terça-feira, 31 de março de 2026

OS TRIBUNAIS TÊM SIDO CLAROS NAS CONDENAÇÕES AO PORTO


"1. Todas as decisões dos tribunais têm sido favoráveis ao Benfica nos processos relacionados com o caso dos emails.
2. Agora é hora do Porto pagar ao Benfica - com juros já calculados pelos tribunais - mais de 700 mil euros relativos ao processo que já transitou em julgado.
3. Aguarda-se que seja fixado o valor da outra indemnização a pagar pelo Porto ao Benfica, no caso pelos danos reputacionais, caso já ganho pelo Benfica nos tribunais também.
4. O Benfica, muito legitimamente, após transitar em julgado a primeira condenação ao Porto, solicitou à justiça desportiva que se pronuncie sobre os graves factos dados como provados pelos tribunais das várias instâncias - e aguarda agora, serenamente, que a justiça desportiva se pronuncie. Nada demais, portanto.
5. André Villas-Boas ironizou com a situação. Vamos aguardar pelas decisões da justiça desportiva e, entretanto, ver quando caem na conta do Benfica aqueles mais de 700 mil euros que já não são passíveis de mais recursos por parte do Porto."

Nada mudou...

"Lufada de ar fresco"


"Tenho que comentar isto…mas é complicado, o Porto sabemos desde há décadas que é capaz disto e de outro tanto, mais a mais com o ídolo dos verdadeiros benfiquistas no comando, recuperar táticas da década de 90 para quem já cortou comunicações do VAR, meteu TVs em loop no balneário dos árbitros com os supostos erros que estes cometeram, quem instruiu apanha bolas para esconder bolas…bem isto é apenas mais um dia no escritório para a “LUFADA DE AR FRESCO” do desporto nacional…
O problema aqui para mim, é que os sapos sonsos são também eles atualmente capazes de cometer crimes, fazerem-se de vítimas e depois, com recurso ao que o Dr Varandas disse de peito feito “acha que na há juiz, secretário de estado ou whatever que não se atravesse pelos Sporting se for preciso???”
Eles cometem os crimes à luz do dia, estão de costas quentes, e a culpa não, não é do Rui Costa como muitos, esses sim, CÚMPLICES desta corja gostam de vir comentar, a culpa é mesmo desses “Verdadeiros adeptos” que ao invés de atacarem os dois maiores grupos criminosos do desporto atual e passado , se juntam a estes para atacar o Benfica por agir dentro da lei, é isto, é simples não é!
Cúmplices valem tanto como os merdas azuis e verdes!!!"

Sermão ao Neto


"Jogo de Portugal no México não terá aumentado as dúvidas de Roberto Martínez, mas deve justificar uma conversa do selecionador para canalizar a irreverência do extremo do Chelsea

Se o ponteiro do relógio avançou uma hora por altura do apito inicial do México-Portugal, os 90 minutos seguintes pouco ou nada adiantaram na preparação para o próximo Campeonato do Mundo.
Claro que este estágio de março não será desperdício de tempo, mas o jogo de reinauguração do Estádio Azteca foi um enorme bocejo para quem decidiu dar as boas-vindas ao horário de verão.
Nem a boa dinâmica de Samu — um dos jogadores na luta pelas escassas vagas abertas — conseguiu contrariar a monotonia de um encontro digno de pré-época. Nada que surpreenda, tendo em conta as ausências na convocatória, a falta de entrosamento no onze e o receio de desgaste/lesão, sobretudo para quem sabe que o lugar na convocatória está garantido. Salvo qualquer azar, lá está.
Perante este contexto, a exibição no México não justifica maior preocupação com a equipa das quinas, o que está longe de significar que esteja tudo bem, nem tão pouco que seja tudo para deitar fora.
Vamos lá ver o que dará o outro ensaio com uma seleção anfitriã, a dos Estados Unidos, mas, pelo menos para já, Roberto Martínez não terá encontrado motivos para mais dúvidas.
Existem razões para um sermão, mas individualizado, e não de cariz técnico-tático. O desentendimento de Pedro Neto com Jesús Gallardo deve ser enquadrado com outros comportamentos recentes do internacional português. Expulso com dois cartões amarelos no espaço de três minutos, no início do mês, frente ao Arsenal, o extremo português do Chelsea ainda recebeu um segundo jogo de castigo pela forma como reagiu à decisão do árbitro. Apenas dez dias depois empurrou um apanha-bolas no reduto do PSG, num gesto que procurou amenizar com a oferta da camisola ao referido jovem, e que mereceu uma advertência por parte da UEFA.
Para lá da consistência nos blues, Pedro Neto tem sido peça importante na Seleção. Há uma certa fúria no seu futebol, da qual só tínhamos visto o lado positivo, até bem recentemente. Os gestos do último mês são perfeitamente dispensáveis, ainda para mais na antecâmara do Campeonato do Mundo. Pode existir uma razão por trás dos mesmos, porventura até pessoal, mas isso, se for o caso, só acentuará a necessidade de um acompanhamento mais dedicado.
A impetuosidade de Pedro Neto faz falta à Seleção, mas quando aplicada com a bola nos pés, para atacar a apatia que, por vezes, contagia a equipa."

