sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Invictos...

Benfica 4 - 2 Liceo

Jogo complicado, com o líder da Liga Espanhola, que começou equilibrado, mas no início do 2.º tempo conseguimos uma vantagem de 3-0!!! Tudo parecia encaminhado, quando os Galegos fazem o 3-2... e só nos últimos segundos, quando o Liceo arriscou o guarda-redes avançado, conseguimos fazer o 4-2 da tranquilidade!

Aumentámos a vantagem, agora são 8 pontos, com 5 jogos, quando faltam outros 5!

Agora, volta o Campeonato, em Oliveira de Azeméis, que hoje derrotaram o Sporting!

Rafa


É oficial, Rafa está de regresso. Pessoalmente, não concordo com esta decisão. Independentemente do preço, com a idade do jogador, com as suas características, e com a personalidade conhecida do Rafa, acho que é um risco enorme o seu regresso. Compreendo que o Mourinho tenha dado o seu aval, é um jogador que encaixa bem no estilo de jogo do actual treinador, mas para ser uma mais valia, terá que estar ao seu melhor nível...


O Benfica tem poucos Alas, esse terá sido o principal problema na construção do plantel. Foi uma opção do Lage que nunca compreendi. Estamos a precisar de Alas, até porque o Lukebakio (e o Bruma) o jogador do plantel que mais cria desequilíbrios naturalmente tem estado lesionado...


Agora, um dos principais problemas do actual Benfica, que ficou bem evidente em Turim, é a falta de 'golo'! Além do Pavlidis, os outros jogadores mais ofensivos têm pouco faro de golo, e temos vários jogadores que normalmente decidem mal o último passe... E como todos sabemos, o Rafa, não vai alterar essa situação! Durante anos, queixámos dos golos desperdiçados, e das decisões erradas perto da baliza!!!

Dito isto, o Rafa até poderá ser útil nos jogos contra os principais adversários: Corruptos, Sporting e o Braga, mas contra os autocarros do Tugão, dúvido!

Rui Costa tem de explicar negócio Rafa


"Avançado tem de se justificar aos adeptos e presidente tem de explicar aos sócios o que mudou entretanto e justificar ainda internamente o regresso.

O regresso de Rafa ao Benfica está iminente. Passado ano e meio, o internacional português vai voltar à Luz, depois de no verão de 2024 ter recusado renovar contrato com os encarnados, que tinha representado durante oito anos.
Não questiono o valor do avançado, indiscutivelmente uma mais-valia. De resto, os 94 golos e 67 assistências de águia ao peito dizem tudo. Tão-pouco os 32 anos — comemora 33 daqui a menos de quatro meses — me parece que sejam um handicap, mesmo tratando-se de um jogador que tem na velocidade a principal arma — estou curioso por ver onde José Mourinho o irá encaixar no onze, se como extremo, a posição de origem, ou como segundo avançado, como tem jogado ultimamente.
Mourinho trabalha com um plantel que não foi por ele escolhido, pelo que reforçá-lo nesta reabertura de mercado seria como que obrigatório. Sidny já é opção, Rafa está a caminho e não me admirava que até ao final do mês mais alguém se juntasse.
Até aqui tudo perfeitamente normal. O que me surpreende é que o Benfica esteja disposto a investir cinco milhões de euros na contratação de Rafa, isto depois de há ano e meio as partes, que estavam ligadas desde 2016, não terem chegado a entendimento para a renovação do contrato.
Sim, sei que há a ressalva de o Benfica ser credor de muitos milhões sobre o Besiktas pelas transferências de Kokçu e Gedson Fernandes, pelo que pode descontar o valor a pagar da conta dos turcos, mas cinco milhões são cinco milhões, não são uma verba de deitar à rua. A isto acrescem também os vencimentos, mesmo admitindo que o internacional português esteja disposto a fazer um desconto, ou seja que agora aceite a proposta que rejeitou há ano e meio.
Percebo Rafa. Percebo que queira voltar a casa, percebo que esteja arrependido de ter emigrado, percebo que tenha saudades dos amigos e dos adeptos encarnados, percebo que Mourinho queira trabalhar com ele, mas já tenho mais dificuldades em perceber que o Benfica queira Rafa. Principalmente Rui Costa, que há ano e meio ouviu o avançado dizer-lhe que não queria continuar no Benfica.
O presidente terá não só de explicar aos sócios o que mudou entretanto, como, na minha opinião, terá também de justificar internamente o regresso.
O Benfica tem uma identidade muito própria e é, sem dúvida, um dos melhores clubes formadores do mundo. A cada ano produz enorme talento no Seixal e todos esses jovens sonham um dia representar a equipa principal. Jogar de águia ao peito não pode ser uma ponte, tem de ser um fim. Há que sentir a camisola com a qual milhões de benfiquistas se identificam. E estes não podem ter dúvidas sobre a que tem o número 27 nas costas, que Rafa vai voltar a vestir.
Um clube tem de se sobrepor a qualquer individualidade, por mais influente ou decisiva que seja. Rafa, que tem também de se justificar aos adeptos, não é, obviamente, caso virgem. Não há muito tempo, por exemplo, o espanhol Marcano também deixou o FC Porto a custo zero e depois regressou ao Dragão, que o recebeu de braços abertos.
Tudo depende do contexto e do rendimento. Individual e coletivo. Quando se ganha nada se questiona, mas quando não se ganha tudo é suscetível de críticas. E o Benfica está obrigado a ganhar. Ainda mais agora com o regresso de Rafa…"

