quarta-feira, 29 de julho de 2026

Gabriel Ìndio


Com algum atraso, aqui está o anúncio oficial da contratação do jovem zagueiro brasileiro! Chegou com 17 anos, fez 18 nos últimos dias, e só agora podia ser apresentado!


Já fez alguns minutos, e muito sinceramente gostei: é rijo, alto, agressivo, e com a bola no pé não é tosco, tem um estilo de posse de bola, pouco ortodoxo, mas sabe jogar... como se viu, no passe para o Olívio para o golo do Durán, contra o Belenenses!

Ainda no Brasil, sofreu um acidente que colocou a carreira em risco, e por isso acabou por sair do Flamengo, e só assim acabou por ficar 'disponível' aos cofres do Benfica. Mesmo assim, não foi barato, mas repito tenho gostado... e até poderá ser opção este ano, na rotação do plantel! Sendo que deverá ganhar algum ritmo, em alguns jogos da B...

Pois é... então foste empurrado, por quem?!

Ameaças?!

Desdentado ao natural...!!!

Porque será?

Excluir para preparar para a vida?


"Nos últimos anos tenho sentido que existe uma ideia cada vez mais presente no desporto de formação: a de que excluir também educa. Que deixar uma criança no banco durante um jogo inteiro pode ser uma ferramenta pedagógica importante porque a ajuda a lidar com frustrações, adversidades e injustiças, preparando-a para aquilo que encontrará no futuro.
A intenção pode até parecer positiva, mas a questão que me surge é simples: estaremos realmente a preparar crianças para a vida ou estaremos, muitas vezes, apenas a justificar decisões que têm sobretudo uma lógica competitiva?
Querer ganhar nunca foi um problema. O desporto também é competição, ambição e procura de resultados. O problema surge quando essa procura pela vitória se esconde atrás de um discurso educativo que transforma todas as decisões em oportunidades de aprendizagem.
Se o objetivo principal é competir e ganhar, talvez a maior demonstração de respeito para com as famílias seja assumi-lo desde o primeiro dia. Explicar que existirão crianças com mais espaço, outras com menos, e que o rendimento imediato terá influência nas escolhas. O que me parece difícil de aceitar é receber o compromisso, o tempo, o investimento e o sonho de uma criança sabendo, desde o início, que ela terá muito poucas oportunidades para participar.
Há uma pergunta à qual continuo sem encontrar resposta. Tendo em conta a maturidade emocional de uma criança, a frustração constante de não jogar prepara-a realmente para o futuro ou poderá, em alguns casos, deixar marcas na forma como se vê a si própria?
Um adulto consegue, normalmente, separar uma derrota do seu valor pessoal. Mas será que uma criança consegue fazer o mesmo?
Também me faz pensar outra aparente contradição. Se a intenção é ensinar a lidar com frustrações, porque é que essa aprendizagem parece acontecer quase sempre com as crianças de menor rendimento imediato? As que demonstram maior aptidão não terão também de aprender a lidar com erros, fracassos, rejeições e dificuldades?
Na prática, parece existir uma curiosa distribuição da aprendizagem pela frustração. Uns aprendem no banco. Outros aprendem dentro do jogo. Mas serão estas experiências equivalentes?
A criança que joga erra, toma decisões, falha, sente as consequências das suas escolhas, ajusta comportamentos e tenta novamente. Aprende a lidar com a pressão, com o erro, com a responsabilidade e com a crítica. Cresce através da experiência.
Já a criança que observa durante longos períodos aprende, acima de tudo, a lidar com a ausência de oportunidade. E existe uma diferença importante entre sentir uma dificuldade e desenvolver ferramentas para a ultrapassar.
Talvez seja precisamente dentro do jogo que essa aprendizagem acontece. É aí que a criança falha um passe, perde uma bola, toma uma decisão errada, enfrenta as consequências e procura soluções. É nesse processo que desenvolve persistência, confiança e capacidade de superação.
A verdadeira preparação para a vida talvez não aconteça quando afastamos a criança da experiência, mas quando a colocamos dentro dela.
Porque ninguém aprende a gerir o erro sem errar. Ninguém aprende a lidar com a derrota sem competir. E ninguém aprende a ultrapassar dificuldades sem ter oportunidade de agir sobre elas.
No fundo, talvez a pergunta mais desconfortável seja esta: se acreditamos verdadeiramente que excluir educa, aceitaríamos essa lógica noutros contextos?
Na escola defenderíamos que um aluno com mais dificuldades passasse o dia inteiro sem participar, apenas a observar os colegas, para aprender a lidar com a frustração? Provavelmente não. Procuraríamos dar-lhe mais apoio, mais oportunidades e mais experiências de sucesso. Então porque é que, no desporto, tantas vezes seguimos o caminho contrário?
O desporto pode ser uma extraordinária escola de vida. Mas talvez não seja a exclusão que educa. O que verdadeiramente educa é a oportunidade de participar, errar, aprender e voltar a tentar."

