sábado, 25 de julho de 2026

Vermelhão: Vitória no rescaldo...

Benfica 5 - 1 Belenenses
Anísio(2'), Ivanovic(38'), Prestianni(45', 55'), Durán(54')


Com um adversário inferior e com a utilização dos jogadores que não jogaram ou fizeram poucos minutos na véspera na Suíça, foi bastante visível, a forma como o Marco Silva pretende que o Benfica jogue! Muita pressão, defesa muito subida, velocidade... e com a bola nos pés, jogo direto, de preferência pelos flancos...


O Belém até se aguentou bem na primeira parte, mas era complicado manter o ritmo que o Benfica aplicou na partida... A nota mais positiva para mim, foi mesmo a juventude: Samu, Moreira, Prestianni, Anísio, Olívio, Índio, Banjaqui, muito bem... o Rui Silva, ficou ligado ao golo sofrido, mas tenho muita confiança neste jovem, quando mudou para a Direita, ficou muito mais tranquilo...


Várias exibições positivas, com vários jogadores de demonstrarem merecer oportunidades. Confirmei ainda, que a grande ausência na eliminatória com os Suíços, é mesmo o Prestianni! Está com vontade, e em excelente forma...


O Gonçalo Moreira não jogou na sua posição, mas safou-se bem... Foi notório a qualidade de passe, mesmo com menos pressão em relação ao jogo com o St. Gallen, notei mais qualidade no passe a meio-campo, com menos perdas de bola...


O Dedic e o Tomás regressaram. Não acredito que o Dedic seja titular na Quinta, o Tomás não sei...!!! Vimos ainda a estreia do Durán, e logo com um golo e uma assistência! É um avançado diferente do Pavlidis, eu até acho que no Tugão podem jogar juntos, sem problemas... o grego, trabalha muito, pode perfeitamente equilibrar o meio-campo!


Nota ainda para a nomeação do Godinho para este jogo: Verdíssimo, Nobre e hoje o Godinho o triunvirato Lagarto na pré-época! Uma vergonha... Todos, com apitos criminosos decisivos, na perda de títulos, na recente história do Benfica!




Começou com o Verdíssimo...

As sapatilhas no atletismo e os fatos na natação


"Qual a relação entre as supersapatilhas do atletismo que ajudaram a superar os recentes recordes na maratona e os superfatos da natação usados até 2010?
Ambos contribuíram para a revolução nos recordes mundiais nas respetivas modalidades.
A tecnologia tem permitido a evolução dos recordes mundiais sem que hoje ninguém coloque em causa a sua utilização no desporto de alto rendimento. Não vamos, em 2026, defender a utilização de varas de bambu (até 1957) e de pistas de cinza (até 1968) em vez de varas de carbono e pistas de material sintético em grandes competições internacionais no atletismo.
Todavia, muito está a mudar no desporto de elite e a tecnologia, promovida pelas marcas desportivas, encontra-se mais do que nunca no centro dessa mudança, influenciando de forma clara a superação de recordes mundiais com as federações desportivas a reagirem de forma diversa a essa inevitável evolução.
Se não, vejamos: na natação, a Federação internacional (World Aquatics, ex-FINA) proibiu esses superfatos em 2010 após uma chuva de recordes mundiais em 2008 e 2009.
No atletismo, as chamadas supersapatilhas continuam a ser utilizadas com os recordes mundiais na maratona a serem batidos por minutos e anunciados pela World Athletics (ex-IAAF) como feitos verdadeiramente do outro mundo.
Em comum: o rendimento, segundos os estudos publicados no portal PubMed, ou a revisão do desempenho por distâncias, na RunRepeat, mostram que as sapatilhas melhoram a economia de corrida em cerca de 2 a 4%. Na prática, isso traduz-se numa melhoria direta do rendimento (tempo de prova) de 1 a 3% na maratona. Esta melhoria de rendimento costuma representar uma vantagem de um a quatro minutos no tempo final para corredores de elite.
Já a utilização dos superfatos de poliuretano, segundo estudo publicado na ScienceDirect:
— Melhorou o rendimento dos nadadores entre 1,5 e 3,5%, em 2008, e até 5,5%, em 2009, representando um aumento de velocidade de cerca de 4%. Esta tecnologia reduziu a resistência na água em 24%.
— E o preço, pois as sapatilhas estão à hoje venda em Portugal por cerca de 500 euros e os fatos na época valiam esse mesmo valor.

