sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Empate na Corunha...

Liceo 4 - 4 Benfica

Começamos a marcar, mas rapidamente os Galegos fizeram a remontada, nos primeiros 7m 3 golos!!! A partir daí andámos sempre a correr atrás do prejuízo, com o guarda-redes adversário a defender praticamente tudo! Foi na finalização o nosso principal problema... Quando sofremos o 4-3 a poucos minutos do fim, pensei que seria a primeira derrota da época, mas ainda conseguimos empatar...
Continuamos na liderança, agora com 6 pontos de vantagem, com 4 jogos pela frente.

Quando Iúri Leitão acelera, o país também vai


"Sexto título continental do vianense e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica da pista. E, como quase sempre, num daqueles momentos grandes no velódromo que nos habituou

Quando Iúri Leitão acelera, não é apenas a corrida que reage, é todo um país que percebe que está a assistir a algo maior. O vianense voltou a fazer história para o ciclismo e o desporto português. Na Turquia, nos Campeonatos da Europa de pista, sagrou-se campeão de omnium.
Sexto título continental da carreira e o primeiro ouro de sempre de Portugal em Europeus numa disciplina olímpica. E num daqueles momentos grandes no velódromo a que já nos habituou. Aos 27 anos, Iúri já não pede licença: é gigante da pista.
Quatro vezes campeão europeu de scratch (2020, 2022, 2024 e 2025), campeão da Europa de corrida por pontos em 2025, corredor da Caja Rural no ciclismo de estrada, equipa ProTeam, Iúri juntou agora o ouro europeu de omnium à prata olímpica conquistada em Paris-2024, ao título mundial de 2023 e àquela que é, inevitavelmente, a joia da coroa: o ouro olímpico de madison, ao lado de Rui Oliveira, também nos Jogos de Paris. Um currículo que já não cabe numa simples enumeração.
Este primeiro título europeu no omnium é a 10.ª medalha pessoal em Campeonatos da Europa. Pelo caminho, já somou duas pratas e dois bronzes, um no omnium, em 2020, como se o destino tivesse ficado ali em suspenso, à espera do momento certo para se cumprir.
Iúri tem o que não pode faltar aos melhores pistards (termo para ciclista de pista). Frio, metódico, inteligente. Observa, calcula, lê a corrida e os adversários como quem resolve um problema complexo. Ataca apenas quando sabe que é para ganhar. E quando acelera, quase nunca há resposta. Rápido, poderoso, decidido. Um matador. Curiosamente, tudo isto contrasta com o homem fora da bicicleta: simpático, acessível, sempre sorridente, de conversa fácil.
Mais do que uma medalha, este título foi uma afirmação. De talento, de trabalho e de um atleta que continua a empurrar o ciclismo português para territórios inexpugnados. E fá-lo com toda a naturalidade, como se fosse apenas mais uma volta lançada rumo à história."

