Boas indicações...

Benfica 84 - 71 Sporting
19-19, 19-22, 19-13, 27-17

1.ª jornada da Liga, com uma entrada perra, mas com uma boa 2.ª parte, com as contratações a mostrarem serviço! Ainda tenho dúvidas no encaixe contra os Corruptos (jogo interior), mas contra os outros adversários, temos clara vantagem... É óbvio que nos formados localmente estamos mais fracos (falta o Gameiro), mas o Muhammad, o Slater e o Barrett dão garantias... podemos não ter uma grande 'estrela', mas temos material para formar uma equipa competitiva, a atacar mais também a defender!

Mais do que merecida homenagem ao Makram. Ainda conseguiu fazer excelentes épocas no Benfica, no final da sua carreira, até acho que teria lugar no plantel desta época, se tivesse fisicamente em condições!


O bom momento continua...



Benfica 6 - 2 Leões Porto Salvo

Começamos a sofrer um golo aos 20 segundos, aos 5m estava 0-2, e durante algum tempo a equipa pareceu-me precipitada, mas quando acertámos no alvo, o jogo ficou desbloqueado... e antes do intervalo o marcador já mostrava 3-2 !!!

Já agora, este Porto Salvo é provavelmente a 3.ª melhor equipa do Tugão, portanto esta goleada não deve ser desvalorizada...

Excelente 2.º tempo...

Benfica 38 - 21 Santo Tirso
17-14

Com o inicio dos jogos Europeus, estes jogos às vezes tornam-se complicados, e hoje no 1.º tempo parecia que íamos ter problemas, mas no 2.º tempo a equipa acordou!!! Com muita rotação, os putos acabaram por destacar-se mas foi na atitude defensiva que fizemos a diferença...

Bom arranque...

Benfica 31 - 16 Zrinski
18-6

Estreia Europeia com uma vitória clara, na 1.ª mão da 2.ª ronda de qualificação para a EHF European League.

O plantel parece-me mais forte, as contratações estão a render, o que me deixa com alguma esperança para uma boa época Europeia. Em anos anteriores, mostrámos que podemos disputar os jogos com as melhores equipas desta competição, vamos esperar para ver... nas fases mais adiantadas!

Divergências...


"Hoje fui impactado com um vídeo sobre a nossa fundação, criador desconhecido, mas que teve o condão de me colocar a pensar…
Se hoje em dia, fossem as gerações atuais a moldar a fundação do Sport Lisboa e Benfica, este clube gigante jamais existiria, tal a incapacidade vigente de se criar pontes, sacrificar os egos, e olhar para o bem maior.
Se esta geração de trauliteiros estivesse estado na génese do Sport Lisboa e do Grupo Sport Benfica, hoje em dia nenhum dos dois existiria, tal como sucede, mas o colosso que conhecemos por SPORT LISBOA E BENFICA, muito menos, acredito que nem sequer teria entrado na equação!
Se os nossos fundadores tiveram a capacidade de se unir em torno de um bem comum muito maior do que eles mesmos, porque teimamos, hoje em dia, em continuar a cavar trincheiras entre lados da barricada, e a insistir nesta disputa territorial em que todos os dias aparece alguém que diz…”não não, a minha ideia para o Benfica é muito melhor que a tua…” “se eu estivesse lá faria isto aquilo é aquele outro!”… eu sei que todos pensamos assim, somos livres de pensamento e de ações, mas temos que, durante a temporada e o período de um mandato focar no que é mais importante, parar de cavar trincheiras, guardar as espingardas e defender o clube sem segundas intenções.
Temos que olhar para os rivais, só quando estão em paz vingam, não será essa uma lição para nós???
O Porto desde que se uniu, mesmo que em torno de uma falácia, mesmo que com recursos a toda a sujidade que conhecemos, mas sempre unidos quando a bola rola, quando o clube é atacado, mesmo sabendo eles que são corruptos, criminosos, mesmo sabendo isso tudo, eles sabem que daqui a 100 anos o que fica está no museu, o resto será folclore, os Sporting igual, sanaram as disputas territoriais e o medir pilinhas, deixaram a turbulência de um líder lunatico e encontraram um rumo, com recurso a um esquema da Santa Aliança, mas com um objetivo maior, vencer mais que os rivais.
Nós não, andamos tão entretidos nas nossas quietinhas e quintais, a medir as pilas uns dos outros que esquecemos o essencial…
E PLURIBUS UNUM - a mensagem foi lá deixada na génese e precisa ser reavivada nos tempos que correm!
Deixem as divergências no bolso, guardem para o tempo oportuno, transmitam para fora união e irão ver a reação dos rivais, irão recuperar os esquemas baixos, os ataques velados e persecutórios que assistimos nos últimos anos, mas que agora estão mais sanados porque sabem que não precisam, nós fazemos a nós próprios o trabalho que eles deviam fazer, nós temos que os combater no seu reduto, temos que ir para a guerra contra sapos e Andrades e recuperar para nós o poder de os atemorizar em todos os sentidos, fora e dentro do relvado!
Há que os colocar nos seus devidos lugares, seja nos painéis de paineleiros, seja nas bancadas, seja nas ruas!
Se os jogadores sentirem essa força, car@…seremos novamente IMPARAVEIS!
Vamos fazer esse esforço conjunto e unirmo-nos não em torno de Rui Costa mas sim em torno da equipa, em torno de Marco Silva e dos seu exército?"

