quarta-feira, 6 de maio de 2026

Mais uma Lei com interpretações consoante as cores das camisolas!

As diferenças...

Benfica: continuamos de pé


"O Sporting chega a esta altura a depender de terceiros. O Benfica ainda decide o próprio destino. E agora toda a gente quer explicar porque é que isto aconteceu, como se tivesse caído do céu, como se, mesmo com tantos erros de arbitragem, não tivéssemos percebido durante a segunda volta que isto iria acontecer.
Mas pronto. Vamos fingir que foi uma surpresa.
Durante meses, o discurso foi sempre o mesmo. Estrutura. Planeamento. Consistência. Palavras que soavam bem e que eram repetidas com aquela solenidade toda, como se descrevessem algo inédito e absolutamente extraordinário no futebol português. E enquanto o discurso funcionava, enquanto os resultados apareciam, havia silêncio total sobre tudo o resto. Sobre árbitros. Sobre lances. Sobre os jogos na Madeira, no Estoril, nos Açores, onde as coisas correram bem de uma forma que até os mais crentes acharam graça.
Nada. Distância olímpica. Classe total. «Nós não comentamos essas coisas», diziam no Sporting.
Claro que não comentavam. Não havia necessidade.
O problema é que agora há. Nas últimas semanas, o enquadramento mudou. Passaram a existir explicações externas para as perdas de pontos. Uma mudança que não é apenas circunstancial, é reveladora de algo mais profundo. Quando se exige silêncio quando se ganha e se pede barulho quando se perde, deixa de haver coerência. Passa a haver conveniência. E o critério, esse, ficou algures pelo caminho.
E isso tem um custo. Quando o discurso deixa de ser consistente, deixa também de ser credível.
E o Benfica?
O Benfica esteve ali a fazer o que faz um clube que não está bem, mas também não está morto. Errou, perdeu pontos que não podia perder, teve uma época irregular que não é facilmente defensável. Não escondemos o que não está bem, mas o que aconteceu no último fim de semana, em Famalicão, é, no mínimo, vergonhoso. Um penálti evidente por assinalar que podia colocar o jogo num 3-0, matando-o ali. No mesmo jogo, um golo sofrido que nasce de um canto inexistente. Dois momentos, no mesmo encontro, com influência direta no resultado. E não foram exceção ao longo da época.
Houve outros momentos, menos mediáticos, mas igualmente relevantes. Não explicam tudo, nem retiram responsabilidade à equipa, mas ajudam a perceber porque é que o caminho foi mais irregular do que podia ter sido.
Mas mesmo com tudo isso, a equipa foi fazendo.
Sem grandes celebrações, sem comunicados a explicar o quanto estava a somar. Foi acumulando pontos. Trinta e seis na segunda volta. Mais do que qualquer rival direto. Um número que ficou escondido debaixo de toda a conversa sobre o que o Benfica não estava a conseguir fazer.
Porque quando o Benfica joga bem, não é notícia. É obrigação. Quando joga mal, é conversa todos os dias, a toda a hora. É assim que funciona. O Benfica raramente tem direito ao benefício da dúvida. Ou ganha, ou explica.
E o facto é que agora, nesta fase da época onde já não há quase margem para nada, o Benfica ainda decide o que pode salvar. Não o título, que já está entregue. Mas a Liga dos Campeões. E depender de si nesta altura, com tudo o que aconteceu ao longo do ano, com todos os pontos que ficaram pelo caminho em circunstâncias difíceis de engolir, não deixa de ser caricato.
É menos do que o objetivo inicial. Muito menos. Mas é o que resta.
A esta altura, o Sporting deixou de depender de si porque falhou na gestão, falhou na capacidade de fechar jogos, falhou quando deixou de haver margem para falhar. Pode dizer o que quiser sobre o porquê, pode apontar para fora o tempo que quiser, que o resultado não muda.
Do outro lado, o Benfica tem ainda aquilo que o Sporting já não tem: a possibilidade de resolver por conta própria. Chegou aqui com defeitos, com inconsistências, mas chegou. E isso tem uma explicação objetiva que foi sendo secundarizada ao longo da época: a segunda volta. Enquanto os outros começaram a falhar, a equipa manteve um nível suficiente para se manter dentro do objetivo mínimo. Sem grande ruído, sem narrativa construída à volta disso.
Infelizmente, há épocas em que salvar o essencial já é uma forma de evitar males maiores.
Mudando de tema.
A oferta pública de obrigações do Benfica foi um sucesso, com a procura a exceder a oferta em 1,36 vezes. Ou seja, o empréstimo fixou-se nos 65 milhões de euros, o maior de sempre, enquanto a procura atingiu os 88,1 milhões de euros.
Ao todo, ao longo das duas semanas em que decorreu a oferta pública, 4.831 investidores subscreveram a nova linha de obrigações do Benfica. Foram emitidos 65 milhões de euros em dívida, com uma maturidade de cinco anos, o que permite transformar dívida de curto em médio prazo, mantendo a trajetória de descida da dívida líquida.
O valor inicial que o Benfica pretendia alcançar era de 40 milhões de euros, mas ao segundo dia de subscrição esse valor já tinha sido atingido. A decisão de alargar a operação para os 65 milhões não foi um detalhe técnico. Foi uma resposta direta à procura e, acima de tudo, um sinal claro da confiança dos investidores no clube e na credibilidade da sua situação financeira.
Num momento em que dentro de campo há exigência e pressão, fora dele há validação. Não resolve golos falhados, não corrige pontos perdidos, não ganha jogos. Mas diz que, apesar da turbulência desportiva, o Benfica continua a mobilizar confiança, capital e futuro.
O Benfica não está onde queria estar.
Mas continua de pé."

