quinta-feira, 2 de julho de 2026
Edu Castro abriu o livro
"Quando, no verão de 2024, Edu
Castro foi apresentado como
treinador da equipa masculina
de hóquei em patins do Sport
Lisboa e Benfica, fez várias
declarações sobre a grandiosidade do Clube e o desafio que
tinha pela frente. Homem experimentado da modalidade, este
galego de Vigo, criado num
bairro da área metropolitana
de Barcelona, treinador do
FC Barcelona durante 20 temporadas (as 7 últimas na equipa
principal), trazia na bagagem
1 Liga dos Campeões, 2 Taças
Intercontinentais, 6 Campeonatos espanhóis e 4 Taças de
Espanha.
Nesses primeiros momentos a
dar a cara pelo Benfica, teve
uma referência que não esqueci: “É um gosto estar na terra
de Fernando Pessoa.” Para
mim, ficou logo ali marcado.
Leitor ávido, apaixonado também por Cervantes, José Saramago ou Lobo Antunes. Eduard
é advogado de formação, mas
apaixonou-se pelo hóquei em
patins e agora já não há volta a
dar. Sagrou-se campeão nacional pelo Glorioso no passado
fim de semana (o 25.º título do
SLB), terminando o Campeonato sem derrotas e vencendo
todos os jogos do playoff. Se
fosse literatura, poderíamos
estar a falar de um romance
que levou ao Nobel.
Edu Castro manteve-se imune
às críticas, ganhou a confiança
dos jogadores, entre eles alguns dos melhores do mundo,
conquistou os adeptos com
simplicidade e sem discursos
ocos. Emocionou-se na festa,
claro. Ele e nós.
Em declarações ao diário catalão Ara, Edu Castro confessou
que, no primeiro ano e meio
como treinador do SL Benfica,
esteve a viver sem a família por
perto. Até nessa conjuntura,
encontrou um lado positivo:
“Estar sozinho dá-me mais
tempo para me dedicar à literatura e ao hóquei. Temos sempre de fazer da necessidade
uma virtude.” De arrasto, Edu
ajudou a montar uma das equipas mais épicas do hóquei em
patins mundial. Parabéns e
obrigado, campeão."
Há Benfica
"Com o Mundial de futebol a
prender as atenções do país
desportivo, são as modalidades
que preenchem o vazio deixado
à paixão benfiquista. E, atendendo aos resultados do último fim-de-semana, não se pode dizer
que não estejam a cumprir esse
propósito.
O título nacional de hóquei em
patins fez justiça a uma equipa
que passeou classe ao longo de
toda a temporada. Venceu a
final frente ao Sporting por
3 jogos a zero (11-5 em golos),
venceu todos as partidas do
playoff, e apenas cedeu 4 empates nas 26 jornadas da fase
regular, acabando o Campeonato invicto. Fica um amargo de
boca ao sentir que também a
Champions podia ser nossa. Um
dia infeliz impediu a consagração europeia. Acontecerá no
próximo ano.
Os sub-19 seguiram o exemplo
e, vencendo o FC Porto na final,
também puderam festejar.
No próximo fim-de-semana
será a equipa feminina a fechar
as contas do Campeonato, alcançando a 38.ª vitória em 38
jogos para as competições nacionais desta época, e o 13.º
título nacional consecutivo, continuando aquela que é a mais
esmagadora das hegemonias
do desporto português.
O futsal feminino sagrou-se
igualmente campeão, numa das
finais mais disputadas e empolgantes dos últimos anos.
O Nun’Álvares era detentor do
título, tem uma equipa fortíssima (um misto de internacionais
portuguesas com internacionais
brasileiras), mas na “negra” o
Benfica impôs-se e venceu com
raça, permitindo à já lendária
Inês Fernandes terminar a carreira em grande.
Por sua vez o futsal masculino
adiantou-se na final face ao
Sporting, após um jogo electrizante que apenas nos sorriu no
desempate por penáltis. Quando
o leitor tiver este jornal nas
suas mãos, ou no seu ecrã, até
podemos ter já vencido em
Alvalade e ser bicampeões
nacionais. Caso contrário, teremos nova oportunidade no
domingo, então em nossa casa."
Luís Fialho, in O Benfica
Ganhar no campo, vencer na comunidade!
"Na Fundação Benfica acreditamos que, muito mais do que um
jogo, o futebol é uma escola de
valores, de cidadania e tem um
enorme poder de compromisso.
É essa visão que inspira o projeto Community Champions, que
reúne jovens dos bairros da
cidade de Lisboa em equipas
informais para disputarem uma
liga muito especial para a qual
têm de se organizar, pensar em
conjunto e atuar sobre a sua
comunidade. Por isso, neste
futebol social o resultado não se
mede apenas pelos golos marcados e cada equipa compete
em duas frentes: no relvado,
através da sua prestação desportiva, e na comunidade, através das ações positivas que
desenvolvem no seu bairro.
Além da pontuação tradicional
do futebol, apoiar vizinhos, participar em iniciativas solidárias,
cuidar dos espaços comuns ou
promover o respeito e a inclusão também soma pontos.
No final da Liga Community
Champions é Campeão quem
joga melhor futebol e demonstra maior espírito de equipa,
responsabilidade e capacidade
de transformar a comunidade
onde vive. Mais do que uma
competição, este projeto cria
oportunidades para que os
jovens descubram os seus
talentos, reforcem a sua imagem no bairro, desenvolvam
competências de liderança e
aprendam que o sucesso coletivo nasce da cooperação. Cada
jornada da liga é também uma
oportunidade para fortalecer
laços entre bairros, aproximar
pessoas e construir uma cidade
mais coesa e inclusiva.
Por tudo isto, este projeto traduz, de forma clara, os valores
que o Benfica procura transmitir:
ambição, respeito, solidariedade
e superação. No Community
Champions, todos jogam para
vencer, mas só vence verdadeiramente quem é capaz de fazer
a diferença no campo e na vida."
Jorge Miranda, in O Benfica


