sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Parabéns...
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— Scof (@_scof1904) February 12, 2026
Uma receção especial ao nosso capitão! 🥳 pic.twitter.com/2kVzo81n1W
— SL Benfica (@SLBenfica) February 12, 2026
Farioli e Rui Borges mudaram e ganharam
"Italiano acertou ao voltar a juntar Kiwior e Bednarek no centro da defesa; técnico leonino também foi feliz ao recuperar Morita para o onze, o que permite libertar o melhor Hjulmand.
O clássico deu empate e o maior beneficiado acabou por ser o Benfica, que reentrou na corrida pelo título. Podem, agora, dragões e leões lamentarem-se do 1-1 final, mas, sejamos justos, o resultado que mais se justificava era mesmo a igualdade.
Se FC Porto e Sporting ganharam um ponto ou perderam dois só lá para maio saberemos. Para mim, e colocando-me na posição dos treinadores, considero que ganharam.
O último clássico fez-me recordar o anterior disputado no Dragão. O posicionamento das equipas era idêntico, com o líder com quatro pontos de vantagem e, dizia-se, com a possibilidade de em caso de vitória afastar o rival das contas do título. Então, como agora, o receio de perder foi superior à ambição de ganhar.
FC Porto e Benfica terminaram empatados (0-0) e, verificou-se depois, o resultado acabou por ser positivo para ambos. Afinal, os azuis e brancos continuam destacados na liderança e as águias ainda estão na discussão do título, apesar de desde essa 8.ª jornada da Liga terem somado mais quatro empates — Casa Pia, Sporting, SC Braga e Tondela.
O clássico de segunda-feira não foi espetacular, mas acabou por ser rico em termos táticos. Francesco Farioli e Rui Borges surpreenderam no capítulo estratégico e acertaram. O italiano do FC Porto prescindiu do experientíssimo Thiago Silva e recuperou para o centro da defesa a dupla de ferro polaca. Kiwior é o melhor central dos dragões e, apesar de compreender a opção de desviá-lo para lateral-esquerdo, de forma a encaixar no onze os melhores jogadores, a equipa fica bem mais organizada com o ex-Arsenal ao lado de Bednarek, que, não por coincidência, também cresce ao lado do compatriota.
É o chamado jogo de duplas. Nem sempre os dois melhores jogadores fazem a melhor dupla. A melhor dupla sai da melhor articulação das características de dois jogadores e, neste caso, até o tempo joga a favor da dupla Kiwior-Bednarek, que, como sabemos, já vem da seleção da Polónia. Veremos se Farioli resiste ao estatuto — e, a bem da verdade, também à classe — de Thiago Silva e mantém a dupla de ferro do eixo. Para já, com Kiwior lesionado, problema resolvido.
Também Rui Borges se socorreu de uma velha dupla para o clássico do Dragão, recuperando Morita para o onze, juntando-o a Hjulmand. O japonês, que está de saída de Alvalade, em final de contrato, continua a ser um médio de grande qualidade. O parceiro perfeito para o dinamarquês, no tal jogo de duplas. Sou apreciador das qualidades de João Simões, mas Morita dá à equipa um toque extra, dá-lhe outra clarividência, com e sem bola, e liberta o melhor… Hjulmand. Talvez esteja aqui a explicação para o apagamento recente do dinamarquês.
Por falar em duplas, também estou curioso para perceber qual a preferida de José Mourinho para o meio-campo mais recuado do Benfica. Privado dos dois jogadores mais utilizados na posição, Richard Ríos e Barrenechea, devido a lesão, o treinador encontrou em Aursnes e Leandro Barreiro uma excelente combinação, como se viu nos jogos mais recentes. Como diz o povo, não há fome que não dê em fartura e dentro em breve, com as recuperações do colombiano e do argentino, serão inúmeras as opções à disposição de Mourinho.
E então o problema será encaixar em dois lugares Aursnes, Barreiro, Ríos e Barrenechea, para já não chamar à equação Manu Silva, ou, se preferirem, nas cinco posições atrás de Pavlidis todos aqueles médios e ainda Rafa, Sudakov, Lukebakio, Prestianni, Schjelderup e Bruma..."
Que tristes são as tradições do futebol português
"Enquanto na Europa se celebra o fim da ideia egoísta da Superliga, em Portugal perpetuam-se lamentáveis tradições, seguidas de comunicados e guerrilhas institucionais
Em Ibiza, elementos do Podemos, com apoio do PSOE, sugerem a proibição do futebol nos recreios das escolas. Relevemos por agora a parvoíce da ideia e pensemos um pouco mais além: ao afirmarem que o futebol «é tóxico», é provável que estes partidos não estejam a pensar no jogo propriamente dito, mas no que anda normalmente à volta dele. E aí começam a ganhar razão. No que respeita a Espanha também — não esqueçamos uma série de polémicas antigas ou, mais recentemente, a pressão que os meios de comunicação de determinado clube fazem semanalmente sobre as arbitragens.