A história dos 'superfatos'
Em 2008, novos fatos, feitos na maioria das vezes à base de poliuretano, alteraram o cenário competitivo com os nadadores a ganharem um impulso extra nunca antes experimentado. Nos Jogos Olímpicos de Pequim de 2008, foram batidos 25 recordes mundiais.
No ano seguinte, realizou-se o Mundial, em Roma. Mais recordes mundiais: desta vez foram 43. Aos poucos, no entanto, cresceu o debate em torno do quanto a tecnologia não estava a influenciar de forma errada as competições.
Numa mudança abrupta de opinião, o Congresso da FINA votou, quase unanimemente, no sentido de reverter a sua política anterior e proibir, a partir de 2010, todos os fatos que cobrem o corpo inteiro. A decisão foi tomada em Roma, a 24 de julho de 2009. A nova política estabelece que os fatos de banho masculinos podem cobrir, no máximo, a área da cintura até ao joelho, e os femininos, do ombro até ao joelho. Também foi determinado que o tecido deve ser têxtil (ou seja, tecido plano em vez de laminado).
Os polémicos fatos atingiram níveis elevados de contestação quando, em julho de 2009, o campeoníssimo Michael Phelps decidiu não competir mais até que entrasse em vigor a decisão da Federação Internacional de proibir os fatos em poliuretano.

'Supersapatilhas' por... 500 euros
Sabastian Sawe fixou o máximo na Maratona de Londres, em 2026, com umas Adidas Adizero Adios Pro Evo 3. Os especialistas são unânimes em considerar a tecnologia como um fator decisivo, mesmo considerando todos os outros aspetos legais, desde a qualidade extraordinária dos atletas, aos métodos de treino revolucionários, aos estágios em altitude, à nutrição, biomecânica e outros fatores.
As supersapatilhas que empurraram o queniano Sabastian Sawe, de 31 anos, para um impressionante tempo abaixo das duas horas na Maratona, em Londres, estão à venda em Portugal por 500 euros. Trata-se das Adidas Adizero Adios Pro Evo 3, que ajudaram o fundista a correr a mítica distância em recorde de 1.59.30 horas.
Sawe superou o recorde anterior em mais de um minuto, que pertencia desde 2023 a Kelvin Kiptum com 2.00.35 horas.
Os recordes mundiais da maratona são atualmente detidos com as Adidas Adizero Adios Pro Evo 3 já que, em femininos, a etíope Tigst Assefa fixou o recorde em 2.15.41 horas. A World Athletics reconhece recordes na categoria Women-Only (provas exclusivas para mulheres, sem lebres masculinas), sendo que o tempo mais rápido em prova mista pertence a Ruth Chepngetich (Quénia) na Maratona de Chicago, a 13/10/2024, com 2.09.57 horas.
Eis as caraterísticas principais: ​
— Peso Ultraleve: cada sapatilha pesa menos de 100 gramas e foi desenhada para diminuir o desperdício de energia e aumentar a impulsão.
—Tecnologia: incorporam uma combinação de espuma ultraleve (Lightstrike Pro) e placas de carbono.
O regulamento da World Athletics para sapatilhas de estrada (incluindo maratonas) exige que a sola não ultrapasse 40 milímetros de espessura e limita a utilização a apenas uma placa rígida (fibra de carbono).
O modelo utilizado em competição tem de estar disponível para compra no mercado geral há pelo menos quatro meses. Os protótipos são restritos.
Regras específicas para provas:
— Atletas de Elite. Em provas homologadas ou na disputa por prémios, os atletas só podem usar modelos que constem na lista oficial aprovada pela entidade reguladora.
— Atletas populares. Estão isentos desta fiscalização, podendo correr com sapatilhas que excedam os 40 milímetros ou contenham tecnologias protótipo."

Virar a eliminatória


"O Benfica foi derrotado pelo St. Gallen (2-1) na 1.ª mão da 2.ª pré-eliminatória de acesso à fase de liga da Liga Europa. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Dar a volta na Luz
Marco Silva lamenta a exibição, mas deixa uma mensagem de confiança: "Falhou muita coisa, como é normal quando se perde um jogo. Temos de fazer aquilo que é a nossa obrigação, no Estádio da Luz, que é virar a eliminatória. É o que vamos fazer. Mas este jogo mostrou que há muita, muita, muita coisa para melhorar."

2. Melhorar
Bah confia na capacidade da equipa para seguir na prova: "Temos o jogo da 2.ª mão e tenho a certeza de que será melhor."

3. Ângulo diferente
Veja, de outro ângulo, o golo do Benfica marcado ao St. Gallen.

4. Jogo de preparação na Luz
Benfica e Belenenses encontram-se hoje às 18h00.

5. Reforço no feminino
Frøya Dorsin, internacional norueguesa Sub-23, chega ao Benfica proveniente do PSG.

6. Movimentações do defeso
Maianca Umabano, basquetebolista internacional por Portugal, é uma cara nova na Luz. E Aleksandra Saykova, voleibolista internacional búlgara, é reforço do Benfica.

7. Chamada internacional
A Seleção Nacional Sub-20 de andebol conta com três águias para os Jogos do Mediterrâneo. E são cinco atletas e dois treinadores do Benfica integrados na comitiva portuguesa do Campeonato do Mundo de pista Sub-20 de atletismo.

8. Jornal O Benfica
A edição desta semana já está disponível para download.

9. História Agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira da BTV.

10. Torneio Mundial de Sueca
Veja a reportagem da BTV sobre a 9.ª edição do tradicional evento das Casas do Benfica."

Manto Verde...