Pelé, Maradona e... Ronaldo


"E se a 23 de junho, frente ao Uzbequistão, Ronaldo se transformasse em Pelé, João Cancelo em Carlos Alberto e Vitinha em Maradona?

De repente, voltou a falar-se de Pelé e de Maradona. Ambos mortos. Ambos deuses da relva. Ambos sul-americanos. Ambos campeões do mundo. Ambos no grande Azteca. Por aquele famoso estádio passaram outros grandes nomes em fases finais de Mundiais. Em 1970, por exemplo, brilharam naqueles 7.140 metros quadrados nomes como o uruguaio Mazurkiewicz; os italianos Facchetti, Mazzola, Riva e Rivera; o peruano Cubillas; os alemães Maier, Schnellinger, Beckenbauer, Seeler e Mueller; os ingleses Moore, Charlton e Hurst; ou os brasileiros Carlos Alberto, Jairzinho, Tostão e Rivellino.
Dezasseis anos mais tarde, em 1986, foi a vez de outros grandes futebolistas brilharem no mítico Azteca: os italianos Bergomi, Cabrini, Scirea, Conti, Altobelli ou Vialli; o sul-coreano Bum-kun Cha; o argentino Valdano; os belgas Pfaff, Gerets, Van der Elst, Vercauteren, Scifo ou Ceulemans; os mexicanos Hugo Sánchez e Negrete; o paraguaio Romero; os ingleses Shilton, Hoddle, Beardsley ou Lineker; os alemães Schumacher, Magath, Matthaus, Rummenigge, Voeller ou Littbarski.
De fora, deixámos os dois maiores: Pelé e Maradona. A 21 de junho de 1970, na final do Mundial, no Azteca, Pelé fez a assistência para aquele que é considerado o golo coletivo mais perfeito da história do futebol. A bola foi recuperada por Tostão, Clodoaldo driblou quatro italianos num espaço curtíssimo antes de a passar a Rivelino, que faz um passe profundo para a corrida de Jairzinho pela lateral. Este arrasta a defesa ao fletir para o meio e passa a bola a Pelé. O génio dos génios está parado. Aguarda uns instantes (ao vivo, deverá ter parecido um século) e, sem olhar para a direita, deixa a bola rolar, com suavidade, na direção de Carlos Alberto. O capitão brasieiro aparece sozinho na direita e desfere um remate forte, cruzado e rasteiro, sem hipótese para Albertosi: 28 toques e 30 segundos para a eternidade: golaço, golaço, golaço. Ainda hoje, 56 anos depois, se fala dele. Do golo, da jogada, do remate e da calma budista do sr. Edson Arantes do Nascimento.
Dezasseis anos mais tarde, foi a vez de outro génio dos génios: Maradona. A 22 de junho, nos quartos de final do Mundial, no Azteca, num Argentina–Inglaterra, Maradona marcou dois golos históricos. Primeiro, numa jogada em que tentou colocar a bola em Valdano à entrada da área, esta acabou por chegar a Hodge, que a aliviou em arco para a sua própria área. Shilton saiu da baliza e, como todos sabemos, Maradona saltou e, com o punho esquerdo, fez golo. Não havia VAR — e foi golo. Pouco depois, Maradona recebeu a bola de Héctor Enrique (hoje seria considerada assistência) e iniciou uma corrida de mais de 50 metros em que, como um barrilete cósmico, passou por quatro ingleses (duas vezes por Butcher) e, à saída de Shilton, desviou a bola com o pé esquerdo para o fundo da baliza: golaço, golaço, golaço.
No Mundial de 1970 foi a 21 de junho; no Mundial de 1986, a 22 de junho; e no Mundial de 2026 haverá um Portugal–Uzbequistão a 23 de junho. Não espero menos que um golaço coletivo de Portugal ou uma jogada individual em que a bola corra mais de 50 metros. João Neves recupera a bola, mete-a em Vitinha, que dribla quatro adversários e a cede a Bruno Fernandes. Lançamento longo para a corrida de Bernardo Silva, compasso de espera e bola em Cristiano Ronaldo. O génio dos génios está parado. Aguarda uns instantes (ao vivo, vai parecer um século) e, sem olhar para a direita, deixa a bola rolar, com suavidade, na direção de Cancelo: golaço, golaço, golaço. Outra hipótese é Vitinha receber passe de Gonçalo Inácio (conta como assistência) antes do círculo central, fintar quatro adversários e, à saída do guarda-redes, marcar golo. Terceira possibilidade seria CR7 fazer golo com o punho esquerdo, mas, infelizmente, há VAR em Hostoun."

