segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mais uma...

Rio Ave 0 - 1 Benfica
Pauleta


Vitória na última jornada do Campeonato, de penalty, com muita, mas mesmo muita rotação, com a estreia da Inês Meninas, regressada após lesão! E ainda os minutos da Bihina para se sagar Campeã!

Agora, para a semana, no Jamor, nova oportunidade para levantar um Caneco! Recordo que apesar do domínio do Benfica, temos conquistado poucas Taças de Portugal! Apesar do adversário ter jogado na II Divisão, isso não deve ser relevante, pois eliminaram várias equipas da I Divisão, e como nós sabemos, naquele Clube, o ódio ao Benfica é transversal! Muito cuidado com a atitude!

Desilusão...

Fraga 4 - 1 Benfica

Despois de dois empates na fase de grupos, contra este mesmo adversário, na Final, uma derrota dolorosa! Ainda não foi desta que recuperámos o título! Mesmo assim, acho que esta é provavelmente a melhor representação do Benfica nesta competição!

Juniores - 13.ª jornada - Fase Final

Benfica 5 - 2 Leiria


Até começamos a perder, mas acabámos por golear, na jornada onde os Corruptos se sagraram matematicamente Campeões! Com este 11 desde do início da Fase Final, a conversa teria sido outra!
Destaque para a estreia do Tomás Ferreira, nos Juniores, um dos Centrais com mais potencial do Seixal.

PS: Parabéns aos Juvenis B, que se sagraram Campeões Nacionais da 2.ª Divisão! Recordo, que os Juvenis de 1.º ano, disputam a II Divisão, e nas últimas épocas, aquilo que era somente um torneio distrital, passou a disputar uma Fase Final, com os melhores clubes do escalão a nível Nacional! Grande parte destes jogadores, foram na época anterior Campeões Nacionais de Iniciados!

Subscrevo...

A importância de ser o primeiro dos últimos


"Benfica e Sporting lutam pela segunda posição. Há umas décadas, ficar em segundo ou terceiro seria irrelevante. Nos dias de hoje, o segundo lugar, apesar de não trazer verdadeiro mérito desportivo, traz consigo a possibilidade de entrar na Liga dos Campeões. E com ela chegam os milhões que permitem equilibrar contas, segurar jogadores, investir no mercado e preparar a época seguinte com outra margem de erro. No futebol moderno, muitas vezes, a diferença entre o sucesso desportivo e a crise financeira resume-se a uma posição na tabela.

Benfica: revolução permanente
Ficar em segundo lugar não fará com que a época do Benfica passe a ser positiva. Depois de um investimento de 140 milhões de euros, esperava-se que o clube lutasse por todos os títulos até ao fim. Não aconteceu em nenhuma competição. O planeamento dos grandes clubes deve ser feito para garantir presença sistemática nos momentos de decisão. Quando isso acontece, a probabilidade de sucesso aumenta e a diferença entre ganhar ou perder acaba muitas vezes reduzida ao detalhe.
A duas jornadas do fim, o Benfica continua a depender apenas de si para garantir o segundo lugar e, com ele, uma maior capacidade para preparar a próxima época. O objetivo passa por não repetir os mesmos erros. Até porque, ao contrário do que Rui Costa afirmou no ato eleitoral, quando disse «temos um plantel de presente e futuro que apenas precisará de pequenos ajustes», tudo indica que o Benfica se prepara para mais uma revolução.
E essa realidade pode ser analisada de quatro formas. A primeira tem a ver com o critério. Não é normal que jogadores como Bruma, Manu, Ivanovic, Barrenechea, Sudakov ou Sidny possam estar perto da saída poucos meses depois da chegada. Estes jogadores representaram um investimento avultado e muitos ainda nem completaram uma época no clube. Isso levanta duas questões inevitáveis: qual foi o critério na contratação? E qual o critério para uma eventual saída tão precoce?
O segundo ponto prende-se com a componente financeira. O Benfica vive, de forma sistemática, acima das suas possibilidades. Os custos fixos cresceram para níveis muito superiores aos rendimentos fixos, o que obriga o clube a depender de receitas variáveis, como a Champions ou a venda de jogadores.
Para gerar liquidez, pagar salários, cumprir compromissos financeiros e continuar a investir, o Benfica precisa de vender. E aqui existe um detalhe importante: a venda de um jogador pode ser antecipada na totalidade, mas a compra fica diluída durante vários anos. Ou seja, o clube antecipa receitas imediatas enquanto acumula custos futuros.
O terceiro ponto está relacionado com o equilíbrio contabilístico. Para tentar ter as contas equilibradas, o Benfica necessita de encaixar perto de 100 milhões de euros em vendas, livres de comissões e amortizações. O problema é que a política desportiva dos últimos anos, assente em investimentos elevados, reduziu drasticamente as potenciais mais-valias futuras. A isso junta-se outro fator: o futebol praticado ao longo da época não valorizou muitos jogadores.
E é precisamente aqui que entra o último ponto. Nas últimas épocas, o Benfica habituou-se a viver em revolução permanente. Todos os anos chegam vários jogadores, alimentando uma nova expectativa junto dos adeptos: «Agora é que vai ser.» No futebol, tal como nas empresas, a estabilidade continua a ser uma das maiores vantagens competitivas. E talvez também a mais subvalorizada.