Não passou nada...

O Benfica perante o seu juiz


"Marco Silva foi honesto na análise: para quê tentar iludir o povo, quando o povo viu o que viu? Dois sinais que trazem expectativa, e a receção ao Belenenses nesta sexta-feira

Marco Silva viu o que toda a gente viu: o Benfica foi mau. Outros treinadores podiam ter tentado «dourar a pílula», dar confiança para a segunda mão, criar expectativa, olhar para a margem mínima de uma eliminatória perfeitamente recuperável. Mas o técnico não foi assim: a análise foi honesta e clara sobre a exibição. Para quê tentar iludir o povo, quando o povo sabe o que viu?
É verdade que, muitas vezes, as análises começam pelo resultado, mas no caso do jogo do Benfica com o St. Gallen o marcador e a performance andam de mão dada. Enfim, tente-se ver algum líquido num copo que parece vazio.
Comecemos pela sabedoria popular. Rafa Silva foi escolha quase unânime dos leitores de A BOLA para o onze encarnado. De facto, o (antigo) internacional português contratado em janeiro ao Besiktas foi outra vez o principal destaque da equipa. Tendo em conta o que Rafa deu ao Benfica antes de sair para a Turquia, talvez seja otimista pensar que esses tempos podem voltar. Algo que só a época pode confirmar. Outro aspeto positivo - haverá quem discorde pela falta de experiência internacional - é a utilização de Miguel Figueiredo. O Benfica precisa que a formação tenha peso no onze, mas esse peso não pode ser apenas pelo número. Tem de ser pela qualidade, é certo.
Miguel Figueiredo terá mais a provar, mas é muito de realçar a aposta. Marco Silva decidiu-se por um miúdo e não por uma adaptação. Confiou e isso faz antever que o treinador do Benfica não terá problemas em fazer o mesmo no futuro. Dir-me-ão que foi por necessidade, por ausência de Barreiro, ou dos mundialistas Ríos e Aursnes. É um argumento. Mas contraponho que outros não teriam hesitado em «inventar» um tipo de solução com um jogador mais «batido». Se nunca ninguém atirar os rapazes aos leões, a águia mãe nunca saberá se eles são capazes de voar.
E basta. O bom do Benfica não foi mais que isto. A grande novidade é que hoje há mais. A segunda mão com o St. Gallen, para a semana, é uma final. E, em julho, as únicas finais que devem ser jogadas são as de mundiais. Mas hoje o Benfica aparece perante o seu juiz. Não sabemos quantos adeptos serão e sabemos que o jogo tem cariz quase irrelevante. Mas também se antevê que a receção com o Belenenses servirá como tribunal, para se perceber que margem e confiança estão os benfiquistas. Confiantes pela precocidade do momento, apesar da exibição e resultado, ou a coçar a cabeça e com as veias a notarem-se?"

A boa notícia para o Benfica é que dificilmente pode fazer pior


"Águias começaram a nova época da maneira como terminaram a anterior: errática e confusa. Com a agravante de não ter margem para falhar. Marco Silva tem enorme montanha para escalar

O Benfica começou a época 2026/27 da mesma maneira que terminou 2025/26: confuso, errático, com peças aparentemente fora do sítio e um manto de dúvidas sobre o futuro de alguns jogadores. Frente ao St. Gallen, os encarnados terminaram o jogo com um central a caminho de outro clube (António Silva, Bournemouth), um extremo com malas feitas para outro (Tiago Gouveia, Atlas do México) e um médio que já percebeu ter pouco espaço com Marco Silva (Barrenechea).
Não há treinador que resista a indefinições deste género em jogos de pré-época, muito menos em contexto competitivo. Em circunstâncias normais, o ex-técnico do Fulham deveria estar nesta altura a fazer experiências no Torneio do Guadiana, mas por culpa própria do clube e de um alinhamento dos astros, o Benfica viu-se obrigado a competir em julho, uma semana depois do Mundial. Dizem muitos adeptos que houve muito azar porque em circunstâncias normais o Torreense nunca venceria o Sporting na final da Taça de Portugal, mas esquecem-se que em 2024 a equipa beneficiou de terceiros para entrar diretamente na Liga dos Campeões, sem passar por pré-eliminatórias, graças à vitória da Atalanta na final da Liga Europa, o mesmo processo que este ano permitiu ao Sporting evitar duas eliminatórias para aceder à fase de liga da Champions, com a vitória do Aston Villa na final da Liga Europa, onde o Benfica quer entrar esta época.
Umas vezes a sorte sopra, outras não, portanto, e por isso só a competência pode ser o referencial do trabalho. E mais uma vez os sinais que o Benfica transmite não são positivos, principalmente quando se olha para o que os concorrentes estão a fazer. Basta fazer este exercício: o Sporting, que não tem de entrar tão cedo em competição, conseguiu substituir um central por outro quase em simultâneo (Diomande por Ibrahima Ba), ao passo que as águias, sabendo há muito (provavelmente há mais de um ano) que o futuro de António Silva deveria passar pela saída da Luz, não acautelaram a situação atempadamente, permitindo que o defesa formado no Seixal fosse a jogo, estando com a cabeça já noutro lado, e envergando a braçadeira de capitão - e ainda assim sem cometer erros, embora deixando a equipa órfã de liderança; um exemplo? Teve de ser Lenglet a lembrar ao árbitro para a nova regra sobre jogadores assistidos, obrigados a ficar um minuto de fora. E nesse período a equipa até criou uma situação de relativo perigo, com um cabeceamento de Bah por cima da barra.