O simbolismo do penálti de Pavlidis


"O Benfica tem vida muito difícil na Europa e na Liga e para que a próxima época não seja como o penálti do grego, há coisas a definir já: a começar por Mourinho.

O Benfica caiu em Turim como caiu noutras noites europeias esta temporada, com a exceção de Newcastle. Ali, no norte de Inglaterra, foi atropelado pela equipa britânica e nem um vislumbre de felicidade teve no St. James's Park. O penálti de Pavlidis é a imagem da equipa encarnada nesta Champions. À beira da felicidade, caiu-lhe uma montanha em cima.
Vejamos: o Benfica vencia 2-0 com o Qarabag e acabou a perder; jogou bem em Stamford Bridge e acabou por perder; foi melhor que o Leverkusen e também acabou por perder; venceu o Ajax, fez uma grande exibição e vitória com o Nápoles e em Turim dominou, ficou a perder e quando parecia que ia reentrar na discussão do resultado escorregou de forma imprevisível, insólita até. Tudo isto foi fruto do azar? Obviamente, não!
Um jogo não são 30 minutos, são todos os momentos que decorrem entre o primeiro e último apito e em vários desses o Benfica foi incompetente nos vários jogos. Aliás, Mourinho falou ontem na ineficácia e o que não é ela se não a incompetência, mesmo que momentânea, de colocar uma bola na baliza?
O Benfica precisa de um «milagre futebolístico» para continuar na Champions e uma introspeção para pensar o futuro. Dos cinco objetivos para 2025/26, um foi conquistado [Supertaça], outros dois perdidos, a vida na Europa está por uma batida de coração e a da Liga vive-se na fé, muito mais do que na probabilidade.
Com poucas perspetivas de sucesso em 2025/26 (ser segundo nunca pode ser encarado como tal), é já tempo de o Benfica decidir o que quer fazer para 2026/27, para que a próxima época não seja como o penálti de Pavlidis, um tiro muito ao lado.
José Mourinho falou outra vez do plantel em Turim: antes do duelo e depois. O Benfica tem de começar por aí: definir se quer ou não Mourinho, e saber se Mourinho quer ou não o Benfica. Com deadline. Sim, todos sabemos que maio ainda está a meses de distância, mas convém definir já o que se quer e executar.
A partir daqui, a única incógnita para maio tem de ser saber se se joga [a qualificação da] Champions ou não em 2026/27. Quando questionado em italiano sobre a Juventus, Mourinho respondeu que «é um clube forte financeiramente, dá boas condições aos treinadores, bons jogadores, bom plantel, um bom banco». Não é preciso ser bom entendedor, basta saber italiano para se perceber o que Mourinho quis dizer."

Faltaram os golos


"O Benfica saiu derrotado, por 2-0, da visita à Juventus na 7.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões. Este é o principal tema nesta edição da BNews.

1. Sem eficácia frente à baliza
Na opinião de José Mourinho, a equipa merecia outro resultado: "Os jogadores têm de sair daqui valorizados com esta experiência e transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Até aos últimos 15, 20 metros do campo, fomos muito, muito, muito competentes, muito, muito, muito corajosos. Depois, temos de partir a baliza, e não partimos."

2. Lutar até ao fim
Otamendi recusa atirar a toalha ao chão: "Temos de continuar a acreditar e a pensar que tudo é possível. É continuar. Temos de converter as oportunidades que criamos, porque o futebol é isto: defender bem e fazer golos."
Dedic lamenta o resultado: "Estamos ainda mais dececionados porque sentimos e pensamos que merecíamos mais."
Aursnes realça o equilíbrio verificado entre as equipas: "O jogo podia ter caído para qualquer um dos lados."
Para Barreiro, a ineficácia penalizou a equipa: "Jogámos bem, tivemos oportunidades, mas não marcámos golos e foi isso que faltou hoje."