O Tour de France é a aula de marketing que o futebol nunca frequentou


"O futebol gosta de pensar que inventou o negócio do desporto. Não inventou. Em muitos casos, apenas o tornou mais caro. Quem quiser perceber como se transforma competição em território, sofrimento em conteúdo, tradição em turismo e paisagem em valor económico devia olhar com mais atenção para o Tour de France.
A edição de 2026 começou a 4 de julho em Barcelona e terminou a 26 de julho nos Campos Elísios, em Paris. Foram 21 etapas, 3.320 quilómetros, 23 equipas, 184 ciclistas e quase 54 mil metros de desnível acumulado. O percurso atravessou a Catalunha e França, passa por montanha, contrarrelógios, etapas planas, cidades históricas e chegadas míticas como o Alpe d’Huez. Isto não foi apenas uma prova de ciclismo. É uma narrativa itinerante cuidadosamente desenhada para vender um país, uma cultura e uma experiência.
O Tour tem uma vantagem que o futebol raramente consegue explorar: não precisa de estádio para existir. O seu estádio é a estrada. O seu relvado são montanhas, aldeias, vinhas, castelos, pontes, praias e centros urbanos. Cada etapa é um jogo, mas também é um anúncio turístico de várias horas. Enquanto muitos clubes investem milhões para criar conteúdos digitais artificiais, o Tour produz diariamente imagens orgânicas, emocionais e globais. O produto é a corrida, mas o valor está muito para além da corrida.
Os números confirmam esta força. Segundo dados da organização, o Tour de France 2025 atingiu quase 150 milhões de espectadores na Europa, mais de 700 milhões de horas vistas em transmissão direta e 45 milhões de franceses a acompanhar a prova em direto na France Télévisions. No digital, o site oficial registou 33,2 milhões de visitantes únicos e mais de 102 milhões de visitas. Nas redes sociais, os conteúdos oficiais do Tour geraram 1,3 mil milhões de visualizações de vídeo, quase duplicando o valor de 2024.
Isto mostra uma coisa simples: o Tour percebeu que a audiência moderna não se conquista apenas com o resultado. Conquista-se com continuidade. Durante três semanas, há uma história todos os dias. Há heróis, quedas, recuperações, paisagens, sofrimento, estratégia, rivalidades e emoção. O futebol, pelo contrário, vive muitas vezes obcecado com os 90 minutos e esquece tudo o que poderia construir antes, durante e depois. O Tour vende o percurso. O futebol vende o calendário. A diferença parece pequena, mas é enorme.
Há também uma dimensão económica evidente. As partidas fora de França tornaram-se uma peça importante da estratégia comercial. Copenhaga, Bilbao e Florença terão pago cerca de seis milhões de euros cada uma para receber o Grand Départ, segundo fontes citadas pela AFP. Barcelona acolheu a partida de 2026, reforçando essa lógica de internacionalização.
Mesmo as cidades que recebem partidas ou chegadas intermédias pagam centenas de milhares de euros, porque sabem que compram muito mais do que a passagem do pelotão: compram exposição global, turismo, ocupação hoteleira, consumo local e reputação territorial.
Este é talvez o ponto que o futebol português devia estudar. Continuamos a discutir direitos televisivos, horários, arbitragens e contratações, mas raramente pensamos o campeonato como plataforma de território. Quantos jogos da Liga são usados para promover cidades, regiões, património, gastronomia, universidades, empresas ou comunidades locais? Quantos clubes transformam verdadeiramente o dia de jogo numa experiência de consumo, cultura e destino? Quantas vezes a televisão mostra Portugal para além do relvado?
O Tour de France não é perfeito. Tem problemas de sustentabilidade, segurança, desigualdade entre equipas e dependência de grandes patrocinadores. Mas tem uma lição poderosa: um evento desportivo vale mais quando deixa de vender apenas desporto. O Tour vende França. Vende Barcelona. Vende montanha. Vende dor. Vende memória. Vende verão. Vende uma ideia de aventura que começa muito antes da meta e continua muito depois da camisola amarela.
O futebol tem melhores atletas, maiores salários e mais dinheiro. Mas nem sempre tem melhor produto. O Tour de France lembra-nos que o desporto mais valioso não é necessariamente aquele que tem mais estrelas. É aquele que sabe contar melhor a sua história. E nessa etapa, o futebol ainda vai muitas vezes a reboque."