Sudakov é um herói


"Médio do Benfica podia ter ignorado, podia ter mentido, mas assumiu que realmente perdeu alguma da felicidade que tinha quando jogava futebol; é o primeiro passo para a recuperar

Teria sido muito fácil para Heorgii Sudakov não comentar as notícias vindas da Ucrânia que davam conta de que se sente «esgotado» e «cansado do futebol», que «não sente prazer a fazer aquilo que é a sua vida», segundo relatou o jornalista Mykhailo Spivakovsky, citando fontes próximas do jogador. Teria sido tão fácil ignorar, remeter-se ao silêncio, fingir que não tinha ouvido.
Ou até, talvez ainda mais fácil, atendendo à frequência com que tantos agentes no futebol o fazem, desmentir. Dizer que não, que é tudo mentira, que está entusiasmadíssimo na Luz, a amargar o banco, de onde não sai há quatro jogos, a ver José Mourinho preferir Rafa, Richard Ríos e Leandro Barreiro à sua frente...
Sudakov não foi pelo caminho mais fácil. Horas depois das notícias sobre o cansaço chegarem a Portugal, o médio do Benfica tratou de deixar uma mensagem nas redes sociais, onde explicava o que se passava.
Admitiu que «é normal sentir cansaço — tanto físico como emocional» e que todos os jogadores passam por «períodos difíceis». Não disse que estava farto do futebol, mas reconheceu não sentir «aquele prazer pelo jogo» que já viveu no passado. Garantiu que não iria desistir — «isso não significa que deixei de amar o futebol ou que pretendo parar» — e que iria «fazer tudo para ficar mais forte». Não tentou tapar o sol com uma peneira. E só por isso já é um herói. 
Os problemas de saúde mental começam, finalmente, a ser falados no desporto. Esperar que um jovem de 23 anos saia pela primeira vez do seu país (ainda para mais em guerra), com altas expectativas, e não acuse a pressão do disparate de dinheiro que custou, ou não sofra quando as coisas não correm bem desportivamente, é uma ilusão perigosa.
Sim, Sudakov ganha mais que quase todos os que vão ao Estádio da Luz vê-lo jogar — mas não é imune à frustração, à tristeza. É óbvio que um jogador que desde o fecho do mercado de janeiro só foi titular num jogo, e suplente em 11, não pode sentir a mesma alegria a jogar.
O problema é como ultrapassar isso. Jogar sem alegria tira intensidade, brilhantismo, por isso as possibilidades de voltar a ser titular diminuem; mas sem ser titular, dificilmente é possível recuperar essa alegria...
Mas a época está quase no fim. A próxima é um começo quase do zero, sobretudo se sair da Luz (ou se ficar mas Mourinho sair). Sudakov ainda tem muito para dar ao futebol, e assumir que não se sente tão feliz como já foi no passado foi um importante primeiro passo."

Graves erros de arbitragem em causa


"Nesta edição da BNews, o destaque recai na entrevista concedida à BTV por José Pereira da Costa, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica.

1. Arbitragem visada
José Pereira da Costa, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, reitera a indignação manifestada pelo Presidente da Direção do clube, Rui Costa, em relação à arbitragem prejudicial ao Benfica em Famalicão: "Seria irónico, trágico, mas também seria o cúmulo da desfaçatez, se, perante aquilo que se passou no sábado, fosse punido o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, em vez de responsabilizar quem errou: o árbitro e o VAR. É a própria arbitragem que fica em causa com erros daquele tamanho."