3. Jogo do dia
Na Luz, às 20h30, há jogo europeu de hóquei em patins entre Benfica e HC Liceo.

4. Em vantagem
O Benfica ganhou, por 3-2, frente ao Altekma SK na 1.ª mão dos oitavos de final da CEV Challenge Cup.

5. Sorteio
Está definido o próximo adversário do Benfica na Taça de Portugal de futsal no feminino.

6. Europeu de andebol
Acompanhe a prestação dos jogadores do Benfica na competição.

7. Bons desempenhos
Arialis Martínez e David Landim em destaque no Aarhus Sprint'n'Jump."

Managing ou coaching, uma questão de rumo


"Thierry Henry recolocou bem a velha questão há cerca de um mês, na tentativa de explicar as dificuldades de Xabi Alonso no Real Madrid, entretanto consumadas em despedimento. O velho astro francês, agora arguto comentador, recolocava nos pratos da balança a liderança e a tática. Sublinhava, no fundo, que há momentos, e sobretudo contextos, em que o doseamento delas tem de ser ponderado.
A tese era de que, para Alonso, tinha sido bem mais fácil priorizar o coaching, o treino propriamente, em Leverkusen, mas que em Madrid lhe faltava mais managing, uma gestão de grupo eficaz, perante a enésima geração de galácticos no Bernabéu. E não se trata sequer de perceber o clube, que Xabi viveu diversos momentos gloriosos de blanco vestido, é mesmo o desafio de entrar no balneário pela porta do chefe, na certeza de que liderar stressa mais que rematar.
Nunca há managing e coaching em doses idênticas, falemos nós de treinadores ou do caldo cultural de cada clube. Espanha tem, de resto, os melhores exemplos disso, na comparação entre os dois clubes que coloca há décadas no topo do futebol mundial. Se em Barcelona não se dispensa o coach, em Madrid é mesmo indispensável ser manager. No Barça há uma matriz de jogo para chegar às vitórias, no Real há um perfil de jogador para as alcançar.
O que num é caminho, noutro é destino. Na Catalunha há juventude para afirmar, na capital é para imediatamente explorar. O Barça ganha mais vezes por acumulação, o Real celebra vitórias por inspiração. Por isso, em Barcelona, de Cruijff a Guardiola ou Flick, manda o perfil do treinador mestre, o que ensina, reparte ideias e constrói caminhos. Em Madrid, de Del Bosque a Ancelotti ou Zidane, a ideia guia é a do sábio silencioso, o que essencialmente gere talento, mais de agregar que de forçar.
Enquanto do Barcelona guardaremos memórias de equipas, de autor, do Real iremos essencialmente recordar espantosos futebolistas. E não há mal nenhum nisso. É verdade que o Barcelona tem celebrado mais campeonatos, o que parece dar razão aos que, como eu, acreditam essencialmente que são as virtudes do treino, na concretização de uma boa ideia, que fazem ganhar mais vezes.
Mas o Real acumulou troféus como ninguém, sobretudo na Europa, acrescentando créditos aos que insistem em que os jogadores serão sempre a maior determinante do jogo. O que podemos retirar como moral da história é que não há só uma forma de ganhar, naturalmente, mas sobretudo que tem de haver coerência no rumo seguido. Essa coerência pode levar a que se coloquem mais fichas no managing ou no coaching, não recomenda é ter um «treinador professor» numa lógica que reclama essencialmente liderança, ou um «treinador gestor» quando o projeto reivindica laboriosa proposta tática. Os melhores clubes são os que sabem por onde vão.
Os melhores treinadores são os que agrupam as duas valências e sobretudo as equilibram na dose certa consoante o contexto. O problema é que Guardiola, Klopp ou Luis Enrique não são para todas as bolsas ou ligas. E nem esses ganham sempre, como amiúde se tem visto."

Heróis do Mar, Nobre Seleção...


"Esta já é a seleção de Kiko Costa, do irmão Martim, de Salvador Salvador e Areia, de Rêma e Calvalcanti, de Frade e Branquinho, e outros companheiros de equipa. Nomes que já todos conhecem e certamente perdurarão na memória