Erros no campo
Sem margem para errar, porque o enquadramento é apertado ao nível do tempo (pouco) e exigência (muito), Marco Silva já percebeu que tem mesmo um Evereste para escalar. Do ponto de vista da qualidade de jogo ainda é muito cedo para tirar conclusões. Frente aos suíços foi notória a constante procura dos passes verticais para um Pavlidis a fazer de pivô e nesse aspeto o avançado grego é dos poucos que não denota quebras naquilo que sabe fazer. Pode ter sido estratégico especificamente para este jogo (é o que parece, face às fragilidades defensivas do adversário quando eram ultrapassadas as primeiras linhas de pressão), mas provavelmente não daria de outra forma perante a carência de opções.
Ainda assim, deve gerar preocupação quer ao treinador quer aos adeptos as dificuldades que muitos jogadores com alguns anos de casa continuam a revelar. Começando, em primeiro lugar, por Trubin: o ucraniano continua a ser demasiado reativo quando se exigia melhor leitura e capacidade de antecipação. Isso é algo que se aprende com o tempo, mas não parece ter havido muita evolução neste capítulo desde que chegou, em 2023, porque ainda continua muito pregado à sua zona de conforto. O lance em que um jogador dos suíços lhe apareceu isolado e respondeu com uma boa mancha teria sido evitado com um posicionamento mais adiantado - são detalhes como este que não transmitem a segurança necessária a uma defesa.
Nas laterais, Bah e Dahl mantêm uma inconsistência que nesta altura já nem devia ser tema. Do ponto de vista defensivo, ambos cumprem, mas continuam a revelar dificuldades nas saídas para o ataque, situação em que ficam mais expostos a partir do momento em que os médios têm muitas dificuldades em assumir o jogo - Sudakov ainda não estará nas melhores condições físicas e Kaminski parece pedir licença para fazer qualquer coisa de diferente.
Do ponto de vista defensivo, o retrato também não é animador. Manu Silva, jogador que Bruno Lage pediu a Rui Costa para ser um tampão no meio-campo, continua a ter abordagens precipitadas no um para um. O segundo golo do St. Gallen, por exemplo, nasceu de uma daquelas faltas que não são tão usuais em equipas ditas grandes porque por detrás há um trabalho de treino de compensações, ajustamentos, posicionamentos e rotinas - tudo aquilo que parece estar a faltar ao Benfica atual e que faz de jogadores com qualidade (como é o caso do jovem médio contratado ao V. Guimarães) parecerem banais. Porque estão sempre a reagir, não a assumir.
Porém, na partida frente ao St. Gallen houve um detalhe que também espelha incapacidade de leitura prévia ou falta de comunicação do banco para o campo: nas bolas paradas, os suíços exploraram sempre as costas do adversário ao segundo poste. Como diz o ditado popular, na primeira todos caem; na segunda, cai quem quer; na terceira, só cai quem é tolo. E foi à terceira que o vice-campeão helvético encontrou novamente o ouro, explorando as brechas encarnadas como se fosse um queijo suíço.
Quando aceitou o repto de Rui Costa, Marco Silva disse saber ao que vinha e de como estava ciente das dificuldades que iria enfrentar. A má notícia é ter chocado de frente com a realidade; a boa é que dificilmente o Benfica fará pior e seguramente vai evoluir com o tempo, com os erros e com o capital humano que está a chegar.
É mais que suficiente para ultrapassar uma equipa fraca como o St. Gallen, resta saber como será na luta a sério com os dois rivais, que neste momento podem dar-se ao luxo de cometer erros sem consequências. Como deve ser numa qualquer pré-época."

