Últimas indefectivações
Tuesday, April 14, 2026
Vitória justa
"O tema principal desta edição da BNews é o triunfo benfiquista, por 2-0, conseguido ante o Nacional da Madeira.
1. Boa exibição
Na opinião de José Mourinho, "é um jogo muito bem conseguido". "Queríamos fazer mais e melhor e tivemos períodos muito bons. O jogo na sua globalidade foi completamente controlado e dominado. Podíamos e devíamos ter conseguido um resultado mais forte", afirma o treinador.
2. Lutar por vitórias
Autor de duas assistências para golo e considerado o Homem do Jogo, Prestianni sublinha o compromisso do grupo de trabalho: "Faltam 5 finais e agora temos o jogo com o Sporting. Vamos dar o nosso melhor para ganhar as 5 partidas que faltam."
3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, os dois golos marcados pelo Benfica ao Nacional.
4. Outros resultados
No futebol de formação, os Sub-23 ganharam, por 2-1, ante o Leixões. Os Juvenis venceram, por 0-1, na visita ao Famalicão. Os Iniciados superiorizaram-se ao Alverca (2-0).
Em râguebi, o Benfica triunfou por 24-17 ante o Direito. E a equipa feminina de hóquei em patins goleou no rinque da Académica (1-14).
5. Parabéns, José Augusto
O bicampeão europeu José Augusto celebra 89 anos de vida."
NOSSA SENHORA,TANTO DESPERDÍCIO!
"BENFICA 2 - 0 Nacional
Futebol de dia?
Um luxo!
(...)
Carrega BENFICA.
SLB É-Ô
SLB É-Ô
00 Dedic, Barreiro e Prestianni de regresso ao onze.
03 SCHJEL-DE-RUP!!! A sociedade com Prestianni - que centro tão bem medido! - é por estes dias a melhor 'sociedade' que temos na equipa. Muito bem: um-zero!
13 RA-FA!!! Agradece aí ao Prestianni a insistência, o roubo de bola, a assistência. Eu estou aqui a agradecer-lhe, estou até tentado a considerá-lo já, como 'homem do jogo'.
21 Veríssimo a ser Veríssimo. Este amarelo ao Dahl é de gargalhada.
25 as oportunidades sucedem-se, já lá podiam estar mais um ou dois. Temos assistido, é facto, a belas combinações ofensivas.
30 Rafa tem dado hoje uns ares da sua graça antiga.
38 se estava fora de jogo não sei, só sei que o Rafa falhou agora uma assistência de peitaça do Pavlidis que daria um golo lindo.
40 Olha o Aursnes a aquecer, está recuperado, melhor notícia nesta tarde não haverá. E também já por lá vi o Gonçalo Moreira, outra boa notícia... se jogar tempo suficiente para o vermos em ação.
41 Prestianni ao ferro, está endiabrado, o que este miúdo tem crescido!
50 é impressão minha ou o Veríssimo está um bocado pró texugo?
53 iamos oferecendo um golo saído do nada, valeu a valentia do Trubin a ir ao chão a uma bola dividida.
55 é-lá-lá, um penálti pró Benfica, Schjelderup abalroado, o que seria! Pavlidis falhou... tomem lá mais gasolina para quem o anda a deitar abaixo - realmente não atravessa fase boa. Vais ter que marcar um hoje, Vangelis.
67 golo anulado ao Nacional, Pavlidis no chão, para rever mais logo.
75 tribunal impaciente com Trubin e António, qualquer ação menos bem-sucedida e ouvem-se os assobios. Ivanovic, Aursnes, Barrenechea e Lukebakio para o jogo.
56.594 na Catedral. Impressionante!
84 isto era jogo para uma cabazada das antigas, tanto desperdício, nossa senhora...
86 e continua o desperdício, há aqui bolas que custa a perceber como não entram.
90 mais 4, só mais 4.
90+2 Gonçalo Moreira! Pena que só vai ter tempo para ser aplaudido, nada mais.
90+4 finito!"