O fim que ninguém soube evitar


"Ronaldo foi-se embora da Seleção. Escreve-se assim. Sem algodão. Foi-se embora. A equipa ficou. Os colegas ficaram. O jogo ficou marcado para a mesma hora. Cristiano não conseguiu vencer um jogo diferente: a possibilidade de a Seleção continuar sem ele dentro do campo. Ou então sentiu que Jorge Jesus falhou no jogo da comunicação que tinha sido combinado.
Seja qual for o motivo, este é o fim que ninguém queria e que ninguém tentou evitar, a começar pelo próprio Ronaldo. Um jogador desta dimensão merece uma despedida à altura. E que também deve ser construída por ele. Não basta merecer uma última imagem bonita. É preciso não destruir as condições para ela existir. Nesta história, chegou tarde à conversa que precisava de ter consigo.
O problema não começou em Copenhaga. Em Copenhaga deixou de caber debaixo do tapete. Começou quando Portugal confundiu gratidão com dependência. Quando deixou de avaliar um avançado para começar a defender um monumento. Quando cada substituição passou a exigir uma explicação nacional. Um jogador pode falhar um golo. Um monumento só pode ser profanado. Foi assim que se transformou uma decisão de futebol num conflito sobre a identidade de um país.
Ficar no banco não apaga uma carreira. Sair porque já não se aceita o lugar que a equipa oferece também não, mas deixa uma ferida. Não sabemos tudo o que foi dito entre Ronaldo, Jesus e Proença. Sabemos que o capitão saiu e os companheiros ficaram a preparar um jogo. Esta diferença não pode desaparecer entre comunicados. A braçadeira pesa sobretudo quando não se joga. Quando não se joga, sobra o exemplo.
Ronaldo ensinou-nos a não aceitar limites. Agora precisava de aceitar um. É uma contradição cruel, mas o futebol não se comove com contradições. O homem que venceu através da obsessão tinha de perceber quando a obsessão começava a cobrar à equipa aquilo que antes lhe oferecia. A mesma força. Outro efeito. Durante anos, o seu desejo de jogar tornou Portugal melhor. Esse desejo não recebe uma garantia vitalícia. Nem sequer quando pertence a Cristiano Ronaldo.
Um balneário não é um museu. Os lugares não se conservam pelo valor histórico de quem os ocupou. Gonçalo Ramos não pode entrar em campo a pedir desculpa. Vitinha não pode organizar o futuro com os olhos postos na reação do passado. Ninguém deve ser obrigado a escolher entre respeitar Ronaldo e querer jogar. Essa escolha é uma violência sobre os colegas. O capitão devia ser o primeiro a libertá-los dela. Era também para isso que servia a braçadeira.
Mas seria demasiado fácil encerrar o processo com a palavra birra. Ronaldo saiu. Jesus ficou. Isso não transforma automaticamente Jesus num mestre da liderança. Ter razão na escolha do avançado não significa ter razão em tudo o que se diz, em tudo o que se promete, em tudo o que se deixa por explicar. O treinador manda na equipa. Tem de saber o que faz com esse poder.
A autoridade não precisa de plateia. Jesus afirmou que não havia problema. Pouco depois, o jogador foi embora. Entre a tranquilidade anunciada e a rutura consumada abriu-se um buraco. Não é apenas por causa de Ronaldo. Treinar também é antecipar reações. Uma surpresa destas tem demasiado passado para ser apenas uma surpresa.
E a FPF? O que faz? O que diz? Limitou-se a confirmar a saída e contar os jogadores que restavam. A aritmética funciona. A liderança, para já, está por mostrar. Uma instituição que durante anos beneficiou da dimensão de Ronaldo devia ter preparado a sua saída antes de precisar de a anunciar. Preparar não é oferecer titularidade. É definir limites. É esclarecer expectativas. É impedir que treinador e capitão atravessem a mesma porta convencidos de que combinaram coisas diferentes.
Ninguém quis pagar o preço da conversa a tempo. Pagam agora o preço do silêncio. Ronaldo, na imagem. Jesus, na confiança. Proença, na autoridade. Os colegas, nas perguntas. Portugal, na despedida que perdeu. Porque mesmo que Cristiano volte, este episódio já aconteceu. Não se apaga uma saída com uma convocatória. Pode reparar-se uma relação. Não se recupera a inocência de acreditar que a última página seria escrita com o cuidado devido às anteriores.
Portugal ganhou na Dinamarca. Não absolve ninguém. Os golos não são detergente. A equipa tem o direito de ganhar sem Ronaldo e de perder sem que alguém transforme a derrota num pedido de desculpa. O futuro não precisa de humilhar o passado para existir. O passado não pode exigir que o futuro espere. Era esta a fronteira que todos deviam ter protegido. Deixaram que se tornasse uma linha de combate. Agora cada resultado será usado como uma arma.
Este escândalo tem vários responsáveis e uma perda que pertence a todos. Ronaldo devia ter ficado. Jesus devia ter conseguido gerir. A Federação devia ter preparado. Nós devíamos ter aprendido a agradecer sem entregar as chaves. Em vez disso, adiámos tudo até já só haver orgulho onde devia haver lucidez. O fim que ninguém queria tornou-se o fim para o qual todos trabalharam. Ronaldo foi-se embora da Seleção. E deixou-nos a discutir a saída quando devíamos estar a celebrar a viagem."