Se há Seleção de Portugal que empolga, que puxa ao sentimento patriótico, é a de andebol. Tão ou mais do que a de futebol – e isso é muito. Muitíssimo. A cada Europeu ou Mundial que os denominados Heróis do Mar competem está garantido o espetáculo, a emoção, a constatação de temos uma das melhores equipas nacionais da modalidade. E isso é muitíssimo. Só ao nível da de futebol.
É verdade que a seleção portuguesa de andebol ainda não ganhou um grande título internacional. Mas apesar da imensa valia dos oponentes, todos europeus, todos com décadas de experiência de avanço dos portugueses, parece que essa conquista chegará mais cedo ou mais tarde. Com esta ou vindoura geração de jogadores. Porque se percebe que a indispensável sucessão, a renovação está a ser feita com a devida ponderação pelos responsáveis técnicos nacionais. Todavia, que desperdício, que injustiça seria esta geração - de ouro - não alcançar esse triunfo histórico.
Esta já é a seleção de Kiko Costa, do irmão Martim, de Salvador Salvador e Areia, de Rêma e Calvalcanti, de Frade e Branquinho, e outros companheiros de equipa. Nomes que já todos conhecem e certamente perdurarão na memória - como os dos compatriotas homólogos futebolistas. Os elogios desbragados que jornalistas, observadores e adversários, por toda a Europa, tecem à qualidade e gabarito destes jogadores, as imagens de lances de fino recorte técnico de que correm nas redes sociais após cada jogo, são prova inequívocas que devemos ter orgulho e, acima de tudo, crer no sucesso, ainda maior, desta Seleção.
A citação do poeta espanhol Antonio Machado, de que o caminho faz-se caminhando, deverá prevalecer às expectativas que tenhamos desta Seleção. O talento, o trabalho, o empenho e a ambição estão todos lá. De jogadores, a técnicos, a dirigentes. Um labor sério, discreto como são os dos bem-sucedidos – dos vencedores, dos campeões. Garantir presença contínua nas maiores competições (Europeus e Mundiais) já foi etapa cumprida. Estar, com regularidade, ao nível das melhores congéneres do mundo, atingindo as fases mais adiantadas desses torneios, também. Resta a conquista de troféu. Muito caminho já se caminhou. Mas ainda há caminho que caminhar.
O que se segue para palmilhar pelos pupilos do selecionador Paulo Pereira é o primeiro adversário no main round do Europeu 2026: a Alemanha. Após a retumbante vitória sobre a Dinamarca no derradeiro jogo da fase de grupos, na Jyske Bank Boxen, a catedral do andebol do país escandinavo, onde os tetracampeões mundiais não perdiam desde 2014 e contra mais de 15 mil adeptos nacionais nas bancadas, assegurando dois pontos de bónus para esta fase, não é pretensioso considerar que a vitória está ao alcance de Portugal.
Ainda mais, sabendo-se que os germânicos são adversário de boa recordação recente para os Heróis do Mar, que os venceram em emocionante duelo nos quartos de final do Mundial de 2025, em Oslo, Noruega, com um golo de Martim Costa nos segundos finais de um frenético prolongamento. Difícil, portanto. Mas não há facilidade na caminhada da glória."

Teste mental superado


"A Seleção Nacional de andebol tem vindo a afirmar-se de forma consistente no panorama internacional, não apenas pelos resultados, mas pela alteração do lugar psicológico que passou a ocupar nas competições. Deixou de ser outsider para ser percecionada como igual, o que altera inevitavelmente as expectativas, sobretudo internas.
O empate frente à Macedónia do Norte colocou em suspenso a passagem à main round e contrariou essa expectativa. Quando surge um desfasamento entre o que se espera de si próprio e o resultado obtido, instala-se um desconforto psicológico que pode gerar bloqueio e ansiedade ou funcionar como motor de reorganização interna.
Do ponto de vista psicológico, este resultado colocou a Seleção Nacional num contexto clássico de ameaça ao rendimento: elevada exigência externa, ambiente hostil e memória recente de um resultado aquém do esperado. Jogo decisivo com a Dinamarca, tetracampeã do mundo, com uma identidade competitiva consolidada e reconhecida pela sua robustez física e força mental. O cenário torna-se, ainda, mais intenso por ser em Herning, no Jyske Bank Boxen, um verdadeiro templo do andebol dinamarquês.
É aqui que se torna relevante observar como a equipa responde. A forma como Portugal entrou neste jogo revela o mindset coletivo. Em vez de procurar reparar o erro anterior, a equipa reorganizou-se em torno daquilo que controla: processo, comportamento e identidade. Esta resposta é coerente com os princípios da teoria da autoeficácia coletiva, que sustenta que o desempenho de equipas depende da crença partilhada na sua capacidade.
Não se trata de confiança individual somada, mas de uma convicção coletiva construída ao longo do tempo. Houve regulação emocional, paciência e compromisso com o plano, indicadores claros de maturidade psicológica. As equipas com elevada autoeficácia mantêm coesão, mesmo em zonas (resultados) de desconforto. Importa ainda referir o papel da identidade social da equipa, quanto mais forte o sentimento de pertença ao grupo, maior a probabilidade de os atletas colocarem o nós acima do eu, sobretudo em contextos de ameaça.
Esta vitória não é apenas um feito competitivo, mas um marcador psicológico. Reforça a crença interna de que esta equipa é capaz de responder quando o caminho se complica e a margem de erro diminui. Este tipo de experiências constrói memória emocional positiva, essencial para fases mais avançadas da competição, onde a diferença entre equipas se joga, muitas vezes, mais na mente do que no talento. Este é um crescimento que está feito e consolidado, independentemente dos resultados futuros ou da classificação final.
No alto rendimento, vencer não é apenas uma consequência do que se faz em campo. É o resultado de uma organização psicológica coletiva que permite transformar a adversidade em foco, o erro em aprendizagem e a pressão em desafio."