Para a fome do Benfica não há pão duro
"Regressados à Luz após o percalço em Rio Maior e o desabafo de José Mourinho, os encarnados cedo encontraram uma vantagem graças a Scheljderup e Rafa, ambos servidos Prestianni, os três melhores de uma equipa que entrou forte na partida, mas somou períodos em que jogou ao ralenti. O Benfica ganhou (2-0) ao Nacional e ainda viu Pavlidis falhar um penálti
É possível que o queixume condimentado com umbiguismo, salteado a sacudidela de água do capote sem faltar a pitada de massagem ao ego tenha sido, afinal, uma farsa. Proliferam no imaginário de José Mourinho relatos de jogadores, treinados pelo português, de como ele se predispunha nos bons velhos tempos a ser o alvo nos momentos mediáticos, fazendo figura diante dos jornalistas para captar o falatório e afastá-lo da sua equipa. Um truque do seu manual, portanto.
Se soou real, a desabafo vindo do coração, quem o treinador quis proteger nesta prática mourinhista teve pressa em mostrar não estar jogar a combustível de quezílias ou a ruminar amuos.
Ao terceiro minuto, o mexido Gianluca Prestianni, pulga irrequieta na direita, cruzou a bola com direção ao segundo poste para na Luz ser como na malfadada Rio Maior e Scheljderup ser o destino. Ao contrário do que fez no lugar que motivou a diatribe do treinador, o norueguês rematou em vez de passar. Foi golo.
Ao décimo quarto, um passe longo que satisfez a vontade do mesmo argentino com forma a mais, pô-lo a correr atrás da bola que Zé Vítor, do Nacional, parecia ter controlada, mas o relaxamento do defesa central não contou com a destreza de Prestianni, esgueirado com genica para o roubar e passar a Rafa. Foi golo outra vez.
Tinha o Benfica um jogo da estirpe que pretenderia, dócil e desenrolado a um ritmo simpático, dispensador de grandes intensidades. Com bola a equipa não evidenciava burilados vistosos, a sua fluência tinha bastantes vírgulas, a bola andava pelos pés de Otamendi e António Silva mais do que nos da gente responsável por molesta a baliza adversária. Sem a posse, o apetite dos encarnados era modesto, não se importavam em jejuar nem mordiam os calcanhares dos madeirenses que conseguiam, aqui e ali, prolongadas trocas de bola.
Mas quase inofensivos eram os rubronegros vindos da Choupana, incapazes de acelerarem o seu uso da bola, certeiros em alguns movimentos coletivos para soltarem um médio virado rumo à baliza, quase sempre Liziero, para meter um último passe, embora nenhum chegasse ao faminto ‘Chucho’ Ramírez, quinto melhor marcador do campeonato (14) sem serviço na Luz.
O cheiro a intervalo beneficiou o Benfica, mais agitado e acelerado com os raios de sol findarem sobre a relva. Prestianni visitou a esquerda para receber a bola de Rafa, virar-se, arrancar com uma quebra de corpo para a direita e curvar um remate que bateu no poste esquerdo. A cabeça de Vangelis Pavlidis faria outro, pouco depois. Apenas um dos jogadores constou, diz o diz-que-disse dos jornais, entre os quatro supostamente englobados pela “vontade em não querer fazer jogar mais” de Mourinho após o empate com o Casa Pia.
Os restantes três viam o jogo sentados no banco de suplentes, deduzindo pelas palavras daquele “que ganhou tudo muitas vezes” e “talvez tenha crescido de um modo onde” sente que “nunca falha ou erra”, faltar-lhes-á fome.
Houve apetite do Benfica no regresso, com outra avidez a conduzir os ataques e velocidade no passe, caindo em cima dos madeirenses com Scheljderup, à sua maneira, a dançar em sapateado curto na área para rematar em arco. Defendeu o atento Kaique, a quem o Nacional depositou as esperanças, com razão, após uma atrapalhação na saída de bola em que o norueguês se fez ladrão, entrou no retângulo, foi rasteirado e arranjou o penálti que Pavlidis desperdiçou. Ou o guarda-redes brasileiro defendeu, no meio estará a resposta, mas foi o terceiro destes pontapés parado por Kaique no campeonato.
Um certo ralenti apoderou-se dos acontecimentos. Não tendo o conforto definitivo que seria um terceiro golo de vantagem, o Benfica acumulou passes falhados, lentidão de movimentos e uma certa pasmaceira durante uns 10 minutos nos quais o Nacional se esticou no campo. Ajudou a entrada de Filipe Soares, médio amigo da bola. O golo anulado a Ramírez por um empurrão na área pregou um susto à equipa a padecer de uma condição já antiga: com Ríos e Barreiro no meio-campo, a criatividade no passe escasseava. A calma também.