Mas realmente, olhando para os exemplos de casa e para os do país vizinho, é inteligente aconselhar alguma prudência na abordagem do futebol junto das crianças.
Da tribuna presidencial do Dragão, antes do FC Porto-Sporting, chegou a casa dos portugueses um excelente sinal, quando Frederico Varandas entrou, cumprimentou toda a gente, incluindo André Villas-Boas, e se sentou a dois lugares do dono da casa, ao lado do presidente da Câmara Municipal do Porto. Mas sabíamos, na altura, o que se passava alguns metros abaixo, na vertical, e o que viria a passar-se durante o jogo e na parte final do mesmo.
Alguns metros abaixo, os leões sentiram o incómodo de ver o balneário pejado de fotografias com capas de jornais a exaltar feitos portistas, incluindo por cima dos urinóis. Não sendo a forma mais cortês de receber visitas, convenhamos também que não se trata de um facto grave nem condicionador, até porque o visitante tem acesso ao balneário com tempo suficiente para decorá-lo como quiser. Já a sala habitualmente destinada ao staff leonino fechada ou a alegada temperatura excessiva do ar condicionado parecem configurar situações muito negativas.
Mas pior, mesmo, foi a atitude de pessoas ligadas ao FC Porto que tiraram da baliza a toalha com que o guarda-redes Rui Silva seca as luvas (ironicamente, a última vez que vimos isto foi em território... mouro, na final da CAN) e, ao nível do inclassificável, as bolas de reposição rápida escondidas quando parecia que a equipa da casa ia vencer.
Enquanto se celebra, na Europa, o fim da ideia elitista e egoísta da Superliga Europeia, o futebol português continua a manter as suas piores tradições, com os comunicados da ordem a marcarem a agenda dos dias seguintes. Quando é que avança a centralização de direitos TV, mesmo?..."
Os limites (in)visíveis do Dragão
"O Dragão sempre foi território de combate. Mas há uma diferença clara entre transformar um estádio numa fortaleza competitiva e convertê-lo num campo onde tudo vale para fragilizar o adversário. No último clássico, essa fronteira parece ter ficado para trás
Há coisas que escrevemos com a convicção de quem acredita estar a tocar numa verdade quase imutável. No dia 15 de janeiro, nesta mesma coluna, a propósito do clássico entre FC Porto e Benfica para a Taça de Portugal (1-0), sublinhei que, no Estádio do Dragão, não se joga apenas futebol — sobrevive-se para vencer. Que ali cada duelo é físico e mental, cada bola dividida pesa mais do que o mais elaborado dos esquemas táticos desenhados no quadro.
Disse-o certo de que não era uma impressão circunstancial. Era, e é, uma ideia sustentada por décadas de história do nosso futebol: no Dragão, como antes nas Antas, a equipa da casa construiu uma identidade de combate, de resistência, de intensidade levada ao limite. Uma cultura competitiva que moldou gerações e decidiu campeonatos.
Mas o clássico da última segunda-feira, agora com o Sporting no papel de visitante e o campeonato nacional como pano de fundo, obrigou-nos a olhar para lá da metáfora da batalha. Porque há uma linha — invisível, mas inequívoca — que separa o ambiente fervoroso da intimidação organizada, do desportivismo. E dessa vez a linha não foi apenas pisada. Foi largamente ultrapassada.
Não falamos de pressão das bancadas, que faz parte do espetáculo. Nem da mística do estádio, que intimida porque é grande e ruidoso. De acordo com o Sporting, fala-se dos balneários decorados com mensagens e imagens intrusivas, desprovidas de sentido naquele espaço; de percursos alterados que promovem o contacto entre staff visitante e adeptos locais; de climatização alegadamente regulada ao extremo; de tarjas e colunas de som estrategicamente orientadas para amplificar vaias sempre que os adeptos leoninos levantavam as vozes em apoio à sua equipa.
Mas, mais grave, também de apanha-bolas instruídos para esconder esferas de jogo e retirar toalhas ao guarda-redes contrário. Pequenas coisas? Não. Pequenos sinais de algo maior. De uma lógica que já não é apenas competitiva — é antidesportiva.