A procissão vai no adro


"1. Perdoem-me voltar a um assunto da época passada, mas já se percebeu que o assunto vai continuar na ordem do dia nesta época e nas épocas vindouras, mantendo-se tudo na mesma num setor específico do futebol português. A arbitragem.

2. Não é necessário falar em nomes. São do domínio público os artifícios da arbitragem do jogo Famalicão-Benfica, que custou ao nosso clube a presença na Liga dos Campeões e, como se não bastasse o prejuízo, são do domínio público os artifícios do relatório do juiz da partida que, referindo episódios que só ocorreram na sua imaginação, viu-se repreendido pelo CD da FPF.

3. Face aos danos causados, a repreensão por escrito será um castigo ridículo na perspetiva dos benfiquistas. Na perspetiva do árbitro em causa e de uma dezena de colegas seus da mesma associação, é um castigo intolerável. Vai daí, zangaram-se as comadres com a APAF por não ter defendido convenientemente o árbitro-protagonista e o seu relatório-imaginativo.

4. Dizem agora que vão sair de sócios da APAF, que é o organismo associativo dos árbitros portugueses. Mais valia não saírem da APAF, onde estão tão bem, e sair da arbitragem, onde estão tão mal.

5. A época oficial ainda não começou em Portugal, mas o Benfica fez 2 jogos de preparação no Algarve e foi presenteado com duas arbitragens medíocres. A procissão vai no adro.

6. O suíço Haris Seferovic foi um dos muitos que passaram por cá e que por cá foram campeões. Hoje tem 34 anos e joga nas Arábias. Foi entrevistado no início da semana por um jornal do seu país a propósito do confronto do St. Gallen com o Benfica na pré-eliminatória de acesso à Liga Europa que teve a sua 1.ª mão na quinta-feira [23 de julho]. Quando Seferovic fala do Benfica sabe do que fala. O suíço, que marcou 74 golos em 188 jogos com a camisola do nosso clube, “explicou” aos seus compatriotas o sentimento benfiquista que impera neste arranque de temporada: “O Benfica está furioso por não se ter classificado para a Liga dos Campeões neste ano. O objetivo deles será o título da Liga Europa.” Absolutamente de acordo, Seferovic. Mas “explicou” outras coisas que o marcaram no Benfica: “Às vezes eu tinha a sensação de que o clube era mais importante para as pessoas do que as suas próprias vidas.” Um abraço para o Seferovic.

