terça-feira, 7 de abril de 2026

Vermelhão: O SL Empatas !!!

Casa Pia 1 - 1 Benfica


O 2.º lugar estava complicado, hoje, ficou praticamente impossível! Não só o Benfica continua a perder pontos desta forma, como é impossível os nossos adversários perderem pontos de forma regular, como foi fácil observar nesta jornada, repleta de escândalos de arbitragem!

O jogo de Rio Maior, em condições normais, teria acabado com uma goleada, bastava algum acerto na finalização! Continuamos a decidir mal perto da área, e a demonstrar falta de espontaneidade no remate! Cerca de 80% da partida foi jogada nos últimos 20 metros defensivos do Casa Pia, com 11 jogadores casapianos atrás da linha da bola! Mas o Benfica conseguiu não ganhar o jogo...

A 1.ª parte não foi a melhor, mas mesmo assim, só deu Benfica! Os primeiros minutos o Casa Pia tentou pressionar alto mas rapidamente o jogo acalmou... E só nos descontos, antes do intervalo, permitimos uma oportunidade ao adversário!

No 2.º tempo, jogámos melhor, principalmente após a entrada do Prestianni. O Lukebakio, contra estes autocarros, sem espaço, dá pouco à equipa. Marcámos um excelente golo, finalmente... E sem fazer nada por isso, numa série de carambolas absurdas, permitimos o empate!!!

O Mourinho meteu os avançados todos em campo, mas a equipa ficou desequilibrada... mesmo assim, o Schjelderup falhou o golo da vitória de forma inacreditável!


Jogo ainda ficou marcado por mais um festival do Lagarto de Santarém no apito! Dois penalty's claros na 1,ª parte:
- Bah leva um pontapé no pé, quando tenta dominar a bola!
- Pavlidis, ao tentar a finta, sofre uma obstrução evidente, dum defesa que nunca tentou jogar a bola!
O lance onde a bola vai ao braço do defesa do Casa Pia, não é panalty, porque é um ressalto inesperado e além disso não aumentou a volumetria!
Tudo isto com a namorada do Betinho a controlar as cosias no VAR! O tempo que estes dois levaram a validar o golo do Benfica, é indicativo suficiente para perceber a encomenda!!!
Mas além destes lances, onde se notou mais a inclinação foi o critério disciplinar: basicamente valeu tudo... o Casa Pia usou a falta constantemente a falta cínica, agressiva para travar as combinações do Benfica, e tiveram autorização até ao final, para o fazerem à vontade... o patada no Bah junto da linha lateral foi a mais evidente! E só não foi pior porque os Auxiliares, ainda marcaram algumas faltas que ele não queria marcar...!!!
Este com outra equipa ainda teria tudo no mínimo 10m de desconto como era o Benfica, foram 6 minutos!

O Benfica não perdeu o Campeonato hoje, nem o 2.º lugar! Mas este novo empate acaba por ser um símbolo da época! Provavelmente vamos bater o recorde dos empates!!! Com as arbitragens no estado que estão, o Benfica não pode ganhar jogos pela margem mínima, tem que golear, e só assim terá hipóteses de somar os 3 pontos, senão ficaremos a jeito... O meu maior problema é que nada me diz, que na próxima época, alguma coisa vá mudar! Com ou sem o Mourinho! Com ou sem alguns jogadores do plantel! Com ou sem algumas contratações! O 'esquema' está montado e o Benfica aparentemente não tem qualquer estratégia para mudar o Tugão!

Retificações!

Mesmo com análises enviesadas...

De pequeno é que se torce o pepino esverdeado!

A malta quer é ler comunicados e ter razão, o jogo logo se vê...


"Se calhar é altura de respeitar a vontade das maiorias e deixar que o campeonato dos comunicados, das queixas e das suspeições se sobreponha ao do futebol jogado. Humildade democrática...