Somente quando a bola visita Scheljderup ou Prestianni perto das linhas, já que pelo centro, quando lá espreitavam, ninguém os encontrava, o Benfica conhecia polvilhos de rasgo no seu jogo ofensivo. O marasmo foi crescente até ao fim, sem Lukebakio, Ivanovic ou o recuperado Aursnes corrigissem a pobreza criativa da equipa. A melhor jogada coletivada segunda parte pertenceu ao Nacional, de toquezinho em toquezinho pelo centro, furando o bloco encarnadado até Ramírez rematar docilmente às mãos de Trubin.
O resto foram laivos de indivíduos, alheios à produção grupal: Lukebakio teve um dos seus momentos contra o mundo, cruzando rasteiro para a pequena área, antes de Ivanovic, presenteado com espaço para correr, encarou o adversário, acelerou pela direita e rematou para a atenção de Kaique. O bósnio Dedic igualmente tentou uma gracinha. Mas a fome fez-se conselheira assim-assim do Benfica, vencedor do jogo sem ganhar na alegria dos adeptos, que iam timidamente assobiando, menos quando Gonçalo Moreira, rapaz formado no Seixal, entrou nos descontos para a estreia.
Se é para buscar inspiração num ditado, o que assentará à exibição do Benfica que Mourinho pretende esfomeado já que tanto lamentou a ausência de fome em alguns, será o que versa sobre não haver pão duro quando o apetite é muito. Os encarnados melhoraram a versão vista em Rio Maior, o regresso às vitórias saciou a barriga, factual é assumir que as palavras do treinador funcionaram. Houve mais urgência. O Benfica teve oportunidades para engordar o resultado. Mas os problemas da equipa permanencem à vista."
Prestianni e Schjelderup, sempre e em todo lado
"Argentino e norueguês foram motores da vitória das águias frente ao Nacional, este domingo, na 29.ª jornada da Liga
Prestianni (7) — o melhor em campo
Foi dos pés do extremo argentino que nasceram a maior parte dos lances mais decisivos do jogo e essa magia alimentou durante muito tempo a equipa. Prestianni cruzou para o golo de Schjelderup, insistiu e roubou a bola a Zé Vítor para depois assistir Rafa para o segundo golo e foi protagonista principal em muitos outros momentos. Aos 37’ proporcionou um bom remate a Dedic, aos 40' foi ao flanco esquerdo para depois fazer um grande remate em arco que bateu no poste da baliza. Aos 45’ o jovem de 20 anos inventou mais um passe delicioso que lançou Rafa na profundidade. Numa fase em que lhe iam faltando forças, ainda cruzou, aos 77’, para mais um remate de cabeça de Pavlidis.
(6) TRUBIN - Teve pouco trabalho, sobretudo na primeira parte, mas deu resposta segura quando teve de aparecer. Aos 54’ foi rápido a saltar aos pés de José Gomes para matar uma jogada perigosa. Aos 76’ segurou remate forte de Jesús Ramírez.
(6) DEDIC - Rápido e competente a defender e diferenciador no ataque, pelo flanco ou a pisar terrenos interiores. Aos 12’, fez bom cruzamento para a cabeça de Rafa; aos 37’, viu Zé Vítor desviar-lhe um remate que prometia golo; e aos 89’ faltou-lhe convicção para finalizar melhor, quando tinha tudo para ser feliz e com a baliza em ponto de mira.
(6) ANTÓNIO SILVA - Muito ativo a defender, a assumir as saídas com bola e também a surgir em zonas de finalização. Aos 25’, na área, rematou forte, mas José Gomes desviou a bola num lance de golo iminente. Nos cantos conseguiu ter presença e criar confusão ao adversário.
(5) OTAMENDI - Menos fulgurante do que o habitual, limitou-se a controlar a zona. Na segunda parte, quando o Nacional se atreveu, meteu mais o pé e liderou o setor defensivo.
(6) DAHL - Sempre seguro a defender, foi muito rápido nas transições para o ataque — teve várias e mostrou atrevimento. Foi dono e senhor da posição e empurrou a equipa com critério.