2. Comunicado oficial
Leia a informação oficial do Sport Lisboa e Benfica que esclarece que "inexiste qualquer direito de preferência atribuído ao Sport Lisboa e Benfica relativamente à alienação do lote de ações pertencente a José António dos Santos".

3. Sessão de autógrafos
As hexacampeãs de futebol vão estar no relvado do Estádio da Luz, amanhã das 18h30 às 20h00, para uma sessão de autógrafos. 

4. Agenda para 4.ª feira
Às 12h00, os Juniores defrontam o Rio Ave no Benfica Campus.
Às 20h00, no Pavilhão João Rocha, realiza-se o jogo 3 da final do Campeonato Nacional de voleibol entre Benfica e Sporting.
Às 22h00, no Pavilhão Municipal Mário Mexia, em Coimbra, Benfica e Reus disputam os quartos de final da WSE Champions League de hóquei em patins.

5. Atividade do Museu
Veja as melhores imagens da iniciativa "A Melhor Mãe do Mundo", um workshop de pintura de azulejo realizado em parceria com o Museu Nacional do Azulejo."

Austrália: Mark Viduka, a reinvenção tranquila do avançado com um café em Zagreb e que toca guitarra com o filho


"Nas colinas tranquilas de Zagreb, um dos outrora avançados mais temidos da Premier League vive uma rotina improvável dividida entre o balcão do seu café e sessões de guitarra com o filho, muito longe dos holofotes da fama do futebol.

Há jogadores que passam a vida inteira a tentar ser lembrados, mesmo depois de pendurar as chuteiras. Mark Viduka fez o contrário: passou a carreira a marcar golos e, quando tudo acabou, desapareceu com a mesma naturalidade com que se afastava de um defesa depois de o sentar no relvado. Não houve conferência de imprensa, não houve lágrimas, não houve nostalgia. Houve apenas um australiano de ombros largos a fechar a porta do futebol e a abrir outra, bem mais improvável, nas colinas de Zagreb.
O mesmo Viduka que arrastava centrais na Premier League, que levou o Leeds United às meias‑finais da Liga dos Campeões, que no Celtic jogava com serenidade, vive agora num lugar onde ninguém lhe pede autógrafos, apenas café. E ele agradece, mate.
Depois de 2009, Viduka escolheu a vivência que muitos dizem querer, mas poucos têm a coragem de assumir: uma vida pacata. Mudou‑se para a Croácia, terra natal dos pais e da mulher, Ivana, e instalou-se nas colinas a norte de Zagreb, abriu o Non Plus Ultra, um café discreto onde prepara expressos e discute a temperatura da água como quem discute uma final europeia.
Mas a Croácia não é apenas o cenário tranquilo da sua vida atual. Foi também o lugar onde se confrontou com uma realidade dura, quando chegou ao Dínamo Zagreb, em 1995, num período em que o país estava a sair de uma guerra recente. Viduka admitiu anos mais tarde que não tinha noção do que o esperava. O ambiente era pesado, marcado por histórias e cicatrizes que ele, vindo da Austrália, não sabia como processar. Disse que esse choque o marcou profundamente e que foi uma das experiências mais duras da sua carreira.
Já em Inglaterra viveu outro momento difícil. Durante a passagem pelo Middlesbrough, num período em que lidava com lesões, pressão e desgaste emocional, o australiano, que também tem cidadania croata, contou que chegou a pedir ao treinador Gareth Southgate para ir ter com a família porque estava psicologicamente em baixo. O pedido foi aceite, e ele descreveu esse gesto como decisivo para recuperar o equilíbrio. Não dramatizou o episódio, mas reconheceu que precisava parar, respirar e estar com os seus.
Há quem diga que o nome do seu café é uma espécie de piada involuntária: depois de marcar quatro golos ao Liverpool numa só tarde, talvez tenha sentido que já não havia muito mais a provar. Agora, o desafio é outro. Na entrevista ao Daily Mail, em 2021, assumiu que atualmente a sua única pressão é preparar um bom café para os clientes. Alguns deles bem conhecidos. O antigo tenista Goran Ivanišević aparece por lá, Luka Modrić, vizinho e amigo (mas não primo, como muitos pensam), passa de vez em quando e Viduka recebe-os com a mesma calma com que recebia uma bola difícil na área.
Pai de três rapazes, Joseph, Lucas e Oliver, toca guitarra na banda onde o caçula é baterista. “Quando um dos amigos dele não pode ir, eu substituo-o. Usamos a nossa cave. Os vizinhos não estão muito contentes com isso! Eu e os rapazes adoramos os Arctic Monkeys. As letras, meu, são geniais”, confessou na mesma entrevista.
É tudo isto que torna Viduka tão fascinante. Filho de croatas imigrantes na Austrália, deixou a Oceânia aos 19 anos para jogar na Europa e, entre altos e baixos, foi capitão da Austrália no Mundial de 2006. Marcou em Inglaterra como poucos, foi ídolo em Glasgow, Newcastle e Melbourne. Mas nada disso parece ter ficado preso a ele. Não há entrevistas semanais, não há polémicas, não há vontade de regressar ao jogo.
Mark Viduka escolheu uma vida tranquila onde ninguém lhe lembra quem ele foi e isso, curiosamente, parece deixá-lo feliz. Acaba por haver algo de poético na ideia de que um dos avançados mais temidos da Premier League esteja agora mais interessado na torra dos grãos do café ou em tocar guitarra com o filho, do que em ver jogos de futebol."