Tratar o sucesso por 'tu' em vez de por 'Vossa Excelência' - o desafio português


"Terá sido neste dia 5 de fevereiro, mas de 1676, que o cientista Isaac Newton, uma das mentes mais brilhantes e marcantes da humanidade, escreveu em carta dirigida ao também cientista Robert Hooke: «Se vi mais longe foi por estar aos ombros de gigantes». De facto, penso logo em três: Galileu Galilei, Johannes Kepler e René Descartes, de onde muito bebeu para chegar às três Leis do Movimento. Ou à Lei da Gravitação Universal. O sucesso, de facto, não é uma corrida solitária. É mais uma prova de estafetas.
Foi a 5 de fevereiro, mas de 1985, que nasceu Cristiano Ronaldo. Ser o melhor da história depende de cada um e tem muito de subjetivo, por isso digo apenas que é o maior jogador da história. Pelos números e pelo impacto mediático único no planeta em todas as áreas. Também ele, passe a imagem, um criador das leis do movimento e gravitação universal por tudo quanto faz em campo.
Ser grande é, também, ver mais longe nos ombros de gigantes. Terá sido nos ombros de Eusébio, Coluna, José Águas ou Simões que o Benfica venceu o Real Madrid por 4-2. Ou nos ombros dessa referência mítica e simbólica que para sempre se chamará terceiro anel.
O que o Benfica fez com o Real Madrid – e o Sporting já tinha feito com o PSG – foi notável. Não foi uma vitória caída do céu. Não foi sorte. Não foi um dia mau do Real Madrid. Foi o Benfica a ser Benfica. José Mourinho a ser Mourinho como há muito não o via, recuperando o esplendor da magia dos vencedores. Virá de novo o Real Madrid. E depois? Metem medo? Como já defendi neste espaço, caem mais sonhos por falta de fé do que por fanfarronice.
O que o Sporting já fez na Liga dos Campeões é absolutamente notável. Basta olhar para os sete companheiros de viagem rumo aos oitavos de final. Mais do que tomar-lhe o gosto, que o Sporting se sinta em casa sentado à mesa com gigantes. Que entenda que este é o seu espaço de conforto. Que se habitue a tratar o sucesso por tu e não por Vossa Excelência. Para que se troque o verbo ter por ser. Ter sucesso por ser sucesso.
O que o FC Porto e SC Braga podem fazer na Liga Europa deixa-me esperançado e entusiasmado. Repetirem a presença na final, como em 2011, seria muito bom. Pensar em algo diferente do que lutar pela Liga Europa, em especial para o FC Porto, é não respeitar o talento, o trabalho, a convicção e a dimensão do clube.
Vencer a Champions e a Liga Europa? E porque não? Não interessa se o sonho é realista ou não; se as probabilidades são altas ou baixas; se há tubarões na mesmo praia. Interessa é que ninguém é grande sem se ver a si mesmo como grande; ninguém atinge a meta sem se imaginar a cortá-la de braços no ar; ninguém dá mil passos sem dar o primeiro; ninguém chega por escadas ao 10.º andar se sentir vertigens só por subir ao 1.º. Ninguém vê mais longe sem se apoiar nos ombros de gigantes.
E se nós somos aquilo que dizemos e nos projetamos na forma como o dizemos, então que sejamos arrojados. Haverá pensamento mais deprimente do que ir trabalhar apenas para picar o ponto? Querer muito vencer não é vaidade. Não é garganta. Vencer não é meta, é um diálogo constante entre o que a mente manda e o corpo faz."

O Sporting anda a viver sobre o arame


"«A sorte dá trabalho», diz Rui Borges. Mas depois de quatro jogos seguidos vencidos aos 90', ou depois disso, pode ser altura de tentar perceber porque é que essa sorte tem sido necessária

Rui Borges tem razão. «A sorte dá trabalho», disse o treinador do Sporting, ontem, na conferência de imprensa de lançamento do jogo com o Aves SAD, dos quartos de final da Taça de Portugal. E é verdade. A sorte dá muito trabalho, e não se deve tirar o mérito à capacidade do leão de vencer jogos com golos na compensação. Mas não deixa de ser sorte.
«Acabamos por ser felizes em marcar, mas a felicidade é tanta no início como no último minuto», disse também o treinador... e aí já não consigo concordar. Na verdade, este Sporting anda a viver sobre o arame — tem mostrado um equilíbrio tremendo para não cair, mas está muito menos seguro do que se tivesse os dois pés assentes na terra.
Nos últimos quatro jogos, o leão fez o golo da vitória aos 90' (Luis Suárez, 2-1 ao PSG na Liga dos Campeões), aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 em Arouca, na Liga), aos 90+4' (Alisson Santos, 3-2 em Bilbau, contra o Athletic, para a Champions) e aos 90+6' (Luis Suárez, 2-1 ao Nacional, na Liga). Nos três jogos em que venceu por 2-1, deixou-se empatar depois de estar a vencer por 1-0; em Bilbau, começou a perder, conseguiu empatar mas voltou a ceder, antes de fazer a reviravolta na segunda parte.
Que a equipa de Rui Borges tenha conseguido chegar aos triunfos aos 90' ou depois disso é um ótimo sinal — dá conta da resiliência, da convicção, da força psicológica da equipa. Mas o que o treinador tem de questionar é: porque é que isso tem sido necessário?; porque é que o Sporting, nos últimos quatro jogos, chegou aos 89' sem estar a vencer?
E se contra PSG e Athletic Bilbao, atendendo à força dos adversários, não é difícil compreendê-lo (embora a qualidade, ou falta dela, da exibição na primeira parte no País Basco não deixe de ser preocupante), já em Arouca ou diante do Nacional a produção ofensiva do leão terá ficado bem aquém das expectativas, considerando as diferenças na classificação da Liga.
Basta, aliás, olhar para a estatística de golos esperados: o Sporting fez dois golos em cada uma das partidas, quando diante do Arouca, em função dos remates que teve, a expectativa seria de 1,65, e contra o Nacional de 1,99. Ou seja, não se pode falar em exibições dominadoras ou de grande desperdício.
Por isso, sim, tem havido mérito mas também sorte na forma como o Sporting tem conseguido ganhar ao cair do pano. Mas mais que isso: esse mérito, e essa sorte, não devem servir para esconder o que está menos bem."

