quarta-feira, 25 de março de 2026

Até quando? Até onde?


"Abrimos o site da FPF e vemos invariavelmente Pedro Proença. Ligamos o Canal 11 e lá está Pedro Proença em todos os espaços de emissão entre programas e jogos. Começo a temer que as Selecções passem a usar a foto de Proença, em vez das tradicionais Quinas – como nos aventais do restaurante do Barbas.
Lembremos que este era o homem que vinha para pacificar o futebol. E que há poucos meses dizia, perante a estupefação geral, que o futebol português vivia um momento de união.
O certo é que, apesar de toda a cosmética e culto de personalidade tipo norte-coreano, se olharmos sobretudo para a arbitragem, as coisas andaram muitos anos para trás.
Desde que existe VAR, não tenho memória de 12 meses tão negros na arbitragem portuguesa. O jogo de Arouca foi apenas mais um exemplo de uma actuação desastrada e tendenciosa de árbitro e vídeo-árbitro.
Em jornadas sucessivas, lances faltosos dentro da área dos adversários do Benfica nem sequer são revistos. Pelo contrário, ao arrepio dos protocolos, qualquer picadela de mosquito na área benfiquista é escrutinada até se encontrar a borbulha que fundamente o castigo máximo. A gestão disciplinar dos jogos é, digamos, criativa. E com os rivais vai sucedendo o inverso. Em Arouca, o próprio árbitro agarrou e empurrou Dahl com modos que não me recordo de ver em nenhum país do mundo. E a forma despótica como tirou António Silva da próxima jornada deixa poucas dúvidas sobre o estado de espírito com que certos juízes entram hoje em campo.
Muitos benfiquistas queixam- -se do apoio do Clube a este elenco federativo. Mas, além de ser injusto inverter o ónus da culpa (como a rapariga violada porque estava de minissaia), a verdade é que, mesmo sem o suporte do Benfica, eles estariam lá. Porventura ainda com menos vergonha do que a pouca que já demonstram."

Luís Fialho, in A Bola

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