7. Jhon Durán é um jovem internacional colombiano que chega ao Benfica por empréstimo, depois de deambular em vários continentes. Vamos acreditar que o Benfica é casa ideal para Jhon Durán ser, finalmente, Jhon Durán."

Leonor Pinhão, in A Bola

Assistências lucrativas


"CAMPEONATO DO MUNDO DE 1966, A PARCERIA ENTRE EUSÉBIO E TORRES FOI BEM-SUCEDIDA E O PRÉMIO FOI REPARTIDO.

No futebol, as equipas entram em campo com 11 jogadores e exige-se que atuem de forma associativa, organizada e sincronizada. Embora existam figuras que se destaquem pela sua qualidade, garra ou personalidade, é a força do coletivo que sustenta o sucesso duradouro. Ainda assim, muitas dessas dinâmicas constroem-se em parcerias decisivas: a solidez da dupla de centrais, a articulação entre laterais e extremos, a complementaridade no meio-campo ou a cumplicidade entre avançados.
Na estreia de Portugal numa fase final do Campeonato do Mundo, em 1966, Eusébio e Torres, companheiros no ataque do Benfica, transportaram essa parceria para a Seleção Nacional. No primeiro jogo, diante da Hungria, aos 89 minutos, na sequência de um canto cobrado por Eusébio, Torres confirmou o triunfo luso por 3-1. Frente ao Brasil, na 3.ª jornada, os papéis inverteram-se: aos 26 minutos, “Jaime Graça apontou o respetivo livre, por alto e cruzado. Na meia-esquerda, Torres elevou-se bem e cabeceou para […] Eusébio, que se antecipou também a Orlando e, com um oportuno golpe, aplicado com a testa, levou o esférico às malhas”.
Nos quartos de final, perante a Coreia do Norte, num dos encontros mais memoráveis da história dos Mundiais, o “Bom Gigante” voltou a ser determinante. Aos 42 minutos, quando se preparava para finalizar isolado, foi derrubado por Shin Yung-Kyoo dentro da área. Da grande penalidade resultante, Eusébio marcou o seu 2.º golo numa partida em que acabaria por assinar um póquer, liderando uma recuperação épica.
Mesmo na derrota das meias-finais, frente à anfitriã Inglaterra, a dupla voltou a sobressair. Após um cruzamento para o 2.º poste, Torres cabeceou com perigo e obrigou Jack Charlton a intercetar a bola com a mão. Eusébio converteu novamente o castigo máximo, alcançando o 8.º golo na competição. No encontro de atribuição do terceiro lugar, diante da União Soviética, Torres conquistou mais uma grande penalidade, prontamente transformada por Eusébio.
Com 9 golos, o avançado sagrou-se melhor marcador do torneio. Contudo, o espírito de parceria foi além das quatro linhas. Ao receber o prémio de mil libras (80 contos) pelo feito, Eusébio cumpriu o pacto estabelecido com Torres, “que nisto dos golos, o que marca mais, conta sempre com o outro”, e deu 10 contos ao “Bom Gigante”. O gesto simbolizou uma amizade e cumplicidade raras, em que o sucesso individual nunca se sobrepôs ao coletivo.
Saiba mais sobre este e outros feitos na área 24 – O “Pantera Negra” e Outras Lendas, no Museu Benfica – Cosme Damião"

