporting, surgiram acusações de práticas ilícitas (?) que extravasam o plano desportivo.
Segundo relatos de jogadores e elementos da comitiva leonina, o balneário que lhes estava destinado apresentava um cheiro intenso, descrito como irritante e semelhante a amoníaco ou lixívia. Na sequência dessa situação, o treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga apresentaram sinais de mal-estar, como tensão elevada e palpitações, tendo sido assistidos no local por bombeiros e por uma equipa do INEM. Ambos acabariam por ficar fora do jogo.
Os factos são negados pelo FC Porto, que rejeita qualquer responsabilidade. E importa sublinhá-lo: vigora o princípio da presunção de inocência. Trata-se de um ponto essencial e inegociável em qualquer análise séria. Ainda assim, admitindo por hipótese que esteve presente no balneário uma substância suscetível de causar danos à saúde e que essa exposição esteve na origem dos sintomas relatados, estamos perante um cenário que pode assumir relevância jurídica.
A dificuldade de prova será evidente. Em situações desta natureza, dependentes de uma eventual libertação de substâncias no ar, o apuramento dos factos assenta, em larga medida, em testemunhos e em eventuais vestígios que possam ser recolhidos pelas autoridades.
A abertura de um inquérito pelo Ministério Público mostra que existem elementos suficientes para investigar a eventual prática de ilícitos. Em abstrato, poderão estar em causa crimes como o de ofensa à integridade física (artigo 143.º do Código Penal) ou, em cenários mais graves, o crime de libertação de gases tóxicos ou asfixiantes (artigo 272.º). Tudo dependerá, naturalmente, da prova que venha a ser produzida.
No plano desportivo, o caso também não é indiferente. O regulamento disciplinar da federação competente prevê sanções para a violação de deveres de segurança, que podem ir de multas à interdição do recinto, realização de jogos à porta fechada ou, em situações limite, exclusão de competições.
Mesmo que não se apure uma responsabilidade direta, poderá sempre colocar-se a questão da responsabilidade do clube organizador, caso se conclua que não foram adotadas as medidas necessárias para prevenir um episódio desta natureza.
Para já, o caso já extravasou o campo desportivo. O presidente André Villas-Boas admite levar o processo até às últimas consequências, acusando o Sporting de difamação, enquanto o clima entre os responsáveis máximos dos clubes se deteriora. Basta ler n’A BOLA de ontem sobre mais um episódio da troca de galhardetes entre os presidentes.
E o calendário não ajuda: há nova meia-final da Taça de Portugal no Dragão e outros confrontos previstos até ao final da época. Alguém está realmente preocupado? Caberia aos responsáveis de ambos os clubes normalizar as relações entre estes. Os riscos da escalada de casos e comentários são evidentes.

Direito ao golo
O Direito ao Golo desta semana vai para a prestação dos ginastas portugueses nos campeonatos europeus que decorreram em Portimão: oito pódios, uma medalha de ouro, duas de prata e cinco de bronze. Parabéns ao Vasco Peso, medalha de ouro e a Gabriel Albuquerque e à dupla Catarina Nunes e Sofia Correia, prata."

Pre-Bet Show #179 - ANTEVISÃO AO DÉRBI, TÍTULO NA PREMIER E CHAMPIONS… ESTE FOI AUDAZ 🔥

Jogo Pelo Jogo - S03E36 - Zinédine Zaideus e churrasco na Luz

Zero: Afunda - S06E38 - Estamos prontos para o playoff!

Competir sob fogo: o desporto em tempo de guerra


"Há algo de paradoxal — e profundamente humano — na persistência da competição desportiva em tempo de guerra. Enquanto o mundo se fragmenta sob o peso da violência, atletas entram em campo, treinadores preparam jogos, famílias acompanham, de perto, ou à distância. Não se trata de uma suspensão ingénua da realidade, nem de um gesto fútil: trata-se, antes, de um fenómeno denso, onde se cruzam pulsões, identificações e tentativas — sempre precárias — de preservar o laço social.
A guerra não é um acidente da história, mas uma possibilidade estrutural da condição humana, inscrita na tensão entre Eros e Tanatos — conceitos freudianos que designam, respectivamente, a pulsão de vida (ligada à criação, à ligação, ao amor e à construção de laços) e a pulsão de morte (associada à agressividade, à destruição e à tendência para a desagregação).
Neste enquadramento, o desporto emerge como um espaço ambivalente: tanto pode ser capturado pela lógica da guerra — propaganda, afirmação identitária, exaltação nacional — como pode funcionar enquanto dispositivo de contenção simbólica da violência.
É, precisamente, esta ambivalência que hoje se torna visível no contexto desportivo face aos conflitos do Médio Oriente.