Sporting: estabilidade em risco
O Sporting já não depende apenas de si para garantir presença na Liga dos Campeões. E essa possibilidade pode ter consequências mais profundas do que parece. Financeiramente, a época foi positiva. A campanha europeia valorizou jogadores, reforçou a marca Sporting e trouxe prémios importantes, mas a ausência na próxima edição da Champions pode obrigar o clube a vender mais do que inicialmente previa.
As saídas de Hjulmand e Morita parecem cada vez mais prováveis. E outros jogadores podem seguir o mesmo caminho caso o segundo lugar não seja alcançado. O problema é que uma das maiores forças do Sporting dos últimos anos tem sido precisamente a estabilidade. Os leões conseguiram manter uma base competitiva durante várias épocas e mexer pouco no onze principal. Essa continuidade permitiu criar rotinas, identidade e rendimento.
No futebol atual, onde quase todos vivem pressionados pela necessidade de vender, essa estabilidade tornou-se uma vantagem rara. Se se confirmarem as saídas do meio-campo e de mais um ou dois jogadores importantes — como Maxi ou Catamo — a margem de erro diminui drasticamente.
É verdade que o Sporting conseguiu preparar bem a sucessão de Gyokeres com a chegada de Luis Suárez, mas noutros casos a renovação do plantel ainda não está consolidada. Kochorashvili não se afirmou, Faye revelou-se um erro de casting e Vagiannidis continua sem se impor. Sem Liga dos Campeões, com menor capacidade financeira e obrigado a mexer mais do que gostaria, o Sporting entra num território mais instável. E quando uma equipa perde estabilidade, perde quase sempre competitividade.

A valorizar: Luis Enrique
É um treinador especial. Conseguiu transformar o PSG numa grande equipa. O coletivo funciona e as individualidades sobressaem. Mérito também para Luís Campos que trabalha diretamente com o técnico espanhol.

A desvalorizar: Liga de clubes
Numa Liga que se quer profissional, os calendários têm de ser feitos de forma célere, transparente e atempada. Não é compreensível que, por exemplo, os horários da 33.ª ronda tenham sido anunciados apenas cinco dias antes dos jogos. Também não se percebe como é que a Liga, presidida por Reinaldo Teixeira, anuncia que a venda de álcool nos estádios vai ser testada e, posteriormente, o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vem dizer o contrário."

De Mourinho a Zalazar, o Benfica é um castelo de cartas ao vento


"Da hesitação fatal que 'entrega' o 'Special One' ao Real Madrid à ultrapassagem do Sporting pelo talentoso jogador do SC Braga, a Luz vive mergulhada numa perigosa crise de autoridade e gestão