O menino porte-se bem, olhe a tarifa! Ai ai ai ai ai...


"No imaginário popular os meninos e as meninas que se portam mal ficam sem chupa-chupas e prendas do Pai Natal. No mundo idealizado (e já lá vai um ano disto) pelo novo proto-dono da Terra, quem não faz o que o papá manda fica sem os chupas e ainda paga tarifas.
Parece, porém, que a Europa ainda existe e está menos disposta a ficar sem chupas e pagar as tarifas que apetecerem a Trump.
Vai daí que se calhar a UE também tem mecanismos para a guerra económica, e pela primeira vez se fala em utilizá-los. E vai daí que pode haver, também, países a não quererem participar no Mundial de futebol do prémio Paz da FIFA. Que os primeiros ventos venham da Alemanha já é um bom sinal.

De chorar por mais
Fantástica a iniciativa da visita ao Olival da pequena adepta portista que recupera de doença rara. Valeu, Farioli!

No ponto
A noite de terça-feira foi de gala para o desporto português, com as vitórias da Seleção de andebol e do Sporting.

Insosso
O Benfica, na Champions, dá a sensação de ter passado ligeiramente ao lado de um bem plausível sucesso.

Incomestível
A cegarrega a que assistimos na final da CAN foi absolutamente inacreditável. Terá de haver consequências."

MUITO POUCO PARA AS NECESSIDADES E MUITO HÁ PARA REFLETIR


"Juventus 2 - 0 BENFICA

> o nível hoje é de Champions, o mais alto que há no futebol mundial - jogamos uma autêntica final em casa de um histórico do futebol italiano e europeu.
> Juve melhorou muito com Spaletti, toca-nos a fava.

00 os mesmos de Vila do Conde.
10 olhem lá que eles entraram com tudo e o Trubin já teve que se aplicar a fundo. Arrebita, Benfica!!!
21 arrebitámos, equilibrámos as operações e o nosso golo esteve agora por um fio, bom remate de fora, boa defesa do redes e a recarga foi-nos roubada pelo defesa da Juve.
30 jogo repartido, cá e lá, estou a gostar da nossa pressão, como em Vila do Conde, alta, e, definitivamente, Aursnes é muito craque naquela posição central do meio campo - e a equipa sai muito a ganhar com ele ali.
45 empate justíssimo, precisamos ganhar, temos que arriscar mais. O empate serve-lhes, têm 9 pontos, passam a 10.
55 Schjelderup e Prestianni têm que soltar mais a bola, estão a prendê-la até estarem rodeados por todos os lados, meuo caminho andado para a perderem
56 golo da Juventus, o Tomás só pode ir assim a uma bola dividida com a certeza de a ganhar, o buraco ficou lá, eles aproveitaram, o sacana com um remate feliz, muito junto ao poste, rasteiro.
63 a perder quase todas as segundas bolas será difícil pegar no jogo. Pois, agora o segundo deles, melhoraram muito com o primeiro golo. Adeus Champions 25-26
68 devia ser proibido o poste gamar um golo ao nosso melhor jogador em campo, o Aursnes não merecia pontaria tão afinada.
72 defendem com tudo e mais alguma coisa, a multidão sempre que a bola chega à área da Juventus não deixa espaço nem tempo para nada. E já passámos por mais um calafrio daqueles - o Trubin e o poste evitaram o autogolo ao Dedic.
79 estava a ver que o VAR deixava escapar este chutão drntro da área no pé do Barreiro. Não deixou, vamos lá Pavlidis. Nossa senhora! Mas o que foi isto, Pavlidis?
90+5 acabou o sonho do apuramento. Não foi hoje que o perdemos, foi na Luz com o Karabag e o Leverkusen. Com esses seis pontos estaríamos apurados.
Janeiro com a época perdida não é coisa pouca, não é coisa para ser branqueada, obriga a refletir muito, mas mesmo muito sobre mais este falhanço do nosso projeto desportivo."

O faraó Thuram fez a bruxaria que tramou o Benfica contra a Juventus


"As águias somaram a quinta derrota na Liga dos Campeões, perdendo (2-0) em Turim. Em noite azarada, o poste travou Aursnes, uma escorregadela num penálti tramou Pavlidis e, agora, só derrotar o Real Madrid permitirá aos encarnados sonhar com a continuidade europeia