Entre a destruição e o laço
Para muitos atletas que competem em contextos marcados pela guerra — ou que representam países envolvidos em conflitos — o jogo deixa de ser apenas jogo. A competição adquire uma espessura psíquica acrescida: joga-se por si, mas também por uma comunidade ameaçada, por uma identidade ferida, por uma tentativa de continuidade, face à ruptura.
Do ponto de vista psicanalítico, o campo desportivo pode ser entendido como um espaço de sublimação — um processo através do qual impulsos agressivos ou destrutivos são transformados em actividades socialmente valorizadas e reguladas, como o desporto. A agressividade — inerente à pulsão de morte — encontra aí uma via de expressão enquadrada por regras e limites. Aquilo que, na guerra, se manifesta como destruição directa, pode, no desporto, ser metabolizado sob a forma de confronto competitivo.
Mas esta transformação não elimina a violência: desloca-a.
Os treinadores, por seu lado, ocupam uma posição particularmente delicada. São convocados a sustentar um enquadramento — táctico, emocional, simbólico — num contexto em que o próprio mundo parece perder integração. Preparar um jogo, insistir na disciplina, na repetição e na estratégia, pode assumir um valor quase ritual: uma tentativa de manter a ordem onde reina o caos.
E, no entanto, esse esforço é atravessado pela realidade externa. Há famílias em risco, há notícias constantes, há a guerra em directo — esse fluxo contínuo de imagens que infiltra o psiquismo e dissolve as fronteiras entre perto e longe, criando a sensação de que o conflito está, simultaneamente, distante e íntimo.
Depende, também, das geografias concretas — e da forma como a guerra irrompe no quotidiano. No Bahrein, a situação esteve bastante complicada: treinadores tiveram de interromper entrevistas e treinos para se refugiarem em caves, ao som de sirenes. No Catar, a vida começa a retomar alguma normalidade; na Arábia, aos poucos, também. Mas houve momentos de ansiedade intensa, com atletas e treinadores sem saberem o que iria acontecer: jogos à porta fechada, pessoas a abandonar o país, incerteza sobre o futuro.
Noutro cenário, um guarda-redes treina à noite, sob luz artificial, não por opção táctica, mas porque durante o dia o céu é cortado por ruídos que não pertencem ao futebol. Cada mergulho no relvado traz consigo um sobressalto invisível. No balneário, fala-se do próximo adversário — mas os telemóveis vibram com mensagens da família.

As famílias: entre orgulho e angústia
Não podemos pensar os atletas sem pensar nas suas famílias. Em contextos de guerra, estas vivem numa tensão constante: por um lado, o orgulho na representação, na continuidade da vida; por outro, a angústia perante a vulnerabilidade real.
A Psicanálise lembra-nos que a morte do semelhante — daquele que está investido afectivamente — é a que nos abala e produz luto. Neste sentido, cada jogo pode carregar, de forma latente, a ameaça da perda. O atleta em campo não é apenas um profissional: é filho, irmão, pai.
Há mães que assistem aos jogos com o som desligado, para evitar a sobreposição com sirenes reais. Há filhos que perguntam se o jogo do pai «também pode ser cancelado pela guerra». Há famílias que celebram vitórias com um alívio que ultrapassa o resultado — como se, por 90 minutos, tudo tivesse permanecido intacto.

Desporto como ilusão — e como necessidade
Há quem veja na continuidade das competições uma forma de negação — uma recusa de encarar a gravidade da guerra. Essa leitura não é totalmente infundada. A negação é um mecanismo psíquico activado em contextos de trauma. Contudo, reduzir o fenómeno a isso seria simplista.
O desporto pode funcionar como uma ilusão necessária — uma construção simbólica que permite sustentar o desejo, a esperança e a continuidade psíquica. Em tempos de desagregação, manter rituais, calendários e competições pode preservar um sentido de normalidade e ligação ao futuro.
É também por isso que, historicamente, o desporto nunca desaparece, mesmo em tempo de guerra: transforma-se, adapta-se, mas persiste. Um avançado entra em campo e, por instantes, o mundo reduz-se à bola nos pés. Não porque a guerra tenha desaparecido — mas porque, naquele gesto, ela é suspensa.