O FC Porto segue na frente em pontos, mas ligeiramente atrasado em relação ao Benfica, sobretudo, no que respeita às queixas sobre arbitragens. O Sporting intromete-se ali pelo meio, falando mais em toalhas e cones que em lances no relvado, é certo. Está uma luta interessante, que vai animar as últimas semanas da época 2025/2026, antes de descobrirmos, caso a fase de grupos corra bem, que existe uma Seleção Nacional e se disputam Campeonatos do Mundo de futebol.
Mas o futebol que por ora mais interessa aos portugueses — há que respeitar as idiossincrasias — é o dos comunicados, das queixas, do jogo fora das quatro linhas e do tiro ao alvo a árbitros, jornalistas e comentadores, por esta ordem.
Não sabemos — imagine-se — como vai terminar o campeonato do futebol jogado, mas é fácil prever como, em função deste, terminará o dos comunicados/queixinhas/queixonas/indignações.
Se o FC Porto, ainda superfavorito, for campeão vai amenizar as críticas, dizer que «apesar das zonas verdes» ganhou, gozar a onda de vitória e preparar a próxima época com preciosos ensinamentos recolhidos nesta, sobretudo pelo treinador, Francesco Farioli, que andou muitos meses a parecer falar apenas do jogo. Isso é mais fácil quando só se ganha, claro. Foi apenas uma questão de perder uns pontos, tomar-lhe o hábito e ver como fez José Mourinho desde que regressou a Portugal. Desde então raramente interveio sem falar em jogos de bastidores, arbitragens, inclinações e perversões de jogo. Aprendeu depressa e bem, em suma, e se na próxima temporada se mantiver ao leme azul e branco terá tempo de contar com esta parte da estratégia logo desde a pré-época.
Se o Sporting for campeão vai ser um ai-Jesus a duas vozes; se o Sporting não for campeão mas ficar em segundo pode seguramente contar com o ai-Jesus (nada com o mestre da tática, atenção) do outro lado da Segunda Circular. Mas provavelmente poderá o FC Porto contar com um ai-Jesus leonino, caso haja mais casos de monta até final da Liga.
Se o campeão for o FC Porto ou o Benfica e eles ocuparem os dois primeiros lugares, certamente os leões não perderão tempo na tentativa de recuperar no campeonato da lamechice.
São iguais, todos, e só variam consoante as circunstâncias. Ao contrário do que dizia um jornal espanhol ontem, não há «um escândalo sem precedentes» em Portugal: há a gritaria do costume, que se repete anos após ano. Mas a malta gosta..."

Somar três pontos


"O Benfica visita o Casa Pia em Rio Maior, com início do jogo agendado para as 20h45. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Vencer em Rio Maior
O treinador do Benfica, José Mourinho, sublinha que "tantas coisas estranhas têm acontecido neste Campeonato desde o início". Relativamente à partida com o Casa Pia, só a vitória interessa: "Esperamos um jogo difícil, mas, mais uma vez, vamos tentar ganhar."

2. Coisas estranhas
Só na atual jornada…

3. Mais perto do hexa
A equipa feminina de futebol do Benfica ganhou, por 2-0, frente ao Torreense, continuando na liderança do Campeonato Nacional com 8 pontos de avanço sobre o 2.º classificado, quando estão por disputar 3 jornadas.

4. Outros resultados (formação)
No futebol de formação, os Juniores empataram 2-2 com o Sporting, os Juvenis foram derrotados por 0-2 pelo Rio Ave e os Iniciados ganharam 2-1 ao FC Porto.
Os Infantis ganharam o Torneio da Pontinha, derrotando, na final, o FC Porto por 4-1, e, no feminino, no mesmo escalão etário, o Benfica conquistou a IberCup Cascais 2026.

5. Outros resultados (masculinos)
No basquetebol, vitória por 82-108 no pavilhão do Galitos. Em futsal, triunfo por 3-4 no reduto do Torreense e apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal. Em voleibol, vantagem nas meias-finais dos play-offs ante o Leixões após a primeira partida (3-0). Em râguebi, sucesso ante o Cascais (42-28) e liderança isolada do Campeonato.

6. Outros resultados (femininos)
Triunfos em andebol (33-26 à Academia São Pedro do Sul e apuramento para as meias-finais da Taça de Portugal), basquetebol (67-96 no Esgueira e vantagem nos quartos de final dos play-offs), futsal (1-4 na Novasemente e liderança dos quartos de final dos play-offs) e voleibol (2-3 no FC Porto e liderança das meias-finais do Campeonato).

7. Taça das Nações
Nove hoquistas do Benfica participaram na competição ao serviço de várias seleções.

8. Recorde pessoal
Samuel Barata conseguiu o seu melhor tempo nos 10 quilómetros em estrada.

9. Iniciativas pascais
Veja as melhores imagens do peddy paper de Páscoa organizado para os atletas residentes no Benfica Campus e da "Caça aos Ovos da Páscoa" empreendida pelo Museu Benfica – Cosme Damião.

10. Apoie a Fundação Benfica
Sem custos, pode ajudar a Fundação Benfica a ajudar quem mais precisa. É só colocar o NIF 509 259 740 na declaração anual de IRS.