(6) RICHARD RÍOS - Primeira parte de muita posse, muito bem na pressão alta, o que lhe permitiu ganhar muitas bolas. Foi ele quem recuperou a bola que resultou no primeiro golo e também no lance em que Schjelderup sofreu penálti. Perdeu capacidade física após o intervalo e caiu bastante.
(6) LEANDRO BARREIRO - Embora com menos critério no posicionamento, também foi muito influente ao lado de Ríos na recuperação da bola e na pressão alta ao adversário. Aos 42’ fez um belo cruzamento para cabeceamento deficiente de Pavlidis. Com a saída de Rafa, subiu no apoio a Ivanovic e foi mais visível a influência de Barreiro — recuperou, assistiu e rematou com muito perigo, aos 85’.
(6) RAFA - Faltou-lhe ainda velocidade, felicidade na definição, mas foi intenso desde o primeiro minuto, a defender e a procurar o espaço no ataque. Foi ele quem descobriu Prestianni no flanco no lance do primeiro golo. Marcou o segundo golo, com grande sentido de oportunidade, e podia ter festejado outros — remate de cabeça ao lado aos 12’ e aos 69’. Acrescentou ainda lances muito interessantes, a entrar pela esquerda e com cruzamentos atrasados a que os companheiros não deram boa sequência.
(7) SCHJELDERUP - Sempre ligado à corrente. Marcou aos 3’ o primeiro golo, num remate de primeira, e tentou muito marcar mais golos e oferecer mais golos. Bom remate aos 52’, que obrigou Kaique a esticar-se, e grande cruzamento para a cabeça de Rafa, aos 69’. Aos 58' sofreu penálti quando se preparava para finalizar e, já depois do minuto 80, ainda teve de cabeça e nos pés chances em que não conseguiu definir bem. O norueguês foi igualmente muito importante na forma como ajudou Dahl a fechar o flanco.
(4) PAVLIDIS - Mourinho tem razão: Pavlidis trabalha muito e vai além do papel simples de um ponta de lança. Mas o grego não atravessa fase de inspiração. Neste jogo falhou um penálti e abordou de forma deficiente outros lances na zona onde tem de fazer a diferença, como o remate de cabeça mal direcionado, aos 77’. Mostrou ansiedade, que em muitos momentos se transformou em atrapalhação com a bola nos pés. Desmarcou muito bem Rafa para dois lances de golo iminente, mas em ambos o companheiro estava em posição irregular.
(5) AURSNES - Pouca bola, pouco envolvimento e pouco tempo em campo, mas sem falhas e com inteligência na posse e ocupação do espaço.
(5) LUKEBAKIO - Entrou com vontade de deixar a sua marca. Cruzou para criar perigo aos 85’ e aos 86’.
(5) IVANOVIC - Boa entrada, possante. Rematou forte mas à figura, aos 85’. Aos 89’ ofereceu a Dedic boa oportunidade.
(5) BARRENECHEA - Devolveu o equilíbrio e frescura física à zona do meio-campo.
(—) GONÇALO MOREIRA - Estreia na equipa principal do médio-ofensivo. Ainda sem bola e tempo para mostrar mais. Mas concretizou um sonho."
Jogar (bem) para uma goleada e continuar a viver intranquilo
"Pode parecer paradoxal, mas foi mesmo assim: Benfica marcou cedo dois golos, e desperdiçou uma boa meia dúzia (até um penálti). Como se ficou pelo 2-0, abriu portas a que, a qualquer momento, o Nacional entrasse na luta pelo resultado…
Ainda com as feridas provocadas pelo golo do ganso Rafael Brito por sarar, a equipa de José Mourinho teve, no Nacional, um adversário que podia ter servido para suavizar as relações com o Terceiro Anel.
Apesar de uma versatilidade que lhe permitiu alterar posicionamentos — especialmente através das várias colocações que Matheus Dias assumiu —, alguns dos quais contemplavam a utilização de defesa a cinco, a turma insular não estacionou nenhum autocarro em frente da baliza do inspirado Kaique, e sempre que se estendeu em 4x3x3 (a base) ou em 4x4x2 (com o recuo de Daniel Júnior), deu ao Benfica espaços para explanar um futebol vistoso e alegre.