A força do FC Porto sempre residiu na sua capacidade de transformar o Dragão num reduto quase inexpugnável pela intensidade, pela crença, pela ferocidade competitiva. Quando essa força precisa de recorrer a expedientes que extravasam o relvado, algo não está bem. Porque aí deixamos de falar de resiliência e espírito guerreiro para entrar no domínio dos golpes baixos, da guerrilha psicológica, da intimidação como método. E isso não engrandece ninguém. Nem o espetáculo. Nem o clube. Nem o futebol português.
Os adeptos portistas estão habituados a orgulhar-se de vitórias conquistadas na raça e na qualidade e não se reveem neste tipo de práticas.
O Dragão não precisa de truques para ser temido. A sua história basta-lhe. O futebol é, sim, uma batalha. Mas há batalhas que se vencem pela superioridade. E outras que, mesmo ganhas, deixam demasiadas marcas para poderem ser celebradas."
O desafio das modalidades em Portugal
"Portugal apresenta-se como um país mono-modalidade, com o futebol como modalidade rainha. Todos os que trabalham direta ou indiretamente no desporto e nas outras modalidades têm plena consciência disso. Encarar este facto como um inimigo é, por si só, um erro gigante e estrutural. Não se pode negar que esta realidade traz desafios, problemas e questões de sobrevivência, mas pode também representar uma oportunidade.
O futebol ocupa vários canais televisivos, faz capas de jornais mesmo quando atletas ou equipas de modalidades conquistam títulos internacionais e, ainda assim, enfrenta dificuldades significativas para suportar as suas despesas diárias. O exemplo da centralização dos direitos televisivos ou da partilha das receitas da UEFA com as equipas da Segunda Liga demonstra que, económica e socialmente, existem dificuldades e incapacidades reais.
As modalidades, em especial os desportos de pavilhão, são maioritariamente disputadas por dois tipos de clubes:
— Clubes multi-modalidades, onde se incluem também os que têm futebol;
— Clubes mono-modalidade, que representam regiões e/ou se tornaram especialistas numa ou duas modalidades.
Os clubes com dimensão e com futebol tendem a ter estruturas mais profissionais nas modalidades, mas estas vivem muitas vezes do orçamento central do clube ou de algum orçamento indireto do futebol, sendo as modalidades tratadas quase como um investimento reputacional e não como ativos estratégicos. Existem depois clubes dependentes de apoios públicos, normalmente com patrocínios reduzidos, que fazem verdadeiros milagres para sobreviver. E, por fim, clubes sustentados pela boa vontade e apoio de uma pessoa ou família em particular, enfrentando as mesmas dificuldades.
De forma geral, as modalidades geram alguma receita direta de bilheteira (baixa), patrocínios geralmente insuficientes e alguma exposição mediática irregular e fragmentada (por exemplo, em finais ou fases decisivas).
Tal como as intempéries, que infelizmente têm assolado o País, terão impactos diretos em toda a sociedade e economia, também provocarão danos significativos nas modalidades. As câmaras municipais serão obrigadas a alocar recursos financeiros a outras prioridades económicas e sociais. Patrocínios e eventos enfrentarão dificuldades em manter-se, seja por danos diretos, seja por impactos indiretos na atividade das empresas.
A necessidade de os clubes encontrarem alternativas aumenta diariamente. Alterações nas regras relativas a patrocínios, um setor televisivo cada vez mais estrangulado financeiramente, uma nova geração com maior ligação a atletas do que a clubes e uma economia nacional de crescimento frágil, que gera menos rendimento disponível, agravam ainda mais o cenário.
As marcas e empresas têm as suas próprias prioridades e, no final do dia, o objetivo é gerar (mais) lucro. Assim, é natural que o investimento se concentre onde existe maior consumo desportivo. Consequentemente, e com a realidade organizacional que temos nos dias de hoje, os patrocínios tenderão a concentrar-se mais no futebol, reduzindo a capacidade de autofinanciamento fora dele.
É necessária maior relevância mediática, maior atratividade comercial e mais público, seja na televisão, seja nos pavilhões. É fundamental um planeamento estratégico que vá ao encontro destes objetivos, tal como aconteceu durante a pandemia, quando existiram algumas aproximações positivas entre as federações e os clubes.
Alguns pontos estruturais:
— O futebol é o elefante na sala, mas pode ser por uma boa razão. Sabemos geralmente a sua época até ao fim. Disputar finais de outras modalidades no mesmo dia e, muitas vezes, à mesma hora, é um erro grave. As épocas das modalidades, que também são planeadas, deveriam sê-lo considerando claramente os dias não. A EuroLeague faz isso, tal como os campeonatos de basquetebol em Espanha, Grécia, entre outros, onde o público é verdadeiramente da modalidade.