Em frente na Youth League


"Nesta edição da BNews, o destaque recai nas várias partidas disputadas ontem pelo Benfica, nomeadamente a relativa aos 16 avos de final da UEFA Youth League.

1. Nos oitavos de final
O Benfica ganhou por 3-2 ao Slavia de Praga e está apurado para os oitavos de final da UEFA Youth League.

2. Em vantagem
Em futebol no feminino, o Benfica venceu, por 0-1, em Braga, na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

3. Outros resultados
A equipa feminina de voleibol do Benfica foi derrotada, por 3-0, na visita ao Igor Gorgonzola Novara. A equipa feminina de hóquei em patins goleou o Parede por 0-15. Em andebol no masculino, a partida entre Avanca e Benfica, dos 16 avos de final da Taça de Portugal, foi suspensa aos 5 minutos devido às más condições do piso.

4. Jogo do dia
Em hóquei em patins, o Benfica visita o HC Liceo em jogo da 6.ª jornada da fase de grupos da WSE Champions League.

5. Convocatória
A mais recente convocatória da Seleção Nacional Sub-19 integra três atletas do Benfica.

6. Sorteio
Benfica e Torreense defrontam-se nas meias-finais da Taça da Liga de futebol no feminino.

7. Europeu de futsal
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica na competição.

8. Fazer a diferença
Veja as melhores imagens das XI Jornadas de Investigação em Oncologia, nas quais a Fundação Benfica participou."

Trubin...

Que tal assumir pausas técnicas no futebol?


"Volta e meia surgem umas ideias peregrinas no futebol. Como aquela de sair a jogar de trás, que tantos engulhos tem trazido a equipas menos preparadas. Ou outras mais prosaicas, como rasgar os pés das meias e, mais recentemente, fazer buracos na parte de trás das meias. Quando eu era puto usávamos «meias de enchimento», se possível por fora, para dar estilo.
Agora vemos guarda-redes a caírem para os treinadores poderem dar instruções. Talvez seja hora de instituir as pausas técnicas no futebol, como já existem as de refrigeração em caso de calor excessivo. Brincar com a saúde e a integridade física é feio. E pode , um dia, dar mau resultado.

De chorar por mais
Pé ante pé, o SC Braga tornou-se na equipa que, provavelmente, melhor futebol joga em Portugal.

No ponto
Sem autocarros, o Casa Pia travou o até há dias imbatível FC Porto. E não venham com a desculpa do relvado...

Insosso
É engraçado ver a sucessão de episódios no futebol da Arábia Saudita. Nem em Hollywood... ou Bollywood.

Incomestível
Foi mal o International Board ao não implementar a proposta de Arsène Wenger para a lei do fora de jogo."

Leiria a reerguer-se após o Estád(i)o de sítio


"A cidade do Lis abanou. Muito. Mas não caiu. Sofreu um (duro) revés. O Castelo, o Rio Lis, o mítico Dr. Magalhães Pessoa continuarão a orgulhar um povo que lutará sempre pelos seus