António Pinto, in A Bola

Si, se puede


"Acabou o Mundial da América. Do Norte, geograficamente fa - lando. Ganhou a Espanha. E bem. Não só foi a equipa mais competente, como também a que soube usar melhor quase todos os jogadores convocados por Luis de la Fuente. O antigo lateral-esquerdo do Atlético de Bilbau, do Sevilha e do Alavés mostrou-se um gestor de homens e de egos, recorrendo a profissionais de clubes de meio da tabela do campeonato espanhol para compor o ramalhete das oito estrelas do FC Barcelona. Do Real Madrid não foi nenhum, mas conseguiram fechar negócio com Cucurella já ao serviço da seleção. Contas feitas, assim se fez uma equipa e não um conjunto de jogadores. Foi justa a vitória, por muito que estivesse a torcer pela Argentina. As minhas raízes familiares falam sempre mais alto nesses momentos, mas, de facto, o título está bem entregue. Se é assim no que diz respeito ao futebol, a vitória é ainda mais merecida se olharmos para os atuais indicadores sociais e políticos de ambos os países. Aí, a Espanha goleia em vários campos. Do lado ibérico, um país inclusivo, com boas práticas, respeito pela diferença e indicadores de crescimento assinaláveis e elogiados. Na outra metade do terreno, um país liderado por um louco que ouve vozes e está a levar as classes baixa e média argentinas para um poço sem fundo. E a entregar o troféu e a querer ficar na fotografia, outro alucinado. Nem o espetáculo do intervalo, a apelar ao amor global, conseguiu fazer esquecer o cenário de perseguição, mentira generalizada, belicismo e divisão nos EUA de Trump, da ICE e dos seus apoiantes. Os cofres dos organizadores devem ter ficado bem cheios, mas a maioria dos adeptos de coração não pôde lá estar a assistir, com preços proibitivos e vistos de entrada sempre em perigo. A mim, este Mundial não deixa saudades. Foi tudo demasiado plástico e descartável. Valeram Espanha, Argentina, Cabo Verde e Noruega para mostrar paixão e qualidade."

Espanha exemplar


"A merecida vitória da Espanha no Mundial confirma uma verdade muitas vezes esquecida: o futebol é um desporto de equipa.
A Argentina tinha porventura a maior estrela. A França tinha o maior conjunto de estrelas. Outras equipas tinham também as suas individualidades. Portugal teve uma estrela cadente e alguns grandes jogadores espalhados pelo campo sem critério. Aquele que era tido como o grande craque da selecção espanhola, o jovem Lamine Yamal, começou o torneio a recuperar de lesão, e só a espaços mostrou a sua classe. O que a Espanha mostrou sempre, a tempo inteiro, foi um bloco muito sólido, tacticamente bem trabalhado, que em 8 jogos apenas sofreu 1 golo, e que, com as suas movimentações, com rotinas criadas desde há muito (das camadas jovens até à selecção principal), se superiorizou, um a um, a todos os adversários que foi encontrando pelo caminho – entre os quais, como sabemos, a equipa portuguesa. Aliás, já no último Europeu, com o mesmo treinador (um homem bastante discreto), e com um onze praticamente igual, os nossos vizinhos ibéricos haviam levado a melhor. São agora campeões da Europa e do Mundo com todo o mérito.
Uma equipa de futebol assemelha-se a uma máquina, que necessita de 11 peças (e naturalmente de peças suplentes), cada uma com a sua finalidade – as quais, se colocadas nos sítios certos, constroem um todo mais forte do que a soma das partes. Não adianta juntar peças de ouro ou de prata se a máquina não estiver bem desenhada e oleada. Sendo que o desenho perfeito demora tempo a fazer.
Isto é válido também para o nosso Benfica, que precisa agora de desenhar a sua máquina de novo. Para isso, não necessitamos de peças de ouro, mas sim das peças certas. E, naturalmente, de tempo para olear as rotinas, e construir o bloco sólido e ganhador que todos desejamos."

Luís Fialho, in O Benfica

Editorial


"1. “Virar na Luz” é o título de capa deste jornal O Benfica e o mote para o jogo da 2.ª mão com a equipa suíça do St. Gallen. O treinador Marco Silva é elucidativo: “A nossa obrigação é dar a volta, é o que vamos fazer.”