A bola, la reina outra vez


"Além da reencarnação vitoriosa da 'Roja' e do adeus quase poético de Messi, 2026 provou que a vitória continua mais perto de uma identidade vincada e não de uma boa cópia de outras

Se para muitos o Campeonato do Mundo já é passado, para outros é altura de analisar o que realmente aconteceu nos States, México e Canadá. À primeira vista, o torneio não trouxe grandes novidades. Se nos anos 80 e 90 era na montra da grande competição que estas surpreendiam e influenciavam o resto do planeta, hoje o grau de informação é tão grande que passou a ser o Mundial aquele que reflete o que se passa no dia a dia e não o contrário. Não houve revoluções, porém reforçaram-se tendências.
A Espanha sagrou-se campeã 16 anos depois da festa na África do Sul, levando a bola a sentar-se novamente no trono. Com raízes no modelo que dominou o futebol de 2008 a 2012, inspirado no Barcelona de Guardiola e de La Masia, e com a verticalidade acrescentada por Luis de la Fuente que já tinha conquistado o Europeu, La Roja mostrou-se compacta e muito difícil de ultrapassar. Não só atacou de forma organizada, como se posicionou para reagir rapidamente quando perdia a bola, recuperando-a quatro ou cinco segundos depois. A sua rest defence esteve apurada e, como tal, foram poucas as jogadas que realmente chegaram perto da sua baliza, de onde Unai Simón também saía com coragem para controlar a profundidade, tornando-se o líbero ideal da linha defensiva subida.
A Argentina foi ainda mais paciente na posse e o bloco por vezes também baixou um pouco mais, sobretudo em situações de vantagem no marcador. Nem sempre conseguiu criar transições letais, já que, com um Messi envelhecido e Julián Álvarez e Lautaro Martínez a ter de recuperar a forma durante a competição, lhe faltou contundência, no entanto, respondeu quase sempre quando encostada às cordas. Subiu linhas, intensificou a contrapressão e até esteve perto de empatar a final, apesar do muito pouco criado até aí.
Embora nem sempre um estilo muito apreciado por todos, os argentinos valorizaram a pausa, a posse lenta e o relacionamento intuitivo entre os jogadores, à espera do momento certo para encontrar Lionel Messi com espaço e no espaço certo para ameaçar a baliza. Ou simplesmente descobrir um caminho alternativo por um dos médios, ou por Álvarez ou Lautaro.
A larga maioria das seleções presentes fugiu ao parking the bus, mesmo que o Paraguai tenha conseguido o feito de eliminar assim a Alemanha. O 4x5x1 de Gustavo Alfaro garantiu apenas 23% de posse em 120 minutos e o apuramento só surgiu nos penáltis, todavia, chegou para deixar a Mannschaft pelo caminho nos 16 avos de final. Também se pode olhar da mesma forma para Cabo Verde na estreia diante de Espanha e até para a Argentina na final perante a futura campeã. Na larga maioria das vezes, simplesmente não foi suficiente.
As caminhadas espanhola e argentina contaram com meias-finais complicadas diante de França e Inglaterra. Tornaram-se confrontos de estilos que inclinaram totalmente o Mundial para o lado da posse de bola em contraste com o da vertigem, da fisicalidade e transição ofensiva. Se a Albiceleste ainda sofreu, contudo, soube ultrapassar o autocarro de dois andares montado por Tuchel assim que se viu a vencer, La Roja não deu qualquer hipótese àquela que desde o início era aclamada de grande favorita.
O alargamento para 48 seleções trouxe naturalmente espaço a jogadores que normalmente nunca pisariam uma fase final e deu lugar ainda a duelos com pouco interesse mediático. Na prática, a democratização do torneio, que poderá sofrer novo alargamento em 2030 para 64 equipas, é sobretudo a sua vulgarização, ainda que tenha acrescentado algum exotismo com equipas como o Uzbequistão, Curaçau, Haiti, Jordânia e Panamá, entre outras. Na verdade, a mostra serviu para nos apercebermos todos da evolução do jogo: mesmo na seleção mais frágil havia conceitos de organização coletiva, que reduziram as distâncias para as melhores e só o talento individual nestas, claramente superior, ou uma maior profundidade nas ideias pôde voltar a cavá-las.
O mal de haver vencedores tão idealistas é que rapidamente as suas ideias se tornam moda. Multiplicaram-se rapidamente as vozes a argumentar que o que tinha faltado à seleção dos Três Leões era ter bola e que Phil Foden e Cole Palmer teriam ajudado se tivessem integrado a convocatória de Tuchel, mais virada para a transição.
Os ingleses apontam agora para uma Inglaterra mais à Guardiola, tal como a Alemanha e Portugal, desde a chegada de Roberto Martínez, têm tentado ser. A Argentina não caiu no erro. A identidade está lá, desde a pelota e a matreirice potrera ao cinismo e fisicalidade, ainda que o fim de ciclo, já provavelmente sem Messi nem Scaloni, possa colocá-la em rota de colisão com uma montanha de dúvidas.
Pode até ganhar mais vezes, mas quem quiser imitar a Espanha terá muitas dificuldades em batê-la enquanto esta continuar a gerar talento, este perfil de jogadores e, sobretudo, este futebol em alguns clubes. Por alguma razão, o Brasil não se pode reinventar a partir do jogo europeu, mas sim do seu ADN. E talvez o próximo passo seja olhar para a formação, de jogadores, mas também de técnicos. O caminho não é ser igual a Espanha, mas ser o mais forte dentro do seu estilo, não alheando a bola. Mesmo que a França o seja e não tenha conseguido bater a Roja na meia-final. Às vezes, simplesmente não é possível!
O melhor jogador do torneio terá sido, e a uma boa distância, Lionel Messi. Não estou a dizer que Rodri esteve mal ou não foi influente na Espanha, mas até nessa acredito que o mais regular em termos do que entregou em cada partida tenha sido Dani Olmo. Já o 10 argentino foi o pensamento e muitas vezes a execução, aos 39 anos. Consensual como nunca, com todos atrás, mas sem ninguém à sua altura, voltou a ver o que mais ninguém via, no momento certo e entregou-se de corpo e alma. Jogou e fez jogar. Ganhou e fez ganhar. Fez crescer uma Argentina com alguns jogadores medianos, exatamente como Maradona em 1986, e perdeu, também como o Pelusa, quando o adversário obrigava a algo que já não conseguia, quatro anos depois. Merecia outra despedida? Talvez, mas nunca será por isso que o deixaremos de idolatrar por décadas e décadas vindouras.