Lilian Thuram não é só um campeão do mundo de futebol. É ativista anti-racismo, escritor, pensador, homem de cultura. E, por isso, quis que os nomes dos filhos tivessem um significado especial.
Marcus, avançado do Inter de Milão, deve o seu nome a Marcus Garvey, ativista político jamaicano. Khéphren, médio da Juventus, é assim chamado por causa de um faraó do Egito, monarca da quarta dinastia que governou entre 2472 e 2488 a.C. e construiu a segunda das três pirâmides Gizé.
Talvez a herança de Khéphren tenha convocado, numa noite fria de Turim, quaisquer demónios, unidos contra o Benfica. A fortuna não acompanhou as águias, que saem de Itália em situação limite na Liga dos Campeões.
A bruxaria pareceu mais intensa aos 81'. O Benfica perdia por 2-0, fruto de um golo de Khéphren e outro de McKennie. Reduzir a desvantagem permitiria uma parte final em busca do empate, até porque, do outro lado, estava um conjunto que está longe de ser um poço de tranquilidade.
Pavlidis, penálti, golo. Costuma ser essa a associação, tal a fiabilidade do helénico nos castigos máximos. Mas Khéphren estava em campo para atiçar os diabos de outrora. Uma toupeira abriu um buraco no relvado, Vangelis escorregou, a oportunidade foi desperdiçada, o Benfica perdeu.
O que mais custará aos visitantes é a clara sensação de que, do outro lado, estava um rival ao qual era possível tirar pontos. Sair com zero traduz um serão atribulado, em que tudo o que poderia correr mal saiu pior.
Depois de iniciar a época com Tudor, a Juventus, nestes anos confusos do pós-hegemonia, nestes tempos em que já não preside a uma ditadura na Serie A, apostou pelo sapiência e carisma de Spaletti. Após semanas em que Luciano parecia revitalizar a vecchia signora — encadeou seis triunfos e um empate em sete jogos entre o fim do ano passado e o arranque de 2026 —, a derrota contra o Cagliari reinstalou os alertas em Turim. Ao intervalo, o público manifestou essa desconfiança pela via sonora. Só com os dois golos de rajada o ambiente serenou.
É que, nos primeiros 45 minutos, que foram mesmo 45 porque o árbitro tinha pressa para ir à casa de banho e não deu qualquer compensação, apenas a arte e magia de Yildiz incomodou o Benfica. O turco, mago de 10 nas costas e fantasia nos pés, tentou, por duas vezes, o seu movimento de assinatura, a jogada de marca registada, fletindo da esquerda para o meio. Na primeira situação encontrou-se com boa defesa de Trubin, na segunda atirou ao lado.
De resto, as águias encontraram algum conforto na metade inicial. Com uma circulação segura, capaz de evitar a pressão bianconera, os visitantes não foram um vendaval ofensivo, mas tiveram serenidade na posse.
Sudakov repetiu o fato tático de Vila do Conde, partindo do centro e sendo placa giratória da circulação lisboeta. A melhor situação para o 1-0 dos portuguses deu-se quando Schjelderup fez o que Mourinho imaginará que Aursnes ou Barreiro farão quando são utilizados em posições mais avançadas: pressionou e roubou a bola. Sudakov aproveitou para rematar, negando Di Gregorio o golo com uma boa estirada.
Perante o marasmo no jogo italiano, Spaletti recorreu ao nervo e talento de Francisco Conceição. O arranque da segunda parte confirmou as boas sensações para o Benfica, mas foram os locais quem marcou.
Aos 55', Tomás Araújo, central com um certo apreço pelo risco, saiu da linha defensiva para tentar roubar a bola a Jonathan David. O defesa, que já acumula alguns lances menos felizes na temporada, não conseguiu resolver o lance, destapando o espaço na zona central. Lá estava, claro, Khéphren Thuram, cheirando a oportunidade, sentindo a maldição. Rematou colocado e deixou o Benfica em desvantagem.
Enquanto Mourinho preparava a reação vinda do banco, chegou o 2-0. David voltou a trabalhar, na jogada em que a defesa encarnada pareceu mais permeável em todo o desafio. McKennie isolou-se perante Trubin com anormal facilidade e colocou a missão benfiquista em níveis bem mais complicados.
A entrada de Francisco Conceição teve o efeito desejada. Agitou, criou pânico, gerou perigo. O 3-0 parecia certo quando, após cruzamento do canhoto, Dedic desviou a bola para a sua baliza. Trubin evitou, com ajuda do poste.
Se algum mérito tem de ser dado ao Benfica, é que a equipa nunca se rendeu. Aursnes cabeceou ao ferro. Aos 81', veio o lance que confirmou que os poderes do Egito de há dois mil anos estavam a favor de quem vestia de preto e branco. Pavlidis, vindo de uma nação também ela cheia de lendas antigas, cedeu perante as forças ocultas.
Com cinco derrotas em sete jornadas, a continuidade europeia do Benfica está em sério risco. Para a semana, na louca quarta-feira em que 18 jogos em simultâneo fecharão esta fase de liga, só derrotar o Real Madrid servirá para, depois, fazer contas à presença, ou não, no play-off."