Silêncio...


"Uma crise raramente começa no momento em que se torna pública. Começa antes. E é precisamente nesse intervalo que se percebe se uma organização estava, ou não, preparada para a gerir. Claramente, a FPF não estava.
Não discuto aqui a razão do conflito ou quem tem razão. Essa é outra discussão. Cristiano é tão intenso, obsessivo e competitivo como Jesus e talvez isso ajude a explicar a rutura. Aconteceu agora, mas provavelmente seria sempre uma questão de tempo.
As crises não se gerem quando as câmaras se ligam. Gerem-se antes. A Federação foi surpreendida pela crise e pela velocidade com que evoluiu, mas em crise há quem consiga estabelecer estratégias de contenção. A Federação optou apenas pelo silencio. O problema é que cada rumor tem o seu público e o silêncio federativo deixa o espaço livre para todas as versões, todas as interpretações e todas as especulações.
Gerir uma crise não é encontrar um culpado, mas impedir que o problema cresça. Neste caso havia, e continua a haver, três patrimónios para proteger: a autoridade do selecionador, a história e o estatuto de Cristiano Ronaldo e, acima de tudo, a Seleção Nacional. Era possível proteger os três. E acredito que ainda é.
Numa crise, o tempo conta. Exige decisões rápidas, uma mensagem clara e um porta-voz com autoridade. Neste caso, esse porta-voz só podia ser o Presidente da Federação. O silêncio de Pedro Proença até hoje podia ser compreendido. Havia um jogo para disputar. A partir de amanhã, esse silêncio será um erro.
A Federação tem agora de trabalhar para construir pontes que evitem que este episódio se transforme no capítulo final de Cristiano Ronaldo na Seleção.
Proença não tem de escolher entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus. Tem de proteger a Seleção, preservar a autoridade de Jesus e reconhecer aquilo que Cristiano representa para o futebol português. É precisamente para momentos como este que existe a liderança institucional.
Quanto mais tempo durar o silêncio de Pedro Proença, maior será o fosso entre a Federação e Cristiano Ronaldo. E quanto maior for esse fosso, mais difícil será construir a ponte."