Narcisismo, identidade e conflito
Outro aspecto crucial prende-se com o modo como o desporto pode amplificar identificações colectivas. Em contextos de conflito, intensifica-se o «narcisismo das pequenas diferenças»: pequenas distinções tornam-se motivo de rivalidade e agressividade.
A competição pode tornar-se palco de projecções e discursos de ódio, prolongando, simbolicamente, o conflito. O campo deixa de ser apenas espaço de jogo para se tornar prolongamento simbólico do conflito.
Todavia, pode também oferecer momentos de suspensão — breves, frágeis — onde o outro volta a ser reconhecido como adversário e não como inimigo.
Num desses momentos, dois jogadores trocam a camisola no final do jogo. O gesto é simples, mas, naquele contexto, torna-se quase subversivo.

Uma ética da lucidez
A Psicanálise não julga, é amoral; procura compreender.
Compreender que, em tempo de guerra, competir é sempre mais do que competir. É tentar manter algo do humano, quando o humano está ameaçado. É dar forma simbólica à destrutividade.
Pensar, psicanaliticamente, é um acto ético e político: implica não ceder à simplificação, nem à ilusão de que a violência pertence apenas ao Outro. Ela atravessa-nos.
O desporto em tempo de guerra, revela, precisamente, isso: a coexistência, em cada sujeito, e em cada colectivo, da destrutividade e da possibilidade de ligação.
A paz absoluta é impossível. Porém, entre a guerra total e a sua repetição há um espaço — frágil, incerto — onde o jogo ainda pode existir.
E talvez seja nesse espaço que, hoje, se joga no jogo algo de essencial."

SportTV: Europa - S01E06

O sonho do Rodrigo! ❤️

Estreia assinalada


"Em destaque na BNews, a emoção de Gonçalo Moreira por se ter estreado pela equipa profissional do Benfica.

1. Sonho de infância
De águia ao peito desde 2015, o jovem Gonçalo Moreira partilha o que sente por se ter estreado pela equipa A no Estádio da Luz.

2. Bilhetes esgotados
Já não há ingressos disponíveis para o Sporting-Benfica agendado para o próximo domingo, às 18h00.

3. Distinção
A equipa técnica de futebol no feminino do Benfica foi eleita a melhor de março.

4. Agenda para quarta-feira
Na Luz, Benfica e Leixões disputam o jogo 3 das meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional (20h00). Na mesma modalidade, a equipa feminina tem embate no reduto do FC Porto, também às 20h00. Em andebol no masculino, o Benfica visita a Águas Santas (21h00).

5. Ação de formação
No âmbito da participação do Benfica na final four da UEFA Youth League, decorreu no Benfica Campus uma ação de formação subordinada ao tema da arbitragem e do VAR.

6. Casas Benfica Ilha Terceira e Tomar
Representantes destas embaixadas do benfiquismo marcaram presença no Estádio da Luz para apoiarem o Benfica ante o Nacional da Madeira."

3x4x3


Segunda Bola...


Benfica FM: Ríos...

BolaTV: Falso Plano #120 - Roubaix é uma obra de Aert.

SportTV: Grelha de Partida - S04E08

SportTV: NBA - S04E27

Derick White: Neemias Queta Talks Sister Introducing Him To Basketball, 2025-26 Most Improved Player, and More

Lucescu e o nosso clube


"1. Morreu aos 80 anos na cidade de Bucareste o treinador Mircea Lucescu, que, no seu percurso profissional e na sua vida, se cruzou por algumas vezes com o Benfica. Lucescu, um ser de uma simpatia extrema e um treinador com inúmeros sucessos, era um poliglota que falava português corretamente. Também por essa razão, seduziu o antigo presidente do Benfica, Fernando Martins, que, por mais do que uma vez, pensou na sua contratação para orientar o Benfica.

2. No comando do Dínamo de Bucareste, Lucescu veio por duas vezes a Lisboa jogar com o Benfica – na inauguração do fecho do Terceiro Anel, em 1985, e por ocasião de um desafio particular em 1987 – tendo ficado a comitiva romena instalada no Hotel Altis, de que Fernando Martins era proprietário.

3. A afabilidade de Lucescu e o seu domínio da nossa língua encantaram o então presidente do Benfica, mas a verdade é que, para grande tristeza do treinador romeno, o sonhado contrato com o Benfica nunca aconteceu.

4. Lucescu era um sujeito especial. Em abril de 1988, sendo ainda treinador do Dínamo de Bucareste e estando o Benfica na capital da Roménia para defrontar o Steaua, o grande rival do Dínamo e o clube afeto ao regime de Nicolae Ceausescu – Valentin Ceausescu, filho do ditador, era o presidente do Steaua –, Mircea Lucescu compareceu no hotel onde o Benfica se encontrava instalado para conviver com a embaixada portuguesa.