Dois títulos


"Nesta edição da BNews, o destaque recai nas conquistas de Taças de Portugal pelas equipas femininas de basquetebol e de polo aquático do Benfica.

1. 4.ª Taça de Portugal
O Benfica é vencedor da Taça de Portugal de basquetebol no feminino pela 4.ª vez. Na final, vitória frente ao GDESSA por 76-56. Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, salienta o regresso ao triunfo da competição: "É a reconquista da Taça de Portugal para o nosso Clube, o que dá um significado ainda mais especial a este êxito."

2. 8.ª Taça de Portugal
O Benfica bateu o CA Pacense por 24-6 na final da Taça de Portugal de polo aquático no feminino e sagrou-se vencedor da prova pela 8.ª vez. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica enaltece o "enorme trabalho e compromisso da equipa técnica, das atletas e do staff".

3. Contributos internacionais
Acompanhe o desempenho de jogadores do Benfica nas seleções.

4. Outros resultados
No masculino, vitórias benfiquistas em andebol (35-27 à Águas Santas), basquetebol (89-70 à Ovarense), voleibol (no SC Espinho, por 1-3, e apuramento para as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional) e râguebi (27-33 no CDUL e subida ao 1.º posto do Campeonato Nacional). Os Iniciados Sub-15 de futebol empataram sem golos em Tondela. Relativamente ao feminino, no voleibol o Benfica está nas meias-finais do play-off do Campeonato Nacional ao ganhar, por 1-3, no reduto do Leixões. Em hóquei em patins, dupla vitória neste fim de semana (5-1 à Sanjoanense e 11-4 ao HC Maia). Em andebol, triunfo ante a Academia São Pedro do Sul (33-19).

5. Convocatórias
A mais recente chamada da Seleção Nacional de futebol no feminino inclui 6 atletas do Benfica. E consta uma na convocatória da seleção brasileira Sub-20.

6. Excelente desempenho
O triatleta Vasco Vilaça conquistou a medalha de ouro da Taça da Europa em Quarteira.

7. 18.ª Corrida Benfica
A 18.ª edição da Corrida Benfica contou com mais de 15 mil participantes. O atleta do Benfica Rodrigo Freitas ganhou a prova no masculino.