Há um silêncio pesado na Luz, o tipo de silêncio que precede não a bonança, mas o desmoronamento. O Benfica de Rui Costa, que prometia ser «o Benfica dos adeptos», assemelha-se hoje a um castelo de cartas exposto a uma nortada impiedosa.
E a carta que ameaça levar tudo consigo tem o nome de José Mourinho. No futebol de alta rotação, a indecisão é o pecado capital que não conhece perdão e a estrutura encarnada parece ter-se esquecido de que os comboios de elite não esperam por quem não sabe o que quer.
Diz o povo que quem hesita, perde. Na Luz, hesitou-se 15 dias. Quando o Special One — que nunca escondeu o coração encarnado, mas que nunca esqueceu o profissionalismo frio — bateu à porta para discutir o futuro e a renovação, encontrou uma direção em modo pausa. Rui Costa e os seus pares ficaram a ponderar, a medir custos, a avaliar ventos e, talvez, a tentar decifrar se o peso do passado ainda servia de lastro para o futuro.
O problema é que, no xadrez de Florentino Pérez, o tempo não é uma variável; é uma arma. E enquanto em Lisboa se faziam reuniões de debriefing, em Madrid preparava-se o assalto final. O Real Madrid atacou com a voracidade de quem não admite um «não». E sejamos honestos: quem consegue dizer «não» ao maior clube do mundo quando o trono do Bernabéu está quase vago?
Mourinho poderá ser do Benfica pela raiz, mas pertence ao Olimpo pela obra. Ver o treinador português escapar por entre os dedos devido à inércia de quem devia decidir no momento é o retrato fiel de uma estrutura que parece ter perdido o instinto matador e a capacidade de segurar os seus próprios símbolos.
Mas um mal, como as tempestades de outono, nunca vem só. Enquanto o Benfica se perde em renovações penosas e decisões adiadas — veja-se a gestão de expectativas em torno de Otamendi ou a falta de definição sobre alguns miúdos da casa —, a concorrência não dorme. E o golpe deste sábado dói especialmente por ser desferido por quem, do outro lado da 2.ª Circular, parece ter aprendido a lição da agilidade tática e negocial.
Rodrigo Zalazar, o uruguaio que era a prioridade absoluta na Luz para o novo meio-campo, o homem que deveria trazer músculo e inteligência ao setor intermédio, pode estar a caminho de Alvalade. Frederico Varandas não esperou por pareceres nem por janelas de oportunidade incertas; sentou-se com António Salvador e, num ápice de pragmatismo, fechou o cerco. É uma ultrapassagem pela direita, na curva, que deixa a SAD encarnada a verter fumo pela falta de pulso.
O Benfica está a ser ultrapassado não por falta de meios financeiros, mas por uma gritante falta de agilidade política. Entre a saída iminente de um treinador de elite e a perda de alvos de mercado prioritário para os rivais diretos, a pergunta impõe-se com uma crueza inevitável: o que resta, afinal, do projeto de Rui Costa?
Resta um clube que, no papel e na paixão dos adeptos, reclama para si a grandeza mundial, mas que na prática da gestão diária se comporta como um gigante adormecido, assistindo, de braços cruzados, aos outros erguerem as pontes que ele próprio deixou por construir.
O castelo está ao vento; resta saber se alguém terá a coragem de segurar as cartas antes que a última caia."

José Mourinho e o Real Madrid UFC


"A possibilidade de o 'special one' regressar à casa 'blanca' pode dividir opiniões, mas poucos contestarão que o treinador português sabe controlar como poucos um plantel.

Uma equipa de futebol a lembrar um reality show, eis o Real Madrid de fim de estação em 2025/26. A troca de galhardetes entre Aurélien Tchouaméni e Federico Valverde, no ringue de Valdebebas, combate à porta fechada que as gargantas fundas dos merengues logo tornaram públicas, é novo episódio da temporada horribilis do colosso espanhol.
Na semana em que Arsenal e PSG garantiram presença na final da Liga dos Campeões, o clube recordista de orelhudas (15) é notícia por relatos de agressões entre jogadores e processos disciplinares rapidamente decididos com multas de 500 mil euros para o francês e o uruguaio. O ambiente no balneário dos blancos é tóxico e o futuro sombrio se Florentino Pérez não der um murro na mesa, talvez naquela em que Valverde garante ter batido «acidentalmente» antes de se deslocar ao hospital para «visita de rotina».
As vitórias mascaram quase tudo, os egos convivem na paz dos anjos, as tensões são relativizadas e até os conflitos internos acabam romantizados como sinal de empenho em que todos remam para o mesmo lado. Na ausência de resultados... esqueçam as linhas anteriores.
O Real vai terminar a época sem troféus — perdeu a Supertaça para o Barcelona, que hoje também poderá fazer a festa do título na receção ao rival, disse adeus à Champions ante o Bayern e à Taça do Rei frente ao Albacete — e pior que o rendimento em campo é o terreno minado fora dele.
O desgaste psicológico é tão importante quanto o físico e o atual momento dos madridistas exige mais um especialista em minas e armadilhas do que um conjunto de galácticos a espalhar magia nos relvados. E talvez seja precisamente por isso que o nome de José Mourinho surge associado ao Real Madrid.
A possibilidade de o special one regressar à casa blanca pode dividir opiniões, mas poucos contestarão que o treinador português sabe controlar como poucos um plantel, nem que seja por ter estatuto para limpar o cesto de maçãs podres custe o que custar em milhões de euros.
Reforços e dispensas? Mexidas numa estrutura criticada pelo vazio de poder entre Florentino Pérez, presidente pouco dado a descidas aos túneis e balneários, e o homem do leme no banco? Ajustes táticos e na forma de jogar de uma formação em que alguns só sabem correr para a frente? Não faltará o que mudar, seguramente, tal a pobreza deste Real sob as ordens de Álvaro Arbeloa após a saída prematura de Xabi Alonso.
Antes, porém, importa recuperar o princípio óbvio de que ninguém está acima do Real, sejam Tchouaméni, Valverde, Vinícius ou Mbappé. Caso contrário, é transformar o Santiago Bernabéu num octógono de UFC."