P.S. Deixo estas últimas linhas para Trump e Infantino, sobretudo o último. Porque o primeiro sabemos o que é, mas no segundo deixámos de ver a forma original assim que mostrou não ter coluna vertebral no caso Balogun. É a FIFA e o poder. E estar próximo disso é sempre tóxico para os demais."

EXIGE-SE MUITO MAIS BENFICA


"St Gallen 2 - 1 BENFICA

1.
Este é daqueles jogos em que temos tudo a perder e nada a ganhar: um bom resultado será encarado como normal; mas se o jogo porventura correr mal, mesmo com uma segunda mão na Luz para retificar, será o fim do mundo. Vai correr bem.

2.
Ainda sem os mundialistas, eis o primeiro onze oficial de Marco Silva, com duas boas novidades: Manu Silva e o miúdo Miguel Figueiredo no duplo pivô do meio-campo.

3.
Jogo começou equilibrado, repartido pelos dois meios-campos, a defesa deles a mostrar vulnerabilidades várias, nós com demasiados individualismos nas transições, fruto, penso, da falta dos automatismos impossíveis de trabalhar em pré-época tão curta.

4.
Em menos de nada eles falharam um golo de baliza aberta, homem sozinho na área, cabeçada pelo ar, e faturaram o um-zero num golo em que Trubin não ficou bem na fotografia. Redimiu-se pouco depois com uma bela defesa em mancha a jogador isolado.

5.
Rafa assistido por Pavlidis, em aceleração, isola-se, sai uma boa conclusão: um-um. Pôs justiça no resultado, parece-me, apesar de termos tido muito pouco Benfica em praticamente toda a primeira parte: fragilidades defensivas, pouca intensidade, demasiado individualismo, vários jogadores abaixo do que têm que render.

6.
Segunda parte começa como a primeira, precisamos de muito mais Benfica. Sudakov a dar por fim um ar da sua graça aos 58 minutos - leu bem, aos 58 minutos -, é um dos que não há meio de mostrar serviço. O nosso meio-campo não está a funcionar, nem a defender, nem a atacar. Volta rápido, Aursnes, volta rápido!

7.
É confrangedora a dificuldade que o Benfica tem mostrado para sair a jogar. Faltam 20 minutos e ainda não conseguimos ter o domínio do jogo, não ligámos duas jogadas seguidas.

8.
Mais uma bola aérea na nossa área com um deles a cabecear sem oposição, sozinho, a escolher para onde mandar, desta vez escolheu bem: um-dois. Não foi por falta de avisos, que foram vários.

9.
Conseguimos fazer do modesto St. Gallen uma equipa difícil. Foi obra. Para a semana é na Luz, temos que subir muito de produção para nos mantermos na luta pelo acesso à fase de liga da Liga Europa.

10.
Faltaram os mundialistas, a pré-época foi curta, o plantel ainda vai sofrer alterações, o treinador é novo, mas tudo isto não justifica exibição tão pobre. Exige-se muito mais Benfica!
(...)"

Este Benfica possível não tem uma missão impossível


"Quem, por imprudência, achou que o St. Gallen ia ser ‘bar aberto’ para os encarnados, teve de meter travão às quatro rodas. Porque os suíços não são assim tão maus e, nesta fase, a equipa de Marco Silva não é, sequer, boa, embora tenha condições para, daqui a um mês ou dois, vir a sê-lo. Na próxima quinta-feira, na Luz, há uma ‘final’ para o Benfica europeu…