Com as letras todas


"1. O nosso internacional belga Lukebakio esteve mal no fim de semana passado, reagindo com despropósito à sua mais do que justificada substituição. Demorou 3 dias a assumir o erro e a lamentar o sucedido publicamente através da sua conta na rede social Instagram: “Queria pedir sinceras desculpas pela minha frustração na última partida. Não é típico de mim. Muito obrigado pelo carinho que me demonstraram desde o início e farei tudo o que puder para retribuir em campo.” Contamos com isso, Lukebakio.

2. É um assunto que, provavelmente, merecerá muito espaço, muita discussão lá mais para a frente no calendário, mas que, para já, não passa de um conjunto de especulações debitadas diariamente – de manhã, à tarde e à noite – pela comunicação social.

3. Ainda esta semana, e depois de o Sporting perder 2 pontos em Moreira de Cónegos, resultado que complicou um bocadinho as contas dos autodenominados “tricampeões”, o assunto do dia, melhor, o assunto dos dias todos foi a iminente saída do atual treinador do Benfica para o Real Madrid.

4. É curioso como os jogadores do Benfica não têm o menor problema em proclamar em voz alta quanto desejam a continuação de José Mourinho por oposição a equipas inteiras de comentadores que nem conseguem disfarçar como estão desejosos de ver o ex-Special One pelas costas. “Ex” e cheio de defeitos pela simples razão de que é treinador do Benfica. No dia em que sair da Luz e for treinador de um outro emblema voltará a ser Special One com as letras todas.

5. O colombiano Richard Ríos foi um dos últimos jogadores do Benfica a tocar no assunto. Entrevistado pelo diário espanhol As, respondeu deste modo quando foi questionado sobre a hipótese de poder perder o seu treinador: “Espero que não, espero que continue comigo. Cada dia é uma aprendizagem ao seu lado. Tem um carácter incrível e motiva-nos como ninguém. Nunca se vê que ele perca a ambição. Continua com ela intacta. Isso motiva-me a querer mais.”

6. O Benfica tem 3 jogos para poder chegar à edição de 2026/27 da Liga dos Campeões. O primeiro é já neste sábado, às 6 da tarde, em Famalicão. No futebol nunca há certezas sobre nada, mas estão autorizadas as suposições. Assim sendo, é de supor que ao Benfica não vai faltar a sua gente nas bancadas em Famalicão. Carrega!

7. Na próxima temporada teremos um modelo diferente para a decisão da Taça de Portugal: meias- -finais a uma mão em campo neutro em modelo final four e decisão no Jamor. A parte da “decisão no Jamor” dependerá sempre do nome dos finalistas. É que ainda há quem se abespinhe com o Jamor."