Proença, Ronaldo (e Jesus): os bastidores, após o Dragão


"Não é só o presidente da Federação que se tem de preocupar com a dimensão da imagem de Cristiano Ronaldo

A o assumir a presidência da Federação, Proença herdou o peso da despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção. Mas aquilo que podia ser mais uma exaltação de um líder, com todo o aparato que Ronaldo merece e que Proença potenciaria, passou a dor de cabeça gigantesca, com repercussões relevantes. Porém, não pode ser apenas preocupação do líder da FPF. O jogador e os seus conselheiros também o devem pensar.
Ninguém tem dúvidas do peso da imagem de Cristiano Ronaldo. Vivemos num mundo em que a atenção é dominada pelas individualidades e não pelas instituições. O que constitui um problema para a federação, neste caso. Trocando aquela ideia para a nossa realidade, Cristiano Ronaldo tem uma mediatização exponencialmente maior que a federação portuguesa, impacta mais pessoas, gera mais dinheiro.
O afastamento definitivo do capitão em tom de litígio significa, na prática, uma desvalorização imediata da FPF. Ela aconteceria sempre, uma vez que Ronaldo deixaria de jogar a certa altura? Aconteceria, mas não com o negativismo de um conflito associado e que impacta junto do adepto comum.
A afeição do adepto, sobretudo o estrangeiro, pode muito bem continuar sem Ronaldo em campo, mas é preciso que as partes trabalhem nela, porque neste momento, ainda a quente, não se vislumbra um futuro longínquo em que o adepto de Ronaldo compre a 7 da Seleção com o nome do português; talvez prefira uma do Real Madrid ou do Al Nassr. Mas Cristiano Ronaldo também se deve questionar como deve sair de tudo isto. Se é esta a imagem final que pretende, com um país que o idolatrou — e, estou em crer, ainda o faz — a dividir-se ou, na maioria, a reprovar o abandono prematuro da equipa.
No fundo, como é que Ronaldo quer mesmo ser recordado para lá da sua extraordinária e inigualável carreira desportiva?A diplomacia tem de entrar em jogo. Permitir que o capítulo final da maior lenda do futebol nacional seja escrito num ambiente de guerrilha aberta seria um erro devastador. É preciso que os estrategas assumam as negociações e se, por um lado, Proença tem a autoridade e responsabilidade inerentes ao cargo de presidente, do outro lado, o de Ronaldo, terá a experiência do antigo CEO da federação, Tiago Craveiro, conselheiro estratégico da CR7 SA, alguém que conhecerá tão bem como o atual líder os limites e os custos para a FPF desta crise. Ambos sabem, também, isto: Jesus nunca aceitará ser desautorizado. 
Portugal joga domingo no Dragão, e depois joga-se nos bastidores."

Os sete fundamentos


"São sete os dias da criação, sete os dias da semana. Diz a Psicologia que o cérebro humano tem natural tendência para organizar informações em grupos de sete elementos, e sete são as notas musicais e as cores do arco-íris.
Sete é um numero que antes de ser já o era, simbólico, marcante, cabalístico e muito desejado.
Sete é o número pelo qual muitos lutam nas equipas desportivas.
E sete são os mais recentes mandamentos, cruzados mas interligados, emotivos e criativos, impulsivos e competitivos. Das sete saias saem sete ideias, mandamentos e fundamentos para tentar perceber mentalidades, domínios, egos, golos e vitórias…

1— Capitão da Seleção Nacional de futebol
O cargo. Muito mais do que uma braçadeira, é a liderança pelo exemplo que o deve nortear. Como o fez, sempre, Mário Coluna, num tempo em que era Eusébio a ditar o nome de Portugal pelo mundo, ainda que sem o imediatismo e a transversalidade das redes. Ter esta responsabilidade implica assumir valores e partilhá-los. Implica ser solidário, ser agregador no balneário, perceber as diversas mentalidades, ser coerente mas ponderado, imponente mas equilibrado. Implica estabelecer regras, cumpri-las, estimulá-las e compreender que, sendo uma extensão do treinador no relvado, é essencial exercer essa função com o respeito necessário mas, sobretudo, entendendo que o futebol é um jogo coletivo, em que a soma das partes terá sempre de ser superior e mais impactante do que a simples análise dos méritos e dos objetivos individuais. Isto é ser capitão da Seleção Nacional e não é negociável.