O Benfica perdeu, num jogo oficial da UEFA, na Suíça, com o St. Gallen. Não é currículo, é cadastro, porque entre os dois clubes, atendendo à história e ao futebol, qualquer semelhança só pode ser pura coincidência. Mas perdeu. E nem pode dizer-se que tenha perdido mal. O empate, ao intervalo, era lisonjeiro para a turma da Luz, e, embora o segundo tempo tenha sido mais equilibrado, a equipa de Marco Silva pagou o preço de não ser fiável no jogo aéreo defensivo. O que aconteceu no 2-1, com Barrenechea, podia ter sucedido antes, em três ou quatro situações, com outros protagonistas. Correndo o risco de ser redutor, até porque Lenglet mostrou presença e competência, faltou a voz de comando do ‘xerife’ Nico Otamendi.
Mas antes de falarmos do Benfica, vamos ao St. Gallen: Enrico Maassen colocou a equipa a jogar num 3x5x2, que se transformava em 4x3x3 com um posicionamento mais central de Stevanovic; durante a primeira parte, enquanto a pilha durou, os helvéticos fizeram pressão alta, no segundo tempo, cada vez mais debilitados, recuaram e limitaram-se a uma ’zona’ que deu aos encarnados maior controlo sobre o jogo. Do ponto de vista da sofisticação, o jogo dos suíços foi básico, mas não deixou de ser eficaz, qual relógio que tão bem produzem. Atacaram o Benfica nas suas maiores fragilidades, a saída de bola desde o guarda-redes e o jogo aéreo defensivo, e vão a Lisboa com um golo de vantagem (além de que, aconteça o que acontecer, poderem dizer que ganharam ao Benfica, sem terem de fazer o papel do Étoile Carouge).
E o Benfica? Valerá a pena falar das limitações, tão evidentes que são, numa fase em que ainda há jogadores por integrar, outros por contratar, e outros, ainda, em gozo de merecidas férias? Não creio. Nesta fase da época o pragmatismo é quem mais ordena, Marco Silva teve estes ‘guerreiros’ para levar para a batalha, daqui a uma semana terá uns quantos mais, mas a única coisa importante é que consiga aceder à fase seguinte.
Se o fizer, uma esponja apagará tudo o resto, caso contrário, ficará uma mancha na história dos encarnados na UEFA. Mas o que fez o novo treinador dos encarnados para enfrentar este adversário? Mostrou o modelo que prefere, o 4x2x3x1, que preencheu de forma previsível na baliza e na defesa, socorreu-se de Manu e Miguel Figueiredo ( como expectável a fazer um jogo positivo, mas mesmo assim de mais a menos) no duplo-pivot, e apoiou o excelente Pavlidis com Rafa, Sudakov e Kaminski.
Destes, há que dizer, como Trapattoni há uns anos afirmou de Simão «ainda bem que temos Rafa», entender que Kaminski ainda é um peixe fora de água, quanto ao enquadramento, embora tenha momentos interessantes, e desesperar com Sudakov, que tanto perde a bola mais fácil em zona proibida, como a seguir faz um passe genial, para, logo de imediato, se esquecer onde está e permitir uma ataque rápido ao adversários, seguindo-se uma meia-distância que só é detida por uma intervenção excepcional do ‘keeper’ contrário. Pode o Benfica acreditar no ucraniano, capaz do melhor e do pior? Essa é uma das grandes questões a que Marco Silva deverá dar resposta.

UM JOGO ASSIMÉTRICO
O primeiro quarto de hora, na Suíça, foi um susto para o Benfica. A equipa não conseguia ter bola, os helvéticos, com processos simples, não só impediam que os encarnados explanassem o seu futebol, como ganhavam, sistematicamente, as segunda bolas - pese embora a generosidade de Pavlidis, que se mostrava para fazer aquilo que competia a Sudakov, sempre escondido na altura dos passes verticais dos defesas ou médios - e sentia-se que a baliza de Trubin, mal defendida no jogo aéreo, estava em perigo permanente. Os segundos quinze minutos foram de maior equilíbrio territorial, até porque o St. Gallen não aguentava o ritmo que estava a impor, mas foi no último terço da primeira parte que a turma helvética, no minuto 37, teve duas ocasiões soberanas: a primeira foi escandalosamente falhada por Witzig, a segunda, após uma perda de bola indesculpável de Bah, acabou no golo de Baldé. Injusto? Não. Mas iria valer ao Benfica que, depois de um enorme Trubin ter evitado o 2-0 (42), a lucidez de Pavlidis e Rafa ‘inventassem’ um lisonjeiro 1-1.

DERROTA EVITÁVEL
O segundo tempo do Benfica foi melhor do que o primeiro. Mais bola, mais critério, substituições apropriadas, que mantiveram a equipa da casa em sentido, a páginas tantas dando até a ideia de estar contente com o empate. Porém, como Zigi evitou um golaço de Sudakov e Tiago Gouveia não foi preciso na finalização, a equipa da Luz acabou por colocar-se, já depois de ter trocado Miguel Figueiredo por Barrenechea, a jeito para se dar mal com uma bola parada, que acabou por fazer felizes os helvéticos.
Marco Silva, com as mudanças introduzidas, fez o que pôde, mas vai ter de correr atrás do prejuízo daqui a uma semana. Foi um bom Benfica? Não. Podia ser melhor? Talvez não. Deverá ser melhor se quiser continuar na Liga Europa? Inevitavelmente. Na quinta-feira, na Luz, haverá ‘outro’ Benfica para defrontar o St. Gallen. E a partir de agora, à medida que o plantel se for normalizando, as diferenças serão cada vez maiores. Mas a eliminatória com o St. Gallen deverá ser superada com o que há, e não com o que haverá. Esse é o desafio imediato…"

Dois ou três pingos de Rafa num enorme deserto de ideias


"Mesmo sem arrancar exibição brilhante, o número 27 foi a melhor águia no triste jogo do Benfica. Lenglet lento e sem impacto físico e Sudakov tem perfume quando tem bola, mas pouco mais quando não a tem..