5. O jogo com o Steaua dizia respeito à primeira mão da meia-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. O Steaua vencera a competição 2 anos antes numa final com o Barcelona decidida por pontapés de grande penalidade. A eliminatória com o Benfica causava a maior expetativa. Por tudo isto, a visita de Lucescu ao hotel onde se encontrava o Benfica só podia ser vista pelas autoridades como uma provocação.

6. Nada disso amedrontou Lucescu, o treinador do grande rival interno, que nas duas noites em que o Benfica ficou em Bucareste fez questão de visitar e de conduzir grupos de jornalistas e de outros acompanhantes do Benfica aos lugares diurnos e noturnos mais aprazíveis da capital da Roménia. Diga-se que eram poucos ou, melhor, que eram raros os lugares aprazíveis dessa Bucareste a viver dificuldades no estertor do bloco soviético.

7. O Benfica empataria esse jogo com o Steaua (0-0) e venceria os romenos na Luz, duas semanas depois, por 2-0 com golos de Rui Águas, o que nos levaria à final da competição com o PSV Eindhoven, onde a sorte não nos sorriu no desempate por grandes penalidades. Mas este espaço hoje não é para falar de futebol, é para falar de senhores do futebol. Mircea Lucescu foi um deles."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Fresco e bem-disposto


"A PRIMEIRA CONQUISTA EM ABSOLUTOS DE LUÍS NAIA, EM ÁGUAS ABERTAS, FOI NO BARREIRO

O caminho da história é palmilhado por grandes e pequenas figuras, perenes e efémeras, de grande ou pequeno impacto. O assombro da sua influência pode ter sido imediato ou levou o seu tempo a manifestar-se, como na história da música houve, por exemplo, Kurt Cobain no rock e Pergolesi na ópera. A geração Orfeu não conheceu artistas que partiram jovens e cuja obra, mais tarde, fez escola na história da pintura e da poesia?
Luís Naia viveu até aos 80 anos, tendo uma vida ligada ao desporto e ao dirigismo. Competitivamente, esteve 6 anos ativo na natação e foi impactante. A sua compleição possante, somada a um afincado treino, dava-lhe uma resistência reservada aos mais fortes. Em 1930, ano em que havia de fazer a sua histórica Travessia do Tejo, no Natal, foi muito elogiado pela imprensa pela sua excelente forma física e pelo desempenho.
No final do verão desse ano, o Clube Naval Barreirense organizou a 3.ª Travessia do Barreiro, prova de águas abertas na bacia do rio Coina, com 2500 metros de percurso. A organização instituiu, através do patrocínio de Alfredo da Silva, histórico industrial fundador e diretor da CUF, 3 medalhas, em vermeil, prata e bronze, para o pódio, e uma taça em liga de prata para o clube “a que pertença o 1.º classificado”.
Assim, no dia 21 de setembro de 1930, reuniram-se 20 nadadores, entre juniores, principiantes e 4 senhoras. Apenas 9 concluíram o percurso. Estavam representados 7 clubes, de Lisboa e do Barreiro, vila que se impunha como centro dinamizador dos desportos náuticos.
Luís Naia destacou-se logo nos primeiros 200 metros. Aos 800 metros, seguia isolado, e foi o primeiro a fazer a passagem sob a ponte que unia o Barreiro ao Seixal. Com um rumo constante, braçadas fortes e superioridade, logo o reconheceram como vencedor antes de percorrida metade da prova. Sem surpresa, volvida 1 hora e 11 minutos, com quase 8 minutos de vantagem, Luís Naia chegou à meta em 1.º lugar, em “esplêndida forma física”, “fresco e bem-disposto”. Foi a sua primeira conquista em absolutos.
O momento mais emocionante da Travessia foi a disputa pelo 3.º lugar, entre Ilda da Costa e Silva e José Amaro. O jornal O Sport de Lisboa foi o único a notar que Amaro, em 4.º, “não chegou verdadeiramente à meta”: “Aproximou-se só e não esteve para mais trabalhos.” A organização recebeu ainda outras críticas, mas a Travessia do Barreiro foi positiva e embelezou o encerramento da época de 1930.
A pequena taça de 24 centímetros, entregue ao Benfica pela vitória de Naia, marca um tempo de grandes transformações da natação portuguesa, na qual o Benfica foi elemento ativo. Conheça mais momentos da participação benfiquista na história da natação portuguesa na área 4 – Momentos Únicos, no Museu Benfica – Cosme Damião"