Declaração de interesses: sou leiriense. Nascido e criado. De alma e coração. Como acontece com, presumo, qualquer cidadão, o apego à (nossa) terra vem do berço. Ouso, por isso, sentir que Leiria é um pouco minha. Mas o eu, o singular, pouco ou nada importa para o caso. O que deve, de facto, ter destaque é o nós, o plural. Nós, os leirienses. Um povo tão rijo quanto solidário. Tão trabalhador quanto fiel. Na saúde e na doença. Porque Leiria é como um casamento: para a vida.
Serve o preâmbulo para escrever o que me vai na alma sobre uma cidade, um concelho e um distrito absolutamente devastados e que nos últimos dias (não) tem sobrevivido. A tempestade Kristin (quase) tudo levou. A minha primeira palavra é para as famílias das vítimas mortais desta catástrofe. Perder um ente querido, seja em que circunstância for, é sempre aterrador. Ter de lidar com essa dor infindável na sequência de algo que não se controla faz aumentar ainda mais o sentimento de impotência. Paz à alma de quem partiu. Ainda que os nossos, costuma dizer-se, nunca partam. Ficam para sempre nos nossos corações e nas nossas memórias.
O estád(i)o de sítio em que Leiria se encontra é indescritível. Não há palavras — por muito que nós, profissionais da Comunicação Social, possamos tentar fazer uso das nossas competências — suficientemente ilustrativas para relatar o que aconteceu naquelas fatídicas primeiras horas do passado dia 28 de janeiro de 2026. Naquela madrugada, em que a Mãe Natureza colocou Leiria à prova, a cidade respondeu de forma heróica. Metaforicamente falando, a (nossa) linda Leiria abanou, caiu, mas desde logo deu resposta veemente: somos da raça que não se vergará. Contra todos os ventos e marés, cá estaremos para muitos mais séculos de história. O nosso belo território, o nosso maravilhoso e imponente Castelo, e o nosso querido Rio Lis serão eternamente defendidos pelas suas gentes — obrigado, muito obrigado, à infindável onda de solidariedade que (nos) tem chegado: Leiria não mais vos esquecerá. Vamos reerguer-nos. Que ninguém duvide!
Do magistral Estádio Dr. Magalhães Pessoa à mais humilde habitação, passando pelo tecido empresarial, todos temos sofrido. A destruição é absurda. Como se diz em bom português, foi quase tudo pelos ares. Mas enquanto houver um leiriense vivo... haverá sempre Leiria. E mesmo os nativos que estão noutras latitudes do País e/ou do globo, são, estou certo, amantes eternos da nossa linda Leiria. Que é paixão infindável.
A palavra de conforto à qual tento agarrar-me, estendo-a, humildemente, a cada um dos meus conterrâneos. E como não poderia deixar de ser, expresso a minha inteira solidariedade a todas as entidades desportivas do distrito que viram grande parte dos seus espaços (que a tantos servem) devastados pela tempestade. Vão todos voltar ainda mais fortes. Acreditem. Somos Leiria!
Palavra final para todos os autarcas, com especial ênfase para Gonçalo Lopes, presidente da Câmara Municipal de Leiria. Muito mais do que um edil: um Senhor (assim mesmo, em maiúsculas). Uma semana já lá vai e o responsável máximo pelo Município tem sido absolutamente inexcedível. E se é um «boneco» (entendedores... entenderão), então somos todos... «bonecos»."

Quando o medo entra em campo o talento sai do jogo


"O talento perde-se muitas vezes não por falta de capacidade, mas por excesso de medo. Hoje não quis falar dos temas mais quentes do desporto nacional. Apeteceu-me trazer-vos um verdadeiro tema da psicologia aplicada ao desporto (e não só): o clima de segurança psicológica e a sua importância para o sucesso.
Um contexto de segurança psicológica corresponde a um ambiente relacional e organizacional no qual os indivíduos percecionam que podem expressar ideias, dúvidas, erros, preocupações e emoções sem receio de punição, humilhação, exclusão ou consequências negativas para o seu estatuto. Aplicado ao desporto, trata-se do ambiente em que atletas podem errar, arriscar, decidir sob pressão, recuperar de falhas e cooperar eficazmente, sabendo que o tema pode ser discutido e analisado como parte integrante da melhoria, mas não existirão consequências negativas.
Quando a pressão sobe, o sistema nervoso não distingue uma final olímpica ou um dérbi de um perigo real. Se o contexto emocional for vivido como punitivo, o organismo entra em modo de defesa. A atenção estreita, a tomada de decisão torna-se rígida e o corpo reage mais devagar. A mente passa a jogar para não falhar e não para vencer. É aqui que muitas carreiras se perdem e muitos títulos escapam.
Quantas épocas já vimos ruir não por falta de qualidade, mas por balneários tensos, lideranças que criticam publicamente, ambientes onde o erro é castigado e o silêncio se torna estratégia de sobrevivência? A ciência do comportamento humano demonstra que o rendimento ótimo emerge em contextos de elevada exigência combinada com segurança psicológica e não em ambiente punitivo. Esta segurança é saber que o erro não destrói valor pessoal, que a comunicação é bem-vinda, que o risco faz parte do crescimento e que falhar não equivale a ser descartado.
No desporto, inclusive no alto rendimento, a maior parte das quebras sob pressão não acontece por incapacidade física ou tática. Acontece quando o cérebro está mais focado em proteger-se do que em vencer. Talvez a verdadeira vantagem competitiva já não esteja no treino mais duro, mas no clima emocional onde esse treino acontece.
Este texto foca deliberadamente uma dimensão coletiva da psicologia do desporto, que tantas vezes é ignorada em favor do talento individual, mas não foi uma escolha ao acaso, pois é uma dimensão crítica quando nos aproximamos das fases mais decisivas dos campeonatos. Talvez seja o momento de todas as equipas se perguntarem, com honestidade: posso arriscar, posso errar? Sinto-me verdadeira e suficientemente seguro?"