quinta-feira, 2 de abril de 2026

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Schjelderup: da quase saída à revelação


"Há jogadores que precisam de mais tempo para se afirmar, e foi o caso de Schjelderup, que é agora uma peça essencial no Benfica de Mourinho e atrai interesses mais sérios lá de fora

Andreas Schjelderup é hoje, provavelmente, o jogador mais apetecível do plantel do Benfica. Pela idade, pelo potencial, pela qualidade que tem demonstrado em campo, é natural que os próximos tempos sejam de maior atenção internacional e que a estrutura encarnada se prepare para um eventual ataque no mercado de verão. E ainda, caso não chegue uma proposta ao nível esperado, que a renovação seja posta em cima da mesa, conforme noticiamos hoje em A BOLA.
O caso de Schjelderup é muito curioso. O jovem jogador foi tendo oportunidades e até certa altura pareceu não as agarrar, sendo que pelo meio foi condenado por partilhar um vídeo sexual com menores, com toda a gravidade e o impacto que isso pode ter numa carreira e num clube. No final de 2025, quando José Mourinho se queixava muito da falta de extremos, o norueguês esteve mesmo na porta de saída, mas meia dúzia de jogos mudaram o seu estatuto na equipa. À quarta época na Luz, foi mesmo considerado a revelação no futebol masculino do Benfica, com direito a prémio Cosme Damião. Se em janeiro tivesse mesmo ido para o Club Brugge, ninguém se lembraria dele na gala...
O futebol tem destas coisas e bem sabemos o quão injusto consegue ser. Agora, Schjelderup é indiscutível nos encarnados e vai brilhando também na seleção. Por mérito próprio, claro, mas também do treinador que precisou de tempo para ver nele não só uma solução, como um trunfo. E, com isso, ganha interesse também para a administração encarnada que, aproximando-se o final da época, começa a fazer contas à hipótese de ficar de fora da próxima Liga dos Campeões. Acabe como acabar, o Benfica precisa sempre de vender (e não é o único, pois claro) e é importante ter ganho entretanto este novo ativo. Por outro lado, uma proposta baixa é agora muito menos aceitável, mas todas as dores de cabeça fossem essas...
Schjelderup é a prova de que o futebol é o momento - e este é o momento do jovem norueguês e do Benfica se aproveitarem do bom futebol demonstrado."

Lukebakio....

Nico...

Arbitragem: o erro que todos veem… e o desgaste que ninguém vê


"Na arbitragem, decide-se em segundos. Mas aquilo que influencia essas decisões constrói-se muito antes.