11. Casa Benfica Castro Verde
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 23.º aniversário."

Quando o impossível deixa de ser hipótese e passa a comportamento


"Durante os dias que antecederam os recentes jogos europeus de Sporting e SC Braga, a narrativa era clara: «É possível, mas improvável». A desvantagem de golos trazida da primeira mão colocava as equipas portuguesas numa posição onde o discurso racional assentava na factualidade dos números. E, no entanto, ambos os jogos foram outra coisa, quase um exemplo pedagógico de como, em determinados contextos, a performance não se explica apenas pelo talento ou pela tática, mas pela forma como uma equipa constrói, sustenta e protege a crença.
As reviravoltas históricas operadas na segunda mão foram a materialização de um estado coletivo muito específico: intensidade sustentada, compromisso total com o plano e, sobretudo, uma relação funcional com a pressão. Equipas que entram presas ao resultado, ao passado recente ou à dimensão do desafio tendem a colapsar cognitivamente: decisões mais lentas, menor clareza e maior rigidez comportamental. Pelo contrário, quando existe um alinhamento entre intenção, execução e significado, a performance tende a libertar-se.
O que se viu no terreno de jogo foi precisamente isso: equipas que não jogavam contra o resultado, mas em prol de um objetivo. A intensidade inicial, o volume ofensivo e a persistência, mesmo quando o tempo corria, sugerem que o foco não estava no «e se não acontecer?», mas no «como fazemos para continuar?». Esta mudança de foco é central em contextos de alto rendimento.
Curiosamente, este tipo de desempenho é muitas vezes romantizado como épico, quando, na realidade, resulta de processos muito concretos. A crença não surge espontaneamente na noite do jogo, mas constrói-se ao longo do tempo através de experiências acumuladas, de liderança consistente e de um enquadramento psicológico que permite aos atletas lidar com a incerteza e a pressão sem bloquearem. É a diferença entre motivação momentânea e preparação estrutural.
Contudo, reduzir os desempenhos de excelência a que assistimos apenas a uma questão de crença, isoladamente, constitui uma explicação redutora. Isto porque esta não pode ser entendida como um pensamento positivo descontextualizado, mas como um output de processos consistentes — preparação técnica, rotinas mentais estruturadas e evidências acumuladas de competência. Quando ancorada nestes processos, a pressão é reinterpretada de ameaça para desafio, deixando de ter um efeito paralisante e passando a funcionar como um catalisador de desempenho. Nesse estado, o atleta utiliza a ativação fisiológica a seu favor, canalizando a atenção para a execução em vez de se deixar capturar pela ansiedade.
É também aqui que o jogo ganha uma dimensão coletiva mais profunda. Porque o rendimento de uma equipa, nestes contextos, não resulta apenas da soma das competências individuais. Resulta da forma como essas competências são organizadas, alinhadas e reguladas em tempo real. E isso depende, em grande medida, da qualidade do ambiente interno — do clima que se constrói, da forma como se lidera e do modo como se comunica.
Neste ponto, o papel da liderança, e em particular do treinador, torna-se central. Jogos desta natureza não se preparam apenas do ponto de vista tático. Exigem igualmente um enquadramento psicológico claro, consistente e orientado para a superação. Rui Borges e Carlos Vicens conseguiram recentrar as equipas no que era controlável: o comportamento, a execução e a continuidade. Em vez de amplificar o peso do resultado a recuperar, houve uma orientação para o processo. Este tipo de liderança não elimina a pressão, mas ajuda a organizá-la e reinterpretá-la.
Para além disso, a liderança manifesta-se também na forma como se gere o jogo em tempo real — nas decisões, nos ajustes e na comunicação constante com a equipa. É essa presença reguladora que permite evitar oscilações abruptas e manter uma linha comportamental coerente ao longo dos 90 minutos (e além deles).
Também é relevante olhar para o papel do contexto. Um estádio cheio, um ambiente emocionalmente carregado e uma narrativa coletiva de possibilidade — tudo isso pode alavancar a performance. Mas apenas se a equipa tiver recursos internos para o transformar em energia funcional. Caso contrário, transforma-se em pressão desorganizadora.
Há um conceito frequentemente discutido na psicologia do desporto e da performance que ajuda a explicar estes momentos: a capacidade de manter a ação orientada para o processo em cenários de elevada exigência. Não é ignorar o resultado, mas evitar que ele domine a execução. Quando isso acontece, abre-se espaço para aquilo que muitas vezes descrevemos como momentum — não como algo místico, mas como a consequência de uma sequência de comportamentos consistentes que reforçam a perceção de controlo.
Estes jogos são um exemplo claro de como a performance de elite depende tanto de fatores psicológicos quanto técnicos e físicos. E, sobretudo, como esses fatores são treináveis, estruturáveis e integráveis no funcionamento de uma equipa.
Há uma tendência para classificar estas noites como «inexplicáveis». Mas talvez seja mais rigoroso dizer que são difíceis de antecipar, não de compreender. Porque, quando analisadas com mais detalhe, revelam padrões consistentes: a forma como a equipa entra em jogo, como gere os momentos críticos e como sustenta a sua identidade ao longo do tempo.
São esses padrões que tornam o improvável executável.
É precisamente esse tipo de fenómenos, a forma como equipas lidam com a pressão, como constroem estabilidade e se superam, que têm vindo a ser analisados na Psicologia do Desporto, incluindo em trabalhos recentes como Intervenção Psicológica em Contexto Desportivo (PACTOR Editora). Não na perspetiva de encontrar fórmulas mágicas para feitos como estes, mas de compreender os mecanismos que aumentam a probabilidade de acontecerem e de os potenciar.
Porque, no desporto de alto rendimento e no futebol em particular, o que diferencia as equipas é a forma como aprendem a relacionar-se com o omnipresente impossível e esta perspetiva é fascinante."