2— Presidente da Federação Portuguesa de Futebol
Portugal tem, na história e na galeria dos seus presidentes da FPF, nomes incontornáveis de qualidade no dirigismo, na perceção dos diversos tempos e das múltiplas formas de tentar organizar, desenvolver, projetar, modernizar e capacitar a estrutura máxima para… os máximos resultados. Pedro Proença motivou uma pequena revolução no último ano, tentando revitalizar a FPF e musculá-la ainda mais para que, num futuro mais ou menos próximo, os resultados se consolidem.
Entenda-se, resultados desportivos (a componente e o objetivo máximos da entidade), mas também resultados financeiros, sem os quais o alicerçado projeto multi-angular, das associações aos clubes, passando pelos árbitros, pelos dirigentes e, essencialmente, pelos atletas, não conseguiria almofada de confiança para avançar. Mas há, também, uma componente de gestão de crises, sobretudo nos timings e na comunicação (tipo, método e efeito), que é essencial acautelar. Por vezes, menos é mais, com o silêncio a ser solução, no imediato. Mas demasiado silêncio causa um ruído de proporções e consequências dificilmente mensuráveis…

3— O alto rendimento
Desde 2000 que Portugal não falha a presença numa grande competição internacional de futebol, ao mais alto nível. São sucessivas gerações de qualidade, produzidas em clubes portugueses e maturadas em alguns dos principais clubes do velho continente. Portugal está presente em patamares muito elevados, com um Euro ganho e outro perdido na final, com duas Ligas das Nações mas, é fundamental que se diga, com sucessivos desaires em Mundiais (Alemanha, África do Sul, Brasil, Rússia, Qatar e Américas). Há qualquer coisa que não tem funcionado, no momento da verdade, e talvez se possa ultrapassar a análise fácil, da espuma dos dias, e produzir pensamento organizado e consolidado nos próximos tempos, com os próximos resultados e a geração que os quer, inegavelmente, alcançar.

4 — Os resultados
Há um objetivo permanente: vencer jogos e, com eles, chegar ao pico das competições. Se uma equipa não consegue ganhar, não demonstra, nas diversas fases do jogo, a qualidade suficiente para sequer chegar lá perto — embora, muitas vezes, a seleção portuguesa tenha ganho sem jogar bem — não pode alimentar veleidades, muito menos assacar responsabilidades individuais.
Mas, no remanso e no segredo do balneário, muitas coisas podem suceder, e a imagem transmitida (normalmente de união, camaradagem e foco), pode não corresponder exatamente à realidade, sobretudo quando se sabe (e sabe-se), que algumas mentalidades chocam, que algumas personalidades são dificilmente compatíveis, e que o eucalipto nunca foi uma árvore amável ou consensual…

5— CR7, a marca
Os últimos dias trouxeram à tona entendidos e à colação todos os estudos possíveis e imaginários em relação à marca projetada e estimulada por um ícone do desporto. Cristiano Ronaldo e a sua equipa, durante muitos anos, criaram uma imagem e um valor de mercado que, evidentemente, se alia à seleção de Portugal, aos seus contratos e à sua atual liquidez. Mas, independentemente do sucedido esta semana em Copenhaga, todos sabiam (e sabem) que, do ponto de vista competitivo, CR7 (o jogador) está nos seus últimos momentos.
A capacidade de catalisação de mais-valias após o final da carreira teria de estar já em cima da mesa, pelo que todas as contas e constatações dos últimos dias não só não trazem novidades, como me parecem manifestamente exageradas. Acima da marca CR7 terá sempre de existir a marca Portugal, em todas as suas vertentes.

6— Jorge Jesus, o 'animal' do banco
Sempre foi assim: direto, impulsivo, talvez indiscreto nas abordagens, mas muito sincero no modo como se explica. Jesus, da longevidade respeitável dos seus mais de setenta anos de idade, sabe perfeitamente que não há ponto sem nó, e a sua convicção sempre foi uma só: a vitória. É para isso que acorda todos os dias, para a vitória das equipas que orienta, colocando todas as suas ideias em prática e trabalhando em função das necessidades do momento.
Entende o futebol como um todo e com a perspetiva coletiva do jogo, e nunca (nunca, mesmo!), gostou de exercícios individuais que colocassem em causa a solidez do grupo ou os principais objetivos traçados. Disse Jesus, esta semana, que é ele quem manda na equipa. Tem toda a razão, independentemente de tudo o que possa estar a montante ou a jusante do jogo e das suas particularidades.

