"Nas eleições de outubro do ano passado, a atual direção teve uma ideia tão simples quanto eficaz: transformar o ato eleitoral num desafio coletivo para bater um recorde do Guinness World Records. Do ponto de vista da mobilização, foi uma jogada inteligente. Manteve os sócios envolvidos, evitou a desmobilização dos eleitores, principalmente daqueles que já tinham votado, na primeira volta, pela continuidade.
O problema começa quando se confunde uma operação de marketing com um título. O Guinness é uma marca comercial, nada mais do que isso. O Benfica não precisava do Guinness para provar a sua dimensão, mas alguém precisou do Guinness para garantir o melhor resultado eleitoral. Legitimo sem dúvida, mas acessório e sem importância no registo histórico do Clube.
Por isso, assistir a comparações entre a participação eleitoral do Benfica e a do Real Madrid, como se essa diferença representasse uma espécie de conquista europeia ou uma demonstração de superioridade institucional, é um exercício infantil e absurdo, de “cegos” ou seguidistas acríticos.
Passadas as últimas semanas, talvez seja tempo de deixar os certificados de lado e concentrar todas as energias naquilo que verdadeiramente interessa aos benfiquistas: recuperar a exigência competitiva e devolver ao clube os únicos títulos que verdadeiramente interessam."
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