Noruega: Erik Mykland, o boémio sempre disponível para uma cerveja


"Mykland sempre protegeu os momentos de lazer dos possíveis transtornos que o profissionalismo lhes podia causar. Gostava de uma boa noite de copos e, depois, se tivesse tempo, jogava à bola. No TSV 1860 Munique chegou ausentar-se da fotografia de equipa por estar a resolver uma ressaca. Condenado por consumo de cocaína, o seu nome veio à baila numa operação policial que desmantelou uma rede de tráfico de droga na Noruega

A discoteca chamava-se Le Paradise e proporcionou tão intenso divertimento que as testemunhas daquela noite de junho de 1998 não estavam lúcidas o suficiente para se lembrarem de detalhes. Quantas cervejas bebeu? Estava ébrio? Os relatos do proprietário, do DJ e até do gerente do bar vizinho não são conclusivos. O que importa é que Erik Mykland esteve lá com o colega de equipa Henning Berg. O barman era capaz de jurar que lhe serviu cerveja de uma marca cubana. Foram muitas? Não se recorda.
Ao saber do sucedido, nas vésperas da Noruega enfrentar a Escócia, em Bordeús, o selecionador Egil Olsen interrogou os boémios. Fez de conta que acreditou quando os jogadores lhe disseram que o álcool não tinha interferido com a escapadela que terá sido proposta por Henning Berg, ávido por espairecer do ambiente do estágio em La Baule. Na verdade, soube que a contagem só parou lá para as oito canecas. Para resolver o problema no imediato, o melhor era aceitar a versão que lhe tinha sido apresentada e tomá-la como verdadeira mesmo que não o fosse.
A Noruega estava a viver um momento áureo. O Mundial desse ano, em França, assinalou a segunda presença consecutiva do país no torneio. A participação terminaria nos oitavos de final, capitulação feita pela Itália. Desde aí, os nórdicos estiveram ausentes durante 28 anos.
De Erik Mykland surgiriam notícias subsequentes. A evolução física acompanhou a desgastada reputação. No início da carreira, os longos cabelos concediam-lhe um ar divinal que progressivamente evoluiu para a aparência de um náufrago que deu à costa numa ilha selvagem.
Na seleção norueguesa, com a qual fez 78 jogos, existia quem incentivasse a sua excentricidade. O acumular de episódios caricatos fez com que o escritor Håvard Rem achasse que valia a pena biografar Erik Mykland. “O próprio Myggen [alcunha] perdeu uma aposta depois de um jogo na Geórgia. Como castigo, teve que rastejar nu pelo hotel. A cada esquina, tinha que levantar a perna e dizer ‘au, au’.”
Em disputa estava a qualificação para o Euro 2000. Na última competição de seleções em que participou não teve motivos para festejar devido à eliminação precoce na fase de grupos. Ainda assim, atracou-se aos copos após o último jogo e foi afogar as mágoas na praça onde os adeptos se encontravam. Acabou desnorteado e incapaz de regressar sozinho ao hotel. Foi salvo por dois adeptos, que o puseram num táxi.
Erik Mykland nem sempre precisou de tomar decisões ao longo da carreira. A obstinação por álcool tratou disso por ele. Quando o médio estava no TSV 1860 Munique não fez parte da fotografia de equipa: era demasiado cedo quando a tiraram e havia uma ressaca para curar nas primeiras horas da manhã. O treinador não tolerou as aventuras noturnas e recambiou-o para o Copenhaga. Na Dinamarca, deu a conhecer a sua personagem ao esparramar-se às 4h30 à frente de uma discoteca enquanto desafiava quem passava para um braço de ferro.
Os desvios acabaram por exceder os limites legais. Uma mega operação desmantelou uma rede de tráfico de droga na Noruega e Mykland foi acusado de envolvimento. O tribunal considerou que teve uma “participação periférica”, adquirindo cocaína para consumo próprio. O jogador foi então condenado a 140 horas de serviço comunitário. Uma má notícia para quem, após quatro anos de pausa, tinha voltado, em 2008, a jogar pelo primeiro clube da carreira, o Star."