2. Nota de relevo para a reportagem que apresentamos nestas páginas sobre o Benfica Institute for Sport Excellence. Uma plataforma aberta ao conhecimento, à investigação e à inovação. O objetivo passa por partilhar com a sociedade, instituições de ensino e outras organizações corporativas o que de melhor o Benfica sedimenta em termos de desenvolvimento de talento, num saber-fazer que coloca o Benfica Campus como a melhor academia do mundo. Uma iniciativa pioneira num projeto que posiciona o Benfica na vanguarda da formação.

3. Nesta semana, assinalamos igualmente mais um episódio da Zona Mística, com Diogo Rafael. Impressiona a humildade de quem durante 22 anos fez história no Benfica e deixou um legado de dedicação, títulos e benfiquismo. Um percurso imenso que culmina com a entrega ao Museu Benfica – Cosme Damião de vários objetos que simbolizam uma relação especial. Diogo Rafael expressa na entrevista o imenso orgulho que foi ter envergado por mais de duas décadas o manto sagrado. O Benfica será sempre grato a Diogo Rafael por tudo o que nos deu. Para sempre um dos nossos! Vale a pena ler neste jornal e acompanhar nas nossas redes.

4. Ponto de luz para o trabalho com Inês Nunes, neste que é o fim de carreira de uma das atletas mais marcantes do polo aquático do Benfica. A frase-chave de um trajeto notável de uma heptacampeã: a estrutura do Benfica não é comparável à de qualquer outro clube."

Pedro Pinto, in O Benfica

Benfica que junta!


"A dimensão universal do Sport Lisboa e Benfica não se mede apenas pela sua história ímpar, pela estatura das suas figuras mais icónicas, ou pelo número e geografia dos seus adeptos. Mede-se também, como é próprio dos verdadeiramente grandes, pela sua capacidade de transformar a força do seu nome em proximidade, esperança e oportunidades concretas na vida comum.
É por isso particularmente importante que a mão solidária e firme do Benfica se estenda para lá de Lisboa ou mesmo de Portugal, sobretudo para os países de expressão portuguesa, com propósito e força transformadora. Quem o faz é a Fundação Benfica, garantindo aos sócios e adeptos que o seu Benfica, tão vibrante e envolvente nestes países, desenvolve projetos concretos de apoio humanitário e desenvolvimento social, tornando-se parte da sua sociedade civil e atuando com os seus pares em prol de todos. Partilhamos uma língua, uma história comum e uma identidade que aproxima, numa mesma pertença, comunidades separadas por milhares de quilómetros. Essa relação é uma oportunidade e mesmo uma responsabilidade para um clube do povo, que galvaniza o povo e os povos. Uma responsabilidade que pode e deve traduzir-se em cooperação, respeito e compromisso para o futuro.
Cabo Verde ocupa, neste caminho, um lugar especial. Na cidade da Praia iniciou-se neste ano o projeto Djunta Mon, promovido pela Fundação Benfica em parceria com a Fundação Dretu. O próprio nome encerra o essencial: juntar as mãos, mobilizar vontades e construir respostas com as pessoas, e não apenas para as pessoas. Mais do que uma ação humanitária e pontual, que também faz, o Djunta Mon é um projeto de desenvolvimento humano que pretende reforçar competências, criar oportunidades e apoiar crianças, jovens, famílias e comunidades na construção do seu próprio futuro. É esta lógica de continuidade que dá verdadeiro sentido à intervenção social da Fundação Benfica e é nela que radica a essência da Mística Benfiquista: a pertença e a conquista coletiva que valoriza cada um, a procura incessante da melhoria contínua, a verdade e a Justiça.
Quando o Benfica chega a Cabo Verde desta forma, não leva apenas um emblema reconhecido, leva sobretudo valores, responsabilidade e a vontade de estar presente onde a sua história e a sua comunidade também vivem. Porque falar português é também partilhar caminho, e ser Benfica é também juntar as mãos e a forma mais bela de transformar essa pertença em futuro."

Jorge Miranda, in O Benfica