Trubin ainda tentou travar o vento norte com as mãos


"Guarda-redes com três defesas de elevado grau de dificuldade evitou males maiores. Dedic como que controlou a estrela Yildiz, Barreiro sempre em alta rotação e muitos — demasiados — num plano baixinho

A figura: Trubin (6)
Muitas vezes diz-se que quando alguém está a ter uma ação que já se sabe que será inconsequente está a tentar parar o vento com as mãos. Trubin bem tentou parar o vento gélido do norte de Itália com as mãos ou até com as pernas, como aconteceu naquele remate de McKennie (53'). Antes disso, com uma estirada para a esquerda impediu os 'bianconeri' de se colocarem em vantagem numa fase bem precoce do encontro (8'). Já com o resultado em 0-2, executou uma parada dificílima (74') quando Tomás Araújo ainda cometendo autogolo. Nos golos sofridos nada a fazer que as bolas eram impossível de defender. Numa equipa com muitos — demasiados — num plano baixinho, o ucraniano ergueu-se para um patamar bem razoável. Mas estava escrito que o Benfica perderia e, por vezes, não se consegue mudar um destino traçado.

Dedic (6) — O bósnio ficou encarregue de travar a estrela da Juventus, Yildiz e cumpriu, como que controlando o turco, que fugiu muitas vezes para se soltar. Ainda se incorporou no ataque, mas devem-se contar pelos dedos duma mão as vezes em que foi servido convenientemente. Não foi brilhante, porém, pelo menos, razoável.

Tomás Araújo (4) — Num jogo de futebol a linha entre o bem e o mal, o herói e o vilão, é sempre muito ténue, demasiado ténue, como se comprovou com o 44 das águias. Estava o jogo a correr-lhe de feição e a cotar-se como um dos melhores quando abordou de forma deficiente o duelo físico com Jonathan David, perdeu-o, a bola sobrou para Khephren Thuram e este inaugurou o marcador.

Otamendi (5) — Parece ter sido contagiado pelo colega do lado e foi ele, a meias com Aursnes, quem falhou no lance do segundo golo da Juventus, permitindo uma impensável troca de bola na sua área num encontro de Champions. Todavia, como é seu timbre, assumiu a liderança do setor recuado dos encarnados e teve um ou outro remate de cabeça com algum perigo na grande área contrária. Tem 37 anos mas continua a esvaziar o tanque por completo a cada jogo.

Dahl (5) — Ficou a meio da ponte, entre o ir e o ficar, entre o defender e o atacar mas, pelo menos, ao contrário de alguns companheiros de equipa, não comprometeu.

Leandro Barreiro (6) — O luxemburguês está longe de ser um predestinado mas a cada lance dá tudo o que tem e empresta uma intensidade ao jogo que não passa despercebida ao treinador. Numa incursão à área contrária, sofreu penálti indiscutível que Pavlidis desperdiçou mas o aí culpa não foi sua.

Aursnes (4) — Após um primeiro tempo discreto, estava a subir os níveis de intensidade e de participação no jogo quando dividiu com Otamendi as culpas no segundo golo da vecchia signora. Ainda teve fôlego e ânimo para atirar uma bola ao poste de cabeça (69’) e mais um remate que passou perto (76’) mas, diga-se, este Aursnes não parece o mesmo de um passado, ainda assim, não muito distante.

Prestianni (4) — Demasiado curto e inconsequente, tomou quase sempre as piores opções e com uma apetência incompreensível para se colocar na boca do lobo, ou seja, à mercê dos adversários. A ilustrar esta tendência para os passos em falso, aos 25 minutos, em posição de servir Dedic que se incorporava no ataque com perigo, decidiu rematar à baliza, com a bola a passar muitíssimo por cima da baliza de Di Gregorio.

Sudakov (6) — Dois remates enquadrados da águia na primeira parte e os dois do ucraniano, o segundo dos quais com perigo (23’). Após o intervalo tentou organizar o futebol ofensivo encarnado, ainda pegou na batuta, mas a orquestra estava desafinada… Quando Mourinho quis mais agressividade, retirou-o do campo e, diga-se, sem que a equipa tenha ganhado grande coisa com a mudança.

Schjelderup (4) — Fez o básico para um extremo: pegou na bola e encarou o defesa contrário, sem nunca ter sido ou demasiado rápido ou tecnicista, o que convém numa equipa da dimensão do Benfica. Louve-se, no entanto, o empenho defensivo, ajudando muitas vezes Dahl a fechar aquela faixa. Mas saiu e toda a gente deve ter percebido porquê…

Pavlidis (4) — Há dias em que as santos caem do altar e foi isso que aconteceu com o grego em Turim. Na primeira parte foi demasiado trapalhão, na segunda melhorou mas só teve dois remates (um ao lado e outro intercetado) e no penálti os deuses da bola viraram-lhe as costas e escorregou. E como o Benfica precisava de um golo naquela altura…

Barrenechea (5) — Organizou um pouco um meio-campo que ameaçava entrar em espiral de asneiras e ainda teve um remate de cabeça à figura (86’).