— A maioria das pessoas que vai a um pavilhão em Portugal é adepta do clube e não da modalidade. Se a equipa de futebol do clube jogar à mesma hora, muitos preferem ver o jogo de futebol na televisão do que ir ao pavilhão.
— Esta realidade cria enormes dificuldades negociais para clubes e federações na luta por maior mediatismo, o dinheiro, o espaço na televisão e jornais não estica.
— A maioria das federações trabalha em silos. Deveria existir um verdadeiro trabalho em equipa com as cinco. O futsal, apesar de beneficiar de uma federação altamente profissional, enfrenta também desafios internos.
— No futsal existem duas Supertaças, duas finais da Taça da Liga, duas finais da Taça de Portugal e dois play-offs na Primeira Divisão, sendo que o mesmo acontece nas outras modalidades com mais ou menos uma Taça. Estes momentos são oportunidades claras para vender a modalidade, pois normalmente envolvem as melhores equipas e os melhores exemplos desse desporto.
— Quando estes momentos ocorrem no mesmo dia e à mesma hora, algo que é frequente, o adepto não consegue estar em dois locais ao mesmo tempo. Em muitos casos, é o mesmo clube a disputar finais em várias modalidades no mesmo dia, hora, etc. É difícil considerar isto positivo para alguém.
— Podemos apontar o futebol como o grande responsável, mas o problema é muito mais organizacional, com claras repercussões económicas. Sem escala de mercado suficiente, sem coordenação e sem uma narrativa comum, as modalidades continuarão estruturalmente dependentes e progressivamente mais frágeis. Os sucessos das seleções podem esconder isto, mas seria um erro.
É necessário:
— Planeamento conjunto e constante de calendários.
— Estratégia comum de eventos âncora (como já aconteceu com o andebol e o futsal).
— Evitar a luta pelas mesmas audiências, reduzindo a sobreposição entre modalidades.
— Minimizar ao máximo situações em que os adeptos são forçados a escolher que final ou clássico ver, evitando perdas de impacto comercial, turístico e económico.
— Um bom exemplo, o hóquei em patins ou futsal, por norma, terminam as suas épocas depois das restantes modalidades de pavilhão, o que é uma vantagem: existe o normal interesse, mas maior disponibilidade e menor concorrência direta com andebol ou voleibol p.e.
— Usar o YouTube, Instagram, X, Facebook, etc. para um cenário mais amplo de distribuição de conteúdo e diversificar. O YouTube teve mais de 60 mil milhões de USD de receita entre publicidade e subscrições. Um outro bom exemplo é a relação entre a Betclic, o apoio ao basquetebol e o trabalho que estão a fazer com a Liga, que levou mais pessoas consumirem mais a modalidade.
Utilizo novamente uma ideia central: a maior força de cada modalidade será sempre o trabalho coletivo com as outras modalidades."
Tempestade e mau tempo destrói pavilhões e ameaça prática desportiva
"O rasto da tempestade Kristin, aliado a dias de mau tempo, deixou muitos pavilhões desportivos em situação crítica, alguns praticamente destruídos. Coberturas arrancadas, infiltrações, estruturas comprometidas e equipamentos inutilizados obrigaram à suspensão de treinos e jogos de hóquei em patins, afetando clubes e centenas de atletas em todo o país.
A Federação de Patinagem de Portugal está ativa, atuante e solidária junto dos seus clubes, mantendo contacto permanente, acompanhando os danos e prestando apoio sempre que necessário. Em várias regiões, os pavilhões são o principal espaço para a prática do hóquei em patins, modalidade que depende de pisos adequados e de condições seguras para treinos e competições. A indisponibilidade destas infraestruturas compromete não só a atividade de equipas Sénior, mas sobretudo o desenvolvimento de escalões de formação, onde muitos jovens encontram disciplina, convívio e paixão pelo desporto.
A resiliência dos clubes tem sido exemplar, apesar das dificuldades, têm feito tudo para tentar retomar a normalidade, reorganizando treinos, recuperando equipamentos e mantendo viva a modalidade. O receio de que a recuperação dos pavilhões não aconteça rapidamente é crescente, pois a paralisação prolongada pode provocar danos irreparáveis, comprometendo anos de trabalho de clubes dedicados à formação e promoção do hóquei em patins.
Perante este cenário, cresce o apelo a apoios concretos. A reparação e, em casos graves, a reconstrução exige investimento e resposta rápida, garantindo segurança e permitindo o regresso à competição o mais depressa possível.
Mais do que simples edifícios, os pavilhões são o coração do hóquei em patins em Portugal, locais de encontro, formação e paixão. Recuperá-los é devolver aos atletas e às comunidades um ponto de referência vital, garantindo que a modalidade continue a crescer e a inspirar novas gerações."