8. Reforço
O canoísta Gustavo Gonçalves junta-se ao Benfica.

9. Fundação Benfica
São 11 os projetos ativos em diversas áreas.

10. Casa Benfica Braga
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 55.º aniversário."

Jogadores a conta-gotas, 880 quilómetros de autocarro, viagens em separado: depois do pesadelo logístico, o Iraque acredita no Mundial


"O conflito no Médio Oriente deixou em dúvida a participação da equipa asiática no play-off de apuramento para o torneio, levando os iraquianos a pedir o adiamento do jogo. A FIFA não acedeu e, tomando caminhos diferentes, os vários elementos da seleção lá conseguiram chegar ao México, onde discutirão com a Bolívia um sonhado bilhete para o próximo verão

Seguir os últimos dias da seleção do Iraque foi, mais do que ver uma equipa de futebol, como acompanhar uma série sobre viagens, quase um desafio sobre as mil e uma maneiras de ir da Europa ou do Médio Oriente até ao México. E, no fim das peripécias, ver os protagonistas reunidos em Guadalupe, prontos para o jogo das suas vidas.
Vamos por partes. O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, e subsequente retaliação, levou a que as autoridades do Iraque decretassem, a 28 de fevereiro, o fecho do espaço aéreo do país. Ora, isto gerou um problema para a seleção de futebol, que tinha de viajar para o México, onde disputaria o acesso ao primeiro Mundial da história iraquiana desde 1986.
As dificuldades logísticas foram-se ampliando. Sem vistos para entrar nos EUA, a equipa teve de cancelar um período de treinos prévio ao play-off em Houston. Sem embaixada mexicana em Bagdade, as autorizações administrativas também se apresentavam como um desafio.
A FIFA, segundo o “Guardian”, propôs que o Iraque, cuja maioria dos jogadores milita na liga do país, realizasse uma viagem de autocarro de 25 horas, até Istambul, para da Turquia voar para o México. O conjunto asiático rejeitou.
Para cúmulo, o selecionador também foi apanhado nos congestionamentos de trânsito. Graham Arnold, técnico que levou a Austrália aos oitavos de final do Catar 2022, ficou preso no Dubai, onde fora ver Mohanad Ali, estrela da equipa — e ex-Portimonense — que atua no Dibba, nos Emirados.
Perante este cenário, Arnold apelou a que o play-off fosse adiado. Na opinião do australiano, Bolívia e o Suriname deveriam disputar a partida que daria acesso ao embate contra os iraquianos, que ficaria em suspenso até haver mais certezas quanto ao futuro — e, eventualmente, haver uma saída do Irão do Mundial que poderia dar acesso direto ao Iraque. A FIFA rejeitou.

Da Jordânia, da Croácia, de Madrid, de Lisboa
Com vista ao embate no belo estádio do Monterrey, onde do outro lado estará a Bolívia, que eliminou o Suriname, foi, então, necessário seguir diferentes rotas, caminhos diversos, na tal odisseia rumo ao sonho do Mundial. Jogadores a conta-gotas, 880 quilómetros de autocarro, viagens em separado: depois do pesadelo logístico, o Iraque acredita no Mundial que poderia dar acesso direto ao Iraque. A FIFA rejeitou.
O grosso da comitiva conseguiu uma deslocação terrestre menos distante do que a proposta de Istambul. Quando os bombardeamentos já chegavam a território iraquiano, um autocarro saiu de Bagdade rumo a Amã, a capital da Jordânia, cruzando cerca de 880 quilómetros. De lá voaram, via Lisboa, até ao México, numa viagem de três dias.
A diplomacia também entrou em campo, com as autoridades iraquianas a conseguirem obter vistos nas embaixadas do México em Doha, no Catar, e Riade, na Arábia Saudita.
Não obstante, faltavam ainda elementos em Guadalupe. Assim, os caminhos alternativos foram sendo seguidos através das contas nas redes sociais da Federação do Iraque, empenhadas em mostrar as dificuldades acrescidas da jornada.
O selecionador teve de esperar vários dias no Dubai até obter um voo para Zagreb, na Croácia. Zidane Iqbal, do Utrecht e uma das figuras da equipa, viajou por Madrid para se juntar aos colegas. E assim, a pouco e pouco, o plantel foi-se completando.
O Iraque não vai a um Mundial há 40 anos, quando, no México 1986, somaram derrotas diante Paraguai, Bélgica e os anfitriões. Quando for madrugada de quarta-feira em Lisboa (4h00), o sonho estará à distância de um desafio diante da Bolívia, ausente do grande palco desde 1994. Poucas vezes a exigência da viagem foi tão proporcional à importância do destino a que se pretende chegar."