Ivanovic (5) — Entrou com vontade, colou-se mais à esquerda, mas sem grande impacto na partida.

João Rego (4) — Não mudou uma linha do texto já escrito."

Quem escorrega também cai: ao Benfica faltaram 30 metros


"Águias dominaram na maior parte do jogo mas nunca souberam materializar a pressão. Juventus mais forte nos duelos individuais. Entrada de Francisco Conceição decisiva, penálti de Pavlidis foi o retrato desta Champions para os encarnados

Tal como se esperava, a Juventus teve uma entrada de leão. Com um estádio ruidoso e inteiramente afeto às cores bianconeras, a equipa de Luciano Spalletti sentiu-se empurrada para a baliza de Trubin e canalizou o jogo para o seu melhor jogador, procurando que Kenan Yildiz aparecesse sempre em situação de um para um contra Dedic e fizesse aquilo que sabe fazer melhor: sair da esquerda para o meio e usar o excelente remate de pé direito. Aos 9’ obrigou Trubin a ótima defesa com a mão esquerda e aos 18’ o turco seria novamente protagonista de lance similar, mas com o tiro a sair ao lado.
Só que não demorou muito ao Benfica para encaixar-se na formação italiana. Em boa verdade até coube às águias o primeiro remate de relativo perigo (Sudakov, fora da área, aos 8’ para defesa com algum aperto de Di Gregorio) e esse terá sido o gatilho para que a partir do quarto de hora a formação portuguesa se tornasse dona e senhora do jogo.
Yildiz começou a perder protagonismo em proporção ao crescimento de Prestianni no jogo. O argentino ora mostrava as garras nas ações defensivas ora conduzia muitas transições quase sempre com bom critério, o que foi enervando a Juventus, perdendo muitas bolas em zonas demasiado recuadas face à pressão cada vez mais subida do Benfica. Que por pouco não deu resultado: aos 23’, Schjelderup recuperou bola à entrada da área, permitiu o remate forte de Sudakov para defesa apertada de Di Gregorio e na recarga Lloyd tirou o golo a Pavlidis. Era a melhor oportunidade dos encarnados.
Até ao intervalo foi um domínio total da equipa visitante, que nunca permitiu liberdade a Miretti, o segundo avançado que nunca teve tempo nem espaço para servir de apoio a um muito isolado Jonathan David. Mérito de Aursnes e Leandro Barreiro. Faltou, porém, aquilo que diferencia as grandes equipas das médias: materializar a superioridade com um golo. Prestianni andou perto num remate fora da área, mas não passou disso.

Tudo muda em cinco minutos
Mas se a segunda metade da primeira parte foi toda das águias, o arranque do segundo tempo foi ainda mais vincado: a pressão na Juventus foi uma constante, o Benfica ganhou muitas bolas no último terço e aos 50’ Pavlidis apareceu mais uma vez em zona de finalização, vendo o seu remate desviado para canto.
Aqueles cinco minutos foram, no entanto, uma espécie de aquecimento para a equipa da casa, que efetuara uma mudança estrutural ao intervalo: saiu Miretti, entrou Francisco Conceição e McKennie passou para a zona do segundo avançado. Aos 56’ deu-se o primeiro sinal de uma enxurrada que estava para vir: num primeiro desequilíbrio pelo corredor direito, Conceição abriu alas e a bola acabou no remate de McKennie superiormente defendido por Trubin.
O campo mudava drasticamente de inclinação e a variável em que a equipa italiana é muito mais forte que o Benfica (os duelos físicos) veio ao de cima: Tomás Araújo perdeu na disputa de bola com Jonathan David, a bola sobrou para Thuram e o disparo do francês não tinha defesa possível: 1-0, o estádio foi abaixo, o clima gélido dava lugar a um vulcão.
Mesmo tendo mais posse de bola (51%), o Benfica perdeu referências e equilíbrio demonstrados até então. E mais uma vez a força impôs-se num duelo: Aursnes perdeu no confronto físico com McKennie e numa tabela curta com Jonathan David o americano apareceu na cara de Trubin para o 2-0.
José Mourinho tentou então mudar qualquer coisa. Tirou os já apagados Schjelderup e Sudakov (pulmão só para uma hora), fez entrar Barrenechea e subiu Leandro Barreiro à medida que também proporcionou o ingresso de Ivanovic. Aursnes ainda ameaçou com um cabeceamento ao poste, mas a carga dramática surgiria nos pés de Pavlidis, ao escorregar na execução de um penálti por carga sobre Leandro Barreiro. Faltavam ainda cerca de 10 minutos para o fim. Um lance de tão invulgar (como aquela falha no Dragão, de baliza aberta) quanto revelador do que foi esta Champions para os encarnados: uma soma de erros, infelicidade e sobretudo aquilo que marcou o futebol português há umas décadas e que parecia em extinção: faltam 30 metros ao Benfica."