Pedro S. Amorim, in O Benfica

Vergonha na cara


"Agora, não se esqueçam de ir a correr dar os parabéns aos nossos adversários pelo título nacional de futebol. É mesmo disso que precisamos. Vamos lá ser todos anjinhos e politicamente corretos e encher redes sociais, painéis televisivos, podcasts e crónicas na imprensa com elogios a adversários que, à primeira oportunidade, nos pisam (como no Jamor) e nos roubam (como na espionagem corporativa condenada em tribunal). Depois dos diversos escândalos de arbitragem nas competições masculinas de futebol, era só o que me faltava ver sócios, adeptos e simpatizantes do SL Benfica a parabenizar os alegados vencedores de um Campeonato inquinado desde a primeira jornada.
Ah e tal, a liga de futebol é uma prova de consistência e regularidade… Mentira! É uma competição onde estava há muito decidido quem não interessava que fosse vencedor: o Sport Lisboa e Benfica. Qualquer um, menos o Glorioso, parece ter sido o mote para mais uma época de mentira e frustração.
Dar os parabéns de quê? De terem sido beneficiados com expulsões e grandes penalidades perdoadas? Parabéns pelas falcatruas que lhes permitem ter dinheiro para pagar ordenados? Ou será que temos de lhes dar os parabéns pelos belíssimos jogos de futebol em que, quando se viram aflitos, um amigo com apito ou um vídeo duvidoso os empurrou para a vitória?
Vou aguardar pelas próximas semanas para ver essas manifestações ridículas de um desportivismo de faz de conta, que não se pode aplicar ao futebol português das últimas temporadas. Estou à espera para assistir com vergonha alheia e revolta às figurinhas de quem, abrigado por uma capa hipócrita de desportivismo, passou a temporada inteira a destruir jogadores, treinadores, dirigentes, táticas e tomadas de decisão e políticas de comunicação (algumas erradas e outras incompreensíveis).
Não merecem parabéns, mas sim combate acérrimo. Merecem ser desmascarados e apontados todos os favores de que usufruíram e quem lhes facilitou a vida. Só que isso não dá likes, visualizações ou audiências. O que interessa mesmo é a guerra interna. E enquanto isso, os falidos e os ladrões vão prosperando do jeito que melhor sabem."

Ricardo Santos, in O Benfica

Para ti Se não faltares!


"Para ti Se não faltares! assenta num compromisso direto com os jovens e com o seu objetivo primordial: não faltar à escola, estar presente, aprender, evoluir e aumentar o sucesso educativo. Num tempo em que tantas distrações e dificuldades afastam os mais novos do percurso escolar, este projeto da Fundação coloca o essencial no centro: a assiduidade como primeiro passo para qualquer transformação. Estar na sala de aula é o ponto de partida. Sem isso, nada é possível, mas com apenas isso abre-se um mundo de possibilidades a cada jovem. Mas este compromisso não surge isolado nem imposto, ele é ampliado pela motivação, pela pertença e pela conquista. Ao cumprir com a escola, os jovens ganham acesso à prática desportiva, entram no fascinante imaginário do universo futebolístico oficial e aproximam- -se de um clube que representa ambição, superação e identidade. Ao mesmo tempo, são reconhecidos através de prémios de desempenho que valorizam o esforço, a disciplina e a evolução individual.
Mas como funciona, na prática, este projeto? E porque consegue resultados tão consistentes? A resposta está na simplicidade de um modelo que assenta numa lógica clara, em que responsabilidade gera oportunidade. Por isso, cada jovem sabe que a sua presença na escola não é apenas uma obrigação, mas uma chave que abre portas ao desporto, à integração num grupo, ao reconhecimento entre os seus pares e ao reforço da autoestima. Ao mesmo tempo, o projeto cria um ecossistema de acompanhamento entre escola, treinadores, técnicos e comunidade, que trabalham em conjunto, garantindo que cada jovem não é apenas mais um, mas alguém que é visto, acompanhado e incentivado. O desporto surge aqui como um meio e um instrumento poderoso de disciplina, cooperação e superação.
É esta combinação de exigência clara, recompensa justa, acompanhamento próximo e motivação, que explica a adesão dos jovens e os resultados que conquistam. O trabalho é deles, e o sucesso também, mas o Benfica, através da Fundação, dá um incentivo e uma ajuda preciosa."

Jorge Miranda, in O Benfica