7 — A Diplomacia
É o passo mais importante, e deve estar sempre presente.
Cristiano Ronaldo tomou uma decisão e, com ela, suportará a inevitável consequência que, naturalmente, passará pelo final da carreira na Seleção Nacional.
A atitude final foi de um jogador com imensas responsabilidades, capitão e figura do Mundo. Não lhe ficou bem, como já não tinha ficado o abandono prematuro na vitória sobre a Noruega.
Aos 41, tem idade para ter juízo, para não agir de modo impulsivo e para perceber que, no atual enquadramento federativo, esta decisão lhe trará consequências.
Pode não trazer danos reputacionais, mas essa é uma questão colateral que os analistas medem com número de seguidores nas redes e de fanatismo no planeta futebol.
Cabe a Proença, nos próximos dias, tentar a recuperação de Cristiano para permitir a realização de uma digna despedida, num jogo e num evento formatados para agradecer o percurso ímpar de um dos melhores jogadores do mundo com a camisola de Portugal.
Tudo o resto é fumo, é tempo de antena para comentadores mais ou menos encartados, é pano para mangas das conversas de café."

Linda Dallmann e o custo das oportunidades perdidas


"Na noite da passada quarta-feira em que a Linda Dallmann, jogadora do Bayern, exibiu toda a sua classe na Luz, ficou evidente aquilo que distingue a capacidade de integrar talento verdadeiramente diferenciador. Poucos saberão que existiu um pré-acordo para que a Linda Dallmann representasse o Benfica. A atleta esteve comigo em Lisboa com uma autorização concedida pelo Bayern.
Poucos saberão que vimos nela uma jogadora capaz de elevar estruturalmente o patamar competitivo da equipa. E poucos saberão também que essa possibilidade acabou por não avançar porque a administração da SAD optou, erradamente, por abortar a operação.
Não escrevo isto por saudosismo nem para revisitar decisões passadas. Escrevo-o porque o futebol, tal como a gestão, vive de escolhas. E algumas escolhas definem ciclos. Contratar a internacional alemã definiria um ciclo de qualidade e de posicionamento na Europa. Estas são as escolhas que o Benfica deve fazer. Esse é o patamar que o Benfica deve procurar, ao contrário de patamares medianos. Não se tratava de receber por empréstimo uma promessa do PSG, tratava-se de contratar uma atleta referência ao Bayern, quarto clube do ranking da UEFA. Há atletas que preenchem um lugar no plantel.
Há atletas que transformam equipas. Linda Dallmann pertence à segunda categoria. A jogagora estava motivada para representar o Benfica, aceitava vir pelos nossos números salariais e nunca percebeu tal recusa. Em poucos dias destrói-se o trabalho de um ano para “vender”, como opção profissional, o Benfica à atleta e à sua família. Para além disso, o Clube deu um péssimo sinal ao mercado, principalmente quando se pretendia, agora não se pretende, estar noutra escala de contratação.
A sua qualidade técnica, visão de jogo, inteligência táctica e capacidade de decidir nos momentos críticos são atributos raros. São características que não acrescentam apenas rendimento individual. Contagiam o coletivo, aumentam a exigência interna e mudam a dimensão competitiva de uma equipa.
Por isso, quando discutimos investimento, devemos ter a coragem de distinguir o custo do investimento do valor do investimento. O custo vê-se no momento da contratação. O valor mede-se dentro de campo. O futebol feminino europeu está a crescer a um ritmo acelerado. Quem quiser estar com aqueles que lideraram terá de perceber que a ambição constrói-se com qualidade.
Ao longo dos últimos anos o Benfica perdeu grandes jogadoras. Não por razões financeiras, mas sobretudo por falta de ambição europeia.
A distância entre estar entre os melhores e ser verdadeiramente um dos melhores mede-se muitas vezes numa decisão. Numa contratação. Numa oportunidade aproveitada. Ou numa oportunidade perdida."

Basicamente, Ronaldo, numa versão, com ainda mais dinheiro!!!

Com um desenho!!!

Valores...

Diferenças...

Pura hipocrisia...

Valores de pacotilha !!!

Miserável!!!

Nem vale o tornozelo?!!!