(7) Rafa
Não é, como se sabe, jogador de estar 90 minutos sempre em longas corridas e grandes intervenções, mas tem aquele dom de resolver no detalhe. Bastaram-lhe um par de lances para fazer a diferença: fugiu pela esquerda, combinou com Pavlidis e assinou o primeiro golo oficial do Benfica em 2026/27. Teve ainda uma desmarcação de calcanhar a isolar Pavlidis. Num deserto exibicional tremendo e implacável, dois ou três pinguinhos de talento por parte de Rafa.

(5) Trubin Nas saídas de bola, arriscou várias vezes a transportá-la até à entrada da área antes do batimento longo, mas quase sempre sem grande critério. Sem trabalho por aí além no primeiro tempo — onde ainda viu alguns remates passarem por cima da barra —, fica a sensação de que podia ter feito melhor no golo de Baldé, já que a bola não lhe passou longe. Redimiu-se pouco depois com uma mancha preciosa, num mano a mano frente ao mesmo Baldé.

(5) Bah Começou a gasóleo e acabou a gasolina. Cumpridor a defender e um pouco mais acutilante no apoio ao ataque do que Dahl na outra ala, ainda que sem nunca criar verdadeiro perigo.

(6) António Silva 'Ai se se aleija e a transferência cai; ai se comete um erro e sai pela porta pequena.' Nada disso aconteceu. Apesar de ter milhões de olhos centrados em si, o capitão esteve sereno e não teve erros.

(5) Lenglet Ainda a assimilar as dinâmicas defensivas de Marco Silva e o entendimento com os companheiros. Noite apagada do francês: lento, sem impacto nos duelos individuais e praticamente nulo na construção. Para coroar a exibição cinzenta, permitiu a Witzig um cabeceamento muito perigoso aos 37’.

(4) Dahl Corre, sim. Luta, sim. Sua a camisola, também. Mas continua a deixar no ar a sensação de não ter argumentos para ser peça determinante neste Benfica. O corte em cima do intervalo que deu origem ao golo de Rafa é manifestamente pouco.

(5) Miguel Figueiredo A grande surpresa tirada da cartola por Marco Silva. Na ausência do adoentado Leandro Barreiro, o jovem campeão do mundo Sub-17 assumiu a titularidade sem tremer: mostrou rotação, chegada à área e muita raça. Longe de uma exibição perfeita, provou que pode ser uma opção de futuro muito válida para o miolo.

(5) Manu Teve nos pés (ou melhor, na cabeça) o golo em cima da hora de jogo, obrigando Ati-Zigi a uma defesa apertada após canto do lado direito. Lutou muito a meio-campo, mas sem nada de importante na construção ofensiva.

(4) Sudakov Perfume nos pés não lhe falta, mas continua a dever muito à agressividade e ao espírito de luta que se exige a estes níveis. Precisa de espaço para pensar o jogo e a oposição deu-lhe espaço zero, metendo-o várias vezes no chão com entradas ríspidas. Apenas um tiraço no arranque da segunda parte obrigou Ati-Zigi a voar para a barra. Muito curto para quem carrega o 10 nas costas.

(5) Kaminski Deixou bem patente a sua velocidade estonteante logo a abrir, mas faltou-lhe bola para traduzir essa vertigem em perigo real.

(6) Pavlidis Entrou em 26/27 exatamente como acabou 25/26: incansável no esforço, mas desinspirado no momento do golo. Disparou perigosamente por cima da barra aos 27’ e teve o seu momento de inspiração em cima do intervalo, ao servir Rafa no espaço para o 1-0.

(3) Barrenechea Rendeu Miguel Figueiredo e, instantes após entrar, cometeu um erro crasso: falhou o corte de cabeça junto ao poste esquerdo de Trubin e ofereceu o 2-1 a Gaal. Entrada desastrosa do argentino.

(3) Tiago Gouveia Com as malas quase prontas para o México, entrou com fulgor a substituir Kaminski. Essa chama, contudo, apagou-se ao fim de escassos minutos.

(3) Ivanovic Pouco mais de 15 minutos em campo no lugar de Pavlidis. Arriscou um par de investidas, mas sem inconformismo nem perigo.

(—) João RegoEntrou aos 85' para tentar empurrar a equipa numa altura em que o jogo parecia irremediável. Sem tempo."