Foi, pois, sem surpresa, que os encarnados, a jogar ao ritmo de Prestianni (fez um jogo de mais a menos) cedo chegaram ao 2-0, e ficaram-se a dever-se alguns golos mais, ao longo dos primeiros 45 minutos, em que a equipa de Tiago Margarido, tolhida pelo bom futebol do Benfica, foi praticamente inofensiva.
Mas o que fizeram, de tão positivo, os encarnados ao longo da primeira parte? Basicamente, aplicaram os princípios de jogo de uma equipa moderna, com pressão alta a sufocar o adversário na saída de bola, com dois extremos bem abertos e bem apoiados, com um elemento mais solto (Rafa), nas costas de Pavlidis, e com muito compromisso defensivo por parte de Ríos e Barreiro.
Foi assim que, não fora o poste da baliza de Kaique e um desmesurado altruísmo de Rafa, a que se aliou falta de instinto matador numa mão cheia de situações, o Benfica construiu condições para ter ido para o balneário com um resultado substancialmente mais folgado.
Valerá a pena, por uma questão pedagógica, falar de um lance, aos 22 minutos, em que Fábio Veríssimo mostrou o cartão amarelo a Dahl, por alegadamente ter tocado na cara de Daniel Júnior. Trata-se de uma situação que carece de revisão urgente, porque se tornou moda entre os jogadores, cada vez que são atingidos pela mão do adversário, independentemente da geografia corporal, se agarrarem à cara. No caso vertente, o toque foi no peito, mas valeu admoestação ao sueco. E o que é preocupante é que esta forma de estar é transversal a todos os emblemas, e os árbitros, sem hipótese de reversão-VAR, estão a dar-lhe cobertura.
Menos Benfica
Tem sido norma (Qarabag à parte) as segundas partes do Benfica serem melhores do que as primeiras. Com o Nacional foi ao contrário. Os jogadores de Mourinho regressaram ao relvado como que anestesiados, e não se opuseram quer à pressão alta que Tiago Margarido ordenou à sua equipa, quer a períodos de posse de bola prolongados por parte dos insulares.
Foi preciso Trubin aplicar-se a fundo aos 54 minutos perante José Gomes, para evitar males maiores aos encarnados que, dois minutos depois dispuseram de um castigo máximo (por falta sobre Schjelderup, que está numa forma notável). Parecia que o 3-0 anunciado ia acabar com todas as dúvidas, mas a desinspiração de Pavlidis estendeu-se aos onze metros e Kaique, um especialista na matéria, manteve a diferença em dois golos.
A partir da hora de jogo, com o refrescamento da equipa insular (Pablo Ruan e Filipe Soares, e o progressivo apagamento de Prestianni, que deixou de acompanhar as subidas de José Gomes, o Nacional cresceu na partida e o Benfica, mesmo que tenha sido perdulário em duas ocasiões (63 e 68), foi-se revelando crescentemente ansioso, provocando um efeito de contágio nas bancadas, que já depois de terem apanhado um susto (Chucho Ramirez, aos 66 minutos, meteu a bola no fundo das redes de Trubin, mas o lance foi invalidado por falta precedente sobre Pavlidis), manifestaram o seu desagrado (76 minutos, quando Jesús Ramírez rematou para Trubin defender), à laia de puxão de orelhas à equipa encarnada.
José Mourinho foi então ao banco (78) buscar reforços — Ivanovic, Aursnes, Lukebakio e Enzo Barrenechea — e o Benfica recompôs-se, voltou, com o reforço do meio-campo, a pegar no jogo e a fechar a porta à ambição madeirense, ao mesmo tempo que a maior lucidez de Ivanovic e Lukebakio criou várias situações de golo, duas delas desfeitas por Kaique, primeiro a dar o peito à bala de Ivanovic e depois ao realizar a defesa da noite a um petardo de Barreiro.
Mourinho ainda teve tempo para dar a Gonçalo Moreira a oportunidade de ouvir uma ovação do Terceiro Anel, mas a história do jogo estava escrita: o Benfica tinha presenteado os seus adeptos com uma exibição de muito bom nível na primeira parte; não respondeu bem à maior ousadia insular no início da segunda; e teve de se reagrupar para regressar ao domínio de uma partida em que teve tudo para golear, mas deixou-se sujeitar à ingratidão do 2-0, um resultado que nunca permite dar por encerrada a função."
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