Num futebol cada vez mais rápido, mais físico e mais exposto, o árbitro vive num permanente limite. Cada decisão tem impacto direto no resultado, no jogo e na narrativa que o envolve. Não decide apenas um lance — decide contextos, emoções e consequências que ultrapassam o próprio momento e que moldam a perceção do jogo. E, ainda assim, continuamos a olhar para a arbitragem quase exclusivamente através do erro. O lance. A repetição. A crítica.
Raramente olhamos para aquilo que está por trás da decisão. A arbitragem é, provavelmente, um dos contextos mais exigentes do desporto a nível psicológico. O árbitro não gere apenas regras — gere emoções, conflito, pressão social e responsabilidade competitiva, tudo em simultâneo. É chamado a manter lucidez num ambiente onde tudo à sua volta é intensidade, contestação e ruído. Vive num contexto onde a margem de erro é mínima… mas a exposição ao erro é máxima.
E este desequilíbrio não é neutro. Tem impacto. Tem desgaste. Tem consequência. A evidência mostra que a esmagadora maioria dos árbitros já foi exposta a situações de abuso ao longo da carreira, com impacto direto na sua saúde psicológica. Isto não é um detalhe isolado. É um padrão estrutural que se repete ao longo do tempo. Quando este contexto não é acompanhado, o impacto acumula-se de forma silenciosa: stress contínuo, ansiedade crescente, fadiga emocional, quebra de confiança e, em muitos casos, burnout.
Mas há um efeito ainda mais profundo — e menos visível. Abandono precoce da carreira. Dificuldade em reter árbitros experientes. Menor atratividade para novos elementos. Ou seja, o problema deixa de ser individual… e passa a ser sistémico. Estamos a comprometer não só o presente, mas também o futuro da arbitragem.
Existe uma ideia muito enraizada no futebol: o erro do árbitro acontece naquele momento. Naquele lance. Mas essa leitura é incompleta. O erro não nasce ali. O erro constrói-se. Constrói-se na acumulação de pressão ao longo das semanas, nos jogos sucessivos sem recuperação emocional adequada, na exposição constante a ambientes hostis e na ausência de suporte estruturado.
Constrói-se também na falta de ferramentas para lidar com a exigência emocional da função. Quando um árbitro entra em campo já emocionalmente desgastado, a sua capacidade de decidir com clareza, rapidez e confiança fica inevitavelmente condicionada.
E há aqui um ponto essencial. A qualidade da decisão não depende apenas da leitura do lance. Depende do estado em que o árbitro chega ao momento da decisão. Clareza cognitiva. Estabilidade emocional. Capacidade de foco sob pressão. Tudo isto influencia diretamente aquilo que depois vemos no campo.
E é aqui que o tema deixa de ser apenas humano… e passa a ser claramente competitivo.
Falar de saúde psicológica na arbitragem não é falar de fragilidade. É falar de desempenho. Um árbitro psicologicamente preparado não é apenas mais resistente. É mais eficaz.
Decide com maior clareza. Mantém níveis de concentração mais estáveis. Resiste melhor à pressão externa. Recupera mais rapidamente do erro. E apresenta maior consistência ao longo da época.
Por outro lado, um árbitro exposto a níveis elevados de stress tende a hesitar mais, a perder qualidade na decisão e a tornar-se mais vulnerável ao contexto envolvente. E no futebol de alto nível, a diferença entre decidir bem ou mal está muitas vezes em detalhes invisíveis.
Há, aliás, um ponto que o futebol ainda não integrou totalmente. Falamos muito de erro, mas pouco de consistência. E consistência não se constrói apenas com conhecimento técnico — constrói-se com estabilidade emocional ao longo do tempo. Um árbitro pode conhecer perfeitamente as regras e, ainda assim, apresentar oscilações de desempenho se não tiver condições para gerir o contexto em que está inserido. Porque o desafio não é apenas decidir bem num jogo. É decidir bem, de forma consistente, ao longo de uma época inteira, em contextos diferentes, com níveis de pressão variáveis e exposição constante.
E isso exige preparação. Exige ferramentas. Exige estrutura.
Sem isso, continuaremos a exigir decisões de alto nível em contextos que não estão preparados para as sustentar. E enquanto essa realidade não for assumida, continuaremos a discutir consequências… sem resolver as causas. Se queremos melhorar a arbitragem, não podemos continuar a atuar apenas na consequência.
A tecnologia evoluiu — o VAR é exemplo disso. A formação técnica também deu passos importantes. Mas continua a existir um espaço crítico pouco desenvolvido: a preparação psicológica estruturada.
A evolução da arbitragem exige uma mudança clara de paradigma. Da reação… para a prevenção. E essa mudança tem de ser operacional. Assente em três pilares fundamentais.
Avaliar. Compreender os riscos psicossociais da função.
Monitorizar. Acompanhar indicadores como stress, carga emocional e exposição a abuso.
Intervir. Desenvolver competências como gestão de stress, tomada de decisão sob pressão, regulação emocional, comunicação, resiliência e gestão do erro.
Não como ações pontuais. Mas como parte integrada do percurso do árbitro.
Isto não é apenas apoio. É performance. Porque quando melhoramos o estado psicológico do árbitro, melhoramos diretamente a qualidade da decisão. E quando melhoramos a decisão, melhoramos o jogo.
Há também aqui uma oportunidade estratégica clara. Reposicionar a arbitragem. Durante muito tempo, foi associada sobretudo à polémica. Mas a arbitragem é um dos pilares centrais do futebol competitivo. Sem decisões consistentes, não há justiça desportiva. Sem árbitros preparados, não há estabilidade competitiva. Sem estabilidade, não há confiança no jogo.
Investir na saúde psicológica dos árbitros é investir no próprio futebol. É aumentar a qualidade das decisões. É reforçar a credibilidade das competições. É garantir maior longevidade nas carreiras. É proteger o futuro da arbitragem. E é reconhecer algo essencial: o desempenho não depende apenas do conhecimento das regras ou da condição física.
Depende, cada vez mais, da capacidade de lidar com pressão, erro e exposição. Se queremos uma arbitragem mais forte, mais consistente e mais respeitada, temos de começar a olhar para além do lance. Não apenas quando há erro. Mas sobretudo antes dele acontecer. Porque enquanto continuarmos focados apenas na decisão, vamos continuar a ignorar os fatores que a influenciam. E talvez esteja aqui um dos maiores desafios — e uma das maiores oportunidades — do futebol atual.
«Na arbitragem, decide-se em segundos. Mas o erro constrói-se muito antes.»"

Benfica FM: Jonas...

Atualidade Benfica


"São vários os temas nesta edição da BNews.

1. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho dos jogadores do Benfica ao serviço das seleções.

2. Com o hexa na mira
Em futebol no feminino, o Benfica tem a possibilidade de se sagrar hexacampeão nacional na próxima jornada da Liga BPI. O desafio com o Torreense é no Benfica Campus, domingo, às 16h00.

3. Jogo do dia
Em futsal, o Benfica visita a ADCR Caxinas às 18h30.

4. Título em análise
Inês Faustino, basquetebolista do Benfica, aborda a conquista da Taça de Portugal em entrevista à BTV.

5. Sorteio
As equipas masculina e feminina de hóquei em patins do Benfica já conhecem os respetivos adversários nas meias-finais da Taça de Portugal: OC Barcelos e Sanjoanense.

6. No museu
Zoe Matthews, que integra o plantel da equipa feminina de futebol do Benfica, visitou o Museu Benfica – Cosme Damião.

7. Open de Portugal de natação
Os nadadores do Benfica estiveram em destaque.

8. Excelente desempenho
Bernardo Cunha é campeão ibérico de heptatlo.

9. Apoie a Fundação Benfica
Jorge Miranda, diretor da Fundação Benfica, elenca algumas das razões que motivam o apoio à Fundação Benfica, o qual pode agora ser feito, sem custos, através da consignação de 1% do IRS."