Liverpool e a beleza de um adeus


"Além de todas as características que os distinguem das outras espécies, a incompatibilidade com despedidas é um requisito para se ser considerado humano. Ninguém consegue ensinar o maldito do coração a lidar com a partida daquilo que durante um tempo considerável o fez feliz. A saudade é filha dessa separação.
Mohamed Salah deixará de ser jogador do Liverpool no final da época. A antecedência do anúncio distribuirá a dor dos mais apegados por cada um dos jogos que ainda tem para realizar ao serviço dos reds. Mais do que isso, cada entrada em campo será uma celebração de um dos melhores de sempre da Premier League.
Salah fez todos acreditarem que os golos vêm de uma árvore que dá fruta o ano inteiro. Ultrapassou sempre os adversários pela direita, a sua via de trânsito preferida, construindo caminhos – a julgar pela velocidade, pareciam autoestradas – para as redondezas da baliza. No seu ritmo, sempre alucinante, o egípcio de 33 anos chegou ao quarto lugar da lista de melhores marcadores de sempre da Liga Inglesa (191). Só o 200 Club, composto por Wayne Rooney (208), Harry Kane (213) e Alan Shearer (260), o supera. Juntando a variável das assistências, nunca alguém na Premier League esteve envolvido em tantos golos (281) por um só clube.
Um jogador histórico numa era histórica. Antes de Salah empolgar Anfield, o Liverpool não ganhava a Premier League há quase 30 anos e a Liga dos Campeões há mais de 10. A saída do extremo dá-se após ter ajudado a renovar o espólio do museu com novos exemplares dessas taças, conquistas que ressuscitaram o ego do clube. Se tivesse que descrever as suas principais qualidades numa entrevista de emprego, o Liverpool desse tempo teria que elogiar o trio Mohamed Salah-Sadio Mané-Roberto Firmino, a vibrante fórmula de ataque desenvolvida por Jürgen Klopp.
O arranque de época do Liverpool acolheu ao engano um período de dez jogos na Premier League em que os reds saíram sem a vitória em oito. Nesse momento, Mohamed Salah amuou com a quantidade de vezes que Arne Slot o deixou no banco, algo que o fez sentir-se “muito dececionado”, tanto que desabafou em frente aos microfones. “Fiz muito por este clube ao longo dos anos. Parece que o clube me atirou para debaixo do autocarro. É assim que me sinto. Alguém queria que eu levasse com a culpa toda.” O anúncio da saída do atacante foi, de parte a parte, feito sem deixar o rancor estragar as nove épocas de ligação que não se sentem representadas por um instante de birra.
Os grandes clubes veem-se na maneira como se despedem das lendas. A elevação do Liverpool no momento da saída de Mohamed Salah dá esperança aos que ficam de também poderem deixar o clube como heróis e essa expectativa une, vincula e motiva. Pode até ser usada para convencer outros a conseguirem grandes feitos com a garantia de que não serão vistos como uns indivíduos quaisquer. Ninguém gosta de despedidas, mas no espectro de formas que estas podem assumir, o Liverpool tem queda para escolher as melhores.
A única maneira de imaginar o último jogo de Salah em Anfield é com um “You’ll Never Walk Alone” dedicado ao seu legado. Pelo menos, é o que os exemplos sugerem. Foi assim com Steven Gerrad, foi assim com Jürgen Klopp e foi assim com Diogo Jota, que não podê esperar para o ouvir a partir do relvado."