Leonor Pinhão, in O Benfica

Olha, acordaram…


"O que um empate fora com o último classificado da Liga faz ao carácter. Imagine-se… O já despromovido AFS beneficiou de uma grande penalidade por mão na bola e fez golo contra a melhor equipa do sistema solar, só ao nível da seleção do Brasil de 1982 – por favor, alinhem na ironia. Dois pontos perdidos, adeus ao campeonato dos campos inclinados e descida ao 3.º lugar da classificação a 3 jornadas do fim. O drama, o horror, nem Artur Albarran o poderia sintetizar melhor.
Quando o Nacional ficou a jogar com 10 na Madeira (expulsão absurda), quando foi perdoada a expulsão a um central do Sporting CP em Famalicão, quando foi perdoada uma grande penalidade aos verdes e brancos (e expulsão) no Estoril, quando, contra o Santa Clara, foi tudo permitido para deixar passar o andor de Alvalade, onde andava esta gente? Provavelmente, a comer canjinha ou a balbuciar alguma banalidade sobre transparência no futebol. De repente, lá voltam a sair das tocas ou de debaixo das pedras para se indignarem com a arbitragem. Os mesmos que assobiaram para o lado quando a final da Taça de Portugal da época passada ficou manchada por agressões sem punição, sentem-se agora injustiçados.
Confesso que quase me caiu uma lágrima de ver tanto sofrimento e amuo, mas não de tristeza. Quase chorei de tanto rir com mais esta clara demonstração da proteção que tem sido dada ao clube cujo estádio se situa pegadinho à estação de metro do Campo Grande e à churrasqueira adjacente, o verdadeiro grande ex-libris dessa zona de Lisboa.
Faltam 3 jornadas para o fim do Campeonato e a choradeira não vai parar. Preparem-se para o que aí vem. Ao Sport Lisboa e Benfica só lhe servem 3 vitórias."

Ricardo Santos, in O Benfica

24 Horas à Benfica


"Em apenas 24 horas, entre a tarde/noite de sábado e a tarde/noite de domingo, o Benfica conquistou 4 títulos. Foi, pois, um fim-de-semana pintado a vermelho e branco. Já o merecíamos.
Ainda no sábado, o futebol feminino garantiu o 6.º Campeonato consecutivo. Teria sido o 7.º, não fosse a pandemia. Saem jogadoras, sai a treinadora, e o Benfica continua a ganhar. Fez a festa em Braga, a 2 jornadas do fim, e neste dia 1 de maio todos teremos oportunidade de vitoriar as nossas hexacampeãs no Estádio da Luz, no dérbi diante do Sporting – que, não alterando as contas do título, é naturalmente para vencer.
O domingo foi gordo, com 3 Taças de Portugal. Primeiro, a de hóquei em patins feminino, onde as comandadas de Paulo Almeida confirmaram o favoritismo. Se não me falham as contas, este foi o seu 36.º troféu nacional seguido. O grande desafio do ano será a Champions, e temos razões para acreditar que é desta que o Benfica repete o feito de 2015 e volta a reinar, também, na Europa.
Depois tivemos uma dose dupla de futsal. As meninas ganharam ao Nun’Álvares e vingaram as últimas competições perdidas. Segue-se a reconquista do Campeonato, após a série de 7 títulos consecutivos ter sido interrompida na época passada, precisamente pela equipa agora derrotada.
No sector masculino, e num jogo de alta intensidade e emoção, batemos o Sporting por 6-5, alcançando o 2.º troféu da época, depois da Taça da Liga. No Campeonato, vamos dispor do factor casa para poder repetir o título alcançado há um ano, então com uma vitória no Pavilhão João Rocha na partida decisiva.
O domingo acabou com uma boa notícia: a nossa equipa principal de futebol passou a depender apenas de si própria para marcar presença na próxima edição da Champions League. Faltam 3 jornadas. Não podemos desperdiçá-las."

Luís Fialho, in O Benfica

Golos Inclusivos!


"A educação é um direito constitucional. Portanto, é para todos, ou melhor, devia ser, mas às vezes parece que, por mais que o nosso país evolua, não se consegue livrar das injustiças e alguém acaba sempre por ser excluído. É o que acontece com as crianças e os jovens apanhados nas malhas da deficiência, cujas famílias, escolas e instituições de acolhimento enfrentam um número infindável de barreiras. No entanto, seria injusto não reconhecer as melhorias feitas em Portugal a todos os níveis neste domínio, pois é bem certo que hoje se vive a deficiência de uma forma muito mais digna e integrada do que há uma ou duas décadas. Só que não chega: é necessário bem mais para que se atinja a cidadania plena e se atinjam os ideais constitucionais, e isto em vários domínios, mas muito particularmente na educação e na prática da atividade física, onde o acesso é particularmente limitado no caso dos alunos com deficiência.
Consequentemente, são muitos milhares os alunos com necessidades educativas especiais, num espetro lato desde défices ligeiros a deficiências profundas, que não têm prática desportiva ou atividade física regular na sua escola. Por isso, é preciso atuar e, se não corrigir, pelo menos atenuar este problema, promovendo a prática desportiva nas escolas portuguesas com as adaptações necessárias e adequadas a cada caso.
É o que faz a Fundação Benfica com o projeto “Inclusive Goals”, porque é disso mesmo que se trata: Inclusão!"

Jorge Miranda, in O Benfica